RESUMOS APRESENTADOS

2725 Resumo encontrados. Mostrando de 371 a 380
PN-R0307 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 15
Avaliação do potencial de evasão entre acadêmicos de odontologia da universidade federal do ceará: um estudo transversal
Sara Maria Silva, Raynária da Silva Torres, Pedro Magalhães de Lima Neto, Lília Viana Mesquita, Janaina Ferreira da Costa, Romulo Rocha Regis, Paulo Goberlânio de Barros Silva, Thyciana Rodrigues Ribeiro
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A evasão estudantil representa um dos principais desafios enfrentados pelas instituições de ensino, afetando diretamente os resultados dos sistemas educacionais. Diante disso, objetivou-se avaliar o potencial de evasão dos acadêmicos do curso de odontologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) em Fortaleza. Para isso, realizou-se um estudo transversal com 145 alunos de ambos os sexos, regularmente matriculados do 1° ao 5° semestre. Aplicou-se um questionário contendo perguntas sobre perfil socioeconômico, motivação na escolha do curso, participação em vestibulares anteriores, satisfação e perspectivas de permanência no curso. Os dados foram expressos em forma de frequência absoluta e percentual e associados à intenção de fazer outro vestibular por meio dos testes qui-quadrado ou Exato de Fischer (software SPSS versão 20.0; p < 0,05). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFC (parecer n° 5.759.363). Observou-se que a maioria dos alunos era do sexo feminino (n = 86; 59,3%), tinha entre 21 e 25 anos (n = 70; 48,3%) e era natural de Fortaleza (n = 87; 60,0%). Apenas 22 (15,2%) alunos manifestaram interesse em prestar um novo vestibular. O risco de evasão foi maior entre os que moravam sozinhos (p = 0,036) e inversamente associado ao semestre (p = 0,006). Além disso, foi menor entre os que tinham recursos próprios ou apoio financeiro da família para custear despesas extras da graduação (p = 0,036) e maior entre aqueles que já haviam prestado outros vestibulares antes de ingressar no curso de Odontologia (p = 0,041).
Contudo, os resultados da presente pesquisa sugerem um baixo potencial de evasão entre os acadêmicos avaliados.
(Apoio: CNPq - INCT Saúde Oral e Odontologia N° 406840/2022-9)
PN-R0308 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 15
Comparação da estrutura das Unidades Básicas de Saúde do Brasil para a realização de ações do Telessaúde nos 2º e 3º ciclos do PMAQ-AB
Denise Oliveira Franco, Rafaela da Silveira Pinto, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Antonio thomaz Gonzaga da Matta- Machado , Renata de Castro Martins
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo comparou a disponibilidade de equipamentos de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para as ações do Telessaúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) participantes do 2º e 3º ciclos do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), por regiões brasileiras. Bancos de dados secundários do 2º e 3º ciclos do PMAQ-AB foram utilizados. As UBS participantes dos dois ciclos foram avaliadas em relação à presença de 7 TIC: computadores, câmera, caixas de som, microfone, impressora, televisão e disponibilidade de internet suficiente. A presença de cada TIC atribuiu à UBS um escore, sendo a pontuação final a soma do número de todas as TIC. Os resultados foram analisados descritivamente utilizando o SPSS versão 22.0. A comparação de escore entre os dois ciclos foi realizada por meio do teste de Wilcoxon (p ≤ 0,05). Foram avaliadas 22.021 UBS. Houve um aumento significativo no escore das TIC do 2º para o 3º ciclo no Brasil e regiões brasileiras (p<0,0001). A região Sul passou do escore mediano de 4,5 para 5; a Centro-Oeste de 3,5 para 4; a Norte de 2 para 3 e a Nordeste de 1 para 3. A região Sudeste manteve o escore mediano de 4 nos dois ciclos. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, respectivamente, apresentaram as maiores medianas de escore em ambos os ciclos, mostrando as melhores estruturas de TIC.
A disponibilidade de equipamentos de TIC nas UBS melhorou do 2º para o 3º ciclo do PMAQ-AB, com diferenças regionais.
(Apoio: FAPs - FAPEMIG | CAPES | PRPq/UFMG)
PN-R0309 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 15
Experiência durante a formação e interesse de cirurgiões-dentistas atuantes na Atenção Primária à Saúde para o trabalho interprofissional
Maria Augusta Ramires Piemonte, Raissa Sella Negrao, Mathias Roberto Loch, Marilisa Carneiro Leão Gabardo, Pablo Guilherme Caldarelli
PPGO UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A Estratégia de Saúde da Família (ESF) tem sido adotada como modelo para aprimorar a Atenção Primária à Saúde (APS), com a prática colaborativa sendo fundamental para fortalecer o sistema de saúde, embasada na atuação interprofissional. No entanto, observam-se resistências, possivelmente devido à tardia incorporação das Equipes de Saúde Bucal na ESF e à formação tradicionalmente focada em abordagens curativas e tecnicistas. Foi investigada a disposição e a experiência de cirurgiões-dentistas para o trabalho interprofissional em municípios de pequeno porte no estado do Paraná (PR), Brasil. Participaram do estudo 33 cirurgiões-dentistas atuantes na APS de municípios de pequeno porte do estado do PR, os quais foram investigados quanto às suas experiências durante a formação e o interesse para o trabalho interprofissional. Os dados foram coletados por meio de questionário enviado por correio eletrônico. Quanto ao perfil dos participantes, 23 (70%) eram do sexo feminino, 13 com predomínio da faixa etária entre 20 e 29 anos (39%), 29 eram brancos (88%), e 16 tinham curso de especialização completo (49%). Quanto à experiência na APS, 18 (52%) relataram atuar há dez anos ou mais. Observou-se que 23 (70%) tiveram experiências de trabalho em equipe durante a graduação, principalmente em disciplinas do curso e projetos extracurriculares; 23 (70%) participaram de cursos nos últimos três anos. Demonstraram interesse em futuras capacitações sobre a temática 19 (58%) dos participantes.
Concluiu-se que a educação interprofissional é comum na formação, mas há falta de interesse na aplicação prática desses conhecimentos.
PN-R0310 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 15
Letramento em saúde bucal em comunidades com isolamento geográfico no sul do Brasil
Rafaella Bom Dos Santos Hochuli Schmitz, Amanda Cristina Rocha, Sophia Lecheta Venske, Gabriella Mazzarolo, Fabian Calixto Fraiz
ESTOMATOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esse estudo transversal avaliou a influência do isolamento geográfico no nível de letramento em saúde bucal (LSB) em comunidades remotas no sul do Brasil. Foram envolvidos 173 pais de crianças da rede municipal de educação de Guaraqueçaba, PR. Para acessar o LSB foi utilizado o instrumento Oral Health Literacy - Adult Questionnaire (OHL-AQ) em sua versão validada para o português do Brasil. As seções compreensão da leitura, numeracia e tomada de decisão do OHL-AQ foram incluídas e o resultado dicotomizado pela mediana. O município apresenta isolamento geográfico sendo maior nas comunidades insulares e rurais seguida da sede administrativa. Análises univariadas e múltiplas de Poisson com variância robusta foram realizadas para verificar a associação do LSB com as covariáveis (α=0,05). A idade média das crianças foi 7,18 (SD= 1,77) anos. A maioria residia em área rural remota (43,7%), seguida da área insular (34,7%) e da sede administrativa do município (22%). O grau de isolamento geográfico da moradia foi associado ao baixo LSB dos pais. Baixo LSB dos pais foi mais prevalente nas regiões insulares (RPa= 2,033; IC= 1,244 - 3,322) e rurais (RPa= 1,715; IC= 1,055 - 2,788) quando comparado com a sede administrativa. Pais com menor estudo formal apresentaram prevalência de baixo LSB 64,7% (IC95%= 1,203 - 2,255) maior daqueles com maior estudo formal. Crianças que nunca consultaram o dentista tinham pais com maior prevalência de baixo LSB (RPa= 1,603; IC95%: 1,237 - 2,078) quando comparadas com aquelas que já haviam realizado consulta odontológica.
O maior isolamento geográfico foi associado de forma independente ao menor LSB. É necessário reduzir as barreiras de acesso aos serviços odontológicos e estabelecer estratégias para melhorar o nível de LSB.
PN-R0313 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 16
A Trend da infração ao Código de Ética Odontológica:
Geovana Vieira, Tânia Adas Saliba, Cristhiane Martins Schmidt
Saúde Coletiva UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
As infrações éticas cometidas por perfis de clínicas odontológicas na rede social Instagram trazem à tona profissionais por vezes mal informados e sem conhecimento sobre o Código de Ética Odontológica (CEO). O propósito do presente estudo foi analisar o perfil no Instagram de Clínicas Odontológicas e avaliar as infrações cometidas ao CEO. Foram avaliados o perfil de 103 clínicas odontológicas na rede social Instagram no mês de Março de 2024. Entre os critérios para verificar se haviam infrações ao CEO os seguintes questionamentos: 1) Consta nome e número de inscrição do responsável técnico? 2) Consta o nome representativo da profissão? 3) Há imagens de Antes X Depois ? 4)Essas clínicas são exclusivamente para atendimento ou oferecem cursos a outros cirurgiões-dentistas?Foi realizada também uma revisão sistemática nas bases de dados Lilacs, Google Acadêmico e Scielo para embasamento dos resultados encontrados com base na análise dos perfis no Instagram. Entre os achados do trabalho 96% das clínicas não fazem uso do nome ilustrativo da profissão "cirurgião-dentista", empregando sinônimos como "doutor(a)" e "dentista". Em relação a indicação do responsável técnico 74% das instituições de atendimento odontológico não fazem menção ao mesmo. E a postagem de procedimento com antes e depois é realizada por 87% dos perfis. Dos estabelecimentos 89% se destinam exclusivamente a atendimentos.
Os achados indicam significativo número de odontólogos sem conhecimentos, preocupações e responsabilidades sobre seus atos e as consequências dos mesmos, com ausência de moral e ética tanto profissional quanto pessoal.
(Apoio: CAPES N° 001)
PN-R0314 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 16
Características sociodemográficas e tempo de espera para tratamento do câncer de boca: análise no Brasil 2000-2019
Thais de Moraes Souza, Liliane Cristina Barbosa, Raimundo Sales de Oliveira Neto, Roosevelt Silva Bastos
Ortodontia e Saúde Coletiva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo investigou a associação entre características sociodemográficas e clínicas e o tempo de espera para início do tratamento de homens com câncer de boca (CB) no Brasil, no período de 2000 a 2019. A partir dos dados secundários do Sistema Nacional de Informações de Registros Hospitalares do Câncer, foi efetuada uma análise descritiva das características sociodemográficas e clínicas dos pacientes. Os testes estatísticos de Kruskal-Wallis e Wilcoxon foram realizados para identificar associações entre o tempo para início do tratamento (TIT) e as variáveis categóricas. A análise mostra que pacientes de raça preta têm uma mediana de tempo de espera mais longa (67 dias) em comparação com brancos (56 dias) e pardos (63 dias) (p>0,001). Pacientes com menos de 8 anos de estudo têm uma mediana de TIT maior (61 dias) em comparação com os com mais de 9 anos de estudo (56 dias) (p>0,001). Pacientes que se deslocam tem uma mediana de tempo de espera maior (60 dias) em comparação com os que não se deslocam (55 dias) (p>0,001). Pacientes na região Sul têm o menor tempo de espera (46 dias), enquanto aqueles na região Norte têm o maior TIT (65 dias) (p>0,001). Observou-se uma tendência de aumento do TIT ao longo do período estudado para pacientes diagnosticados com CB.
Homens expostos à vulnerabilidade social sofrem mais com o TIT prolongado, o que pode comprometer o prognóstico da doença, acarretando baixa sobrevida. Ademais, a má organização e distribuição dos equipamentos técnicos e serviços da rede de atenção oncológica possuem uma inter-relação com os fatores sociodemográficos e econômicos, que resulta na desigualdade do acesso aos serviços de saúde, representada nas diferenças observadas entre os TIT neste estudo.
PN-R0316 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 16
Análise da mudança na atuação profissional de egressos após o Mestrado Profissional
Camila Mundim Palhares, Rafaela da Silveira Pinto, João Henrique Lara Amaral, Renata de Castro Martins, Simone Dutra Lucas
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo transversal avaliou fatores associados à mudança na atuação profissional dos egressos de um curso de Pós-Graduação em Odontologia. Um total de 58 egressos, do Mestrado Profissional (MP) de Odontologia em Saúde Pública da UFMG, do período de 2016 a 2019, foram convidados a participar da pesquisa. Um questionário semiestruturado on line foi enviado aos participantes por WhatsApp. A variável dependente foi a mudança na atuação profissional após a conclusão do MP (modificou pouco/não modificou; modificou muito). As variáveis independentes foram demográficas, vínculo com serviço público de saúde, atuação em consultório privado/público e docência e satisfação profissional. Os dados foram analisados descritivamente e por Análises de Regressões de Poisson bivariadas com variância robusta (p<0,05) no SPSS 23.0. Dos 47 egressos (81%) que responderam ao desfecho, a maioria declarou ser do sexo feminino (71,7%), com idade entre 31 e 40 anos (39,1%), residente em Belo Horizonte (68,1%) e com vínculo com serviço público de saúde (78,7%). Quanto ao vínculo profissional, 36,2% deixaram de atuar em consultório privado, 78,7% mantiveram atuação em consultório público, 17,0% passaram a atuar em docência e 38,3% estavam satisfeitos com 5 ou mais itens avaliados quanto à satisfação profissional. Residir em outros municípios de Minas Gerais (RP=1,46) e em outros estados (RP=1,55) se associou à maior modificação na atuação profissional, e continuar trabalhando em consultório privado se associou à pouca modificação/não modificação na atuação profissional (RP= 0,68).
Contexto geográfico, como local de residência, e tipo de prática profissional foram os fatores associados à mudança na atuação profissional dos egressos avaliados.
PN-R0317 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 16
Saúde bucal e Doença Falciforme e a (des) Inteligência Artificial
Raquel Costa Martins, Flávia do Bem Castilho de Almeida, Márcia Pereira Alves dos Santos
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A Inteligência artificial (IA) tem a capacidade de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas. Há uma oferta diversificada de sites que utilizam a IA, inclusive com aplicação na área odontológica. A Doença Falciforme (DF) é uma doença hematológica hereditária e genética com repercussões para o sistema estomatognático e para o manejo odontológico. No entanto, muitos cirurgiões-dentistas desconhecem a DF. Este estudo buscou em sites e comparou com literatura específica, os resultados apresentados pela IA mais populares e gratuitas sobre o conhecimento da DF em saúde bucal. Para isso, foram elaboradas 10 perguntas diretas a respeito do tema, aplicadas de forma randomizada nos sites. Todas iniciavam com o comando: "Responda objetivamente usando referências bibliográficas ". As buscas foram realizadas nas plataformas Chat GPT 3.5, Copilot, Gemini, e LuziaAI, esta última ferramenta do Whatsapp, entre 19 e 23 de abril de 2024. As respostas foram comparadas à literatura científica e classificadas como corretas (RC) e incorretas (RI). Como principais resultados, Luzia AI foi a única que não referenciou suas respostas e apresentou 100% RI, Chat GPT 3.5 apresentou 50% de RI, IA Gemini e o Copilot apresentaram 30% de RI. As discrepâncias ocorreram para contraindicação de anestésicos, medicamentos e orientações sobre atendimento odontológico durante crise álgica.
A IA foi uma fonte de informações com divergências da literatura científica específica.
PN-R0318 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 16
Fatores associados à autopercepção negativa de saúde bucal em brasileiros com diabetes
Annyelle Anastácio Cordeiro, José Lima Silva Júnior, Ramon Targino Firmino, Érick Tássio Barbosa Neves, Ana Flávia Granville-garcia
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Investigar os fatores associados à autopercepção negativa de saúde bucal entre brasileiros com diabetes. Foi realizado um estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. A amostra foi composta por 88.531 brasileiros com 18 anos ou mais. O desfecho foi mensurado pela questão norteadora: "Em geral, como você avalia sua saúde bucal?". As características sociodemográficas, hábitos de saúde bucal, estilos de vida e a presença de outras Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) foram avaliadas. A análise foi conduzida por meio da regressão de Poisson com variância robusta (p≤0,05). A prevalência de autopercepção negativa de saúde bucal entre brasileiros com diabetes estimada foi de 36,99% (IC95%: 34,87 - 39,11). Foram associados a uma pior percepção o sexo masculino (RP: 1,17; IC95%: 1,05 - 1,30), cor não branca (RP: 1,17; IC95%: 1,02 - 1,35), rendimento domiciliar per capita de até meio salário-mínimo (RP:1,57; IC95%: 1,11 - 2,22), ingestão abusiva de álcool (RP:1,26; IC95%: 1,05 - 1,53) e ter outra DCNT (RP:1,34; IC95%: 1,14 - 1,58). Por outro lado, a escovação dos dentes pelo menos duas vezes ao dia (RP:0,74; IC95%: 0,67 - 0,81), o uso de escova, pasta e fio dental (RP:0,76; IC95%: 0,66 - 0,86), consulta odontológica nos últimos 12 meses (RP:0,85; IC95%: 0,75 - 0,96) e a prática regular de atividades físicas (RP: 0,82; IC95%: 0,70 - 0,95) foram associados a uma autopercepção de saúde bucal positiva.
Fatores socioeconômicos, consumo excessivo de álcool e presença de outras DCNT influenciaram negativamente a autopercepção de saúde bucal, enquanto bons hábitos de saúde bucal e geral influenciaram positivamente a autopercepção de saúde bucal em brasileiros diabéticos.
(Apoio: CNPq (Grants INCT Saúde Oral e Odontologia) N° 406840/2022-9)
PN-R0319 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 16
Estratégias educacionais sobre avulsão dentária para professores:um estudo de intervenção
Taís Zacaria, Simone Tuchtenhagen, Juliane Carla Taufer, Mardiore Fontella de Carvalho, Thaissa Chagas Fochi, Fernanda Ruffo Ortiz
ATITUS EDUCAÇÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar o conhecimento dos professores sobre traumatismo alvéolo dentário e dois métodos de intervenção educacionais para melhorar o conhecimento. Os dados foram obtidos através de um estudo de intervenção educativa com professores de escolas públicas e privadas, de dois municípios do estado do Rio Grande do Sul. Participaram 116 professores que responderam um questionário estruturado sobre quais as condutas imediatas necessárias para traumatismo alvéolo dentário em dentes permanentes, quais os meios de armazenamento e qual o tempo ideal para o elemento dentário ficar fora do alvéolo. Na sequência, o questionário foi respondido novamente após os professores receberem orientações sobre traumatismo alvéolo dentário através de dois métodos diferentes: panfleto e vídeo. Teste estatístico, qui-quadrado e regressão logística, foram realizados para avaliar as respostas pós-intervenção e comparar as diferenças entre os grupos. Os resultados foram interpretados com um nível de significância de 5% e intervalo de confiança de 95%. A maioria das respostas mostraram diferença estatisticamente significante (p<0,05), indicando que as intervenções melhoraram o conhecimento dos professores; com exceção das perguntas sobre o tempo e a conduta imediata após o traumatismo alvéolo dentário (p>0,05). Não houve diferença estatística entre os métodos de intervenção, mostrando que panfleto ou vídeo melhoram o conhecimento dos professores (p>0,05).
Este estudo conclui que o conhecimento dos professores sobre avulsão dentária melhorou após as intervenções educacionais, não havendo diferença entre os métodos utilizados, evidenciando assim a eficácia de intervenções educacionais para essa população.
(Apoio: CAPES N° 88887.824718/2023-00)