9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2757 Resumo encontrados. Mostrando de 2301 a 2310


RCR063 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Condições Sistêmicas Associadas à Hipomineralização Molar Incisivo: Uma Revisão de Escopo
Thayná Rodrigues Gomes, Aline Sampieri Tonello Benazzi, Susilena Arouche Costa, Lorena Lúcia Costa Ladeira, Marcela Mayana Pereira Franco, Erika Barbara Abreu Fonseca Thomaz, Cláudia Maria Coêlho Alves, Cecilia Claudia Costa Ribeiro
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de escopo visou mapear as evidências científicas disponíveis sobre as condições sistêmicas associadas à Hipomineralização de Molares e Incisivos (HMI) em crianças e adolescentes. Conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, a busca abrangeu seis bases de dados eletrônicas (PubMed, Scopus, Web of Science, Embase, Cochrane e LILACS) utilizando a estratégia PCC. Foram incluídos 48 estudos originais e revisões publicados entre 2008 e 2026. A síntese das evidências revelou uma etiologia multifatorial, destacando-se as doenças respiratórias (asma, pneumonia e bronquite) e gastrointestinais (especialmente a doença celíaca) como os fatores mais consistentemente associados. Episódios de febre alta, infecções urinárias, otite, uso frequente de amoxicilina nos primeiros anos de vida e fatores perinatais, como prematuridade e icterícia neonatal, também foram mapeados como preditores relevantes. Condições dermatológicas, como dermatite atópica, e a infecção pelo HIV surgiram como associações significativas em estudos recentes. Os mecanismos biológicos propostos envolvem hipóxia, acidose respiratória e interferência no metabolismo do cálcio e vitamina D, prejudicando a mineralização do esmalte pelos ameloblastos.

Conclui-se que a HMI atua como um potencial indicador clínico da saúde sistêmica do indivíduo, reforçando a necessidade de uma abordagem multiprofissional entre odontopediatras e pediatras para o diagnóstico precoce e manejo integral das condições de saúde e suas manifestações bucais.

(Apoio: CAPES)
RCR064 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Realidade Estendida na Ortodontia: revisão de escopo das tendências educacionais e clínicas
Maristela Barriento Lopes Peron, Thais Salgado Brandão, Jorge Daniel Aguirre, Eduardo Antonio Alvarez Palacios, Selly Sayuri Suzuki, Luciana Butini Oliveira
pós graduação FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A realidade estendida (RE), que inclui realidade virtual (RV), realidade aumentada (RA) e realidade mista (RM), tem sido cada vez mais utilizada na ortodontia para aprimorar a visualização imersiva e a simulação de procedimentos. No entanto, a base de evidências ainda permanece fragmentada entre os contextos educacional e clínico. Esta revisão de escopo seguiu as diretrizes PRISMA-ScR e foi registrada na plataforma OSF (DOI: 10.17605/OSF.IO/QBG87). As buscas foram realizadas em oito bases de dados e em fontes de literatura cinzenta. De um total de 1.459 registros identificados, 34 estudos atenderam aos critérios de inclusão, dos quais 82% foram publicados a partir de 2020.Os estudos foram categorizados em oito áreas de aplicação: colagem de bráquetes, mini-implantes, cirurgia ortognática, análise cefalométrica e facial, modelos digitais, dentes impactados, controle emocional e ensino e treinamento. A RV foi a tecnologia mais utilizada (44,4%), seguida da RA (38,2%) e da RM (17,4%). A RV foi empregada principalmente para aprendizagem imersiva e treinamento pré-clínico, enquanto a AR e a MR concentraram-se na precisão clínica e na orientação de procedimentos. Metade dos estudos envolveu estudantes, residentes ou ortodontistas e frequentemente comparou intervenções com XR a métodos tradicionais.

A RE demonstra potencial como ferramenta complementar na educação e na prática clínica em ortodontia; entretanto, as evidências ainda estão em estágios iniciais e apresentam grande variabilidade. Sua consolidação exigirá ensaios clínicos robustos, metodologias padronizadas, maior acessibilidade e integração curricular.

RCR065 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Retenção prolongada do incisivo central superior associada à presença de mesiodens: relato de caso
Renata Dos Santos Nudi, Wagner de Oliveira, Ellen Eduarda Fernandes, Mônica Fernandes Gomes, Sigmar de Mello Rode
INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O mesiodens é um tipo de dente supranumerário localizado entre os incisivos centrais superiores. Trata-se de uma anomalia relativamente frequente na prática odontopediátrica, geralmente associada a distúrbios durante o desenvolvimento dentário. Sua origem está associada à hiperatividade da lâmina dentária e pode ser herdada como uma característica autossômica dominante, dificultando potencialmente a erupção dos dentes permanentes. O diagnóstico é realizado por meio de radiografia panorâmica e sua remoção, frequentemente cirúrgica, pode exigir tomografia computadorizada para uma localização precisa, o que foi realizada no presente caso. O objetivo deste relato é descrever uma estratégia de tratamento para casos incomuns de impactação de dente permanente causada por um supranumerário, disponibilizando informações relevantes para os dentistas. O caso apresentado envolve um paciente de 11 anos que apresentava ausência de erupção do dente 21. A radiografia panorâmica evidenciou a presença de um mesiodens na região. Diante disso, foi planejada a remoção cirúrgica do dente supranumerário, seguida da colagem de um botão ortodôntico no dente 21 para realização da tração. Esta foi conduzida por meio de fios de níquel-titânio e aço, ancorados ao botão, com criação de espaço nessa região. Como resultado, o dente foi tracionado com sucesso para a posição correta na arcada dentária, proporcionando não apenas reabilitação funcional e estética, mas também melhorando a autoestima e a confiança do paciente ao sorrir.

Este relato de caso demonstra a importância do diagnóstico precoce e de uma abordagem interdisciplinar no tratamento de dentes inclusos, contribuindo para a previsibilidade e estabilidade dos resultados clínicos.

RCR066 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Parâmetros salivares em indivíduos em tratamento ortodôntico com alinhadores: uma revisão de escopo
Nathalia Araujo Bim, Jessica Tavares do Nascimento de Sousa, Beatriz Tebalde Albuquerque de Souza, Livia Araujo Alves, Tamara Kerber Tedesco, Michele Baffi Diniz
Ciências Odontológicas UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de escopo objetivou sintetizar evidências sobre parâmetros salivares investigados em crianças, adolescentes, adultos jovens e adultos em tratamento ortodôntico com alinhadores. O estudo seguiu o PRISMA-ScR, com busca sistemática da literatura até setembro de 2025 nas bases MEDLINE/PubMed, Scopus e Web of Science, além do ProQuest. Dois revisores independentes selecionaram os estudos no Rayyan e realizaram a coleta e extração dos dados. Foram incluídos estudos abrangendo ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais, série de casos e relato de caso. Dos 3.225 registros identificados, 22 estudos publicados entre 2018 e 2025 foram incluídos. As pesquisas ocorreram em diferentes países, com amostras de 10 a 90 participantes e predominância do sistema InvisalignT (59,1%). Observou-se ampla heterogeneidade metodológica quanto ao delineamento, às técnicas de coleta salivar e ao contexto clínico descrito. Apenas um estudo avaliou crianças. Os principais parâmetros avaliados incluíram microbioma oral, bactérias cariogênicas, marcadores de estresse oxidativo, capacidade antioxidante, fluxo salivar, capacidade tampão, pH, mediadores inflamatórios, alfa-amilase, cortisol, bisfenol A (BPA), aminoácidos e metabólitos endógenos.

Conclui-se que o tratamento ortodôntico com alinhadores pode estar associado a alterações mensuráveis nos parâmetros salivares em diferentes grupos etários. Os estudos concentram-se no microbioma, em marcadores inflamatórios, oxidativos e físico-químicos da saliva, mas ainda são necessários estudos padronizados, com maior diversidade de sistemas de alinhadores, faixas etárias e métodos de coleta, para esclarecer a relevância clínica dessas alterações.

(Apoio: CAPES)
RCR067 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Expansão Maxilar em Pacientes com Trissomia do 21: uma Revisão de Escopo
Amanda Lopes, Cibelle Cristina Oliveira Dos Santos, Flavia da Costa Rosa, Vanessa de Couto Nascimento, Daniela Garib, Felicia Miranda, Bruna Lavinas Sayed Picciani, Camila Massaro
Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Col. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Indivíduos com trissomia do cromossomo 21 (T21) apresentam, com frequência, alterações craniofaciais e oclusais que demandam intervenção ortodôntica transversal, com destaque para a expansão maxilar. No entanto, a evidência científica sobre o protocolo de tratamento e os efeitos da expansão nesses pacientes ainda se apresenta escassa. Assim, esta revisão de escopo teve como objetivo mapear a literatura sobre a expansão maxilar em indivíduos com T21, considerando protocolos terapêuticos e desfechos clínicos. A revisão foi conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, com buscas em dez bases de dados eletrônicas e literatura cinzenta, atualizadas até setembro de 2025. Foram incluídos estudos intervencionais que avaliaram a expansão maxilar em pacientes com T21. A seleção dos estudos e a extração dos dados foram realizadas por dois revisores de forma independente. Dos 1.577 registros identificados, seis estudos (2005-2023) foram incluídos. A expansão rápida da maxila foi o protocolo mais utilizado. Os estudos demonstraram aumento das dimensões transversais da maxila, melhora das relações oclusais, e benefícios funcionais relacionados à fala e à respiração. Também foram relatados efeitos adversos, como lesões traumáticas na mucosa oral e necessidade de interrupção do tratamento.

Embora benefícios dentoesqueléticos e funcionais tenham sido observados, as evidências disponíveis ainda são escassas e heterogêneas. Ainda assim, a expansão maxilar representa uma abordagem segura, promissora e necessária em pacientes com T21. Portanto, destaca-se a necessidade de estudos clínicos futuros para melhor compreensão dos efeitos da expansão em pacientes com T21, a fim de orientar a prática clínica e o desenvolvimento de protocolos.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/11515-9  |  FAPERJ  N° E-26/202.928/2023)
RCR068 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Avaliação de modelos e radiográfica das alterações dento esqueléticas após expansão rápida da maxila com aparelho de Haas modificado
Luana Talarico Leal Vieira Dacome, Erika Bohrer Cassio, Victor Talarico Leal Vieira, Flávio Rodrigues Ferreira Alves, Sérgio Ricardo da Silva, Karin Zuim, Carolina Kaminski Sanz
Odontologia UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A expansão rápida da maxila (ERM) é amplamente empregada na correção de deficiências transversais de pacientes em crescimento, especialmente na dentição mista, sendo associada à abertura da sutura palatina mediana e alterações dento esqueléticas significativas. Esse estudo teve como propósito avaliar qualitativamente e quantitativamente os efeitos clínicos, dentários e esqueléticos do uso de um aparelho Haas modificado. Foram analisados três pacientes com idades entre 8 e 12 anos (2 do sexo masculino e 1 do sexo feminino), em dentição mista, com deficiência transversa da maxila, submetidos à ERM em clínica privada. A avaliação qualitativa foi realizada através de radiografias oclusais superiores em três momentos: inicial, após a ativação do aparelho e após três meses de contenção. Permitindo comparar etapas distintas da separação da sutura palatina mediana e da neoformação óssea. Em todos os casos, observou-se separação da sutura palatina mediana, evidenciada clinicamente por diastema interincisal e confirmada radiograficamente. A análise quantitativa de modelos de gesso, realizada por meio de paquímetro, demonstrou aumento significativo da largura do arco maxilar, associado à melhora na inclinação dos dentes posteriores e a resultados funcionais satisfatórios. Os exames de acompanhamento revelaram indícios de calcificação da sutura palatina mediana, sugerindo atividade osteogênica e estabilidade precoce.

Sugere-se que o aparelho Haas modificado apresenta potencial eficácia na correção de deficiências transversais da maxila em pacientes na dentição mista, promovendo alterações clínicas e esqueléticas favoráveis, com indícios de estabilidade no período avaliado.

(Apoio: CAPES)
RCR069 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

HMGB1 como Mediador Inflamatório na Remodelação Óssea Associada à Movimentação Dentária Ortodôntica: Revisão de Escopo
Ana Flávia César Guimarães, Callebe Carneiro de Melo, Izabela Soares Zappalá, Danielle Mandacaru-ramos, Maria Leticia Ramos-Jorge, Leandro Silva Marques
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo mapeia e sintetiza evidências sobre a influência da proteína HMGB1 (High Mobility Group Box 1) nos processos inflamatórios e sua relação com a remodelação óssea durante a movimentação dentária ortodôntica. Trata-se de uma revisão de escopo conduzida conforme o JBI (Joanna Briggs Institute) e reportada segundo PRISMA-ScR (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews), com protocolo registrado na OSF (Open Science Framework). A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), Scopus, Web of Science, Embase, LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), ScienceDirect, Periódicos CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e Google Scholar. Foram incluídos estudos clínicos e experimentais (in vivo e in vitro) sobre o papel da HMGB1 na modulação inflamatória e remodelação óssea. Os achados indicam que a HMGB1 atua como mediador inflamatório periodontal, com funções pró-inflamatórias e regenerativas, sendo liberada por estímulos mecânicos e participando da ativação do sistema RANK/RANKL/OPG (Receptor Activator of Nuclear Factor kappaB, RANK Ligand e Osteoprotegerina), influenciando assim osteoclastos e osteoblastos. Atua ainda como alarmina, promovendo ativação de macrófagos e amplificação da resposta imune.

Portanto, observa-se uma variedade metodológica e baixa padronização clínica, indicando a necessidade de estudos bem delineados com o intuito de elucidar o papel da HMGB1 na interface entre inflamação e remodelação óssea durante a movimentação dentária ortodôntica.

(Apoio: CAPES  N° 88887.201805/2025-00)
RCR070 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Overlays funcionais impressas em 3D no tratamento da Classe III mandibular em pacientes hipodivergentes em crescimento
Genesio Aparecido Rosani, Jefferson Vinicius Bozelli, Murilo Henrique Cruz, Suelen Cavalcante Ferreira Schumiski, José Rino Neto, João Batista de Paiva
Ortodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este relato de caso descreve uma abordagem alternativa para o tratamento da má oclusão de Classe III em paciente em crescimento com padrão hipodivergente, com foco em um protocolo independente da colaboração. Paciente masculino, 7,8 anos, apresentou Classe III esquelética (ANB -2,64º), padrão vertical hipodivergente (FMA 14,28º; SN-GoGn 23,95º), mordidas cruzadas anterior e posterior e altura facial inferior reduzida. O diagnóstico de TDAH indicou a necessidade de um tratamento pouco dependente de cooperação. O plano terapêutico incluiu Overlays de Posicionamento Funcional impressos em 3D, cimentados nos molares decíduos, visando aumento da dimensão vertical e rotação mandibular horária. O fluxo digital envolveu escaneamento intraoral, planejamento no CliniCAD® e impressão com resina biocompatível. Um aparelho fixo (2x2) foi utilizado para proclinação dos incisivos. A mordida cruzada posterior foi corrigida imediatamente após a instalação dos overlays, enquanto a anterior foi corrigida após dois meses. O aparelho fixo foi removido aos seis meses. Após 12 meses, observou-se padrão esquelético de Classe I (ANB 0,89º), melhora do padrão vertical (FMA 20,35º) e aumento da altura facial inferior. A TCFC evidenciou deslocamento anterior dos côndilos.

O uso de Overlays de Posicionamento Funcional impressos em 3D provou ser uma alternativa viável e independente da colaboração para o tratamento interceptivo da má oclusão esquelética de Classe III em paciente hipodivergente.

RCR071 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Disjunção palatina em adultos realizada MARPE - disjuntor suportado por mini implantes ortodônticos
Marcus Paulo Ruffo Trunzo, Giovanna de Castro Ribeiro Borsoni, Bruno de Paula Machado Pasqua, Jessica Barbar Przybysz Gaede, Rafael Gorghetto Domingos, João Batista de Paiva, José Rino Neto
DIAGNÓSTICO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

MARPE (Miniscrew Assisted Rapid Palatal Expansion) é um aparelho ortodôntico que tem a finalidade de tratar mordidas cruzadas em adultos, tendo o intuíto de evitar o procedimento cirurgico de disjunção e suas desvantagens. Nesta modalidade, o aparelho disjuntor em sua base é associado aos miniimplantes ortodônticos, sendo assim o disjuntor não depende da ancoragem dental, podendo eliminar os efeitos indesejáveis na região dentoalveolar de dentes posteriores, atuando diretamente na estrutura esquelética, prometendo viabilizar o processo de disjunção sem a necessecidade de osteotomias. No entanto, nos adultos ainda há dificuldades na disjunção palatina devido à forte consolidação das suturas maxilares, sendo o sucesso do procedimento limitado, devido a fatores ainda a serem estudados. Um dos fatores que deve ser levado em consideração é a idade do paciente, pois quanto mais elevada a idade, maior a consolidação das suturas maxilares, portanto será menor a chance de sucesso . Esse aparelho foi apresentado na literatura científica em 2010, por Kee Joon Lee, podendo ter um índice de sucesso de até 80% em adultos jovens e adolescentes. O presente relato de caso clínico tem o objetivo de apresentar a aplicação desse aparelho em um adulto de 39 anos com atresia maxilar e mordidas cruzada posterior bilateral, no qual foi utilizado o MARPE associado a 6 miniimplantes (3 em cada hemi maxila).

Neste caso obtivemos êxito, mostrando que essa técnica pode ser eficaz, mesmo em adultos com idade já avançada. Porém esta técnica ainda necessita de estudos, buscando esclarecer quais os motivos quando não se consegue o êxito, para assim propor as modificações em sua técnica de aplicação.

RCR072 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Comparação entre as técnicas MARPE e SARPE no padrão de abertura da sutura palatina mediana: relato de caso
Rafael Gorghetto Domingos, Jessica Barbar Przybysz Gaede, Giovanna de Castro Ribeiro Borsoni, Bruno de Paula Machado Pasqua, Marcus Paulo Ruffo Trunzo, João Batista de Paiva, José Rino Neto
Ortodontia e Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Introdução - A expansão rápida da maxila é indicada para pacientes adultos que apresentam deficiência no desenvolvimento transversal maxilar, sendo a Expansão Rápida da Maxila Assistida por Mini-Implantes (MARPE) e a Expansão Maxilar Cirurgicamente Assistida (SARPE) alternativas viáveis visando a correção desta deformidade; entretanto o padrão de abertura da sutura palatina mediana pode apresentar um padrão diferente entre as técnicas. Objetivo - Analisar o padrão de abertura desta sutura em dois pacientes adultos submetidos às técnicas MARPE e SARPE, por meio de Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC). Relato dos Casos: Caso 1 (MARPE): Paciente do gênero feminino, 38 anos, portadora de mordida cruzada posterior esquelética. Foi usado um disjuntor ancorado em seis mini-implantes. A ativação seguiu o protocolo de 1/4 de volta a cada 2 dias. Caso 2 (SARPE): Paciente do gênero feminino, 29 anos, portadora de mordida cruzada posterior esquelética. Foi usado um expansor hyrax para a disjunção assistida cirurgicamente. Foi usado um protocolo de duas ativações ao dia. Nas duas pacientes a expansão ocorreu até se atingir o descruzamento posterior. Resultados - A TCTF evidenciou que na técnica MARPE, a ancoragem esquelética proporcionou uma abertura mais uniforme da sutura, resultando um padrão paralelo de separação dos ossos maxilares. Na técnica SARPE, a biomecânica do expansor dentossuportado demonstrou um padrão de abertura maior na região anterior. A expansão transversal maxilar foi efetiva nas duas técnicas.

Conclusão - Os casos clínicos demonstraram um padrão diferente de abertura da sutura palatina mediana entre as duas técnicas, sem que haja influência negativa nos resultados clínicos almejados com a disjunção maxilar.

(Apoio: CAPES  N° 88887.250547/2026-00)



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