RESUMOS APRESENTADOS
2670 Resumo encontrados. Mostrando de 2571 a 2580
PE022 - Pesquisa em Ensino
Área: 7 - Estomatologia
Apresentação: 06/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Capacitação de dentistas da rede pública para realização de biópsias: um estudo preliminar
Leticia de Nardin, Liliana Wolf Braun, Camila Alves Ferri, Marco Antonio Trevizani Martins, Manoela Domingues Martins, Juliana Romanini, Vinicius Coelho Carrard
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo quase-experimental com pré e pós-teste foi avaliar a autopercepção de capacidade de realizar biópsias entre dentistas da rede pública de saúde de um município do Rio Grande do Sul (RS). Uma intervenção educacional foi implementada a partir de uma parceria entre as Secretarias Municipais de Saúde de Porto Alegre e de Sapucaia do Sul com o Projeto Maio Vermelho (Luta contra o câncer de boca no RS) em Abril/2024. Inicialmente, um questionário (Google Forms) foi aplicado para avaliar as percepções dos participantes em relação ao preparo para realizar biópsias. Neste instrumento, eles expressavam a sua autopercepção (1=muito pouco preparado(a), 10=muito preparado (a)) em relação a quatro casos (fibroma, granuloma piogênico, líquen plano e carcinoma espinocelular). Essa mesma pergunta foi aplicada em relação a cada etapa do procedimento de biópsia. Em seguida, foi aplicada a intervenção educacional que consistiu em 5 aulas teóricas e 2 práticas, totalizando 18 horas. Após, aplicou-se o pós-teste, repetindo a abordagem inicial. A amostra contou com 10 dentistas da atenção básica do município de Sapucaia do Sul/RS. Após o curso, houve um aumento médio de 2,7 pontos no escore de autopercepção de preparo para realizar biópsia (Teste t de Student, p<0,01), que não foi estatisticamente significante para o caso de carcinoma espinocelular.
Conclui-se que uma ação de educação permanente é capaz de preencher a lacuna de formação em relação ao ensino do procedimento de biópsia, capacitando profissionais da rede à realização do diagnóstico do câncer bucal. Mais estudos são necessários para confirmar esses resultados em amostras de outras regiões.
PE023 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 06/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Expectativas dos alunos do último período em Odontologia da UERJ em relação ao mercado de trabalho antes e após a pandemia da COVID-19
Bruno Moreira das Neves, Rafaela Amarante de Andrade Vieira, Klaus Barretto Dos Santos Lopes Batista
De Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou expectativas de alunos do último período de graduação em Odontologia da UERJ sobre mercado de trabalho e o curso realizado antes e após a pandemia da COVID-19. Foram realizadas comparações percentuais entre os grupos em que os questionários foram aplicados (G1= 2019; G2= 2024). Houve predomínio do sexo feminino com médias de idade semelhantes (G1= 23,62; G2 = 23,79). Para prosseguimento da carreira, a maioria pretendia conciliar trabalhos (G1= 71%; G2= 75%), com preferência por concurso público (G1= 47%; G2= 43%) e clínica privada (G1= 22%; G2= 20%). No G1, o interesse em realizar algum curso foi maior para especialização (32%) de maneira imediata (47%), com predileção por prótese dentária (17,5%); enquanto no G2, houve aumento no interesse em se especializar (49%) imediatamente (54%) em dentística (16%). As pretensões salariais se mantiveram de 2 a 5 salários mínimos (G1 = 60%, G2 = 69%); sendo que no G1, 44% precisavam trabalhar imediatamente para o sustento, enquanto no G2, a maioria (40%) relatou apoio familiar. A maioria dos participantes do G1 (57%) considerou a duração do curso insuficiente, mas correspondendo às expectativas (81%); nenhum aluno se sentiu completamente preparado para exercer a profissão; enquanto no G2, a maioria (45,8%) considerou o curso suficiente, mas com necessidade de mais práticas, também correspondendo às expectativas (87%) com aumento para 16% se sentindo completamente preparados. A principal motivação profissional para ambos foi cuidar da saúde das pessoas.
A maior expectativa é trabalhar em paralelo nos serviços público e privado, e a pandemia da COVID-19 não impactou nas expectativas salariais, motivações e de continuidade dos estudos imediatamente após a formação. CAPES 001
(Apoio: CAPES N° 001)
PE024 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 06/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Conhecimento e percepção de graduandos da área de saúde sobre o atendimento clínico da população LGBT+
Thamyres Magalhaes Monteiro, Gabriel Nunes de Paula, Karen Brisson Suarez, Fabiano Luiz Heggendorn, Flávio Rodrigues Ferreira Alves, Cristine da Silva Furtado Amaral
UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar a percepção dos estudantes dos cursos de saúde da Universidade do Grande Rio/Afya, sobre sua preparação para atendimento clínico da população LGBT+. O estudo foi formado por uma amostra de conveniência de estudantes de Medicina e Odontologia da UNIGRANRIO (Duque de Caxias e Barra da Tijuca) e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer: 6.164.229). A participação na pesquisa foi realizada on-line, através de questionário com 12 perguntas sobre: nível de conforto, atitude e treinamento no atendimento. Foram obtidas 107 respostas, sendo 56 de estudantes de Medicina (42 mulheres e 14 homens) e 51 de Odontologia (35 mulheres e 16 homens), com idade média de 25,42 anos (±6,92). A maioria dos participantes era heterossexual e solteira. Sobre o nível de conforto, os estudantes se sentem confortáveis em discutir saúde sexual com os pacientes LGBT+ (62,6%) e sentem-se à vontade para tratar pacientes lésbicas, gays, bissexuais, queers (85%) ou trans (79,4%). Ao todo, 97,7% dos estudantes acreditam que é responsabilidade dos profissionais de saúde cuidar dessa população e 43,9% discordam que é possível identificar um paciente LGBT+ só de olhar para ele. Os estudantes de Medicina se sentem menos preparados (5,4%) para o cuidar dessa população quando comparados aos de Odontologia (17,6%), porém estudantes de ambos os cursos relataram a necessidade de adaptação de conteúdos acadêmicos voltados para este tema (63,6%). A maioria dos estudantes (86%) demonstrou interesse no aprendizado sobre questões de saúde LGBT+.
Observou-se a necessidade de uma atualização curricular com olhar para a população LGBT+, garantindo desta forma o preparo dos futuros profissionais de saúde no tratamento inclusivo à essa população.
PE026 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 06/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Análise da percepção de estudantes de Odontologia sobre o uso de vídeos instrucionais como ferramenta didático-pedagógica
Antônio Lopes Junior, Antonio Carlos Pacheco Filho, Ana Carla Layber Porto, Cléa Adas Saliba Garbin, Karina Tonini dos Santos
Pós-graduação em Ciências Odontológicas UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os vídeos instrucionais vêm sendo utilizados como instrumentos de ensino odontológico nos últimos anos, ganhando destaque nas aulas remotas em tempos de pandemia, porém, ainda existem lacunas acerca da sua utilização. Portanto, o objetivo do presente estudo foi analisar a percepção de estudantes de Odontologia sobre o uso de vídeos instrucionais como ferramenta didático-pedagógica. Para tanto, foi confeccionado um vídeo sobre sífilis e suas manifestações bucais. Posteriormente, os estudantes matriculados no primeiro e segundo ano do curso de Odontologia de uma Universidade Federal brasileira foram expostos ao vídeo e responderam a um questionário semiestrutrado, com perguntas fechadas. As análises demonstraram que do total de estudantes 56 (88,89%) concordaram que esse recurso foi válido como um instrumento facilitador da compreensão do conteúdo, 60 estudantes (95,24%) concordaram totalmente que esse recurso auxiliou no entendimento da fala do professor, 50 estudantes (79,37%) concordaram totalmente que o video facilitou a discussão no momento presencial e 28 estudantes (44,45%) discordavam parcialmente ou completamente sobre a ferramenta substituir a presença do professor em sala de aula.
Sendo assim, conclui-se que os vídeos institucionais possuem um importante papel na transmissão de informações, podendo potencializar o aprendizado e representar um instrumento educacional inovador.
PE028 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 06/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação da qualidade do conteúdo sobre saúde bucal nos livros de ciências do ensino público pelo Programa Nacional do Livro Didático
Mayara Oliveira Candido, Ronald José Serafim, Manoelito Ferreira Silva-Junior, Angela Scarparo
PPGO FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE- PÓLO NOVA FRIBURGO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo teve por objetivo analisar a qualidade do conteúdo sobre saúde bucal nos livros didáticos de ensino público infantil e fundamental no Brasil. Trata-se de um estudo documental descritivo com abordagem quantitativa. Para a extração de dados foram selecionados os livros de ciências disponibilizados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). A análise foi realizada por duas pesquisadoras independentes através da utilização do Instrumento de Validação de Conteúdo Educativo em Saúde (IVCES), utilizando a escala do tipo Likert de concordância de três pontos. Foram encontradas 20 coleções (34 livros) da educação infantil (PNLD 2022), 14 coleções (70 livros) do ensino fundamental I (PNLD 2023) e 14 coleções (56 livros) do ensino fundamental II (PNLD 2024). Dos 160 livros, houve acesso digital a 154. Foi identificado que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não possui objetivos específicos em saúde bucal para o 2º, 6º e 8º anos. Dentre os 18 itens de avaliação do IVCES, distribuídos nas categorias objetivos (5 itens), estrutura/apresentação (10 itens) e relevância (3 itens), observou-se a qualidade avaliada pela concordância total em 17% dos itens, sendo de 12% para livros do ensino infantil, 24% no ensino fundamenta I e 9% no fundamental II. Na análise geral a concordância total foi de 16% para objetivo, 20% na estrutura e 11% na relevância do conteúdo.
Pôde-se concluir que houve baixa qualidade no conteúdo de saúde bucal disponibilizado nos livros didáticos de ciências do ensino público, além da falta de continuidade dos conteúdos.
PE030 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 06/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Treinamento de graduandos para prática da inclusão e letramento em saúde bucal de crianças e adolescentes com deficiência visual
Sara Cristina da Silva Passos, Laura Silva Bertoqui, Marina Celani Guedes, Giuliany Scari de Souza, Carolina Borio Dode, Patrícia de Andrade Risso
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O letramento em saúde bucal (LSB) de pessoas com deficiência ainda é um assunto pouco explorado nas Faculdades de Odontologia. Objetivou-se descrever atividades voltadas para a sensibilização e treinamento de graduandos em Odontologia acerca do desenvolvimento e execução de ações de inclusão por meio do letramento em saúde bucal (LSB) para crianças/adolescentes com deficiência visual (CADV). Inicialmente, os graduandos fizeram estudo teórico sobre o LSB e as especificidades do público-alvo (CADV). O cenário prático foi uma escola para CADV e as ações foram estruturadas em (1) treinamento do graduando (estímulo à crítica construtiva entre pares, aulas expositivas/invertidas, estudos de casos, leitura de artigos, relatórios, feedbacks, orientação individual e coletiva), com a perspectiva de que o processo de educação não deveria limitar-se a dizer as CADV o que deveriam fazer, mas em dar condições de tomarem suas próprias decisões; (2) aproximação graduando-CADV, com entendimento das relações sociais, a quebra de preconceitos e construção de atividades de educação em saúde bucal, uso do método Teach-Back, produção de materiais educativos odontológicos (música, cartilha, podcast), estímulo à comunicação simples, clara e assertiva na relação profissional paciente, audição ativa e visão holística do paciente; (3) aplicação das atividades de LSB e avaliação da transformação da realidade das CADV a partir da modificação do comportamento, via novos conhecimentos.
As ações aspiraram ao aprendizado, letramento e crescimento pessoal e profissional através de um olhar mais holístico, inclusivo e menos tecnicista. A estratégia didático-pedagógica permitiu treinar os futuros profissionais na função de educadores em saúde.
(Apoio: FAPERJ N° 210.933/2024 | CARREFOUR N° PB 202303 427 - CRF_ALPB_2023_443 FAPERJ 210.933/2024)
PE032 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 06/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Dental case: um serious game como recurso educacional no ensino em Odontologia
Cadidja Dayane Sousa do Carmo, Josiely Araújo Nogueira, Lorena Lúcia Costa Ladeira, Mario Antonio Meireles Teixeira, Cecilia Claudia Costa Ribeiro, Ana Estela Haddad , Eulla Pamela Nascimento do Lago, Ana Emilia Figueiredo de Oliveira
PPGO/UFMA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar um serious game enquanto recurso educacional de Odontologia por meio da experiência do usuário. Estudo transversal, de avaliação da usabilidade e da jogabilidade de um serious game para o ensino em Odontologia. O Dental Case conta com 44 casos clínicos (português e inglês), com etapas de anamnese até a comunicação ao paciente, como atendimento odontológico na Atenção Primária à Saúde (SUS). Foi desenvolvido e disponibilizado gratuitamente por meio dos sistemas operacionais iOS e Android, como produção da Universidade Aberta do SUS/Universidade Federal do Maranhão (UNA-SUS/UFMA). Participaram do estudo acadêmicos (n=103) do curso de graduação/pós-graduação de Odontologia da Universidade Federal do Maranhão e da Universidade de São Paulo, que jogaram e avaliaram o Dental Case. O instrumento de pesquisa foi desenvolvido com base no Questionário de Usabilidade do Sistema Pós-estudo validado (PSSUQ). Para análise estatística descritiva utilizou-se o Stata 14.0. Quanto à satisfação dos usuários, 44,76% dos usuários afirmaram estar satisfeitos com a facilidade de uso do game e 59,62% sentiram-se confortável usando/jogando. Para 56,19%, as informações de ajuda online e mensagens fornecidas no game foram encontradas facilmente. Quanto à avaliação da interface e funções do game, para 59,05%, as cores, gráficos, imagens e linguagem eram agradáveis. Ademais, destacaram a importância do feedback automático, sugeriram a inclusão de mais casos clínicos e de mais perguntas ao paciente.
O Dental Case mostrou-se um recurso educacional potente e significativo junto ao seu público-alvo, com relevante satisfação e aceitação pelos usuários, que contribuíram com a identificação de suas potencialidades e de melhorias futuras ao software.
(Apoio: FAPs - FAPEMA | Ministério da Saúde)
PE033 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 06/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Tecnologia assistiva: a impressão 3D na inclusão de pessoas com baixa visão no estudo de anatomia humana
Fernanda Borges Victor, Paulo Eduardo Capel Cardoso, Israel Chilvarquer, Cicero Moraes, Janaina Paiva Curi Beaini, Lucia Maria Sebastiana Veronica Costa Ramps, Fábio Siviero, Thiago Leite Beaini
ODONTOLOGIA LEGAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A inclusão da pessoa com deficiência, como a baixa visão, compreende a adaptação da possibilidade de aprendizado e representa um desafio e uma oportunidade para aprimorar as práticas educacionais. A Lei Brasileira da Inclusão (LBI - 13.146/2015) define a tecnologia assistiva como produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade e a inclusão. O objetivo deste trabalho é descrever ações que visam o desenvolvimento de material didático a fim de auxiliar pessoas com deficiência visual a compreender a complexidade da anatomia do crânio. Utilizando a modelagem 3D, um crânio com os ossos segmentados foi criado por meio do software livre Blender®. Cada peça foi exportada em formato STL e impressa em 3D pela técnica aditiva de filamentos, assim como material com marcações em Braille que foram confeccionados e impressos. O material foi apresentado com QR codes que conduziam para uma audiodescrição das estruturas anatômicas. Utilizando técnica semelhante, uma placa em alto relevo foi prototipada, contendo a lateral do modelo deste crânio para que também possa ser tocada. Parte destas peças foi levada a um evento com temática da inclusão deste grupo de pessoas, tendo grande aceitação por parte daqueles que puderam manusear o material.
A inclusão de pessoas e estudantes por meio da tecnologia assistiva possibilita cumprir as recomendações da LBI, mas também representa uma oportunidade na qual os cirurgiões dentistas podem utilizar suas habilidades para auxiliar a população de maneira ampla e significativa.
PE035 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 06/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Desafios Financeiros no Ensino Superior em Odontologia: Percepção dos Estudantes
Najara Barbosa da Rocha, Leandra Maria Silva, Nathália Santos de Melo, Rhaylla Resende Muniz Dos Santos, Hebertt Gonzaga dos Santos Chaves, Leniana Santos Neves, Lucas Guimarães Abreu
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A lei de cotas pode ter alterado o perfil dos estudantes na graduação em Odontologia, e considerando o alto custo de materiais para frequentar o curso, o graduando pode enfrentar dificuldades financeiras. Assim, objetivou-se analisar se há dificuldade financeira na perspectiva do estudante no curso de Odontologia, além de fatores envolvidos. Foi realizado um estudo transversal, quantitativo em estudantes de uma Universidade pública federal, com questionários auto aplicados, pré testado em estudo piloto. Foram estudadas variáveis: dados sociodemográficos (cor de pele, idade, sexo e fonte do apoio financeiro), forma de ingresso (cota e ampla concorrência) associadas ao desfecho sobre dificuldade financeira para manutenção do curso. Os dados foram digitados no excel e exportados para análise no Programa SPSS. Os preceitos éticos foram respeitados. A idade média dos estudantes (n=347) foi 23.3(±3.0) anos, com predomínio do sexo feminino (73,8%) e pele branca (59,1%). Uma parte dos alunos possui assistência estudantil (23,6%) e dificuldade financeira (47,6%). Sobre forma de ingresso, 56,2% entraram por ampla concorrência e 43,5% por cotas. A grande maioria é mantido por familiares (79%) e não aponta dificuldades no ensino (70,3%). As variáveis cor da pele (p=0.00); fonte financeira (< 0.0001), forma de ingresso (p=0.00), assistência financeira (p=0.00) e dificuldades no ensino (p=0.00) estavam associadas de forma significativa com o desfecho (dificuldade financeira).
Os resultados sugerem que o estudante de Odontologia apresenta dificuldades financeiras para a manutenção do curso e diversos fatores estão relacionados a esta condição. Esses resultados podem subsidiar a proposição de ações para permanência do estudante no curso.
(Apoio: Prograd)
PE036 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 06/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Odontologia do esporte: Análise do conhecimento de estudantes e profissionais sobre a especialidade
Giulia da Silva Nagel, Andreza Vasques, Fernanda Komorowski, Gustavo Diamantopoulos Neme, Marianna Gimenes e Silva, Silvana Batalha Silva, Renata Gondo
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A odontologia do esporte, reconhecida como especialidade no Brasil em 2015, se dedica ao tratamento e prevenção de doenças que afetam o sistema estomatognático de atletas. Entretanto, ainda existe uma lacuna de conhecimento quando se trata dessa área. Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento de profissionais e estudantes de odontologia em relação a especialidade. A pesquisa foi realizada por meio de formulário online, desenvolvido na plataforma Google Forms, com 18 questões sobre: lesões orais, protetor bucal, doping e traumas. Oitenta e um voluntários participaram, sendo 34 profissionais e 47 graduandos em odontologia. Os resultados revelaram que a maioria dos participantes associa a odontologia do esporte à prevenção de lesões. Também ficou claro que todos reconhecem a maior suscetibilidade dos atletas a problemas dentários não relacionados à cárie. No entanto, a maior parte não está preparada para atender um paciente com traumatismo dental e facial, apesar de saber que todos os atletas devem utilizar protetor bucal esportivo. Com relação ao barotrauma, a grande maioria também não tem conhecimento acerca das orientações. Onze cirurgiões-dentistas e 27 alunos admitiram não ter pacientes atletas, muitas vezes, por não incluírem questões específicas relacionadas ao esporte durante anamnese. Além disso, 44% dos participantes profissionais e 19% dos estudantes não tiveram qualquer contato com a odontologia do esporte durante sua formação acadêmica.
Concluiu-se que há uma falta de entendimento sobre os conceitos básicos da odontologia do esporte. Dessa forma, o conteúdo pode ser introduzido nos cursos de graduação para que os profissionais possam retribuir de maneira satisfatória para a comunidade.