9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 39 Resumo encontrados. Mostrando de 1 a 10


RCR001 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Uso da toxina botulínica tipo A na neuralgia do trigêmeo: revisão integrativa da eficácia terapêutica
Thays Soares Nascimento Eleodorio, Gheyza Torres Chaves, Carla Alves de Siqueira Alciati, Driany Tamami Yamashita de Carvalho, Cristina Lucia Feijo Ortolani
UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão integrativa da literatura, a eficácia da toxina botulínica tipo A no tratamento da neuralgia do trigêmeo, especialmente em casos refratários às terapias convencionais. Foram consultadas bases de dados como PubMed, SciELO e Google Acadêmico, incluindo estudos que abordassem os efeitos terapêuticos e a segurança do uso dessa substância. A toxina botulínica atua inibindo a liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares e modulando neurotransmissores envolvidos na dor, promovendo efeito analgésico significativo. Os resultados demonstram redução expressiva da dor em grande parte dos pacientes, melhora da qualidade de vida e boa tolerabilidade, com efeitos adversos geralmente leves e transitórios. Além disso, observa-se início de ação relativamente rápido e duração prolongada do efeito terapêutico. Conclui-se que a toxina botulínica tipo A representa uma alternativa eficaz e segura no manejo da neuralgia do trigêmeo, especialmente em pacientes que não respondem ao tratamento farmacológico, embora sejam necessários mais estudos para padronização de protocolos clínicos.

Conclui-se que a toxina botulínica tipo A representa uma alternativa eficaz e segura no manejo da neuralgia do trigêmeo, especialmente em pacientes que não respondem ao tratamento farmacológico, embora sejam necessários mais estudos para padronização de protocolos clínicos.

(Apoio: CAPES)
RCR003 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Quais os cuidados e conduta nos casos de hematoma em face após o Cirurgião-Dentista atingir o plexo pterigóideo durante anestesia local?
Júlia Simões de Castro Mallmann, Augusto Dutra Vasconcellos, Peter Reher, Jessica Zachar, Gustavo Vicentis de Oliveira Fernandes, Suelen Cristina Sartoretto, Marcelo José Uzeda, Rodrigo Figueiredo de Brito Resende
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O hematoma facial decorrente da punção inadvertida do plexo pterigoideo durante técnicas anestésicas em Odontologia, representa uma complicação relativamente rara, porém potencialmente preocupante, podendo causar dor, edema, limitação funcional e impacto estético. Este trabalho teve como objetivo revisar a literatura sobre dos fatores etiológicos, manifestações clínicas, diagnóstico e conduta frente ao hematoma em face associado ao plexo pterigoideo. Foi realizada busca nas bases PubMed, Scopus e SciELO, incluindo artigos publicados sem restrição de idioma, com ênfase nos últimos dez anos. Foram incluídos estudos clínicos, séries de casos e revisões que abordassem hematomas faciais relacionados à região pterigomaxilar em humanos. Foram excluídos estudos in vitro, relatos sem descrição clínica adequada, trabalhos duplicados e artigos não relacionados ao tema. A seleção dos estudos e extração dos dados foram realizadas por revisores independentes. Os resultados demonstram que a maioria dos casos está associada a falhas técnicas durante bloqueios anestésicos, especialmente do nervo alveolar superior posterior, sendo caracterizados por aumento de volume imediato e equimose. A conduta inclui compressão local, aplicação de gelo, acompanhamento clínico e orientação ao paciente, com resolução espontânea na maioria dos casos.

Conclui-se que o conhecimento anatômico e a técnica adequada são fundamentais para prevenção dessa complicação, e que o manejo conservador é eficaz na maioria das situações.

RCR004 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Frenectomia convencional versus laser de alta potência - Revisão de literatura
Nayara de Souza Cunha, Gabrielle Fernandes Tavares, Augusto Dutra Vasconcellos, Rodrigo Figueiredo de Brito Resende, Marcelo José Uzeda
UNIVERSIDADE IGUACU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A anquiloglossia é uma condição patológica multifatorial definida por presença de freio lingual curto, podendo acarretar limitações de mobilidade, higienização e fonética. De acordo com a literatura, a frenectomia é o tratamento indicado podendo ser realizada pelo método convencional com bisturi (TB) ou através do uso do laser de alta potência (LAP), dentre outras. O estudo objetiva comparar a eficácia do LAP e da TB quanto a cicatrização tecidual, limiar de dor, complicações e recidiva através de uma revisão sistematizada da literatura. Foi realizada busca eletrônica na base de dados PUBMED, utilizando os termos "Frenectomy AND Laser" e "Frenectomy AND Scalpel" e, encontrados inicialmente 142 artigos que após aplicados os critérios de inclusão, obteve-se 11 ensaios clínicos randomizados. Após a leitura dos artigos, 8 foram excluídos por duplicidade, por incompletude ou por estarem fora do escopo da pesquisa. Assim, 3 trabalhos foram inseridos na análise final. Essa revisão mostra vantagens do uso do LAP em relação ao TB quanto à dor, sangramento, acúmulo de biofilme, melhoria na condição sistêmica em pacientes pediátricos e tempo do procedimento, embora apresente um retardo da cicatrização da ferida além do alto custo

Portanto, o uso de LAP na frenectomia se mostra como uma ótima opção, especialmente em pacientes pediátricos. Apesar dos resultados animadores, os estudos atuais não estabelecem definitivamente a superioridade do LAP sobre técnica convencional.

RCR005 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Trauma maxilofacial em indivíduos LGBTQIA+ expostos à violência interpessoal: revisão de escopo das evidências disponíveis
Aurélio Carlos Diniz, Ma Carlos Souza, Caio Melo Mesquita, Luiz Renato Paranhos
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de escopo teve como objetivo mapear evidências sobre traumas maxilofaciais e dentoalveolares em indivíduos LGBTQIA+ expostos à violência interpessoal. Foi realizada busca eletrônica em seis bases de dados principais (Cochrane Library, Embase, LILACS/CUMED, MEDLINE via PubMed, SciELO e Scopus), complementada por duas fontes de literatura cinzenta (ProQuest e Google Scholar), sem restrição de idioma e ano de publicação. Foram incluídos estudos observacionais e clínicos envolvendo vítimas LGBTQIA+ com desfechos maxilofaciais. Dois revisores independentes e cegos entre si realizaram as etapas de seleção dos estudos e extração dos dados, com resolução de discordâncias a cada fase por um terceiro revisor. A síntese dos resultados foi descritiva, conforme recomendações do Joanna Briggs Institute. Foram identificados 5.340 registros, dos quais quatro estudos atenderam aos critérios de elegibilidade. A violência foi predominantemente perpetrada por homens, ocorrendo em ambientes públicos e privados. As lesões incluíram lacerações, traumas dentoalveolares e fraturas craniofaciais, variando de menor a maior gravidade, incluindo óbitos. Armas de fogo foram os principais meios de agressão, seguidas por objetos cortantes. Os agressores incluíram parceiros íntimos, familiares, desconhecidos e autoridades, frequentemente associados a preconceito. Consequências psicológicas, como ansiedade e medo de recorrência, foram frequentemente relatadas.

A limitada quantidade e heterogeneidade dos estudos evidenciam lacunas no conhecimento, indicando a necessidade de pesquisas adicionais para melhor caracterização dos padrões de trauma e seus desfechos nessa população.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  |  FAPs - FAPEMIG)
RCR006 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Qual o impacto da laserterapia de baixa potência profilática na redução da mucosite oral em pacientes com leucemia?
Leticia Lima Leal da Silva, Agatha Christie Soares Rubio, Augusto Dutra Vasconcellos, Peter Reher, Jessica Zachar, Marcelo José Uzeda, Bárbara Villiger Marques, Rodrigo Figueiredo de Brito Resende
Odontologia UNIVERSIDADE IGUACU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A leucemia é uma neoplasia maligna caracterizada pela proliferação desordenada de células sanguíneas, originadas na medula óssea e em tecidos linfoides, sendo classificada principalmente em leucemia mieloide aguda, leucemia mieloide crônica, leucemia linfoide aguda e leucemia linfoide crônica. Durante a terapia antineoplásica, a cavidade oral é frequentemente afetada devido à ação citotóxica dos fármacos, que induzem a liberação de mediadores inflamatórios e favorecem o desenvolvimento de lesões ulceradas e eritematosas. Nesse contexto, a mucosite oral destaca-se como uma das complicações mais comuns e dolorosas, impactando negativamente a qualidade de vida e podendo levar à interrupção do tratamento. A laserterapia de baixa potência atua por mecanismos fotofísicos e bioquímicos, promovendo aumento do metabolismo celular, estímulo da atividade mitocondrial e efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e reparadores. Este estudo revisa a literatura acerca do impacto da laserterapia profilática na prevenção da mucosite oral em pacientes com leucemia. Foi realizada busca nas bases PubMed e SciELO, incluindo artigos publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português e inglês, com critérios de inclusão e exclusão previamente definidos.

Assim, a laserterapia constitui numa estratégia eficaz na prevenção da mucosite oral, contribuindo para o controle da dor, redução do tempo de internação e melhora da qualidade de vida. Conclui-se que, embora não haja padronização dos protocolos, o uso do laser de baixa potência apresenta eficácia consistente na redução dessa condição.

RCR007 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Frenectomia lingual como adjuvante no tratamento da apneia obstrutiva do sono - Revisão de literatura
Gabrielle Fernandes Tavares, Nayara de Souza Cunha, Augusto Dutra Vasconcellos, Rodrigo Figueiredo de Brito Resende, Marcelo José Uzeda
UNIVERSIDADE IGUACU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é uma patologia respiratória caracterizada por episódios recorrentes, parciais ou completos, de obstrução das vias aéreas, resultando em hipopneia ou apneia do fluxo de ar associada ao esforço respiratório. De acordo com a literatura, a frenectomia lingual, quando associada à terapia miofuncional, por proporcionar a melhora da mobilidade da língua, pode ser uma opção terapêutica para a SAOS. Este estudo objetivou demonstrar os benefícios da frenectomia como tratamento adjuvante da SAOS, por meio de uma pesquisa eletrônica na base de dados PUBMED, utilizando os termos "Frenectomy AND apnea" e "Obstructive apnea AND Frenectomy", obtendo-se inicialmente 12 artigos que, após a aplicação dos critérios de inclusão, resultaram em 11 estudos. Após a leitura dos artigos, 4 foram excluídos por duplicidade e 4 por incompletude ou por não apresentarem relação direta com o tema. Assim, 3 artigos foram integrados à análise final. Os estudos selecionados reforçam os benefícios da frenectomia associada à terapia miofuncional para melhorar as condições de pacientes com SAOS, como a desobstrução das vias aéreas e as consequentes melhoras na oxigenação e na saturação sanguínea, além de proporcionar mobilidade e fortalecimento da língua e auxílio à fonética.

Portanto, a execução da frenectomia, em conjunto com a terapia, mostra-se um tratamento eficaz, especialmente em pacientes pediátricos, com maior chance de reversão do quadro sistêmico.

RCR008 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Aplicação da inteligência artificial no planejamento cirúrgico da extração de terceiros molares
Ellen Beatriz Ansiloto Carvalho, Guilherme Ribeiro Rego, Renata Gameiro de Castro, Amanda Pelegrin Candemil
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A extração de terceiros molares exige planejamento criterioso, devido à variação anatômica, grau de impacção, proximidade com estruturas nobres e risco de complicações. Esta revisão de literatura avaliou a aplicação da inteligência artificial (IA) no planejamento cirúrgico da extração de terceiros molares superiores e inferiores. Foram consultadas as bases PubMed, Web of Science e Scopus, utilizando combinações dos termos "artificial intelligence", "deep learning", "machine learning", "third molar", "impacted third molar", "mandibular canal", "extraction difficulty" e "surgical planning". Foram incluídos estudos que avaliaram modelos de IA aplicados a radiografias panorâmicas, tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) e dados clínico-radiográficos. Os estudos indicaram que algoritmos de aprendizado de máquina e aprendizado profundo podem auxiliar na classificação da dificuldade cirúrgica, identificação da relação entre terceiros molares inferiores e o canal mandibular, avaliação do risco de lesão ao nervo alveolar inferior e predição de complicações pós-operatórias. Em terceiros molares superiores, demonstraram potencial para estimar dificuldade de extração e interpretar achados radiográficos relacionados à TCFC. Ferramentas baseadas em modelos de linguagem apresentaram desempenho variável, com utilidade potencial como apoio à decisão, mas dependente da qualidade das informações fornecidas.

Conclui-se que a IA representa ferramenta promissora para auxiliar o planejamento cirúrgico de terceiros molares, contribuindo para avaliação de risco e tomada de decisão. Entretanto, sua aplicação clínica requer validação externa, padronização metodológica e integração ao julgamento profissional.

(Apoio: Bolsa Taxa Institucional)
RCR009 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

MICROCIRCULAÇÃO PULPAR E SINALIZAÇÃO SENSORIAL NO TRAUMA DENTAL: IMPLICAÇÕES PARA O REPARO NEUROVASCULAR
Rodrigo Mota e Albuquerque, Flávio Rodrigues Ferreira Alves
EMDODONTIA UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de escopo teve como objetivo analisar a interação entre a microcirculação pulpar e o sistema sensorial no contexto do trauma dental, com ênfase nos mecanismos de revascularização e reinervação, fundamentando a compreensão dos processos de reparo do feixe vásculo-nervoso. Uma busca estruturada foi realizada nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, no período de 2015 a 2025, utilizando descritores relacionados à microcirculação pulpar, inervação sensorial, trauma dental e revascularização. Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas e meta-análises publicados em periódicos de alto impacto. Os resultados demonstram que odontoblastos atuam como células sensoriais primárias, expressando canais iônicos Potencial Receptor Transitório, envolvidos na mediação da dor inflamatória. A revascularização pós-trauma ocorre em fases distintas, mediada por Fator de Crescimento Endotelial Vascular e células-tronco, com melhor prognóstico em dentes com ápice aberto. A fluxometria por laser Doppler (LDF) tem se consolidado como padrão-ouro para avaliação da viabilidade vascular. A endodontia regenerativa apresenta altas taxas de sucesso em dentes necrosados com ápice aberto, promovendo neoformação tecidual com reinervação parcial.

Conclui-se que a integridade do feixe vásculo-nervoso é determinante para o reparo pós-trauma, e os avanços da última década destacam o potencial das terapias biológicas na regeneração neurovascular, especialmente em dentes com ápice fechado.

RCR010 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

GelMA na Endodontia Regenerativa: revisão de escopo sobre seu potencial para regeneração pulpar
Larissa Moreira Wohlfeil, Caroline Maria Machado da Silva, Juliana Silva Ribeiro de Andrade, Fabiana Soares Grecca, Daiana Elisabeth Böttcher
Pós-graduação PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Endodontia Regenerativa (ER) tem se destacado como alternativa para o tratamento de dentes com rizogênese incompleta e necrose pulpar. Nesse sentido, este estudo teve como objetivo mapear as formulações, respostas biológicas e a aplicabilidade da Gelatina Metacrilada (GelMA) na regeneração do tecido pulpar através de uma revisão de escopo da literatura. Foram consultadas as bases PubMed, Web of Science, Scopus e Embase, seguindo as diretrizes PRISMA-ScR (PRISMA Extension for Scoping Reviews). Foram incluídos estudos in vitro e in vivo que investigaram o uso do GelMA em procedimentos de regeneração pulpar ou com células da polpa dentária. Extraíram-se dados sobre país, desenho do estudo, objetivos, metodologia, materiais, parâmetros avaliados, resultados e conclusões, seguidos de análise descritiva. Foram incluídos 34 estudos que demonstraram o potencial regenerativo do GelMA, favorecendo adesão, migração e proliferação celular. Além disso, a incorporação de biomoléculas e nanopartículas bioativas ampliou seu desempenho, promovendo formação de tecido vascularizado e diferenciação odontogênica.

Concluiu-se que o GelMA é um biomaterial promissor para a ER, embora ainda sejam necessários refinamento metodológico e validação in vivo com maior potencial de translação prévia à aplicação clínica em humanos.

(Apoio: CAPES  N° 2)
RCR011 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Marcadores metabólicos associados à gravidade da periodontite apical assintomática: uma revisão de escopo
Ellen Cristiny Aroucha Gomes Santos, Susilena Arouche Costa, Randerson Silva Araújo, Lairds Rodrigues dos Santos, Ana Paula Nóbrega Caetano da Silva, Soraia de Fátima Carvalho Souza
Pró-reitoria de pesquisa e pós graduação UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite apical assintomática é uma condição inflamatória crônica de origem infecciosa, caracterizada por destruição óssea periapical. Evidências sugerem que alterações metabólicas sistêmicas, especialmente glicêmicas e lipídicas, podem modular a gravidade das lesões, tendo a inflamação sistêmica e o estresse oxidativo como possíveis mecanismos subjacentes. Este estudo mapeou os marcadores metabólicos associados à gravidade da periodontite apical assintomática em humanos e modelos animais. Trata-se de uma revisão de escopo conforme as diretrizes do Joanna Briggs Institute (JBI) e da extensão PRISMA-ScR. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, Web of Science, BVS, Embase, Cochrane e literatura cinzenta, sem restrição de idioma ou ano, no período de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. A estratégia de busca foi desenvolvida baseada no PCC. A triagem foi realizada por dois revisores independentes no software Rayyan. Foram identificados 697 estudos, dos quais 33 foram incluídos após critérios de elegibilidade. Os principais marcadores associados à gravidade foram glicemia, hemoglobina glicada (HbA1c), triglicerídeos, colesterol total, LDL e HDL. A gravidade foi avaliada por métodos radiográficos, índice PAI, análise volumétrica e cicatrização. Estudos clínicos indicaram associação entre descontrole glicêmico e pior reparo, com resultados heterogêneos, enquanto estudos experimentais mostraram relação consistente com inflamação e destruição óssea.

A gravidade da periodontite apical assintomática está associada a alterações glicêmicas e lipídicas, com evidência mais consistente em modelos experimentais. Estudos longitudinais e intervencionais são necessários para esclarecer a causalidade.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 40714520257  |  FAPEMA  N° 0030322020)



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