9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2757 Resumo encontrados. Mostrando de 2261 a 2270


RCR019 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Efeito analgésico da fotobiomodulação e impacto na qualidade de vida após tratamento endodôntico: Relato de Casos
Caroline Beatriz Alves, Rafael Chies Hartmann, Maximiliano Schunke Gomes, Daiana Elisabeth Böttcher
Pós-graduação PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A dor pós-operatória (DPO) após o tratamento endodôntico é uma queixa clínica frequente, capaz de impactar a qualidade de vida e demandar o uso de fármacos. Este estudo objetivou descrever o efeito analgésico da fotobiomodulação (FBM) com laser de baixa potência (LBP) e seu impacto na qualidade de vida de pacientes com periodontite apical sintomática e assintomática submetidos ao tratamento endodôntico. Foram selecionados dois pacientes participantes de um ensaio clínico randomizado, um de cada condição clínica, tratados por terapia endodôntica convencional associada a uma aplicação de LBP (2,5 J por ponto) na região dos ápices radiculares, por vestibular e palatino, após o preparo químico-mecânico (PQM) e a obturação. A dor foi mensurada por escala numérica (6, 12, 24 e 72 horas) e a qualidade de vida pelo questionário OHIP-14 (inicial, 14 dias após o PQM e a obturação, e seis meses após o tratamento). No caso sintomático, o OHIP inicial foi 26, com ausência de DPO em todos os períodos avaliados e OHIP zero nos acompanhamentos. No caso assintomático, o OHIP inicial foi 14 e não houve dor após o PQM. Contudo, após a obturação, houve dor moderada (atribuída à extrusão de cimento), com redução progressiva até 72 horas e OHIP zero após seis meses.

Os casos clínicos descritos sugerem que o protocolo de FBM adotado, sem uso de analgésico, possa ser suficiente no controle da DPO e na melhora da qualidade de vida, representando uma alternativa potencial ao uso de fármacos.

RCR020 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Irrigantes em procedimentos endodônticos regenerativos: entre a desinfecção e a preservação do potencial regenerativo
Ximena Paola Escobedo Jiménez, Daniela Martins Lacerda Manzini, Jesus Aranda Rojas Lopez, Gisele Faria
ODONTOLOGIA RESTAURADORA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os procedimentos endodônticos regenerativos (REPs) requerem protocolos de irrigação que promovam desinfecção sem comprometer a viabilidade das células da papila apical. Este estudo mapeou os irrigantes empregados nos REPs bem como sua biocompatibilidade, citotoxicidade e bioatividade por meio de revisão narrativa de 31 estudos indexados no PubMed e Scopus, incluindo ensaios in vitro, modelos ex vivo, estudos em animais e ensaio clínico. Na instrumentação "mínima", o hipoclorito de sódio (NaOCl) foi o mais utilizado pela elevada ação antimicrobiana, porém apresentou citotoxicidade dose-dependente, comprometendo a viabilidade celular e o fenótipo osteogênico; concentrações ≤1,5% mostraram-se mais compatíveis com a sobrevivência das células-tronco da papila apical. Irrigantes alternativos como ácido hipocloroso (HOCl), octenidina, hipoclorito de cálcio [Ca(OCl)₂], clorexidina e soluções bioativas à base de chitosan e bioglass apresentaram menor citotoxicidade e melhor preservação funcional das células-tronco. Como irrigantes finais, o EDTA e o ácido cítrico favoreceram a desmineralização dentinária e a liberação de fatores de crescimento, incluindo o TGF-β, estimulando migração, adesão e diferenciação celular. Protocolos combinados (NaOCl seguido de EDTA ou ácido cítrico) ofereceram melhor equilíbrio entre desinfecção e bioatividade, embora exposições prolongadas ao EDTA possam reduzir a proliferação celular.

Conclui-se que NaOCl em baixas concentrações (≤1,5%) seguido de EDTA constitui a estratégia mais respaldada na literatura, enquanto HOCl, octenidina, Ca(OCl)₂ e soluções bioativas emergem como alternativas promissoras para preservar o fenótipo osteogênico e otimizar os desfechos regenerativos.

(Apoio: CAPES  N° 88881222574/2025-01  |  CAPES  N° 88881222574/2025-01)
RCR021 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Idade do paciente como fator prognóstico na terapia pulpar vital: uma revisão narrativa
Daniela Martins Lacerda Manzini, Gisselle Moraima Chávez-Andrade, Ximena Paola Escobedo Jiménez, Gisele Faria
Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A terapia pulpar vital (TPV), incluindo o capeamento pulpar direto (CPD), a pulpotomia parcial (PP) e a pulpotomia total (PT), representa abordagem minimamente invasiva para preservação da vitalidade pulpar em dentes permanentes maduros. A idade do paciente é frequentemente citada como fator determinante na decisão entre TPV e tratamento endodôntico radical, com base na premissa de que polpas jovens apresentam maior celularidade, vascularização e capacidade de reparo. Esta revisão narrativa visa analisar criticamente a associação entre idade do paciente e desfechos clínicos e radiográficos da TPV em dentes permanentes maduros. Foram considerados estudos clínicos, revisões sistemáticas e metanálises da literatura endodôntica, por meio de busca nas bases de dados PubMed e Scopus, com ênfase nas evidências mais recentes. A análise indica que a idade não constitui fator prognóstico significativo para PP e PT, pois a remoção do tecido pulpar coronário comprometido permite avaliação direta do remanescente pulpar, independentemente da faixa etária. Para o CPD, pacientes com mais de 40 anos apresentaram taxas de sucesso inferiores, atribuídas às limitações de inspeção do tecido pulpar em exposições de menor extensão, associadas ao envelhecimento pulpar.

Com base nas evidências disponíveis, ainda heterogêneas para o CPD, a decisão clínica deve ser pautada nas características do tecido pulpar, especialmente no controle hemorrágico e aparência tecidual, e não na idade cronológica. Para o CPD, idade superior a 40 anos representa fator de risco que merece consideração clínica.

(Apoio: CNPq  N° 130339/2026-1)
RCR023 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Desempenho diagnóstico da inteligência artificial na detecção de fraturas radiculares
Guilherme Ribeiro Rego, Ellen Beatriz Ansiloto Carvalho, Renata Gameiro de Castro, Amanda Pelegrin Candemil
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As fraturas radiculares representam um desafio diagnóstico em Endodontia, sobretudo nos estágios iniciais, quando os sinais clínicos e imaginológicos podem ser discretos ou confundidos com alterações periodontais, lesões periapicais e artefatos produzidos por materiais restauradores ou endodônticos. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) tem sido investigada como ferramenta auxiliar para interpretação de exames por imagem. Esta revisão de literatura teve como objetivo analisar a acurácia de métodos baseados em IA na detecção de fraturas radiculares. A busca foi realizada nas bases Web of Science, PubMed e Scopus, utilizando combinações dos termos "artificial intelligence", "neural network", "deep learning", "vertical root fracture", "root fracture", "diagnosis" e "endodontics". Foram incluídos 12 estudos que avaliaram modelos aplicados a radiografias periapicais, panorâmicas e tomografia computadorizada de feixe cônico. Os resultados indicaram predomínio de redes neurais convolucionais e desempenho variável conforme a modalidade de imagem, treinamento e composição da amostra. Modelos aplicados à tomografia apresentaram os maiores índices diagnósticos, com acurácia entre 91,4% e 97,8% e especificidade entre 90,7% e 100%. Em radiografias periapicais, a acurácia alcançou até 95,7% em condições controladas, enquanto radiografias panorâmicas demonstraram menor sensibilidade, entre 45% e 75%, embora com precisão de até 93% em alguns estudos.

Conclui-se que a IA apresenta acurácia promissora para auxiliar o diagnóstico de fraturas radiculares, porém sua aplicação clínica ainda exige estudos padronizados, validação externa e avaliação em cenários reais.

(Apoio: Bolsa Taxa Institucional)
RCR024 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Impacto da tomografia computadorizada de feixe cônico na identificação das causas de insucesso do tratamento endodôntico
Renata Gameiro de Castro, Guilherme Ribeiro Rego, Ellen Beatriz Ansiloto Carvalho, Amanda Pelegrin Candemil
mestrado UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A identificação das causas de insucesso endodôntico é essencial para definir o prognóstico e a conduta em dentes indicados para retratamento. Esta revisão de literatura teve como objetivo analisar o impacto da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) na identificação das causas de insucesso do tratamento endodôntico e sua influência na decisão terapêutica. Foram consultadas as bases Web of Science, PubMed e Scopus, utilizando combinações dos termos "cone-beam computed tomography", "endodontic retreatment", "endodontic failure", "post-treatment apical periodontitis", "missed canals", "technical errors", "root canal treatment" e "treatment outcome". Os estudos indicaram que, em comparação às radiografias periapicais, a TCFC permite avaliação tridimensional mais detalhada, favorecendo a detecção de lesões periapicais persistentes, canais não tratados, falhas de obturação, desvios, perfurações, reabsorções, fraturas radiculares, instrumentos fraturados e alterações anatômicas associadas ao insucesso. Além disso, a TCFC pode modificar o diagnóstico, a estimativa prognóstica e a decisão terapêutica, influenciando a escolha entre retratamento não cirúrgico, cirurgia parendodôntica, acompanhamento clínico-radiográfico ou exodontia.

Conclui-se que a TCFC contribui de forma relevante para o planejamento do retratamento endodôntico, especialmente em casos complexos, inconclusivos ou com suspeita de falhas não identificáveis em exames bidimensionais. Entretanto, sua indicação deve ser individualizada e justificada, considerando os princípios de proteção radiológica, custo e benefício diagnóstico.

(Apoio: Bolsa Taxa Institucional)
RCR025 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Tratamento Endodôntico Regenerativo em Dente Maduro Traumatizado com Lesão Periapical: Relato de Caso
Ana Clara Dantas Fernandes, Arian Braido, Isis Vitória Barbosa de Campos, Talita Tartari, José Flávio Affonso de Almeida, Brenda Paula Figueiredo de Almeida Gomes, Walbert de Andrade Vieira, Adriana de Jesus Soares
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo relata um caso clínico de tratamento endodôntico regenerativo em um paciente do sexo masculino de 12 anos de idade, apresentando fratura coronária não complicada dos incisivos centrais superiores após trauma dentário seis meses antes. A avaliação clínica e radiográfica revelou necrose pulpar e periodontite apical crônica no dente 11, enquanto o dente 21 permaneceu vital, com sinais de subluxação. O tratamento endodôntico regenerativo foi realizado no dente 11. Após o preparo químico-mecânico e medicação intracanal com hidróxido de cálcio associado a gel de clorexidina a 2%, uma segunda sessão envolveu a remoção da medicação, protocolo de irrigação incluindo ativação com EDTA e indução de sangramento apical. Uma matriz de colágeno foi colocada, seguida por MTA como barreira cervical e selamento coronal. Adicionalmente, uma placa interoclusal foi confeccionada devido ao histórico de bruxismo do paciente. Após três meses de acompanhamento, o paciente estava assintomático, sem sinais clínicos de inflamação. O exame radiográfico demonstrou progressão da reparação apical, indicando resposta tecidual favorável. Dentro das limitações deste caso, a terapia endodôntica regenerativa mostrou-se uma abordagem eficaz para o tratamento de dentes imaturos necrosados ​​associados a lesões periapicais, promovendo a resolução dos sinais e sintomas e evidência radiográfica de cicatrização.

A terapia endodôntica regenerativa tem se mostrado uma abordagem eficaz no tratamento de dentes imaturos com necrose pulpar associados a lesões periapicais, favorecendo a resolução dos sinais e sintomas clínicos, bem como evidências radiográficas de reparo.

RCR026 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Pulpotomia total em dentes com rizgogênese completa e pulpite irreversível sintomática: relato de caso
Ana Beatriz Safady Lopes, Pedro Ivo da Graça Fagundes, Leonardo Correa Bueno, Juliana Delatorre Bronzato, Erica Mendes Lopes, Marina Angélica Marciano, Talita Tartari, Brenda Paula Figueiredo de Almeida Gomes
ENDODONTIA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A pulpotomia, tradicionalmente indicada para dentes permanentes imaturos com vitalidade pulpar preservada, teve suas indicações ampliadas para dentes permanentes maduros com pulpite irreversível (PI) sintomática, em decorrência dos avanços no entendimento da biologia pulpar e da introdução de materiais bioativos. Este relato de caso teve como objetivo descrever a realização de pulpotomia em uma paciente do sexo feminino, 37 anos, que compareceu ao Plantão da FOP-Unicamp com queixa de dor espontânea nos elementos dentários 15 e 16. O diagnóstico de PI foi estabelecido por meio de exame clínico, testes de sensibilidade pulpar e exame radiográfico complementar. Após anestesia infiltrativa, realizou-se a remoção do tecido cariado, seguida da abertura coronária e remoção do teto da câmara pulpar, confirmando-se a presença de sangramento do tecido pulpar exposto. A câmara pulpar foi irrigada com hipoclorito de sódio a 2,5%, e a hemostasia foi obtida mediante leve pressão com bolinha de algodão umedecida na mesma solução sobre os orifícios dos canais radiculares. Em seguida, o Biodentine foi manipulado e inserido em toda a câmara pulpar, seguido do selamento com cimento de ionômero de vidro fotopolimerizável e restauração em resina composta fotopolimerizável. A proservação clínica e radiográfica foi realizada após 6 meses, 1 ano e 2 anos. Em ambos os dentes, observou-se manutenção do selamento coronário, ausência de sinais e sintomas clínicos e ausência de lesão periapical ao exame radiográfico, indicando sucesso do tratamento conservador.

Conclusão: A pulpotomia pode representar uma alternativa terapêutica viável e promissora para dentes permanentes maduros com pulpite irreversível e ápices fechados.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2015/23479-5, 2021/13871-6, 2023/16440-1  |  CNPq  N° 303852/2019-4, 421801/2021-2, 303804/2025-4, 135545/2025-0  |  CAPES  N° (001)
RCR027 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Manejo clínico de luxação intrusiva severa em dente permanente jovem: relato de caso com acompanhamento longitudinal de quatro anos
Bruno Moro de Barcelos, Fernando Branco Barletta, Paulo Floriani Kramer, Simone Helena Ferreira, Luis Eduardo Duarte Irala, Luisiana Costa, Priscila Humbert Rodrigues
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente relato tem como objetivo descrever o manejo clínico de uma luxação intrusiva severa em incisivo central superior em um paciente de 9 anos de idade. O atendimento foi realizado três dias após a lesão traumática, na cidade de Porto Alegre, Brasil. O exame clínico revelou fraturas coronárias nos incisivos centrais superiores e intrusão severa do dente 21. A radiografia periapical evidenciou formação radicular incompleta em ambos os elementos. O manejo clínico inicial incluiu o acompanhamento da formação radicular e a reerupção espontânea do dente 21 por três semanas. Houve reerupção do dente 21, contudo, o exame radiográfico indicou reabsorção radicular inflamatória externa. Foi realizado tratamento endodôntico por meio de apexificação com hidróxido de cálcio, com quatro trocas da medicação intracanal (30 dias, 60 dias, 6 meses e 18 meses). Após 24 meses, constatou-se estabilização da reabsorção radicular inflamatória externa e fechamento apical, sendo realizada a obturação do canal radicular. Foi diagnosticada necrose pulpar no dente 11, que também foi submetido a tratamento endodôntico. A restauração dos elementos foi realizada com resina composta. Apesar do prognóstico inicial desfavorável, o acompanhamento clínico de 48 meses possibilitou a preservação dos dentes acometidos e a manutenção da saúde bucal do paciente.

A luxação intrusiva em dentes permanentes é uma condição complexa, com repercussões pulpares e periodontais. O diagnóstico preciso é preditor para a conduta, sendo a reerupção espontânea e a medicação intracanal indicadas em dentes jovens. Necrose pulpar e reabsorção radicular externa inflamatória são sequelas frequentes. O tratamento depende do estágio de formação radicular e do grau de intrusão.

RCR029 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Óxido de Grafeno na Odontologia: Propriedades, Aplicações e Perspectivas
João Pedro Araujo Moitinho, Carlos Alberto Barros Dos Santos, Fabiano Luiz Heggendorn
UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho buscou compilar e analisar as evidências científicas disponíveis sobre o uso do óxido de grafeno (OG) e seus derivados em aplicações odontológicas, abordando suas propriedades, potencialidades clínicas e limitações. Realizou-se revisão da literatura científica recente, incluindo estudos in vitro e in vivo que avaliaram citotoxicidade, atividade antibacteriana, biocompatibilidade e capacidade de diferenciação celular de materiais à base de grafeno em contextos odontológicos e biomédicos. Os resultados indicam que o OG apresenta propriedades mecânicas, físico-químicas e biológicas relevantes, com destaque para sua ação antibacteriana frente a bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, sua capacidade de promover diferenciação de células-tronco e favorecer a osseointegração em implantes dentários. Na área restauradora, sua incorporação em resinas e sistemas adesivos aumentou a resistência e a durabilidade, enquanto em engenharia tecidual demonstrou potencial para reparação de defeitos ósseos maxilofaciais.

Conclui-se que o OG representa avanço promissor para o desenvolvimento de materiais odontológicos de alta performance; entretanto, a heterogeneidade metodológica dos estudos e a escassez de dados sobre efeitos a longo prazo impõem cautela, sendo necessários ensaios clínicos robustos para validar sua segurança e eficácia clínica.

RCR031 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Microcirurgia endodôntica assistida por terapia fotodinâmica antimicrobiana em um paciente pré-TCTH: relato de caso e mini-revisão
Luiza Ilke Cabral Baceto, Laura Luiza Trindade de Souza, Maria Emília Mota, Clóvis Antônio Lopes Pinto, Graziella Chagas Jaguar, Maria Fernanda Destro Rodrigues, Rodrigo Nascimento Lopes, Maria Stella Nunes Araujo Moreira
Estomatologia HOSPITAL A C CAMARGO - FUNDAÇÃO ANTONIO PRUDENTE (FAP)
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A terapia fotodinâmica antimicrobiana (do inglês antimicrobial photodynamic therapy - aPDT) tem sido proposta como estratégia adjuvante no controle de infecções, especialmente em pacientes imunossuprimidos. Este relato de caso descreve o manejo de um abscesso apical crônico fistulizado em paciente com mieloma múltiplo em preparo para transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH). A paciente fazia uso de bifosfonato intravenoso e apresentava drenagem recorrente associada a um pré-molar superior com tratamento endodôntico prévio. A tomografia computadorizada evidenciou lesão perirradicular bem delimitada associada à ruptura de cortical óssea. Inicialmente, foi realizado retratamento endodôntico associado à aPDT utilizando azul de metileno e laser de diodo. Apesar do retratamento e da desinfecção intracanal, a persistência da fístula sugeriu possível envolvimento de biofilme extrarradicular. Considerando a proximidade do TCTH e o risco aumentado de osteonecrose dos maxilares associada ao uso de antirreabsortivos, optou-se por tratamento endodôntico cirúrgico com aplicação adjuvante da aPDT no campo cirúrgico. A análise histopatológica confirmou abscesso crônico associado à presença de colônias bacterianas e tecido ósseo. Observou-se rápida cicatrização, com fechamento completo da fístula após dez dias. Não foram observadas complicações infecciosas ou ósseas durante o transplante. Após seis meses de acompanhamento, a paciente permanecia assintomática, com sinais de reparo ósseo satisfatório.

O caso sugere que essa abordagem combinada representa uma alternativa conservadora promissora e potencialmente segura para o manejo de infecções crônicas persistentes em pacientes oncológicos de alto risco.




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