9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 1491 a 1500


PN-R0280 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Acesso digital domiciliar e condições bucais em adultos dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro - uma análise da Pesquisa SB Brasil 2023
Patricia Nivoloni Tannure, Amanda Pires Vidal, Debora Pereira de Azevedo, Isabella Souza Moretti, Aline Borburema Neves Veloso
Mestrado Profissional em Odontologia UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A inclusão digital tem emergido como importante determinante social da saúde, influenciando o acesso à informação e aos serviços de saúde. Entretanto, sua associação com condições bucais é pouco explorada. Objetivou-se avaliar a associação entre inclusão digital domiciliar e condições bucais em adultos dos estados de SP e RJ. Trata-se de um estudo transversal analítico utilizando os dados da pesquisa nacional SBBrasil 2023 envolvendo adultos de 35-44 anos. Foi construído um escore de inclusão digital domiciliar baseado na presença de televisão, internet, computador e telefone celular. Os desfechos analisados foram CPOD, periodontite(CPI≥3) e perda de inserção periodontal alterada(PIP≥1). Realizaram-se análises descritivas, testes de associação, correlação de Spearman e regressão logística binária ajustada(α=5%). Foram incluídos 671 adultos. O escore digital médio foi 3,42±0,72 pontos e 52,9% apresentaram alta inclusão digital. O CPOD apresentou distribuição anormal (p<0,001) e diferiu significativamente entre os níveis de inclusão digital (p<0,001). Observou-se maior prevalência de periodontite nos indivíduos com baixa inclusão digital (64,3%) em comparação aos de alta (28,7%) (p<0,001) assim como para perda de inserção periodontal (71,4% vs. 28,9%; p<0,001). Na regressão, maiores escores digitais associaram-se a menores chances de CPOD elevado (OR=0,76; IC95%=0,59-0,97), periodontite (OR=0,64; IC95%=0,50-0,83) e PIP alterado (OR=0,70; IC95%=0,54-0,90).

Pode-se concluir que a exclusão digital parece representar importante marcador de vulnerabilidade social e de desigualdade em saúde bucal, influenciando tanto a experiência de cárie quanto as condições periodontais.

PN-R0287 - Painel Efetivo
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Potencial do LED violeta na otimização do clareamento dental com peróxido de hidrogênio a 35%: efeitos sobre cor, pH e temperatura
Tatiane Miranda Manzoli, Joatan Lucas de Sousa Gomes Costa, Milton Carlos Kuga, Andrea Abi Rached Dantas
Ciências odontológicas UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo avaliar o potencial do LED violeta no protocolo de clareamento com peroxido de hidrogênio a 35% (HP), analisando também o efeito no pH e na temperatura. Sessenta amostras de dentes bovinos foram manchadas de chá preto, após esse procedimento foi realizada a distribuição em grupos (n=10), onde: G1-utilizou peróxido de hidrogênio 35%, renovando o gel; G2- utilizou peróxido de hidrogênio 35%, sem renovar o gel; G3- utilizou peróxido de hidrogênio 35%, renovando o gel e com a utilização do LED violeta; G4- utilizou peróxido de hidrogênio 35%, sem renovar o gel e com a utilização do LED violeta. Foram realizadas duas sessões de clareamento, onde a avaliação de cor foi feita por espectrofotometria (ΔE00 e WID) em diferentes tempos. Simultaneamente, o pH e a temperatura do gel foram monitorados durante o procedimento. Os dados foram submetidos à ANOVA de duas vias e foi realizado o pós-teste de Bonferroni (α=5%). Os grupos G3 e G4 apresentaram a maior alteração de cor (p < 0,05). A renovação do gel não influenciou os resultados cromáticos em nenhum dos protocolos. Todos os grupos apresentaram redução no pH, porém nenhum atingiu o limite crítico de desmineralização do esmalte (5,5). Houve um aumento de temperatura nos grupos G3 e G4, quando comparados ao grupo G1 (p < 0,05).

Diante dos resultados obtidos, o uso do LED violeta potencializa a eficácia do peróxido de hidrogênio a 35%, permitindo uma redução substancial do tempo clínico sem comprometer a segurança biológica (pH e temperatura). Além disso, a prática de renovação do gel mostrou-se desnecessária para o sucesso do tratamento

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0291 - Painel Efetivo
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Efeito dos dentifrícios experimentais contendo micropartículas de quitosana e epigalocatequina-3-galato na remineralização da dentina
Luísa Valente Gotardo, Antonio Claudio Tedesco, Letícia de Sousa Franco, Karen Pintado Palomino, Aline Evangelista Souza-Gabriel, Silmara Aparecida Milori Corona
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi desenvolver novos dentifrícios fluoretados contendo epigalocatequina-3-galato (EGCG) e micropartículas de quitosana (MQ) e avaliar seu efeito na remineralização da dentina submetida à ciclagem de pH, por meio da análise da microdureza superficial e da morfologia de superfície por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Cinquenta espécimes de dentina bovina foram distribuídos em cinco grupos de dentifrícios: sem flúor (C-), fluoretado (1450 ppm F) (C+), fluoretado com EGCG (EGCG), fluoretado com micropartículas de quitosana (MQ) e fluoretado com EGCG encapsulada em micropartículas de quitosana (EGCG+MQ). Os espécimes foram avaliados em três condições: hígido, sem tratamento (H), desmineralizado, com lesão de cárie artificial (D) e tratado, após ciclagem de pH por 7 dias e aplicação dos dentifrícios duas vezes ao dia (T). Os dados foram analisados por ANOVA de duas vias com medidas repetidas, seguido do teste post hoc de Bonferroni (α=5%). Na análise de microdureza, o grupo EGCG+MQ apresentou valores significativamente superiores em relação aos demais grupos (p<0,05). Na análise de cada grupo isolado, C- e C+ apresentaram diferença entre as condições H, D e T, com menor microdureza na condição T, devido à ciclagem de pH. Já EGCG, MQ e EGCG+MQ não diferiram entre as condições D e T (p>0,05). Na análise qualitativa por MEV, não houve obliteração expressiva de túbulos dentinários em nenhum dos grupos.

Conclui-se que o dentifrício EGCG+MQ apresenta desempenho superior na remineralização da dentina, evidenciado pela maior microdureza. Os dentifrícios MQ e EGCG mostraram bom potencial para manter os valores de microdureza mesmo após a ciclagem de pH, quando comparados aos dentifrícios sem flúor e fluoretado.

(Apoio: CAPES  N° 88887.008135/2024-00)
PN-R0393 - Painel Efetivo
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 11

Variação térmica da polpa induzida pela fotopolimerização de materiais de proteção pulpar: uma revisão sistemática
Roberta Pimentel de Oliveira, Lucas Gabriel Silva Ferreira, Elma Vieira Takeuchi, Cecy Martins Silva, Hércules Bezerra Dias
Programa de Pós Graduação em Odontologia CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática teve como objetivo investigar a associação entre a fotopolimerização de materiais de capeamento pulpar e as alterações da temperatura intrapulpar durante procedimentos de capeamento pulpar indireto. A revisão seguiu as diretrizes PRISMA e foi registrada no PROSPERO. Foram realizadas buscas eletrônicas no PubMed, BVS/LILACS, Embase, Web of Science e Scopus, bem como na literatura cinzenta, sem restrições de idioma ou data de publicação. Foram incluídos apenas estudos in vitro que avaliaram materiais de capeamento pulpar fotopolimerizáveis em dentes permanentes com lesões cariosas profundas, nos quais a temperatura pulpar foi mensurada durante a fotopolimerização. A qualidade metodológica foi avaliada utilizando uma ferramenta adaptada baseada no CONSORT. Seis estudos atenderam aos critérios de inclusão. Todos os estudos relataram um aumento na temperatura intrapulpar durante a fotopolimerização; entretanto, na maioria dos casos, os valores permaneceram abaixo do limiar considerado prejudicial ao tecido pulpar. Observou-se considerável variabilidade nos materiais e nas metodologias experimentais. As principais limitações dos estudos incluídos estiveram relacionadas ao processo de randomização e à ausência de relato do protocolo.

Foi possível concluir que a fotopolimerização de materiais de capeamento pulpar pode estar associada ao aumento da temperatura pulpar, embora geralmente dentro de limites clinicamente aceitáveis. A heterogeneidade dos estudos e as limitações dos modelos in vitro destacam a necessidade de estudos laboratoriais e clínicos bem delineados para fornecer evidências mais robustas.

PN-R0411 - Painel Efetivo
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 13

As fibras de polietileno aumentam a longevidade de restaurações de resina composta em molares decíduos? Um ensaio clínico randomizado
Aurélio de Oliveira Rocha, Lucas Menezes Dos Anjos, Isabela Ramos, Pablo Silveira Santos, Michael Willian Favoreto, Alessandro D. Loguercio, Carla Miranda Santana, Mariane Cardoso
odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de fibras de polietileno (FP) associadas à resina composta (RC) tem demonstrado um aumento na taxa de sucesso de restaurações em estudos laboratoriais. Este ensaio clínico randomizado, duplo-cego e com duração de 12 meses comparou as taxas de sucesso de restaurações ocluso-proximais de RC + FP com restaurações de RC em molares decíduos. Um total de 60 crianças com idades entre 5 e 10 anos foram incluídas. As restaurações foram avaliadas no início do estudo e após 3, 6 e 12 meses, de acordo com os critérios da Federação Dentária Internacional (FDI). Foram avaliadas às características dos participantes, os dentes restaurados e o tempo clínico. A estimativa de sobrevida de Kaplan-Meier foi realizada. A análise de regressão de Cox foi utilizada para avaliar as associações, e o teste t independente foi utilizado para comparar o tempo clínico (α = 0,05). Predominou o sexo masculino (58,3%), com média de idade de 7,5 anos (±1,24). Após 12 meses, 53 restaurações foram avaliadas. As taxas de sucesso foram de 85,7% para o grupo CR + PF e 88,0% para o grupo CR, sem diferença estatisticamente significativa entre eles (p > 0,05). Todos os outros parâmetros do FDI indicaram que as restaurações eram clinicamente aceitáveis. O tempo médio do procedimento foi de 30,67 minutos no grupo CR + PF e 25,23 minutos no grupo CR. A análise de regressão de Cox mostrou que a idade teve efeito significativo no sucesso clínico (p < 0,05), e o teste t revelou uma diferença no tempo clínico (p < 0,05).

Após 12 meses, não houve diferença significativa no desempenho clínico das restaurações ocluso-proximais com ou sem associação de fibra de polietileno. No entanto, o uso de fibra de polietileno aumentou significativamente o tempo de trabalho clínico.

PN-R0426 - Painel Efetivo
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 14

Distúrbios irruptivos e defeitos de desenvolvimento do esmalte: uma revisão de escopo
Esdras de Campos França, Bruno da Silva Vieira, Gabriela Caldeira Andrade Americano, Felipe Weidenbach Degrazia, Elisa Gomes de Albuquerque, Rodrigo Hermont Cançado, Cristiane Braga Barbosa Machado-Silva, Leniana Santos Neves
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi investigar evidências da associação entre defeitos de desenvolvimento do esmalte e distúrbios irruptivos, por meio de uma revisão de escopo. Estudos primários em humanos (pesquisas originais ou relatos de casos) foram incluídos. Foram excluídos estudos secundários, com pacientes com alterações sistêmicas, prematuros, desnutridos, entubados e/ou fissurados, bem como dentes sucessores de decíduos com envolvimento pulpar, anquilosados, com traumatismo dentário, com retenção devido à perda precoce de dente decíduo, com cisto pericoronal e/ou terceiros molares. As bases de dados consultadas foram: MEDLINE (PUBMED), Embase, Scopus, Web Of Science e Biblioteca Virtual em Saúde. Não foi utilizado nenhum filtro. Não houve limitações de idiomas. Retiradas as duplicatas, um total de 730 artigos foram recuperados, sendo que 295 foram selecionados pelo título e 162 pelo resumo. Por fim, foram selecionados 60 estudos para a revisão, sendo que 11 foram recuperados a partir da análise das referências dos artigos selecionados. Os estudos foram publicados entre 1959 e 2024, sendo 12 transversais ou caso-controle, e 48 relatos de caso. Os defeitos de desenvolvimento do esmalte encontrados foram na maioria amelogênese imperfeita, hipoplasia do esmalte, hipomineralização molar-incisivo e fluorose. Os distúrbios irruptivos foram, em sua maioria, retenção, impacção, erupção ectópica e erupção incompleta. A maioria dos estudos aponta que os distúrbios irruptivos estão associados aos defeitos de desenvolvimento de esmalte, principalmente a amelogênese imperfeita.

Os estudos desta revisão reforçam a hipótese da associação dos defeitos de desenvolvimento do esmalte com a ocorrência dos distúrbios irruptivos.

PNa0011 - Painel Efetivo
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeitos do isolamento social crônico, um modelo de depressão em ratos, sobre o tecido ósseo, osteoblastos e osteoclastos
Laís Kawamata de Jesus, Brenda Gabriele da Silva, Maria Paula Oliveira Gomes, Júlia Oliveira Bilibio Barban, Izabela Pereira Vatanabe, Sabrina Francesca de Souza Lisboa, Maria Luiza Nunes Mamede Rosa, Adalberto Luiz Rosa
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A depressão é uma desordem mental que está associada à redução da densidade mineral óssea. Este estudo avaliou o efeito do isolamento social crônico, um modelo que induz sintomas semelhantes aos da depressão em humanos, sobre o tecido ósseo, osteoblastos e osteoclastos. Ratos machos com 6 semanas foram isolados (1 animal/caixa; n=12) ou mantidos em grupo (3 animais/caixa; n=12). Após 10 semanas, testes comportamentais foram realizados para validar o modelo e os fêmures (n=6) foram submetidos à microtomografia. Células-tronco mesenquimais e monócitos de medula óssea foram diferenciados em osteoblastos e osteoclastos para avaliação de marcadores fenotípicos (n=6). Os dados foram submetidos ao teste t de Student (p≤0,05). Animais isolados exibiram menores preferência por sacarose (p=0,02) e tempo de luta no nado forçado (p=0,04). O isolamento não afetou volume ósseo (p=0,53), % de volume ósseo (p=0,07), superfície óssea (p=0,46), espessura trabecular (p=0,85), número de trabéculas (p=0,12), separação trabecular (p=0,15) e densidade mineral óssea (p=0,68). Osteoblastos de animais isolados apresentaram menores atividade de fosfatase alcalina, aos 7 dias (p=0,04), e mineralização, aos 17 dias (p<0,001), e osteoclastos destes animais apresentaram menor atividade de reabsorção, aos 10 dias (p<0,001), sem diferença na atividade de fosfatase ácida resistente ao tartarato, aos 7 dias (p=0,68), em comparação às células de animais mantidos em grupo.

Os resultados mostraram fenótipo tipo depressivo em animais isolados, com redução das atividades osteoblástica e osteoclástica, sugerindo que a depressão inibe eventos celulares envolvidos na remodelação óssea, podendo impactar tratamentos nas áreas de cirurgia e periodontia.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/10264-0   |  FAPs - Fapesp  N° 2024/22296-3  |  CNPq  N° 403053/2023-4 )
PNa0020 - Painel Efetivo
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência do tamanho da partícula de diamante de insertos ultrassônicos na eficiência de corte e variação térmica durante apicectomias
Bruno Giliolli Bisi, Frederico Canato Martinho, Celso Luiz Caldeira, Luciano Natividade Cardoso, Eduardo Akisue, Giulio Gavini
Odontologia UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo ex vivo avaliou a influência do tamanho de grão do diamante em pontas ultrassônicas cirúrgicas sobre a eficiência de corte e a variação térmica durante a ressecção apical (root-end resection - RER) em molares inferiores extraídos. Trinta dentes com uma única raiz distal foram aleatoriamente distribuídos em 3 grupos (n = 10), conforme o tamanho de grão da ponta diamantada: D15 (15 μm), D35 (35 μm) e D64 (64 μm). As RERs padronizadas em 3 mm, a 90° em relação ao longo eixo radicular, foram realizadas por um único operador, utilizando unidade piezoelétrica (70% de potência, 50% de irrigação). O tempo de corte foi registrado com cronômetro, e a temperatura superficial foi monitorada em tempo real por câmera termográfica infravermelha, com registro a cada segundo e cálculo das médias. Os dados foram analisados por ANOVA de 1 fator e teste de Tukey (α = 0,05). O tamanho de grão influenciou significativamente a eficiência de corte (P < 0,01): D64 apresentou o menor tempo médio de ressecção (96,9 s), seguido por D35 (163,3 s) e D15 (272,8 s), com diferenças significativas entre os grupos. Em relação à temperatura, D15 apresentou a maior média (33,65 °C), significativamente superior a D35 (26,70 °C) e a D64 (25,47 °C), sem diferença entre estas últimas.

Pontas ultrassônicas com granulometria mais grosseira (D64) proporcionaram um equilíbrio mais favorável entre maior velocidade de corte e menor incremento de temperatura quando comparadas às de granulometria fina. Dentro das limitações desse modelo e considerando o risco potencial de microtrincas e de alterações de superfície, a seleção criteriosa do tamanho de grão do diamante pode otimizar a combinação entre eficiência, segurança térmica e comportamento biomecânico na microcirurgia endodônticas.

PNa0029 - Painel Efetivo
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Comportamento biológico da medicação intracanal Bio-C Temp em células do ligamento periodontal humano: um estudo in vitro
Ana Lívia Gomes Cornélio, Maria Ester França de Melo, Raquel Figuerêdo Ramos, Samira Moreira Santos da Paz, Johnny Carvalho da Silva, Letícia Odaguiri Watanabe, Larissa Barbosa de Sousa, Taia Maria Berto Rezende
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os efeitos biológicos da medicação intracanal biocerâmica (Bio-C Temp) foi avaliada em comparação com UltraCal XS (hidróxido de cálcio) em células do ligamento periodontal humano (PDLCs), por meio da viabilidade celular, morfologia, migração, proliferação e expressão gênica de citocinas em condições basais e inflamatórias (CAAE: 91049325.6.0000.0030 e 91049325.6.3001.0029). Extratos de Bio-C Temp e UltraCal XS foram preparados (norma ISO 10993-5) e testados em diluições: 1:1, 1:2, 1:4 e 1:16. As PDLCs foram expostas aos extratos e avaliadas por ensaios MTT, microscopia eletrônica de varredura, ensaio de scratch e Azul de Tripan. A expressão de citocinas (TNF-α, IL-1β, IL-6 e IL-10) por PCR em tempo real em condições basais e após estimulação com LPS, IFN-γ ou combinação de ambos. Os dados foram analisados usando ANOVA de uma ou duas vias (p < 0,05). Extratos de Bio-C Temp na proporção 1:1 reduziram a viabilidade, alteraram a morfologia e prejudicaram a migração e proliferação, com recuperação em diluições mais altas do extrato. UltraCal XS apresentou citotoxicidade moderada, mas promoveu a migração e a proliferação. A análise morfológica indicou menor espalhamento celular e número de extensões de membrana em concentrações mais altas. Em condições inflamatórias, UltraCal XS aumentou a expressão de citocinas após estimulação com LPS, enquanto Bio-C Temp induziu maiores alterações nas citocinas sob estimulação combinada com LPS e IFN-γ. Bio-C Temp e UltraCal XS provocaram respostas biológicas distintas e dependentes da concentração em PDLCs.

A menor exposição ao Bio-C Temp, melhorou a biocompatibilidade e as respostas celulares, ressaltando a importância da diluição quando medicações intracanais interagem com tecidos periapicais.

(Apoio: CAPES  N° 88887.007121/2024-00  |  FAPs - FAPDF  N° 00193-000007 82/2021-63 e 00193-00001118/2021-31  |  CNPq  N° 305242/2022 e 400188/2025-2)
PNa0054 - Painel Efetivo
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito de nanoformulações com cinamaldeído frente biofilmes orais
Leopoldina de Fátima Dantas de Almeida, Maria Júlia Gomes Menezes, Lívia Helena Ataide Dos Santos, Kauanne Fonseca de Lima, Maria Heloísa de Souza Borges Grisi, Francisco Humberto Xavier Júnior
DCOS UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se o efeito antibiofilme de nanoformulações contendo cinamaldeído, em solventes aquoso e oleoso e técnica de produção a quente. Em placas de 96 compartimentos foram semeados biofilmes uniespécie de S. mutans (UA159) e S. sanguinis (IAL 1832), em meio TYE com 2% de sacarose. A densidade celular utilizada foi de 1x108 UFC/mL, sendo o biofilme mantido por 24 h, a 37oC. Após, os biofilmes foram expostos, por 24h, às nanoformulações contendo cinamaldeído, nas concentrações de 3%, 5% e 10%. Utilizou-se digluconato de clorexidina 0,12% como controle positivo e o meio de cultiura sem adição de antimicorbianos, como controle negativo. Após, os biofilmes foram avaliados quanto ao seu metabolismo celular pelo ensaio com MTT. Os dados de absorbância foram analisados pelo teste de ANOVA com pós teste de Tukey (α=5%). Verificou-se que a concentração de 3% apresentou efeito inibitório para o metabolismo dos biofilmes, com resultados semelhantes a clorexidina (p>0,05). As concentrações superiores não foram capazes de diminuir o metabolismo, comparado ao controle positivo (p<0,05).

Nanoformulação contendo 3% de cinamaldeído foi eficaz na diminuição do metabolismo celular de biofilmes de S. mutans e S. sanguinis.




.