9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 2201 a 2210


RCR-R042 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 2

Determinantes genéticos da peri-implantite: fatores moleculares e celulares iniciais
Amanda Paino Santana , Mariana Martins Guerreiro, Daniela Moreira Cunha, Gabriel Mulinari Dos Santos, Rafael Scaf de Molon, Claudio Mendes Pannuti, Erica Dorigatti de Avila
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A peri-implantite é uma doença inflamatória que se inicia da interação entre a presença de biofilme e a suscetibilidade do hospedeiro. A variabilidade individual sugere papel relevante de fatores genéticos na modulação da resposta inflamatória ao desafio microbiano. Esta revisão teve como objetivo avaliar associações entre polimorfismos genéticos e peri-implantite, bem como explorar a contribuição da regulação epigenética. Para tanto, realizou-se uma busca sistemática para síntese de evidências, seguida de análise dos mecanismos epigenéticos e das interações gene-ambiente. Dos 768 registros identificados nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Cochrane e Embase, 31 estudos observacionais foram incluídos. As associações mais consistentes envolveram o cluster gênico da interleucina-1 e o TNF, destacando seu papel na inflamação e ativação osteoclástica. Evidências moderadas apontaram polimorfismos em metaloproteinases de matriz, receptores Fc gama e CD14, relacionados à degradação da matriz extracelular e à imunidade inata. Outros loci associados à remodelação óssea e à regulação imune apresentaram evidências preliminares. A exclusão de fumantes e indivíduos com comorbidades limita a compreensão das interações gene-ambiente. Evidências emergentes sugerem que modificações epigenéticas, como metilação do DNA e microRNAs, podem modular a expressão gênica inflamatória e contribuir para a heterogeneidade clínica observada.

Polimorfismos em vias inflamatórias e osteoimunológicas parecem elevar a suscetibilidade à peri-implantite ao intensificar a resposta do hospedeiro ao biofilme, indicando que a manifestação da doença decorre da interação entre variantes hereditárias e regulação epigenética.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/02912-4  |  FAPs - FAPESP  N° 2021/09434-0   |  FAPs - FAPESP  N° 2018/20719-3 )
RCR-R043 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 2

Aplicação dos hemoderivados injetáveis no tratamento das desordens temporomandibulares: uma revisão crítica
Sthefanne Gondim Mota, Paula Maria Martins Veloso, Luiz Carlos Ferreira da Silva
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A disfunção temporomandibular (DTM) acomete a articulação propriamente dita e as estruturas a ela associadas, ocasionando uma sintomatologia dolorosa que prejudica a qualidade de vida. Tais disfunções podem ser tratadas por métodos conservadores ou cirúrgicos. A artrocentese é um procedimento minimamente invasivo, utilizado para lavar a articulação e remover de forma mecânica adesões, mediadores da dor e da inflamação. Em conjunto com essa abordagem, pode-se injetar substâncias que visam melhorar a sintomatologia. Dentre as quais, se destacam os hemoderivados, como a fibrina rica em plaquetas (PRF) e o plasma rico em plaquetas (PRP). Há, uma discussão a respeito de qual derivado seria o mais eficaz para o tratamento dos pacientes com DTM. O objetivo desse trabalho é realizar uma revisão crítica da literatura sobre o uso do PRP e PRF injetáveis na articulação temporomandibular (ATM). Foi realizado um levantamento bibliográfico em bases de dados, Pubmed, Lilacs e Scielo, de artigos de revisão de literatura e pesquisas relacionados ao uso dos hemoderivados para tratamento das DTMs da ATM. Foram incluídos trabalhos no período de 2020 a 2024 na língua inglesa. Foram selecionadas 20 pesquisas que avaliaram sintomas da DTM como: dor, máximo de abertura bucal, movimentos mandibulares (protrusão e lateralidade) e sons articulares. Os estudos escolhidos incluíam, ou não, tratamentos adjuvantes às injeções na articulação, como artrocentese, artroscopia e splints oclusais.

Pode-se concluir que a PRF é eficiente no tratamento das DTMs, assim como o PRP. Porém, ainda são necessárias mais pesquisas com períodos de acompanhamento mais longos para que seja possível averiguar com maior credibilidade a duração das terapias com derivados do sangue.

RCR-R044 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 1

Estabilidade de cor de resinas impressas em 3D para restaurações definitivas: uma revisão sistemática e meta-análise
Francisca Jennifer Duarte de Oliveira, Anne Heloyse Teixeira Crispim, Fernanda Gurgel de Gois, Ramon Galvão Medeiros, Pedro Tércio Nóbrega de Faria, Sabrina Barth de Andrade Luz, Maria Luiza Ferreira Gomes, Rodrigo Othavio de Assunção E. Souza
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar a estabilidade de cor de resinas impressas em 3D em comparação com materiais fresados para restaurações definitivas. A busca foi conduzida nas bases de dados PubMed, Scopus, Embase, Web of Science e na literatura cinzenta. Dois revisores calibrados realizaram, de forma independente, a seleção dos estudos em duas etapas. Foram incluídos estudos in vitro que avaliaram a estabilidade de cor de resinas impressas e resinas fresadas submetidas à imersão em soluções pigmentantes. A meta-análise foi conduzida no software RevMan 5.4 com modelo de efeitos aleatórios, Intervalo de Confiança (IC) 95%, utilizando diferença de média (DM). A heterogeneidade foi avaliada pelo teste I². Foram realizadas três meta-análises em tempos de avaliação distintos (7 dias, 12-15 dias e 24-30 dias). Para a meta-análise de 7 dias foi feito um subgrupo com termociclagem. Para padronização, foram incluídos selecionados os grupos com imersão em café e as resinas mais frequentemente testadas. A busca inicial resultou em 17 estudos incluídos na análise descritiva, dos quais 14 compuseram a meta-análise. Para imersão de 7 dias, as resinas fresadas apresentaram maior estabilidade de cor em comparação às impressas (DM, 0,81; IC de 95%, 0,53 a 1,08), enquanto a análise de subgrupo com termociclagem não mostrou diferença significativa (DM, 0,09; IC 95%, -0,16 a 0,34). Para 12-15 dias, também observou-se maior estabilidade de cor nas resinas fresadas (DM, 4,14; IC 95%, 3,12 a 5,15), assim como para 24-30 dias (DM, 3,54; IC 95%, 2,26 a 4,82).

As resinas impressas apresentaram menor estabilidade de cor em todos os períodos avaliados. Apesar dos avanços na manufatura aditiva, os materiais fresados permanecem mais estáveis em termos de cor para restaurações definitivas.

RCR-R045 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 1

Papel dos microRNAs na dor neuropática associada ao carcinoma de células escamosas oral: Atuação e implicações diagnósticas e terapêuticas
François Magnificat Zinsou, Erica Bianca Barbosa Pereira, Thamyres Campos Fonseca, Michelle Agostini, Aline Corrêa Abrahão, Marcos Fabio DosSantos, Cláudia Maria Pereira
Patologia e Diagnóstico Oral UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho é analisar criticamente a literatura sobre o papel dos miRNAs na fisiopatologia da dor neuropática em pacientes com carcinoma de células escamosas oral, destacando seu potencial como biomarcadores e alvos terapêuticos. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science, incluindo estudos publicados nos últimos 10 anos, com os descritores "microRNA", "oral squamous cell carcinoma", "biomarkers", "neuropathic pain", seguido de leitura dos títulos e resumos para a seleção dos artigos. A prevalência de dor em pacientes com CCEO é de até 70% e a sobrevida global em 5 anos é de apenas 31 % para dor intensa. Os miRNAs são capazes de agir no sistema nervoso periférico causando a hiperalgesia. Os miR-451a, miR-21, miR-155 e miR-181 promovem aumento da expressão de mediadores pró-inflamatórios, associados à sensibilização neuronal. Em contrapartida, miR-31-5p, miR-34a e miR-124 contribuem para a manutenção da dor neuropática. O miR-223 atua como um supressor tumoral. Estudos experimentais demonstram que a modulação desses miRNAs pode reduzir marcadores nociceptivos em até 30-50% em modelos pré-clínicos. Além disso, perfis de miRNAs em saliva e plasma apresentam potencial como biomarcadores não invasivos para diagnóstico precoce de câncer, e identificação e estratificação da dor neuropática em pacientes oncológicos.

Os miRNAs desempenham papel central na interface entre tumor e sistema nervoso no CCEO, configurando-se como alvos promissores para estratégias diagnósticas e terapêuticas. Entretanto, a escassez de estudos clínicos e a heterogeneidade metodológica limitam sua aplicação na prática clínica, sendo necessários estudos longitudinais para validação.

RCR-R046 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 1

Eficácia de géis antimicrobianos como adjuvantes à raspagem: revisão de literatura
Rafaella Eugênnia Miotti de Souza Aguiar, Roberta de Oliveira Alves, Jovânia Alves Oliveira, Lélio Fernando Ferreira Soares, Carlos José Soares, Suzane Cristina Pigossi, Priscilla Barbosa Ferreira Soares
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão de literatura avaliou a eficácia de géis antimicrobianos como adjuvantes à raspagem e alisamento radicular (RAR) no tratamento da periodontite. Foram realizadas buscas nas bases PubMed/Medline, Scopus e Web of Science para identificação de ensaios clínicos randomizados que investigaram antimicrobianos locais associados à RAR, comparados à RAR isolada. Foram incluídos na analise qualitativa 85 estudos, totalizando aproximadamente 3100 pacientes, com acompanhamento de até 6 meses. Os principais desfechos avaliados foram profundidade de sondagem, nível clínico de inserção, índice de placa e índice gengival. Diversos géis foram analisados, incluindo clorexidina, metronidazol, doxiciclina, minociclina e compostos naturais, como curcumina e chá verde. De modo geral, os antimicrobianos locais promoveram melhorias adicionais nos parâmetros clínicos, especialmente na redução da profundidade de sondagem e ganho de inserção clínica. Na análise quantitativa, géis de chá verde e clorexidina, quando associados à RAR, não apresentaram diferença estatisticamente significativa no conjunto dos estudos, possivelmente em razão da elevada heterogeneidade observada. Observou-se redução da carga bacteriana e de mediadores inflamatórios.

Dentro das limitações deste estudo, conclui-se, que os géis antimicrobianos podem ser considerados adjuvantes eficazes à terapia periodontal não cirúrgica, contribuindo para melhores desfechos clínicos e microbiológicos. A variabilidade dos protocolos limita a definição do agente ou regime ideal, sendo necessários estudos futuros bem delineados para padronização clínica.

(Apoio: CAPES  N° #001  |  CNPq  N° INCT Saúde Oral e Odontologia # 406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° #RED 00204-23 #APQ-03238-24 #APQ-03041-23)
RCR-R047 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 1

Terapias regenerativas versus tratamento endodôntico convencional em dentes com necrose pulpar: revisão sistemática e meta-análise
Giovanna Pimentel, Fernanda Barros Steffens, Clarissa Teles Rodrigues, Lucas da Fonseca Roberti Garcia, Bruno Cavalini Cavenago
Dentística Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática com meta-análise teve como propósito avaliar os desfechos clínicos de diferentes terapias endodônticas regenerativas (TER), em comparação ao tratamento endodôntico convencional (TEC), em dentes permanentes com rizogênese completa, necrose pulpar e presença de periodontite apical. A busca foi conduzida em seis bases de dados eletrônicas e na literatura cinzenta até Outubro de 2025. Foram incluídos apenas estudos clínicos randomizados, e o desfecho primário analisado foi o reparo periapical, e o secundário, a recuperação da sensibilidade pulpar. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta Cochrane RoB 2.0, e a meta-análise empregou modelo de efeitos aleatórios, com ponderação pelo inverso da variância. Nove ensaios clínicos randomizados, envolvendo 303 dentes, foram incluídos na síntese qualitativa, dos quais quatro apresentaram dados elegíveis para meta-análise. A estimativa agrupada não demonstrou diferença significativa entre os procedimentos regenerativos e o tratamento convencional quanto ao reparo periapical global (RR = 1,02; IC 95%: 0,95-1,10; P = 0,575), sem heterogeneidade estatística observada (I² = 0%). Estudos excluídos da análise quantitativa por diferenças metodológicas relataram elevadas taxas de reparo periapical após protocolos regenerativos. A recuperação da sensibilidade pulpar foi observada em alguns estudos, embora relatada de forma heterogênea.

As evidências disponíveis indicam que ambas as abordagens promovem reparo periapical similar em dentes maduros e com necrose pulpar; contudo, eventuais benefícios biológicos adicionais dos procedimentos regenerativos ainda requerem ensaios clínicos robustos e bem delineados, com desfechos padronizados.

RCR-R048 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 1

Relação entre Hipermobilidade Articular e Disfunção Temporomandibular articular: uma série de casos
Bruna Bernardino Silva, Giorgia Machado Fernandes, Isabela Cardoso de Oliveira, Adriana Battisti Archer, Morgana Callai Cruz, Paulo Gabriel Warmling, Beatriz Dulcineia Mendes de Souza
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A disfunção temporomandibular (DTM) representa um grupo amplo de condições musculoesqueléticas e neuromusculares que envolvem a articulação temporomandibular (ATM), os músculos mastigatórios e estruturas associadas. Clinicamente, manifesta-se principalmente por limitações funcionais, ruídos articulares e episódios de dor facial. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores biológicos, biomecânicos, funcionais e psicossociais.. A hipermobilidade articular generalizada (HAG), tem sido investigada como possível fator associado, podendo contribuir para instabilidade e sobrecarga na ATM. Este estudo teve como objetivo relatar três casos clínicos de pacientes do sexo feminino com HAG, onde foi investigada a presença de DTM. A DTM foi avaliada pelo Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD). A HAG foi avaliada pelos critérios de Beighton e pelo Five-Part Questionnaire. Questionários complementares foram utilizados para avaliação psicossocial, funcional e de qualidade de vida. Os casos evidenciaram perfis distintos: o primeiro com HAG, DTM dolorosa muscular e articular com deslocamento de disco unilateral com redução e subluxação, associada a fatores psicossociais; o segundo com HAG e DTM tipo subluxação assintomática; e um terceiro que apresentou HAG em conjunto com DTM dolorosa muscular e articular, com deslocamento de disco bilateral com redução e importante comprometimento psicossocial.

Esses achados sugerem que a HAG não explica isoladamente a presença ou a gravidade da DTM, mas pode atuar como fator associado em interação com aspectos funcionais e psicossociais. Os casos reforçam a importância de uma avaliação individualizada e multidisciplinar.

RCR-R049 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 1

Reparo de perfuração de furca em primeiro molar superior com MTA: relato de caso com avaliação por tomografia computadorizada de feixe cônico
Micherlane Freire de Santana, Giovana Renata Gouvêa, Amanda Pelegrin Candemil
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A perfuração radicular é uma intercorrência endodôntica que pode comprometer o prognóstico dentário, especialmente quando localizada na região de furca, pela comunicação com os tecidos periodontais, risco de contaminação bacteriana e dificuldade de selamento. O agregado de trióxido mineral (MTA) é utilizado por suas propriedades de selamento, biocompatibilidade, estabilidade em ambiente úmido e potencial bioativo. A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) permite avaliação tridimensional do defeito, do suporte ósseo adjacente e do reparo. O objetivo deste relato foi descrever o manejo clínico e acompanhamento de uma perfuração de furca em primeiro molar superior, selada com MTA Repair HP. Paciente do sexo feminino, 40 anos, apresentou o dente 16 com tratamento endodôntico iniciado e suspeita de perfuração. A TCFC evidenciou perfuração na furca, rarefação óssea adjacente e alteração periapical inflamatória. O tratamento incluiu preparo químico-mecânico com limas rotatórias Logic (#15.05, #25.05 e #35.05) associadas a limas manuais tipo K (#40.02 e #45.02). Após a instrumentação, realizou-se terapia fotodinâmica com azul de metileno e laser de baixa potência na faixa da luz vermelha, seguida de medicação intracanal com hidróxido de cálcio. Após 15 dias, realizou-se o reparo da perfuração com MTA Repair HP e obturação dos canais com cimento AH Plus. Nos acompanhamentos de 1 mês, 6 meses e 2 anos, observou-se ausência de sinais e sintomas, manutenção do dente em função e imagem compatível com reparo ósseo progressivo.

O caso reforça que o reparo não cirúrgico de perfurações de furca pode apresentar prognóstico favorável quando há diagnóstico adequado, controle da infecção e selamento com material bioativo.

RCR-R051 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 1

Nível científico e interesse das pesquisas sobre ozonioterapia em odontologia: uma revisão baseada em métricas
Cláudia Schappo, Maria Eduarda Schiestl Melo, Isabela Ramos, Mariana Krieck Melo Dias, Lucas Menezes Dos Anjos, Aurélio de Oliveira Rocha, Elena Riet Correa Rivero, Mariane Cardoso
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A ozonioterapia destaca-se por propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e bioestimulantes, sendo aplicada em diversos procedimentos odontológicos. Este estudo objetivou identificar o interesse científico e as principais características das publicações sobre o tema. Realizou-se busca na Web of Science Core Collection em fevereiro de 2026. Incluíram-se estudos com ozonioterapia em odontologia, coletando-se: ano de publicação, número de citações, periódico, delineamento, objetivo principal, área odontológica, palavras-chave, instituição, país de origem, forma e finalidade do uso do ozônio. O software VOSviewer foi utilizado para análise de redes de colaboração, aplicando-se correlação de Spearman entre ano de publicação e número de citações. A busca identificou 399 artigos, sendo 247 incluídos, com maior frequência na Clinical Oral Investigations (n=23). As publicações ocorreram entre 1999 e 2026, totalizando 4929 citações. Predominaram estudos laboratoriais (n=125), na dentística (n=63), com uso de ozônio gasoso (n=154). A maioria avaliou atividade antimicrobiana (n=113), com foco em eficácia e desfechos clínicos (n=141). A Turquia liderou (n=51), seguida da Ásia (n=98), destacando-se a Universidade de Berna (n=6). Observou-se correlação negativa moderada (RHO=-0,593; p<0,001).

A evidência sobre o uso do ozônio caracteriza-se principalmente pela avaliação da eficácia e da atividade antimicrobiana, predominando estudos laboratoriais. Observa-se a necessidade de mais estudos observacionais de longo prazo, especialmente com avaliação de desfechos de dor. Há escassez de evidências na Oceania, África e América do Norte.

(Apoio: CAPES  N° 001)
RCR-R052 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 1

Critérios de Vulnerabilidade Social para Priorização do Cuidado em Saúde Bucal
Lorena Magalhães Moreira Silva, Otávio Enrico Braga-Prado, Leiriane Alves de Souza, Álex Moreira Herval
Faculdade de Odontologia - UFU UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de instrumentos de priorização, como a classificação de risco e as prioridades por lei, são comuns na organização da agenda das equipes de saúde bucal. Contudo, esses instrumentos não abrangem questões sociais, deixando de contribuir para a equidade do acesso à saúde. Diante disso, este estudo teve como objetivo identificar as condições de vulnerabilidade social e suas implicações para a saúde bucal. Desenvolveu-se uma revisão narrativa da literatura científica para responder à seguinte questão: "Quais os critérios de saúde geral, odontológicos e de vulnerabilidade podem ser utilizados para priorização do cuidado em saúde bucal?'' Foram realizadas buscas estruturadas nas bases de dados Pubmed, SciELO, LILACS, Web of Scient e Science Direct. As estratégias de busca foram criadas utilizando os descritores indexados nas bases MeSH e DeCS. A seleção dos artigos foi realizada por dois revisores independentes.  Foram identificados 41 artigos com a descrição dos possíveis critérios de priorização e agendamento. Dos artigos analisados, 22 apresentaram relação entre os indicadores socioeconômicos e a saúde bucal, 13 relacionavam a saúde geral, 2 estavam associados ao gênero/orientação sexual.

A revisão dos artigos incluídos no estudo possibilitou um mapeamento das correlações entre a vulnerabilidade, as condições de saúde geral e bucal. Porém, não foi possível associar com os critérios de priorização estabelecidos na odontologia. Diante disso, é essencial que haja mais pesquisas nesta área a fim de apoiar a criação de protocolos de priorização socialmente justos e equitativos para o atendimento odontológico.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)



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