Aspectos anatômicos do forame mentual acessório em tomografias computadorizadas de feixe cônico: revisão sistemática e meta-análise
Borges MMC, Barbosa DAF, Mendonça DS, Silva PGB, Kurita LM, Cid AMPL, Vieira AF, Costa FWG
FACULDADE PAULO PICANÇO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O forame mentual acessório (FMA) é uma estrutura anatômica clinicamente importante, especialmente em intervenções cirúrgicas na região do forame mentual (FM). Este estudo objetivou realizar uma revisão sistemática com meta-análise sobre aspectos imaginológicos do FMA em exames de tomografia computadorizada de feixe cônico. Após registro na plataforma PROSPERO (CRD42018112991) e seguindo as diretrizes do PRISMA, realizou-se uma busca de estudos observacionais em sete bases de dados, sem restrições de ano de publicação ou idioma. O risco de viés foi avaliado através de um checklist do Joana Briggs Institute. Uma meta-análise foi realizada através do software MedCalc com nível de significância de 0,05. Foram encontrados 1545 artigos, dos quais 25 foram incluídos na síntese (risco de viés baixo = 72%). Foram incluídos 12.114 pacientes de cinco continentes, com destaque para Ásia (n=8), Europa (n=7) e América do Sul (n=7). O tomógrafo mais utilizado foi o I-CAT e o tamanho de voxel variou entre 0,076-0,38 mm. Número semelhante de estudos relatou a ocorrência do FMA entre homens (n=6) e mulheres (n=6). A prevalência combinada do FMA foi de 8,25%; a posição mais encontrada foi unilateral (80,51% [IC95% = 67,26-90,96]); e a distância média entre FMA-FM foi 4,62mm (IC95% = 3,60-5,64). O diâmetro do FMA variou entre 1,03-3,19mm. O FMA apresentou baixa prevalência, com predominância de localização unilateral. Estudos futuros metodologicamente bem desenhados, de diferentes países, são importantes devido à relevância clínica do FMA.RS187 - Painel Revisão Sistemática
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7 - Patologia Oral
Alterações, complicações e lesões relacionadas ao uso de piercings orais: Revisão sistemática e meta-análises
Passos PF, Fonseca TC, Pintor AVB, Abrahão AC, Marañón-Vásquez G, Maia LC, Primo LG, Visconti MA
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar a relação entre uso de piercing, joia ou expansor e alterações, complicações ou lesões orais. Busca eletrônica foi realizada nas bases PubMed, Scopus, Embase, Web of Science, Cochrane Library, VHL, OpenGrey e Google Scholar, até novembro 2020. Incluíram-se estudos clínicos e observacionais, em humanos (P), com piercing oral (E), com ou sem grupo controle (C), que reportaram consequências do uso de piercing (O), considerando-se um mínimo de 10 participantes. Os dados foram extraídos e a qualidade metodológica foi avaliada (Fowkes e Fulton). Meta-análises foram realizadas no software Jamovi e utilizou-se o GRADE. Um total de 53 estudos foram incluídos, dos quais 15 tiveram alta qualidade metodológica. Foram observadas alterações na fala (18), mastigação (16), placa/cálculo (13), saliva (11); além de dor (15), infecção (12), inchaço (11) sangramento (10), inflamação (9), alergia (6) e aspiração (5); e lesões em tecidos moles e mucosas, como hiperplasia fibrosa (8) e atrofia da mucosa (7). Meta-análises sobre o uso de piercing demonstraram: recessão gengival em 35% (raw proportion (rp)=0,35; IC 95% 0,24, 0,45; I2=98,6%) (P <0,001); 33% danos aos dentes (rp=0,33; IC 95% 0,03, 0,63; I2=99,2%); 32% desgaste/abrasão dental (rp=0,32; IC 95% 0,11, 0,54; I2=88,0%). A chance de ocorrer fratura dentária foi maior em usuários de piercing (OR=3,30; IC 95%: 1,86, 5,86; P<0,001; I2=39,7%). Houve baixa certeza de evidência. Alterações, complicações e lesões foram relacionadas ao uso de piercing oral, sendo recessão gengival, danos e desgaste de dentes os mais prevalentes (Apoio: FAPs - FAPERJ N° E-26/202-399/2017 )RS188 - Painel Revisão Sistemática
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7 - Patologia Oral
Predição da transformação maligna de leucoplasias e eritroplasias orais pelos sistemas binário e OMS: revisão sistemática e meta-análise
Silva LR, Lima KL, Batista DCR, Normando AGC, Silva MAG, Yamamoto-Silva FP, Silva BSF
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo dessa revisão sistemática foi comparar a capacidade do sistema binário de gradação histológica com o sistema da OMS para prever a transformação maligna da displasia epitelial oral (DEO) em leucoplasias e eritroplasias orais. Este trabalho seguiu o checklist PRISMA e foi registrado no PROSPERO. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, EMBASE, LILACS, Web of Science, Scopus e Livivo e adicionalmente na literatura cinzenta (n=3.653). A seleção dos artigos e análise de risco de viés e qualidade metodológica foram realizadas por dois avaliadores independentes, sendo incluídos trabalhos que compararam os dois sistemas na predição da transformação maligna da DEO. Dentre os artigos inicialmente identificados, 4 artigos foram selecionados para a análise qualitativa e 3 foram incluídos na análise quantitativa. A metodologia dos estudos apresentou risco de viés de baixo a moderado. A meta-análise foi conduzida e a taxa de transformação maligna combinada de lesões classificadas como displasia severa ou carcinoma in situ pela classificação da OMS foi de 40% (IC 95%=0,02-0,87), enquanto o valor correspondente para lesões classificadas como de alto risco pelo sistema binário foi de 31% (IC 95%=0,00-0,84). Não houve diferença significativa na precisão do prognóstico entre a OMS e o sistema binário (odds ratio=2,02, IC de 95%=0,88-4,64). A certeza da evidência foi moderada. Embora alguns estudos sugiram que o sistema binário apresente menor variabilidade interexaminador, não há evidências que mostrem que ele seja superior ao sistema da OMS.RS190 - Painel Revisão Sistemática
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7 - Patologia Oral
Avaliação da efetividade dos programas de rastreamento como estratégia de detecção precoce do câncer de boca: uma revisão sistemática
Ribeiro MFA, Oliveira MCM, Leite AC, Bruzinga FFB, Mendes PA, GROSSMANN SMC, Silva VEA, Souto GR
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Programas de rastreamento (PR) de câncer de boca têm o objetivo de orientar a população e diagnosticar lesões em estágios iniciais, porém muitos estudos contestam a validade dessas iniciativas. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática (RS) para avaliar se os PR que utilizam a inspeção visual são efetivos na identificação de lesões em estágios iniciais, aumento da sobrevida e diminuição da incidência e mortalidade do câncer de boca. Foram pesquisadas bases de dados MEDLINE/PubMed, Cochrane, EMBASE e LILACS, incluindo busca manual e literatura cinzenta (até jan./2021). Sem restrições de idioma e data. Seleção dos estudos, avaliação da qualidade metodológica/evidência e coleta de dados foram realizadas por dois revisores independentes e um terceiro para discutir as discordâncias. A qualidade da evidência seguiu a abordagem GRADE. De um total de 1943 publicações, foram incluídos 17 estudos (1 estudo clínico randomizado, 5 de acurácia e 11 coortes). Os estudos que avaliaram sobrevida e estadiamento da lesão observaram melhora nos grupos rastreados. Aqueles que avaliaram taxa de incidência de casos graves e mortalidade observaram melhora dos parâmetros quando os pacientes eram de risco para a doença e participavam do programa mais de uma vez. Conclui-se que se o programa de rastreamento for contínuo e capaz de garantir a inclusão de indivíduos de alto risco, pode contribuir para uma melhora na sobrevida com uma mudança de estágio e provocar um impacto significativo na incidência e mortalidade da doença.RS191 - Painel Revisão Sistemática
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8 - Periodontia
Domínio Archaea em sítios periodontais: uma meta-analise
Cena JA, Silvestre-Barbosa Y, Belmok A, Stefani CM, Kyaw CM, Damé-Teixeira N
Odontologia - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Representantes do domínio Archaea têm sido cada vez mais relatados no microbioma oral e podem estar envolvidos em doenças bucais, especialmente a periodontite. O objetivo desta revisão sistemática foi comparar a prevalência de arqueias em biofilmes subgengivais em saúde versus doença periodontal. Uma busca sistemática foi realizada em 5 bases de dados e na literatura cinzenta. Após 2 etapas de seleção, foram incluídos 30 artigos. A qualidade metodológica dos estudos incluídos e a certeza das evidências foram avaliadas por meio de ferramentas validadas de acordo com o tipo de estudo. Dos 1250 indivíduos com periodontite incluídos, 46% foram positivos para arqueias (IC95% 36%-56%). Indivíduos com periodontite tiveram 6 a 9 vezes mais chance de ter biofilmes subgengivais contendo sequências de DNA de arqueias quando comparados a indivíduos sem periodontite. Apesar do aumento de arqueias em locais com periodontite, menos da metade dos indivíduos com periodontite apresentavam DNA de arqueias. O tratamento convencional para periodontite reduziu a população de arqueias, mas os antibióticos sistêmicos usados como terapia adjuvante não aumentaram sua eficácia. Nossos resultados demostram que arqueias são colonizadoras de biofilmes subgengivais, enriquecidas em áreas com disbioses, sugerindo uma interação interdomínio entre diferentes espécies de arqueias e bactérias. Novos estudos, com abordagens metodológicas padronizadas, são necessários para explorar a diversidade do arqueoma oral, provavelmente subestimada atualmente. (PROSPERO: CRD42020213109).RS194 - Painel Revisão Sistemática
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8 - Periodontia
Periodontite e transtorno bipolar, uma associação bidirecional: resultados de metanálise
Koga RS, Ayala KNR, Lira JASP, Gomes PRC, Santos HS, Leal ALAB, Silva FRP, Vasconcelos DFP
Política, Gestão e Saúde - FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A periodontite é uma doença de cunho inflamatório que afeta de 20-50% da população global. A doença está relacionada com diferentes alterações sistêmicas como diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. A literatura também relata associação entre periodontite e quadros de ansiedade e Alzheimer, além de possíveis associações com o transtorno bipolar (TB) e a depressão. Contudo, os achados ainda são contraditórios. Assim, este estudo objetiva avaliar a associação entre a periodontite e o TB por meio de metanálise. Uma busca da literatura foi realizada para estudos publicados anteriormente a 31 de Março de 2021 em diferentes bases de dados. Foi usada a escala de Newcastle-Ottawa para avaliar a qualidade metodológica dos estudos incluídos. Os cálculos metanalíticos foram obtidos por meio do software Review Manager com cálculo do índice Odds Ratio (OR) com 95% de intervalo de confiança (IC) e heterogeneidade (I2), tendo os valores de P<0,05 como significativos. 25 artigos foram incluídos nos resultados em que observou-se a associação significativa entre pacientes com periodontite e o risco de desenvolvimento de TB (OR= 1,84, 95% IC 1,22-2,79, P=0,004). A periodontite apresentou associação significativa com a fase depressiva do TB (P=0,02). Em conclusão este é o primeiro estudo de metanálise a mostrar a associação significativa entre periodontite e o desenvolvimento de TB, com resultados significativos.RS197 - Painel Revisão Sistemática
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8 - Periodontia
Efeito dose-resposta entre número de componentes da síndrome metabólica e periodontite: meta-análise de estudos observacionais
Campos JR, Martins-Pfeifer CC, Faria SFS, Costa FO, Cota LOM
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar o papel dos componentes da síndrome metabólica (SM) na periodontite (PE). Foi realizada uma busca nas bases Pubmed, Scielo e Lilacs. Quarenta estudos observacionais foram selecionados. Realizamos uma meta-análise de subgrupos para a associação entre a PE e SM (30 estudos), PE e tipo de componente SM (18 estudos), e PE e número de componentes SM (6 estudos). A avaliação do risco de viés foi realizada de acordo com o Joana Briggs Institute e a certeza da evidência avaliada pelo GRADE approach. A SM foi associada a PE [ORaju=1.48 (1.29-1.68), PRaju=1.29 (1.03-1.55), RRaju=1.14 (0.70-1.59)], com certeza baixa e muito baixa. Evidência da associação dos componentes isolados com a PE foi baixa a muito baixa: hiperglicemia (OR=1.30; 1.14-1.46), HDL (OR=1.21; 1.06-1.35), obesidade (OR=1.14; 1.05-1.22) e hipertensão (OR=1.14; 1.01-1.26); exceto triglicérides (OR=1.07; 0.87-1.28). Entretanto, houve dose-resposta para aumento do número de componentes e aumento da chance de PE a partir de 2 componentes (OR=1.52; 1.26-1.78), 3 ou componentes (OR=1.67; 1.18-2.17), e 4 ou 5 componentes (OR=2.02; 1.43-2.61), certeza baixa a alta. Existe uma associação de risco entre SM e PE. O número de componentes parece ter mais influência que o componente em si, com um efeito dose-resposta para um maior número de componentes e um aumento da chance de ocorrência de PE. Pacientes com 4 ou 5 componentes possuem alta chance de desenvolver PE. (Apoio: CAPES)RS198 - Painel Revisão Sistemática
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8 - Periodontia
Análise quantitativa da relação entre índice de placa dental e condição periodontal: revisão sistemática e meta-análise
Azevedo CL, Alencar CO, Silva LRV, Braga MM, Biazevic MGH, Michel-Crosato E
Odontologia Social - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A doença periodontal é um problema de saúde pública que afeta mais de 90% da população, sendo o controle da placa essencial para sua prevenção e tratamento. Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar uma possível relação entre o índice de placa dentária e as condições periodontais, bem como de estabelecer os pontos de corte do índice de placa (IP) para os grupos sem doença (C), gengivite (G) e periodontite (P). Os critérios de inclusão foram estudos sobre periodontite, gengivite, higiene bucal, saúde bucal e efeitos bucais; acima de 18 anos, com pelo menos dois desfechos (C, G ou P) e dois índices diferentes. Os critérios de exclusão foram fumantes e outras comorbidades, doenças periodontais não relacionadas ao biofilme dentário, implantes dentários, aparelhos ortodônticos, próteses dentárias e cárie radicular. A estratégia de busca resultou em 5.869 estudos, sendo que 124 atenderam aos critérios de elegibilidade e representaram uma amostra total de 6.157 indivíduos. O grupo C teve um IP três vezes menor que os grupos G (ROM 3,21) e P (ROM 3,34); o grupo P apresentou um IP 32% maior do que o grupo G. Nas meta-análises dos diferentes IP (Silness e Löe, IPSL; porcentagem de faces, IP%; e Quigley-Hein, IPQH), foi possível distinguir somente o grupo C dos grupos G e P. O IP é uma ferramenta eficiente para distinguir indivíduos sem doença periodontal daqueles com gengivite ou periodontite. IP menores que 0.7 (IPSL), 50% (IP%) ou 1.6 (IPQH) são compatíveis com saúde periodontal. Os resultados têm aplicação clínica na promoção da saúde e prevenção das doenças periodontais. (Apoio: CAPES N° 001)RS199 - Painel Revisão Sistemática
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8 - Periodontia
Eficácia da implantoplastia no tratamento da peri-implantite: revisão sistemática e meta-análise
Freire BL, Lima RPE, Abreu LG, Belém FV, Mattos-Pereira GH, Brant RA, Costa FO
Clínica Patologia e Cirurgia (cpc) - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo da presente revisão sistemática e meta-análise foi avaliar a eficácia da implantoplastia na saúde peri-implantar. Em junho de 2020, dois revisores conduziram pesquisas eletrônicas em quatro bases de dados. Foram selecionados estudos clínicos avaliando parâmetros peri-implantares de indivíduos com peri-implantite antes e após implantoplastia. Inicialmente, títulos/resumos foram avaliados e aqueles que preencheram os critérios de elegibilidade foram incluídos. Posteriormente, os estudos selecionados foram avaliados na íntegra para confirmação da inclusão. Oitenta e quatro estudos foram recuperados na busca eletrônica. O texto completo de 16 referências foi avaliado e 7 estudos foram incluídos. Todos os estudos demonstraram que a implantoplastia contribuiu para redução da profundidade de sondagem, do sangramento e supuração à sondagem, melhorando a condição peri-implantar. Os estudos incluídos apresentaram baixo risco de viés. A meta-análise demonstrou significativa redução da profundidade de sondagem após implantoplastia (diferença média = 3.38). A taxa de sobrevivência de implantes em 6 meses após a implantoplastia foi de 98,3% e em 12 meses foi de 95,5%. A implantoplastia contribui efetivamente para a melhora da saúde peri-implantar, contudo estudos adicionais são essenciais.RS201 - Painel Revisão Sistemática
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8 - Periodontia
Desinfecção total de boca versus raspagem radicular por quadrante na periodontite crênica: meta-análise
Muller LL, Rigo-Junior D, Macedo RM, Brancher JA, Deliberador TM, Storrer CLM, Wambier LM
Odontologia - UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Uma revisão sistemática foi realizada para avaliar se o tratamento com desinfecção total de boca comparado versus raspagem por quadrante melhora os parâmetros clínicos em pacientes com periodontite. A busca específica foi realizada em diferentes bases de dados. Apenas 7 estudos permaneceram na síntese qualitativa, sendo que 2 foram considerados de "baixo" risco de viés, 4 considerados com risco de viés "indefinido" e 3 considerados de "alto" risco de viés. Em relação aos parâmetros clínicos foi observado superioridade para o tratamento com FMRP na profundidade de sondagem com 3 meses de acompanhamento comparado ao QRP (-0.22 intervalos de confiança [IC] = -0.36 a -0.08, p=0.002), em 6 meses de nao foi observado diferença significa com -005 ([IC] = -0.19 a 0.09, p=0.51). Também não foi observado diferença no nível de inserção clínica no tempo de 3 meses (-0.16 [CI] = -0.59 a 0.26, p=0.45), e 6 meses (-0.16 [CI] = -0.33 a 0.01, p=0.07). O índex gengival com 3 meses (-0.07 [CI] = - 0.45 a -0.59, p=0.79), e no sangramento a sondagem com 3 meses (-0.01 [CI] = -0.23 a 0.22, p=0.95). Já com 6 meses foi observado diferença entre os tratamentos no sangramento a sondagem com -0.21 [CI] = -0.41 a -0.01, p=0.04), 3 meses o índice de placa com -0.20 ([CI] = -0.38 a -0.02, p=0.03). O índice de placa não mostrou diferença entre os tratamentos com 6 meses com -0.27 ([CI] = -0.64 a 0.10, p=0.15). As comparações de desinfecção total de boca versus Q-SRP mostraram que a FMD e FMS apresentaram melhores benefícios clínicos.