Impacto da pandemia de Covid-19 na qualidade do sono e no bruxismo do sono em crianças de 8 a 10 anos
Leal TR, Lima LCM, Silva SE, Araújo LJS, Sousa MLC, Ferreira FM, Serra-Negra JMC, Granville-Garcia AF
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Verificar o impacto da pandemia de COVID-19 na qualidade do sono e no possível bruxismo do sono (BS) em crianças de 8 a 10 anos. Foi um estudo longitudinal prospectivo realizado em dois momentos antes da pandemia por COVID-19, de forma presencial (T1), e durante este evento, de forma online (T2). A amostra foi composta por 105 crianças selecionadas por conveniência. Os pais/cuidadores responderam um questionário sociodemográfico, sobre uso de dispositivos eletrônicos e relato do bruxismo do sono pelas crianças, além do instrumento Sleep Disturbance Scale for Children, tanto no T1 quanto no T2. Realizou-se o Teste de Wilcoxon para comparar o BS e os distúrbios do sono nos dois tempos, além da regressão de Poisson para verificar o Risco Relativo(RR) e o Intervalo de Confiança (IC) entre as variáveis (α≤0,05). Observou-se um aumento significativo do BS (p<0,01) e distúrbios do sono (p<0,01) quando comparados os dois momentos (T1 e T2). A incidência do BS foi de 29,5%. Crianças cujos pais tinham menor nível de escolaridade (RR: 8,61;IC:3,14-23,95, p<0,01), com acesso a dispositivos eletrônicos próprios (RR: 1,69; IC:1,04-3,05,p=0,04) e com distúrbios do sono (RR: 2,14; IC:1,96-4,60, p<0,01) demonstraram maior risco de ter BS durante a pandemia. Conclui-se que houve uma maior incidência de bruxismo e distúrbios do sono durante a pandemia. Os fatores que influenciaram a incidência do BS durante o período pandêmico foram a menor escolaridade, o maior acesso a dispositivos eletrônicos próprios e sofrer distúrbio do sono.PN1160 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Avaliação de sinais e sintomas de Disfunção Temporomandibular (DTM) e limiar de dor em crianças com e sem bruxismo: um estudo transversal
Conte AL, Silva CAL, Costa ICO, Braga MM, Lira AO
Curso de Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi comparar sinais e sintomas de DTM e limiar de dor orofacial entre crianças e adolescentes com e sem bruxismo do sono. A amostra foi composta por 42 indivíduos de ambos os sexos, de 8 a 15 anos, divididos em: grupo estudo (GE), de 21 indivíduos com diagnóstico de bruxismo de sono e grupo controle (GC), de 21 sujeitos sem bruxismo do sono, pareados por sexo e idade. Os grupos foram submetidos às avaliações de sinais e sintomas de DTM pelo Diagnostic Criteria of Temporomandibular Disorders (DC/TMD) e de limiar de dor com algômetro de pressão. Posteriormente, responderam mediante Escala Visual Analógica (EVA) o nível da dor que sentiram nas avaliações. Para análise dos desfechos foram utilizados os testes T de Student, Mann-Whitney e Qui-quadrado (p<0,05 - 95%). Não houve diferença entre GE e GC em relação aos parâmetros avaliados. Apenas 6 (14%) participantes apresentaram ruído articular (p=0,378), enquanto 23 (53,5%) referiram cefaleia (p=0,352). Não houve associação entre os desfechos com idade, gênero e lado avaliado (p>0,05). O escore médio de dor em crianças do GE foi 2,14 ± 1,96, do GC foi de 2,52 ± 1,50 e não foi encontrada diferença entre os grupos (p=0,483). Também não houve diferença em relação aos limiares de dor à taxa média de pressão (p<0,05). Porém, houve diferença entre as áreas avaliadas, onde os valores de Kpa foram maiores para o músculo temporal quando comparado ao masseter (IRR=1,08; IC=1,00-1,16). Não houve diferença na frequência de sinais e sintomas de DTM, nem no limiar de dor orofacial, entre as crianças com e sem bruxismo do sono. (Apoio: CAPES N° 177056)PN1161 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Efeito de verniz fluoretado suplementado com nanopartículas de trimetafosfato de sódio sobre a erosão dentinária in vitro
Martins TP, Delbem ACB, Silva IF, Capalbo LC, Paiva MF, Cunha RF, Pessan JP
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou o efeito de vernizes fluoretados suplementados com nanopartículas de Trimetafosfato de Sódio (TMP) sobre o desgaste erosivo em dentina in vitro. Blocos de dentina radicular bovina (n=50) foram selecionados por microdureza de superfície e divididos aleatoriamente em 5 grupos (n=10/grupo), de acordo com os vernizes a serem testados: Placebo (sem flúor ou TMP - controle negativo), 5% NaF (controle positivo), 5%NaF + 5% TMP micropartículado (5%micro), 5% NaF + 2,5% TMP nanopartículado (2,5%nano) e 5% NaF + 5% TMP nanopartículado (5%nano). Os vernizes foram aplicados uma única vez sobre os blocos, os quais foram imersos em saliva artificial por 6 h. Em seguida, os vernizes foram removidos e os blocos, submetidos a desafios erosivos diários (imersão em ácido cítrico 0,05 M, pH 3,2, 90 s, 4x/dia), durante 5 dias. Posteriormente, o desgaste erosivo da dentina foi determinado por perfilometria. Os dados foram submetidos à análise de variância a um critério, seguida pelo teste de Fisher LSD (p<0,05). Diferenças significativas foram observadas entre todos os vernizes testados, com exceção dos grupos 5%micro e 2,5%nano. O verniz 5%nano promoveu o mais alto efeito protetor sobre o desgaste erosivo, seguido pelos grupos 5%micro, 2,5%nano, 5% NaF e Placebo. Conclui-se que a adição de TMP a vernizes fluoretados melhorou significativamente a proteção contra o processo de erosão dentinária in vitro. O uso de TMP 5% em escala nanométrica aumentou ainda mais este efeito. (Apoio: FAPs - Fapesp N° 2019/02354-0 | CNPq N° 120124/2020-3)PN1164 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Época ideal de tratamento da maloclusão de Classe II esquelética e sua importância no Sistema Único de Saúde
Araújo KC, Arcas MF, Costa MC, Cruz CV
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O Odontopediatra acompanha o desenvolvimento da oclusão dentária no período de maior ocorrência de oclusopatias. A maloclusão ocupa a terceira posição em uma escala de prioridades entre os problemas Odontológicos de saúde pública no Brasil e no mundo, devido a sua alta prevalência. Apesar disso, sua abordagem precoce ainda não é definida nas políticas públicas de saúde. Desta forma, este trabalho tem por objetivo realizar uma revisão narrativa da literatura sobre a época ideal de tratamento da maloclusão de Classe II esquelética e a sua importância no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. Para tanto, foi realizada uma busca sistemática nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science, Bireme, Periódicos Capes, Google scholar e também foi realizada uma busca manual nas referências dos artigos selecionados. A estratégia de busca foi adequada de acordo com os critérios de cada base de dados, associada aos caracteres boleanos "AND" ou "OR". Foram avaliados 91 registros para leitura de título e resumo e selecionadas 79 referências para leitura na íntegra. Conclui-se que a dentição mista precoce foi indicada como período ideal para iniciar a abordagem ortopédica no protocolo precoce de avanço mandibular na maloclusão de Casse II esquelética. O período da dentição mista tardia ou da dentição permanente também são opções a serem consideradas, no protocolo de tratamento tardio. O SUS não abrange o tratamento de maloclusões esqueléticas e há insuficiente capacidade de cobertura, além de uma necessidade de maior captação dos cirurgiões-dentistas no serviço-público.PN1165 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Avaliação das alterações do posicionamento dos pré-molares inferiores após tratamento ortodôntico: acompanhamento de 5 anos
Silva DKC, Pereira ALP, Freitas KMS, Gurgel JA, Cotrin P, Santos CMPM, Campelo RC, Pinzan-Vercelino CRM
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi comparar o posicionamento dos primeiros pré-molares inferiores entre pacientes que permaneceram com a contenção fixa inferior e os que removeram a mesma durante a fase de crescimento tardio. A amostra foi constituída pelos modelos de estudo iniciais (T1), finais (T2) e de 5 anos de acompanhamento (T3) de 53 indivíduos com má oclusão de Classe I tratados ortodonticamente sem extrações dentárias que finalizaram o tratamento ortodôntico durante a adolescência. A amostra foi dividida em dois grupos: G1 - com uso da contenção fixa inferior em T3 (n=29) e G2 - sem contenção em T3 (n=24). Foram avaliados o posicionamento dos primeiros pré-molares inferiores, o índice PAR, o índice de irregularidade de Little, o comprimento do arco e as distâncias intercaninos, interpremolares e intermolares. As alterações no posicionamento dos primeiros pré-molares foram similares entre os grupos. Houve diferença estatisticamente significante entre T2 e T3 para os índices PAR e de irregularidade de Little, verificando-se a ocorrência de maiores alterações para o grupo 2. As distâncias interprimeiros pré-molares e intermolares e o comprimento do arco também apresentaram alterações entre T2 e T3, observando-se uma diminuição estatisticamente significante destas medidas para o grupo 2. Apesar de ocorrerem maiores alterações gerais para o grupo 2, não houve diferença estatisticamente significante no posicionamento dos primeiros pré-molares inferiores entre os pacientes que permaneceram ou não com a contenção fixa inferior na fase de crescimento tardio.PN1166 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Comparação da ansiedade odontológica entre pré-escolares tratados com o Diamino Fluoreto de Prata e submetidos ao TRA
Rodrigues GF, Vollú AL, Costa TC, Barja-Fidalgo F, Fonseca-Gonçalves A
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Comparou-se a ansiedade de pré-escolares antes e após o tratamento com diamino fluoreto de Prata (DFP) e o tratamento restaurador atraumático (TRA); e investigou-se a influência do comportamento, sexo, idade, ceod, experiência odontológica prévia e histórico de dor de dente na ansiedade odontológica (AO). Crianças (n=93;3,91±0,78 anos) com lesão de cárie em dentina em molares decíduos foram alocadas nos grupos TRA (n=47) e DFP (n=46). Para avaliação da AO utilizou-se uma Escala de Imagens Faciais, sendo as possíveis respostas: não ansiosas, indiferentes e ansiosas. Com a Escala Comportamental de Frankl avaliou-se o comportamento: colaborador (++/+) ou não colaborador (--/-). Aplicaram-se os testes X2 e Fisher para associação entre AO e comportamento. Com um modelo de regressão logística investigou-se a influência das variáveis independentes na mudança da ansiedade (positiva, negativa ou nenhuma mudança). Da amostra (ceod=6,32±3,63), 54,8% eram meninos e a maioria já havia passado por consulta odontológica (62,4%) e sentido dor de dente (61,3%). Não houve diferença entre a AO antes do tratamento com DFP e TRA e o comportamento (p>0,05). Ao comparar a ansiedade antes e depois, não foi observada diferença (p>0,05) e, em geral, nenhuma mudança foi encontrada (p=0,583), considerando ambos os grupos. O sexo, ceod, idade, experiência odontológica e histórico de dor não tiveram influência na mudança da AO (p>0,05). Não houve diferença entre os grupos DFP e TRA na ansiedade antes e após os tratamentos e as variáveis estudadas não influenciaram a mudança na ansiedade. (Apoio: CAPES N° DS 001 | E-26/202.766/2019 N° FAPERJ)PN1167 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Alfabetismo em Saúde Bucal de pais/responsáveis, percepção de saúde bucal e fatores socioeconômicos: um estudo representativo
Martins LP, Bittencourt JM, Pordeus IA, Bendo CB, Paiva SM
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar a associação entre alfabetismo em saúde bucal (ASB) dos pais com percepção de saúde bucal e fatores socioeconômicos. Foi realizado um estudo transversal de base populacional com 449 pares de pais/responsáveis e pré-escolares (4-6 anos), de Ribeirão das Neves, Brasil. Os pais responderam a versão brasileira do questionário Hong Kong Oral Health Literacy Assessment Task for Paediatric Dentistry (BOHLAT-P) para mensurar ASB, um questionário socioeconômico e questões sobre percepção da saúde bucal. Os dados foram analisados através de Regressão Logística Binária Multivariada (p<0,05). Em relação aos dados de percepção, 49,1% relataram que o bem-estar geral de seus filhos é afetado pelas condições bucais e 42,0% perceberam a sua própria saúde bucal como 'ruim'. A análise bivariada demonstrou uma associação entre baixo ASB com autopercepção dos pais quanto a sua saúde bucal (p=0,016), percepção dos pais quanto a influência da condição bucal no bem estar geral do filho (p=0,004), renda familiar (p<0,001) e escolaridade materna (p<0,001). O modelo multivariado demonstrou que pais que relataram uma influência da condição bucal no bem estar geral de seus filhos apresentaram mais chances de terem baixo ASB comparado aos pais que não relataram influência da condição bucal no bem estar geral de seus filhos (OR= 1,64; 95% IC: 1,09-2,47). Conclui-se que o nível de ASB dos pais é influenciado diretamente pela percepção dos pais quanto as repercussões das condições de saúde bucal no bem-estar dos filhos bem como na avaliação da sua própria saúde bucal. (Apoio: CAPES | CNPq | FAPEMIG)PN1173 - Painel Aspirante
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4 - Ortopedia
Alterações radiográficas craniofaciais e uso de bisfosfonato na osteogênese imperfeita: um estudo caso-controle
Mesquita LV, Marçal FF, Ribeiro EM, Costa FWG, Silva PGB, Chaves Júnior CM, Fonteles CSR, Ribeiro TR
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse trabalho foi analisar em pacientes com osteogênese imperfeita (OI) alterações radiográficas craniofaciais e sua prevalência em pacientes em uso de bisfosfonato. A amostra foi composta por 26 pacientes com diagnóstico de OI e 52 pacientes saudáveis pareados por sexo e idade. Nas telerradiografias laterais, foram avaliadas as características craniofaciais, sendo as análises cefalométricas realizadas através do Software Radiocef Studio 2.0®. Os dados sobre o uso de bisfosfonatos foram coletados através dos prontuários médicos. Observou-se que os pacientes com OI possuiam neurocrânio e faces reduzidas em dimensões sagitais e horizontais (p<0,05). Indivíduos com OI tipo 4 comparados a indivíduos com OI tipo 1 apresentaram reduzidos: neurocrânio anterior (p=0,031), altura occipital (p=0,040) e ângulo da base do crânio (p=0,001). O paciente com OI tipo 4 apresentou redução significante: altura de face inferior (p=0,045) e superior posterior (p=0,012), SNA (p=0,001) e ângulo do plano palatino (p=0,022). Neurocrânio posterior (p=0,002) e comprimento palatino (p=0,048) reduzidos foram mais prevalentes em pacientes com OI que faziam uso de bisfosfonatos. Além disso, o seu tempo de uso apresentou correlação inversa moderada com ANB (r=-0537, p=0,032), e correlação direta forte com a diferença esquelética de Harvold (r=0,724, p=0,002). Em conclusão, pacientes com OI, principalmente tipo 4, possuem alterações craniofaciais com medidas em sua maioria reduzidas em relação ao grupo controle e mais comuns em pacientes que fazem uso de bisfosfonatos.PN1174 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Cadernos de atenção básica e a saúde bucal de bebês e crianças: há consistência nas recomendações?
Couto FM, Andrade MS, Fidalgo TKS, Santos APP, Barja-Fidalgo F
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo visou analisar a consistência das informações disponíveis nos Cadernos de Atenção Básica (CAB) sobre as recomendações de cuidado em saúde bucal de bebês e crianças de 0 a 9 anos. A busca foi realizada em dezembro de 2020 no acervo da biblioteca virtual da Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Foram considerados elegíveis os CAB disponibilizados pelo Ministério da Saúde, atualizados e com recomendações em saúde bucal para bebês e crianças. Os três CAB incluídos foram: n.17 - Saúde Bucal, 2006 (C17); n.23 - Aleitamento Materno, 2015 (C23) e n.33 - Saúde da Criança: Crescimento e desenvolvimento, 2012 (C33). Um avaliador (MSA) fez a extração dos dados para uma planilha de Excel. O C33 indica que a 1ª consulta odontológica ocorra entre a erupção do primeiro dente e um ano. Todos indicam a higienização das gengivas de bebês com gaze ou fralda embebidas em diferentes soluções. A escovação dentária é indicada a partir da erupção do primeiro dente decíduo no C17 e a partir da erupção dos molares decíduos nos C23 e C33. O uso de dentifrício fluoretado na quantidade de um grão de arroz é indicado até 2 (C17), 4(C23) ou 6 (C33) anos, e o seu uso é contraindicado antes do aparecimento dos primeiros molares decíduos (C17) e para crianças de até 3 anos que não saibam cuspir (C33). O C23 indica o uso de dentifrício fluoretado desde a erupção do primeiro dente. Conclui-se que as recomendações fornecidas pelos CAB para profissionais de saúde da atenção básica apresentam inconsistências nas informações e orientações a respeito dos cuidados de saúde bucal de bebês e crianças. (Apoio: CAPES N° 88887.504375/2020-00)PN1175 - Painel Aspirante
Área:
4 - Ortodontia
Influência da autoestima e da qualidade de vida na percepção da severidade da maloclusão
Guimarães MS, Squeff LR, Marañón-Vásquez G, Nojima MCG
Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar a influência da autoestima e da qualidade de vida sobre a autopercepção do indivíduo quanto à severidade da maloclusão existente. Discentes da graduação em Odontologia (n=200) foram examinados e as maloclusões classificadas conforme proposto pelo Index of Orthodontic Treatment Need (IOTN). Questionários foram aplicados aos participantes da pesquisa para avaliar a percepção quanto à própria oclusão, a qualidade de vida em relação à saúde bucal (versão brasileira reduzida do Oral Health Impact Profile, denominada OHIP-14) e a autoestima (Escala de Autoestima de Rosenberg). Na análise dos resultados, as Correlações de Spearman e Pearson foram empregadas para avaliar, respectivamente, as relações entre as necessidades de tratamento ortodôntico (NTO) avaliada e autopercebida; e entre a qualidade de vida em relação à saúde bucal (QVRSB) e autoestima, com correção de Bonferroni. Constatou-se significativa correlação positiva entre as NTO avaliada e autopercebida (rho=0,56; p<0,001) e correlação negativa entre QVRSB e autoestima (r=-0,481; p<0,001). Indivíduos com menores NTO demonstraram maiores escores na análise da QVRSB (p<0,001) e na avaliação da autoestima (p=0,027). Conclui-se que a autoestima interfere na qualidade de vida, e ambas são influenciadas pela percepção do indivíduo quanto à severidade da maloclusão.