9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 2161 a 2170


HOF020 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Caracterização e análise físico-química de bioestimuladores de colágeno à base de PLLA em diferentes intervalos de reconstituição
Veridiane Gemelli Christ, Amanda Priscilla Soistak, Camila Chociai Scremin, Diego Hortkoff, Gabrielly Tenório Costa, Pedro Lucas de Melo, Giovana Mongruel Gomes, Joao Carlos Gomes
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi caracterizar e avaliar a influência de diferentes intervalos de hidratação nas propriedades físico-químicas de bioestimuladores de colágeno à base de PLLA, considerando aspectos estruturais, morfológicos e composição elementar. As formulações comerciais Sculptra® (SCP) e Elleva® (ELV) foram reconstituídas conforme as recomendações dos fabricantes e analisadas nos tempos de 0 h, 1 h, 24 h e 48 h. Inicialmente, determinou-se o pH; em seguida, as amostras foram diluídas em água para injetáveis (1:50) para avaliação do potencial zeta (PZ) e índice de polidispersão (PDI). Para análise morfológica e composicional, utilizaram-se microscopia eletrônica de varredura por emissão de campo (MEV/FEG) e espectroscopia de energia dispersiva de raios X (EDS). Todas as amostras foram avaliadas em triplicata (n=6). Os dados de PZ e PDI foram expressos em média e desvio padrão, enquanto o pH foi analisado por ANOVA de um fator e teste de Tukey (p<0,05); MEV/FEG e EDS foram avaliados descritivamente. Em todos os intervalos, ambos os materiais apresentaram PZ superior a -34 mV, indicando elevada repulsão eletrostática, e PDI compatível com sistemas polidispersos. O pH manteve-se estável para ELV, enquanto SCP apresentou aumento significativo em 48 h. O EDS confirmou a presença de carbono (C), oxigênio (O) e sódio (Na) em ambos os produtos. Morfologicamente, observou-se distribuição irregular do tamanho das partículas; SCP apresentou superfície mais lisa com fissuras, enquanto ELV exibiu maior porosidade, sem alterações morfológicas ao decorrer dos intervalos.

Conclui-se que o tempo de hidratação não promoveu alterações relevantes nas propriedades avaliadas, exceto pelo aumento do pH do SCP em 48 h.

(Apoio: SETI - Paraná)
HOF021 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Modelo integrado baseado em cefalometria como suporte à decisão na análise do perfil facial em perfiloplastia não cirúrgica
Pedro Lucas de Melo, Camila Chociai Scremin, Annyliese Marianna Serrano Marfil, Rafaela Caroline Rodrigues, Veridiane Gemelli Christ, Giovana Mongruel Gomes, Joao Carlos Gomes
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho propõe um modelo integrado baseado em princípios cefalométricos como ferramenta de suporte à decisão clínica na análise do perfil facial em perfiloplastia não cirúrgica, o framework Arsenal B.E.S. (Burstone, Ricketts e Steiner). A abordagem combina perspectivas clássicas de cefalometria, incluindo os referenciais de Burstone, Ricketts e Steiner, organizando o raciocínio clínico em torno do equilíbrio relacional das estruturas faciais, em substituição à interpretação isolada de medições lineares. Essa abordagem contextualiza a posição labial, a convexidade facial e o suporte estrutural, considerando ao mesmo tempo os processos de envelhecimento facial e o conceito de Full Face. O framework não visa estabelecer novos padrões estéticos ou prescrever técnicas de injeção. Em vez disso, ele apoia a interpretação etiológica das desarmonias do perfil, ajudando os clínicos a distinguirem deficiências volumétricas reais de desequilíbrios aparentes resultantes de remodelação estrutural, projeção nasal ou envelhecimento dos tecidos moles. Essa perspectiva analítica favorece um planejamento de tratamento mais conservador, individualizado e previsível, reduzindo estratégias de volumização compensatória exageradas. Ao integrar princípios cefalométricos clássicos com a compreensão da dinâmica do envelhecimento facial, o framework Arsenal B.E.S. contribui para uma melhor análise e tomada de decisão clínica na estética facial.

Pode-se concluir que a aplicação desse modelo pode contribuir para melhoraria dos resultados estéticos, aprimorar a comunicação com o paciente e apoiar uma tomada de decisão clínica mais segura e coerente na avaliação do perfil facial em práticas craniofaciais e de estética não cirúrgica.

(Apoio: SETI - Paraná  |  SETI - Paraná)
HOF022 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E BIOLÓGICA DE BIOESTIMULADORES DE COLÁGENO À BASE DE HIDROXIAPATITA DE CÁLCIO
Luiz Filipe Barbosa-Martins, Rachel Brazuna Solidonio, Tainah Oliveira Rifane, Diego Martins de-Paula , Luane Macêdo de Sousa
ODONTOLOGIA INFANTIL FACULDADE PAULO PICANÇO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Bioestimuladores de colágeno à base de hidroxiapatita de cálcio (CaHA) são biomateriais injetáveis amplamente utilizados em procedimentos regenerativos e estéticos, embora dados comparativos sobre suas propriedades físico-químicas e biológicas ainda sejam limitados. Este estudo avaliou comparativamente três formulações comerciais de CaHA por MEV (n=6), distribuição do tamanho de partículas (n=6), rugosidade superficial (n=6), degradação (n=6), FTIR (n=6), estabilidade térmica (n=6) e citotoxicidade utilizando Artemia salina em triplicata (n=10). A MEV demonstrou diferenças marcantes na distribuição granulométrica e organização superficial. Radiesse® e Diamond Intense® apresentaram maior homogeneidade de partículas, enquanto STIIM® exibiu partículas menores, maior heterogeneidade e rugosidade significativamente superior (p<0,001). A FTIR identificou bandas associadas à apatita carbonatada predominantemente em Radiesse® e Diamond Intense®. A análise termogravimétrica demonstrou diferenças na fração mineral residual e no comportamento de degradação térmica entre os materiais. A imersão em fluido corpóreo simulado revelou degradação progressiva e diferentes cinéticas de hidratação, com maior perda de massa para STIIM® (p<0,001). A análise utilizando Artemia salina demonstrou resposta dependente da concentração e do tempo de exposição, com maior reatividade observada para STIIM® (p<0,001).

Os bioestimuladores avaliados apresentaram distintos perfis físico-químicos e biológicos, sugerindo que diferenças microestruturais podem modular a degradação e a resposta biológica desses biomateriais.

HOF023 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Bioestimulação Avançada: O Papel Ativo do Ácido Hialurônico Associado à CaHA comparado à carboximetilcelulose
Bianca Gabrielle Porto, Barbara Leite Machado, Osmir Batista de Oliveira Júnior, Hermes Pretel
Dentística Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hidroxiapatita de cálcio (CaHA) é um bioestimulador consagrado, tradicionalmente veiculado em carboximetilcelulose (CMC). A busca por resultados superiores impulsionou este estudo pioneiro, que compara a CaHA veiculada em ácido hialurônico (HA1) versus CMC (HA2), demonstrando uma revolução na regeneração tecidual. Foi realizado in vitro (microscópio eletrônico de varredura e reometria) e in vivo (randomizado, triplo mascaramento em ratos Wistar por 90 dias), avaliando biocompatibilidade, inflamação e neocolagênese. Os resultados demonstraram que o grupo HA1 apresentou resposta inflamatória discretamente menor, com organização tecidual mais uniforme e deposição de colágeno mais homogênea ao longo do tempo. Morfologicamente, observou-se maior porosidade e heterogeneidade superficial, associadas a melhor integração tecidual. Reologicamente, apresentou maior módulo de armazenamento e maior viscosidade complexa, indicando superior estabilidade estrutural. Em contraste, o HA2 apresentou matriz mais compacta, menor rigidez e resposta inflamatória mais prolongada, com deposição colagena irregular.

Conclui-se que a associação da hidroxiapatita de cálcio ao ácido hialurônico promove melhor desempenho biológico e mecânico quando comparada à carboximetilcelulose, evidenciando maior potencial para aplicações em bioestimulação e rejuvenescimento tecidual na harmonização orofacial.

HOF024 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Eficácia, durabilidade e segurança de Alluzience® versus Botox® em rugas glabelares: ensaio clínico randomizado triplo-cego
Jacqueline Rosa Gonçalves, Ligia Figueiredo Valesan, Ana Claudia Navarro, Alfonso Sánchez-ayala, Ana Claudia Carbone, Mariana Barbosa Câmara-Souza, Giancarlo De la Torre Canales
ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A maioria das formulações de toxina botulínica tipo A (BoNT-A) disponíveis comercialmente consiste em pós liofilizados ou preparações secas a vácuo que requerem reconstituição. Recentemente, foi introduzida uma formulação pronta para uso (RTUaboBoNT-A). Embora sua eficácia na redução de rugas glabelares já tenha sido demonstrada, ainda há escassez de dados comparativos com toxinas em pó como a onabotulinumtoxina A (OnaBoNT-A). Este estudo avaliou a eficácia, durabilidade e segurança da RTUaboBoNT-A em comparação com a OnaBoNT-A no tratamento de rugas glabelares moderadas a severas. Quarenta mulheres (25-50 anos) foram randomizadas para receber OnaBoNT-A (n=20) ou RTUaboBoNT-A (n=20), em doses equivalentes nos músculos prócero e corrugador. Os desfechos incluíram atividade eletromiográfica (EMG), escala de rugas 5 pontos da Merz, satisfação com tratamento (FACE-Q), idade percebida e dor à injeção (EVA). As avaliações foram realizadas no baseline e ao longo de 5 meses. A análise estatística incluiu ANOVA de medidas repetidas, testes qui-quadrado e teste t de Student. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos quanto à atividade EMG, gravidade das rugas ou idade percebida (p>0,05). Maior satisfação com o tratamento foi observada aos 2 meses no grupo OnaBoNT-A (p=0,01), enquanto a dor à injeção foi maior com RTUaboBoNT-A (p=0,02). A RTUaboBoNT-A demonstrou perfil clinico comparável à OnaBoNT-A no tratamento de rugas glabelares, porém apresentou maior dor durante as aplicações.

A RTUaboBoNT-A demonstrou perfil clinico comparável à OnaBoNT-A no tratamento de rugas glabelares, porém apresentou maior dor durante as aplicações.

HOF025 - Painel Prêmio Harmonização Orofacial
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Manejo Conservador de seroma submentual pós-endolaser associado a reação alérgica:relato de caso clínico
Nicola Felipe Lopez Bempensante, Yeon Jung Kim, Cláudio Pontes, Ricardo Scarparo Navarro, Luana Campos
Mestrado UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso do endolaser na harmonização orofacial tem se consolidado como uma alternativa minimamente invasiva para tratamento de flacidez e redução de gordura. No entanto, apesar do perfil de segurança favorável, intercorrências podem ocorrer. Dentre essas complicações, o seroma submentual se destaca como uma ocorrência incomum, caracterizada pelo acúmulo de líquido seroso em planos subcutâneos, podendo estar associado a trauma tecidual, resposta inflamatória exacerbada ou, mais raramente, a reações de hipersensibilidade. O presente relato de caso descreve a ocorrência inédita de seroma submentual pós-endolaser possivelmente induzido por reação alérgica. Paciente mulher, 52 anos de idade, em 30 dias pós tratamento com endolaser em região submentual, refere evoluir com aumento de volume, coceira e endurecimento na região do procedimento, em alguns minutos após ter comido camarão. Incialmente, a paciente procurou o pronto atendimento médico e foi medicada com cloridrato de prometazina (25mg/ml, 2mL, IM) e succinato de hidrocortisona (100mg, EV), tendo o diagnóstico de seroma confirmado por exame de ultrassom. Em retorno ao consultório odontológico, ainda com pouco melhora, a paciente foi tratada com terapia de fotobiomodulação, assim como orientada a realizar sessões de drenagem linfática e uso de faixa compressiva, mantendo reavaliações semanais. Em 30 dias de acompanhamento, a paciente evoluiu com completo reparo e remissão da lesão.

Frente aos resultados obtidos, podemos concluir que o manejo conservador do seroma pós-endolaser foi eficaz, garantindo a segurança e qualidade de vida da paciente.

RCR-R001 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 1

TRATAMENTO DE MANCHA BRANCA COM INFILTRANTE RESINOSO: RELATO DE CASO
Francine Rodrigues, Roberta Pinto Pereira, Gabriela Romanini Basso
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A detecção precoce de lesões de mancha branca no esmalte dental possibilita a indicação de abordagens não invasivas voltadas à remineralização e à melhoria estética, preservando a estrutura dentária. Entre essas abordagens, o infiltrante resinoso destaca- se por promover mascaramento óptico das lesões sem necessidade de desgaste do esmalte. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso clínico de tratamento não invasivo de lesões de mancha branca em incisivos centrais superiores por meio da técnica de infiltração resinosa. Paciente do sexo masculino, 21 anos, apresentou-se com queixa estética associada à presença de lesões de mancha branca em ambos os incisivos centrais superiores. Após diagnóstico clínico e avaliação da profundidade das lesões, indicou-se o tratamento com infiltrante resinoso de baixa viscosidade (Icon®, DMG, Hamburgo, Alemanha). Inicialmente, foi realizada profilaxia dental, seguida da aplicação do infiltrante conforme protocolo recomendado pelo fabricante. A eficácia do tratamento foi avaliada imediatamente após o procedimento e em acompanhamento clínico após dois meses. Observou-se mascaramento satisfatório das lesões, com melhora estética significativa e manutenção da integridade estrutural do esmalte dental.

Conclui-se que a técnica de infiltração resinosa representa uma alternativa conservadora eficaz para o tratamento de lesões de mancha branca, proporcionando benefícios estéticos, conforto ao paciente e preservação tecidual. Contudo, ressalta-se a importância de estudos longitudinais para avaliação da estabilidade cromática e durabilidade dos resultados ao longo do tempo.

RCR-R002 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 1

Consumo de alimentos ultraprocessados como fator de risco para câncer de cabeça e pescoço: Revisão de Escopo
João Luiz Pozzobon, Renan Cavalheiro Langie, Bruna Lodi de Souza, Maria Martha Campos, Adriana Jou, Daiana Elisabeth Böttcher
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Alimentos ultraprocessados contêm aditivos industriais os quais muitas vezes estão associados a diversas patologias. Considerando que a boca, a faringe e a laringe são as primeiras vias de contato com alimentos e aditivos, torna-se fundamental investigar se o consumo de ultraprocessados pode influenciar patologias nessas regiões. Foram consultadas as bases PubMed, Embase, Web of Science, Scopus, Lilacs, Livivo e SciELO, além de busca manual, seguindo as diretrizes PRISMA-ScR (PRISMA Extension for Scoping Reviews). Não houve restrição de idioma ou período de publicação. Foram incluídos 29 estudos em humanos, que avaliaram o consumo de alimentos do Grupo 4 da classificação NOVA e que analisaram especificamente o risco de desenvolvimento de câncer. Extraíram-se dados sobre autores, país e ano de publicação; delineamento do estudo, localização anatômica do câncer e alimento avaliado; metodologia; variáveis de ajuste e medidas de associação. Observou-se predominância de estudos realizados em países de alto Índice de Desenvolvimento Humano. Apenas 3 estudos utilizam estritamente a classificação NOVA. As carnes processadas apresentaram o maior risco associado.

Concluiu-se que o tema apresenta amplas oportunidades para o aprofundamento científico. A heterogeneidade metodológica, as amostras reduzidas e a escassez de artigos que aplicam a classificação NOVA demonstram a necessidade de avanços em estudos mais robustos nesta área.

RCR-R003 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 1

Dimensão vertical de oclusão na reabilitação oral: uma overview de revisões sistemáticas
Isabella Fonseca de Oliveira Pinheiro, Livio Portela de Deus Lages, Roberta Pinto Pereira, Gabriela Romanini Basso
DENTÍSTICA FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A perda da estrutura dentária, por desgaste ou ausência de dentes, pode alterar a Dimensão Vertical de Oclusão (DVO), tornando necessária sua restauração ao longo do tempo. Este trabalho teve como objetivo realizar uma overview de revisões sistemáticas sobre a DVO, com foco nos métodos de registro e aumento, bem como na importância da fase de avaliação no contexto da reabilitação oral. Foram incluídas revisões publicadas entre 2020 e 2026, em inglês, português e espanhol, nas bases PubMed, BVS e Cochrane Library, que abordassem métodos de registro, avaliação ou alteração da DVO relacionados à reabilitação oral. Revisões que tratassem exclusivamente de pacientes pediátricos, condições sistêmicas específicas ou sem relação direta com reabilitação oral foram excluídas. A qualidade metodológica das revisões sistemáticas foi avaliada utilizando a ferramenta AMSTAR 2. Os artigos foram importados em um programa de software (Rayyan), utilizado para triagem das revisões. Dos 576 registros identificados, apenas 4 revisões atenderam aos critérios de inclusão. Destas, três abordaram amplamente os métodos de determinação e alteração da DVO, enquanto somente uma destacou a importância da fase de avaliação.

Conclui-se que métodos fisiológicos e métricos apresentam limitações, sendo recomendada a associação entre ambos para maior precisão no registro da DVO. Além disso, tanto restaurações fixas quanto dispositivos removíveis proporcionam resultados positivos na alteração da DVO, e o aumento pode ser bem-sucedido com ou sem a fase de avaliação.

RCR-R004 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 1

COMPATIBILIDADE QUÍMICA ENTRE CIMENTOS RESINOSOS DUAIS E SISTEMAS ADESIVOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA
Isabella Graziani Jorge Oliveira, Roberta Pinto Pereira, Gabriela Romanini Basso
Mestrado FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A interação entre sistemas adesivos e cimentos resinosos duais tem sido amplamente discutida na odontologia restauradora devido ao potencial de incompatibilidade química. Adesivos simplificados, especialmente aqueles com maior acidez e caráter hidrofílico, podem interferir na reação de polimerização química de materiais duais, comprometendo o grau de conversão dessa interface. Dessa forma, o objetivo desse estudo é revisar a literatura sobre a compatibilidade química entre sistemas adesivos e cimentos resinosos duais e suas implicações na estabilidade da interface adesiva. Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science utilizando os seguintes descritores: "Dental Cement"; "Dentin-Bonding Agents"; "Polimerization"; "Dentin"; "Dental Materials". Foram selecionados artigos publicados no período de 2002 à 2026. Editoriais, cartas, artigos de opinião e projetos de pesquisa foram excluídos. A partir da estratégia de busca 35 artigos laboratoriais e clínicos que investigaram a interação entre adesivos e cimentos de cura química ou dual foram selecionados. A literatura demonstra que alguns adesivos simplificados, especialmente os adesivos com pH ácido, podem ser quimicamente incompatíveis com cimentos resinosos duais, pois seus monômeros ácidos podem interferir na reação de polimerização química do cimento. Essa interação pode reduzir o grau de conversão na interface, resultando em menor resistência de união e maior susceptibilidade à degradação.

Conclui-se que a compatibilidade química entre sistemas adesivos e cimentos resinosos duais é determinante para a qualidade da interface adesiva e para a longevidade das restaurações indiretas.




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