9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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RCR-R085 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Propriedades de cerâmicas odontológicas após o reprocessamento: uma revisão sistemática
Iris Sol Figueiredo Telles, Maíra do Prado, Luciana Vasconcelos Ramos, Andréa Vaz Braga Pintor
Pós Graduação UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar a influência de múltiplos ciclos de prensagem/reprocessamento sobre as propriedades das cerâmicas odontológicas. O estudo foi reportado de acordo com o PRISMA 2020 e registrado no PROSPERO. As buscas eletrônicas foram realizadas nas bases PubMed, Scopus, Embase, WOS, Cochrane, LILACS e Google Scholar, sem restrição de idioma. Foram incluídos estudos in vitro que compararam cerâmicas submetidas a ciclos adicionais de reprocessamento com controles de processamento único, avaliadas quanto as suas propriedades. Dois revisores independentes realizaram a extração dos dados, e a qualidade metodológica foi avaliada por meio da ferramenta QUIN. Dos 2.871 registros identificados, 2.839 foram excluídos por duplicidade ou por não atenderem aos critérios de elegibilidade. Ao final da triagem, 32 textos foram avaliados, 2 estudos não foram recuperados integralmente, ao todo 30 estudos foram conduzidos para a avaliação qualitativa, apresentando escore médio QUIN de 59,8%, caracterizando qualidade metodológica moderada. Os achados indicaram que até dois ciclos adicionais não resultam em perdas significativas nas propriedades mecânicas ou ópticas (ΔE clinicamente aceitável), enquanto três ou mais ciclos foram associados a degradação microestrutural, com piora de translucidez e aumento de porosidade, especialmente no dissilicato de lítio.

Conclui-se que o reprocessamento controlado até dois ciclos é tecnicamente viável e ambientalmente sustentável, permitindo o reaproveitamento do material sem prejuizo clínico relevante. Porém sua extrapolação clínica deve ser interpretada com cautela, uma vez que as evidências disponiveis derivam exclusivamente de estudos in vitro.

(Apoio: CAPES  N° 88887.655398/2021-00)
RCR-R086 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Segmentação em Ressonância Magnética na Odontologia com Modelos de Inteligência Artificial: Revisão de Escopo
Wislem Miranda de Mello, Rubens Spin Neto, Johanna Schmitz, Sukeshana Srivastav, Tabea Viktoria Flügge, Gabriela Salatino Liedke
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o uso da inteligência artificial (IA) na segmentação de imagens de ressonância magnética (IRM) na Odontologia. Foi realizada uma revisão de escopo nas bases PubMed, Embase e Scopus para identificar estudos publicados a partir de 2016 que investigaram a segmentação de estruturas de interesse odontológico em IRM utilizando modelos de IA. Foram identificados 689 estudos, dos quais 11 foram incluídos. Os resultados mostraram que a segmentação auxiliada por IA de estruturas bem definidas, e mineralizadas, como o crânio e o côndilo mandibular, apresentaram maior acurácia (Coeficiente de Dice entre 0,80-0,90) em comparação a estruturas mais complexas e de tecido mole, como o disco articular (0,33-0,88), provavelmente devido ao baixo contraste e à variabilidade anatômica. O desempenho dos algoritmos de IA foi geralmente elevado em avaliações internas, mas apresentou variabilidade em conjuntos de dados externos, evidenciando limitações na generalização. Fatores como pré-processamento, protocolo de aquisição e variabilidade entre equipamentos (campos magnéticos de 0,4-3T) e tipos de bobina evidenciam alta heterogeneidade e podem ter influenciado os resultados. Embora, em alguns estudos, a acurácia da segmentação tenha sido inferior à da tomografia computadorizada, os resultados foram considerados clinicamente aceitáveis, apoiando o uso da IRM como alternativa livre de radiação para diagnóstico e planejamento.

A segmentação em IRM baseada em IA apresenta elevado potencial para aplicação clínica, sendo que estruturas craniofaciais e dentárias apresentaram desempenho promissor, frequentemente aproximando-se da acurácia de especialistas.

(Apoio: CAPES  N° 88887.005486/2024-00)



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