9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 791 a 800


PNb0352 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Desigualdades em saúde bucal e diferenças no microbioma oral entre homens trans e mulheres trans
Lina Valentina Ribeiro Chaves, Marcela Castro de Oliveira, Cíntia Rodrigues Correa, Andréa Márcia de Souza, Cássia Alves de Lima Luna, Jôice Dias Corrêa
ODONTOLOGIA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar diferenças nas condições de saúde bucal, na utilização dos serviços odontológicos e no microbioma oral entre homens e mulheres trans. Estudo com 20 participantes (10 homens trans e 10 mulheres trans). Foram coletados dados sociodemográficos, uso de serviços e barreiras de acesso, além de exame clínico e coleta de saliva. O sequenciamento do gene 16S rRNA foi realizado em plataforma Illumina, com análise no QIIME2 e classificação pelo banco SILVA. Mulheres trans apresentaram maior de infecção pelo HIV (80% vs. 0%; p=0,0007) e periodontite (50% vs. 0%; p=0,0325), quando comparadas aos homens trans. Não foram observadas diferenças significativas quanto à gengivite e ao índice CPO-D. Além disso, mulheres trans apresentaram menor escolaridade (p=0,001), maior busca por atendimento odontológico de urgência e maior frequência de dor dentária (p=0,0108), acompanhada de maior impacto psicossocial relacionado à saúde bucal. Em contraste, homens trans relataram maior procura por consultas de rotina (p=0,0034). Embora não tenha sido identificada diferença global na diversidade microbiana entre os grupos (PERMANOVA, p=0,72), foram observadas distinções taxonômicas relevantes, com maior abundância de Actinomyces e Oribacterium em homens trans, e de Rothia, Haemophilus e Neisseria em mulheres trans.

Apesar da semelhança geral no microbioma, existem disparidades significativas, especialmente entre mulheres trans. O estudo reforça que a saúde bucal dessa população não pode ser compreendida apenas por marcadores biológicos, exigindo abordagem integrada que considere vulnerabilidades sociais, barreiras de acesso e iniquidades em saúde.

(Apoio: CAPES  N° II)
PNb0354 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

INSTRUMENTO FEAR OF MISSING OUT PARA ADOLESCENTES BRASILEIROS: ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL E VALIDAÇÃO
RENATA ELLEN SILVA SANTOS, Julia Raquel Oliveira de Abreu, Maria Eduarda Matos Sousa, Cristiane Braga Barbosa Machado-Silva, Saul Martins Paiva, Cacilda Castelo Branco Lima, Cristiane Baccin Bendo Neves
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se adaptar transculturalmente e avaliar as propriedades psicométricas da versão brasileira do instrumento Fear of Missing Out (FoMO) para adolescentes de 11 a 14 anos. O instrumento passou por tradução, retrotradução e avaliação por Comitê de Especialistas. Foi realizado um pré-teste com 4 adultos de 18 a 21 anos, seguido de pré-teste com 8 adolescentes de 11 a 14 anos. O segundo pré-teste foi realizado com 10 adolescentes da mesma faixa etária para obtenção da versão final do instrumento. A validação foi realizada com 50 escolares de Belo Horizonte - MG, e 50 de Teresina - PI. Os responsáveis responderam ao questionário socioeconômico/demográfico. Os adolescentes responderam sobre o uso de redes sociais, uso problemático de smartphone (UPS) por meio da Smartphone Addiction Scale - Short Version (SAS-SV), e ao FoMO. Após 15 dias, foi realizado reteste com o FoMO. Foram realizadas análises fatoriais, de confiabilidade e validade (p<0,05). A análise fatorial exploratória (KMO = 0,722; Teste de esfericidade de Barllet p<0,001) extraiu 3 fatores do FoMO, com 58,45% de variância total explicada. A análise fatorial confirmatória apresentou ajuste de modelo excelente quando considerada a solução de três fatores (CFI=0,958, TLI=0,939, SRMR=0,055 e RMSEA=0,054 [0,000-0,098]). A consistência interna do FoMO total apresentou resultado aceitável (α=0,77) e a estabilidade temporal foi excelente (ICC=0,88). A correlação entre o FoMO e UPS foi positiva e moderada (r=0,611; p<0,001). Adolescentes que possuíam redes sociais (p=0,040) e UPS (p<0,001) apresentaram maior média de FoMO.

A escala apresentou-se válida e confiável para avaliação de FoMO em adolescentes brasileiros de 11 a 14 anos.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  N° 305662/2025-2  |  INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNb0356 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Higiene oral e acesso a serviços de saúde bucal em adolescentes usuários de drogas: coorte de nascimento de São Luís-MA
Myllena Jorge Neves, Djalma Antonio de Lima Júnior, Carlos Alberto Corrêa Filho, Erika Barbara Abreu Fonseca Thomaz
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A adolescência é período suscetível ao uso de drogas, com impactos na saúde. Estigmas e ausência de políticas públicas efetivas podem ser barreiras de acesso aos serviços no Brasil, impactando a higiene oral. Todavia, pouco se sabe sobre seus efeitos na saúde bucal. O objetivo foi analisar o uso de serviços de saúde bucal e hábitos de higiene em adolescentes usuários de drogas lícitas e ilícitas em São Luís-MA. Estudo de coorte de nascidos vivos, iniciado em 1997/98 (baseline), com seguimentos em 2005 (T1) e em 2016 (T2). Para este estudo foram utilizados dados de 2.515 adolescentes avaliados no T2. Realizaram-se análises descritivas, estimando-se frequências absolutas e percentuais, com respectivos intervalos de confiança a 95% (IC95%); além de testes bivariáveis (Qui-quadrado, Fisher, Mann-Whitney e Kruskal-Wallis), com alfa de 5% (Stata 14). A prevalência de uso de drogas ilícitas foi de 18,09% (IC95%:16,60-19,66) e lícitas, 55,59% (IC95%:53,61-57,55). Álcool (54,2%) e maconha (18,1%) foram as drogas mais consumidas, como maior uso entre adolescentes com pais separados e de classes A-B (p<0,05). Não houve associação com higiene oral ou uso de serviços.

O consumo de drogas lícitas e ilícitas é alto entre adolescentes de São Luís-MA, e associado a fatores sociodemográficos, como sexo, composição familiar e de nível econômico.

(Apoio: CAPES)
PNb0358 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Características ultrassonográficas das glândulas salivares maiores de indivíduos com mucopolissacaridoses
Laura Silva Jerônimo, Fernanda Aragão Felix, Heloisa Vieira Prado, Sergio Lucio Pereira de Castro Lopes, Fernanda Luiza Araújo de Lima Castro, Maurício Augusto Aquino de Castro, Sílvia Ferreira de Sousa, Ana Cristina Borges Oliveira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo objetivou avaliar, por meio de ultrassonografia, as glândulas salivares maiores de indivíduos diagnosticados com mucopolissacaridoses (MPS). As MPS são um grupo de doenças genéticas raras que afeta diretamente o desenvolvimento esquelético e apresenta diversas alterações na região orofacial. Foi desenvolvido um estudo transversal com uma amostra de 15 indivíduos com MPS na faixa etária de 06 a 37 anos na Faculdade de Odontologia de uma universidade pública de Minas Gerais, região Sudeste do Brasil. Todos os participantes foram submetidos ao exame clínico e de ultrassonografia das glândulas salivares maiores, bem como estruturas adjacentes. A média de idade da amostra foi de 16,5 anos (±10,5) e a maioria era do sexo masculino (73,3%). Foram diagnosticadas anormalidades parenquimatosas na maior parte dos examinados (80,0%), com glândulas salivares com ecotextura heterogênea unilateral ou bilateral e focos hipoecoicos ovais únicos ou múltiplos. Também foram identificados focos hiperecoicos. Seis participantes foram diagnosticados com hipervascularização parenquimatosa (40,0%). O exame revelou linfonodos visíveis dentro ou adjacentes às glândulas parótidas e/ou submandibulares.

Por meio desse estudo concluiu-se que a ultrassonografia das glândulas salivares dos indivíduos com MPS revelou alterações parenquimatosas proeminentes, com áreas sugestivas de depósitos de alta densidade, aumento da vascularização em vários casos e presença acentuada de linfonodos na região.

(Apoio: CNPq  |  CAPES  |  PRPq/UFMG)
PNb0360 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Saúde Bucal do Idoso: guia preventivo para familiares e cuidadores como tecnologia educacional em promoção da saúde
Jamildo Carvalho de Azevedo, Marcelo Sperandio, Juliana Cama Ramacciato, Tatiane Marega
OPNE FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O envelhecimento populacional aumenta a demanda por estratégias educativas voltadas à promoção da saúde bucal do idoso, especialmente para familiares e cuidadores. Este trabalho desenvolveu um guia preventivo em formato de e-book, elaborado a partir de revisão da literatura científica e evidências sobre higiene bucal, uso de próteses, sinais de alerta e cuidados em idosos dependentes e com demência. O material foi estruturado como tecnologia educacional, com linguagem acessível e recursos ilustrativos para orientar práticas preventivas no cotidiano do cuidado. O produto contemplou conteúdos sobre prevenção de agravos bucais, identificação precoce de alterações e fortalecimento do papel do cuidador na manutenção da saúde oral e da qualidade de vida do idoso. Foi produzido um material didático com potencial para ampliar conhecimento, apoiar práticas de cuidado e favorecer ações de promoção da saúde em contextos domiciliares e institucionais. A tecnologia desenvolvida mostrou-se relevante como ferramenta de apoio educativo, contribuindo para qualificação do cuidado, prevenção de agravos bucais e melhoria da saúde e bem-estar da pessoa idosa.

O e-book mostrou potencial como tecnologia educativa para qualificar cuidadores e fortalecer ações preventivas em saúde bucal do idoso, contribuindo para promoção da saúde, prevenção de agravos e melhoria da qualidade de vida.

PNb0361 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Associação do uso do TikTok® e do maior tempo de exposição às mídias sociais com menor autoestima de adolescentes
Cristiane Braga Barbosa Machado-Silva, Jéssica Madeira Bittencourt, Saul Martins Paiva, Leniana Santos Neves, RENATA ELLEN SILVA SANTOS, Cristiane Baccin Bendo Neves
Saùde Bucal da criança e do adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a autoestima de adolescentes e associação com padrões de uso de mídias sociais (TikTok®, Instagram®, YouTube® e Facebook®) e fatores sociodemográficos. Foi desenvolvido um estudo transversal com adolescentes (pacientes e estudantes) da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A autoestima foi mensurada pela Escala de Autoestima de Rosenberg. Foram coletados dados sociodemográficos, uso e tempo de exposição às mídias sociais. Os dados obtidos foram analisados por estatística descritiva e regressão de Poisson não ajustada e ajustada (RP; IC95%, p < 0,05). A amostra foi composta por 158 adolescentes de ambos os sexos, com idade de 10 a 19 anos (média = 14,64 ± 2,61). Nenhuma associação significativa foi observada entre autoestima e o uso de YouTube®, Facebook® ou Instagram® (p>0,05). No modelo ajustado, foi observado que o uso de TikTok® apresentou associação com menores níveis de autoestima (RP=0,94; IC95%: 0,88-0,99; p=0,04). O maior tempo de uso de mídias sociais nos finais de semana também apresentou associação negativa com a autoestima dos adolescentes (RP=0,99; IC95%: 0,98-1,00; p=0,04). Adolescentes do sexo masculino apresentaram maiores níveis de autoestima em comparação a adolescentes do sexo feminino (RP=1,07; IC95%:1,00-1,13; p=0,03).

Conclui-se que adolescentes do sexo masculino apresentam maiores níveis de autoestima, enquanto o uso do TikTok® e o maior tempo de exposição às mídias sociais nos finais de semana estão associados a menores níveis de autoestima.

(Apoio: FAPEMIG   N° RED-00204-23  |  CNPq  N° 305662/2025-2  |   CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNb0362 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

PREFERÊNCIAS DOS ESTUDANTES DE ODONTOLOGIA NA ESCOLHA DE SEU PRÓPRIO DENTISTA
Juan Diego Torres-ribeiro, Júnia Maria Cheib Serra-negra, Saul Martins Paiva, Ivana Meyer Prado, Isabela Almeida Pordeus
Saúde Bucal da Criança e Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo preliminar avaliou os critérios considerados por estudantes de Odontologia brasileiros para a escolha de seu próprio Cirurgião-Dentista (CD), com ênfase na influência das redes sociais. Participaram 50 estudantes que responderam a um questionário online com perguntas sociodemográficas, uso de redes sociais, letramento em saúde digital através da versão brasileira do eHealth Literacy Scale (eHEALS) e critérios de escolha do seu(a) CD. A amostra foi majoritariamente feminina (84%), com predominância de participantes entre 17 e 22 anos (53,1%). A maioria (70%) relatou utilizar redes sociais entre 2:00 e 4:59 horas diárias e também as utiliza para obtenção de informações sobre serviços de saúde geral (74%) e odontológicos (86%). Embora 68% tenham consultado as redes sociais do(a) CD com quem se consultaram, a maioria não considera a presença digital tão importante quanto a qualificação técnico-científica (76%). Além disso, 50% já escolheram profissionais de saúde por meio das redes sociais e igual proporção relatou preferência por CD com presença digital. Entre aqueles que já escolheram CD através das redes sociais (28%), destacaram-se como fatores decisivos as postagens com imagens de resultados clínicos (64,3%), conteúdos educativos (64,3%) e depoimentos de pacientes (42,9%). O escore médio do eHEALS foi de 30,3 ± 4,8, sendo que 86% dos participantes apresentaram literacia em saúde digital considerada adequada.

Embora valorizem a formação técnico-científica, os estudantes estão inseridos em um contexto digital que podem influenciar suas percepções.

(Apoio: CAPES  N° 001   |  FAPs - FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 406840/2022-9)
PNb0363 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Projeto Odontologia hospitalar para pacientes oncológicos: impacto da extensão universitária na rede de apoio e cuidados no Sul de Minas
Joao Vitor da Cruz Pegoraro, Ronaldo Machado Souza Nascimento, Taysa Detimermane de Castro, Brendha Evellyn Santos E. Silva, Welligton Oliveira do Lago, Daniela Coêlho de Lima, Leandro Araújo Fernandes
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O projeto de extensão "Odontologia hospitalar para pacientes oncológicos" desenvolve ações educativas, preventivas, curativas e reabilitadoras na Universidade Federal de Alfenas/MG em parceria com o Centro de Oncologia do município e a Instituição filantrópica Vida Viva que abrange atualmente 24 municípios que atende a mais de 400 mil habitantes, sendo o principal polo de referência em saúde do Sul de Minas. Vigente desde 2018, o projeto apresenta uma equipe de 21 discentes de graduação e pós-graduação, além de 5 docentes da UNIFAL-MG, com reuniões quinzenais para planejamento e discussões de casos clínicos. O projeto também promove ações sociais, como arrecadação de alimentos, kits de higiene bucal e doação de cabelos. Além disso, produz materiais educativos direcionados à prevenção e ao autoexame do câncer bucal e realiza Feiras de Saúde locais, desenvolvendo orientações, exames clínicos e encaminhamentos para tratamento odontológico na UNIFAL. São realizadas capacitações internas e externas, bem como palestras aos universitários, visando ampliar o conhecimento em odontologia hospitalar. O atendimento clínico ocorre semanalmente, tanto no consultório do Vida Viva quanto nas clínicas da Universidade. O projeto ainda atua na divulgação científica por meio do Instagram, amplia o acesso à informação e incentiva ações solidárias. Apesar dos desafios para inserção da odontologia no ambiente hospitalar, o projeto estimula o interesse dos estudantes, estimula o desenvolvimento de uma equipe interprofissional e um trabalho multidisciplinar, além de contribuir para uma formação mais humanizada.

Assim, promove o cuidado integral, melhor adesão ao tratamento e aumenta a expectativa e qualidade de vida dos pacientes oncológicos.

PNb0364 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Interconsulta de puericultura na Atenção Primária à Saúde: perspectivas de residentes multiprofissionais
Raissa Taynnar Albuquerque Lopes, Giderlane Daianny de Souza Silva, Cláudia Helena Soares de Morais Freitas, Franklin Delano Soares Forte
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou como a puericultura é vivenciada como um espaço de colaboração interprofissional no contexto da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade (RMSFC). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada no município de João Pessoa, Brasil, com sete residentes do primeiro e segundo anos da Residência (R1 e R2) de diferentes núcleos profissionais. Os dados foram produzidos por entrevistas semiestruturadas e submetidos à análise temática de conteúdo. Os resultados evidenciam que a puericultura se configura como um dispositivo estratégico de articulação interprofissional, favorecendo a integralidade do cuidado à saúde da criança. Os residentes destacaram a relevância da troca de saberes, da comunicação efetiva e da construção conjunta de estratégias de cuidado, contribuindo para um acompanhamento mais qualificado e resolutivo. Contudo, persistem desafios, como a resistência de profissionais mais experientes à prática interprofissional e limitações estruturais presentes nas Unidades de Saúde da Família. Evidencia-se, ainda, a necessidade de fortalecimento da Educação Permanente em Saúde como estratégia para estimular e qualificar a colaboração entre equipes.

Conclui-se que a RMSFC constitui um espaço potente não apenas para a formação técnica, mas também para a transformação do processo de trabalho, contribuindo para o fortalecimento da atenção integral à saúde da criança na Atenção Primária à Saúde.

PNb0365 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Acolhimento à população LGBTQIAPN+ na Atenção Primária à Saúde: análise interprofissional e desafios para a odontologia
Giderlane Daianny de Souza Silva, Raissa Taynnar Albuquerque Lopes, Milene Dos Santos Madeiro, Wellington Bruno Alves de Souza, Cláudia Helena Soares de Morais Freitas
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O acolhimento na Atenção Primária à Saúde (APS) constitui diretriz central para a integralidade do cuidado, especialmente no atendimento à população LGBTQIAPN+. O objetivo deste trabalho foi analisar, comparativamente, a percepção e a prática do acolhimento a esse grupo entre diferentes categorias profissionais, com ênfase na odontologia. Trata-se de um estudo qualitativo realizado no município de João Pessoa, Brasil, com 30 participantes, incluindo médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas da APS. A coleta de dados ocorreu no período de novembro de 2025 a março de 2026, utilizando entrevistas com roteiro semiestruturado, em Unidades de Saúde da Família (USFs) dos cinco Distritos Sanitários, e os dados foram analisados por meio da análise temática de Bardin. Observou-se convergência na compreensão do acolhimento como escuta qualificada, respeito e organização do fluxo. Entretanto, emergiram diferenças entre as categorias. Médicos e enfermeiros relataram maior aproximação com questões de sexualidade, vínculo e acompanhamento longitudinal. Na odontologia, predominou uma prática centrada em queixas clínicas, associada à percepção de baixa procura e à compreensão de que a orientação sexual não interfere no cuidado em saúde bucal. Fragilidades como desconhecimento conceitual, dificuldades no uso do nome social e crenças pessoais configuram barreiras que comprometem a efetividade do acolhimento e a equidade no cuidado.

Conclui-se que o acolhimento é heterogêneo entre as categorias, evidenciando a necessidade de fortalecer a formação interprofissional e o desenvolvimento de práticas inclusivas por parte dos profissionais da odontologia.

(Apoio: CAPES)



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