RESUMOS APRESENTADOS

2725 Resumo encontrados. Mostrando de 2191 a 2200
PN-R0274 - Painel Iniciante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 14
Fatores de risco predisponentes para hipovitaminose D em pacientes do Sertão Pernambucano
Maria Fernanda de Britto Cabral, Andre Vajgel Fernandes, João Vítor de Lima Calado, Geisa Aiane de Morais Sampaio, Barbara Caroline Mota Dos Santos Gurgel, Renata de Albuquerque Cavalcanti Almeida
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi avaliar a prevalência da hipovitaminose D e identificar os fatores de riscos associados à deficiência da vitamina D em pacientes atendidos na clínica de Odontologia da Faculdade de Odontologia no Sertão de Pernambuco. Trata-se de uma pesquisa do tipo transversal e quantitativa que incluiu indivíduos que compareceram voluntariamente à clínica e concordaram em participar da pesquisa. Os dados foram coletados por anamnese, questionário referente à aspectos vitamina D e dosagem sérica dessa vitamina em laboratório. A pesquisa teve 30 participantes, a maioria do sexo feminino, com idade entre 19 e 70 anos. Dos 30 participantes da amostra, um apresentou deficiência da vitamina (dosagem sérica <15 ng/ml) e três, insuficiência (valores entre 15-20 ng/ml), enquanto 26 apresentaram dosagens normais. Todos os pacientes com hipovitaminose apresentaram comportamentos de risco: não exposição solar para ativação da vitamina e hábitos alimentares carentes de vitamina D. 30,18% dos participantes do grupo sem a hipovitaminose D apresentaram comportamentos de risco: obesidade graus I, II ou III e mal uso de protetor solar, além de relatarem exposição à radiação solar diariamente. A amostra estudada mostrou uma prevalência de hipovitaminose menor do que a relatada no Município de Recife/PE, que é entre 24% e 31,5%, podendo ser justificada pela localização do Município de Arcoverde no Sertão de Pernambuco, onde a incidência de raios ultravioletas é maior.
Foram observados fatores de risco tanto no grupo de pacientes com hipovitaminose como no grupo sem essa condição, no entanto, diante dos resultados, a não exposição ao sol pareceu ser o fator mais importante.
(Apoio: CNPq N° ICTI 2022)
PN-R0277 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 14
Comprimento e diâmetro de fibras ópticas para terapia fotodinâmica e canais radiculares decíduos: um estudo comparativo
Isadora Assis Machado, Mariana Coutinho Sancas, Victor Soares de Andrade, Maria Luiza Costabeber Perin, Maysa Lannes Duarte, Laura Guimarães Primo
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFDA) tem sido eficaz como técnica coadjuvante ao tratamento endodôntico de dentes permanentes, por reduzir significativamente a carga bacteriana, promovendo maior efetividade na desinfecção dos canais radiculares. Diversos tipos de fibras ópticas são usadas e poucos trabalhos foram realizados em dentes decíduos. Assim, objetivou-se investigar se fibras ópticas para TFDA são capazes de alcançar o comprimento de trabalho (CT) de dentes decíduos. Inicialmente, 21 raízes de molares foram selecionadas e instrumentadas de forma mecanizada. Em seguida, o CT foi estabelecido com localizador apical eletrônico e manualmente. Para medir o comprimento alcançado por fibras (CF) comercializadas no Brasil (DMCⓇ e MMOⓇ) no interior do canal, foram usadas 3 fibras de cada marca, introduzidas no canal no mesmo ponto de referência utilizado para estabelecimento do CT e medidas manualmente com régua milimetrada, em triplicata. Além disso, o diâmetro cirúrgico (DC) de cada canal foi avaliado usando cones de guta percha calibrados. Já os diâmetros das fibras (DF) foram medidos com especímetro. Os dados foram tabulados no Microsoft Excel e a diferença entre o CT e CF foi calculada. O CT das raízes variou de 8 a 16 mm e o DC de 0,10 a 0,30 mm. Nenhuma das fibras da marca DMCⓇ atingiu o CT das raízes, com diferença variando de 3 a 11mm. Em duas raízes, a fibra da marca MMOⓇ alcançou o CT. Nas outras, a diferença entre CT e CF ficou entre 1 e 6mm. O DF variou de 0,6 a 0,75 (DMCⓇ) e 0,4 a 0,5 (MMOⓇ).
Conclui-se que, na maioria dos casos, as fibras não alcançam o CT de raízes de molares decíduos.
(Apoio: FAPERJ N° E-26/204.607/2021 | FAPERJ N° E-26/205.242/2022)
PN-R0280 - Painel Iniciante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 14
Crescimento fúngico e bacteriano em superfície de resina acrílica termopolimerizável e resina de impressão 3D
Klyvio Sylvester da Cruz Barros, Alícia Lima de Lira, Gabriely França da Silva, Letícia Rafaella Marinho Honorato, Lucas Renan Alves Dos Santos, Nathalia Alexandre Eloy Lins, Patricia Lins Azevedo do Nascimento, Cláudia Cristina Brainer de Oliveira Mota
Campos Arcoverde UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O edentulismo interfere no bem-estar e qualidade de vida dos indivíduos. Diversas são as opções de tratamentos reabilitadores odontológicos que previamente passam pela fase provisória, que tem papel fundamental na previsibilidade e sucesso da reabilitação oral definitiva. O presente estudo avaliou in vitro a atividade microbiana em resina acrílica termopolimerizável e resina de impressão tridimensional (3D) para reabilitações provisórias. Foram confeccionados 40 discos de resina termoativada (Vipi Cor) e 40 de impressão 3D (PrintaX 3D), com 10 mm de diâmetro e 2 mm de espessura. As amostras foram subdivididas (n=10) para imersão em meio de cultura com bactéria (Staphylococcus aureus ATCC 25923) ou levedura (Candida albicans URM 6547), bem como para imersão nos respectivos meios de cultura estéreis (controle). Após padronização e inoculação das amostras, foram observadas as unidades formadoras de colônia (UFC) a partir de semeadura em meio de cultura e realizada análise estatística descritiva e o teste de Mann-Whitney para a comparação entre grupos (p < 0,05). Não houve adesão de C. albicans em nenhum dos grupos, mas os dois tipos de resina apresentaram contaminação por S. aureus, com maior número de UFC observado na resina de impressão 3D (p = 0,004).
Resinas de impressão 3D são uma tendência de mercado, todavia, informações como
composição química, porosidade e propriedades mecânicas devem ser consideradas na
escolha do material para confecção de reabilitações provisórias.
PN-R0283 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 14
Percepção dos pais frente à assistência odontológica em crianças de 0 a 3 anos de idade
Ghustavo Guimarães da Silva, Kamila Vieira Moraes, Ana Paula Martins Gomes, Ana Maria Martins Gomes, Elaine Cristina Vargas Dadalto, Lilian Citty Sarmento
Centro de Ciências da Saúde UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A ausência de assistência odontológica pode impactar na saúde bucal da criança. Este estudo objetivou verificar a percepção dos pais frente à assistência odontológica em bebês. Foi realizado um estudo transversal, quantitativo, e descritivo com coleta de dados por meio de um questionário aplicado aos pais/responsáveis de crianças de 0 a 3 anos de idade, os dados foram coletados em um projeto extensionista na disciplina de Odontopediatria do Curso de Odontologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e no ambulatório de Pediatria do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM) na cidade de Vitória, Espírito Santo. A amostra contou com 121 questionários aplicados. A pesquisa verificou que 73,55% das crianças nunca foram ao dentista, no entanto, 43,80% dos cuidadores acreditam que o momento ideal para a primeira visita do seu filho ao dentista é no momento do nascimento dos dentes (em média 6 meses de vida). O estudo encontrou uma relação com o nível de escolaridade e a percepção do momento ideal para a primeira visita da criança ao dentista. Pode-se observar que 25,62% das crianças receberam assistência odontológica, sendo 19,83% para prevenção, 51,24% dos pais acreditam que a saúde geral da criança é afetada pela condição da saúde bucal e 99,17% consideram importante receber orientação sobre a saúde bucal na infância.
Concluiu-se que a busca por assistência odontológica em bebês está relacionada à escolaridade dos pais, quanto maior a escolaridade maior será a procura por cuidados odontológicos no primeiro ano de vida. A educação dos pais e a alfabetização em saúde poderá contribuir para a saúde bucal e a primeira visita da criança ao dentista.
(Apoio: CNPq N° 145586/2023-5)
PN-R0295 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 15
COVID-19 e seu impacto no aspecto psicossocial, qualidade do sono, DTM e bruxismo em professores e graduandos de Odontologia da UPE Arcoverde
Maria Eduarda Cavalcanti de Arruda, Hécio Henrique Araújo de Morais, Fábio Andrey da Costa Araújo, Bruna de Carvalho Farias Vajgel, Renata de Albuquerque Cavalcanti Almeida, Andre Vajgel Fernandes
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A pandemia da Covid-19 acarretou vários impactos negativos no aspecto psicossocial e na qualidade do sono (QS) das pessoas, e esses fatores podem estar frequentemente associados à disfunção temporomandibular (DTM) e ao bruxismo. Este trabalho teve como objetivo analisar as consequências no estado psicossocial, sono, sintomas de DTM e bruxismo, como resultado da pandemia, em professores e alunos da graduação em odontologia da Universidade de Pernambuco - Campus Arcoverde; bem como identificar os níveis de estresse, ansiedade e depressão, existência de sintomas de DTM, qualidade subjetiva do sono e presença de bruxismo da vigília (BV) e do sono (BS), para comparar os fatores avaliados entre os grupos. Os participantes responderam a um questionário eletrônico (Google formulários) composto pelo questionário de triagem da dor por DTM e de sintomas do DC/TMD (critério de diagnóstico para desordens temporomandibulares), índice de qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI), escala de depressão, ansiedade e estresse (DASS-21) e o de auto avaliação de BS e do BV. Como resultado, observou-se a presença de sintomas moderados a severos de depressão, ansiedade e estresse em 19,35 % (n=12), 19,36% (n=12) e 43,55 % (n=27), respectivamente. Dos participantes, 79,03% (n=49) apresentaram má QS ou distúrbios do sono, 29,03% (n=18) sintomas de DTM, 67,74% (n=42) possível BS e 32,26% (n=20) possível BV. A depressão foi mais prevalente em graduandos (p=0,005). A preocupação financeira teve relação com a depressão (p=0,018), estresse (p=0,001) e ansiedade (p=0,015).
Percebe-se que a pandemia gerou consequências na saúde dos participantes analisados. Observou-se uma elevada prevalência de possível BS e má QS, e também uma alta preocupação com as finanças.
PN-R0305 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 15
Determinantes do não uso de serviços odontológicos por adolescentes de um município do Sudeste Brasileiro
Gustavo Lottermann Lorenz, Ana Clara Valadares da Silveira, Debora Guedes da Mota, Thiago Peixoto da Motta, Vanessa do Nascimento Pinto Barros, Fernanda Vargas Ferreira, Fabiana Vargas-ferreira
DOSP UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar quais fatores estão associados a nunca ter ido ao dentista (não uso do serviço odontológico) entre adolescentes de 15 até 19 anos de Minas Gerais. Estudo transversal com dados de 1202 participantes do levantamento epidemiológico de Saúde Bucal de Minas Gerais. Os instrumentos foram exame clínico bucal e aplicação de questionário com variáveis socioeconômicas e o desfecho foi mensurado pela pergunta "alguma vez na vida, o sr(a) já foi ao consultório do dentista?". Exposições foram: sexo, idade, cor da pele, renda, escolaridade materna, aglomeração familiar, número de bens e serviços e clínicas (cárie não tratada, trauma dentário, sangramento gengival e cálculo dentário). Estudo aprovado pelo Comitê de Ética. Utilizou-se o programa SPSS versão 21.0 para realizar as análises descritivas (n e %) e multivariada (Regressão Logística - OR, IC95%). A prevalência de não uso de serviço odontológico (11,5%). Adolescentes com menor número de bens e serviços apresentaram 5,16 vezes mais chance de não ter consultado o dentista (OR 5,16; IC95% 3,17-8,42) e àqueles que viviam com maior aglomeração familiar mostraram 79% maior prevalência do desfecho (OR 1,79; IC95% 1,20-2,69). Adolescentes de famílias de baixa renda apresentaram 2,16 vezes maior chance de ter o desfecho (OR 2,16; IC95% 1,29-3,65). Ainda, adolescentes do sexo masculino, com cárie não tratada e com sangramento gengival também apresentaram maior ocorrência do desfecho.
Os achados mostraram que há iniquidades importantes no que se refere a não ir ao dentista. Mais de 11% dos adolescentes não tiveram acesso e/ou utilização do serviço odontológico, assim, é fundamental a melhoria de acesso a este grupo vulnerável.
(Apoio: CAPES | CNPq | PBEXT Ações Afirmativas)
PN-R0311 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 15
Avaliação do nível de ansiedade e medo associados ao tratamento odontológico prestado em uma clínica-escola
Isabella Garcia Oliveira, Guilherme Henrique Sarto, Paula Miranda Henriques, Lélio Fernando Ferreira Soares, Marcela Filié Haddad, Daniel Augusto de Faria Almeida
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi analisar o nível de ansiedade e medo associados ao tratamento odontológico apresentados por pacientes atendidos em uma clínica-escola. Trata-se de um estudo clínico epidemiológico, aleatório e transversal abordando pacientes adultos em atendimento em uma Faculdade de Odontologia. Foram coletados dados sociodemográficos e aplicados os instrumentos "Escala Modificada de Ansiedade Odontológica" (MDAS) e "Questionário de Medo Odontológico" (DAS). Foram obtidas 102 respostas e os dados sociodemográficos mais frequentes foram: sexo feminino (60%); entre 51 e 60 anos (22,5%); com Ensino Fundamental completo (32,3%). Em relação à experiência negativa pregressa relacionada ao tratamento odontológico, observou-se maior frequência entre mulheres. Além disso, a experiência pregressa também foi avaliada em relação aos casos de ansiedade, sendo que 68,2% dos indivíduos sem ansiedade relataram não ter tido nenhuma experiencia ruim em atendimentos odontológicos anteriores. Observou-se ainda que a experiência ou sofrimento durante atendimento odontológico anterior acarretou em uma chance de 6,4 vezes maior para os indivíduos obterem um escore de alta ansiedade pela MDAS. O sofrimento durante atendimento pregresso também foi associado a comportamentos de ansiedade ao ir a consultas odontológicas ou quando observando o dentista preparar a anestesia. Escores do DAS também foram associados à frequência de cancelamento ou medo durante o agendamento das consultas odontológicas.
Portanto, é possível concluir que experiências negativas vivenciadas em tratamentos odontológicos pregressos têm impacto nos índices de medo e ansiedade desenvolvidos pelos pacientes quando submetidos a novos procedimentos.
(Apoio: FAPEMIG | MEC N° 0330463594)
PN-R0324 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 16
Influência de Determinantes Sociais de Saúde sobre a ocorrência de trauma dentário entre adolescentes de um município do Sudeste Brasileiro
Ana Clara Valadares da Silveira, Gustavo Lottermann Lorenz, Debora Guedes da Mota, Thiago Peixoto da Motta, Fabiana Vargas-ferreira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Trauma dentário é considerado um problema de Saúde Pública e afeta negativamente a qualidade de vida relacionada à saúde bucal de indivíduos e suas famílias. O objetivo deste estudo foi analisar o desfecho trauma dentário em adolescentes (12 e 15 até 19 anos) de Minas Gerais, de acordo com características individuais. Este foi um estudo transversal com dados de 2419 participantes do levantamento epidemiológico de Saúde Bucal de Minas Gerais. Os instrumentos de pesquisa foram exame clínico bucal e aplicação de questionário com variáveis socioeconômicas. A variável dependente foi presença ou ausência de trauma dentário a partir do índice de O'Brien (OMS). As exposições foram: sexo, idade, cor da pele, escolaridade materna, renda, aglomeração familiar, bens e serviços e prevalência de má oclusão. Os dados clínicos foram coletados por cirurgiões-dentistas treinados (kappa > 0,65) com critérios da OMS. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética. Utilizou-se o programa SPSS versão 21.0 para realizar as análises descritivas (n e %) e multivariada (Regressão Logística - OR, IC95%). A prevalência de trauma dentário foi de 18,8% (455/1964). Adolescentes de 12 anos apresentaram 1,97 vezes mais chance de ter trauma dentário do que os de 19 anos (OR 1,97; IC95% 1,12-3,48). Indivíduos de cor branca apresentaram 33% maior ocorrência do desfecho (OR 1,33; IC95% 1,07-1,67). Adolescentes cujas mães têm baixa escolaridade mostraram 1,44 vezes mais chance de ter trauma dentário (OR 1,44; IC95% 1,01-2,05). Renda baixa e presença de má oclusão também estiveram associadas ao desfecho.
Há influência de determinantes sociais de saúde sobre a presença de trauma dentário e é importante se trabalhar com estes aspectos a fim de minimizar sua ocorrência e consequências.
(Apoio: CAPES | CNPq | PBEXT Ações Afirmativas)
PN-R0327 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 16
Prevalência de sangramento gengival e fatores associados de gestantes atendidas na Atenção Primária em Governador Valadares
Yan Rocha Neves, Ariely Barbosa Freitas, Alice Cristina Maximiano Goulart de Lima E. Silva, Alison Araújo de Freitas Lima, Laura Tannus Mendes Coelho, Nathália Mairink Siqueira, Christiane Carvalho Murta Botelho, Mabel Miluska Suca Salas
Departamento de Odontologia da UFJF/GV UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Determinar a prevalência de sangramento gengival e fatores associados de gestantes atendidas no setor público. Trata-se de um estudo transversal, aprovado previamente pelo comitê de ética(n°6.185.182) no qual participaram 57 gestantes acompanhadas no pré-natal nas ESF. Os dados foram obtidos através de entrevistas usando um questionário confeccionando com base na literatura e pré-testado. Os exames clínicos bucais foram usando o índice de sangramento gengival após a treinamento e calibração. A análise estatística foi descritiva e inferencial (Qui-quadrado, Fisher, tendência linear e Regresão de poisson. A prevalência de sangramento gengival foi 51,8% sendo que maioria foi em 1 ou 2 dentes (98,1%). A maioria das mulheres apresentava entre 19 e 24 anos(40,0%), com ensino médio completo(45,6%) e renda familiar entre 1-3 salarios mínimos (59,6%), não eram primíparas (57,9%), estavam no 2° trimestre gestacional(48,2%) e iniciaram o pré natal no 1°trimeste (80,0%)e não apresentam comorbidades(61,8%). O sangramento gengival esteve associado a última visita ao dentista (p<0.022). Na análise multivariada, a prevalência de sangramento gengival aumentou com a idade (RP 2,20 IC95%(1,15:4,18)) e esteve associada ao fumo passado (RP 4,07 IC95%(1,16:10,01)), ao baixo peso ao nascer em gestações anteriores (RP 2,98 IC95%(1,37:5,22)); a última visita ao dentista (RP 2,68 IC95%(1,37:5,22)) e tratamento dentário negado devido a gestação (RP 0,10 IC95% 0,03:0,27).
A prevalência de sangramento gengival foi alta e esteve associada a fatores sociodemográficos, comportamentais e gestacionais. O sangramento gengival esteve associado ao relato de baixo peso ao nescer em gestações anteriores.
PN-R0333 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 - 12h00 - Sala: 17
Qual a interferência da pandemia de Covid-19 nos indicadores assistenciais de saúde bucal na atenção primária?
Yasmily Vitória Bezerra de Lima, Ludmilla Dos Santos Souza, Moan Jéfter Fernandes Costa, Pedro Henrique Sette-de-Souza, Renata de Oliveira Cartaxo
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A pandemia de COVID-19 exigiu medidas de proteção emergenciais, incluindo a suspensão inicial de atendimentos odontológicos. No entanto, a retomada dos serviços foi desigual devido a falta de protocolo nacional. Analisou-se indicadores assistenciais de saúde bucal realizados nos serviços de atenção primária do estado de Pernambuco, considerando a série temporal de 2019 a 2023. Trata-se de uma pesquisa epidemiológica transversal de abordagem descritiva e analítica, utilizando dados secundários extraídos do Sistema de Informação em Saúde para Atenção Básica. Utilizou-se medidas e indicadores de saúde bucal da atenção primária: cobertura de equipe de saúde bucal, cobertura da primeira consulta odontológica programática, proporção de exodontia entre procedimentos clínicos individuais, média de procedimentos odontológicos básicos por habitante, ação coletiva e aplicação tópica de flúor. Constatou-se uma redução de 51,57% no número de procedimentos individuais entre os anos de 2019 e 2020 com destaque para a Região de saúde de Recife, que apresentou uma diminuição de 65,3%, além de uma redução de 45,2% nas primeiras consultas odontológicas programáticas. Embora o número de exodontias em 2020 tenha caído em comparação aos outros anos, a proporção em relação ao total de atendimentos individuais foi maior. Em ações coletivas, a diminuição foi de cerca de 86% entre 2019 e 2020 em todo o estado. Observou-se um aumento de 4% na cobertura de saúde bucal entre 2019 e 2021, devido ao impacto do aumento de mortes no período.
A pandemia impactou negativamente no acesso, prevenção e atenção à saúde bucal no estado estudado. Houve interferência no perfil desses atendimentos odontológicos que se mostraram mais mutiladores no ano de 2020.
(Apoio: CNPq)