9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 1321 a 1330


PNe0955 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Peri-implantite pós-tratamento: efeitos residuais das terapias e a recolonização bacteriana
Sabrina Pontes Montezuma, Amanda Paino Santana , Mariana Martins Guerreiro, Daniela Moreira Cunha, Rafael Scaf de Molon, Erica Dorigatti de Avila
Diagnóstico e cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A peri-implantite permanece uma condição altamente prevalente e clinicamente desafiadora, sugerindo que as abordagens atuais não alcançam resolução biológica estável a longo prazo. Esta revisão examina criticamente as limitações conceituais e biológicas no manejo da peri- implantite, com ênfase na transferência inadequada de paradigmas periodontais para implantes, o que pode perpetuar um ciclo de tratamento, recolonização e retratamento. Uma consideração central é a ausência de ligamento periodontal ao redor dos implantes. Essa diferença estrutural torna inaplicável a definição de uma dimensão tecidual supracrestal como desfecho terapêutico para implantes. A profundidade de sondagem pode, portanto, ser compatível com saúde peri- implantar. Contudo, bolsas atuam como reservatórios microbianos. Modificações de superfície, como a implantoplastia, podem reduzir a rugosidade e a adesão bacteriana; mas, não eliminam as profundidades de sondagem. O debridamento mecânico pode causar danos à superfície, aumentando irregularidades e favorecendo retenção bacteriana. Além disso, a progressão da doença expõe roscas com rugosidade intrínseca, promovendo retenção de biofilme. Assim, a descontaminação completa da superfície do implante permanece biologicamente implausível e as intervenções terapêuticas tendem a deixar alterações residuais.

Essas limitações sugerem que os tratamentos podem favorecer a recolonização microbiana como um efeito adverso. Portanto, a peri-implantite deve ser compreendida como uma condição crônica, na qual o tratamento atua como uma perturbação ecológica. O manejo deve priorizar o controle ecológico por meio de terapia de suporte contínua, visando resultados mais realistas e sustentáveis.

PNe0956 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Comportamento mecânico de pilares cone Morse submetidos a diferentes torques: análise in vitro e por MEF 3D
Henrique Ohno de Souza, Erica Alves Gomes, Adriana Cláudia Lapria Faria Queiroz, Ana Paula Macedo, Edson Alfredo, Graziela Bianchi Leoni, Danielle Cristine Furtado Messias, Izabela Cristina Mauricio Moris
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento mecânico de pilares cone Morse submetidos a diferentes valores de torque do parafuso de fixação por meio de ensaio in vitro e pelo Método dos Elementos Finitos (MEF). Foram utilizados 24 implantes cone Morse divididos em quatro grupos (n=6) conforme o torque aplicado: 9, 12, 15 e 18 Ncm. Os conjuntos implante/pilar receberam coroas de canino superior e foram submetidos à ciclagem mecânica com carga de 100 N aplicada a 30° durante 1.000.000 de ciclos, e a perda de torque foi avaliada antes e após o ensaio. Em seguida, os espécimes foram testados quanto à resistência à fratura sob carga oblíqua. Para a análise por MEF, os conjuntos foram escaneados por microtomografia, e modelos virtuais foram gerados para simulações com e sem torque, sob carga de 100 N. Antes da ciclagem, não foram observadas diferenças entre os grupos. Após o ensaio, o grupo de 9 Ncm apresentou maior perda de torque, enquanto os grupos de 12, 15 e 18 Ncm exibiram comportamento semelhante. Na resistência à fratura, observaram-se diferenças significativas entre os grupos, com 18 Ncm apresentando os maiores valores, superiores aos obtidos com 9 e 12 Ncm, enquanto o grupo de 15 Ncm não diferiu estatisticamente dos demais. A análise por elementos finitos mostrou que a ausência de torque elevou as tensões na interface implante-pilar para cerca de 885 MPa, enquanto sua aplicação reduziu esses valores para aproximadamente 252 MPa.

Conclui-se que o torque de fixação influencia de maneira significativa o comportamento mecânico do conjunto e que sua ausência aumenta de modo acentuado a concentração de tensões na junção implante pilar.

(Apoio: CAPES)
PNe0957 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Qualidade de vida relacionada à saúde bucal em pacientes submetidos à reabilitação com implantes dentários
Isabela Lopes Santos da Silva, Mirella de Oliveira Lima, Giovana Porto Ruy, Marina Oliveira Ferreira, Cristina Cunha Villar, Giuseppe Alexandre Romito, Alexandre Hugo Llanos
Estomatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A perspectiva do paciente é muito importante nos tratamentos odontológicos. Em estudos clínicos, essas perspectivas são mensuradas através das Medidas de Desfecho Relatadas pelo Paciente (PROMs), sendo a qualidade de vida um dos desfechos mais relevantes para entender como as intervenções impactam no cotidiano do paciente. A qualidade de vida relacionada à saúde bucal (OHRQoL) pode ser mensurada através do OHIP-14, um dos instrumentos mais utilizados na odontologia para esse fim. Os implantes dentários são soluções confiáveis e muito bem indicadas para pacientes que necessitam substituir dentes perdidos. Este estudo avaliou o impacto da reabilitação com implantes dentários posteriores na OHRQoL de pacientes durante todo o percurso do tratamento. Tratase-se de um desfecho secundário de um ensaio clínico randomizado, com 47 pacientes edentados parciais reabilitados com 2 implantes e coroas sobre implante. O OHIP-14 foi aplicado nos pacientes durante 6 momentos: baseline (T0), pós-operatório (T1), instalação do primeiro provisório (T2), instalação do segundo provisório (T3), instalação das 2 coroas definitivas (T4) e 1 ano após o procedimento cirúrgico (T6). Foram realizadas as comparações entre os tempos de aplicação do instrumento e a avaliação descritiva dos domínios do OHIP nos 6 tempos. Na análise entre os tempos, houve diferença significativa (p<0,05) na maioria das comparações, exceto em T2-T3, T4-T5, T4-T6 e T5-T6. Os domínios de maior impacto foram: dor física, desconforto psicológico e incapacidade psicológica.

A OHRQoL de pacientes submetidos a reabilitação com implantes dentários tende a melhorar ao longo do tempo, se mantendo estável a partir do início da reabilitação protética.

PNe0958 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Rugosidade do titânio como moduladora do equilíbrio entre osseointegração, biofilme e resposta imune
Mariana Alves Dos Santos, Mirtes Maria Ferreira Corrêa, João Pedro Dos Santos Silva, Cícero Andrade Sigilião Celles, Elidiane Cipriano Rangel, João Gabriel Silva Souza, Bruna Egumi Nagay, Valentim Adelino Ricardo Barão
Departamento de Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osseointegração é influenciada pelas propriedades de superfície dos implantes, especialmente pela rugosidade, que modula as respostas celulares e pode favorecer a retenção microbiana. Este estudo avaliou a influência de diferentes níveis de rugosidade do titânio sobre o comportamento biológico, microbiológico e imunológico, buscando uma faixa que otimize a resposta celular sem aumentar a adesão bacteriana. Discos de titânio com baixa (Ti-LR), média (Ti-MR) e alta rugosidade (Ti-HR) foram obtidos por jateamento com Al₂O₃ e caracterizados quanto à topografia, composição, molhabilidade e energia de superfície. A adesão bacteriana (2-48 h) foi avaliada para Streptococcus sanguinis, Escherichia coli e modelo polimicrobiano, além da resposta de pré-osteoblastos e macrófagos derivados de monócitos THP-1. O aumento da rugosidade elevou a molhabilidade sem alterar a composição química. A adesão bacteriana inicial foi pouco dependente da topografia, porém Ti-HR favoreceu biofilmes mais robustos em 24-48 h. No modelo polimicrobiano, houve estabilização populacional em fases tardias. Superfícies Ti-LR e Ti-MR promoveram melhor adesão e viabilidade de pré-osteoblastos. Para macrófagos, Ti-HR apresentou menor adesão, porém maior secreção de TNF-α e TGF-β, indicando maior ativação celular e um microambiente mais reativo; Ti-LR e Ti-MR induziram uma resposta mais moderada e equilibrada.

A rugosidade média representa uma faixa ideal, capaz de equilibrar o desempenho biológico, o controle microbiológico e a modulação imune.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNe0959 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Perfil proteômico do fluido crevicular peri-implantar de indivíduos com diferentes condições peri-implantares
Lais de Paula Sumback Sivila Souza, Ricardo Puziol de Oliveira, Debora Reis Dias, Paula Aline Zanetti Campanerut-sá, Jeniffer Perussolo, Nikolaos Donos, Mauricio Guimarães Araújo, Flavia Matarazzo
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal teve como objetivos: i) determinar a composição proteômica do fluido crevicular peri-implantar (FCPI) de indivíduos diagnosticados com saúde, mucosite peri-implantar e peri-implantite; ii) abrir caminho para o estabelecimento de potenciais biomarcadores que possam auxiliar na discriminação e na predição de doenças peri-implantares. Pacientes com implantes dentários foram avaliados clínica e radiograficamente e categorizados de acordo com seu diagnóstico peri-implantar. Amostras de FCPI foram coletadas e analisadas por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (LC-MS/MS). A análise estatística combinou abordagens não supervisionadas e supervisionadas, a fim de caracterizar a estrutura multivariada dos dados e avaliar associações com o estado clínico. Foram incluídos 55 indivíduos, seis no grupo saúde, 25 no grupo mucosite e 24 no grupo peri-implantite. Um total de 592 proteínas foram identificadas, destas, 23 foram diferencialmente abundantes na mucosite em relação com o grupo de saúde e 56 na peri-implantite em comparação com a saúde. As análises empregadas evidenciaram que a transição do estado de saúde para os de doença, é resultado de uma reorganização coordenada de módulos proteicos, associados à resposta imune inata, reorganização do citoesqueleto, estresse oxidativo, desintoxicação e remodelação tecidual.

Os resultados do presente estudo sugerem que mucosite e peri-implantite exibem perfis proteômicos altamente semelhantes, enquanto a saúde parece apresentar um perfil diferente em comparação com a doença. Além disso, foram identificados módulos de proteínas e vias metabólicas relevantes com potencial diagnóstico e terapêutico para as doenças peri-implantares.

(Apoio: iti - International Team for Implantology  N° 1932/2019)
PNe0960 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Veracidade de scanners intraorais na digitalização de scan bodies de titânio em diferentes configurações clínicas de implante
Alysson de Albuquerque Calheiros, Mohamed Ahmed Hassan
Pós graduação UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a veracidade de quatro scanners intraorais na digitalização de scan bodies de titânio em diferentes profundidades e angulações de implante. Quatro modelos com scan bodies de titânio (Neodent, 9mm) foram confeccionados em configurações clínicas: C1 (paralelo, nível mucoso), C2 (paralelo, 3mm subgengival), C3 (angulado 20°, nível mucoso) e C4 (angulado 20°, 2mm subgengival). Cada modelo foi digitalizado 10 vezes pelos scanners iTero Lumina, 3Shape TRIOS 4, Panda 3 e Shining 3D Aoralscan 3 (n=160). A referência foi obtida por scanner de bancada. Os arquivos STL foram sobrepostos no Geomagic Control X por alinhamento best-fit no arco, e o desvio RMS foi calculado por scan body. Aplicou-se Kruskal-Wallis com pós-hoc de Mann-Whitney U e correção de Bonferroni. A interação foi avaliada por ANOVA de dois fatores sobre ranks. O scanner influenciou significativamente a veracidade (p<0,001). O iTero Lumina apresentou RMS inferior (mediana 54,2 µm) em comparação com 3Shape TRIOS 4 (87,3 µm), Panda 3 (98,6 µm) e Shining 3D (89,7 µm) (p<0,001 para todos). A profundidade subgengival melhorou a veracidade (57,2 vs 96,2 µm; p<0,001). A angulação teve efeito significativo apenas na profundidade subgengival (p=0,018), porém não significativo ao nível mucoso. A interação Scanner×Configuração foi significativa (p<0,001).

O tipo de scanner intraoral e a configuração clínica do implante influenciaram significativamente a veracidade. A profundidade subgengival melhorou os resultados para a maioria dos scanners. A interação significativa entre os fatores reforça a necessidade de considerar as condições clínicas na seleção do sistema de digitalização para fluxos protéticos sobre implantes.

(Apoio: CAPES)
PNe0961 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fotobiomodulação associada às proteínas derivadas da matriz do esmalte em áreas enxertadas com osso xenógeno. Estudo pré-clínico em ratos
João Vìtor Goulart, Iza Ranne Gomes Reis, Lucas de Sousa Goulart Pereira, Caio Fossalussa da Silva, Suzane Cristina Pigossi, Nathalia Silva Beregeno, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira
Periodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou se a combinação da terapia de fotobiomodulação infravermelha (IR-PBMT) e das proteínas derivadas da matriz do esmalte (EMD) melhora a formação óssea em áreas enxertadas com osso bovino desproteinizado (OBD). Quarenta e oito ratos foram utilizados, com cirurgia realizada bilateralmente na mandíbula, sendo ambos os lados pertencentes ao mesmo grupo experimental, e avaliados em dois períodos experimentais (30 e 90 dias; n=6). Um domo de Teflon em formato de cúpula foi colocada bilateralmente no ramo mandibular de cada animal e preenchida com OBD. Os grupos foram divididos de acordo com o tipo de tratamento aplicado à área enxertada: OBD: sem tratamento adjuvante; EMD: OBD associado à EMD; IR-PBMT: OBD associado à IR-PBMT; IR-PBMT/EMD: OBD associado a EMD + IRPBMT. As seguintes análises foram realizadas: (1) microtomografia computadorizada, para avaliar o volume e a microestrutura da área enxertada, e (2) histomorfometria, para avaliar a composição do tecido reparado. Os grupos OBD e IR-PBMT/EMD apresentaram maior volume de tecido mineralizado e menor espaçamento trabecular em comparação aos demais grupos (p<0,05). O grupo OBD apresentou menor quantidade de osso do que todos os outros grupos aos 30 dias (p<0,05). O grupo IR- PBMT/EMD apresentou maior quantidade de osso do que os demais grupos aos 90 dias (p<0,05).

Concluiu-se que o tratamento combinado com IR-PBMT e EMD favorece a formação óssea em áreas enxertadas com OBD

(Apoio: CAPES  |  INCT Saúde oral e Odontologia  N° 406840/2022  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CAPES  N° APQ-02211-21  |  INCT Saúde oral e Odontologia  N° 406840/2022  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CAPES  |  INCT Saúde oral e Odontologia  N° 406840/2022  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23)
PNe0962 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da distribuição de implantes na retenção e estabilidade de overdentures mandibulares retidas por quatro mini-implantes
Lays Noleto Nascimento, Thalita Fernandes Fleury Curado, Nádia do Lago Costa, Manrique Fonseca, Cláudio Rodrigues Leles
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a influência da distribuição geométrica de implantes na retenção e estabilidade de overdentures mandibulares retidas por quatro mini-implantes, utilizando testes biomecânicos, avaliações clínicas e relatos dos pacientes. Foram incluídos 31 pacientes edêntulos reabilitados com mini-implantes de titânio-zircônia, com mínimo de 4 anos de uso de overdenture mandibular. A distribuição foi analisada por tomografia computadorizada de feixe cônico, e os principais parâmetros geométricos incluíram a área do implante e a extensão anteroposterior (A-P). A análise de agrupamento K-means foi utilizada para classificar os participantes em configurações de implantes mal distribuídas (Grupo I) e bem distribuídas (Grupo II). Avaliações clínicas incluíram taxa de substituição de matrizes, testes de deslocamento, pressão digital, força de mordida até deslocamento e retenção axial. A percepção dos pacientes foi analisada por questionário de 14 itens. A análise de cluster identificou 18 pacientes no Grupo I e 13 no Grupo II. Resultados mostraram que o Grupo I apresentou maior incidência de substituição de matrizes (p=0,009), maior número de trocas (p=0,027) e menor sobrevida da matriz de retenção (21,3 vs. 40,0 meses; p=0,001). Não houve diferença nos testes biomecânicos e de deslocamento. A troca de matrizes aumentou significativamente a retenção (p<0,001) e a força de mordida (p=0,021). Pacientes do Grupo I relataram maior instabilidade (p=0,051), maior impacto negativo (p=0,004) e pior percepção geral (p=0,011).

Conclui-se que a distribuição dos implantes influencia o desempenho a longo prazo, aumentando a necessidade de manutenção e afetando negativamente a percepção do paciente.

(Apoio: CNPq  N° 406840/2022-9)
PNf0963 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeitos da luz na modulação do fenótipo de macrófagos derivados da medula óssea de camundongos. Estudo in vitro
Brenda Gabriele da Silva, Bruna Araujo Milan, Laís Kawamata de Jesus, Gabriela Dandaro Marinho, Robson Diego Calixto, Felipe Silva Cordova, Márcia Martins Marques, Emanuela Prado Ferraz
Biologia Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A polarização de macrófagos para os fenótipos pró- (M1) ou anti-inflamatório (M2) influencia as fases inflamatória e proliferativa do reparo ósseo, e seu direcionamento representa um alvo terapêutico promissor. A terapia de fotobiomodulação (FBM) tem sido associada ao controle da inflamação e ao reparo tecidual, mas os mecanismos não estão totalmente compreendidos. Nossa hipótese é que a FBM aplicada imediatamente após o trauma, direciona a polarização para M1 em detrimento de M2. Monócitos da medula óssea foram isolados e diferenciados em macrófagos M0, que por sua vez foram cultivados com fatores de indução para M1 (LPS) ou M2 (IL-4) por 24h. A FBM foi aplicada no mesmo momento da indução (660 nm; 20 mW; 0,714 W/cm2; 5 J/cm2; 0,14 J/ponto; 0,028 cm2). Como controle, foram utilizadas M0, M1 e M2 não irradiadas. Foram avaliados a morfologia, expressão gênica (PCR-TR) e proteica (Imunofluorescência) dos marcadores de M1 (Inos) e M2 (Arg-1), quantificação de NO (Griess) e EROS. Os dados foram comparados por teste t ou ANOVA (p<0,05). O modelo experimental foi validado por aumento da expressão de genes pro-inflamatórios em M1 e anti-inflamatórios em M2. Em M1FBM, houve redução significativa da expressão gênica e proteica de iNOS (p = 0,001), sem alterações consistentes na produção de NO. Em M2FBM, não houve diferença na expressão genica e proteica de Arg1 (p = 0,756). Em M0FBM, houve redução de ambos os marcadores Inos e Arg-1 (p = 0,022; p = 0,015). Alterações transitórias na produção de EROs foram observadas nos diferentes grupos.

Os achados indicam que a FBM, nos parâmetros empregados, não promove polarização clássica exclusiva para M1 ou M2, mas atua como moduladora do fenótipo macrofágico influenciando seletivamente os marcadores inflamatórios.

(Apoio: CNPq  N° 408830/2024-7)
PNf0964 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Ação antimicrobiana de enxaguatório à base de hexetidina frente a cepas de Streptococcus spp. orais
Emanuela de Carvalho Franco Leite Pereira, Lucas Laion da Silva Oliveira, Gabriela Pereira da Silva, Stephanie Tiemi Kian Oshiro, Lucas Reis Freitas, Bianca Vitoria Souza de Abreu, Livia Araujo Alves, Olivia Vieira Aires
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A eficácia de enxaguatórios bucais no controle do biofilme dental depende da ação sobre diferentes espécies bacterianas. Apesar do uso clínico da hexetidina, há pouca evidência comparativa entre espécies de Streptococcus. Este estudo avaliou a atividade antimicrobiana de um enxaguatório à base de hexetidina (Oral Kin®, Pharmakin) frente a cepas de Streptococcus spp. orais. Foram determinadas a Concentração Inibitória Mínima (CIM) e a Concentração Bactericida Mínima (CBM) para Streptococcus mutans (UA159), Streptococcus gordonii (Challis), Streptococcus salivarius (NCTC 8618), Streptococcus sanguinis (SK36), Streptococcus mitis (NCTC 12261) e Streptococcus oralis (ATCC 10557). A CIM foi determinada por microdiluição seriada (25-0,012%), com inóculo padronizado (Abs=0,1), incubação por 24 h (10% CO₂, 37 °C) e leitura com resazurina (570nm). A CBM foi obtida pelo subcultivo (10 µL) dos poços correspondentes à CIM e de três diluições superiores em ágar BHI. Os dados de CIM e CBM foram analisados por ANOVA com pós-teste de Tukey (p<0,05). Observou-se maior suscetibilidade para S. salivarius, S. gordonii e S. mitis (CIM = 0,114% ± 0,075%; 0,163% ± 0,056%; 0,195% ± 0,000%, respectivamente) e menor para S. sanguinis, S. mutans e S. oralis (CIM = 0,391% ± 0,000%; 0,521% ± 0,226; 0,521% ± 0,226%). S. salivarius diferiu significativamente de S. mutans e S. oralis. Os valores de CBM não diferiram entre as cepas, sendo as menores concentrações para S. gordonii, S. sanguinis e S. salivarius (CBM = 0,521% ± 0,226%; 0,781% ± 0,000%; 0,911% ± 0,597%).

Conclui-se que o enxaguatório à base de hexatidina apresentou atividade antimicrobiana frente às cepas de Streptococcus spp., reforçando seu potencial no controle do biofilme dental.

(Apoio: CAPES  N° 88887.186663/2025-00)



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