9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 2061 a 2070


PN-R0120 - Painel Iniciante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 6

Investigação da Dimensão Fractal do Osso Trabecular Mandibular em Pacientes Pediátricos com Sobrepeso e Obesidade de Manaus
Sara Silva Tomé, Maria Julia Pugsley Baratto, Lucas Folador de Carvalho, Silvane E. Silva Evangelista, Caio Luiz Lins-Candeiro, Erika Calvano Kuchler, Maria Angélica Hueb de Menezes Oliveira, Bianca Lopes Cavalcante-leão
UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Existem diversas evidencias cientifica de que a obesidade impacta no metabolismo ósseo. Desta forma, objetivou-se investigar se a complexidade da estrutura óssea trabecular da mandíbula de crianças em idade escolar com obesidade e sobrepeso por meio da análise fractal. Foram avaliadas crianças em idade escolar (idade variando entre 6 a 12 anos), residentes no estado do Amazonas e atendidas em uma unidade de saúde na cidade de Manaus. Todos os responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O estado nutricional foi calculado de acordo com o peso, altura e gênero da criança. Foram excluídas crianças com baixo peso. Para a análise da Dimensão Fractal, foram delimitadas Regiões de Interesse (ROI) no côndilo e no corpo da mandíbula em radiografias panorâmicas. A dimensão fractal foi calculada pelo método de contagem de caixas (box-counting). A comparação entre os grupos 'peso normal- eutróficos' e 'acima do peso' (sobrepeso + obesidade) foi realizada pelo teste t de Student (alpha = 5%). A amostra consistiu em 81 pacientes (41 meninos e 40 meninas). Cinquenta e oito (71,6%) crianças tinham peso normal, 14 (17,3%) tinham sobrepeso e 9 (11,1%) tinham obesidade, totalizando 23 (28,4%) de crianças acima do peso. A média da DF variou entre 1,12 (desvio padrão = 1,15) e 1,24 (desvio padrão = 1,15). Não foi observada diferença estatisticamente significante entre o grupo com peso normal e o grupo acima do peso, tanto no côndilo quanto no corpo da mandíbula (p > 0,05).

A dimensão fractal do osso mandibular não está associada com o estado nutricional na amostra de escolares estudada.

PN-R0133 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 7

Angiogênese na irradiação de laser infravermelho em um ensaio de membrana corioalantóide: Resultados preliminares
Ana Celine Bruneli Cavalcanti Santo André, Natacha Kalline de Oliveira, Fabio Alves Filho, Luciana Corrêa, Maria Cristina Zindel Deboni
Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilo UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Verificar se existe diferença entre a angiogênese no alvo ou distante da irradiação de laser infravermelho (808nm) em 1J. Utilizamos o modelo de ensaio em membrana corioalantóide (MCA) de ovos de galinha fertilizados. 5 ovos fertilizados foram incubados a 38ºC por 3 dias em rotação em incubadora sob umidade de 80%. Após remoção de 2ml de albumina foi realizada uma abertura da casca, selamento por fita adesiva e os ovos foram mantidos sem rotação até o 7º dia embrionário. Em cada ovo foi inserido um anel inerte de silicone sobre as MCAs e em seguida o centro do anel(alvo) foi irradiado por um laser de diodo a energia de 1J (10") com 100mW de potência. Após o 14º dia embrionário as aberturas foram ampliadas e foram obtidas imagens da superfície das CAMs de todos os ovos. Foram medidos os vasos e contados os vasos intermediários e pequenos em 5 regiões da superfície da CAMs próximas e distantes do alvo do anel de forma aleatória. As imagens foram analisadas pelo ImageJ (NIH- USA). O maior vaso foi excluído da contagem e a espessura média dos vasos intermediários foi de 0.21mm. Foram contados 2 vasos intermediários e 104 vasos pequenos e 92.5 intersecções vasculares por CAM em média. Não houve diferença significativa (p=0.05) para a quantidade de vasos pequenos nas regiões próximas ou distantes do alvo da irradiação.

A angiogênese mostrou-se uniforme independente da distância do alvo da irradiação, entretanto isto deverá ser comparada a controles sem irradiação.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/15163-0)
PN-R0136 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 7

Scaffolds de alginato com doxiciclina para reparo tecidual na osteonecrose dos maxilares induzida por bisfosfonatos
Anna Luisa Ferreira Perri, Maria Eduarda de Freitas Santana Oliveira, Maísa Pereira da Silva, Mateus Torres e Silva, Gabriel Cardoso Pinto, Nuno João de Oliveira E. Silva, Roberta Okamoto, Francisley Ávila Souza
Diagnostico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar as propriedades físico-químicas e a resposta biológica de scaffolds de alginato funcionalizados com doxiciclina, com foco em aplicações na osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos (OMIM). A caracterização físico-química foi realizada por Microscopia Eletrônica de Varredura(MEV), Espectroscopia de Energia Dispersiva (EDS), A espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) e testes de hidratação e degradação em diferentes meios. Para a avaliação subcutânea, scaffolds cilíndricos padronizados (3 mm × 2 mm) foram produzidos por liofilização e distribuídos em dois grupos: alginato puro (AS) e alginato com doxiciclina (ASD), onde 18 ratos Wistar foram utilizados para análise em 7, 14 e 28 dias. O grupo AS apresentou infiltrado inflamatório crônico persistente e baixa integração tecidual, enquanto o ASD demonstrou resposta inflamatória moderada e maior vascularização, favorecendo a integração ao tecido. No modelo experimental de OMIM, 32 ratos Wistar foram submetidos à administração sistêmica de ácido zoledrônico, seguida de exodontia do primeiro molar inferior e tratamento local. Os animais foram divididos em 4 grupos: solução salina (SAL), zoledronato sem tratamento (ZOL), scaffold de alginato puro (SCAF) e scaffold com doxiciclina (DOX). Após 28 dias, a avaliação clínica demonstrou que o grupo ZOL apresentou exposição óssea persistente, atraso cicatricial e inflamação acentuada, enquanto o SCAF não promoveu melhora significativa. Em contraste, o grupo DOX evidenciou melhor fechamento da ferida e organização tecidual mais avançada.

Verifica-se que a doxiciclina no scaffold melhora a resposta inflamatória e favorece o reparo tecidual, mostrando potencial terapêutico na OMIM.

(Apoio: FAPs - Fapesp- Programas Regulares/Bolsas/No País/Iniciação Científica-Fluxo Contínuo  N° 2025/27424-2)
PN-R0139 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 7

Efeito da incorporação de sinvastatina em scaffold de alginato sobre a resposta tecidual e o reparo ósseo em modelo de OMIM
Bianca Mayumi Danno Chiarioni, Maria Eduarda de Freitas Santana Oliveira, Maísa Pereira da Silva, Mateus Torres e Silva, Gabriel Cardoso Pinto, Nuno João de Oliveira E. Silva, Roberta Okamoto, Francisley Ávila Souza
Departamento de Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a eficácia de um scaffold de alginato de sódio com incorporação de sinvastatina na modulação da resposta tecidual e no reparo ósseo em modelo experimental de osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos (OMIM), por meio de análises subcutânea, clínica e radiográfica. Scaffolds cilíndricos de alginato de sódio, com ou sem sinvastatina - alginato de sódio (AS) e alginato de sódio com sinvastatina (ASS) - foram obtidos por liofilização e caracterizados por microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia por dispersão de energia (MEV/EDS). Na etapa subcutânea, os biomateriais foram implantados em ratos Wistar (n=18), com avaliações histológicas aos 7, 14 e 28 dias. Para as análises clínica e radiográfica, 24 ratos submetidos ao ácido zoledrônico foram distribuídos nos grupos solução salina (SAL), ácido zoledrônico (ZOL) e sinvastatina (SINV). Após exodontia e aplicação local do scaffold, os animais foram avaliados após 28 dias. Na análise subcutânea, o alginato puro apresentou degradação lenta, infiltrado inflamatório crônico e limitada integração tecidual, enquanto o scaffold com sinvastatina promoveu inflamação persistente e menor organização do tecido conjuntivo. Clinicamente, o grupo SINV apresentou maior área de osso exposto, indicando prejuízo na cicatrização dos tecidos moles. Radiograficamente, o grupo SAL demonstrou maior radiopacidade alveolar (223,3 ± 11,57), com diferença significativa em relação ao grupo ZOL (p=0,02).

Os achados indicam que a incorporação isolada de sinvastatina ao scaffold de alginato não promoveu melhora da reparação óssea nem da cicatrização tecidual em modelo experimental de OMIM.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/27230-3)
PN-R0142 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 5

CARACTERIZAÇÃO CLÍNICO-MORFOLÓGICA DE DISPLASIAS EPITELIAIS ORAIS: 15 ANOS DE REGISTRO DE UM SERVIÇO DE PATOLOGIA ORAL
Camila Monteiro Cavalcante Soares, Aléxia Taís Morais Paiva, Amanda Claudino Gomes, Talytha Barbosa da Rocha, Manuel Antonio Gordón-núñez, Cassiano Francisco Weege Nonaka, Pollianna Muniz Alves
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Caracterizar perfil clínico-morfológico de casos de Displasia Epitelial Oral (DEO), diagnosticadas em um serviço público de referência em Patologia Oral, no período de 2011 a 2025. Estudo observacional, transversal e analítico. Parâmetros clínicos referentes ao paciente e a lesão foram obtidos das fichas clínicas de biópsias. A classificação histopatológica foi realizada de acordo com a OMS (hiperceratose, displasia epitelial leve, moderada e severa) e classificação binária de Kujan (baixo e alto risco). Utilizaram-se os testes Qui-quadrado e Mann-Whitney, considerando p<0,05. Dos 7475 casos do serviço, 810 (10,83%) foram DEO. A média de idade foi de 59±14,6 anos, indivíduos não-brancos (n=324; 51%) e do sexo masculino foram levemente mais acometidos (407M:403F). Profissão outdoor (n=266; 55,3%) e o tabagismo (n=88; 56,1%) predominaram. Lábio inferior foi a região mais afetada (n=252; 32,7%), seguida da borda de língua (n=91; 11,8%). Diagnóstico clínico prevalente foi Leucoplasia (n=395), com aspecto clínico de placa (n=473; 65,5%). Considerando a classificação da OMS, a hiperceratose foi o diagnóstico histopatológico mais prevalente (n=350; 43,2%), seguido de displasia epitelial leve (n= 288; 35,6%). Considerando a classificação binária, DEO de baixo risco correspondeu a 78,9% dos casos (n=639). Houve associação estatística entre lesões >1cm x DEO de alto risco (p=0,029) e leucoplasia x DEO de baixo risco (p<0,001).

Portanto, conclui-se que, das desordens potencialmente malignas, a leucoplasia foi mais observada correspondendo, histopatologicamente, a hiperceratoses e displasias epiteliais leves. Sugerindo, assim, lesões com baixo risco de transformação maligna na amostra estudada.

(Apoio: CNPq  N° 8588811759252720)
PN-R0143 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 5

Doxiciclina isolada ou associada ao protocolo PENTO na modulação da osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos
Samuel Araújo Santos, Maísa Pereira da Silva, Maria Eduarda de Freitas Santana Oliveira, Mateus Torres e Silva, Maria Julia Barbosa Ferreira, Karen Yasmin Martins do Nascimento Queiroz Bichiarov, Celso Fernando Palmieri Junior, Francisley Ávila Souza
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osteonecrose medicamentosa dos maxilares (OMIM) caracteriza-se pela presença de osso exposto por período superior a oito semanas em indivíduos submetidos à terapia com agentes anti reabsortivos, isoladamente ou em associação a imunomoduladores ou drogas antiangiogênicas, sendo uma condição de difícil manejo relacionada à falha no reparo ósseo. Este estudo investigou a ação da doxiciclina, isoladamente ou em combinação com pentoxifilina e tocoferol (protocolo PENTO), no reparo ósseo alveolar em modelo experimental de OMIM. Foram utilizados 32 ratos Wistar tratados com ácido zoledrônico por via caudal e submetidos à exodontia do primeiro molar inferior direito (Comitê de Ética nº 483/2023). Os animais foram distribuídos em quatro grupos: SAL (controle), ZOL (zoledronato), DOX (doxiciclina) e DOX+PENTO. As intervenções tiveram início sete dias após a exodontia e foram mantidas por 14 dias. Após 28 dias, realizou-se eutanásia e análise clínica, radiográfica e histológica. Os grupos DOX e DOX+PENTO apresentaram melhores desfechos clínicos, com redução significativa dos escores de osteonecrose (p<0,01). Na avaliação radiográfica, observou-se maior densidade óssea no grupo DOX+PENTO (200,5±17,48; p<0,001). A análise histomorfométrica revelou maior formação óssea no grupo DOX (1,172±0,341 mm²), com padrão centrípeto e presença de microvasos, enquanto o grupo DOX+PENTO apresentou intensa neoformação óssea associada ao aumento da vascularização. Em contrapartida, o grupo ZOL demonstrou prejuízo no reparo, com áreas necróticas e sequestros ósseos.

Os achados indicam que a doxiciclina, especialmente associada ao protocolo PENTO, favorece o reparo ósseo em modelo experimental de OMIM.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2022/16877-8)
PN-R0144 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 5

Os programas de rastreamento do câncer oral e alterações orais potencialmente malignas funcionam? Uma revisão de revisões sistemáticas
Valder Ferreira da Silva Filho, Letícia Rocha Dias da Motta, Rômulo Diniz Monteiro, Ana Júlia Oliveira Lopes Dias, Natália Cristina Ruy Carneiro, Leonardo Nogueira Rodrigues, Mariana Saturnino de Noronha, José Alcides Almeida de Arruda
FACULDADE SETE LAGOAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Considerando a elevada prevalência e o risco de transformação maligna das alterações orais potencialmente malignas (AOPM), o rastreamento eficaz emerge como eixo crítico para a detecção precoce/prevenção do câncer oral (CO). Este estudo teve como objetivo sintetizar as evidências provenientes de revisões sistemáticas, respondendo à seguinte questão: quais evidências sustentam os programas/estratégias de rastreamento para AOPM e CO em escala global. Conduziu-se uma revisão de revisões sistemáticas, seguindo as diretrizes PRISMA (OSF: 10.17605/OSF.IO/QNFVM). As buscas foram realizadas no PubMed, Embase, Scopus, Web of Science, Cochrane Library, LILACS e Google Scholar. Revisões sistemáticas e/ou metanálises que avaliaram programas de rastreamento/estratégias para a detecção precoce de AOPM e/ou CO foram elegíveis. O risco de viés foi avaliado utilizando o AMSTAR 2. Vinte e três revisões sistemáticas foram incluídas. O exame visual oral destacou-se como estratégia central de rastreamento, com alta aplicabilidade em exames de rotina, apresentando boa sensibilidade e elevada especificidade. Contudo, sua extrapolação para o contexto populacional permanece controversa, especialmente em grupos de risco. Inteligência artificial, técnicas ópticas e corantes, apresentam baixa especificidade quando utilizadas isoladamente.

O rastreamento oportunístico, associado à avaliação clínica rotineira e confirmação histopatológica, permanece como abordagens mais robusta, embora persistam incertezas quanto ao custo-benefício de programas populacionais.

PN-R0149 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 5

Líquen plano oral e fatores psicogênicos: ansiedade, estresse e depressão
Cler Bonfante Blanco, Alice Maia Machado Costa, Marcela Baio Stecca, Maria Rita Oliveira Valverde, Mariana Kelly Felicíssimo Lopes, Tony Eduardo Costa, Lainy Wendiny da Rocha Ribeiro, Gisele Maria Campos Fabri
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre o líquen plano oral (LPO) e fatores psicogênicos, avaliando sua influência na progressão da doença. Realizou-se uma revisão integrativa na base de dados PubMed, incluindo estudos publicados entre 2015 e 2026, com foco em pesquisas clínicas e revisões sistemáticas que utilizaram instrumentos validados, como a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21) e inventários de Beck. Os resultados evidenciaram elevada prevalência de alterações psicológicas em pacientes com LPO, com taxas de 54,76% para ansiedade, 41,10% para estresse e 31,19% para depressão, além de razões de chances significativamente superiores às de indivíduos hígidos. Observou-se ainda a participação de mecanismos biológicos, como a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, alterações nos níveis de cortisol salivar e deidroepiandrosterona, e superexpressão de serotonina associada à gravidade clínica e à sintomatologia dolorosa. Os resultados sugerem uma interação bidirecional entre fatores emocionais e manifestações clínicas do LPO.

Conclui-se que há uma associação bidirecional entre fatores psicogênicos e o LPO, reforçando a importância de uma abordagem multidisciplinar, com integração entre suporte psicológico e tratamento odontológico para melhor prognóstico.

PN-R0152 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 5

Manejo Perioperatório Odontológico em Pacientes sob uso de Terapia Imunobiológica: Uma Revisão Crítica
Pedro Emílio Caldas Mota, Gabriel da Silva Pereira, João Pedro Cappai Spatini, Matheus Cardoso Lima de Oliveira, Rafael Leite Zechini, Laura Silva Siano Rodrigues, Lydia Silva Provinciali, Gisele Maria Campos Fabri
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Realizou-se revisão da literatura acerca do manejo perioperatório de pacientes em uso de imunobiológicos submetidos a cirurgias odontológicas. A busca foi realizada nas bases PubMed, Web of Science e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), incluindo 11 estudos entre pesquisas clínicas, revisões sistemáticas e diretrizes clínicas. Analisou-se o perfil farmacológico das terapias, as estratégias perioperatórias e as principais complicações cirúrgicas. Os imunobiológicos inibem alvos específicos do sistema imunológico, impactando na cavidade oral, aumentando o risco de infecções graves. Porém, os estudos evidenciaram ausência de protocolos padronizados e condutas clínicas heterogêneas. As exodontias representaram os procedimentos mais associados à ocorrência de infecções e osteonecrose dos maxilares, especialmente em usuários de denosumabe. A suspensão temporária do fármaco permanece controversa, pois, embora possa reduzir complicações locais, também pode favorecer a reativação da doença sistêmica. Medidas como adequação bucal prévia, antissepsia com clorexidina, antibioticoprofilaxia e técnicas cirúrgicas minimamente invasivas foram frequentemente recomendadas, apesar da limitação das evidências disponíveis.

Conclui-se que o manejo desses pacientes requer avaliação sistemática individualizada, baseada na atividade da doença, no perfil farmacológico do imunobiológico e na complexidade cirúrgica, associada a rigoroso controle infeccioso e planejamento operatório conservador. Estudos multicêntricos prospectivos são necessários para consolidação de diretrizes clínicas seguras, reprodutíveis e baseadas em evidências robustas.

PN-R0159 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 6

Vitamina K2 funcionalizando substituto ósseo e seu impacto na expressão gênica durante a regeneração óssea em defeitos de calvária de ratos
Luiz Guilherme Barzaghi de Oliveira, Juliana de Moura, Bruna Kaori Namba Inoue, Sabrina Cruz Tfaile Frasnelli, Paulo Roberto Botacin, Gabriel Mulinari Dos Santos, Roberta Okamoto
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A regeneração óssea com biomateriais é uma abordagem consolidada; estratégias recentes buscam ampliar sua bioatividade por meio da funcionalização com biomoléculas. Nesse contexto, a vitamina K2 favorece a mineralização óssea, e a sonoquímica destaca-se como técnica promissora para sua incorporação aos biomateriais. Este estudo teve como intuito comparar os efeitos do Cerabone® sonicado, funcionalizado ou não com a vitamina K2, no reparo de defeitos críticos confeccionados em calvária de ratos. Para realização do estudo, foram utilizados 28 ratos machos, distribuídos randomicamente em dois grupos: Cerabone® sonicado (CerS) (n=14) e Cerabone® + vitamina K2 sonicados (Cer+VitK2S) (n=14). Após 10 dias, foi realizada análise de expressão gênica por qPCR para avaliação de marcadores do reparo ósseo e, aos 28 dias, análise por microtomografia computadorizada para quantificação do tecido ósseo neoformado. Os dados foram submetidos à análise estatística (p<0,05). A qPCR demonstrou aumento na expressão de genes relacionados ao reparo ósseo (ALP, RUNX2, OCN e IBSP), enquanto a micro-CT não evidenciou diferenças expressivas entre os grupos. A análise estatística foi realizada com o software Graph Pad Prism, 7.03, com teste t não pareado.

Os resultados indicam que a vitamina K2 favorece a ativação de respostas celulares relacionadas ao reparo ósseo, promovendo aumento da expressão gênica e demonstrando potencial para contribuir com o processo de reparo ósseo.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2025/20823-9)



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