9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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RS046 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Resistência de união de reembasadores a coroas provisórias 3D com ou sem tratamento de superfície: revisão sistemática e meta-análise
Jade Rodrigues Monteiro, Laura Buarque Caminha Lins, Pedro Thiago de Oliveira Neves, Rafaella de Souza Leao
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão sistemática e meta-análise foi comparar a resistência de união entre a resina à base de polimetilmetacrilato (PMMA) e outros materias utilizados no reembasamento de coroas provisórias impressas em 3D, além de avaliar a influência dos tratamentos de superfície. A revisão seguiu as diretrizes PRISMA 2020 e foi registrada no Open Science Framework. Buscas foram realizadas em PubMed/MEDLINE, Scopus, Embase, Web of Science e LILACS até novembro de 2025, sem restrições. Foram incluídos estudos in vitro que avaliaram a resistência de união entre coroas provisórias impressas em 3D e materiais de reembasamento. O risco de viés foi avaliado pelo RoBDEMAT. A meta-análise utilizou modelo de efeitos aleatórios, com diferença de médias (DM) e IC 95%. Devido à heterogeneidade, apenas grupos sem tratamento de superfície foram incluídos na síntese quantitativa, com subgrupos comparando PMMA, resina bisacrílica e resina composta flow. Nove estudos foram incluídos na análise qualitativa e cinco na meta-análise. Não houve diferença significativa na resistência de união entre PMMA e outros materiais (DM=-0,81; IC95%:-2,91 a 1,29; P=0.45). As análises de subgrupo também não mostraram diferenças (P>0.05). Tratamentos de superfície, especialmente abrasão mecânica associada a adesivos, aumentaram a resistência de união e a ocorrência de falhas coesivas e mistas.

O PMMA, a resina bisacrílica e a resina flow apresentam resistência de união comparável quando utilizados sem tratamento. Os tratamentos de superfície podem melhorar a adesão, mas a eficácia depende dos materiais e protocolos realizados. Devido à alta heterogeneidade e à limitação de metodologias padronizadas, os resultados devem ser interpretados com cautela.

(Apoio: CAPES)
RS047 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Primer cerâmico autocondicionante melhora a resistência de união ao dissilicato de lítio? Revisão sistemática e meta-análise
Isaac Augusto Dantas Nogueira, Nathalya Fedechen Martins, Nicole Escórcio de Meneses, Ana Letícia Daniel Fontenele, Ana Carolina Lima Moreira, Francisca Aline da Silva Matias-santos, Francisbênia Alves Silvestre, Raniel Fernandes Peixoto
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O tratamento de superfície das cerâmicas vítreas de dissilicato de lítio (DL) é uma etapa crítica para o desempenho adesivo a longo prazo. Esta revisão sistemática com meta-análise avaliou se um primer cerâmico autocondicionante (SeCP) pode alcançar desempenho de união equivalente ao ácido fluorídrico associado ao silano (HF+S) quando aplicado em DL. O estudo foi registrado na Open Science Framework e seguiu as diretrizes PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Embase e Web of Science, além de busca manual e literatura cinzenta. Foram incluídos estudos in vitro que compararam a resistência de união entre SeCP e HF+S, sem restrições de idioma ou ano. O risco de viés foi avaliado pelo RoBDEMAT. Meta-análises foram conduzidas no RevMan 5.4. A triagem de 1.437 registros resultou em 36 estudos in vitro elegíveis (k=0,88). Em condições sem envelhecimento, ambos os protocolos apresentaram resultados estatisticamente equivalentes para os testes de resistência de união ao cisalhamento (SBS), microcisalhamento (μSBS) e microtração (μTBS) (p>0,05); entretanto, o HF+S apresentou desempenho superior no teste de resistência de união à tração (TBS) (DM: -4,30; IC 95%: -7,61 a -0,99; p=0,01; I²=66%). Após envelhecimento artificial, o HF+S manteve vantagem significativa em SBS (DM: -4,18; IC 95%: -5,43 a -2,93; p<0,00001; I²=95%), enquanto μSBS e TBS não apresentaram diferenças relevantes. A termociclagem reduziu a adesão na maioria dos estudos analisados (8/11). Todos os estudos apresentaram ausência de cegamento do operador e randomização insuficiente.

O SeCP é uma alternativa clinicamente viável ao HF+S em DL, embora as condições de envelhecimento influenciem os desfechos adesivos.

RS048 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Esquemas oclusais em próteses totais: overview sobre desempenho clínico e satisfação de pacientes edêntulos
Maria Luiza Costa Gonçalves, Luis Fernando Bandeira Miranda, Caroline Dini Liasch, Guido Artemio Marañón-vásquez, Marcela Baraúna Magno, Lucianne Cople Maia, Valentim Adelino Ricardo Barão, Maria Helena Rossy Pantoja Borges
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O esquema oclusal em próteses totais pode influenciar desempenho clínico e satisfação do paciente reabilitado. No entanto, ainda não há um consenso sobre o esquema mais indicado, resultando em uma escolha baseada em preferências e experiência clínica do dentista. Esta revisão avaliou evidências científicas e qualidade metodológica de estudos secundários sobre desempenho clínico e satisfação de pacientes reabilitados com próteses totais convencionais confeccionadas sob diferentes esquemas oclusais. Dez revisões sistemáticas foram incluídas e avaliadas quanto à qualidade metodológica por meio da ferramenta AMSTAR 2 (A MeaSurement Tool to Assess systematic Reviews). O efeito de cada esquema oclusal, em comparação com os demais, foi classificado como: positivo, neutro, negativo ou inconclusivo. Da dez revisões incluídas, sete apresentaram qualidade metodológica criticamente baixa, duas baixas e uma moderada. Os esquemas analisados incluíram oclusão balanceada bilateral, lingualizada, guia canina, função em grupo e oclusão monoplana. A oclusão lingualizada apresentou tendência a melhores resultados, enquanto a balanceada bilateral e a guia canina apresentaram resultados satisfatórios. A função em grupo apresentou resultados inconclusivos, e a oclusão monoplana apresentou desfechos insatisfatórios.

Concluiu-se que a oclusão lingualizada tende a apresentar melhores resultados clínicos e de satisfação, seguida pela oclusão bilateral balanceada e a guia canina. Contudo, devido à baixa qualidade metodológica da maioria das revisões incluídas, esses achados devem ser interpretados com cautela.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2020/07087-8  |  CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 304853/2018-6)
RS049 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

União entre reembasadores rígidos e macios à base de silicone e resinas para bases de próteses impressas: revisão sistemática e meta-análise
Laura Buarque Caminha Lins, Pedro Thiago de Oliveira Neves, Jade Rodrigues Monteiro, Jessica Marcela de Luna Gomes, Bruno Gustavo da Silva Casado, Rafaella de Souza Leao
Faculdade de Odontologia de Pernambuco UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A presente revisão teve como objetivo comparar a resistência de união entre bases de próteses impressas em 3D e materiais de reembasamento à base de acrílico e silicone. A revisão sistemática seguiu as diretrizes PRISMA (Preferred Items for Reporting Systematic Reviews and Meta-Analyses) e foi registrada na plataforma Open Science Framework (10.17605/OSF.IO/NA65W). A questão PICO (População, Intervenção, Comparação e Desfecho) foi formulada da seguinte forma: "As bases de próteses totais impressas em 3D apresentam melhor resistência de união a materiais de reembasamento à base de silicone do que a materiais à base de polimetilmetacrilato (PMMA)?". Foi realizada uma busca bibliográfica nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Web of Science, Scopus e Lilacs até abril de 2026. O risco de viés foi avaliado utilizando a ferramenta RoBDEMAT e a metanálise foi realizada com o programa RevMan 5.4 (α=0,05). Um total de 5 estudos in vitro foram incluídos e foram subdivididos entre materiais rígidos e macios. Os materiais de reembasamento macios à base de silicone apresentaram maior resistência de união à base impressa quando comparados aos a base de acrilico (p < 0,00001; SMD = 4,81; IC 95%: 3,8 a 5,83; I²= 0%). Os reembasadores rígidos não apresentaram diferença estatisticamente significativa na comparação entre os grupos analisados (p= 0,26; SMD = 40,76; IC 95%: -0,56 a 2,08; I²= 90%).

Materiais de reembasamento à base de silicone apresentaram resultados satisfatórios em ambos os subgrupos investigados. Porém, para os reembasadores rígidos, não houve diferença significativa em relação aos materiais à base de acrílico.

RS050 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Incorporação de nanopartículas em resinas para impressão 3D de próteses removíveis: uma revisão sistemática e meta-análise
Rafael da Cunha Bueno, Maryana Fernandes Praseres, Vitoria Bottene Casagrande, João Vicente Calazans Neto, Valentim Adelino Ricardo Barão, Marcelo Ferraz Mesquita, Bruna Egumi Nagay
Prótese dentária FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Embora a incorporação de nanopartículas tenha sido proposta como estratégia para aprimorar resinas de base de prótese impressas em 3D, seus efeitos nas propriedades mecânicas e superficiais ainda não são totalmente claros. Esta revisão sistemática com meta-análise avaliou o impacto dessa modificação na resistência à flexão e na rugosidade superficial, em comparação com resinas não modificadas e materiais convencionais. Foi realizada uma busca sistemática nas bases PubMed, Embase, Scopus, Web of Science e Google Scholar, incluindo estudos in vitro que compararam resinas impressas em 3D modificadas com nanopartículas a resinas não modificadas ou ao PMMA termopolimerizado convencional. A seleção dos estudos foi conduzida por critérios de elegibilidade utilizando a estratégica PICO, e o risco de viés foi avaliado pelo instrumento RoBDEMAT. As meta-análises foram realizadas utilizando diferenças médias padronizadas (SMD), estratificadas de acordo com o tipo e a concentração das nanopartículas incorporadas. Trinta e um estudos foram incluídos, sendo 9 na síntese quantitativa, com risco de viés predominantemente baixo a moderado. De modo geral, a incorporação de nanopartículas aumentou a rugosidade superficial, especialmente com 5% de ZrO₂ em comparação ao PMMA convencional (SMD = 0,87 [0,21-1,54]; p = 0,01), enquanto a resistência à flexão apresentou tendência de aumento, com significância estatística apenas para resinas contendo 0,5% de SiO₂ em relação às resinas impressas em 3D não modificadas (SMD = 3,23 [0,08-6,39]; p = 0,04).

Assim, os efeitos foram dependentes da formulação e, embora a abordagem seja promissora, ainda são necessários estudos adicionais para otimizar as composições e reduzir a variabilidade metodológica.

(Apoio: CAPES  N° 001)
RS051 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Efeito dos métodos de limpeza em bases de resina de próteses dentárias convencionais e impressas em 3D: revisão sistemática e meta-análise
Vitoria Bottene Casagrande, João Vicente Calazans Neto, Rafael da Cunha Bueno, Maryana Fernandes Praseres, Marcelo Ferraz Mesquita, Valentim Adelino Ricardo Barão, Bruna Egumi Nagay
Prótese Dentária FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com a crescente adoção da odontologia digital, resinas impressas em 3D vêm sendo amplamente utilizadas na confecção de próteses; contudo, sua resposta aos protocolos de higiene ainda não está totalmente elucidada em comparação aos materiais convencionais. Esta revisão sistemática com meta-análise, conduzida conforme PRISMA 2020 e registrada na Open Science Framework, avaliou o impacto de métodos de limpeza mecânicos e químicos sobre a eficácia antimicrobiana e a rugosidade superficial de resinas impressas em 3D versus convencionais. Foram incluídos estudos in vitro que analisaram unidades formadoras de colônia (UFC) e rugosidade após intervenções de limpeza, com buscas em MEDLINE/PubMed, Embase, Scopus e Web of Science, e avaliação do risco de viés pelo RoBDEMAT. As análises compararam métodos de limpeza versus ausência de tratamento em resinas impressas em 3D, além da comparação entre materiais dentro de cada método, considerando o tempo de exposição. Vinte estudos foram incluídos. A exposição prolongada a antissépticos favoreceu resinas convencionais quanto à eficácia antimicrobiana (p=0,0001), enquanto antissépticos e agentes efervescentes reduziram UFC em resinas impressas em 3D (p<0,0001). Agentes químicos foram mais favoráveis às resinas convencionais em termos de rugosidade (p=0,04), ao passo que hipoclorito de sódio e agentes efervescentes aumentaram a rugosidade em resinas impressas em 3D (p=0,005), sem efeito significativo da escovação (p=0,31). A maioria dos domínios de risco de viés foi adequadamente abordada, embora a certeza da evidência tenha sido baixa a muito baixa.

Em síntese, a desinfecção química melhora o desempenho antimicrobiano, mas aumenta a rugosidade superficial em resinas impressas em 3D.

(Apoio: CNPq  N° 132004/2026-7)
RS052 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Com ou sem implantes mandibulares: como a reabilitação removível influencia a reabsorção dos rebordos? Revisão sistemática e meta-análise
Gildenilson Oliveira Júnior, Michael Henrique Araujo Monteiro, Valentim Adelino Ricardo Barão, Bruna Egumi Nagay, Guilherme Almeida Borges, Renata Cunha Matheus Rodrigues Garcia
Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar se pacientes edêntulos reabilitados com prótese total convencional (PT) superior oposta a overdenture mandibular inferior (OMI) apresentam diferenças na reabsorção do rebordo residual (RRR) comparados àqueles tratados com prótese total dupla (PT/PT). A busca foi realizada em oito bases de dados, registrada no PROSPERO (CRD420251034268) e em conformidade com as diretrizes PRISMA 2020. Foram incluídos estudos clínicos randomizados (ECR) e não randomizados (ECNR) que compararam reabilitações com PT/OMI e PT/PT e mensuraram quantitativamente a RRR maxilar e/ou mandibular. O risco de viés foi avaliado pelo RoB 2 para ECR e ROBINS-I para ECNR; as meta-análises foram realizadas no RevMan 5.3. Sete estudos foram incluídos, sendo um ECR e seis ECNR, totalizando 258 pacientes, com acompanhamento de 6 meses a 10 anos. A maioria dos ECNR apresentou risco de viés critico ou sério (83,3%), enquanto o ECR teve baixo risco. Foram realizadas duas meta-análises agrupadas segundo o tempo de acompanhamento (1 a 10 anos) e região avaliada para RRR (maxila e mandíbula). As meta-análises mostraram que não houve diferença entre PT/OMI e PT/PT para RRR na região anterior da maxila (p=0,47) ou posterior da mandíbula (p=0,10). A heterogeneidade (I²=67% a 98%) entre os estudos foi atribuída à variação nos métodos de imagem, tempos de acompanhamento, protocolos protéticos e formas de mensuração da RRR.

Considerando o conjunto dos estudos, não há evidência consistente de que a PT/OMI aumente ou reduza a RRR em relação à PT/PT. A ausência de diferenças significativas nas meta-análises, associada à variabilidade metodológica e ao risco de viés dos ECNR, limita conclusões definitivas sobre preservação do rebordo residual.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPESP  N° 2025/22730-8)
RS053 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Fluxos digitais versus convencionais em próteses parciais removíveis: revisão sistemática e meta-análise
Maryana Fernandes Praseres, Letícia da Costa Siqueira, Sílvia Carneiro de Lucena, Frederico Silva de Freitas Fernandes, Guilherme Almeida Borges, Valentim Adelino Ricardo Barão, Bruna Egumi Nagay
Dep. de Periodontia e Prótese Dental FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Fluxos digitais têm sido amplamente utilizados na confecção de próteses parciais removíveis (PPRs), porém sua equivalência aos métodos convencionais permanece incerta. Esta revisão teve como objetivo avaliar os desfechos clínicos e centrados no paciente de PPRs fabricadas por fluxos digitais versus convencionais. Sua elaboração seguiu as diretrizes PRISMA com registro no PROSPERO (CRD420251034229). Adotou-se a estratégia PICO e foram analisados, em estudos clínicos, desfechos como a acurácia da infraestrutura, retenção e satisfação do paciente. O risco de viés de estudos clínicos randomizados (RCTs) e controlados não randomizados (CCTs) foi avaliado com ferramentas RoB2 e ROBINS-I, respectivamente. Meta-análises foram conduzidas com intervalo de confiança (IC) de 95%. Dos 2363 registros, 16 estudos foram elegíveis (10 RCTs e 6 CCTs), sendo 6 incluídos para análises quantitativas. Os fluxos não influenciaram a adaptação global da infraestrutura (IC: -0.23; 0.59, p = 0.38), sem diferença também na adaptação dos apoios oclusais (IC: - 0.02; 0.83, p = 0.06) e ausência de diferenças na espessura do conector maior. CCTs apresentaram risco de viés sério, enquanto RCTs variaram de baixo risco a algumas preocupações. Evidências qualitativas indicaram que os fluxos digitais reduziram o tempo de ajuste clínico e que infraestruturas em PEEK apresentaram menor peso em comparação ao Co-Cr (5,5g vs 9,4g), com potencial benefício para conforto e estética.

Portanto, os fluxos digitais e convencionais apresentam desempenho clínico global equivalente na confecção de PPRs, com tendência de melhor adaptação localizada nos apoios na técnica convencional e vantagens operacionais e estéticas associadas ao fluxo digital.

(Apoio: CAPES  N° 001)
RS054 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Pinos intrarradiculares fabricados por CAD/CAM: revisão sistemática e meta-análise
Camila Pontes Custodio, Júlia Marques Varelas, Newton Sesma, Marcio Katsuyoshi Mukai, Emily Vivianne Freitas da Silva, Rodrigo Diniz Gomes, Gustavo Raime Santos, Roberto Chaib Stegun
Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática e meta-análise avaliou a resistência à fratura e os padrões de falha de pinos intraradiculares fabricados por sistemas de design e manufatura assistidos por computador (CAD/CAM) em compósito reforçado por fibra (FRC), rede cerâmica infiltrada por polímero (PICN), polieteretercetona (PEEK) e nanocerâmica resinosa (RNC). Registrada no PROSPERO e conduzida conforme as diretrizes PRISMA, a revisão incluiu buscas no PubMed/MEDLINE, Embase, Cochrane Library e Scopus para estudos publicados entre 2015 e 2025. Sete estudos in vitro foram incluídos na meta-análise exploratória. Nenhuma diferença significativa foi observada entre FRC e PICN (diferença de médias = -2,33 N; p = 0,88; I² = 28%), FRC e PEEK (diferença de médias = -16,50 N; p = 0,80; I² = 94%) ou FRC e RNC (diferença de médias = 127,35 N; p = 0,06; I² = 94%), embora a elevada heterogeneidade nas duas últimas comparações deva ser considerada na interpretação dos resultados. A análise descritiva sugeriu maior frequência de falhas catastróficas para FRC e PEEK em comparação a PICN e RNC.

Os materiais CAD/CAM avaliados demonstraram resistência à fratura comparável em condições laboratoriais, sem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. A heterogeneidade metodológica substancial limita a generalização dos achados. A tendência descritiva a menores taxas de falha catastrófica para PICN e RNC sugere potencial vantagem clínica pela menor ocorrência de falhas irreversíveis, aspecto clinicamente relevante dado o impacto das fraturas catastróficas no prognóstico dentário. Estudos clínicos longitudinais são necessários para validar esses achados e orientar a seleção de materiais na prática clínica.

RS055 - Painel Revisão Sistemática e Meta-Análise
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Identificação dos Fatores de Risco para Osteorradionecrose dos Maxilares: Uma Revisão Sistemática e Metanálise
Nilton José da Silva Filho, Rafaella Luiza Bergamaschi de Carli, Naiara Alves Marega, Luana Paula Borges da Costa e Silva, Analú Barros de Oliveira, Túlio Morandin Ferrisse
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osteorradionecrose dos maxilares (ORNJ) é uma complicação grave com patogênese incerta e morbidade significativa. Existem múltiplos fatores de risco e tratamentos, mas não há consenso. Este estudo teve como objetivo identificar melhor os fatores de risco. A revisão seguiu as diretrizes PRISMA e Cochrane. Foram pesquisados os bancos de dados PubMed, Scopus, Web of Science, SciElo, Embase, Lilacs e Cochrane Library, selecionando-se estudos transversais sobre ORNJ. Dados clínicos, fatores de risco e achados radiológicos foram extraídos. O risco de viés foi avaliado utilizando-se a escala NOS e o JBI. A busca identificou 627 estudos, incluindo 27 artigos para análise qualitativa e 10 artigos para análise quantitativa. A tomografia computadorizada foi o método de imagem mais frequentemente utilizado. A meta-análise mostrou uma forte associação entre ORNJ e fatores como tabagismo (OR = 2,56/p < 0,0001), extrações dentárias pós-radioterapia (OR = 8,38/p < 0,0001), tumores orofaríngeos (OR = 2,35/p < 0,0001) e estágios tumorais T2 (OR = 1,78/p = 0,0002) e T4 (OR = 1,98/p = 0,0002). Uma boa higiene oral foi considerada um fator protetor (OR = 0,40/p = 0,0057).

Identificar os fatores de risco para ORNJ é crucial, visto que atualmente não existe um tratamento padrão disponível. Os médicos devem estar cientes das extrações dentárias pós-radioterapia e reforçar um protocolo de boa higiene oral em pacientes irradiados para câncer de cabeça e pescoço.

(Apoio: CAPES)



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