9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 1431 a 1440


PNf1081 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Análise das estratégias de prevenção à cárie por fluoretos no Brasil sob a lente da ciência da implementação
Guilherme Fernando Alves, Rafael Martins, Giovanna Veiga Lemos Bello, Guilherme Poggio de Oliveira Rocha, Nigel B Pitts, Rebeca Cardoso Pedra, Fernanda Campos de Almeida Carrer
DOUTORADO UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Mapear estratégias de prevenção à cárie por fluoretos no Brasil e analisá-las por meio da ciência da implementação. Elaborou-se inventário documental de políticas sobre fluoretos utilizando buscas manuais apoiadas pelo Perplexity AI, sem limite temporal. As estratégias foram codificadas pela taxonomia Expert Recommendations for Implementing Change (ERIC) e recodificadas em categorias de Técnicas de Mudança de Comportamento (ERIC-BCT). Análises descritivas identificaram padrões. Foram identificados 160 registros em 4 tipos de prevenção, 4 estratégias ERIC e 3 categorias ERIC-BCT. As estratégias mais frequentes foram aplicação tópica de flúor (64,4%), escovação supervisionada (15,0%) e prevenção populacional (13,1%). Na ERIC, predominaram promover uso de mudança de prática (64,4%), oferecer acompanhamento contínuo (15,0%), alterar padrões de acreditação/licenciamento e modificar serviços (13,1%) e realizar oficinas educacionais e distribuir materiais educativos (7,5%). Na ERIC-BCT, destacaram-se apoiar profissionais clínicos (79,4%), modificar infraestrutura/ambiente (13,1%) e treinar e educar partes interessadas (7,5%). Não houve registros de estratégias avaliativas/iterativas, assistência interativa, adaptação ao contexto, relações com stakeholders, engajamento de usuários/pacientes ou estratégias financeiras.

Este estudo avança a prevenção em cariologia ao revelar padrões e lacunas de implementação nas políticas brasileiras. O repertório nacional depende principalmente de estratégias clínico-orientadas. Fortalecer avaliação, adaptação, engajamento e financiamento pode ampliar monitoramento, equidade e sustentabilidade das políticas preventivas rumo a um Brasil livre de cárie.

PNf1082 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

CARACTERÍSTICAS SOCIOECONÔMICAS, SAÚDE GERAL E BUCAL DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA DE UM MUNICÍPIO DE MINAS GERAIS
Nadielle Mendes Pereira Pacheco, Carolina Vidigal Lisboa, Amanda Alves Leão, Mateus Ferreira Lopes, Bruna Rocha de Oliveira, Juliana Marques Caproni, Eduardo José Pereira Oliveira, Daniela Coêlho de Lima
SAÚDE COLETIVA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) configura-se como um distúrbio do neurodesenvolvimento. Nesse contexto, o presente estudo traz resultados preliminares, caracterizando uma amostra de crianças de 2 a 12 anos diagnosticadas com a condição no município de Alfenas-MG. Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional e transversal, com uma amostra de 128 pais ou responsáveis por crianças com TEA em acompanhamento nos serviços especializados da Rede de Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A avaliação utilizou um questionário que possibilitou a coleta de condições socioeconômicas, saúde geral e bucal, sendo os dados analisados no software Stata 16.0, e nível de significância de 5%. Os resultados evidenciaram que o cuidado é centralizado na figura materna (80,5%), com 64,7% da amostra com renda familiar entre 1 e 3 salários-mínimos e 51,2% dos responsáveis tendo concluído o ensino médio. A média de idade das crianças foi de 6,33 anos, sendo 71,9% do sexo masculino e 43% classificados pelos responsáveis como negros ou pardos. Quanto à saúde geral 30,5% das crianças apresentam outros problemas de saúde e 36,7% apresentam outras neurodiversidades. Em relação à higienização bucal, 51,6% das crianças escovam os dentes, 3 vezes ao dia, embora dependam do adulto e apenas 18,7% escovam sozinhas, 82,8% das crianças necessitam de tratamento odontológico imediato na visão dos responsáveis.

Conclui-se que as crianças são cuidadas predominantemente pelas mães em contexto familiar de renda moderada. Condições de saúde revela um cenário de vulnerabilidade devido à comorbidades, com baixa autonomia das crianças na higiene oral, além de alta taxa de necessidades de tratamento.

PNf1086 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto do Tratamento Oncológico em Pacientes com Câncer de Cabeça e Pescoço Submetidos à Fotobiomodulação Profilática
Mayara Domênica Teixeira da Silva, Jadson da Silva Santana, Brenno Anderson Santiago Dias, Andreza Victoria Andrade de Lima, Raylane Farias de Albuquerque, Igor Henrique Morais Silva, Arnaldo de França Caldas Junior, Gustavo Pina Godoy
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se a eficácia da fotobiomodulação (FBM) profilática em indivíduos acometidos por câncerde cabeça e pescoço, tratados via radioterapia (RT) exclusiva ou associada à quimioterapia (RT+QT). Os desfechos incluíram a severidade da mucosite oral (MO), a sintomatologia álgica, o suporte nutricional enteral e indicadores de qualidade de vida (QV). Através de coorte prospectiva, acompanhou-se 68 pacientes com carcinoma espinocelular de cavidade oral ou orofaringe sob dose superior a 50 Gray (Gy). A intervenção consistiu em laserterapia profilática (660 nm, 100 mW, 4 J/cm² por ponto) em 12 regiões da mucosa, com frequência de três vezes por semana. Utilizaram-se as escalas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Visual Analógica (EVA) e o questionário da University of Washington (UW-QOL). Embora toda a amostra tenha manifestado MO, o grupo RT+QT exibiu toxicidade significativamente superior (p<0,001). A MO severa (graus 3-4) restringiu-se ao grupo quimiorradioterápico, atingindo 59,3% (p<0,001; número necessário para causar dano [NNH]=1,7). A nutrição invasiva foi necessária apenas na terapia combinada (27,8%; p=0,028; NNH=3,6). A terapia conjunta resultou em morbidade álgica acentuada (p=0,004), impactando negativamente os domínios de deglutição e dor na percepção de QV (p<0,05).

Conclui-se que, apesar da relevância da fotobiomodulação como estratégia de suporte, a associação da quimioterapia potencializa consideravelmente os danos clínicos e funcionais. Tal sinergia eleva a gravidade das lesões de mucosa, o quadro álgico e o comprometimento dietético, indicando a necessidade de um monitoramento rigoroso e de protocolos assistenciais diferenciados para pacientes em regime de quimiorradioterapia.

(Apoio: CNPq  N° 87652625.6.0000.5205)
PNf1088 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

SATISFAÇÃO COM A VIDA E FATORES ASSOCIADOS EM ESTUDANTES DE ODONTOLOGIA DA UFMG
Rodolfo Alves de Pinho, Vitória Lara Nunes da Silva, Ivana Meyer Prado, Saul Martins Paiva
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a associação entre a satisfação com a vida (SV) e fatores sociodemográficos, acadêmicos e expectativas dos estudantes de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Realizou-se um estudo transversal com 52 alunos do último semestre do curso. Os participantes responderam um questionário sobre dados sociodemográficos, dificuldade de ingresso e permanência no curso, experiências e oportunidades no curso e expectativa profissional, além da Escala Satisfação com a Vida (ESV). A ESV possui escore que varia de 5 a 35, sendo valores mais altos indicativo de maior SV. Foram realizadas análises descritivas e bivariadas, através dos testes T de Student, U de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e ANOVA (P<0,05). A maioria dos participantes era do sexo feminino (80,8%), com média de idade de 26,4 (±2,32) anos. A média do escore da ESV foi 26,0 (±4,47). Estudantes com maiores escores de SV foram aqueles com idade entre 18-25 anos (p=0,006), alta renda familiar (p=0,023), dificuldades de ingresso e permanência no curso (p<0,001), mais estimulados com o curso (p=0,006), mais satisfeitos com o curso (p=0,007), perspectiva mais elevada do mercado de trabalho (p=0,011), expectativa de estabilidade financeira nos 5 primeiros anos após formados (p=0,037) e desejo de ser um profissional formador de opinião (p=0,031).

Conclui-se que a SV dos estudantes do último período do curso foi mais alta entre os mais jovens, com melhores condições socioeconômicas, mais estimulados e satisfeitos com o curso, maior dificuldade de ingresso e permanência e com expectativas profissionais mais positivas.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNf1089 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Migrantes e refugiados no Paraná: perfil populacional e atenção à saúde no contexto das políticas públicas estaduais
Amanda Fratta Pereira, Tânia Adas Saliba, Eduardo Pizzatto, Suzely Adas Saliba Moimaz
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O aumento dos fluxos migratórios internacionais impõe aos sistemas de saúde o desafio de garantir atenção integral à população migrante. Objetivou-se analisar as políticas públicas e a estrutura de atenção à saúde de migrantes e refugiados no Paraná. Foi realizado um estudo descritivo com base em levantamento de dados secundários de fontes oficiais (OrgMigra, IPARDES, SisMigra/Polícia Federal e CEIM/PR), referentes ao período de 2010 a 2025, e da Secretaria Municipal de Saúde de Maringá-PR. O Paraná é o terceiro estado com maior número de entradas de migrantes internacionais no Brasil, com 211.580 registros entre 2010 e 2025, representando 9% do total nacional. Entre 2020 e 2025, os registros migratórios cresceram 389%, alcançando 37.399 entradas apenas em 2025. Os principais fluxos são provenientes da Venezuela (76.548), Haiti (35.218) e Paraguai (24.814), com maior concentração em Curitiba (65.232), Foz do Iguaçu (25.168) e Cascavel (18.048). O Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas realizou 6.650 atendimentos em 2025, sendo o suporte psicossocial com encaminhamentos a UBS e UPA um dos serviços mais demandados. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde de Maringá, 13.629 migrantes estão cadastrados no serviço público de saúde da cidade. Em 2025, foi criada a Superintendência-Geral de Governança Migratória e inaugurada a Agência do Migrante, estrutura em formato de balcão único para atendimento humanizado, integrado e intersetorial.

Conclui-se que, apesar dos avanços institucionais, a ausência de dados desagregados sobre utilização dos serviços de saúde, incluindo a atenção odontológica, limita a visibilidade e o planejamento de políticas públicas equânimes para essa população.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNf1091 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Manifestações clínicas das síndromes mielodisplásicas: uma revisão da literatura
Maria Eduarda Miqueloti da Silva, Viviane Abreu de Souza Pereira, Fabiano Luiz Heggendorn
UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As síndromes mielodisplásicas(SMD) constituem neoplasias hematopoiéticas clonais caracterizadas por citopenias persistentes, displasia celular e risco de progressão para leucemia mieloide aguda, acometendo predominantemente indivíduos acima de 60 anos, com incidência estimada no Brasil de 3-5 casos/100.000 habitantes/ano. Esta revisão integrativa objetivou analisar as manifestações bucais associadas às SMD e suas implicações clínicas, com ênfase na necessidade de protocolos odontológicos padronizados. A busca na base PubMed, utilizando o descritor "myelodysplastic syndromes" associado a candidiasis, herpes simplex, petechiae, pallor, pyoderma gangrenosum e ulceration, com filtro de cinco anos e textos completos, identificou 53 estudos, dos quais 49 (92,5%) foram excluídos, resultando em 4 elegíveis (7,5%). Observou-se prevalência de 72,8% no sexo masculino e idade mediana de 63 anos, com fadiga (32%) e palidez (26,2%) como manifestações sistêmicas predominantes. No contexto bucal, destacaram-se petéquias e sangramentos (19,4%) associados à trombocitopenia e infecções oportunistas (45%), especialmente candidíase e herpes simples, relacionadas à imunossupressão. No manejo sistêmico, cerca de 60% dos pacientes recebem terapias de suporte e 30% terapias modificadoras. Em Odontologia, aproximadamente 70% requerem adequação do meio bucal, 65% terapias antifúngicas/antivirais e 40% intervenções minimamente invasivas.

Evidencia-se lacuna crítica na literatura quanto à padronização de condutas odontológicas, ressaltando a urgência no desenvolvimento de protocolos clínicos baseados em evidências para manejo seguro e eficaz desses pacientes, com impacto direto na morbimortalidade e qualidade de vida.

PNf1092 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Associação entre a condição periodontal, força de preensão e destreza manual em pessoas idosas
Ana Beatriz Cesnik Cardoso, Isabella de Miranda Cardoso, Andréa Cândido Dos Reis, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres, Fernanda Lopez Rosell, Luis Eduardo Genaro, Lígia Antunes Pereira Pinelli
Materiais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com o envelhecimento, a força de preensão e a destreza manual tendem a diminuir, o que pode impactar a realização da higiene bucal. Este estudo avaliou a associação entre condição periodontal, força de preensão e destreza manual em idosos. Foi um estudo observacional com pessoas de 60 anos ou mais, dentados totais ou parciais e cognição preservada. Foram mensuradas a força de preensão da mão dominante com o dinamômetro Jamar® em KgF (em triplicata); a destreza manual, pelo Teste Box & Block com transporte de blocos por 1 minuto; e a condição periodontal, por meio do Índice Periodontal Comunitário (IPC), classificado em cinco categorias: hígido, sangramento à sondagem, cálculo, profundidade de sondagem de 4-5 mm ou maior que 6 mm. Por meio do software IBM SPSS Statistics empregou-se o teste t de Student para comparação entre dois grupos e ANOVA one-way para comparação das variáveis segundo as categorias do IPC (α=5%). De 118 pessoas avaliadas, 27 foram elegíveis, com idade média de 76,5 anos, maioria branca (61%) e do gênero feminino (61%). A média de blocos transportados no teste de destreza foi de 40,5 para ambos os gêneros, sem diferença estatisticamente significativa (p=0,979), porém abaixo da média esperada para a faixa etária. A força de preensão média foi de 24 KgF para homens e 19 KgF para mulheres, com diferença estatisticamente significativa (p=0,026). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na destreza manual (p=0,276) nem na força de preensão (p=0,161) segundo as categorias do IPC.

Conclui-se, na amostra estudada, que a ausência de associação entre desempenho manual e condição periodontal pode refletir limitações do IPC em captar essa relação, diante do peso de perdas dentárias acumuladas.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/21777-0  |  PROPe  N° 27225719.2.0000.5416)
PNf1095 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Associação entre o índice PUFA, dor dentária e urgência odontológica: resultados do SB Brasil 2023
Fernanda Mottola, Orlando Luiz do Amaral Júnior, Maria Laura Braccini Fagundes, Fernando Neves Hugo, Maximiliano Schunke Gomes
Programa de Pós-Graduação em Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Doenças pulpares e periapicais apresentam elevada prevalência e estão associadas à dor, infecção e impacto na qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Este estudo transversal investigou a associação entre o índice PUFA, intensidade da dor dentária e a urgência odontológica em uma amostra representativa de brasileiros. Utilizaram-se dados do Levantamento Nacional de Saúde Bucal SB Brasil 2023, com amostragem complexa por conglomerados, e indivíduos de quatro faixas etárias (12, 15-19, 35-44 e 65-74 anos). A exposição principal foi a prevalência de PUFA≥1 na dentição permanente; os desfechos foram intensidade da dor dentária autorreferida (intensa/não) e o índice de urgência de tratamento odontológico (urgente/não). Modelos de regressão de Poisson com variância robusta, incorporando pesos amostrais, foram ajustados para sexo, cor/raça, renda, escolaridade e macrorregião. Foram analisados 21.824 indivíduos estratificados por grupo etário, considerando o plano amostral do levantamento. Aqueles com PUFA≥1 apresentaram maior prevalência de dor dentária intensa: RP=3,82 (IC95%:2,79-5,25) aos 12 anos; RP=2,92 (IC95%:2,27-3,75) aos 15-19 anos; RP=2,99 (IC95%:2,29-3,91) aos 35-44 anos; RP=3,61 (IC95%:2,21-5,90) aos 65-74 anos. Para urgência de tratamento, as razões de prevalência foram: RP=3,63 (IC95%:3,11-4,23); RP=3,09 (IC95%:2,59-3,68); RP=2,14 (IC95%:1,95-2,35); RP=2,20 (IC95%:1,95-2,48), respectivamente.

Os achados sustentam a utilidade do índice PUFA como marcador de necessidades clínicas decorrentes das consequências da cárie não tratada, com aplicabilidade na vigilância epidemiológica e no planejamento de ações em saúde bucal.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNf1097 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Percepção, hábitos e condições de saúde bucal de imigrantes estrangeiros nas regiões sul e sudeste do Brasil
Vitória Maria de Moraes, Fernando Yamamoto Chiba, Lia Borges de Mattos Custódio, Tânia Adas Saliba, Ronald Jefferson Martins, Suzely Adas Saliba Moimaz
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A imigração tem aumentado expressivamente no Brasil, especialmente em regiões de fronteira. Neste estudo o objetivo foi analisar a percepção e hábitos de higiene bucal dos imigrantes estrangeiros residentes no Brasil. Trata-se de um estudo transversa, de inquérito, no qual participaram 118 adultos imigrantes. Foram realizadas buscas ativas e entrevistas interpessoais com imigrantes de ambos os sexos em municípios dos estados de São Paulo e do Paraná. A maioria dos participantes era oriundos de Cuba (66,6%) e da Venezuela (20,3%), com média de idade de 39 anos e tempo médio de residência nos municípios de aproximadamente dois anos. Do total, 67,7% avaliaram a saúde bucal como boa, embora 90,6% dos participantes reconheçam necessidade de tratamento odontológico. Todos os participantes acessaram serviços odontológicos no Brasil, sendo que cerca de 50,8% realizaram consulta odontológica nos últimos dois anos. Quanto aos motivos do acesso destacam-se: consultas de rotina/prevenção e tratamento restaurador. Em relação aos hábitos de higiene, 83,8% relataram escovação dentária de duas a três vezes ao dia, entretanto, o uso diário do fio dental foi mencionado por apenas 28,8%. Observou-se predomínio da utilização do Sistema Único de Saúde (87,7%), com avaliação positiva do atendimento por todos os usuários, reforçando seu papel como principal via de acessos a saúde bucal. Na análise do índice CPO-D, observou-se média de 5,2 dentes perdidos, 3,8 dentes obturados e 2,4 dentes cariados.

Conclui-se que os imigrantes relataram hábitos de higiene bucal e condições atuais satisfatórias de saúde bucal. O SUS foi a principal via de acesso odontológico, avaliada positivamente pelos imigrantes.

(Apoio: CNPq  N° 44505620231)
PNf1098 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Disparidades sociais e no acesso à saúde impactam na qualidade de vida de adultos: uma análise do SB Brasil 2023
Thaís Cunha e Silva, Miki Taketomi Saito, Misley Hellen Almeida Silva, Maria Sidiane Idelfonso Cardoso, Ana Daniela Silva da Silveira
PPGO UFPA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre características socioeconômicas, acesso aos serviços de saúde e o impacto da saúde bucal na qualidade de vida em adultos, mensurado pelo Oral Impacts on Daily Performances (OIDP) a partir de um estudo transversal com dados do levantamento nacional SB BRASIL 2023. Para tal, foi realizada uma análise bivariada utilizando o teste do qui-quadrado, com correção para amostras complexas, para comparação de proporções, e teste t de Student ou Mann-Whitney para comparação de médias, todas adotando nível de significância de 5%. Observou-se uma relação inversa entre renda e OIDP, sendo maior o impacto na vida diária nas faixas de renda mais baixas, a qual a categoria de renda mais baixa teve uma prevalência de impacto de 67,9%, sendo que esta associação obteve uma alta significância (p<0,001) e Intervalo de Confiança (IC) de 95%. O impacto na vida diária também foi de alta prevalência para indivíduos com menor escolaridade (p<0,001), para indivíduos que recebem benefício assistencial (p<0,001), e para condições clínicas desfavoráveis, como maior média de CPOD, presença de PUFA, Doença Periodontal, maior número de dentes perdidos, e necessidade de próteses, todos estes indicadores com p<0,001. Outras associações como cor e raça (p 0,06117) obtenção de plano odontológico (p 0,05873), consulta recente (p 0,06889), localidade (p 0,7173) e as regiões do país (p 0,325) não obtiveram significância estatística (p>0,05).

O estudo demonstrou que o impacto da saúde bucal na qualidade de vida está associado a desigualdades socioeconômicas e à pior condição clínica, evidenciando a influência dos determinantes sociais na saúde bucal.




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