9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 1531 a 1540


PNc0461 - Painel Efetivo
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto do tratamento restaurador de molares permanentes com hipomineralização grave na qualidade de vida relacionada à saúde bucal
Roberta Costa Jorge, Bianca Mattos Dos Santos Guerra, Gabriella de Freitas Machado, Patricia Papoula Gorni Dos Reis, Clarissa Calil Bonifácio, Daniela Hesse, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo, Vera Mendes Soviero
Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o impacto do tratamento restaurador de primeiros molares permanentes (PMP) com Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) grave na qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Foram incluídos participantes com pelo menos um PMP com fratura pós-eruptiva, cárie atípica ou restauração atípica insatisfatória, afetando 2 ou mais superfícies e cúspides. Os participantes foram randomizados em dois grupos: Hall Technique (HT; n = 42) ou restauração com cimento de ionômero de vidro (CIV; n = 37). O questionário de impacto da HMI na qualidade de vida (MIHIS) foi aplicado antes (T0) e 6 meses após (T1) o tratamento. As variáveis independentes investigadas foram: idade, sexo, dentes anteriores afetados, experiência de cárie (CPO-D/ceo-d) e presença de PUFA/pufa no baseline, além do tipo e desfecho do tratamento (sucesso x falha). As análises estatísticas incluíram os testes de Wilcoxon e Mann-Whitney. Foram avaliados 79 participantes, sendo 42 meninas (59,2%), com média de idade de 9,08 anos (DP = 1,78). A média da pontuação total do MIHIS em T0 foi de 39,9 (DP = 10,8) e em T1 de 38,2 (DP = 12,3) (p = 0,059). Observou-se redução significativa nos escores médios das perguntas relacionadas aos sintomas orais (SO) na amostra total (p = 0,010) e às limitações funcionais (LF) quando dentes anteriores estavam afetados (p = 0,013) ou quando o tratamento foi realizado com HT (p=0,002). Os valores de redução (T0- T1) da dimensão LF foi significativamente maior no grupo HT (p = 0,018). Não foram observadas diferenças na PE entre os grupos (p > 0,05).

O tratamento reduziu os sintomas orais, independentemente da técnica restauradora. A Hall Technique esteve associada a maior redução das limitações funcionais, sem impacto diferencial na percepção estética.

(Apoio: FAPs - POS-DOC NOTA 10  N° 206.036/2022  |  FAPs - POS-DOC NOTA 10  N° 206.036/2022)
PNc0465 - Painel Efetivo
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

As Diretrizes para a Prática Clínica em Odontopediatria no Brasil atendem aos padrões de qualidade do AGREE II?
Rokaia Ahmed Elagami, Lívia da Rosa Oliveira, Thaís Marchezini Reis, Thais Gimenez, Tamara Kerber Tedesco, Daniela Prócida Raggio
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Diretrizes de Prática Clínica são documentos desenvolvidos sistematicamente para apoiar a tomada de decisão em saúde. Este estudo avaliou criticamente a qualidade metodológica da 4ª edição (2024) de Diretrizes para a prática clínica em odontopediatria organizada pela ABOPED, utilizando o instrumento AGREE II. Dois revisores (R.A.E. e L.R.O.) independentes avaliaram os capítulos utilizando a ferramenta AGREE II, que compreende 23 itens distribuídos em seis domínios e uma avaliação geral. Cada item foi pontuado em escala Likert de 7 pontos. A avaliação considerou consistência entre revisores; variações ≤2 pontos foram aceitas e discrepâncias ≥3 resolvidas por discussão ou terceiro avaliador. Os escores dos domínios foram padronizados e apresentados como média e intervalo de confiança de 95% (IC95%). As pontuações dos domínios foram calculadas conforme o manual do AGREE II, pela soma dos itens de cada domínio. Para a recomendação geral, foram considerados os domínios 3 (Rigor do desenvolvimento), 4 (Clareza da apresentação) e 5 (Aplicabilidade). Os 38 capítulos foram incluídos e analisados como unidades independentes. O maior escore médio foi no Domínio 4 (74,1; IC95%: 69,4-78,8), e o menor no Domínio 6 (0,0; IC95%: 0,0-0,0), seguido pelos Domínios 5 (9,3; IC95%: 6,4-12,3) e 3 (10,4; IC95%: 9,3-11,5). Nenhum dos capítulos foi classificado como recomendado para uso.

A 4ª edição das Diretrizes em odontopediatria apresenta qualidade metodológica insatisfatória em relação à ferramenta AGREE II, com limitações nos domínios de rigor de desenvolvimento, aplicabilidade e independência editorial. Esses achados reforçam a necessidade de maior rigor, transparência e adesão aos guias de relato na elaboração de diretrizes.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo-FAPESP  N° 2024/14363-2  |  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo-FAPESP  N° 2025/11219-0  |  CAPES  N° 001)
PNc0466 - Painel Efetivo
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Opções para tratamento de dentes decíduos com comprometimento pulpar irreversível: ensaio clínico randomizado, cego e de equivalência
Mariana Coutinho Sancas, Maity Gonçalves Avelino, Letícia Moreira de Lima, Gloria Fernanda Barbosa de Araujo Castro, Laura Guimarães Primo
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho visou avaliar a equivalência de diferentes opções terapêuticas para tratamento de dentes decíduos com comprometimento pulpar irreversível. Conduziu-se um ensaio clínico controlado randomizado cego de equivalência, com crianças de 3 a 9 anos apresentando comprometimento pulpar irreversível em dentes decíduos. Os dentes foram alocados aleatoriamente, com base na extensão do comprimento radicular remanescente, em quatro grupos: até um terço de reabsorção radicular (RR) - Grupo 1: Pulpectomia ou Grupo 2: Tratamento Endodôntico Não Instrumental (TENI); mais de um terço de RR - Grupo 3: TENI ou Grupo 4: Exodontia. Aqueles submetidos às terapias pulpares foram restaurados com resina composta na mesma sessão. As avaliações clínicas e radiográficas foram realizadas por avaliador treinado e calibrado, durante 12 meses, quanto à remissão ou presença de sinais e sintomas e à cicatrização local. Utilizou-se o software SPSS (α = 0,05) para analisar os dados, e a equivalência foi avaliada pelo teste das duas margens unilaterais (Two One-Sided Tests - TOST), com margem de equivalência pré-definida de 21%. A amostra final contou com 16 dentes por grupo, em pacientes de 5,7 anos em média. Os grupos apresentaram desempenho satisfatório até 12 meses, tendo o Grupo 4 apresentado a maior taxa de sucesso, seguido pelos Grupos 2, 1 e 3. Todos os tratamentos foram considerados equivalentes aos 1 e 3 meses (p = 0,000). Aos 6 meses, apenas os Grupos 2 e 4 foram considerados equivalentes, ambos exibindo 100% de sucesso (p = 0,000). Aos 12 meses, não se observou equivalência entre nenhum dos tratamentos.

Concluiu-se que todas as modalidades de tratamento demonstraram desempenho satisfatório, contudo, sem equivalência estatística aos 12 meses.

PNc0526 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Curvas de baixo Apgar: relação com idade materna e escolaridade em nascidos vivos de Curitiba
Juliana Schaia Rocha, Deborah Ribeiro Carvalho, José Alberto de Souza, Ádelin Olívia Lopes Joly Rodrigues, Isabela Cristina Santos Freire de Paula, Andrea Tuchtenhagen Wendt
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo estimou curvas de prevalência de Apgar <7 ao 5º minuto segundo idade materna, estratificadas pela escolaridade, em nascidos vivos de Curitiba (PR), 2013-2021. Estudo transversal com dados do SINASC (n=202.026). O desfecho foi Apgar <7 ao 5º minuto. As variáveis independentes foram idade materna (contínua) e escolaridade (primária, secundária, terciária). Utilizou-se regressão de Poisson com variância robusta, ajustada por ano de nascimento e sexo. A idade foi modelada por polinômios fracionários. Estimaram-se curvas de prevalência previstas estratificadas para avaliar modificação de efeito. Todas as análises foram conduzidas no Stata 16. A prevalência global do Apgar <7 foi 1,0%. Observou-se associação não linear, com maior prevalência nos extremos etários, especialmente na adolescência e ≥35 anos, com aumento após 40-45 anos. As curvas estratificadas mostraram que mães com menor escolaridade apresentaram maiores prevalências em todas as idades, com ampliação das diferenças em idades avançadas.

Os achados indicam modificação de efeito da escolaridade na relação entre idade materna e baixo Apgar, evidenciando iniquidades sociais nos desfechos neonatais.

(Apoio: EDITAL INTERNO 022020 - INCENTIVO A PROJETOS DE PESQUISA CIENTÍFICA, TECNOLÓGICA E DE INOVAÇÃO PUC  N° 022020 )
PNc0532 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da Terapia Antirretroviral e da Saúde Mental nas condições bucais de pessoas vivendo com HIV
Ronald Jefferson Martins, Carolina Enemoto Silva, Aurineide Souza Pessoa Dias, Fernando Yamamoto Chiba, Tânia Adas Saliba
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo da pesquisa foi avaliar a influência de fatores sociodemográficos, farmacológicos e psicológicos sobre as condições bucais de pessoas que vivem com HIV, atendidas em um Serviço Ambulatorial Especializado do Noroeste Paulista. Trata-se de um estudo observacional, transversal e analítico, realizado com 111 indivíduos. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e comportamentais por meio de questionário e análise de prontuários clínicos. A presença de Transtornos Mentais Comuns (TMC) foi avaliada por meio da Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Analisaram-se as condições bucais por meio do índice CPOD, mensuração do pH e fluxo salivar total. Na maioria da amostra observou-se carga viral indetectável e contagem de CD4+ superior a 500 células/mm³. Os sintomas de ansiedade estiveram presentes em 60,3% dos indivíduos e os de depressão em 20,7%. Em relação à saúde bucal, 53,1% apresentaram hipossalivação, 43,2% pH salivar ácido e a média do índice CPOD foi de 12,95. Identificou-se associação entre menor faixa etária e menor CPOD, bem como entre carga viral indetectável e CD4+ >500 células/mm³ com maior fluxo salivar. Indivíduos com depressão mostraram tendência a piores indicadores bucais e alguns regimes antirretrovirais associaram-se a valores mais elevados de CPOD.

Conclui-se que mesmo com controle virológico adequado, pessoas que vivem com HIV apresentam alterações bucais relevantes, influenciadas por fatores farmacológicos e psicológicos.

(Apoio: CAPES)
PNc0542 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Consenso de especialistas para geração de itens para um intrumento de avaliação futuro sobre Odontologia Baseada em Evidências
Murilo Fernando Neuppmann Feres, Viviane de Oliveira Prado, Luigi Nibali, Hong he, Ben Balevi, Nikolaos Pandis, Magda Feres, Carlos Flores Mir
Ortodontia e Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Odontologia Baseada em Evidências (OBE) é essencial para a tomada de decisão clínica, porém há limitações quanto à disponibilidade de instrumentos abrangentes e validados para sua avaliação. O objetivo deste estudo foi obter consenso entre especialistas quanto à relevância de itens para a construção de um instrumento de avaliação da OBE. Foi conduzido um estudo Delphi modificado com um painel internacional composto por 68 especialistas, com 58 participantes na primeira rodada e 50 nas rodadas subsequentes. Foram avaliados inicialmente 133 itens, distribuídos em domínios como barreiras e facilitadores, percepção, disposição, conscientização, conhecimento autorrelatado, conhecimento real, disseminação do conhecimento, implementação autorrelatada e benefícios ao paciente. Após a primeira rodada, 66 itens atingiram consenso para inclusão. Na segunda rodada, 23 novos itens foram adicionados e 11 reformulados. Ao final, 145 itens atingiram consenso para manutenção e 11 foram excluídos. Conclui-se que houve elevado grau de consenso, resultando em um conjunto abrangente de itens que pode subsidiar o desenvolvimento de instrumento válido para avaliação da OBE na Odontologia.

Conclui-se que houve elevado grau de consenso, resultando em um conjunto abrangente de itens que pode subsidiar o desenvolvimento de instrumento válido para avaliação da OBE na Odontologia.

(Apoio: CAPES  N° 88887.937520/2024-00  |  CAPES  N° 88887.644216/2021-00)
PNc0546 - Painel Efetivo
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Prevalência do Transtorno do Espectro Autista em populações indígenas: uma revisão de escopo
Natália Cristina Ruy Carneiro, Letícia Veloso de Freitas, Emmanuel Felipe Marques Almeida, Gabriel Robert Gomes, Carlos Flores Mir, Leda Mugayar, Ana Cristina Borges Oliveira
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo objetivou mapear as evidências científicas sobre a prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em populações indígenas. Foi realizada uma revisão de escopo seguindo as diretrizes do PRISMA-ScR, conduzida nas bases PubMed/Medline, Embase e Web of Science em abril de 2026. A pesquisa incluiu estudos observacionais e revisões sistemáticas que abordaram a prevalência de TEA em populações indígenas. Não houve restrição de idioma ou data. O protocolo foi registrado no Open Science Framework (nº 10.17605/OSF.IO/SYCMP). Foram incluídos dezessete estudos desenvolvidos na Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Taiwan e Estados Unidos. Observou-se heterogeneidade substancial entre os estudos, com o número de participantes indígenas variando de 93 a 590.676 indivíduos com idades entre zero e 29 anos. A estimativa de prevalência de TEA nessa amostragem de indígenas variou de 0,07% a 5,3%, com predominância do sexo masculino (aproximadamente 76,7% a 86,0%). Uma proporção dos casos de TEA também foi identificada com deficiência intelectual, com taxas relatadas de 0,76%, 1% e 62% em três estudos. Muitos diagnósticos foram concluídos com base em registros educacionais ou administrativos. Barreiras estruturais, incluindo isolamento geográfico e acesso limitado a serviços de saúde apropriados, foram associadas a possíveis subdiagnósticos de TEA.

As evidências disponíveis indicaram que a prevalência de TEA em populações indígenas é altamente variável, mas consistentemente presente em diversos contextos geográficos. A ampla variação nas estimativas relatadas reflete não apenas a heterogeneidade metodológica dos estudos, mas também as desigualdades estruturais persistentes no acesso aos serviços de saúde.

PNc0552 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Disparidades em saúde bucal e barreiras de acesso ao cuidado odontológico na população transgênero: revisão sistemática
Thalita Santana Conceição, Carlos Gabriel Valério da Silva, Karla Viviane Costa Froes, Camila Dayla Melo Oliveira, Lorena Lúcia Costa Ladeira
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou sintetizar evidências sobre condições de saúde bucal, barreiras de acesso ao cuidado odontológico e necessidades da população transgênero. Métodos: Revisão sistemática conduzida conforme o PRISMA 2020, com protocolo registrado no PROSPERO (CRD420251007460). As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, EMBASE, Web of Science, LILACS e SciELO, além de busca manual, utilizando descritores e termos livres combinados pelos operadores booleanos "AND" e "OR". Não houve restrição de idioma ou período. Foram incluídos estudos observacionais, qualitativos e de métodos mistos com adultos transgênero (≥18 anos). A seleção foi realizada por dois revisores independentes, e a qualidade metodológica foi avaliada pelos instrumentos JBI e Newcastle-Ottawa. A síntese dos dados foi narrativa. Foram incluídos 17 estudos de seis países, totalizando mais de 557.000 participantes. Observou-se elevada experiência de cárie (CPO-D: 6,86-8,4), além de doença periodontal, lesões de mucosa oral e impacto negativo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal. As principais barreiras de acesso incluíram medo decorrente de discriminação prévia, despreparo profissional, misgendering, limitações financeiras e discriminação institucional. A terapia hormonal de afirmação de gênero esteve associada a alterações no fluxo salivar e na resposta gengival.

Evidenciam-se importantes disparidades em saúde bucal na população transgênero, relacionadas a fatores estruturais e programáticos. Destaca-se a necessidade de estudos longitudinais sobre os efeitos da terapia hormonal, bem como de intervenções baseadas no cuidado afirmativo e na qualificação profissional em saúde bucal.

(Apoio: CAPES)
PNc0556 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Uso de drogas e saúde bucal em pessoas trans, travestis e não binárias em projeto de extensão
Andreia Maria Araujo Drummond, Leticia Ramos Pereira, Hudson Vinicius de Almeida Lima, Luciana Gravito de Azevedo Branco, Hebertt Gonzaga dos Santos Chaves
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi identificar a frequência do uso de drogas lícitas e ilícitas, compreender motivações para o consumo e avaliar a saúde bucal de pessoas trans, travestis e não binárias (TTNB+) atendidas no TransOdonto, projeto de extensão da FAO UFMG. Realizou-se estudo de método misto com 20 participantes entre outubro de 2024 e abril de 2025. Foram coletados dados de fichas clínicas, aplicado o ASSIST v3.1 modificado e conduzidas entrevistas semiestruturadas. Testes estatísticos foram realizados (p<0,05) e procedeu-se à análise temática das entrevistas. A maioria era jovem, com idade entre 23 e 27 anos, ensino superior incompleto, baixa renda e histórico de vulnerabilidade. As principais demandas odontológicas incluíram presença de cárie, necessidade de avaliação clínica e outras patologias. O ASSIST indicou necessidade de intervenção breve para álcool (n=10), além de uso frequente de tabaco e maconha (n=9). As entrevistas evidenciaram início precoce do uso de substâncias, associado a influências sociais e familiares, além de experiências de violência e exclusão.

Conclui-se que pessoas TTNB+ apresentam elevada vulnerabilidade social, associada a demandas em saúde bucal e uso de substâncias, reforçando a necessidade de atenção integral, acolhedora e sensível no SUS.

(Apoio: CAPES  N° 88887.712700/2022-00  |  Pró-Reitoria de Extensão da UFMG  N° S/N  |  CAPES  N° 88881.127935/2025-01)
PNc0557 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Entre a vivência e a formação: análise do estigma em saúde mental em graduandos de Odontologia
Waleska Fernanda Souto Nóbrega, Luisa Espadinha Rossi de Barros, Maria Luiza Matos Carvalho França, Milene Aparecida da Conceição, Madson Henrique Soares Pinheiro, Danilo Vieira Barbosa, Gustavo Correia Basto da Silva
Odontologia Social e preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os transtornos mentais representam importante problema de saúde pública, e o estigma associado pode comprometer o acesso e a continuidade do cuidado em saúde. Este estudo analisou a presença de atitudes estigmatizantes entre graduandos de Odontologia frente a pessoas com transtorno mental, comparando ingressantes e concluintes. Trata-se de estudo transversal, quantitativo e analítico, realizado com 92 estudantes do primeiro e décimo períodos do curso de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Utilizou-se a Escala de Atitudes em Saúde Mental (EASM), considerando-se como variável dependente a média dos itens relacionados ao paradigma biomédico. As análises foram realizadas no SPSS, empregando teste t, ANOVA e regressão linear múltipla stepwise (p≤0,05). O modelo final foi significativo (F=5,087; p<0,001). Maior faixa etária (β=-0,231; p=0,017) e histórico de uso de medicação relacionada à saúde mental (β=-0,207; p=0,039) associaram-se à menor presença de atitudes estigmatizantes e menor influência do paradigma biomédico. Por outro lado, não ter recebido conhecimento sobre saúde mental durante a graduação associou-se ao aumento de atitudes estigmatizantes e da influência do paradigma biomédico (β=0,213; p=0,037). Ter familiar com transtorno mental também esteve associado ao aumento do escore biomédico (β=0,286; p=0,006).

Os achados sugerem menor presença de atitudes estigmatizantes entre participantes de maior faixa etária e com histórico de uso de medicações em saúde mental, enquanto maior ocorrência foi observada entre indivíduos sem formação e com familiares com transtornos mentais. Os resultados reforçam a importância da educação e do contato qualificado na promoção do cuidado psicossocial.

(Apoio: PROBIC/FAPEMIG)



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