2090 Resumo encontrados. Mostrando de 1621 a 1630
PI0300 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação da biocompatibilidade de um agregado de trióxido mineral experimental: estudo in vivo em ratos wistar
Schiavetti GR, Vasques AMV, Cury MTS, Silva ACR, Bueno CRE, Dezan-Junior E
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O agregado de trióxido mineral (MTA) é um cimento reparador que foi desenvolvido para selar a perfuração do canal, iatrogênica ou patológica, com uma natureza hidrofílica que permite seu uso mesmo na presença de umidade. Características como a biocompatibilidade é fundamental para essa classe de cimentos. O presente estudo visa avaliar a resposta inflamatória de um MTA experimental (Indusbello, Londrina PR) em comparação com os cimentos reparadores MTA Angelus, MTA Repair HP e BIO-C Repair. Foram utilizados 30 ratos, divididos em 3 períodos experimentais de 7, 30 e 60 dias (n=10). Cada animal recebeu 5 implantes subcutâneos de tubos de polietileno, sendo 4 tubos preenchidos com os cimentos a serem avaliados e 1 tubo vazio como controle. Após os períodos experimentais, os animais foram eutanasiados e as peças submetidas ao processamento histológico. Para análise do infiltrado inflamatório foi atribuído escores de 1 a 4, e avaliado a espessura da capsula fibrosa. Os dados foram submetidos ao teste Kruskal-Wallis seguido do teste de Dunn (P<0,05). No período de 7 dias, o MTA experimental apresentou reposta inflamatória intensa (escore 4) e capsula fibrosa grossa, o MTA Angelus apresentou escore 4 e capsula grossa (P>0,05). Já aos 30 e 60 dias houve uma diminuição da reposta inflamatória (escores 2 e 1) e a capsula fibrosa se apresentava fina, assim como os demais cimentos avaliados (P>0,05).
Pode-se concluir que o MTA experimental é biocompatível pois ao final do experimento mostrou mínima inflamação com redução da capsula fibrosa, semelhante aos outros materiais.
(Apoio: FAPs - Fapesp N° 2021/10027-0)
PI0301 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Estudo in vitro da ação antibiofilme da irrigação dos canais radiculares com NaOCl associado ao dióxido de carbono pressurizado
Natali AFF, Andrade JG, Loureiro C, Ribeiro APF, Rodrigues GWL, Vargas SDB, Martinho FC, Jacinto RC
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar a ação da irrigação dos canais radiculares com a associação do dióxido de carbono (CO2) pressurizado ao hipoclorito de sódio (NaOCl) na inativação do biofilme de E. faecalis. Foram selecionadas 40 raízes de pré-molares inferiores humanos extraídos, contendo apenas um canal. Os espécimes foram contaminados com E. faecalis por 10 dias para formação de biofilme. Os grupos foram divididos de acordo com o protocolo de irrigação (n=10): G1- irrigação convencional com NaOCl 2,5%; G2- irrigação convencional com NaOCl 2,5% + CO2; G3- solução salina estéril; G4- solução salina estéril + CO2. O volume total de irrigação foi de 25 ml por grupo. Foram realizadas duas coletas com cones de papel: S1 - antes da irrigação; S2 - após a irrigação para cultura microbiológica e contagem do número de unidades formadoras de colônias (UFC/ml). Os dados foram submetidos ao teste Two-Way ANOVA, seguido pelo teste Student-Newman-Keuls (α = 0,05). Bactérias cultiváveis estavam presentes em todas as amostras (S1). Todos os protocolos de irrigação foram eficazes na redução da carga bacteriana, independente da solução utilizada (p < 0,05). A associação com CO2 melhorou a eficácia da descontaminação do canal radicular quando associado ao NaOCl 2,5% (p < 0,05) e os dois grupos foram superiores ao grupo da solução salina estéril (p < 0,05). Não houve diferença entre os grupos da solução salina estéril e solução salina estéril + CO2 (p > 0,05).
Em conclusão, o CO2 não demonstrou ação antibacteriana, porém potencializou a ação do NaOCl 2.5% sobre o biofilme de E. faecalis
(Apoio: FAPs - Fapesp N° 2021/02260-6 | FAPs - Fapesp N° 2018/18741-0 | CAPES N° N° 001)
PI0303 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Ação antimicrobiana de medicações intracanal empregadas em Endodontia Regenerativa
Souza-Júnior GR, Prado MM, Goulart TS, Schuldt DPV, Coelho BS, Garcia LFR, Almeida J
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse trabalho foi avaliar a ação antimicrobiana de diferentes medicações intracanal empregadas na Terapia Endodôntica Regenerativa. Após 11 dias de formação do biofilme multiespécie de E. faecalis, A. naeslundii e S. sanguinis em 50 discos de dentina bovina, estes foram imersos em NaOCl 1,5% por 5 min, e, após, divididos aleatoriamente em 5 grupos (n = 10): G1) Pasta Antibiótica dupla (DAP) 1%; G2) Pasta Tri-antibiótica (TAP) 1%; G3) Pasta Tri-antibiótica modificada (TAPm) 1%; G4) Hidróxido de Cálcio (HC); e G5) soro fisiológico (controle). Os discos de dentina permaneceram em contato com as medicações por 30 dias. Em seguida, as amostras foram imersas em EDTA 17% por 3 min. Para o teste de viabilidade celular bacteriana (n = 8), o biofilme remanescente aderido às paredes de dentina foi removido por sonicação. Alíquotas da suspensão bacteriana foram plaqueadas, para posterior contagem de unidades formadoras de colônias (UFCs). Dois espécimes de cada grupo experimental foram levados para análise do biofilme remanescente em Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). Os dados foram analisados pelos testes Kruskal-Wallis e Dunn (α=5%). Todas as medicações empregadas apresentaram ação antibacteriana significativa contra o biofilme multiespécie, comparadas ao controle (P < 0,05). TAPm quase erradicou o biofilme, com ação antibacteriana superior comparada ao HC (P < 0,05).
As diferentes medicações testadas demonstraram excelente ação antimicrobiana contra o biofilme multiespécie, com destaque para TAPm.
PI0304 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Incidência clínica do canal MV2 no tratamento endodôntico de primeiros molares superiores
Antunes RG, Schroeder L, Farias-Filho DA, Kaizer MR, Madeira L, Baratto-Filho F
Odontologia UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar clinicamente a incidência da localização e tratamento do canal MV2 na realização de tratamentos endodônticos de primeiros molares superiores por acadêmicos de graduação, cirurgiões dentistas clínicos gerais, e especialistas em endodontia com diferentes tempos de formação na especialidade, que fazem uso ou não da microscopia operatória. Foram avaliadas as fichas clínicas de tratamentos endodônticos de primeiros molares superiores realizados pelos participantes num período de 12 meses. No total foram analisados 247 casos clínicos (dentes) de primeiros molares superiores, em que o canal MV2 foi instrumentado e obturado, e os dados coletados foram submetidos à análise descritiva percentual. Constatou-se uma incidência do canal MV2 em 54,05% do total das fichas avaliadas. Os resultados por grupo de participantes foram: 42,1%, alunos de graduação; 40,62%, clínicos gerais; e, 57,21%, especialistas em endodontia. O tempo de formação na especialidade aumentou os índices de localização e tratamento do canal MV2 (47,25% X 64,95%), bem como o uso do microscópio operatório (52,80% X 83,33%).
Com base nos resultados foi possível concluir que quanto maior a experiência clínica do profissional, especialmente associada à microscopia operatória, maior o índice (percentual) de localização, instrumentação e obturação do canal MV2 em primeiros molares superiores.
PI0305 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Efeitos do exercício físico de natação no perfil inflamatório da periodontite apical
Rodrigues ML, Ribeiro APF, Loureiro C, Machado NES, Cantiga-Silva C, Oliveira PHC, Cintra LTA, Jacinto RC
Odontologia restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A periodontite apical é uma inflamação persistente nos tecidos do periápice de dentes desvitalizados. A resposta inflamatória do hospedeiro ao tentar suprimir os microrganismos, intensifica o processo, gerando dano tecidual. A atividade física é capaz de sensibilizar o sistema imunológico, tornando o organismo menos vulnerável a inflamações e infecções. O objetivo desse estudo foi averiguar os efeitos e a influência do exercício físico de natação na periodontite apical desenvolvida em ratos, analisando o perfil inflamatório da lesão. Vinte ratos wistar machos foram divididos em 2 grupos: C+PA e N+PA. O protocolo de exercício ocorreu em duas etapas: adaptação ao meio aquático e treinamento. A periodontite apical foi induzida no 28º dia e os ratos foram sacrificados no 58º dia. Os molares superiores foram processados para análise histológica com hematoxilina-eosina. A extensão e intensidade da inflamação foi classificada em scores: 1- sem inflamação, 2- inflamação leve, 3- inflamação moderada e 4- inflamação grave. Os dados foram analisados estatisticamente no programa SigmaPlot 12.0 (Systat Software Inc., San Jose, USA), empregando o teste Mann-Whitney, ao nível de significância de 5%. Os animais do grupo controle apresentaram maior intensidade e extensão da inflamação, com infiltrado inflamatório moderado a grave. Já nos animais do grupo natação, o infiltrado inflamatório teve menor intensidade e extensão (p<0,05).
A realização da atividade física influenciou diretamente na resposta inflamatória, diminuindo seus efeitos e tornando-a mais discreta.
(Apoio: Fapesp N° 2020/13089-3)
PI0306 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Investigação dos mecanismos envolvidos na reabsorção dentária após reimplante tardio: estudo experimental in vivo
Ferreira KO, Arnez MFM, Almeida-Junior LA, Oliveira FMMPC, Silva LAB, Paula-Silva FWG
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi investigar os mecanismos envolvidos na reabsorção dentária após reimplante tardio. Foram utilizados ratos Wistar, machos, divididos em 2 grupos (n= 20). No Grupo 1 os incisivos superiores foram extraídos, mantidos em meio extra-alveolar por 60 minutos, obturados por via retrógrada e, a seguir, reimplantados e no Grupo 2 os dentes foram mantidos hígidos (controle). Após 15 e 60 dias, os animais foram eutanasiados e as peças coletadas para análise histoenzimologia para fosfatase ácida resistente ao tartarato (TRAP), pelo método do TUNEL para identificação de células apoptóticas e imunohistoquímica utilizando anticorpos para MMP-9 e Catepsina K. O número de células positivas foram quantificados e os grupos comparados por meio do teste de Mann Whitney (𝜶= 5%). No período de 15 dias foi observada a presença de osteoclastos TRAP+, os quais aumentaram aos 60 dias (p < 0,05). Foram identificadas células MMP-9+ em todo ligamento periodontal dos dentes reimplantados. A catepsina K, por outro lado, estava restrita a osteoclastos indicando intensa atividade reabsortiva nos dentes reimplantados. Foram identificadas células em processo de apoptose, as quais apresentaram cariólise, picnose e marcação TUNEL+ nos dentes reimplantados diferentemente do controle (p < 0,05).
Conclusão: Após reimplante dentário tardio foram observados células em apoptose, aumento do número de osteoclastos e células CTSK+ e MMP-9+ no ligamento periodontal, indicando que esses mediadores celulares e moleculares contribuem para a reabsorção dentária.
(Apoio: FAPESP N° 2021/03149-1 | FAPESP N° 2021/09272-0)
PI0307 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Efeito da radiação ionizante na resistência à fratura de dentes imaturos simulados submetidos a reforço radicular
Coelho SM, Pandolfo MT, Minamisako MC, Takashima MTU, Pereira RP, Teixeira CS, Bortoluzzi EA, Garcia LFR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A radioterapia (RT) provoca modificações nas propriedades mecânicas da dentina. Entretanto, se desconhece seu efeito sobre dentes permanentes imaturos. Este estudo avaliou o efeito da RT na resistência à fratura de dentes imaturos simulados submetidos a diferentes tipos de reforço radicular. Foram utilizados 64 caninos humanos simulando dentes imaturos. As amostras foram distribuídas em 8 grupos (n=8), de acordo com a exposição ou não à RT (70 Gy) e o tipo de reforço radicular: G1 (controle) - sem RT/sem reforço radicular; G2 (controle) - RT/sem reforço radicular; G3 - sem RT/plug apical de Biodentine/obturação do canal; G4 - RT/plug apical de Biodentine/obturação do canal; G5 - sem RT/preenchimento do canal com Biodentine; G6 - RT/preenchimento do canal com Biodentine; G7 - sem RT/plug apical de Biodentine/pino de fibra de vidro e G8 - RT/plug apical de Biodentine/pino de fibra de vidro. A resistência à fratura foi determinada em máquina universal de ensaios (0,5 mm/min) e os dados analisados estatisticamente (two-way ANOVA e Tukey). Na comparação intergrupos (dentes irradiados e não irradiados), os dentes não irradiados apresentaram valores de resistência à fratura significativamente maiores (p=0,021). A interação entre grupos e procedimentos apresentou diferença estatística (p=0,045), com G7 e G8 apresentando valores significativamente maiores que os demais.
A RT afetou a resistência à fratura dos dentes imaturos. Entretanto, dentes imaturos (irradiados ou não) reforçados com pino de fibra de vidro apresentaram resistência à fratura semelhantes.
PI0308 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação da Microinfiltração Apical em Dentes Humanos Extraídos Submetidos a Diferentes Formas de Armazenamento
Anacleto B, Simonetti DM, Scheid MF, Kaizer MR, Madeira L, Lopes CMCF
UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O uso de dentes extraídos em estudos de infiltração apical, bem como em outros estudos na área da endodontia, é muito comum, mas poucos estudos avaliam os efeitos da forma de armazenamento e desinfecção sobre as propriedades da dentina radicular. O objetivo deste estudo foi comparar a infiltração marginal apical, a partir do método da diafanização, em dentes humanos extraídos, obturados endodonticamente e submetidos a diferentes condições de armazenamento. Dentes unirradiculares (30) recém extraídos foram armazenados em congelador de geladeira, formol 10% durante 15 dias, ou esterilizados em autoclave. Os canais radiculares foram preparados com limas manuais e obturados com guta-percha e cimento a base de óxido de zinco e eugenol. Os espécimes foram imersos em azul de metileno a 1% durante 24h, e submetidos ao processo de diafanização. Realizado esse procedimento foram avaliados em uma lupa estereomicroscópica quanto ao grau de microinfiltração do corante via forame apical. Os resultados foram avaliados estatisticamente pelo teste não paramétrico de Kruskal Wallis, que detectou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos experimentais. Comparações entre pares foram realizadas pelo método de Mann-Whitney que demonstrou que o grupo de dentes congelados apresentou valores de infiltração apical significativamente menores que o grupo de dentes armazenados em formol 10%.
Com base nos resultados foi possível concluir que o grupo de dentes humanos extraídos armazenado em formol 10% apresentou maior valor de microinfiltração apical.
PI0309 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
O uso da clorexidina no tratamento endodôntico de dentes permanentes com periodontite apical: Uma revisão narrativa
Almeida EC, Alves FRF, Brasil SC, Coutinho VE, Amaral CSF
UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A clorexidina (CHX) é uma substância amplamente utilizada no tratamento endodôntico pelas suas propriedades antimicrobianas de amplo espectro contra bactérias Gram negativas e positivas. Este estudo teve como objetivo apresentar uma revisão narrativa sobre a eficácia antimicrobiana da CHX no tratamento endodôntico de dentes permanentes com periodontite apical. A busca foi realizada nas bases de dados Scielo, Pubmed, Google acadêmico e LILACS, com as palavras chaves: chlorhexidine or digluconate of chlorhexidine and canal irrigant and endodontic treatment. Os critérios de inclusão foram ensaios clínicos publicados nos últimos 5 anos, em inglês ou português, que utilizaram a CHX como adjuvante no tratamento endodôntico. A busca identificou 468 artigos e após seleção por título e resumo, 3 ensaios clínicos não-randomizados e 5 randomizados com foram incluídos. Sete artigos realizaram tratamento endodôntico primário e dois, retratamento endodôntico. Sete artigos utilizaram o hipoclorito de sódio, a CHX (gel/solução) concentrada a 2%, como irrigante e medicação intracanal com hidróxido de cálcio. Somente um dos estudos não utilizou medicação intracanal.
Foi possível concluir que a CHX demonstrou resultados satisfatórios não só como irrigante, mas também como medicação intracanal quando associada ao hidróxido de cálcio.
PI0310 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 10/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Efeito da medicação intracanal no perfil microbiano, níveis de endotoxinas e ácido lipoteicóico em dentes com lesões endoperiodontais
Tarlá LC, Louzada LM, Arruda-Vasconcelos R, Silva EGA, Barbosa-Ribeiro M, Soares AJ, Marciano MA, Gomes BPFA
Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A polpa dental e o periodonto são estruturas que apresentam interrelações anatômicas, embriológicas e funcionais. O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil microbiano e os níveis de endotoxinas (LPS) e de ácido lipoteicóico (LTA) nas bolsas periodontais (BP) e canais radiculares (CR) nas diferentes etapas do tratamento endodôntico de dentes com polpa vital e doença periodontal associada. Parâmetros clínicos também foram analisados. Foram coletadas amostras das BP e CR de 12 pacientes com cones de papel absorvente estéreis antes (C1) e após (C2) o preparo químico-mecânico (PQM), e após 30 dias de medicação intracanal (MIC) à base de Ca(OH)2 (C3). O perfil microbiano foi avaliado através do Nested PCR, os níveis de LPS através de ensaio turbidimétrico LAL (Limulus Amebocyte Lysate) e níveis de LTA foram avaliados através de ELISA. Análise estatística foi realizada com nível de significância de 5%. As espécies mais prevalentes nas BP foram E. faecalis, T. forsythia, P. gingivalis, P. micra, T. denticola e A. naeslundii. Nos CR houve prevalência de E. faecalis e P. gingivalis. O tratamento endodôntico promoveu redução microbiana tanto nas BP quanto nos CR. A redução de LPS foi de 73,38% nas BP e 90% nos CR após MIC. Houve redução de LTA de 28,45% nas BP e 47,93 % nos CR após MIC. Após proservação de 1 ano, a mobilidade dentária foi reduzida.
Concluiu-se que a microbiota das BP e CR é polimicrobiana e que o PQM e a MIC favoreceram a redução microbiana e dos níveis de LPS e LTA em ambos os sítios. O tratamento endodôntico favoreceu os aspectos clínicos periodontais.
(Apoio: FAPESP 2015/23479-5, 2019/19300-0, 2021/14459-1, CNPq 303852/2019-4, CAPES 001)
