9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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RS077 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Influência da largura da faixa de mucosa queratinizada na incidência de doenças peri-implantares: uma revisão sistemática e meta-análise
Thaís Emilia da Silva, Milena Quesada Passos, Luisa Souza Feitosa, Daniel Stefan Thoma, Ronald Ernest Jung, Nadja Naenni, Claudio Mendes Pannuti, Isabella Neme Ribeiro Dos Reis
Estomatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com o aumento da colocação de implantes dentários, observa-se maior incidência de doenças peri-implantares. Fatores locais com possível efeito protetor, como a mucosa queratinizada (MQ), vêm sendo investigados. Contudo, sua associação com essas doenças permanece inconclusiva. Esta revisão avaliou a associação entre presença e largura da MQ e incidência de mucosite peri-implantar e peri-implantite. Foram realizadas buscas nas bases MEDLINE/PubMed, Scopus, Embase e Web of Science, além de literatura cinzenta e buscas manuais. Foram incluídos estudos de coorte prospectivos e retrospectivos que relataram a incidência destas doenças ao nível do implante em sítios com MQ adequada e inadequada. Meta-análises com efeitos aleatórios foram realizadas para dois limiares de MQ (>0 mm vs 0 mm; ≥2 mm vs <2 mm), e análises de subgrupos compararam coortes prospectivas e retrospectivas. A avaliação do risco de viés foi feita através da ferramenta Joanna Briggs Institute para estudos de coorte. Doze estudos (938 pacientes; 2.646 implantes) foram incluídos. A MQ não esteve associada à incidência de mucosite peri-implantar para nenhum dos limiares (>0 mm vs 0 mm: RR = 0,92; IC 95% 0,69-1,21; ≥2 mm vs <2 mm: RR = 0,70; IC 95% 0,41-1,20). Em contraste, a incidência de peri-implantite foi significativamente menor em implantes com MQ (>0 mm) em comparação com aqueles sem MQ (0 mm) (RR = 0,62; IC 95% 0,42-0,91) e em implantes com MQ ≥2 mm em comparação com <2 mm (RR = 0,56; IC 95% 0,37-0,84). Não houve diferenças entre subgrupos, e 75% dos estudos apresentaram baixo risco de viés.

As evidências sugerem que a mucosa queratinizada não influencia a mucosite peri-implantar, mas está associada à menor incidência de peri-implantite.

RS078 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Índice de inflamação alimentar e sua relação com as doenças periodontais: uma revisão sistemática de estudos observacionais
Valbiana Cristina Melo de Abreu Araujo, Isabella Melo Claudino Moreira, Geovanna Siqueira Rocha, Manuela Maria Viana Miguel, Luciana Macchion Shaddox, Luciana Salles Branco-de-Almeida
program de pós-graduação em odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática analisou a associação entre o índice inflamatório alimentar (DII) e sua versão ajustada pela energia (E-DII) com gengivite e periodontite. A metodologia foi conduzida conforme as diretrizes do PRISMA. A busca foi realizada em cinco bases de dados eletrônicas para identificar estudos observacionais, em inglês e sem restrição de data. A seleção seguiu critérios PECOS: população (adultos), exposição (DII/E-DII), comparação (baixo potencial inflamatório), desfecho (gengivite ou periodontite) e tipo de estudo (observacionais). Após remoção de duplicatas, sessenta e seis artigos foram avaliados na íntegra e nove estudos foram incluídos (oito transversais e um caso-controle). A qualidade metodológica e o risco de viés foram avaliados pelo Joanna Briggs Institute (JBI). Os resultados demonstraram associação positiva e não linear entre dietas pró-inflamatórias (escores elevados de DII e E-DII) e periodontite moderada a grave. Indivíduos no tercil superior de inflamação alimentar apresentaram maiores chances de periodontite (OR: 1,53-2,66) em relação ao tercil inferior. A associação foi mais robusta em homens, correlacionando-se a maiores níveis de sangramento à sondagem (SS), interleucina-33 (IL-33), proteína quimiotática de monócitos-1 (MCP-1) e alterações na abundância de Porphyromonas gingivalis.

Conclui-se que há uma associação consistente entre o elevado potencial inflamatório da dieta, avaliado pelo DII e E-DII, e o agravamento das condições periodontais, sugerindo que estratégias nutricionais podem contribuir para o manejo da saúde periodontal.

(Apoio: CAPES  N° 001)
RS079 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

EFICÁCIA DOS MÉTODOS ALTERNATIVOS PARA O CONTROLE DA HALITOSE: UMA VISÃO ABRANGENTE DAS REVISÕES SISTEMÁTICAS
Akyllys Lucas Ferreira da Silva, Anna Maria Rocha Marinho de Almeida, Bianca Freitas de Souza, Matheus Santos Mafra Barbosa, Cristine D'Almeida Borges, Laís Christina Pontes Espíndola, Luiz ALexandre Moura Penteado, Nara Santos Araujo

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho avaliou a qualidade metodológica das revisões sistemáticas publicadas e reuniu as evidências disponíveis sobre a eficácia e segurança das terapias alternativas no tratamento da Halitose Intraoral. Esta revisão foi registrada no PROSPERO (CRD420251010974). Realizou-se uma busca abrangente nas bases MEDLINE/PubMed, Scopus, Embase, Web of Science e CENTRAL, para identificar revisões sistemáticas, com ou sem metanálise, baseadas em ensaios clínicos controlados. A análise qualitativa foi conduzida utilizando as ferramentas de Glenny e R-AMSTAR. Foram identificadas 809 publicações, dos quais 21 atenderam aos critérios de inclusão. As intervenções abordadas incluíram colutórios, raspagem lingual, terapia fotodinâmica antimicrobiana, laserterapia, probióticos, gomas de mascar, dentifrícios, chá verde e medicina chinesa. Embora a maioria das revisões tenha apresentado boa qualidade metodológica, os estudos primários incluídos exibiram alto risco de viés, amostras reduzidas e elevada heterogeneidade clínica e metodológica, o que comprometeu a força das evidências.

Apesar do potencial de algumas terapias alternativas, as evidências atuais sobre sua eficácia no controle da halitose intraoral são limitadas e inconclusivas. Há necessidade de ensaios clínicos bem delineados, com maior rigor metodológico, maior número de participantes e acompanhamento a longo prazo.

RS080 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Diabetes mellitus gestacional está associado à periodontite durante a gravidez? Uma revisão sistemática
Fabricio Hector Hinojosa Alcocer, Gerson Aparecido Foratori-junior, Luiza Sant'Anna Correa de Toledo, Roosevelt Silva Bastos, Heitor Marques Honório
Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Cole UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar, por meio de uma revisão sistemática, a associação entre diabetes mellitus gestacional (DMG) e periodontite durante a gravidez (CRD420251086061). As buscas foram conduzidas no PubMed, Scopus, Web of Science, Embase, LILACS e SciELO, além da literatura cinzenta, sem restrição de data ou idioma. Foram incluídos estudos observacionais que avaliaram gestantes com e sem DMG, considerando a presença de periodontite como desfecho. A seleção dos estudos, extração dos dados e avaliação do risco de viés foram realizadas de forma pareada e independente. Realizou-se a síntese qualitativa dos achados, levando em consideração a heterogeneidade metodológica entre os estudos. Foram identificados 986 registros. Após remoção de duplicatas, triagem e leitura dos textos completos, 24 estudos foram incluídos, sendo predominantemente transversais (n = 10) e caso-controle (n = 9), seguidos por coortes (n = 5). Ao todo, os estudos incluíram 16.822 gestantes, com média de idade de idade média de 29,8 anos (entre 24-34). Destas, a prevalência de gestantes com DMG e periodontite variou entre 15% e 77,4%. Entre os estudos incluídos, 11 relataram associação positiva entre DMG e periodontite. Entretanto, diferentes critérios diagnósticos e pontos de corte foram utilizados para ambas as condições, limitando a comparabilidade dos achados. Índice de massa corporal elevado e baixo nível socioeconômico foram os confundidores mais frequentemente relatados. A maioria dos estudos apresentou risco de viés moderado (n = 13) a sério (n = 11), sobretudo por confusão.

As evidências disponíveis sugerem possível associação entre DMG e periodontite na gravidez, embora limitadas pela heterogeneidade metodológica e pelo risco de viés.

(Apoio: CAPES  N° 001)
RS081 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Qualidade de vida relacionada à saúde bucal em crianças e adolescentes com disfunção temporomandibular: uma revisão sistemática
Brenda Yoryany Carreño-meza, Johana Alejandra Moreno Drada, Ivana Meyer Prado, Maria Paula Reyes Duque, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu
Odontología Social y Preventiva, Faculta UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A disfunção temporomandibular (DTM) em crianças e adolescentes é relevante em saúde pública pelo seu potencial impacto na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB). Esta revisão sistemática objetivou analisar a QVRSB em crianças/adolescentes com e sem DTM. A revisão seguiu a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e PRISMA 2020, registrada no PROSPERO (CRD420251028643). Realizou-se busca nas bases PubMed, LILACS, Scopus e Web of Science, Google Scholar e busca manual, sem restrição de idioma ou período. A seleção dos estudos, extração de dados e avaliação do risco de viés foram feitas de forma independente e cega por dois revisores, com discordâncias resolvidas por terceiro avaliador. Incluíram-se estudos observacionais que avaliaram QVRSB em indivíduos de até 19 anos com DTM, comparados a indivíduos sem DTM. A qualidade metodológica foi avaliada pelas ferramentas críticas do JBI. Os resultados foram sintetizados em tabelas e figuras. Após remoção de duplicatas, 374 estudos foram identificados; 71 seguiram para leitura completa e 13 foram incluídos. Seis estudos utilizaram o Oral Health Impact Profile-14 (OHIP-14), 6 o Child Perceptions Questionnaire (CPQ) e 1 o Michigan Oral Health-Related Quality of Life (MOHRQoL). A maioria (69,2%) mostrou pior QVRSB em indivíduos com DTM em comparação aos controles, com associações estatisticamente significativas. Quatro estudos apresentaram baixo risco de viés, 7 risco moderado e 2 alto risco.

Conclui-se que a DTM está associada à pior QVRSB em crianças e adolescentes. Contudo, a elevada heterogeneidade entre os estudos, decorrente da variabilidade dos critérios diagnósticos de DTM e da falta de padronização dos instrumentos de QVRSB, exige cautela na interpretação dos achados.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq  N° 406840/2022-9)
RS082 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Função mastigatória e fragilidade em idosos: uma revisão sistemática e metanálise
Mayara Abreu Pinheiro, Arthur Marques Andrade, Lethicia Isabelle Matias Pinto, Yuri Wanderley Cavalcanti
Clínica e Odontologia Social UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A fragilidade é uma síndrome geriátrica multidimensional associada a desfechos adversos, e alterações da função mastigatória podem contribuir para esse processo. Esta revisão sistemática com meta-análise investigou a associação entre função mastigatória e fragilidade em idosos. Foram realizadas buscas no PubMed, Web of Science, Scopus, Cochrane Library, ClinicalTrials e Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos, sem restrição de data ou idioma. Incluíram-se estudos com idosos que avaliaram função mastigatória e utilizaram instrumentos validados para fragilidade. O risco de viés foi avaliado pela Newcastle-Ottawa Scale, e a certeza da evidência pelo Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation. Modelos de efeitos aleatórios foram utilizados na síntese quantitativa. Dezoito estudos, com 56.046 participantes, foram incluídos na revisão, e seis na meta-análise. A média de idade foi de 77,3 anos, e a maioria dos estudos foi transversal e conduzida no Japão. Treze estudos apresentaram baixo risco de viés. Idosos frágeis apresentaram menor força de mordida que robustos (diferença média padronizada=-0,667; intervalo de confiança de 95%=-0,765 a -0,570; p<0,001; I²=0,02%). A capacidade mastigatória inadequada foi 37,1% mais prevalente em frágeis (intervalo de confiança de 95%=28,3% a 45,8%; p<0,001; I²=0%). A glicose salivar após mastigação de goma indicou tendência não significativa de menor eficiência mastigatória em frágeis. A certeza da evidência foi baixa ou muito baixa.

Conclui-se que menor força de mordida e capacidade mastigatória inadequada estão associadas à fragilidade em idosos, sugerindo disfunção mastigatória como marcador de vulnerabilidade sistêmica no envelhecimento.

(Apoio: CAPES  N° 001)
RS083 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Desfechos Peri-implantares de Implantes com Microtexturização a Laser versus Usinados: Revisão Sistemática e Meta-análise
Rafael Araújo Rios, Aldrin André Huamán Mendoza, Mateus Henrique Gottschall Martins, Gabriel Bittencourt Damin, Gabriel de Freitas Bialoglowka, Carla Rodrigues de Almeida Silva, Giuseppe Alexandre Romito, Marinella Holzhausen
Estomatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar as diferenças nos desfechos clínicos, microbiológicos e histológicos entre superfícies tratadas com microtexturização a laser (SML) e superfícies usinadas (SU), tanto em pilares quanto na porção cervical dos implantes. Foram realizadas buscas eletrônicas nas bases PubMed/MEDLINE, SCOPUS, EMBASE e Web of Science. Apenas ensaios clínicos randomizados foram incluídos. O risco de viés foi avaliado utilizando a RoB 2. As meta-análises foram feitas com modelo de efeitos aleatórios, e a certeza da evidência foi determinada conforme a abordagem GRADE. Entre os 3.339 estudos identificados, apenas nove atenderam aos critérios de inclusão. Meta-análises para os desfechos microbiológicos e histológicos não foram possíveis devido à heterogeneidade metodológica. A síntese quantitativa demonstrou melhora significativa no grupo SML em comparação ao SU para diversos parâmetros clínicos, incluindo profundidade de sondagem (PS) e nível ósseo marginal (NOM) em todos os períodos avaliados, nível de inserção clínica (NIC) entre 4-6 meses e sangramento à sondagem (SS) em 1 ano. Por outro lado, não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas para o índice gengival modificado (IGm), índice de placa modificado (IPm), SS aos 3 e 5-6 meses, nem para o NIC aos 10-12 meses. Por fim, 77,8% dos estudos foram classificados como apresentando "algumas preocupações" quanto ao risco de viés, enquanto 22,2% foram considerados de baixo risco.

Evidências sugerem que o tratamento SML pode estar associado a melhores desfechos clínicos, incluindo PS, NOM, NIC e SS após 1 ano. Adicionalmente, os resultados qualitativos apontam uma tendência a desfechos microbiológicos e histológicos mais favoráveis para SML quando comparadas às SU.

RS084 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

IMPACTO DOS DIFERENTES FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À FALHA PRECOCE DE IMPLANTES DENTÁRIOS: um overview de revisões sistemáticas
Odarah Loren Medeiros Dias E. Oliveira, Gianfilippo Machado Cornacchia, Maria Isabel de Oliveira E. Britto Villalobos, João Vitor Quadros Tonelli, Luciano Henrique Ferreira Lima, Luiz Felipe Cardoso Lehman, Elton Gonçalves Zenóbio, Vânia Eloisa de Araújo Silva
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Implantes dentários apresentam elevadas taxas de sobrevida e são amplamente utilizados na reabilitação oral. Entretanto, podem ocorrer falhas no processo de osseointegração antes da aplicação de cargas funcionais, denominadas falhas precoces. Este overview teve como objetivo identificar, sintetizar e avaliar o nível de evidência acerca da influência de diferentes fatores de risco na ocorrência de falha precoce de implantes dentários. A revisão foi conduzida conforme as recomendações PRISMA e Cochrane Handbook. As bases LILACS, MEDLINE/PubMed, Cochrane Library e Embase, além de literatura cinzenta e busca manual, foram consultadas até julho de 2025, sem restrições de idioma ou data. A seleção dos estudos, extração dos dados e avaliação metodológica foram realizadas por dois revisores independentes. A qualidade das revisões sistemáticas incluídas foi analisada pelo instrumento AMSTAR 2. A busca identificou 523 registros, dos quais 18 revisões sistemáticas compuseram a amostra final. Os estudos investigaram fatores relacionados ao paciente, ao implante, à localização anatômica e ao procedimento cirúrgico.

A falha precoce mostrou etiologia multifatorial, com maior risco associado ao tabagismo, ausência de profilaxia antibiótica, radioterapia em cabeça e pescoço, implantes de superfície torneada, curtos e estreitos, instalação em maxila anterior, técnica não submersa e procedimentos de enxertia óssea. Tais achados podem orientar decisões clínicas.

(Apoio: CAPES  N° 001)
RS086 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Sucesso e sobrevivência de implantes imediatos instalados em sítios com e sem a presença de periodontite apical: uma revisão sistemática
Mariana Camargo Dahlem, Cleider Augusto Marques Rocha Júnior, Maximiliano Schunke Gomes
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática teve o objetivo de avaliar as taxas de sobrevivência e de sucesso de implantes dentários imediatos instalados em sítios com e sem a presença de periodontite apical (PA), incluindo a análise do nível de mucosa queratinizada e de perda óssea vertical. O estudo foi conduzido de acordo com as diretrizes do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). As buscas foram realizadas nas bases de dados PubMed, Scielo, Embase, Web of Science, Google Scholar, EBSCO e Cochrane, sem restrições quanto ao idioma e ano de publicação. Também foi realizada uma busca por estudos não publicados (literatura cinza). Foram incluídos estudos clínicos observacionais longitudinais que apresentaram as taxas de sobrevivência e/ou sucesso de implantes imediatos instalados em sítios com ou sem a presença de PA, com um acompanhamento mínimo de 6 meses. A avaliação da qualidade metodológica dos estudos incluídos foi realizada por dois examinadores, utilizando os critérios estabelecidos pela Escala de Newcastle-Ottawa. Nove estudos foram incluídos. A meta-análise demonstrou que a presença prévia de PA está associada a menores taxas de sobrevivência de implantes dentários (OR = 2.79, IC 95% 1.27-6.14, p=0.01). Não foram observadas diferenças significativas entre os níveis de perda óssea vertical e de mucosa queratinizada de implantes imediatos instalados em sítios com e sem a presença de PA.

Os achados indicam que a presença prévia de PA no sítio que recebe o implante pode reduzir as taxas de sobrevivência de implantes imediatos.

(Apoio: CAPES  N° 001)
RS087 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

PROGNÓSTICO DE MINI-IMPLANTES DENTÁRIOS EM REABILITAÇÕES COM OVERDENTURES MAXILARES: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE
Camila Alvarenga da Silva, Laércio Alves de Amorim Júnior, Lays Noleto Nascimento, Cláudio Rodrigues Leles, Carla Massignan, Nádia do Lago Costa
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A presente revisão sistemática teve como objetivo avaliar o prognóstico dos mini-implantes utilizados na retenção de overdentures maxilares em pacientes totalmente edêntulos. O estudo foi conduzido conforme as diretrizes PRISMA e registrado no PROSPERO (CRD420251231182). As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Embase, Cochrane, LILACS, Web of Science, Scopus e LIVIVO, além da literatura cinzenta, sem restrição de idioma ou período. Foram incluídos ensaios clínicos e estudos de coorte com acompanhamento mínimo de seis meses, envolvendo overdentures maxilares suportadas por mini-implantes (≤3,0 mm). A seleção e a extração dos dados foram realizadas por dois revisores independentes. O risco de viés foi avaliado pelas ferramentas do Joanna Briggs Institute. A meta-análise utilizou modelo de efeitos aleatórios e a qualidade da evidência foi avaliada pelo sistema GRADE. Foram identificados 1.328 registros e, ao final, 7 estudos (11 artigos), publicados entre 2013 e 2025, foram incluídos. As taxas de sobrevivência dos mini-implantes variaram entre 57,1% e 94,3%, com taxa global de 73,4% (IC95%: 66,7-80,2%). Para as próteses, a taxa global foi de 74,2% (IC95%: 64,2-84,2%). Não foram observadas diferenças relevantes entre estudos com acompanhamento inferior ou superior a três anos. As principais complicações envolveram mobilidade dos implantes, fraturas protéticas, sangramento à sondagem e radiolucências periimplantares.

Conclui-se que os mini-implantes representam uma alternativa terapêutica viável para retenção de overdentures maxilares, especialmente em pacientes com limitações anatômicas, embora a baixa qualidade da evidência exija interpretação cautelosa dos achados.

(Apoio: FAPs - FAPEG)



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