
2106 Resumo encontrados. Mostrando de 1681 a 1690
PI0356 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Acurácia da radiografia periapical com filtros de melhoramento na detecção de perda de enxerto ósseo ao redor do implante dentário
Cabau L, Gava F, Castanheira AB, Gaêta-Araujo H, Santaella GM, Brito ACR, Matheus RA, Queiroz PM
Odontologia ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a acurácia de filtros radiográficos para avaliação de perda de enxerto ósseo adjacente a implante dentário. Foram inseridos 21 implantes dentários em alvéolos mandibulares. A interface entre o implante e a cortical alveolar foi preenchida com enxerto ósseo (inicial). Foram simuladas perdas do enxerto (PE) em três níveis: exposição da interface implante-tapa implante, exposição da primeira e da segunda espira do implante. Foram obtidas radiografias periapicais da situação inicial e dos três níveis de PE. Todas as imagens foram salvas sem filtro (SF) e, posteriormente, foram aplicados filtros de suavização (F1), de relevo (F2), de inversão (F3), Endo (F4), Perio (F5) e de pseudocolorização (F6). Assim, obteve-se 588 imagens radiográficas que foram avaliadas quanto à presença/ausência de PE. Calculou-se os valores de área sob a curva ROC, sensibilidade e especificidade. Esses valores foram comparados para os diferentes filtros pela análise de variância considerando nível de significância de 5%. Houve diferença significante (p<0,001) da acurácia, sensibilidade e especificidade entre as imagens. As imagens com filtros F1 (p=0,390), F4 (p=0,404) e F5 (p=0,178) não apresentam diferença significante de acurácia em relação às imagens SF. As imagens F2 e F6 apresentam resultados menos satisfatórios.
Os filtros F1, F4 e F5 podem ser aplicados nas radiografias periapicais sem comprometer a acurácia para diagnóstico de PE. Contudo, de forma geral, as imagens originais ainda apresentam melhor desempenho.
PI0357 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
O uso do Kahoot! TM no estudo da anatomia radiográfica e tomográfica para graduandos em Odontologia
Veiga RSAM, Rosa BSPA, Ocampo TSC, Passos PF, Bastos MF, Visconti MA
Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo neste estudo foi verificar o desempenho do uso do Kahoot!TM no estudo da anatomia radiográfica e tomográfica do complexo maxilofacial para graduandos de Odontologia. A casuística deste estudo observacional compreendeu 28 alunos, aleatorizados em dois grupos: Grupos "sem game" e "com game". Inicialmente, os participantes preencheram um formulário de dados pessoais e realizaram um pré-teste para mensurar a compreensão prévia sobre o assunto e evitar o viés de conhecimento. Posteriormente, 6 vídeo-aulas assíncronas foram disponibilizadas na plataforma Google Classroom. Apenas o Grupo "com game" respondeu ao quiz de forma síncrona. Por fim, foi aplicado um pós-teste para ambos os grupos, idêntico ao pré-teste, para verificar o ganho de conhecimento, e um questionário de satisfação acerca dos métodos avaliados. Houve diferença significativa no número médio de acertos entre os grupos (p=0,024). Para o Grupo "com game" foi observada diferença entre a média de acertos dos testes aplicados (p<0,001), diferente do Grupo "sem game" (p=0,155). A maioria dos alunos avaliou o método de ensino como bastante agradável e motivacional, e 71,4% afirmaram que promoveu um processo ensino-aprendizado mais ativo.
A utilização de métodos assíncronos não foi capaz de promover ganho de conhecimento significativo em relação ao conteúdo abordado. Contudo, o uso de metodologias ativas, com a utilização do Kahoot!TM, motivou os alunos a estudarem e participarem do momento interativo, revelando-se uma importante ferramenta na construção do processo ensino-aprendizagem.
PI0358 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Patologias associadas à angulação de terceiros molares impactados
Arraes IGM, Freitas LVB, Lima SS, Menezes EC, Sousa AGS, Ferreira ACG, Macêdo MES, Carvalho PL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou analisar o efeito da angulação dos terceiros molares inclusos na prevalência de patologias associadas, em uma subpopulação da região norte do Brasil. O estudo é do tipo descritivo-retrospectivo de radiografias panorâmicas de 602 pacientes (340 mulheres e 262 homens), com idade entre 6 e 87 anos, selecionadas no banco de dados secundário do Laboratório de Ensino de Radiologia Odontológica da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará. Os critérios de inclusão foram: radiografias de pacientes com idade de 17 anos ou mais, homens e mulheres com todas as formas de impactação. Após os critérios de inclusão, 342 imagens foram selecionadas para mensurar as angulações e determinar as patologias associadas aos terceiros molares inclusos. As angulações foram analisadas de acordo com o método Shiller modificado, sendo utilizado o aplicativo Angle Meter 360. Os resultados foram as seguintes lesões radiográficas: cárie de dentes impactados e/ou dente adjacente, reabsorção radicular externa do dente adjacente, perda óssea do dente adjacente superior a 5 mm abaixo da junção cemento-esmalte e aumento do capuz pericoronário maior que 4mm. Na população estudada, a patologia com maior incidência foi a presença de cárie, seguida da perda óssea do dente adjacente. A angulação variando entre 12° e 69° foi a mais relacionada às patologias associadas aos terceiros molares.
Conclui-se que o trabalho pode ter um impacto no desenvolvimento de estratégias para lidar com as patologias que resultem de dentes inclusos.
PI0359 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Risco de acidente vascular encefálico identificado pela radiografia panorâmica
Novaes GA, Costa KCS, Aquino MFF, Ferreira RG, Oliveira DM, Habibe CH, Habibe RCH, Caetano RM
Odontologia CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DA ESCOLA DE ODONTOLOGIA DE VOLTA REDONDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A radiografia panorâmica é um exame de rotina na clínica odontológica, cuja avaliação não deve ficar restrita a dentes e maxilares, possibilitando o diagnóstico precoce dos ateromas calcificados na artéria carótida, apesar de não ser um exame de excelência para essa investigação, entretanto, contribui na detecção dessas lesões em pacientes assintomáticos. O objetivo desse estudo foi avaliar a prevalência de ateromas calcificados da artéria carótida, detectados em radiografias panorâmicas. Foram utilizados arquivos digitais de 100 radiografias panorâmicas efetuadas em pacientes encaminhados com a solicitação do referido exame ao Serviço Especializado em Radiologia Odontológica, da cidade de Volta Redonda, estado do Rio de Janeiro. Foram selecionados pacientes com idade mínima de 40 anos, 50 do gênero feminino e 50 do gênero masculino. Dos 100 pacientes avaliados, o ateroma calcificado na artéria carótida foi detectado em 32 pacientes, portanto, a prevalência foi de 32% com prevalência de 22% no gênero feminino e 10% no gênero masculino. Com relação a localização, o ateroma foi detectado unilateralmente em 20 pacientes e bilateralmente em 12 pacientes. Considerando-se a faixa etária dos 22 pacientes com ateroma do gênero feminino, a maior prevalência foi nos pacientes entre 50 e 59 anos de idade. Dos 10 pacientes do gênero masculino não houve diferença significativa com relação a idade.
Concluiu-se que no presente estudo realizado com pacientes com idade mínima de 40 anos houve uma alta prevalência dos ateromas calcificados (32%), comparado à literatura.
PI0360 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Extensões e Anormalidades dos Seios Maxilares em Pacientes Assintomáticos Detectadas na Tomografia Computadorizada por Feixe Cônico
Costa KCS, Novaes GA, Andrade BRS, Ferreira SO, Silva MA, Habibe RCH, Melo ARF, Caetano RM
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DA ESCOLA DE ODONTOLOGIA DE VOLTA REDONDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os seios maxilares variam em relação à forma e tamanho e frequentemente são sítios de distúrbios de origem odontogênica, assim como, anormalidades sinusais podem provocar alterações odontológicas. Portanto, esse estudo teve como objetivo avaliar a prevalência das extensões e das anormalidades dos seios maxilares em pacientes assintomáticos e avaliar a possibilidade da relação entre a presença de extensões e anormalidades, pela tomografia computadorizada por feixe cônico. A amostra foi composta por 200 tomografias, 116 do gênero feminino e 84 masculino. A prevalência de extensão anterior foi de 15% dos exames, 10,5% para a tuberosidade, 77,5% para o rebordo alveolar. O Teste de Qui-Quadrado não revelou diferença estatisticamente significante com relação ao gênero e idade. Anormalidades foram detectadas em 76,5% dos exames. O espessamento da mucosa foi a anormalidade mais prevalente, detectada em 50,7% dos exames, seguido da opacificação parcial (21,7%), pólipos (15,9%), pseudocistos (8,7%), opacificação total (1,4%), presença de corpo estranho (1,0%) e hipoplasia (0,5%). O teste de Qui-quadrado demonstrou que a prevalência de anormalidades foi significativamente maior no gênero masculino (85,7%) que no feminino (69,8%). Não apresentou associação com a faixa etária.
Concluiu-se que as prevalências das extensões, anterior, para a tuberosidade, para o rebordo alveolar e as anormalidades do seio maxilar, foram respectivamente de 15%, 10,5%, 77,5% e 76,5% dos exames. Não houve relação entre presença de extensões e anormalidades.
PI0361 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação das medidas de biossegurança adotadas em Clínicas de Radiologia do Brasil durante a pandemia da COVID-19: o que mudou?
Moreira GS, Ribeiro IC, Rodrigues LG, Alves TKC, Carmelo JC, Silva AIV, Alvarez-Leite ME, Manzi FR
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Em dezembro de 2019 a descoberta de um novo vírus na China, o SARS-CoV-2 trouxe novos desafios para as clínicas de radiologia odontológica. O objetivo desse trabalho foi avaliar quais medidas de biossegurança foram adotadas por essas clínicas durante e após a pandemia da COVID-19, no Brasil. A metodologia consistiu na aplicação de questionário no período novembro de 2020 e setembro de 2021, este avaliou três temas principais: os protocolos com o ambiente clínico, com os pacientes e com os profissionais. Os resultados descritivos foram tabelados por meio do programa Microsoft Office. Participaram dessa pesquisa 175 clínicas de radiologia odontológica localizadas nas cinco regiões do Brasil e podendo estar em capitais ou cidades do interior. Nas capitais, estão localizadas 29,1% das clínicas participantes, e a região Sudeste correspondeu a 56% da amostra. Os resultados apontam que houve alteração no fluxo de atendimento em 78,3% das clínicas, o distanciamento entre pacientes foi adotado por 98,3% delas, o protetor facial foi aderido por 61,1% das clínicas, e a máscara PFF2/N95 foi utilizada por cerca de metade da amostra. A desinfecção de superfícies do ambiente clínico foi realizada prioritariamente com álcool 70%, a desinfecção do avental antes do uso de cada paciente foi realizada por 76% da amostra, e 92% das clínicas realizou monitoramento em saúde.
Foi possível observar que um número expressivo de clínicas adotou estratégias mínimas para diminuição da propagação do vírus, contudo a qualidade e a frequência dessas medidas podem ser discutidas.
(Apoio: CNPq)
PI0362 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Distribuição espacial e interconectividade das trabéculas ósseas em Lesões Fibro-Ósseas Benignas: análise por esqueletonização
Claudio TP, Zanotto DO, Schulz RE, Loures AO, Miguel AFP, Rivero ERC, Rabelo GD
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar a distribuição espacial das trabéculas ósseas das lesões fibro-ósseas benignas (LFOBs) pela técnica de esqueletonização e comparar a abordagem manual e automatizada dessas metodologias. Foram selecionados 25 casos de LFOBs do Biobanco da UFSC, as lâminas foram coradas com Tricrômico de Mallory e digitalizadas pelo ScanScope AT. Nos cortes histológicos, 195 regiões de interesse (ROIs) foram selecionadas. A esqueletonização foi performada pelo método manual (segmentação interativa) e automatizado (criação de um código computacional na linguagem ImageJ Macro language (IJM), própria do software). O código computacional foi baseado na distinção da cor predominante das trabéculas: azul ou vermelha. Os parâmetros analisados foram: número de trabéculas (Tb, n); número de ramos (R, n); comprimento de ramo (CR, µm); número de junções (J, n); pontos triplos (3p, n); pontos quádruplos (4p, n). Foi possível identificar o número de trabéculas e a interconectividade entre elas, resultando em valores numéricos de junções e pontos triplos. O método automatizado apresentou maior valor de Tb (20.7 vs 2.1), menor de R e J (p<0.05, Mann-Whitney) em relação ao método manual.
Conclui-se que o método de esqueletonização foi viável para avaliação da distribuição espacial e interconectividade das trabéculas. A abordagem manual foi mais fidedigna, no entanto, demanda muito tempo de segmentação. Dessa forma, a abordagem automatizada deve ser refinada pelo aperfeiçoamento do código, permitindo veracidade na identificação das trabéculas
PI0363 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Prevalência de lesões em assoalho de boca
Thiesen L, Rivero ERC, Silva CAB
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi realizar um levantamento epidemiológico das lesões localizadas em assoalho de boca, diagnosticadas por um Laboratório de Patologia Bucal. Os dados foram coletados a partir das fichas de biópsia e laudos histopatológicos de todas as lesões recebidas entre os anos de 2006 a 2022. Dentre todos os casos diagnosticados nesse período, 3,16% (n=143) corresponderam a lesões em assoalho de boca. Houve uma maior prevalência no sexo masculino (62,24%) quando comparado ao feminino (37,76%), e a faixa etária mais afetada foi entre 50 e 69 anos, correspondendo a 50,74% dos casos. Em relação ao tipo de lesões diagnosticadas, as neoplasias malignas foram as mais frequentes (32,86%), seguidas pelas lesões potencialmente malignas (18,18%) e lesões de glândulas salivares não neoplásicas (17,48%). O carcinoma epidermóide foi a condição mais prevalente (27,27%), seguido pela displasia epitelial (17,48%), mucocele e rânula (10,48%) e hiperplasia fibrosa inflamatória (7,69%).
Assim, conclui-se que, apesar do assoalho bucal apresentar uma menor prevalência de lesões quando comparado a outros sítios bucais, uma porcentagem significativa de lesões malignas e potencialmente malignas acometem essa região, sendo um dos locais de predileção do carcinoma epidermóide bucal. Dessa forma, é de fundamental importância um exame clínico adequado dessa região para um diagnóstico precoce dessas lesões e melhor prognóstico do paciente.
PI0364 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Cisplatina promove desdiferenciação de células tumorais em células-tronco tumorais em linhagens de carcinoma oral
Oliveira LD, Milan TM, Bighetti-Trevisan RL, Eskenazi APE, Almeida LO, Castro-Raucci LMS
Biologia Básica e Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
As células-tronco tumorais são fundamentais para a progressão tumoral do carcinoma oral, possuindo capacidade de auto-renovação e crescimento ilimitado. Duas hipóteses explicam a origem das células-tronco tumorais: a transformação maligna de células-tronco normais em tumorais; a desdiferenciação de células tumorais em células-tronco. Este trabalho investigou se a administração de cisplatina induz a desdiferenciação celular nas linhagens de carcinoma oral CAL-27 e SCC-9. Células-tronco tumorais (CSC+) e células diferenciadas (CSC-) foram isoladas por citometria de fluxo e analisadas por imunomarcação para OCT4 e SOX2, formação de esferas e crescimento tumoral in vivo. Observou-se que as CSC+ expressam mais OCT4 e SOX2 do que as CSC-.
Após a administração de cisplatina, foi observado por formação de esferas e citometria de fluxo, que as CSC- adquiriram potencial tronco. As CSC- tratadas com cisplatina apresentaram elevado crescimento tumoral. Tumores derivados de CSC- tratadas com cisplatina apresentaram altos níveis de OCT4 e SOX2 comparadas às CSC- sem tratamento, e níveis semelhantes às CSC+. Sugere-se que a cisplatina promove o acúmulo de células-tronco tumorais pela desdiferenciação de células não-tronco da massa tumoral, através do aumento das proteínas de pluripotência OCT4 e SOX2.
(Apoio: FAPESP N° 2017/11780-8 | FAPESP N° 2021/13268-8)
PI0365 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Amelogênese imperfeita, osteopetrose e acidose tubular renal distal: relato de síndrome rara causada por variante no gene AC2
Leite LDR, Resende KKM, Rosa LS, Mazzeu JF, Scher MCSD, Yamaguti PM, Acevedo AC
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A Osteopetrose com Acidose Tubular Renal Distal (OP/ATRd, OMIM #259730) é uma doença renal hereditária com displasia esquelética causada pela deficiência da enzima anidrase carbônica II (AC2). Há poucos relatos sobre as manifestações bucais dessa síndrome. O objetivo desse estudo foi realizar a caracterização clínica e o diagnóstico molecular de uma paciente com OP/ATRd e defeitos de desenvolvimento do esmalte (DDEs). Paciente de 25 anos, sexo feminino, sem relato de consanguinidade parental, único membro afetado na família, com fraturas ósseas recorrentes e acidose metabólica, foi diagnosticada com OP/ATRd aos 8 anos e encaminhada para exame odontológico. A paciente apresentou má oclusão, distúrbios da erupção e hipoplasias de esmalte generalizadas. Foi detectado por sequenciamento Sanger a variante AC2: c.753delG, p.Asn252Thrfs*14 em homozigose na paciente e em heterozigose na mãe. Não foi feito exame molecular no pai.
Estudos em modelo animal já demonstraram a expressão da AC2 em ameloblastos. Casos de amelogênese imperfeita (AI) sindrômica já foram relatados em outras doenças renais hereditárias (DRHs) autossômicas recessivas causadas por alteração em proteínas expressas nos ameloblastos e rins. Esses achados confirmam a etiologia molecular dos DDEs e o diagnóstico de AI hipoplásica sindrômica na paciente. O presente estudo foi o primeiro a associar AI e OP/ATRd em um paciente, ampliando o espectro de DRHs associadas a AI e reforçando a importância de encaminhar pacientes com DRHs para exame odontológico e pacientes com AI para avaliação nefrológica.
(Apoio: CNPq | Programa CAPES/COFECUB | Decanato de Pesquisa e Inovação/Universidade de Brasília)