9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 851 a 860


PNc0431 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Comparação entre o Invisalign Palatal Expander e o expansor de Hyrax: Análise interina de um Ensaio Clínico Randomizado
Luana Karine Amaro Silva, Luciana Quintanilha Pires Fernandes, Tainá de Moraes Corrêa Manso, Deise Caldas Kuhlman, José Augusto Mendes Miguel
Odontologia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo preliminar teve como objetivo avaliar a eficácia do dispositivo Invisalign Palatal Expander System (IPE) por meio de uma análise multidimensional da expansão rápida da maxila, em comparação com o expansor convencional tipo Hyrax (HY). A amostra foi composta por 12 indivíduos, média de idade de 9,33 anos (HY=9,5 e IPE=9,17), em dentição mista, com deficiência transversal esquelética da maxila, alocados aleatoriamente (n=6 por grupo). Tomografias computadorizadas e modelos dentários digitais foram avaliados nos momentos pré-tratamento (T0) e pós-expansão (T1) para analisar alterações esqueléticas e oclusais, incluindo a abertura da sutura palatina mediana (SPM) e as dimensões transversais do arco. Os resultados demonstraram que ambos os aparelhos foram eficazes, promovendo aumentos estatisticamente significativos nas variáveis transversais de T0 para T1, com abertura da SPM observada em todos os participantes. Na comparação direta entre os sistemas, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na distância intermolar, com ganhos médios de 6,27 mm para o grupo HY e 6,77 mm para o grupo IPE, apresentando um p-valor de 0,573. Entretanto, o grupo IPE apresentou aumento superior na largura gengival entre primeiros pré-molares/molares decíduos de 6,53 mm, superando os 3,8 mm obtidos pelo grupo HY (p=0,011). As medidas de inclinação dos molares e profundidade palatina não apresentaram diferenças significativas entre os grupos (p>0,05).

Em conclusão, o IPE demonstrou efetividade na promoção da expansão transversal da maxila, com resultados comparáveis aos do HY.

(Apoio: CAPES  N° 88887.966143/2024-00)
PNc0432 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fatores de risco associados à hipomineralização de segundos molares e caninos decíduos: estudo piloto
Beatriz Tebalde Albuquerque de Souza, Larissa Azevedo de Souza, Michele Baffi Diniz, Renata Oliveira Guaré
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hipomineralização de segundos molares decíduos (HSMD) e de caninos decíduos (HCD) pode representar um marcador para hipomineralização molar-incisivo, auxiliando na identificação precoce e no planejamento preventivo. Este estudo investigou fatores de risco associados à HSMD e HCD em pré-escolares atendidos em clínica-escola. A prevalência e gravidade foram avaliadas por examinador calibrado, utilizando o índice MIH Severity Scoring System (MIH-SSS), em crianças de 2 a 5 anos, com dentição decídua completa. As mães responderam a questionário sobre saúde gestacional, condições da criança nos primeiros anos de vida e variáveis sociodemográficas. Foram aplicados os testes Qui-quadrado de Pearson, exato de Fisher e regressão logística com seleção Stepwise, considerando variáveis com p < 0,50 nas análises bivariadas. A amostra incluiu 82 crianças, com predominância do sexo feminino (54,9%). A prevalência de HSMD foi de 11% e de HCD inferior a 5%. A maioria dos dentes não apresentou alterações; entre os afetados, predominaram defeitos leves, sendo raros os moderados ou graves. O dente mais acometido foi o 85 (6,1% moderados ou graves). Nos caninos, as alterações foram pouco frequentes e leves. Não houve associação significativa entre variáveis sociodemográficas, gestacionais ou clínicas e HSMD ou HCD, sugerindo ausência de preditores robustos nesta amostra.

Observou-se baixa prevalência, com predominância de defeitos leves, possivelmente relacionados a fatores intrínsecos ainda não elucidados.

(Apoio: CAPES  N° 88887.203805\2025-00)
PNc0433 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da incorporação de clorexidina na atividade antibacteriana de selante resinoso: avaliação em curto e médio prazo
Maria Julia Cazotti de Castro, Cynthia Luiza Lopes de Oliveira, Iago Torres Cortês de Sousa, Karina Cogo-Müller, Fernanda Miori Pascon
Odontopediatria FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou a atividade antimicrobiana de um selante resinoso comercial após a incorporação de 0,2%, 1% e 2% de clorexidina (CHX) em diferentes intervalos de tempo após incubação (24h, 7 e 14 dias). Espécimes (6 mm de diâmetro × 2 mm de espessura) foram distribuídos nos grupos (n=3): selante resinoso (FluroShield®) (controle), selante resinoso + 0,2% CHX, selante resinoso + 1% CHX e selante resinoso + 2% CHX. Uma solução de CHX 2% foi utilizada como controle positivo. A atividade antimicrobiana foi avaliada pelo método da concentração inibitória mínima (CIM) contra S. mutans e S. sanguinis. Os espécimes foram armazenados individualmente em BHI (1 mL) por 24 h, 7 e 14 dias (37 °C). A atividade antimicrobiana foi avaliada por microdiluição seriada (1:2) em placas de 96 poços, preenchidos inicialmente com 100µL de BHI e 100µL de BHI do armazenamento dos espécimes na coluna 1. O processo foi realizado sucessivamente até a coluna 12, onde 100µL foram descartados e então as colunas foram inoculadas com 100µL de culturas microbianas frescas em BHI. Após 24 h, não houve inibição de S. mutans nos grupos controle e 0,2% CHX. 1% CHX apresentou inibição apenas na menor diluição, enquanto 2% CHX não inibiu S. sanguinis e inibiu S. mutans até a diluição de 16 vezes. Aos 7 dias, observou-se para o grupo 2% CHX inibição de S. mutans até 8 vezes e de S. sanguinis apenas na menor diluição, sem alterações adicionais até 14 dias. O controle positivo (CHX 2%) manteve inibição significativa em todos os tempos.

Os achados corroboram o potencial da clorexidina como aditivo antimicrobiano em selantes resinosos, entretanto, investigações adicionais são necessárias para validar sua efetividade em condições clínicas e avaliar a estabilidade ao longo do tempo.

(Apoio: DEAPE)
PNc0434 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto na percepção de dor durante a remoção químico-mecânica de cárie em crianças: ensaio clínico randomizado
Ana Carolina Alvares Dias Todt, Priscila Fernanda Schiavon Scarafissi Gregorio, Eduarda Cristina de Oliveira Benedito, Hayder Egg Gomes, Sandra Kalil Bussadori, Thais Marchini de Oliveira, Natalino Lourenço Neto, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado
Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A remoção de cárie em crianças pode estar associada à dor e ao desconforto, interferindo no comportamento durante o atendimento odontológico. Nesse contexto, abordagens baseadas na mínima intervenção têm sido propostas como alternativas mais conservadoras e acolhedoras. Este estudo avaliou o impacto da remoção químico-mecânica na percepção de dor e desconforto em comparação à remoção convencional. Foi realizado um ensaio clínico randomizado em boca dividida com crianças de 8 a 12 anos, no qual dois dentes com lesões de cárie oclusais e ICDAS ≥ 4 (International Caries Detection and Assessment System) foram alocados para remoção químico-mecânica com gel à base de papaína ou remoção seletiva com instrumentos manuais, seguidas de restauração com resina composta. A dor foi avaliada imediatamente após os procedimentos por meio da escala visual analógica. Como desfechos adicionais, foram considerados o tempo clínico total, a qualidade das restaurações segundo critérios clínicos padronizados e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Observou-se menor percepção de dor no grupo submetido à remoção químico-mecânica, com diferença de 2 pontos na escala (p<0,05), além de menor tempo clínico. As restaurações apresentaram desempenho satisfatório aos 6 e 12 meses, sem diferença entre os grupos, e houve melhora da qualidade de vida após o tratamento.

A remoção químico-mecânica mostrou-se mais confortável e eficiente que a técnica convencional, configurando uma alternativa viável para o atendimento odontológico infantil e reforçando a importância de abordagens baseadas na mínima intervenção.

PNc0435 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

A reabsorção radicular influencia a acurácia de localizadores apicais em dentes decíduos? Estudo in vitro
Isabela do Carmo Custodio, Ana Carolina Alvares Dias Todt, Murilo Priori Alcalde, Thais Marchini de Oliveira, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, Thiago Cruvinel, Marco Antonio Hungaro Duarte, Natalino Lourenço Neto
Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Cole UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foram avaliados diferentes métodos na determinação do comprimento radicular em dentes decíduos com diferentes graus de reabsorção radicular. Sessenta dentes foram distribuídos em três grupos (n=20): sem reabsorção, reabsorção de 3mm e de 6mm. O comprimento radicular foi obtido pelos métodos visual-táctil, radiografia digital e localizadores apicais Propex Pixi e E-Connect S (independente e monitorado). Foram analisados o erro absoluto e a acurácia nas faixas de ±0,5 mm e ±1,0 mm. A comparação entre métodos foi realizada pelo teste de Friedman com pós-teste de Dunn, entre grupos pelo teste de Kruskal-Wallis e a acurácia pelo teste de Cochran's Q com pós-teste de McNemar. Na análise global, não houve diferença quanto ao erro absoluto (p=0,396). Na análise estratificada, radiografia (p<0,001), Propex Pixi (p=0,005) e E-Connect monitorado (p<0,001) apresentaram diferenças, sendo este último associado aos maiores erros. Houve diferença entre métodos na acurácia (p<0,001), com melhor desempenho do E-Connect S independente (88,3% e 98,3%), seguido pelo Propex Pixi (56,7% e 93,3%) e radiografia (35% e 85%), nas faixas de ±0,5 mm e ±1,0 mm, respectivamente. O modo monitorado apresentou menor precisão, especialmente com maior reabsorção.

Os resultados obtidos sugerem que localizadores eletrônicos utilizados de forma independente representam uma alternativa confiável para determinação do comprimento de trabalho em dentes decíduos, mesmo na presença de reabsorção radicular, enquanto o modo monitorado apresentou limitação em dentes com reabsorção.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/07412-7)
PNc0436 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Entre dor e renda: o que influencia a intenção dos responsáveis de investir na saúde bucal infantil?
Jaiane Freitas de Faria, Laís Anschau Pauli, Marília Leão Goettems
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A dor dentária e fatores socioeconômicos podem influenciar decisões de investimento em saúde bucal infantil, mas o papel desses fatores nas diferentes dimensões do cuidado ainda não está completamente esclarecido. Este estudo avaliou a associação entre esses fatores e a intenção de investir na saúde bucal em pré-escolares, considerando três dimensões de investimento. Trata-se de estudo transversal com dados clínicos de 200 pré-escolares avaliados pelo índice CAST e questionários estruturados aplicados aos responsáveis. A intenção de investimento financeiro mensal foi avaliada por medida de willingness to pay (WTP), enquanto a intenção de utilização de serviços e de cuidado foi mensurada pela disposição de levar a criança ao dentista no último ano e de dedicar tempo diário à escovação. Foram realizadas análises bivariadas e regressão de Poisson com variância robusta. Na análise ajustada por renda familiar, escolaridade do responsável e experiência de dor dentária, a dor permaneceu associada à maior intenção de levar a criança ao dentista (RP=1,34; IC95%:1,16-1,56; p<0,001), enquanto a renda não esteve associada a esse desfecho. Para o investimento financeiro, a renda familiar esteve associada à maior probabilidade de investimento elevado, sendo significativa entre responsáveis com renda superior a R$2000 (RP=1,48; IC95%:1,14-1,92; p=0,003), enquanto a dor não apresentou associação. A intenção de tempo de escovação não foi influenciada pelas variáveis avaliadas.

Conclui-se que diferentes dimensões do investimento em saúde bucal infantil são influenciadas por determinantes distintos, com a intenção de utilização de serviços orientada pela necessidade percebida e a intenção de investimento financeiro condicionado à renda.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNc0437 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Ácido Zoledrônico modula a expressão de Esclerostina e DKK-1, durante o movimento ortodôntico em camundongos
Thaís Citolino Barbosa Seno, Jorge Esquiche León, Ana Zilda Nazar Bergamo , Amanda Silva Bertasso, Lea Assed Bezerra da Silva, Raquel Assed Bezerra da Silva, Marília Pacífico Lucisano, Paulo Nelson Filho
Clínica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar o efeito do Ácido Zoledrônico (ZOL) na expressão de Esclerostina, DKK-1 e do gene SOST no ligamento periodontal de camundongos submetidos à aplicação de forças ortodônticas, investigando sua influência na movimentação dentária. 40 camundongos C57BL/6J, com 12 semanas, foram submetidos à força ortodôntica (mola fechada) na hemimaxila direita, por períodos de 12 horas (grupos I e III) e 12 dias (grupos II e IV) e tratados com PBS (grupos I e II) ou ZOL (grupos III e IV). A hemimaxila esquerda serviu como controle (sem movimento). As análises incluíram: movimentação dentária (mm), imunohistoquímica para Esclerostina e DKK-1 e PCR em tempo real para SOST. Os resultados foram analisados pelos testes de Wilcoxon, modelo linear misto (LMM), teste t de Student e correlação de Spearman (α=5%). Observou-se que o ZOL reduziu significativamente a expressão de Esclerostina no lado controle, em comparação ao grupo PBS (p=0,0015), sem alterar DKK-1. No lado com movimento não houve diferença entre os grupos. No grupo ZOL, houve aumento de Esclerostina e DKK-1 no lado com movimento em relação ao controle (p=0,0096 e p=0,042), sendo a Esclerostina dependente do tempo e da área, com redução após 12 dias na região de compressão (p=0,0204). Observou-se correlação forte entre expressão de Esclerostina e deslocamento dentário (r=0,8) e moderada para DKK-1 (r=0,4). Na análise da expressão gênica, houve tendência de maior expressão de SOST no lado controle aos 12 dias no grupo ZOL, enquanto no grupo PBS observou-se tendência de aumento em 12 horas no lado com movimento.

Conclui-se que o ZOL modula a remodelação óssea ao alterar a expressão de Esclerostina e DKK-1, interferindo na resposta ao estímulo mecânico durante a movimentação dentária.

(Apoio: CNPq  N° 141859/2023-7)
PNc0438 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Desempenho de chatbots de inteligência artificial no manejo de lesões de cárie em Odontopediatria
Antonio Marcos do Nascimento Matos, Renata Oliveira Guaré, Michele Baffi Diniz
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo piloto foi avaliar e comparar o desempenho de chatbots de inteligência artificial (IA) no diagnóstico e na tomada de decisão clínica para o manejo de lesões de cárie em Odontopediatria. Foram elaborados três casos clínicos fictícios de pacientes pediátricos, simulados com base nos aspectos clínicos da lesão de cárie pelo critério visual ICDAS (International Caries Detection & Assessment System), representando diferentes estágios: lesão inicial em esmalte não cavitada (ICDAS 2), lesão moderada com sombreamento da dentina (ICDAS 4) e lesão severa com cavitação extensa em dentina (ICDAS 6). Os casos foram baseados em um conjunto de dados padronizado, incluindo risco à cárie, exame clínico e achados radiográficos. Foram testados quatro modelos de IA em cada caso (M1: ChatGPT 5 Free; M2: Gemini 2.5 Pro; M3: Gemini 2.5 Flash Free; M4: ChatGPT 5.5 Plus). Dois pesquisadores experientes analisaram as respostas por método cego, considerando três critérios: precisão diagnóstica, adequação do plano de tratamento à Odontologia de Mínima Intervenção e tipo de material indicado. Os dados foram analisados pelos testes Qui-quadrado ou exato de Fisher (α=5%). Não houve diferença significativa entre os modelos de IA (p>0,05). A acurácia diagnóstica foi de 100% para todos os modelos. Na decisão de tratamento, M2 e M3 apresentaram 100% de acerto, enquanto M1 e M4 obtiveram 66,6%. Para o tipo de material indicado, M3 apresentou 100%, M1 e M2 66,6% e M4 33,3%. O total de acertos variou de 66,6% (M4) a 100% (M3).

Conclui-se que as versões gratuitas e pagas dos chatbots de IA apresentaram desempenho semelhante no diagnóstico e na tomada de decisão clínica de lesões de cárie, sugerindo potencial como ferramenta auxiliar em Odontopediatria.

(Apoio: CAPES  N° 8888203722202500)
PNc0439 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Eficácia de uma intervenção via mHealth na manutenção da saúde bucal em gestantes: Ensaio Clínico Randomizado
Caroline Amaro da Silva, Geovanna Peçanha Valério, Guido Artemio Marañón-vásquez, Andrea Domingues Ribeiro Toneto, Vitória Lorrany Andrade Santana, Ana Karolina Coelho, Jackeline Gallo do Amaral, Francisco Wanderley Garcia de Paula-silva
DCI-Departamento de Clínica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do uso de um aplicativo móvel (mHealth) na promoção da saúde bucal durante o pré-natal odontológico. Realizou-se um ensaio clínico randomizado com gestantes no primeiro trimestre, alocadas em grupo controle (n=31) e experimental (n=26). O grupo experimental utilizou o aplicativo GestaBem (CAAE: 86966725.9.0000.5419). As avaliações ocorreram no baseline (T0) e no segundo trimestre (T1), abrangendo índice de placa, sangramento gengival e CPO-D. Variáveis de alfabetização em saúde bucal (BOHL-AQ) e qualidade de vida (OHIP-14) foram coletadas para análise ao final da gestação (T2). A análise estatística utilizou Modelos Lineares Mistos para medidas repetidas (α=5%). No baseline, não houve diferença entre os grupos para BOHL-AQ (p= 0,479) e OHIP-14 (p=0,381), confirmando a comparabilidade inicial. Após 4 semanas (T1), o grupo controle apresentou aumento nos índices de placa e sangramento gengival (p<0,001). Em contrapartida, o grupo experimental manteve as condições clínicas iniciais, com interação grupo x tempo estatisticamente significante (p<0,001). Não foram observadas alterações no índice CPOD (p>0,05).

O uso do aplicativo GestaBem foi eficaz para a manutenção da saúde bucal a curto prazo. A ferramenta demonstrou ser uma estratégia viável no pré-natal odontológico, auxiliando na preservação das condições gengivais e favorecendo o comportamento de autocuidado das gestantes durante o período acompanhado.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/08389-9)
PNc0440 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Encaminhamento odontológico na primeira infância: fatores associados à conduta de médicos pediatras
Maria Rita Teixeira de Macedo, Letícia Pereira Martins, Jéssica Madeira Bittencourt, Cristiane Baccin Bendo Neves
Saúde Bucal da Criança e do Adoslescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O encaminhamento da criança do médico pediatra ao odontopediatra é fundamental para o início do acompanhamento odontológico e a implementação de medidas preventivas em saúde bucal. Este estudo objetivou identificar os fatores associados à frequência de encaminhamento de crianças de médicos pediatras aos odontopediatras. Foi realizado um estudo transversal com 162 odontopediatras de Minas Gerais, Brasil, nos anos 2024-2025. Os dados foram obtidos por meio de um questionário autoaplicado aos odontopediatras, convidados através redes sociais. Foi utilizado a amostragem não probabilística snowball. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (CAAE-74656423.4.0000.5149). A análise estatística foi realizada por meio da regressão de Poisson não ajustada e ajustada (p<0,05). O relato dos participantes mostrou que pais/responsáveis que informaram ter recebido instruções de saúde bucal do médico pediatra apresentaram 1,54 vezes maior probabilidade de receberem encaminhamento dos médicos pediatras para levarem o filho ao odontopediatra (95%IC=1,19-2,00). Odontopediatras que trabalhavam no setor privado tinham 2,02 vezes maior probabilidade de receber pacientes encaminhados (95%IC=1,01-4,08). Além disso, os odontopediatras que afirmaram possuir integração com médicos pediatras tiveram 1,52 vezes maior probabilidade de receberem pacientes encaminhados de médico pediatra (95%IC=1,19-1,96).

Os odontopediatras que receberam mais crianças encaminhadas pelos médicos pediatras são aqueles que atuavam no setor privado, que relatavam integração com médicos pediatras, e cujos pais/responsáveis receberam instruções sobre saúde bucal infantil do médico pediatra.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  N° 406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23)



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