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RESUMOS APROVADOS

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 1324 Resumo encontrados. Mostrando de 1041 a 1050


PI0286 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Influência do cimento ósseo a base de silicato de cálcio, modificado com os cátions K+ e NH4+, na diferenciação osteogênica: estudo in vitro
Fernandes MS, Santos HFS, Thim GP, Campos TMB, Ribas RG, Mello DCR, Vasconcellos LMR
Biociências e Diagnóstico Bucal - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Diversos materiais são utilizados para auxiliar no reparo ósseo, e o cimento de silicato de cálcio (CaSiO3) surge como alternativa, uma vez que consegue combinar a capacidade do fosfato tricálcio (TCP) de formar cimento, com a bioatividade do biovidro. Os cimentos de CaSiO3 podem ser utilizados em tratamentos de reparo ósseo, tanto para aplicações médicas quanto odontológicas. Neste presente estudo, foram produzidos dois cimentos de silicato de cálcio, utilizando a fase α-wollastonita como precursora, no qual foram adicionadas diferentes soluções ativadoras, os cátions K+ e NH4+. As amostras produzidas a partir dos cimentos foram plaqueadas com células mesenquimais, obtidas de fêmures de ratos, visando avaliar a influência dos cimentos sobre a atividade e diferenciação osteoblástica em meio não osteogênico. Foram realizados os testes de viabilidade celular, proteína total (PT), atividade de fosfatase alcalina (ALP) e formação de matriz mineralizada. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente pelo teste Anova um fator (5%). Observou-se que em relação a atividade celular os cimentos não foram citotóxicos e as células mostraram-se metabolicamente ativas devido a expressão de PT, porém sem diferença estatística (p>0,05). Na diferenciação celular os cimentos promoveram a formação de matriz mineralizada, mas o grupo NH4+ destacou-se, já que expressou valores elevados de ALP, o qual diferiu do grupo K+ (p<0,05).
Assim, o silicato de cálcio produzido com solução ativadora de NH4+, se mostrou promissor para engenharia tecidual visando regeneração óssea.
(Apoio: FAPESP  N° 2018/26051-4)
PI0287 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Estudo in vivo da biocompatibilidade e biodegradação de uma membrana de plasma desnaturado combinada com a fase líquida do PRF
Catarino KFF, Gheno E, Mourão CFAB, Lourenço ES, Alves ATNN, Alves GG, Calasans Maia MD
Ppgo - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A regeneração óssea guiada (ROG) consiste no uso de membrana biocompatível como barreira física à invasão do tecido conjuntivo na área da lesão óssea, permitindo proliferação de células ósseas. O objetivo do estudo foi analisar a biocompatibilidade e a biodegradação da membrana de plasma desnaturado combinada com a fase líquida do PRF (ALB-PRF, teste) quando comparada à membrana de fibrina rica em leucócitos e plaquetas (L-PRF, controle). O estudo foi aprovado pela CEUA/UFF sob o nº 7190181118 e CEP/UFF nº 12126919.7.0000.5243. Quinze camundongos Nude foram distribuídos em 2 grupo (ALB-PRF e L-PRF) e 3 períodos experimentais (7, 14 e 21 dias, n=5). Em cada animal foram implantadas 2 membranas, lado direito (ALB-PRF) e lado esquerdo (L-PRF). Após os experimentos, realizou-se quantificação das células inflamatórias (CI), neovascularização (NV), fibrose e infiltrado gorduroso de acordo com a Norma ISO 10993-6/2016. Em 7 dias, as CI foram menores no grupo teste e se igualou ao grupo controle após 14 dias e a NV foi similar entre os grupos e inferior aos 14 dias no grupo controle. Após 21 dias, as CI foram superiores no grupo teste e a NV no grupo controle diminuiu. Observou-se ausência de necrose, fibrose e infiltrado gorduroso em todos os períodos e grupos experimentais. O L-PRF foi 100% reabsorvido aos 21 dias, enquanto o Alb-PRF perdeu aproximadamente 10% do volume original.
Conclui-se que o Alb-PRF é biocompatível e permaneceu estável em volume ao longo dos períodos experimentais quando comparado ao L-PRF, podendo ser considerado um biomaterial promissor para ROG.
(Apoio: CNPq  |  FAPs - faperj)
PI0288 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Influência do pré-tratamento da superfície na biocompatibilidade de Titânio para uso médico
Santos RC, Chisini LA, Conde MCM, Alcázar JCB, Tarquinio SBC, Carreño NLV, Salas M M S
Odontologia Restauradora - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi determinar a influência do pré-tratamento na biocompatibilidade de superfícies de titânio para uso médico. Foram usados 50 blocos de titânio puro cortados com dimensões padronizadas. As amostras foram divididas aleatoriamente em 5 grupos: G1= Polimento mecânico (PM), G2= Condicionamento ácido (CA), G3= PM+CA, G4= PM+CA+ NaCl 0,9%, G5= controle celular. As amostras foram lixadas sob refrigeração com lixas de granulação crescente 200, 400, 600, 800, 1200 e 2000 e polidas com discos de feltro e Alumina desaglomerada e colocadas em câmara de vácuo sob gás nitrogênio. Para o tratamento ácido usou uma solução de ácido clorídrico 18% e ácido sulfúrico 48%. Retiraram os corpos de prova da câmara de vácuo sob gás nitrogênio imersos nos ácidos e tratados em mufla a temperatura de 125°C ~ 130°C por 6 minutos. Foram limpos por imersão em água destilada e colocados na câmera de vácuo. Dez corpos de prova foram tirados da água destilada após 10 minutos e imersos em NaCl 0,9 % por 6 horas e secos por 4 horas na câmera de vácuo com nitrogênio. Ocorreu análise da superfície em microscópio óptico. Nos testes de citotoxicidade com método direto os fibroblastos foram imortalizados por 48h ao titânio pré-tratado. Os resultados de viabilidade celular exibiram diferenças estatísticas entre o controle positivo e todos os grupos de estudo. Entre os pré-tratamentos não houve diferenças significantes. Os grupos de tratamento mecânico e de tratamento mecânico e ácido tiveram maior viabilidade celular.
O uso de cloreto de sódio não aumentou a viabilidade celular do titânio.
PI0289 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Análise histológica e histomorfométrica de um biomaterial de origem xenógena para levantamento de seio maxilar: um estudo clinico
Souza CF, Martins SCR, Magrin GL, Joly JC, Bianchini MA, Peruzzo DC, Benfatti CAM
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Autodeclarado "Sergio Charifker Ribeiro Martins e Marco Aurélio Bianchini recebem auxílio financeiro da empresa Criteria Biomateriais. Os demais autores deste estudo declaram não ter conflitos de interesses."

Este estudo analisou por meio de histologia e histomorfometria um biomaterial de origem xenógena à base de osso bovino desproteinizado liofilizado aplicado em cirurgias de levantamento de seio maxilar. Onze pacientes foram submetidos a procedimentos de levantamento de seio maxilar com preechimento por um biomateriais xenógeno (Criteria Lumina Bone Porous®, Criteria, São Paulo-SP, Brasil). Após 6 meses, biópsias foram coletadas no momento da instalação de implantes dentários, sendo 27 amostras ao total. As biópsias foram processadas e analisadas por histologia descritiva e histomorfometria, na qual os percentuais de tecido ósseo neoformado, de partículas residuais de biomaterial e de tecido conjuntivo foram avaliados. Histologicamente, verificou-se o contato entre biomaterial, tecido ósseo e tecido conjuntivo na matriz não mineralizada, sem presença de infiltrado inflamatório ou reação de corpo estranho. A histomorfometria mostrou médias de 32,41% ± 9,42% de osso neoformado, 22,89% ± 4,58% de resíduo de biomaterial e 44,70% ± 9,54% de tecido conjuntivo na matriz não mineralizada das amostras analizadas.
Conclui-se que o biomaterial testado apresentou porcentagens adequadas de trabeculado ósseo neoformado, resíduo de biomaterial e tecido conjuntivo após seis meses da cirurgia de levantamento de seio maxilar, identificando-o como uma interessante alternativa para aumentos ósseos no seio maxilar.
PI0291 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Biomecânica periimplantar e caracterização funcional de ossos longos de ratos diabéticos tipo 2
Wajima CS, Pitol-Palin L, Inoue BKN, De-Souza-batista FR, Gomes-Ferreira PHS, Santos PH, Matsushita DH, Okamoto R
Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Diabetes tipo 2 (DM2) é responsável por 90% dos casos de diabetes em todo o mundo, sendo a obesidade e um estilo de vida pouco saudável seus principais fatores de risco. O propósito deste estudo é caracterizar do ponto de vista morfológico e funcional, os ossos longos e a biomecânica periimplantar de animais normoglicêmicos (CO) e diabéticos tipo 2 através das análises de biomecânica em tíbia e de ensaio biomecânico. Para isso, foram utilizados 16 ratos adultos, divididos em 2 grupos: CO (normoglicêmicos) e DM2 (diabéticos tipo 2). O DM2 foi induzido por dieta de cafeteria associada à uma aplicação de estreptozotocina (35mg/kg). Quinze dias após a comprovação do DM2 foi realizada a instalação de um implante na metáfise tibial direita de todos os animais. Passados 28 dias, os animais foram eutanasiados para a realização da análise biomecânica de contra-torque dos implantes instalados em tíbia, e ensaio biomecânico para teste de compressão dos fêmures. Os dados quantitativos foram submetidos ao teste de normalidade com nível de significância de 5%. Na análise de contra-torque, foi observada diferença estatisticamente significante para a força de remoção dos implantes quando comparado o grupo CO X DM2, p > 0,05. Já o teste de ensaio biomecânico dos fêmures não obteve diferença estatística.
Conclui-se que o DM2 prejudica o reparo periimplantar, contudo não aumenta o risco de fraturas em fêmures de rato.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2019/19019-0)
PI0292 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Alterações dimensionais pós-exodontia na zona estética: influência dos fatores individuais do paciente
Silva ILS, Benítez CG, Romano MM, Sapata VM, Pannuti CM, César Neto JB, Romito GA, Llanos AH
Estomatologia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Após a exodontia acontecerão alterações dimensionais do rebordo alveolar. Essas alterações, associadas à perda de volume, podem comprometer a reabilitação com implantes, principalmente na região anterior da maxila. Substitutos ósseos são utilizados para minimizar o processo de reabsorção do rebordo alveolar pós-extração, limitando as alterações dimensionais da cicatrização espontânea do alvéolo. O objetivo deste trabalho é avaliar se as variáveis: gênero, elemento dental (incisivo central, incisivo lateral e canino) e uso de fumo, possuem efeito sobre as alterações dimensionais do rebordo alveolar, através de tomografias computadorizadas volumétricas após 4 meses de preservação alveolar com substitutos ósseos pós-extração. Esse trabalho é um desfecho secundário de um ensaio clínico randomizado e duplo cego com 66 pacientes com necessidade de exodontia em região anterior de maxila. Tomografias computadorizadas foram realizadas no pós-operatório imediato (exodontia e preservação alveolar) e 4 meses após. As regiões operadas foram reabilitadas com implante e coroas definitivas de porcelana. As alterações dimensionais consideradas foram a largura horizontal da crista alveolar (HW) em 3 níveis abaixo do ponto mais coronal da crista palatina (-1mm, -3mm e -5mm).
No grupo fumantes/não fumantes houve diferença estatisticamente significante em HW-1 e HW-5, onde o grupo fumantes apresentou maior alteração dimensional. Não houve diferença estatisticamente significante para tipo de dente e para gênero nos 3 parâmetros de avaliação (HW-1, HW-3 e HW-5).
PI0295 - Painel Iniciante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Avaliação in vitro da integridade das mucosas nasal e sublingual suínas como barreiras biológicas para ensaios de permeação
Augusto GGX, Araújo JSM, Franz-Montan M
Ciências Fisiologicas - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou in vitro a integridade das mucosas nasal-MN e sublingual-MS suína após o preparo e armazenamento, visando o uso em estudos de permeação para desenvolvimento de formulações tópicas odontológicas. A avaliação da integridade foi realizada pela medida da resistividade elétrica-RES, a partir de uma corrente capaz de atravessar o tecido - lei de Ohm e microscopia convencional-MC . A avaliação RES foi realizada com receptor de corrente no compartimento receptor das células de difusão vertical Franz com tampão PBS nas condições: tecido fresco-TF, refrigerados-RE a 4°C por 12, 24 e 48h e congelados-CO a -20°C por 1 e 2sem (n=12). As mucosas nessas condições foram coradas com HE e analisadas por MC. Resultados RES foram submetidos à Mann-Whitney e Wilcoxon (α=5%). RES mediana-desvio interquartílico KΩ/cm2 MN: TF 1,8-1,6; RE 12, 24 e 48h: 1,7-1,6; 1,2-1,1; 1,6-1,5, e CO 1 e 2sem: 1,6-1,4; 1,6-1,3 , respectivamente. Houve diminuição da RE em 24 e 48 h e 2 sem em relação a TF (p<0,05). MS: TF 1,4-1,1 RE 12, 24 e 48h: 1,5-1,4; 1,3-1,2; 1,1-1,0 CO 1sem: 1,3-1,2, respectivamente. Houve redução da RE em 48h e 1sem em relação a TF (p<0,05). MC demonstrou desorganização das camadas epiteliais, descamação, espaçamento celular e separação do epitélio de forma progressiva aos tempos de armazenamento.
Baseado na avaliação da RES, é possível armazenar MS sob RE por 12h e CO por 1sem. Já MS apenas RE até 24h. Ambas mucosas apresentaram mudanças histológicas. Ensaios de permeação são necessários para concluir se o armazenamento altera a permeabilidade dessas mucosas.
(Apoio: FAPESP  N° 2019/05692-4)
PI0297 - Painel Iniciante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Avaliação in vitro do potencial protetor de diferentes concentrações de um peptídeo derivado da estaterina contra a erosão dentária
Ferrari CR, Taira EA, Carvalho G, Martini T, Pelá VT, Ventura TMO, Dionizio A, Buzalaf MAR
Ciências Biológicas - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi analisar o efeito de diferentes concentrações de um peptídeo derivado da estaterina (StatpSpS) sobre a erosão inicial do esmalte. 90 blocos de esmalte bovino (4x4mm) foram divididos em 6 grupos: StatpSpS 0,94x10-5 M, StatpSpS 1,88x10-5 M, StatpSpS 3,76x10-5 M, StatpSpS 7,52x10-5 M, CaneCPI-5 0,1 mg/mL e tampão fosfato. Os blocos foram incubados com as soluções de tratamento por 2 h a 37ºC e então incubados em saliva estimulada de 3 voluntários para formação da película adquirida. Após isto, os espécimes foram incubados em solução de HCl 0,01 M (pH 2) por 10 s a 37ºC sob agitação. Cada espécime foi tratado 1x ao dia durante 3 dias. Antes e após o período experimental a dureza superficial foi avaliada, para cálculo da porcentagem de alteração da dureza superficial (%SHC). Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (p<0,05). As %SHC médias (±DP) foram: 21,5±10,0; 11,5±5,8; 19,2±12,1; 25,7±9,1; 23,1±7,4 e 23,1±9,7, para StatpSpS 0,94x10-5 M, StatpSpS 1,88x10-5 M, StatpSpS 3,76x10-5 M, StatpSpS 7,52x10-5 M, tampão fosfato e CaneCPI-5, respectivamente. Apenas StatpSpS 1,88x10-5 M reduziu significativamente a %SHC em comparação ao tampão fosfato, não sendo encontradas outras diferenças significativas entre os grupos.
Os dados indicam que o peptídeo StatpSpS na concentração de 1,88x10-5 M protege o esmalte contra erosão inicial, apresentando bom potencial para inclusão em produtos odontológicos.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2019/24295-6)
PI0298 - Painel Iniciante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Máscaras de tecido no contexto da doença do corona vírus 2019 (Covid-19): análise por microscopia eletrônica de varredura
Silva LAS, Arreguy IMS, Oliveira AKC, Lundgren RJB, Weber Sobrinho CR, Souza FB
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Diante dos desafios do sistema de reserva de suprimentos médicos para emergências de saúde pública, as máscaras de tecido apontam como uma escolha popular, principalmente nos países em desenvolvimento. Este estudo avaliou a estrutura entre as fibras de máscaras de tecido através da microscopia eletrônica de varredura (MEV), a fim de realizar uma simulação gráfica das gotículas do corona vírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). Um fragmento (1 cm²) de uma máscara de tecido (algodão), de camada única, foi utilizado para a análise em MEV. Após metalização, a amostra foi levada ao microscópio eletrônico de varredura para registro de imagens com ampliações de 100, 500 e 1000x. A distância entre os fios foi determinada pela espectroscopia por energia dispersiva (EDS). Realizou-se simulação gráfica das gotículas com diferentes tamanhos (0.5μm; 5.7μm;12μm) por meio de um programa de edição de imagens (Adobe Illustrator). A análise das imagens das máscaras de tecido mostrou que as lacunas entre os fios de algodão variavam entre 30.22μm e 149.69μm. A partir da simulação gráfica das partículas com vírus entre as fibras, verificou-se a possibilidade de passagem de mais de 680 milhões de gotículas (5.75μm) através da máscara de tecido investigada.
A avaliação em MEV exibiu grandes espaços interfibrilares superiores ao tamanho de gotículas respiratórias de tamanho médio. A simulação gráfica demonstrou que gotículas de SARS-CoV-2 provavelmente são capazes de ultrapassar os poros da máscara de tecido, sugerindo maior exposição ao risco de transmissão viral.
PI0302 - Painel Iniciante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Efeito erosivo de diferentes balas cítricas sobre o desgaste do esmalte dentário in vitro
Gonçalves IVB, Vertuan M, Souza BM, Magalhães AC
Bioquímica - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O aumento do consumo de balas cítricas pode contribuir para o desenvolvimento do desgaste dentário erosivo. Este estudo in vitro avaliou o potencial erosivo de balas cítricas sobre o esmalte dentário em relação à quantificação do desgaste. Foram preparadas noventa coroas bovinas que foram distribuídas aleatoriamente em 6 grupos (n = 15): solução de ácido cítrico a 0,1% (pH 2,5, controle positivo); refrigerante Coca-Cola® (pH 2,6, controle comercial); bala Fini® Diet (ácido lático e ácido cítrico, pH 3,3); bala Fini® Beijos (ácido cítrico e ácido lático, pH 3,5); bala Fini® Chiclé Salada de Frutas (ácido maleico, pH 2,6); e bala Fini® Regaliz Tubs (ácido maleico e ácido cítrico, pH 3,1). As balas foram dissolvidas na proporção de 40 g/250 mL de água deionizada. As amostras foram submetidas à ciclagem de pH por 7 dias (4 ciclos de imersão ácida por 90 s por dia intercaladas com exposição à saliva artificial). O desgaste do esmalte foi medido por perfilometria de contato (μm) e os dados foram comparados utilizando testes Kruskal-Wallis/Dunn (mediana, p<0,0001). Todas as balas cítricas apresentaram alto potencial erosivo. A Fini Diet® (2,40 μm) e a Fini® Regaliz Tubs (2,15 μm) apresentaram o maior potencial erosivo, semelhante ao ácido cítrico a 0,1% (2,30 μm), sendo a Fini® Regaliz Tubs mais erosiva que a Coca-Cola® (1,40 μm). Já as balas Fini® Beijos (1,40 μm) e Fini® Chiclé Salada de Frutas (1,30 μm) induziram menor desgaste comparadas ao ácido cítrico.
As balas cítricas podem ter um papel importante no desenvolvimento do desgaste dentário erosivo.
(Apoio: FAPESP  N° 2018/26369-4)