Comparação da recessão gengival de pacientes Classe III tratados ortodonticamente de forma compensatória e cirúrgica
Fialho T, Saab FJ, Cotrin P, Freitas KMS, Valarelli FP
Ortodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi comparar a recessão gengival em dentes anteroinferiores em pacientes portadores da má oclusão de Classe III, tratados ortodonticamente, de forma compensatória ou cirúrgica. A amostra foi composta por 40 pacientes com má oclusão de Classe III, divididos em 2 grupos: G1, 20 pacientes tratados de forma compensatória, com idade inicial média de 20,26 anos (d.p.=7,44), idade final média de 23,07 anos (d.p.=7,32) e tempo de tratamento médio de 2,81 anos (d.p.=0,84). G2, submetidos a tratamento ortodôntico-cirúrgico, com idade inicial média de 23,08 anos (d.p.=5,48), idade final média de 25,43 anos (d.p.=5,12) e tempo de tratamento médio de 2,35 anos (d.p.=1,56). Foram utilizadas as fotografias intrabucais realizadas antes e após a remoção do aparelho ortodôntica fixo, para mensuração da recessão gengival, da cervical dos incisivos inferiores do ponto mais cervical da margem gengival até a linha cemento-esmalte. Nas telerradiografias inicias e finais, foi medida a posição dos incisivos inferiores. A comparação intergrupos foi realizada pelo teste t independente. Os resultados demonstraram que não houve diferença estatisticamente significante na recessão gengival ao início, ao final e das alterações com o tratamento entre os grupos compensatório e cirúrgico. Concluiu-se que os tratamentos ortodôntico compensatório e cirúrgico da má oclusão de Classe III mostraram resultados similares quanto a recessão gengival dos incisivos inferiores.PN1178 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Avaliação dos perfis de influenciadores digitais em Odontopediatria no Instagram®: Estudo piloto
Lisboa SO, Assunção CM, Paiva SM, Ferreira FM
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Grande parte da população busca por informações de saúde em mídias sociais e a comunicação digital se tornou ainda mais importante na pandemia de COVID-19. Este estudo piloto avaliou o perfil de influenciadores digitais em odontopediatria no Instagram. Foram incluídos perfis pessoais, com tema Odontopediatria, mais de 10 mil seguidores e em idioma português brasileiro. Cada perfil (n=26) foi avaliado quanto ao número de seguidores e postagens no mês de março de 2021. As postagens (n=482) foram classificadas quanto ao formato (foto, vídeo ou foto e vídeo), origem (primária ou repostagem) e tema (informação em saúde, publicidade, vida pessoal) e avaliadas quanto a interação dos seguidores (número de comentários). Na análise estatística usou-se o teste qui-quadrado. Os perfis tinham em média 16 mil (10-40 mil) seguidores e 18 (8-48) postagens com 103 (12-235) comentários. A maioria das postagens eram fotos (65-100%). De 40 a 100% das postagens eram primárias. Houve grande heterogeneidade quanto ao tema, em média 35% (0-70%) dos conteúdos eram informações em saúde e 8% (0-39%) publicidade. Dos 26 perfis avaliados, 15 não continham publicidade, 2 não continham informações de saúde e apenas 14 tinham 100% de postagens primárias. As repostagens totalizaram 10,2% e destas 71,4% eram postagens de informações em saúde. Mais interação ocorreu em postagens sobre vida pessoal, primárias e no formato "foto e vídeo" (p<0,01). Conclui-se que perfis de influenciadores digitais em Odontopediatria no Instagram® são muito diversos, indo além de informações em saúde. (Apoio: CAPES)PN1179 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Associação entre depressão e polimorfismo no gene COMT (rs174675), sensação de felicidade e qualidade de vida relacionada a saúde bucal
Baldiotti ALP, Freitas GA, Barbosa MCF, Moreira PR, Scariot R, Martins RC, Paiva SM, Ferreira FM
Saúde Bucal da Criança e Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A adolescência é um período do desenvolvimento humano em que ocorrem grandes mudanças que predispõe ao aparecimento de alterações emocionais, como a depressão. O objetivo deste estudo foi investigar a associação de depressão com o polimorfismo do gene COMT (rs174675), sensação de felicidade e qualidade de vida relacionada a saúde bucal (QVRSB), em adolescentes brasileiros. Este estudo transversal foi realizado com adolescentes (n=90), de 13 a 18 anos, que frequentavam a clínica odontológica da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Os sinais de depressão foram avaliados com o eixo II do RDC/TMD. Os adolescentes responderam às versões brasileiras da Escala Subjetiva de Felicidade para avaliar a sensação de felicidade e o OHIP-14, para avaliação do QVRSB. Amostras de saliva foram coletadas para extração de DNA genômico e foi realizada a genotipagem do polimorfismo no gene COMT (rs174675) pela técnica da PCR em tempo real. Os dados foram submetidos à análise estatística com um nível de significância de 5%. O modelo de regressão logística múltipla demonstrou que a depressão foi associada a sensação de felicidade (p=0,032) e ao polimorfismo rs174675 (p=0,040) no gene COMT. Contudo, não esteve associada a QVRSB (p=0.097) em adolescentes. Conclui-se que existe associação entre depressão e polimorfismo no gene COMT e sensação de felicidade em adolescentes brasileiros, sendo que a chance de apresentar depressão foi maior entre os adolescentes que se consideraram menos felizes que seus colegas. A QVRSB não impactou na depressão.PN1185 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Propriedades mecânicas dos fios ortodônticos estéticos de níquel-titânio
Neves BM, Canavarro C, Gravina MA, Elias CN, Quintão CCA
Odontologia Preventiva e Comunitária - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar, através de ensaios de tração, as propriedades mecânicas dos fios ortodônticos estéticos, comparando-os com os tradicionais superelásticos de níquel-titânio (NiTi). Foram usados 36 fios ortodônticos de NiTi - 18 estéticos e 18 sem revestimento estético - com calibre 0,018", das marcas TP Orthodontics, GAC e Masel. 18 amostras foram estendidas até a ruptura com o objetivo de obter platôs constantes de ativação do fio. Os testes foram realizados à temperatura de 37ºC, utilizando-se o teste universal EMIC DL 10000. Os dados foram analisados estatisticamente através da análise de variância (ANOVA), seguida do teste de Bonferroni. Os fios não revestidos apresentaram cargas máximas de resistência à fratura maiores e cargas mais elevadas para atingir o platô de carga (p≤ 0,01) do que os estéticos, com exceção dos fios Masel não revestidos, que foram estatisticamente semelhantes aos fios TP estéticos. Nos testes de carga e descarregamento, a área sob as curvas de descarregamento apresentou maiores valores nos fios não revestidos e estéticos GAC, e nos fios TP não revestidos; os menores valores foram observados nos fios GAC estéticos e nos fios Masel estéticos e não revestidos. Os fios estéticos apresentaram maior extensão de platôs de descarregamento do que os não estéticos (p≤ 0,01). Os fios estéticos apresentaram bom desempenho superando os não revestidos na maioria das propriedades mecânicas avaliadasPN1186 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Mobilidade dentária em incisivos superiores decíduos após tratamento endodôntico: estudo clínico randomizado
Lira GAL, Oliveira SCM, Tedesco TK, Gimenez T, Moreira KMS, Floriano I, Imparato JCP
Odontopediatria - FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi avaliar a mobilidade dentária de incisivos decíduos antes e após tratamento endodôntico com duas técnicas: pasta CTZ (PCTZ) e pasta Guedes-Pinto (PGP). Foi realizado um estudo clínico randomizado de não-inferioridade, cuja amostra foi constituída por 36 incisivos decíduos superiores com lesão de cárie e envolvimento pulpar em crianças de 3 a 6 anos de idade. Os sujeitos foram randomizados nos grupos: PCTZ (n =17) PGP (n=19). A mobilidade dentária foi avaliada clinicamente antes do tratamento e após 1 mês, 6 meses e 12 meses. Os dados foram tabulados e comparados por meio do teste de qui-quadrado, e análise intergrupo com o teste de McNemar, com nível de significância de 95%. Não há diferença entre os grupos com relação a presença de mobilidade dentária antes do tratamento endodôntico (p=0,899) e após 12 meses (p=0,999). Também não há diferença intragrupo entre a mobilidade inicial e com 1 mês e 6 meses de acompanhamento (PCTZ p=0,339; PGP p=0,343). Aos 12 meses, observou-se piora do quadro de mobilidade em ambos os grupos (PCTZ p=0,017; PGP p=0,037). Conclui-se que as técnicas PCTZ e PGP regrediram a mobilidade dentária nos primeiros seis meses. Entretanto, após um ano, a mobilidade retorna, independente da técnica empregada.PN1187 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Avaliação polissonográfica de atividade muscular tônica do bruxismo do sono em crianças com enurese noturna
Diniz JS, Monazzi M, Soster LMSFA, Conte AL, Lira AO
Odontologia Ppgo - UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do presente estudo foi avaliar a macroestrutura do sono e a atividade tônica de bruxismo em indivíduos com Enurese Noturna Monossintomática (ENM), mediante avaliação de polissonografia. O exame foi realizado com o polígrafo EMBLA N7000®, utilizando-se eletrodos submentonianos, cintas torácica e abdominal, fluxo nasal através de cânula de pressão nasal e termístor, além de pulso e saturação de oxigênio com oxímetro de pulso, além de eletrodos no couro cabeludo. A amostra de conveniência foi definida em 30 indivíduos com idades entre 7 e 17 anos (média 10,7), sendo 17 meninos. Para análise dos desfechos das variáveis foram utilizados os testes Qui-Quadrado e de Regressão Logística Ordinal. Esta pesquisa foi aprovada pelo CEP 0649/10. Os dados obtidos mostraram que pacientes enuréticos apresentaram maiores episódios tônicos tanto na fase REM (P=0,008) quanto N-REM (P=0.016). Outras variáveis como idade, arousal e índice de dessaturação média não influenciaram a presença de episódios tônicos. (p>0,05). Concluímos que indivíduos com ENM apresentam maior atividade tônica durante o sono que indivíduos sem ENM, além de apresentarem atividade muscular na fase REM do sono, o que não acontece com pacientes não enuréticos. Concluímos que indivíduos com ENM apresentam maior atividade tônica durante o sono que indivíduos sem ENM, além de apresentarem atividade muscular na fase REM do sono, o que não acontece com pacientes não enuréticos. (Apoio: CAPES)PN1193 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Avaliação Em Modelos Digitais Do Arco Mandibular Em Pacientes Classe II Tratados Ortodonticamente
Fonseca PC, Barbo BN, Meller CR, Menezes LM, Lima EMS
Odontologia - UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os objetivos deste estudo foram analisar a forma das arcadas dentárias em pacientes tratados ortodonticamente, comparar medidas angulares e lineares obtidas em modelos digitais e compará-las entre indivíduos com faces hipodivergentes e hiperdivergentes. A amostra consistiu em 20 pacientes, incluindo 11 com padrão de crescimento mandibular horizontal e 9 casos com padrão vertical. Os modelos de gesso obtidos em T0 e T1 referentes aos pacientes selecionados foram digitalizados (3D) em um escâner intraoral e convertidos em arquivo .stl. Pontos de referência foram selecionados nas estruturas dentárias a fim de se obter medidas lineares e angulares para determinar a forma e a dimensão da arcada dentária. O Teste t pareado foi utilizado para a comparação entre os grupos nos tempos T0 e T1. As medidas angulares dos caninos e molares inferiores apresentaram maior diferença entre T0 e T1, tanto nos casos de crescimento horizontal quanto nos de crescimento vertical. Houve diferença significativa entre a distância intercaninos, que aumentou ao final do tratamento. A relação das medidas angulares e lineares entre o padrão de crescimento não apresentaram diferença estatisticamente significativa (P > 0,05). Conclui-se, assim, que há uma tendência do ortodontista expandir a distância intercaninos inferior durante o tratamento ortodôntico. Por isso, a individualização da forma dos arcos é importante na manutenção de sua forma e na estabilidade do tratamento. (Apoio: CAPES N° 001)PN1201 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Iniquidades sociodemográficas em concepções e comportamentos relacionados à COVID-19 de responsáveis de pacientes odontopediátricos
Barbosa MCF, Barcelos NS, Lima LCM, Neves ETB, Portella PD, Assunção LRS, Granville-Garcia AF, Ferreira FM
Saúde da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo multicêntrico objetivou investigar a associação de aspectos socioeconômicos e demográficos com concepções e comportamentos relacionados à COVID-19. 325 responsáveis por pacientes odontopediátricos dos estados de MG, PB e PR responderam a um questionário online através da ferramenta SurveyMonkey, contendo 6 perguntas sobre concepções relacionadas à COVID-19 com respostas em escala Likert de 3 pontos e 6 sobre a frequência de realização de alguns comportamentos relacionados à doença. A fonte usada para se informar sobre a doença, assim como dados socioeconômicos e demográficos também foram coletados. As associações foram testadas através dos testes Qui-quadrado e Mann-Whitney (p≤5%). A porcentagem de responsáveis que continuou frequentando cabeleireiro e praticando atividade física durante a pandemia foi significantemente maior para o sexo masculino e a maior renda. Os mais jovens continuaram a frequentar bares/restaurantes e reuniões de amigos. Quanto às concepções, os solteiros discordaram mais sobre o uso da máscara em locais públicos e os mais jovens em procurar ajuda médica nos casos de tosse/febre. A renda mais elevada foi associada a maior compreensão de que o cuidado individual afeta o coletivo e da importância de higienizar as mãos frequentemente. A busca por informações sobre COVID-19 em sites oficiais foi associada a maior escolaridade e renda. Conclui-se que concepções e comportamentos relacionados à COVID-19 de responsáveis por pacientes odontopediátricos sofrem influência de aspectos socioeconômicos e demográficos. (Apoio: CAPES)PN1203 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Recomendações para profissionais sobre o uso do diamino fluoreto de prata disponibilizadas por associações de odontopediatria
Sousa FSO, Couto FM, Soares CF, Mota GCA, Faria MR, Barja-Fidalgo F, Santos APP
Odontologia Preventiva e Comunitária - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi identificar recomendações disponibilizadas aos profissionais por Associações de Odontopediatria (AO) sobre diamino fluoreto de prata (DFP). Foram consideradas AO do país mais populoso de cada continente com idioma oficial português, espanhol ou inglês, assim como AO regionais. As buscas pelas AO foram realizadas por dois pesquisadores no site da Internacional Association of Pediatric Dentistry e no GoogleT, nos 3 idiomas, usando os termos odontopediatria + (associação ou sociedade) + (nome do continente ou país). Buscamos as recomendações nos sites oficiais das 15 AO incluídas. Dessas, 4 (26%) disponibilizavam recomendações em 11 documentos que foram incluídos para análise. Destes, 5 (45%) eram específicos sobre DFP (3 textos e 2 vídeos), 6 (54%) publicados em 2020, 10 (91%) indicavam o DFP para o tratamento da cárie e 3 (27%) para tratamento e prevenção. Quatro (36%) descreveram o método de aplicação e indicaram a não remoção do tecido cariado, isolamento relativo, proteção da pele e tempo mínimo de aplicação de 1 min. Acompanhamento de acordo com o risco de cárie foi orientado em 4 (36%). Nenhuma recomendação indicou se o tratamento poderia ser feito no campo ou em consultório. Escurecimento do dente foi citado em todas as recomendações (6, 54%) que relataram efeitos adversos. Três documentos relataram qualidade de evidência baixa considerando o risco de viés dos estudos. Embora não haja contradições, poucas AO disponibilizam o passo-a-passo para a prática clínica ou recomendações profissionais sobre o DFP em suas seções de acesso livre. (Apoio: CAPES)PN1204 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Propriedades psicométricas da versão brasileira curta do instrumento Adolescent Resilience Questionnaire (B-ARQ)
Gatti-Reis L, Perazzo MF, Gomes GB, Gartland D, Paiva SM, Pordeus IA
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do presente estudo foi avaliar a validade de construto estrutural da versão curta do Adolescent Resilience Questionnaire (B-ARQ) em adolescentes brasileiros. O ARQ mensura a capacidade do jovem enfrentar, com sucesso, os desafios da vida. Foi realizado um estudo transversal com a versão longa do ARQ (88 itens) em amostra de 210 adolescentes de 12 a 14 anos de idade de escolas públicas e privadas de Dom Pedrito, RS, Brasil. Três modelos foram testados por equações estruturais para avaliação do melhor ajuste da versão curta do B-ARQ (49 itens): (a) um modelo de primeira ordem com 12 fatores; (b) um modelo com três fatores na segunda ordem (Individual, Família e Escola) e 12 fatores na primeira ordem; e (c) um modelo de primeira ordem com apenas 3 fatores. Os seguintes parâmetros determinaram o grau de ajuste dos modelos (estimador=DWLS): Índice de Ajuste Comparativo (IAC); Raiz do Erro Quadrático Médio de Aproximação (REQMA); Raiz Quadrada Média Residual Padronizada (RMRP). Os modelos com ajuste adequado deveriam apresentar valores de IAC >0,90, REQMA <0,06, e RMRP <0,10; enquanto os com ajuste excelente deveriam possuir IAC >0,95, REQMA <0,06, e RMRP <0,08. O modelo que apresentou o melhor ajuste foi o de primeira ordem com 12 fatores [CFI=0,99; REQM =0,014, 90% IC= 0,024−0,000; RMRP= 0,07], enquanto o de primeira ordem com apenas três fatores apresentou o pior ajuste [CFI = 0,87; REQMA= 0,048, IC= 0,053−0,044; RMRP= 0,09]. A versão curta do B-ARQ com estrutural fatorial de primeira ordem com 12 fatores é psicometricamente sólida para uso em adolescentes brasileiros.