Ansiedade odontológica em pacientes com coagulopatias e hemoglobinopatias hereditárias
Almeida GS, Silva LT, Monte CMF, Silva VC, Lorenzato CS, Torres-Pereira CC, Fraiz FC, Menezes JVNB
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
As coagulopatias e hemoglobinopatias hereditárias abrangem grupo específico de pacientes que necessitam de atenção odontológica especial. Experiências negativas prévias médicas ou odontológicas servem como gatilho para medo e ansiedade odontológica (AO). O objetivo deste estudo transversal foi identificar perfil de AO dos pais/responsáveis e das crianças/adolescentes atendidos no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (HEMEPAR), em Curitiba. 67 pacientes de 1 a 18 anos participaram do estudo. O auto relato de AO dos pais/responsáveis foi realizado por meio da Dental Anxiety Scale (DAS). Para o relato parental da AO dos filhos, foi utilizada a Dental Anxiety Question (DAQ). O auto relato das crianças/adolescentes foi obtido com a versão brasileira do CFSS-DS (Brazilian version of the Dental Subscale of Children's Fear Survey Schedule - B-CFSS-DS). Todos os instrumentos eram validados e traduzidos para o português do Brasil. O autorrelato de AO dos pais/responsáveis medido pelo DAS (N=67) mostrou que 74,6% apresentavam baixos níveis de AO. O relato parental da AO das crianças/adolescentes medido pela DAQ (N=67), mostrou que 50,8% apresentavam AO. No grupo de crianças de 4 a 12 anos de idade (N=29), a AO medida pelo B-CFSS-DS indicou que 51,7% dos participantes apresentavam altos níveis de AO. Conclui-se que a grande parte dos pais/responsáveis apresentaram baixos níveis de AO e que crianças/adolescentes com coagulopatias e hemoglobinopatias mostraram ter altos níveis de AO, indicando que ações que minimizem esse aspecto devem ser adotadas. (Apoio: CAPES N° 40001016065P8)PN0735 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Prevalência de porosidades e canais acessórios na região de furca de molares decíduos: Estudo em micro-CT
Duarte ML, Fernandes AGC, Macedo RPVS, Silva ASS, Pintor AVB, Primo LG, Neves AA
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se relatar a prevalência de porosidades e de canais acessórios na região de furca, através do micro-CT, de molares decíduos extraídos por razões clínicas. Dentes com pelo menos 2/3 de comprimento de uma das raízes eram elegíveis. Eram inelegíveis dentes com reabsorção maior que 2/3 em todas as raízes e aqueles que sofreram manipulação da câmara pulpar ou dos canais radiculares. Os dentes foram escaneados em um micro-CT de alta energia (Skyscan 1173, Bruker, Kontich, Bélgica) com 70kV, 114µA, tamanho de pixel de 8.19μm. Após a reconstrução, as imagens foram alinhadas digitalmente, com a região de furca posicionada paralela ao solo e, em seguida, as porosidades e os canais acessórios foram quantificados visualmente. Os dados foram tabelados e analisados descritivamente. Foram coletados 53 dentes, dos quais dois foram excluídos por apresentarem medicação intracanal. Assim, a amostra foi composta por: quatro primeiros molares inferiores (1MI); 20 primeiros molares superiores (1MS); 18 segundos molares inferiores (2MI) e 9 segundos molares superiores (2MS). Dez dentes (19,6%) apresentaram canais acessórios. Destes, seis eram 1MS. Quarenta molares (78,4%) apresentaram porosidades e o número de porosidade variou de duas a 20. Todos os 2MS apresentaram porosidades. Conclui-se através do estudo em micro-CT que a maioria dos molares apresentaram porosidades, mais prevalente nos 2MS, e que poucos apresentaram canais acessórios, mais prevalentes nos 1MS. (Apoio: CAPES N° CAPES-DS 001 | FAPs - FAPERJ N° APQ1 2010.352/2019 | FAPs - FAPERJ N° E-26/202-400/2017)PN0736 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Avaliação da influência da ozonioterapia na movimentação ortodôntica - modelo in vitro
Paula CCC, Suzuki SS, Suzuki H, Cordeiro JM, Segundo ASG
Ortodontia - UNIVERSIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO E DA REGIÃO DO PANTANAL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Investigou-se a ação da ozonioterapia na expressão gênica de Interleucina1B (IL1B), Fator de estimulação de colônias de macrófagos (M-CSF), Fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), Peroxirredoxina 1 (PRX1) e Colágeno tipo I (COL1) em cultura de fibroblastos utilizando um modelo in vitro de movimentação ortodôntica. Fibroblastos gengivais foram semeados aleatoriamente em placas de cultura de células em densidade inicial de 110 cél/mm². As placas foram divididas em 8 grupos experimentais de compressão e tração mecânica. A força compressiva foi simulada por meio de um cubo de vidro colocado sobre as placas de células, alcançando a compressão de 1 cN/m². A tração foi feita por um dispositivo eletrônico que tracionou a placa de cultura de células por 8 horas. Solução salina tamponada(PBS) ozonizada foi aplicado nos grupos experimentais. RT-qPCR foi realizado para analisar a transcrição de genes celulares. Os resultados mostraram que os grupos de compressão e ozonioterapia apresentaram níveis menores de expressão de IL1B, MCSF e VEGF em relação ao controle. A ozonioterapia promoveu um aumento significativo da expressão de PRX1 e COL1 nos grupos ozônio e no grupo tração. Concluiu-se que ozonioterapia associada a compressão e tração reduziu a expressão dos genes, entretanto, promoveu o aumento significativo de PRDX1 e COL 1 sem a aplicação de forças mecânicas. Sugere-se investigar os genes e as vias de sinalização ativadas pelo ozônio que tenham implicância para o movimento ortodôntico destacando outras funções biológicas do ozônio além das estabelecidas.PN0737 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Defeitos alveolares antes e após expansão rápida da maxila assistida cirurgicamente : avaliação em TCFC
Lopes BKB, Sverzut CE, Trivellato AE, Saraiva MCP, Romano FL
Odontopediatria - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi avaliar a presença de defeitos alveolares (deiscência e fenestração) em pacientes submetidos expansão rápida da maxila assistida cirurgicamente (ERMAC). A hipótese nula testada foi que a ERMAC não influencia no número de deiscências e fenestrações. O estudo foi observacional e retrospectivo, com avaliação de 837 dentes superiores, em 29 pacientes por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) em três tempos: T0 (antes da ERMAC), T2 (imediatamente após a expansão) e T3 (após 6 meses de contenção). Os dentes examinados foram: caninos, 1º e 2º pré-molares, 1º e 2º molares nas visões axial, coronal e sagital. As avaliações envolveram a visualização de cortes de mesial até distal das raízes vestibulares. Os resultados mostraram que os defeitos alveolares aumentaram estatisticamente de T0 (69,0%) para T1 (96,5%) e para T2(100%). As deiscências aumentaram 195% (Risco Relativo 2,95) ao final da expansão (T1). Após o período de contenção (T2), os indivíduos apresentaram, em média, 4,34 vezes mais chances de desenvolver deiscências (aumento de 334%). As fenestrações não aumentaram de T0 para T1 e diminuíram de T1 para T2. A presença de fenestrações em T0 foi um preditor significativo para o desenvolvimento de deiscência em T1 e T2. As deiscências aumentaram significativamente em todos os dentes, exceto nos segundos molares. A hipótese nula foi rejeitada. Após a ERMAC, o número de deiscências aumentou e de fenestrações diminui. A presença de defeitos alveolares anteriores ao tratamento foi um preditor para deiscências após ERMAC.PN0738 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
A severidade da má oclusão e o impacto na qualidade de vida em adolescentes: estudo transversal observacional
Delgado IF, Borbolla RR, Narimatsu DMS, Ortolani CLF
Doutorado - UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Aspectos como saúde oral, qualidade de vida e estética estão intimamente ligados e adquirem funções cada vez mais importante na sociedade. Sugere-se que a presença de má oclusão possa afetar a qualidade de vida, em especial em adolescentes que são mais suscetíveis a esse tema podendo levar ao desenvolvimento de alterações psicossociais nos mesmos. Percebeu-se dessa forma a necessidade de uma avaliação individual, objetiva e criteriosa das necessidades de tratamento, principalmente para os sistemas públicos de saúde de forma a categorizar de acordo com a severidade, e priorizar os tratamentos com maiores impactos negativos na qualidade de vida do indivíduo. Foi realizado, um estudo transversal observacional na cidade de São Paulo com 386 indivíduos com idade entre 11 e 14 anos, em 2018, com o objetivo de verificar se a severidade da má oclusão tem impacto na qualidade de vida do indivíduo, usando o Índice de Necessidade de Tratamento Ortodôntico (INTO) e o questionário de qualidade de vida Child Perception Questionnaire (CPQ11-14). Os resultados mostraram que o grupo que necessitava tratamento apresentou escore superior de qualidade de vida quando comparado com o grupo que não necessitava de tratamento. Foi possível concluir que adolescentes com má oclusões mais severas tiveram maior impacto negativo na qualidade de vida. (Apoio: CAPES N° 001)PN0740 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Hábitos de sucção não nutritiva, cárie dentária e disfunção orofacial estão associados a má oclusão em crianças
Bernardino VMM, Granja GL, Lima LCM, Leal TR, Arruda MJALLA, Perazzo MF, Ferreira FM, Granville-Garcia AF
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar a associação entre os hábitos de sucção não nutritiva, a cárie dentária, a disfunção orofacial e a má oclusão em crianças de 8 a 10 anos de idade. Foi realizado um estudo transversal com 769 escolares da rede de ensino público e privado de uma cidade do nordeste brasileiro. Os pais/cuidadores responderam um questionário sobre dados sociodemográficos e os hábitos de sucção não nutritiva da criança. O diagnóstico de disfunção orofacial em crianças foi realizado por meio do Nordic Orofacial Test-Screening (NOT-S). Utilizou-se o Dental Aesthetic Index (DAI) como critério de diagnóstico de má oclusão e o International Caries Detection and Assessment System (ICDAS) para o diagnóstico de cárie dentária. Quatro dentistas calibrados realizaram o exame clínico de má oclusão e de cárie e os Kappas intra e inter foram superiores a 0,87. As análises das associações foram realizadas por meio de regressão logística multivariada (α = 5%). O Directed Acyclic Graph (DAG) foi utilizado para determinar as variáveis de ajuste no modelo estatístico. A prevalência de má oclusão foi 49,1%. No modelo final, os hábitos de sucção não nutritiva (OR = 2,30; 95% IC: 1,27-4,16, p = 0,006), a presença de cárie dentária (OR = 1,42; 95% IC: 1,05-1,92, p = 0,02) e a presença de disfunção orofacial (OR = 1,61; 95% IC:1,16-2,23, p = 0,004) mantiveram-se associados à má oclusão. A presença de má oclusão foi influenciada pelos hábitos de sucção não nutritiva, cárie dentária e disfunção orofacial.PN0743 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Comparação do Índice de Hipomineralização Molar Incisivo com o Sistema de Pontuação por severidade (MIH-SSS) em estudos epidemiológicos
Mendonça FL, Regnault FGC, Bisaia A, Grizzo IC, Cruvinel T, Oliveira TM, Honório HM, Rios D
Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Cole - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Novos sistemas de pontuação foram propostos para auxiliar no diagnóstico de HMI em estudos epidemiológicos. Este estudo comparou o Índice HMI e o MIH-SSS em relação aos aspectos operacionais e capacidade em diagnosticar MIH e outros defeitos de esmalte em uma mesma amostra de escolares. Trata-se de um estudo descritivo, transversal, realizado com 336 escolares da cidade de Bauru. A comparação avaliou o tempo de aplicação de cada índice e a concordância entre eles no diagnóstico de HMI por meio das seguintes características: presença ou não de HMI, opacidade, perda de estrutura, restauração atípica, cárie atípica, extração devido a HMI e dente não irrompido. Os dados foram analisados utilizando o teste do qui-quadrado (p <0,05). Também foi avaliada a média de outros defeitos de esmalte, como fluorose, hipoplasia, amelogênese e hipomineralização (não HMI), os quais são detectados em apenas pelo Índice MIH. Os resultados mostraram que não houve diferença estatisticamente significante entre os índices, os quais foram capazes de identificar HMI nas diferentes características avaliadas. Em relação ao tempo de aplicação, o MIH-SSS apresentou um tempo menor. A ocorrência média de fluorose, hipoplasia, amelogênese e hipomineralização (não MIH) foram: 7,34%, 0,16%, 0% e 0,35%, respectivamente. Conclui-se que os dois métodos foram semelhantes na identificação da HMI. Além disso, apesar do Índice HMI ser o único capaz de diagnosticar outros defeitos, esses apresentaram uma baixa prevalência e o tempo de aplicação foi maior em comparação ao MIH-SSS. (Apoio: FAPESP N° 2019/02735-4)PN0744 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Efetividade dos alinhadores estéticos no tratamento ortodôntico: revisão integrativa
Narimatsu DMS, Borbolla RR, Delgado IF, Leal TP, Almeida KR, Ortolani CLF
Pós Graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi buscar na literatura evidências da efetividade clínica dos alinhadores estéticos no tratamento ortodôntico. Foi realizada uma busca sistemática utilizando vocabulário controlado nas bases de dados: PubMed, Lilacs e Scielo, no período de 2005 a 2020. Os descritores utilizados foram "Orthodontic AND Invisalign AND Aligner". A busca inicial recuperou um total de 163 artigos publicados. Após a remoção de estudos duplicados e leitura do texto na íntegra, 17 foram selecionados por atenderem os critérios de inclusão. A análise da qualidade metodológica dos estudos incluídos foi realizada por dois avaliadores independentes e os dados foram extraídos. Os resultados dos artigos analisados demonstraram que o sistema Invisalign é uma alternativa viável para o tratamento ortodôntico, não apenas para pequenos movimentos, mas também para nivelamento, correção da inclinação e da rotação dentária. Apresentam, no entanto, uma eficácia limitada em grandes discrepâncias antero-posteriores e verticais. Palavras-chave: Orthodontic, Invisalign, Aligner.PN0746 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Associação entre Disfunção Temporomandibular, Depressão e Felicidade em adolescentes
Baldiotti ALP, Freitas GA, Petinati MFP, Sebastiani AM, Scariot R, Martins RC, Paiva SM, Ferreira FM
Saúde Bucal da Criança e Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo transversal foi avaliar a associação entre disfunção temporomandibular (DTM) e aspectos psicológicos como depressão e nível de felicidade em adolescentes. 90 adolescentes entre 13 e 18 anos de idade, que aceitaram e que os responsáveis consentiram, participaram do estudo. Duas examinadoras calibradas fizeram os diagnósticos de DTM e depressão através do RDC/TMD Eixo I e Eixo II respectivamente, e mediram o nível de felicidade através da Escala Subjetiva de Felicidade (SHS), ambos instrumentos validados para uso no Brasil. Foi realizada estatística descritiva e testes de qui-quadrado e Mann Whitney. A média de idade dos adolescentes foi de 15,9 anos, sendo 51% deles meninas. A prevalência de DTM foi de 45% e a de depressão de 47%. Os tercis para a escala SHS foram 16, 19 (mediana) e 21. Depressão foi mais frequente entre adolescentes com diagnóstico de DTM (p = 0,011), particularmente entre aqueles que apresentaram desordem articular, seja ela do lado direto (p = 0,016) ou esquerdo (p = 0,002). Além disso, adolescentes com DTM apresentaram escores mais baixos na escala de felicidade (p = 0,033), especialmente aqueles com desordens articulares, que se consideraram menos felizes do que seus amigos (p = 0,001), não muito felizes no geral (p = 0,010) e nunca tão felizes quanto poderiam ser (p = 0,046). Adolescentes com DTM apresentarem mais depressão e se relataram menos felizes do que adolescentes sem DTM, e essa associação foi ainda mais evidente entre aqueles que exibiram algum tipo de desordem articular como artralgia, osteoartrite ou osteoartrose. (Apoio: CAPES | CNPq | FAPs - FAPEMIG)PN0747 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Estudo preliminar da percepção oral, funcional e de dor com o uso de esporões linguais em crianças
Silva IC, Moda LB, Caetano SRO, Caetano SRO, Artese F
Ortodontia - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Informações sobre a tolerabilidade no uso dos esporões linguais na infância são escassas. Neste estudo prospectivo objetivou-se avaliar a percepção oral, funcional e de dor, assim como a adaptabilidade de crianças ao tratamento da mordida aberta anterior com esporões linguais colados. O Questionário de Percepção da Criança (CPQ) e escala de dor Wong-Baker Faces para percepção de dor foram utilizados. Selecionou-se 17 crianças entre 8 a 14 anos de idade com mordida aberta anterior igual ou maior que 1mm, sem hábitos de sucção, divididas em dois grupos (8 a 10 anos e 11 a 14 anos) e todas tiveram esporões linguais colados nos incisivos permanentes superiores e inferiores. As respostas aos questionários e marcação na escala foram obtidas uma semana antes (T0), imediatamente após instalação dos esporões (T1), 7 dias (T2), 1 mês (T3) e 3 meses (T4) de acompanhamento. Os dados foram analisados através de estatística não paramétrica e descritos através de medianas e quartis. Observou-se, em ambas faixas etárias, uma tendência decrescente dos sintomas orais e limitações funcionais ao longo do tempo, sendo o maior impacto antes da instalação dos esporões linguais em (T0). A avaliação da percepção dolorosa na escala de dor Wong-Baker Faces não mostrou diferença estatisticamente significativa, indicando que a presença dos esporões linguais não provocou sensação dolorosa. Concluiu-se que a ausência de tratamento da mordida aberta anterior parece estar mais relacionada com os impactos negativos desta má oclusão do que o uso dos esporões, e que estes demonstraram ser bem aceitos.