9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 421 a 430


PN-R0528 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

Neoformação óssea em miniparafusos de titânio associado à elevação do seio maxilar com uso de biomateriais: estudo histológico em humanos
Bruno César Parpinelli, Polianne Alves Mendes, Celso Rogerio Martins Rocha, Sérgio Luís Scombatti de Souza, Fernando Antônio Mauad de Abreu, Mauricio Greco Cosso, Vânia Eloisa de Araújo Silva, Elton Gonçalves Zenóbio
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou a neoformação óssea na superfície de miniparafusos de titânio instalados durante a elevação do seio maxilar (ESM) com uso de biomaterial xenógeno ou sintético. Durante a ESM, o miniparafuso de titânio com superfície modificada foi utilizado na fixação da membrana de colágeno, com suas roscas em contato direto com o biomaterial utilizado. Após seis meses, os miniparafusos foram removidos por meio de uma trefina e processados para análise histológica e histomorfométrica. O contato osso-implante (BIC), fração de área óssea entre as roscas (BAFO), tecido ósseo neoformado (TON), matriz não mineralizada (MNM) e partículas de biomaterial remanescente (PBR) foram avaliados. Foram obtidos 8 espécimes de 8 indivíduos sendo: BioGen® (n=3), BioOss® (n=2) e OsteoGen® (n=3). A análise histológica demonstrou neoformação óssea organizada ao redor das partículas dos biomateriais e em contato direto com a superfície dos miniparafusos. Os valores médios de BIC foram 65,6% para BioGen®, 62,8% para BioOss® e 45,6% para OsteoGen®. O TON foi maior em BioOss® (68,0%) e OsteoGen® (65,0%) do que em BioGen® (43,5%), enquanto a MNM foi maior em BioGen® (52,5%). Não houve diferença significativa para BIC, TON e PBR; entretanto, BioGen® apresentou maior percentual de MNM. Os miniparafusos apresentaram características histológicas compatíveis com osseointegração aos seis meses.

A composição do BAFO infere que na ESM com biomateriais, deve-se considerar não apenas o contato osso-implante, mas também a maturação óssea para a carga funcional.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23)
PN-R0529 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

Avaliação da utilização e hábitos de higiene em usuários de prótese dentária no município de João Pessoa
Kaylanni Roberto Oliveira, Beatriz D´´avila Lins Lacerda, Bruna Kallyne Honorio da Silva, Leopoldina de Fátima Dantas de Almeida, Ana Carolina Loureiro Gama Mota
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se o comportamento e os hábitos de higiene adotados por usuários de próteses dentárias removíveis no município de João Pessoa. Foi realizado um estudo exploratório, descritivo e quantitativo, com 289 usuários que aguardavam atendimento no Centro de Especialidades Odontológicas - CEO Mangabeira e no Centro Odontológico de Cruz das Armas - COCA, na cidade de João Pessoa - PB. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário estruturado, traduzido para o português, contemplando variáveis sociodemográficas e aspectos relacionados ao uso de próteses, incluindo tipo e tempo de uso, uso noturno, histórico de alterações bucais, orientação profissional, hábitos de higienização, frequência, métodos, armazenamento e acompanhamento clínico. Os dados foram analisados por estatística descritiva. A amostra foi predominantemente feminina (67,5%), com faixa etária entre 60 e 69 anos (36,7%). Observou-se predominância de próteses totais (superior e inferior) e parciais (superior e inferior), ambas com 24,6%. A maioria utilizava escova com creme dental (87,9%) e realizava higienização três vezes ao dia (38,8%). Quanto às orientações sobre o uso da prótese, 68,2% não receberam instruções. Além disso, 54,3% relataram dormir com a prótese. Em relação ao armazenamento, 43,3% mantinham em água e 26,3% em ambiente seco. Apenas 9% relataram doenças associadas. Acerca do tempo de uso, 25,2% utilizavam a mesma prótese entre 21 e 30 anos. Em relação à última consulta, a maioria realizou atendimento em intervalo de 2 a 5 anos (37%).

Conclui-se que os participantes avaliados apresentaram conhecimento limitado sobre limpeza e manutenção de próteses removíveis, evidenciando a necessidade de ações educativas e acompanhamento clínico periódico.

PN-R0530 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

ASSOCIAÇÃO ENTRE TEMPO DE USO DE TELA E BRUXISMO: UM ESTUDO TRANSVERSAL
Helena Marques Keskoski, Eduardo Alan Blank, Júlia da Silva Germiniani, Flares Baratto Filho, Cristiano Miranda de Araujo, Jose Stechman-Neto, Angela Graciela Deliga Schroder, Flávio Magno Gonçalves
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O bruxismo é definido como um comportamento motor caracterizado por atividade repetitiva dos músculos mastigatórios, manifestando-se em vigília ou durante o sono. O objetivo do estudo foi avaliar a presença de bruxismo possível e investigar sua associação com o tempo de exposição às telas e a dependência de smartphones. Trata-se de um estudo observacional transversal conduzido com 326 indivíduos (média de idade 35,7±14,4 anos; 72,4% mulheres) recrutados por amostragem em bola de neve. Os dados foram coletados por questionário sociodemográfico, autorrelato de tempo de tela, Smartphone Addiction Scale (SAS-SV) e Oral Behavior Checklist (OBC). A normalidade da distribuição dos dados foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk. Para a análise inferencial, foram aplicados os testes U de Mann-Whitney na comparação de grupos e o qui-quadrado de independência para avaliar as associações entre as variáveis categóricas. Estimou-se a Razão de Chances (Odds Ratio - OR) com intervalo de confiança de 95% (IC 95%), nível de significância de 5% (p<0,05). O bruxismo do sono (BS) foi relatado por 39,5% (n=129) e o bruxismo de vigília (BV) por 18,4% (n=60). O tempo semanal de tela associou-se significativamente ao BS (p=0,011), mas não ao BV (p=0,296). A dependência de smartphones (SAS-SV) apresentou associação robusta com o BV (p=0,001; OR 2,56; IC 95%: 1,45-4,54), sem significância para o BS (p=0,261).

Os resultados sugerem que diferentes facetas do comportamento digital impactam o bruxismo de forma distinta: enquanto o volume total de exposição semanal correlaciona-se ao sono, a dependência psicológica (vício) parece modular o comportamento em vigília. Estudos longitudinais são recomendados para elucidar os mecanismos fisiopatológicos dessa relação.

PN-R0531 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

Matriz Óssea Bovina Desmineralizada em Reparo Peri-implantar e Biocompatibilidade Subcutânea: Estudo Pré-clínico
Maria Cristina Ruiz Voms Stein, Lara Cristina Cunha Cervantes, Natália Dos Santos Sanches, Sara Alves Berton, Estéfany Lopes Lemes do Prado, Caroline Liberato Marchiolli, Francisley Ávila Souza, Idelmo Rangel Garcia Junior
Departamento de Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A matriz óssea bovina desmineralizada (MOBD) é um biomaterial xenógeno osteocondutor, com potencial osteoindutor, amplamente empregado em procedimentos de regeneração óssea. Entretanto, sua utilização associada à instalação de implantes ainda é pouco investigada. O presente estudo avaliou a resposta tecidual à MOBD em modelo subcutâneo e durante a instalação de implantes de titânio com superfície de duplo ataque ácido (DAA), com ou sem aposição do biomaterial, em tíbia de ratos. Foram utilizados 48 ratos Wistar machos, distribuídos em dois modelos experimentais: subcutâneo e de osseointegração. No modelo subcutâneo, a MOBD foi analisada aos 7, 21 e 60 dias. No modelo de osseointegração, implantes DAA foram instalados com ou sem MOBD e avaliados aos 15 e 40 dias. As análises compreenderam MEV, EDX, µ-CT, histologia e histomorfometria. A caracterização topográfica evidenciou desmineralização completa e estrutura porosa rica em colágeno tipo I. A µ-CT demonstrou interfaces osso-implante adequadamente estabelecidas em ambos os grupos. A análise histomorfométrica revelou maior área de osso neoformado no grupo MOBD aos 15 dias (p = 0,042), sem diferença significativa aos 40 dias. O contato osso-implante foi superior no grupo DAA aos 40 dias (p = 0,034), sugerindo influência da topografia na integração osso-titânio. Os ensaios subcutâneos confirmaram biocompatibilidade e comportamento fibro-osteocondutivo.

Conclui-se que a MOBD apresenta comportamento biológico favorável e adequada biocompatibilidade, e sua associação a superfícies DAA configura estratégia promissora como adjuvante na regeneração óssea peri-implantar.

(Apoio: CAPES  N° 88887.891866/2023-00  |  CAPES  N° 88887.891866/2023-00)
PN-R0532 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

Efeito de diferentes profundidades de condutos radiculares na acurácia de escâneres intraorais
Tamires de Andrade Silva, Alberto Marçal Batista, Flávia de Souza Bastos, Ana Paula Fonseca de Almeida, Ricardo Tadeu Lopes, Guilherme da Rocha Scalzer Lopes, Rodrigo Furtado de Carvalho
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho foi avaliar a acurácia do escaneamento de espaços intra radiculares utilizando 5 scanners, comparando diferentes profundidades do canal. Foram utilizados 4 dentes bovinos unirradiculares, preparados endodonticamente, obtendo um remanescente com 2 mm de espessura de dentina para simular raízes fragilizadas. Os dentes foram preparadas com 4 profundidades diferentes, sendo elas 6, 9, 12 e 15 mm. Foram utilizados os scanners Primescan (P), 3Shape (3S), Dexis IS 3700 (D), Straumann Sirios (S) e Straumann Virtuo Vivo (V). Os dentes foram escaneados 10 vezes por cada equipamento. Como controle utilizou-se a micro-CT. Os dados volumétricos tridimensionais foram posteriormente obtidos através do software Meshmixer e as diferenças de volumes gerados entre os escaneamentos e a micro-CT analisadas pelo Jamovi. Todos os equipamentos apresentaram valores volumétricos positivos nas profundidades 6 e 9 mm demonstrando volumes maiores do que a micro-CT. Na profundidade de 12 mm os scanners (D, S e V) exibiram valores negativos em relação a micro-CT, subestimando o volume do canal. Na profundidade de 15 mm, os scanners (3S, D, S e V), apresentaram valores negativos de variação volumétrica indicando uma interação significativa entre scanner e profundidade.

Com isso, conclui-se que a tecnologia de obtenção de imagem utilizada por cada scanner e a profundidade dos canais radiculares interfere na acurácia da leitura dos scanners intraorais. Todos os equipamentos avaliados neste estudo apresentaram-se confiáveis nas profundidades de 6 e 9 mm. Recomenda-se que mais estudos in vivo sejam realizados.

PN-R0533 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

Influência de intermediários protéticos e resinas impressas na biomecânica de próteses implantossuportadas
Luisa de Lanna Reis Rocha, Guilherme Mendonça Benoni, Airin Avendano Rondon, Maribí Isomar Terán Lozada, Paulo Sérgio Borella, Carlos José Soares, Karla Zancopé
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As próteses implantossuportadas unitárias são amplamente utilizadas na reabilitação oral, porém estudos envolvendo resinas impressas são limitados. Este estudo teve como objetivo avaliar o desempenho biomecânico de coroas implantossuportadas confeccionadas com resinas impressas associadas a diferentes intermediários protéticos. Foram confeccionadas coroas em três resinas impressas e instaladas sobre três tipos de intermediários (n=5). Paralelamente, os mesmos grupos foram analisados por meio de elementos finitos, avaliando a distribuição de tensões e tensões equivalentes de von Mises. As amostras foram submetidas à fadiga mecânica, simulando envelhecimento clínico, e análise do padrão de falha por meio de microscopia eletrônica de varredura. Os dados foram submetidos à análise de normalidade, ANOVA de dois fatores, testes não paramétricos e teste do qui-quadrado (α=0,05). Os resultados demonstraram que o tipo de resina influenciou significativamente a resistência à fratura e o número de ciclos. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas para os intermediários nas variáveis carga e ciclos; entretanto, esse fator apresentou associação significativa com o padrão de falha. A análise por elementos finitos corroborou os achados experimentais, evidenciando diferentes padrões de concentração de tensões entre os grupos.

Conclui-se que o material restaurador é o principal determinante do desempenho mecânico, enquanto o tipo de intermediário influencia o modo de falha e a distribuição de tensões.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 422603/2021-0  |  INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PN-R0534 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

Nanopartículas de ZnO sintetizadas com [I]Schinopsis brasiliensis no controle de biofilme de [I]Candida spp - estudo in vitro
Lorena Pinheiro Dantas Farias, Lorena Maranhão de Lima, Luciana Mara Peixôto Magalhães, Israel Luís Diniz Carvalho, Weslley de Souza Paiva, Moan Jéfter Fernandes Costa, Pedro Henrique Sette-de-Souza
Programa de Pós Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os biofilmes formados por [I]Candida spp estão associados ao aumento da resistência antifúngica e à falha terapêutica, representando um desafio relevante na prática odontológica. Nesse contexto, nanopartículas obtidas por síntese verde têm emergido como alternativa promissora, associando potencial antimicrobiano e sustentabilidade. Avaliou-se o efeito de nanopartículas de óxido de zinco sintetizadas a partir de [I]Schinopsis brasiliensis sobre a formação de biofilme de [I]Candida spp, comparando com extratos não nanoestruturados. Em estudo in vitro, nanopartículas de óxido de zinco foram sintetizadas por via verde utilizando extratos de [I]Schinopsis brasiliensis. Foram avaliadas [I]C. albicans, [I]C. tropicalis, [I]C. parapsilosis e [I]C. glabrata, distribuídas em quatro grupos: NanoBRFO, BRFO, nanopartículas de Braúna Casca e BRCA. A formação de biofilme foi quantificada por ensaio de atividade metabólica. A eficácia variou conforme a espécie. O grupo NanoBRFO apresentou os menores percentuais de biofilme em [I]C. tropicalis (19,50%) e [I]C. parapsilosis (14,45%), com diferença estatística em relação aos demais grupos. Em [I]C. albicans e [I]C. glabrata, não houve diferença significativa entre NanoBRFO e BRFO. Formulações com BRCA apresentaram menor eficácia.

As nanopartículas sintetizadas por via verde apresentaram atividade antibiofilme dependente da espécie, com melhor desempenho frente a [I]C. tropicalis e [I]C. parapsilosis, evidenciando potencial como alternativa no controle de biofilmes fúngicos.

PN-R0535 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

Ozonioterapia local como estratégia preventiva da osteonecrose após instalação de implante imediato: estudo pré-clínico
Mateus Torres e Silva, Maísa Pereira da Silva, Maria Eduarda de Freitas Santana Oliveira, Paulo Matheus Honda Tavares, Mylena Fernanda de Oliveira Santos, Nicole Barroso Quintino de Oliveira, Roberta Okamoto, Francisley Ávila Souza
Departamento de Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da ozonioterapia no reparo peri-implantar de ratos tratados com ácido zoledrônico (AZ). Para isso, foram utilizados 64 ratos Wistar machos divididos em quatro grupos (n=16): Todos eles receberam seis aplicações de AZ (0,035 mg/kg) por via caudal, com intervalos de 15 dias. Os animais foram submetidos à instalação de implantes imediatamente após exodontia do primeiro molar inferior direito, seguindo com as seguintes terapias: ZOL - apenas tratamento com AZ, GG - ozônio gasoso (60 µg/mL), GO - óleo ozonizado (0,1 mL) e GGO - ozônio gasoso e óleo ozonizado. As terapias com ozônio foram aplicadas na mucosa peri-implantar a cada quatro dias durante quatro semanas. Os animais foram eutanasiados aos 28 dias pós-operatórios para análise clínica, biomecânica, caracterização topográfica da superfície dos implantes, microtomográfica e histológica. Os grupos GG e GGO apresentaram menor gravidade no estadiamento clínico (p<0,05). O grupo GG apresentou maior média para o torque de remoção. Maiores concentrações de cálcio e fósforo foram detectadas nos grupos GO e GG. A porcentagem de área óssea total e de neoformação foi maior nos grupos tratados com ozônio em comparação ao ZOL, embora o contato osso-implante tenha sido semelhante entre os grupos. Além disso, todos os grupos submetidos à ozonioterapia apresentaram maior cobertura epitelial, área de osso vital e maior volume ósseo, sugerindo efeito protetor sobre a qualidade do reparo peri-implantar.

Conclui-se que a ozonioterapia modulou positivamente o reparo peri-implantar em modelo experimental, e demonstra potencial como abordagem adjuvante para prevenção da osteonecrose durante a reabilitação com implantes em pacientes de risco.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/11004-1)
PN-R0537 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 14

Avaliação da associação entre genes e morfologia de estruturas do ramo mandibular
Juliane Cora da Silva, Daniela Cunha Coelho, Flares Baratto Filho, Vania Gomes Moraes, Erika Calvano Kuchler, Lívia Azeredo Alves Antunes, Leonardo dos Santos Antunes, Flávio Magno Gonçalves
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre a morfologia de estruturas mandibulares e polimorfismos em genes que codificam fatores de crescimento. Foram avaliados 240 indivíduos (150 mulheres e 90 homens) por meio de radiografias panorâmicas, com classificação bilateral do côndilo mandibular, incisura mandibular e processo coronóide. Amostras de DNA foram analisadas para os polimorfismos dos genes EGF (rs2227983, rs4444903, rs2237051, rs763317), TGFB1 (rs1800470, rs4803455) e TGFBR2 (rs764522, rs3087465). A associação entre as variáveis morfológicas e os genótipos foi avaliada pelo teste do qui-quadrado (α = 5%). A morfologia condilar arredondada foi a mais frequente (41,7% à esquerda e 44,5% à direita), seguida pelas formas plana e irregular. A incisura mandibular apresentou predominância do tipo arredondado, enquanto o processo coronóide foi majoritariamente do tipo reto. Não foram observadas associações significativas entre sexo e morfologia das estruturas avaliadas (p > 0,05). Observou-se associação estatisticamente significativa entre a morfologia do côndilo esquerdo e o polimorfismo rs2227983 do gene EGF (p = 0,031), bem como entre a morfologia da incisura esquerda e o polimorfismo rs1800470 do gene TGFB1 (p = 0,038). Os demais polimorfismos não apresentaram associação significativa (p > 0,05).

Conclui-se que polimorfismos nos genes EGF e TGFB1 podem estar associados a variações morfológicas no côndilo mandibular e na incisura mandibular.

PN-R0538 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 14

Avaliação da osseointegração de implantes imediatos com filme de quitosana sinvastatina em alvéolos com periodontite experimental prévia
Ester Oliveira Santos, Elisa Mara de Abreu Furquim, Ruan Henrique Delmonica Barra, Otávio Augusto Pacheco Vitória, Edilson Ervolino, Diana Gabriela Soares, Mariza Akemi Matsumoto, Juliano Milanezi de Almeida
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a osseointegração de implantes imediatos funcionalizados com filme de quitosana-sinvastatina (Q-S) instalados em alvéolos previamente contaminados por histórico de periodontite experimental.Vinte ratos machos (Wistar) foram divididos em dois grupos (n=10) experimentais: PE-NF: foram instalados implantes de titânio com a superfície tratada por jateamento e duplo ataque ácido; PE-F: foram instalados implantes de titânio com a superfície tratada por jateamento e duplo ataque ácido recoberto com filme de Q-S. A periodontite foi induzida 14 dias antes da extração dos primeiros molares superiores, seguida da instalação imediata dos implantes nos alvéolos mesiais (dia 0) de acordo com os grupos experimentais PE-NF e PE-F. As eutanásias foram 45 dias após a instalação dos implantes, e os espécimes coletados foram processados para análise microtomográfica e para as análises histológica, e imunohistoquímica para detecção de TNF-α, IL-1β e IL-10. Após análise de normalidade e homocedasticidade, os dados passaram pelos testes mais adequados com significância de 5% (p≤0,05). Na análise microtomográfica, apenas o grupo PE-NF apresentou número significativo maior de trabéculas. Na análise histológica ambos os grupos apresentaram sinais de inflamação e contaminação, apresentando tecido fibroso interposto com espaço antes ocupado pelo implante, indicando ausência de osseointegração. Os marcadores TNF-α e IL-1β tiveram alto padrão de imunomarcação e IL-10 prevaleceu o padrão moderado.

Conclui-se que o histórico de periodontite prévia foi um fator prejudicial para o processo de osseointegração. A funcionalização dos implantes com um filme de Q-S não proporcionou melhoras neste cenário clínico.

(Apoio: CAPES  N° 88887.839129/2023-00)



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