9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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RS066 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Perfil microbiológico da osteorradionecrose e da osteonecrose medicamentosa dos maxilares: revisão sistemática e meta-análise
Marcelo Borges Marques, Rafaella Luiza Bergamaschi de Carli, Naiara Alves Marega, Analú Barros de Oliveira, Beatriz Sales da Silva Santos, Túlio Morandin Ferrisse
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Revisão sistemática e meta-análise comparando a microbiota da osteorradionecrose (ORN) com a osteonecrose medicamentosa dos maxilares (ONMM). Foi realizada uma revisão sistemática conforme PRISMA e Cochrane, com buscas em bases eletrônicas. Foram incluídos estudos transversais sobre microbiota na ORN e ONMM. A extração dos dados e a avaliação do risco de viés pelo JBI foram realizadas por dois revisores independentes e calibrados. Meta-análises de efeito fixo foram conduzidas para variáveis dicotômicas, utilizando odds ratio como medida de efeito.Treze estudos preencheram os critérios de inclusão. Para ORN os microrganismos identificados com mais frequência foram Actinomyces israelii, Prevotella melaninogenica, Porphyromonas gingivalis, Porphyromonas endodontalis, Fusobacterium nucleatum Streptococcus intermedius. Já para a ONMN, os microrganismos mais frequentemente observados foram Actinomyces e Streptococcus. A meta-análise identificou maior chance de lesões de ONMN apresentarem Actinomyces do que lesões de ONM (OR = 0,32; IC95%: 0,13-0,80; p = 0,0321; I² = 0%). Entretanto, há maior chance de encontrar Staphylococcus em lesões de ONM do que lesões de ONM (OR = 2,93; IC95%: 1,31-6,59; p = 0,0092; I² = 0%). A qualidade geral da evidência variou de baixa a alta, e os estudos incluídos apresentaram considerável heterogeneidade metodológica. e

A ORN e a ONMM apresentam perfis microbiológicos polimicrobianos, com diferenças na frequência de alguns microrganismos. Actinomyces foi mais associado à ONMM, enquanto Staphylococcus foi mais associado à ORN. Entretanto, a heterogeneidade metodológica e a variação na qualidade da evidência limitam conclusões definitivas, reforçando a necessidade de estudos padronizados.

RS067 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Fotobiomodulação no tratamento da mucosite oral em câncer de cabeça e pescoço: revisão sistemática e meta-análise
Naira Figueiredo Deana, Yanela Aravena, Carlos Zaror, Patricia Muñoz, Ruvistay Gutierrez, Francisco Ceballos, Katalina Muñoz, Nilton Alves
Facultad de Odontología UNIVERSIDAD DE LA FRONTERA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivo: Avaliar a efetividade da terapia por fotobiomodulação (TFBM), comparada ao cuidado oral habitual, na redução da dor e da severidade da mucosite oral (MO) estabelecida, na redução da perda de peso y na qualidade de vida em adultos com câncer de cabeça e pescoço submetidos à radioterapia e/ou quimioterapia. Métodos: Foram pesquisadas MEDLINE/Ovid, Embase/Ovid, CENTRAL, LILACS/BVS, Epistemonikos e CINAHL/EBSCOhost. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados sobre TFBM para tratamento da MO, sem restrição de idioma ou data. Estudos somente preventivos sem dados de tratamento, laser de alta potência e terapia fotodinâmica foram excluídos. O risco de viés foi avaliado pela RoB 2, a certeza pelo GRADE e as metanálises conduzidas no RStudio. Resultados: Foram identificados 1.362 registros e incluídos 11 estudos. Oito apresentaram alto risco de viés e três, algumas preocupações. A TFBM reduziu o risco de MO grave (grau ≥3; RR 0,11; IC95% 0,02-0,70; I²=58,9%; baixa certeza). Também reduziu a severidade da MO em câncer oral (DM −1,56; IC95% −1,90 a −1,22; I²=0%; baixa certeza) e em câncer de cabeça e pescoço (DM −0,60; IC95% −1,02 a −0,18; moderada certeza). A intensidade da dor foi menor em pacientes tratados com TFBM (DM −2,84; IC95% −4,14 a −1,54; I²=92%) em comparação com aqueles que receberam somente o cuidado habitual. Houve tendência para menor perda de peso e melhor qualidade de vida, no entanto o resultado não foi significativo. Nenhum estudo relatou eventos adversos asociados a TFBM.

A TFBM é um tratamento seguro que pode reduzir a dor e a severidade da MO estabelecida em pacientes com câncer de cabeça e pescoço, mas a certeza da evidência na estimação dos resultados é limitada pelo risco de viés e pela heterogeneidade entre estudos.

RS068 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Global mapping of head and neck melanoma: a bibliometric analysis of the 100 most-cited articles
Gabrielle Aparecida Matta da Costa, Victor Zanetti Drumond, José Victor Lemos Ventura, Leonardo Amaral Dos Reis, Lucas Guimarães Abreu, Bruno Augusto Benevenuto de Andrade, Tatiana Teixeira de Miranda, José Alcides Almeida de Arruda
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Head and neck melanoma (HNM) is an uncommon and aggressive malignancy, yet a comprehensive synthesis of its scientific landscape remains lacking. We mapped the temporal and geographic landscape of HNM research using bibliometric methods. An electronic search was conducted in the Web of Science Core Collection (WoS-CC), supplemented by Web of Science All Databases, Scopus, and Google Scholar. The 100 most-cited articles were analyzed with respect to citation metrics, study design, thematic focus, and patterns of collaboration. Data were analyzed descriptively and analytically. From 7,679 retrieved records, the 100 most-cited articles accumulated 10,670 citations in WoS-CC (median: 89.5; range: 62-295). Publications spanned the period from 1955 to 2021, with citation impact clustering between 1990 and 2017 and peak productivity observed between 2005 and 2017. Observational studies predominated (74%), primarily addressing outcomes and prognosis, sentinel lymph node biopsy and lymphatic mapping, and radiotherapy. Scientific production was highly concentrated in the United States (60%). Head & Neck was the journal with the highest number of publications.

Overall, high-impact HNM research has been driven predominantly by clinically oriented investigations and remains geographically concentrated. This finding provides a benchmark for identifying underexplored areas and supporting more collaborative and equitable research agendas.

RS069 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

PREVALÊNCIA DE CARCINOMA MUCOEPIDERMOIDE EM GLÂNDULAS SALIVARES MAIORES: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM META-ANÁLISE
Lidiane de Paula Ribeiro, Matheus Antoni da Silva Costa, Kamile Leonardi Dutra Horstmann, Gilberto de Souza Melo, Nicole Lonni, Túlio Silva Rosa, Ricardo Luiz Cavalcanti de Albuquerque Júnior, Elena Riet Correa Rivero
Departamento de Patologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão sistemática foi avaliar a prevalência de carcinoma mucoepidermoide (CME) em glândulas salivares maiores (GSMa). Foram conduzidas buscas em quatro bases de dados eletrônicas, literatura cinzenta e listas de referências dos estudos incluídos, abrangendo publicações em língua inglesa dos últimos 10 anos. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada por meio da JBI Critical Appraisal Checklist para estudos de prevalência. Foram realizadas meta-análises (MA) de proporção utilizando o modelo de efeitos aleatórios. Essa revisão seguiu as diretrizes do PRISMA e o protocolo foi registrado na plataforma PROSPERO (CRD420251046429). Foram incluídos 141 estudos, totalizando 111.940 casos de lesões das GSMa e 17.631 casos de CME. Desses, 119 estudos foram incluídos nas MA e a prevalência combinada de CME entre todas as lesões das GSMa de 3,40% (IC 95%: 2,34-4,64%), com variações por sítio anatômico. Considerando apenas tumores benignos e malignos das GSMa, CME correspondeu a 6,18% (IC 95%: 5,06-7,40%) dos casos. Ainda, considerando apenas os tumores malignos das GSMa, CME correspondeu a 27,80% (IC 95%: 25,06-30,62%) dos casos. Observou-se alta variabilidade quanto à prevalência de CME, a qual pode ser parcialmente atribuída a diferentes métodos de amostragem, assim como critérios heterogêneos para definição de lesões elegíveis em cada estudo.

CME correspondeu a 3,40% de todas as lesões que afetam as GSMa. Essa prevalência foi de 6,18% considerando apenas tumores benignos e malignos e de 27,80% quando considerados exclusivamente tumores malignos, evidenciando uma elevada proporção de CME dentre as malignidades das GSMa.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 305891/2024-3  |  CNPq  N° 403444/20233)
RS070 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Quantificação de AgNOR na Citopatologia Oral como Marcador de Risco para Carcinoma Espinocelular Oral: Revisão Sistemática e Meta-análise
Nathalia Baldicera Lopes, Igor Cavalcante Guedes, Erick Souza Pedraça, Ricardo Paiva, Natália Batista Daroit, Fernanda Visioli, Pantelis Varvaki Rados
Departamento de Patologia Bucal UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O carcinoma espinocelular oral (CECO) é um problema de saúde global. O objetivo desta revisão foi avaliar a literatura em busca de evidências para um valor de referência capaz de distinguir células normais daquelas com alterações suspeitas em esfregaços orais corados por AgNOR. As buscas foram realizadas nas bases indexadas e incluíram a literatura cinza. Os estudos avaliaram a quantificação de AgNORs em células epiteliais orais esfoliadas de pacientes sob diferentes condições clínicas incluindo mucosa oral normal, mucosa oral exposta a fatores de risco, desordens potencialmente malignas orais (DPMO) e CECO. A extração dos dados e a análise do risco de viés foram realizadas de forma independente por dois revisores. As meta-análises foram conduzidas utilizando modelo de efeitos aleatórios. Dos 2.890 registros, 50 estudos foram incluídos na revisão e 39 na meta-análise. Observou-se aumento progressivo nas médias de AgNORs por núcleo entre os grupos avaliados. As médias ponderadas de AgNOR por núcleo, mostram valores: (a) mucosa jugal, 1.83 no grupo controle e 3.65 no grupo exposto, (b) assolho de boca 3.34 no grupo controle e 3.96 no grupo exposto e (c) borda lateral de língua 2.92 no grupo controle e 3.91 no grupo exposto. Para os grupos lesionais, a média ponderada dos valores foi de 4.49 no grupo DPMO e 6.29 no grupo CECO.

A quantificação de AgNORs demonstrou potencial como marcador de proliferação celular entre os grupos clínicos. No entanto, os altos níveis de heterogeneidade indicam que a aplicação clínica desses valores deve ser interpretada de forma individualizada, respaldada por análises longitudinais e tendo em conta as variações de cada indivíduo.

RS071 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Efeitos da Terapia Oncológica nas Condições Periodontais em Sobreviventes de Câncer de Cabeça e Pescoço: Revisão Sistemática e Metanálise
Júlia Ferreira Bassani, Catiusse Crestani Del '' Agnese, Rhayssa Kuhn Peixoto, Raquel Pippi Antoniazzi
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto da terapia oncológica, radioterapia isolada ou combinada com quimioterapia, sobre a condição periodontal de pacientes em tratamento para Câncer de Cabeça e Pescoço (CCP). Foram realizadas buscas nas bases PubMed, EMBASE, Web of Science, Scopus e LILACS até julho de 2025, incluindo estudos longitudinais que avaliaram a condição periodontal após terapia oncológica em adultos com CCP. Metanálises foram conduzidas para estimar a incidência de periodontite e mudanças no nível de inserção clínica (NIC), profundidade de sondagem (PS), recessão gengival (RG), índices de placa e índices de sangramento gengival. Doze estudos, totalizando 947 pacientes, foram incluídos. A metanálise estimou uma incidência e/ou progressão de periodontite de 21,0% após a terapia oncológica. Foram observados aumentos significativos no NIC (Diferença Média - DM = 0,13 mm; IC 95%: 0,02-0,24) e RG (delta = 0,31 mm; IC 95%: 0,24-0,40). Em contraste, a PS diminuiu ao longo do tempo (DM = -0,31 mm; IC 95%: -0,58 a -0,03), embora este achado tenha sido acompanhado por heterogeneidade substancial. Não foram observadas mudanças significativas nos índices de placa e sangramento gengival. Avaliações descritivas indicaram que doses mais altas de radiação, períodos de acompanhamento mais longos e ausência de intervenções periodontais estiveram associados a maior deterioração periodontal entre os estudos.

A terapia oncológica, particularmente radioterapia ou quimiorradioterapia, está associada à perda progressiva de tecidos periodontais em sobreviventes de CCP. No entanto, o pequeno número de estudos e a variabilidade metodológica limitam a generalização desses achados.

(Apoio: CAPES  N° 88887.199819/2025-00)
RS072 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Fibrina Rica em Plaquetas e suas Variações Avançadas na Preservação do Rebordo Alveolar: Uma Revisão Sistemática e Meta-análise
Vanessa Felipe Vargas-Moreno, Andre Marques Chanquini, Nadya Bellandi da Cunha e Silva Lira, Mônica Grazieli Corrêa, Suzana Peres Pimentel, Fabiano Ribeiro Cirano, Raissa Micaella Marcello Machado, Marcio Zaffalon Casati
Odontologia UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática e meta-análise avaliou o desempenho clínico da fibrina rica em leucócitos e plaquetas (L-PRF), fibrina rica em plaquetas avançada (A-PRF) e fibrina rica em plaquetas avançada plus (A-PRF+) na preservação do rebordo alveolar em alvéolos dentários recém-extraídos. Para isso, realizou-se uma busca em 5 bases de dados e registros para selecionar ensaios clínicos randomizados controlados (ECRs). Seis meta-análises foram realizadas, e o risco de viés foi avaliado segundo o RoB 2. A busca inicial recuperou 3453 registros, dos quais 15 ECRs foram incluídos. Meta-análises foram possíveis apenas para L-PRF a 3 meses. Sítios com L-PRF apresentaram alterações verticais na parede óssea vestibular (0,29 mm), na palatina/lingual (-0,17 mm) e na largura horizontal (−0,87 mm, −0,40 mm e −0,77 mm a 1, 3 e 5 mm abaixo da crista, respectivamente), com neoformação óssea de 48,13%. A-PRF demonstrou reduções verticais e horizontais semelhantes às do L-PRF, e análises histomorfométricas relataram frações ósseas vitais de 45-55% após 4 meses. A-PRF+ apresentou maior reabsorção coronal e vestibular e sem superioridade clínica em relação ao L-PRF. A-PRF+ apresentou ≈50-60% de tecido mineralizado, preenchimento alveolar favorável, cicatrização precoce e perfusão gengival. Três estudos tiveram baixo risco, 10 algumas preocupações e 2 de alto risco de viés.

Logo, L-PRF, A-PRF e A-PRF+ parecem ser adjuvantes biologicamente ativos que podem atenuar a remodelação óssea pós-extração e apoiar a formação óssea precoce e a cicatrização de tecidos moles. Contudo, as diferenças nos protocolos de centrifugação e o risco de viés limitam a certeza e impedem a identificação de qualquer formulação como claramente superior.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPESP  N° 2024/21976-0)
RS073 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Estágio e Grau da periodontite e o risco de perda de implantes e peri-implantite: revisão sistemática e meta-análise
Isadora Bacus Zambon, Guilherme Castro Lima Silva do Amaral, Aldrin André Huamán Mendoza, Thiago Ramos Reis Reina, Larissa Santos Tavares, Claudio Mendes Pannuti, Cristina Cunha Villar, Nathalia Vilela
estomatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Estimar a associação entre o estágio e o grau da periodontite, conforme a classificação do World Workshop de 2017, e a perda de implantes em pacientes com periodontite, bem como descrever as evidências estratificadas disponíveis para peri-implantite. Esta revisão seguiu as diretrizes PRISMA 2020, com registro no PROSPERO (CRD42024601440). Cinco bases de dados foram pesquisadas até 31 de março de 2026. Foram elegíveis estudos observacionais de coorte que estratificaram os pacientes de acordo com o estágio ou grau. O risco de viés foi avaliado pela Escala de Newcastle-Ottawa e a certeza da evidência pelo sistema GRADE. A meta-análise foi realizada por meio de modelos de efeitos aleatórios (REML+HKSJ). Seis coortes foram incluídas, totalizando 2.947 implantes e 1.231 pacientes. Não houve significância estatística para a perda de implantes, nem a comparação primária entre Estágios III/IV versus I/II (RR 1,86; IC 95% HKSJ 0,90 a 3,86; I² = 13%), nem a comparação principal entre Grau C versus A/B (RR 3,39; IC 95% HKSJ 0,62 a 18,56; I² = 80%). No entanto, ao remover estudos de maior risco de viés e estudos de maior peso da meta-análise primária, os cenários de sensibilidade alcançaram significância em perda de implante tardio em Estágios III/IV (RR 2.53; 1.35 a 4.73) e perda de implante tardio em Grau C (RR 2,41; 1,40 a 4,17). Os três cenários foram classificados como evidência de baixa certeza pelo GRADE. A peri-implantite foi relatada de forma descritiva em duas coortes, com definições não equivalentes.

Apesar das meta-análises primárias não alcançarem significância, as análises de sensibilidade sustentam os Estágios III/IV e o Grau C da periodontite como critérios de estratificação de risco, indicando uma tendência direcional para a perda de implantes.

RS075 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Intervenção comportamental por inteligência artificial em adultos com periodontite: revisão sistemática de estudos randomizados
Flávia Angelis Pierucci Rodrigues, Aldrin André Huamán Mendoza, Francisco Das Chagas Santos Junior, Nathalia Vilela, Guilherme Castro Lima Silva do Amaral, Marta Maria Alves Pereira

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar se a intervenção comportamental por inteligência artificial (IA), aplicada como adjuvante à terapia periodontal não cirúrgica, melhoram desfechos clínicos em pacientes adultos com periodontite. Revisão sistemática conduzida conforme PRISMA 2020 e registrada no PROSPERO. Foram pesquisadas cinco bases (PubMed, Embase, Scopus, Web of Science e LILACS). Incluíram ensaios clínicos randomizados que compararam intervenções com algoritmo (aprendizado de máquina, visão computacional, sistemas adaptativos ou preditivos) ao cuidado periodontal convencional. Os desfechos primários foram profundidade de sondagem (PCS) e nível clínico de inserção. Os secundários incluíram índice de placa, sangramento à sondagem e qualidade de vida relacionada à saúde bucal (OHRQoL). O risco de viés foi avaliado por Cochrane RoB 2 e a certeza da evidência pelo GRADE em síntese narrativa. Três estudos, descritos em quatro publicações e totalizando 251 participantes, foram incluídos. As intervenções avaliadas foram monitoramento remoto baseado em IA, com ou sem aconselhamento profissional e escova elétrica com sensores multimodais associada a microintervenções por IA. Foram observadas tendências favoráveis em PCS, índice de placa e qualidade de vida (OHIP-14) mais expressivas quando a IA foi combinada ao aconselhamento. Um ensaio foi classificado como alto risco de viés, um como risco com algumas preocupações e um como baixo risco. A certeza da evidência foi baixa para os desfechos clínicos e muito baixa para OHRQoL.

A evidência sugere benefício clínico das intervenções com IA associadas ao aconselhamento, mas é limitada por poucos ensaios e heterogeneidade. Estudos multicêntricos prolongados são necessários antes da incorporação à prática.

RS076 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Efetividade das terapias de suporte periimplantar no controle do biofilme, microbiota e abutments: revisão sistemática e meta-análise
Marcela Silva Barboza Capatti, Rodrigo Souza Capatti, João Vitor Quadros Tonelli, Polianne Alves Mendes, Vânia Eloisa de Araújo Silva, Elton Gonçalves Zenóbio
ODONTOLOGIA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A literatura atual não estabelece um protocolo padronizado para a terapia de suporte per-implantar (TSP). O objetivo deste estudo foi sintetizar as evidências disponíveis sobre a efetividade de diferentes métodos de TSP no controle do biofilme, na microbiota periimplantar e na rugosidade das superfícies dos abutments. Foi conduzida uma revisão sistemática com meta-análise, conforme as diretrizes PRISMA 2020, com registro na PROSPERO (CRD420261370830). A estratégia PICO orientou a busca nas bases Medline/PubMed, Cochrane, Embase e LILACS, além de literatura cinzenta e busca manual (fev/2026), sem restrições de data ou idioma. A seleção dos estudos, avaliação do risco de viés, qualidade da evidência (GRADE) e coleta dos dados foram realizadas por dois revisores independentes, com resolução de discordâncias por consenso. Identificou-se 1.424 estudos, dos quais 8 foram incluídos (7 ensaios clínicos randomizados e 1 ensaio clínico controlado), totalizando 307 pacientes e cerca de 400 implantes. Os desfechos clínicos, laboratoriais e in vitro foram avaliados e o período de acompanhamento variou de 3 a 12 meses. Para desfechos laboratoriais instrumentais metálicos resultaram em maior rugosidade quando comparados aos demais. Para desfechos clínicos, na meta-análise, métodos mecânico-abrasivos mostraram superioridade na redução do sangramento à sondagem em comparação ao ultrassom. Para profundidade de sondagem e índice de placa, o controle mecânico foi superior ao mecânico-químico.

Conclui-se que a TSP é eficaz no controle do biofilme, com melhor desempenho dos métodos mecânicos, não metálicos e abrasivos, ressaltando a necessidade de padronização dos protocolos clínicos, metodologias e de estudos com maior nível de evidência.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00104-23)



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