RESUMOS APRESENTADOS
2671 Resumo encontrados. Mostrando de 811 a 820
PNb0214 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Evolução da instrumentação endodôntica em dentes decíduos: uma revisão de escopo
Isabela do Carmo Custodio, Bianca Katsumata de Souza, Isadora Ricarda Azevedo Silva, Ana Maria Jucá, Thiago Cruvinel, Murilo Priori Alcalde, Thais Marchini de Oliveira, Natalino Lourenço Neto
Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Cole UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A pulpectomia de dentes decíduos é um procedimento desafiador que está em constante evolução, impulsionando a busca por avanços em técnicas e materiais para otimizar o tratamento. Embora a Endodontia tenha avançado significativamente nos últimos anos, especialmente no preparo biomecânico do canal radicular, o tratamento em dentes decíduos não acompanhou essa evolução. Isso resultou na falta de consenso sobre a segurança das novas tecnologias na clínica infantil. Em vista dessa lacuna de informação, o objetivo deste trabalho é uma revisão de escopo realizada com intuito de identificar o estado da arte da instrumentação endodôntica na pulpectomia de dentes decíduos nos últimos 10 anos. Uma busca nas bases de dados PubMed, Embase, Web of Science, Scopus, The Cochrane Library e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) foi realizada associando termos MeSH, instrumentação endodôntica e pulpectomia de dentes decíduos, combinando-os com operadores booleanos pré-definidos adaptados a cada base de dados bibliográficos. Foram incluídos estudos laboratoriais sobre instrumentação de dentes decíduos de 2013 a 2023. De 1787 artigos encontrados na busca das bases de dados, 67 artigos foram avaliados na sua íntegra e de acordo com os critérios de elegibilidade 23 artigos foram incluídos nessa revisão de escopo. Os estudos incluídos avaliaram tempo de instrumentação, centralização, transporte de canal e volume em dentes decíduos.
Diferentes instrumentos foram sugeridos para a pulpectomia de dentes decíduos, desde limas manuais a mecanizadas, sistemas rotatórios e reciprocantes. A utilização de instrumentos mecanizados mostrou benefícios, resultando em canais cônicos e menor tempo clínico, favorecendo o tratamento infantil.
(Apoio: FAPs - FAPESP N° 2021/06152-0 | FAPs - FAPESP N° 2022/07959-0 | FAPs - FAPESP N° 2022/08413-1)
PNb0215 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Análise de desconforto de indivíduos submetidos ao tratamento ortodôntico com alinhadores estéticos: estudo piloto
Jessica Tavares do Nascimento de Sousa, Andre Oswaldo Veronezi, Joseli Maria Cordeiro, Renata Oliveira Guaré, Tatiane Fernandes Novaes, Michele Baffi Diniz
Pós Graduação / Mestrado UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar o desconforto de indivíduos submetidos ao tratamento ortodôntico com alinhadores estéticos após 6 meses do início do tratamento. O estudo foi conduzido em 19 indivíduos com idade entre 18 e 45 anos, de ambos os sexos, que procuraram tratamento ortodôntico com alinhadores estéticos Invisalign®. Os participantes apresentavam oclusão tipo I de Angle e apinhamento anterior com discrepância de modelos de até 4mm. Após a confecção dos attachments (ATT), os participantes receberam seu conjunto de alinhadores, com consultas mensais de controle. O relato de desconforto nos tecidos orais e funções de mastigação, deglutição e fala foi avaliado após 6 meses do início do tratamento através da aplicação de um questionário empregando uma escala dicotômica "ausência" e "presença" de desconforto. Foi também investigada a percepção na estética dos dentes, de saúde bucal e hábitos de higiene oral. Os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher foram empregados (α=5%) para comparação. Observou-se que 79% dos participantes relataram desconforto significativo na fala (p=0,0218), contudo não houve impacto significativo nos tecidos orais (língua, bochecha, lábios), mastigação (alimentos duros e macios) e cor dos dentes e dos ATT (p>0,05). A maioria dos participantes (78,9%) relatou ausência de sinais de inflamação gengival (p=0,0218). Quanto aos hábitos de higiene oral, 100% faziam uso de fio dental regularmente e a maioria não utilizava escova interdental ou unitufo (89,5%) e irrigador oral (89,5%) como métodos coadjuvantes (p=0,0013).
Pôde-se concluir que, apesar de esteticamente favorável, o uso de alinhadores removíveis envolve o relato de desconforto na fala após 6 meses de uso regular pelos indivíduos em tratamento ortodôntico.
(Apoio: CAPES)
PNb0217 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Possível bruxismo do sono, estilos parentais e traços de personalidade em crianças: existe associação?
Letícia Fernanda Moreira Dos Santos, Jessica Aparecida Silva Rabelo, Ivana Meyer Prado, Isabela Almeida Pordeus, Cristiane Baccin Bendo Neves, Saul Martins Paiva, Júnia Maria Cheib Serra-negra
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo transversal desenvolvido na cidade de Divinópolis, Minas Gerais, avaliou a associação do possível bruxismo do sono (PBS) com estilos parentais e traços de personalidade de crianças. Participaram 301 pais/cuidadores de crianças de quatro a sete anos, de ambos os sexos e todos residentes em Divinópolis. Um questionário eletrônico autoaplicável, hospedado na plataforma Google Forms e divulgado via WhatsApp©, abordou características sociodemográficas e comportamentos relacionados ao sono, incluindo a gravidade das atividades do PBS (leve, moderado e grave). Os estilos parentais e os traços de personalidade foram avaliados por meio da versão brasileira do Questionário Dimensões e Estilos Parentais e do Questionário de Personalidade de Eysenck-Júnior, respectivamente. Foram realizadas análise descritiva e regressão logística multinomial (P < 0,05). A prevalência de PBS leve e moderado/grave foi de 18,3% e 13,0%, respectivamente. O sexo masculino (OR = 2,07; IC 95% = 1,09 - 3,91; P = 0,025) e o relato de ronco (OR = 2,98; IC 95% = 1,55 - 5,73; P = 0,001) foram associados ao PBS leve. Crianças do sexo masculino (OR = 2,61; IC 95% = 1,20 - 5,70; P = 0,015) e aquelas com níveis altos de neuroticismo (OR = 2,27; IC 95% = 1,06 - 4,860; P = 0,034) foram mais propensas ao PBS moderado/grave. Práticas parentais mais democráticas diminuíram a chance de PBS moderado/grave (OR = 0,37; IC 95% = 0,16 - 0,86; P = 0,022).
O sexo masculino, níveis altos de neuroticismo, práticas parentais menos democráticas e ronco foram associados ao nível de gravidade do PBS, reforçando o caráter multifatorial do comportamento bruxômano e a necessidade de uma equipe multidisciplinar na abordagem do PBS na prática clínica da Odontopediatria.
(Apoio: CNPq N° 406840/2022-9)
PNb0219 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Padronização da proporção do cimento de óxido de zinco e eugenol para obturação de condutos de dentes decíduos
Tatiane Ramos Dos Santos Jordão, Eduarda Marques do Vale, Fabíola Fontes Galdino, Vera Mendes Soviero, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se determinar a proporção ideal de cimento de óxido de zinco e eugenol (OZE) para obturação de dentes decíduos baseando-se nos testes de escoamento e tempo de presa. Foram testadas duas marcas de OZE: Biodinâmica® (BD) e Maquira® (MQ). O pó de óxido de zinco (1,32g) foi combinado a 4, 5 ou 6 gotas de eugenol. Para fins de comparação, foram incluídos o cimento endodôntico Endofill® e o creme dental Colgate Total 12®. Para o teste de escoamento (ISO 6876/2001), 5 amostras com volume de 0,05 mL foram comprimidas em duas placas de vidro e os diâmetros foram medidos em triplicata. Para o tempo de presa (ISO 6876/2001), 5 amostras foram manipuladas e inseridas em anéis de aço inoxidável (10mm X 2,0 mm). O tempo final de presa foi registrado quando o identador (diâmetro = 2 mm) parou de marcar a amostra. Os dados foram submetidos aos testes Kruskal-Wallis e Mann-Whitney (p<0,05). BD apresentou escoamento diretamente proporcional ao aumento de gotas. Para MQ, ao adicionar 5 ou 6 gotas de eugenol, houve maior escoamento do que com 4 gotas. Ao comparar o mesmo número de gotas das duas diferentes marcas, MQ apresentou maior escoamento com 4 e 5 gotas. Comparados ao creme dental, MQ com 5 e 6 gotas e BD com 6 gotas apresentaram escoamento similar (p=0,05), enquadrando-se na Especificação n°57 da American Dental Association (ADA). Observou-se maior escoamento do cimento Endofill® quando comparado aos demais grupos. O tempo de presa foi diretamente proporcional ao número de gotas em ambas as marcas, sendo o de MQ maior que o de BD.
O cimento Biodinâmica® com 6 gotas e Maquira® com 5 e 6 gotas são os mais indicados para a obturação do conduto de dentes decíduos e que o creme dental Colgate Total 12® pode ser utilizado como padrão de consistência para manipulação do OZE.
(Apoio: CNPq | FAPs - FAPERJ)
PNb0220 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Influência da magnificação no desempenho do critério MIH-SSS para avaliação da severidade de HMI em crianças: estudo piloto
Giulia Barbero, Leticia Lima Bressiani, Eduardo Bresciani, Renata Oliveira Guaré, Michele Baffi Diniz
Mestrado em odontologia UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo piloto foi avaliar o desempenho do critério MIH-SSS (Molar Incisor Hypomineralization - Severity Scoring System) com e sem magnificação na avaliação da severidade da Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) em escolares. Foram avaliadas 19 crianças com idade entre 6 e 11 anos, de ambos os sexos, que procuraram atendimento em uma Clínica Escola. Ao total foram avaliados 228 dentes permanentes (incisivos e primeiros molares) e 516 superfícies dentárias. O exame clínico foi realizado após a profilaxia profissional por um único examinador em dois momentos: (A) sem e (B) com magnificação com lupa (aumento de 3.5x), empregando o critério MIH-SSS. Em seguida, as crianças foram avaliadas por um examinador de referência (R) calibrado para validação das superfícies sem uso de magnificação. Dentre as crianças diagnosticadas com HMI (42,2%), a maioria apresentava a forma leve (31,6%), seguido das formas moderada (5,3%) e grave (5,3%) (p=0,0023). A reprodutibilidade intra-examinador (AxB) e inter-examinador (AxR/BxR) foi calculada pelo coeficiente Kappa ponderado com valores 0,968 e 0,824/0,854, respectivamente. Os valores de sensibilidade/especificidade/área sob a curva ROC para A e B foram 0,65/0,94/0,794 e 0,68/0,96/0,819, respectivamente, sem diferença significativa (p>0,05). O teste Qui-quadrado mostrou associação significativa entre os dados coletados em A/B e R (p<0,0001). Os valores do Coeficiente de Correlação de Spearman (rho) foram 0,494 e 0,578 entre AxR e BxR, respectivamente (p<0,0001).
O uso da magnificação apresentou desempenho semelhante ao exame clínico sem lupa com o critério MIH-SSS para classificação da severidade de HMI em crianças.
(Apoio: CAPES)
PNb0223 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação do perfil e das condições associadas a bruxismo e disfunção temporomandibular em crianças e adolescentes em centro especializado
Rita de Cássia Floreano, Gabriela do Manco Machado, Isabel Cristina Olegário da Costa, Mariana Minatel Braga, Adriana de Oliveira Lira
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A fim de caracterizar perfil de crianças e adolescentes com Bruxismo do Sono (BS) e/ou Disfunção Temporomandibular (DTM), em centro de pesquisa, e estabelecer associações entre as variáveis pesquisadas. Após aprovação do projeto no CEP, foram avaliados prontuários de pacientes com BS e/ou DTM e excluídos os que apresentavam dados incompletos e com bruxismo da vigília isolado. O diagnóstico do BS foi feito no nível provável e o de DTM seguindo o Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders. As variáveis investigadas por questionário validado. A análise estatística utilizou teste de qui-quadrado (IC 95%; α=5%). De 191 prontuários, 116 foram incluídos. Destes, 98 (84.67%) pacientes apresentaram BS, sendo 75.86% com BS isolado e 8.62% com BS e bruxismo de vigília. No total, 30.17% com DTM, e entre esses 48,57% apresentando as duas condições. Não foram encontradas diferenças entre sexo feminino e masculino e presença de BS e DTM. Menores de 6 anos de idade apresentaram maior frequência de BS (p=0.002). A presença de DTM foi maior acima de 6 anos (p<0.001). Em relação aos fatores de risco, trauma e hábitos parafuncionais, apresentaram associação estatisticamente significante e cefaleia não foi uma comorbidade significante. Para BS, genética (p=0.007) e obstrução de vias aéreas (p=0.049) apresentaram maior significância. Já na qualidade do sono, 39.77% indivíduos pontuaram escores acima do aceitáveis para distúrbios respiratórios e 28.40% para hiperhidrose.
A queixa principal foi de BS e a curva da frequência de BS e DTM são inversas, em relação à idade. Os fatores mais significativos para DTM foram trauma e hábitos parafuncionais e para o BS, hereditariedade e alteração do padrão respiratório, que também é o distúrbio de sono mais frequente.
PNb0224 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Acurácia do planejamento virtual de cirurgia ortognática em indivíduos com má oclusão de Classe III utilizando alinhadores ortodônticos
Luana Karine Amaro Silva, Arthur Silva Cunha, José Augusto Mendes Miguel
Odontologia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A baixa qualidade de evidências sobre resultados do tratamento ortodôntico utilizando alinhadores (AO) em casos orto-cirúrgicos gera insegurança quanto à confiabilidade dessa abordagem, principalmente durante o ato cirúrgico. O objetivo do estudo foi avaliar se a utilização de AO impacta a acurácia do planejamento cirúrgico virtual (PCV) em pacientes submetidos à abordagem do benefício antecipado (BA), comparando com um grupo de indivíduos submetidos à mesma abordagem cirúrgica, porém com aparelhos fixos convencionais (AF). Quatorze pacientes (7 em cada grupo) com má oclusão Classe III, sem crescimento, foram incluídos. A comparação entre o PCV e o resultado pós-cirúrgico foi realizada por meio da avaliação do deslocamento translacional, sagital e transversal, da sobreposição de modelos tridimensionais da maxila e mandíbula gerados a partir de tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC). Entre os resultados obtidos e do PCV, considerando um limiar de relevância de 2mm, não foram encontradas diferenças clinicamente significativas. A acurácia do PCV entre os grupos nas direções sagital e transversal para os lados direito e esquerdo, respectivamente, não apresentou diferenças significativas para maxila (p=0,73, p=0,91, p=0,11) e mandíbula (p=0,79, p=0,97, p=0,24).
Conclui-se que o uso de AO não compromete a acurácia do PCV para determinar o posicionamento dos segmentos maxilares e mandibulares em pacientes submetidos ao BA.
(Apoio: CAPES N° 88887.966143/2024-00)
PNb0225 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Barreiras ao uso do diamino fluoreto de prata na paralisação de lesões cariosas em crianças: avaliação da percepção de cirurgiões dentistas
Eduarda Marcelino Ribeiro Freitas, Natália Corrêa Pires, Ilda Machado Fiuza Gonçalves, Patrícia Corrêa-Faria
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O dentista tem um papel importante em esclarecer os cuidadores sobre a aplicação do diamino fluoreto de prata (DFP) e aumentar a sua aceitação em relação a este tratamento. Para isso, é necessário entender a sua percepção sobre o DFP e identificar as barreiras à indicação pelo profissional. Os objetivos deste estudo foram verificar o uso de DFP e identificar as barreiras que dificultam a indicação pelos dentistas inscritos no Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CROGO). Por meio de um questionário eletrônico foram obtidas informações sobre o uso de DFP em dentes decíduos e permanentes, e as barreiras à sua indicação. As principais barreiras identificadas em estudos prévios foram listadas no questionário. Os participantes poderiam marcar quantas opções fosse necessário. Medidas de frequência foram obtidas. Participaram 122 dentistas. O uso de DFP em dentes decíduos foi relatado por 29,5%. Apenas 11,5% relataram usar o DFP em dentes permanentes. Em ambas as dentições, o produto era usado raramente ou às vezes. As principais barreiras ao uso do DFP foram o manchamentos dos dentes (75,4%), a não aceitação dos pais/cuidadores (73,0%) e o desconhecimento do dentista sobre o produto (66,4%) e a sua eficácia (44,3%). O fato de o dente não ser restaurado imediatamente foi indicado por 45,9% dos dentistas.
Concluiu-se que o baixo uso e indicação do DFP pelos dentistas se deve às alterações no aspecto estético e ao desconhecimento do profissional. Diante disso, ressalta-se a necessidade de atualização dos profissionais e o treinamento para a interpretação e a implementação das evidências científicas na rotina clínica.
PNb0226 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Influência do iodeto de potássio associado ao diaminofluoreto de prata na alteração de cor de lesões de cárie em dentina de dentes decíduos
Samira Ribeiro Rodrigues, Renan Freitas Ferreira, Renata Oliveira Guaré, Eduardo Bresciani, Eric Mayer dos Santos, Michele Baffi Diniz
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar in vitro a influência do iodeto de potássio (IK) associado a diferentes concentrações de diaminofluoreto de prata (DFP) na alteração de cor de lesões de cárie em dentina de dentes decíduos. Foram selecionados 42 dentes decíduos extraídos com lesão de cárie em dentina (ICDAS 5 e 6) que foram divididos aleatoriamente em 4 grupos: G1 - Riva Star Aqua Step 1 38% (n=11), G2 - Cariestop 30% (n=10), G3 Riva Star Aqua Step 1 38% + Step 2 IK (n=11) e G4 - Cariestop 30% + IK (n=10). Os dentes foram analisados por meio de espectrofotômetro digital VITA Easyshade® V (sistema CIEL*C*h) em 5 períodos: baseline, 24 horas, 48 horas, 7 dias e 14 dias após tratamento com DFP. Após análise de cor inicial, os dentes passaram pelo tratamento da superfície seguindo as instruções do fabricante de acordo com cada grupo. Durante o processo, os dentes foram mantidos em saliva artificial. A variação total de cor foi determinada através do delta E (∆E) em todos os períodos de avaliação. Os dados foram comparados pelo teste ANOVA a 2 fatores com medidas repetidas com pós-teste de Tukey (α=5%). Observou-se diferença significativa para as variáveis tempo, grupo e interação tempo*grupo (p<0,0001). O ∆E manteve-se estatisticamente semelhante no baseline e após 24 horas entre todos os grupos (p>0,05). A partir de 48 horas, observou-se diferença significativa entre os valores médios de ∆E entre os grupos G1 e G4 (p<0,05), enquanto os grupos G3 e G4 foram estatisticamente similares (p>0,05). O grupo G4 apresentou valores médios de ∆E estatisticamente semelhantes em todos os períodos de avaliação (p>0,05).
A solução de IK associada a diferentes concentrações de DFP influenciou na alteração total de cor (∆E) de lesões de cárie em dentina de dentes decíduos.
(Apoio: CAPES)
PNb0227 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Crianças com hipomineralização molar-incisivo unilateral podem apresentar hiperatividade muscular contralateral
Kelly Fernanda Molena, Lígia Maria Napolitano Gonçalves, Simone Cecilio Hallak Regalo, Selma Siessere, Milena Rodrigues Carvalho, Francisco Wanderley Garcia de Paula-silva, Alexandra Mussolino de Queiroz, Fabrício Kitazono de Carvalho
Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da hipomineralização de molares-incisivos (HMI) unilateral no sistema estomatognático de crianças, investigando se existe maior comprometimento no lado afetado em termos de atividades posturais e mastigatórias e força oclusal. Quatorze crianças com HMI unilateral (idade média: 7,92 anos) foram incluídas neste estudo observacional transversal boca-dividida. A eletromiografia (EMG) avaliou a atividade dos músculos masseter e temporal durante várias posturas da mandíbula e mastigação habitual. Os contatos de força oclusal foram medidos usando o T-SCAN®. As investigações foram utilizadas para comparar o lado com HMI com o lado sem o defeito. A análise estatística empregou o teste de Shapiro-Wilk, Wilcoxon e o Teste-t pareado, seguindo um nível de significância de 5%. Foi observada hiperatividade muscular no lado não afetado pela HMI, evidenciada pelos dados da EMG, indicando maior contração voluntária em comparação com o lado afetado para músculo temporal em repouso (p = 0.01) e masseter em lateralidade direita (p = 0.02). Não foi encontrada diferença significativa na força oclusal entre os lados analisados.
Este estudo sugere que crianças afetadas por HMI unilateral demonstraram disfunção no sistema estomatognático, caracterizada por hiperatividade muscular pronunciada nos músculos masseter e temporal no lado contralateral. Essa condição pode resultar em uma sobrecarga que pode afetar a funcionalidade normal desse sistema.
(Apoio: CNPq N° 405914/2021-0)