9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


Resultado da busca [Siglas PSUS01 a PSUS48 ]
 47 Resumo encontrados. Mostrando de 21 a 30


PSUS21 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Entre o ideal e o real: as percepções dos gerentes sobre o processo de trabalho nos Centros de Especialidades Odontológicas Regionais do Ceará
Isadora Maria Paiva Simplício, Gemakson Mikael Mendes, Julia Luiza Azevedo Barbosa, Mariana Ramalho de Farias, Paola Gondim Calvasina, Maria Beatriz Nunes Rodrigues, Antonia Karina Silva Azevedo, Ana Karine Macedo Teixeira
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou analisar as perspectivas dos gerentes acerca do processo de trabalho dos 22 Centros de Especialidades Odontológicas-R do Ceará (CEOs-R). Trata-se de um trabalho qualitativo, com a participação dos 22 gerentes. Os dados foram coletados no período de 2025, por meio de entrevistas presenciais, com roteiro semiestruturado, transcritas pela IA Whisper e analisadas pela Análise Temática, tendo a Ergologia como referencial teórico e com apoio do diário de campo. Foram criadas quatro categorias analíticas: Tecnologias; Integrações em rede; Alcance de metas; e Consórcio Público de Saúde. Identificaram-se instabilidades operacionais nos sistema de registros e falhas de integração entre as plataformas de registro e marcação de consultas. Os discursos mostraram fragilidades na articulação entre a atenção primária e secundária, encaminhamentos inadequados, subutilização e dificuldades logísticas de acesso dos pacientes aos CEOs-R. Fatores estruturais, clínicos e de recursos humanos dificultaram o cumprimento das metas, com variações conforme especialidade e estabelecimento. O modelo de consórcio público saúde foi reconhecido como eficaz e referência nacional, pela descentralização, autonomia e cofinanciamento tripartite.

Conclui-se que o processo de trabalho é repleto de tensões entre o que é prescrito e o que é vivenciado, sem eliminar as necessidades de formulação de políticas que considerem as condições do trabalho especializado em saúde bucal.

(Apoio: CNPq  N° Cnpq/mcti n° 10/2023)
PSUS22 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Diagno-SUS: aceitabilidade, adequação e viabilidade de dispositivo para padronização de registros fotográficos no SUS
Caroline Murat Amadeu Marti, Karine Laura Cortellazzi, Vanessa Gallego Arias Pecorari, Yuri Wanderley Cavalcanti, Antonio Carlos Pereira, Rafael Aiello Bomfim
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL - FACULDADE DE ODONTOLOGIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a aceitabilidade, a adequação e a viabilidade de um dispositivo desenvolvido para padronizar fotografias intraorais. Após a confecção do dispositivo e o registro de patente, aplicou-se um questionário validado de desfechos de implementação, contemplando as três dimensões analisadas. Participaram 23 atores-chave, incluindo cirurgiões-dentistas, agentes comunitários de saúde e profissionais de outras áreas, que testaram o dispositivo nas perspectivas de pacientes e/ou operadores. As respostas foram mensuradas em escala de 1 a 5, sendo valores mais altos indicativos de avaliação mais favorável. O dispositivo apresentou avaliação positiva em todos os desfechos, com médias elevadas e semelhantes para aceitabilidade (média= 4,27; DP=0,53), adequação (média= 4,27; DP=0,63) e viabilidade (média= 4,25; DP=0,57). Na comparação por categoria profissional, observaram-se médias próximas entre dentistas e demais profissionais: aceitabilidade (4,29 e 4,25), adequação (4,21 e 4,36) e viabilidade (4,21 e 4,31). Também não houve diferenças relevantes entre participantes que utilizaram o dispositivo como pacientes e aqueles que atuaram como operadores. Quanto à modalidade fotográfica, as avaliações foram semelhantes entre o uso intraoral e extraoral, com médias de aceitabilidade de 4,29 e 4,20, adequação de 4,28 e 4,25 e viabilidade de 4,19 e 4,45, respectivamente.

Os achados indicam que o dispositivo foi considerado aceitável, adequado e viável por diferentes perfis de participantes, reforçando seu potencial de uso em contextos clínicos, de pesquisa e nos serviços de saúde.

PSUS23 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Padrões de exames e carga viral em pessoas com HIV/aids em cuidado contínuo em Curitiba, 2015-2022
Natasha Bruck Zugman, Thais Maria Dos Santos Eckhardt, Vinicios Franck da Silveira, Renata Iani Werneck, Liza Bueno Rosso, Juliane Cardoso Villela Dos Santos, Juliana Schaia Rocha
Programa de Pós-Graduação em Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar a frequência de exames e as variações da carga viral em pessoas vivendo com HIV/aids em cuidado contínuo nos serviços públicos de Curitiba, entre 2015 e 2022. Estudo retrospectivo com dados do Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (SISCEL), incluindo 9.040 adultos de 18 a 59 anos acompanhados pelo sistema público de saúde. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, origem da solicitação, data do exame e resultado da carga viral, categorizada como indetectável (<50 cópias/mL) e variação nos últimos três exames. A frequência de exames e a manutenção da carga viral indetectável foram avaliadas como desfechos, considerando o intervalo recomendado de seis meses. As análises incluíram estatística descritiva e teste qui-quadrado com correção de Bonferroni (p<0,05), no software PSS v.25.0. A maioria era composta por adultos jovens (63,3%), brancos (54,2%) e com 8 a 11 anos de estudo (27,5%). Observou-se aumento na realização de exames no intervalo recomendado; ainda assim, 69,9% realizaram menos exames que o preconizado e 28,2% não realizaram novo exame no período analisado. A carga viral indetectável foi mantida por 44,6%, enquanto 21,2% não a mantiveram e 3,4% apresentaram variações nos últimos três exames. Sexo, faixa etária, escolaridade, raça/cor e ano do primeiro exame associaram-se aos desfechos. Maior escolaridade associou-se a melhores indicadores, e indivíduos com primeiro exame em 2021-2022 apresentaram maior adequação da periodicidade.

Apesar dos avanços, a maioria não atingiu a periodicidade recomendada, indicando a necessidade de estratégias para ampliar a adesão ao acompanhamento contínuo.

PSUS24 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Algoritmo para classificação de risco e acesso a saúde bucal de crianças de 5 anos na atenção primária do SUS: uma abordagem de machine learning
Yuri Wanderley Cavalcanti, Lucas Xavier Bezerra de Menezes, Armando Cabral de Lira Neto, Laura Maria de Almeida Martins, Lilian Nadja Silva Brito, Maria Letícia Barbosa Raymundo, Rênnis Oliveira da Silva, Rafael Aiello Bomfim
Depto de Clínica e Odontologia Social UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Dados recentes mostraram que as crianças com 5 anos de idade seguem sendo as mais afetadas pela doença cárie. Uma ferramenta de triagem a partir de dados de cadastro do usuário na atenção primária seria útil para classificação de risco. Este estudo teve por objetivo desenvolver um algoritmo para predição de cárie não tratada e suas consequências, com uso de aprendizagem de máquinas. Realizou-se estudo transversal, com dados do último inquérito nacional de saúde bucal (SB Brasil 2023) para população de 5 anos. Foram empregados dados sobre sexo, raça/cor, escolaridade da mãe, recebimento de benefício assistencial, acesso a plano odontológico, urgência de tratamento e tipo de município (capital ou interior). Modelos de aprendizagem de máquina baseado em supervisão foram utilizados para o treinamento dos algoritmos random forest e xgboost, utilizando-se três conjunto de dados (país, região e estado). Os modelos estimaram a probabilidade de referir crianças com cárie não tratada (cariado>0) e suas consequências (pufa>0). Utilizou-se a proporção 70:30 para treinamento e teste. Foram analisados os parâmetros AUC, acurácia e f1-score. Melhores parâmetros de predição foram obtidos utilizando-se o conjunto de dados do Brasil, com algoritmo random forest, tanto para cárie não tratada (AUC=0.71, acurácia=0.56 e f1-score=0.44) quanto para as consequências da cárie não tratada (AUC=0.86, acurácia=0.92, f1-score=0.96). A variável urgência de tratamento foi a mais relevante nos modelos, embora sua remoção tenha melhorado a predição de cárie usando algoritmo xgboost (acurácia=0.59 e f1-score=0.62).

Os dados do SB Brasil 2023 são úteis para desenvolver mecanismo de predição da cárie não tratada e suas consequências em crianças de 5 anos no Brasil.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  N° 406840/2022-9  |  FAPs - FAPESQ-PB/PPSUS 2025 / TED MSUFPB 90/2025  N° 787/2026)
PSUS25 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Impacto de um programa de capacitação no conhecimento sobre hipersensibilidade dentinária em cirurgiões-dentistas da rede pública
Isabella Rocha Moura, Maiara Moraes Dos Santos Silva, Rafaela Cabral de Oliveira, Laís Herrera Nery , Stella Ferreira do Amaral
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto de um programa de capacitação (PC) no conhecimento de CDs do Serviço Público de Saúde de Sorocaba (SP), sobre hipersensibilidade dentinária (HD). Trata-se de um estudo longitudinal, quase-experimental, pré (T0) e pós-intervenção (T1). Na primeira fase (T0), 49 CDs responderam a um questionário eletrônico estruturado (Q1), contendo dados demográficos, e conhecimento prévio sobre diagnóstico, prevenção e manejo da HD. Na segunda fase (T1) foi ofertado aos CDs concluintes do T0 um PC na modalidade de educação à distância (EaD), construído em três módulos: etiologia, diagnóstico e tratamento da HD, concluído por 25 participantes. Após 30 dias, os participantes foram reavaliados pela reaplicação do questionário (Q2). Os dados foram analisados (SPSS v.25), utilizando os testes de Shapiro-Wilk, t pareado, Mann-Whitney, McNemar e correlação de Spearman (p<0.05). Na comparação entre os momentos pré e pós-intervenção, observou-se aumento significativo do desempenho nas questões relacionadas à etiologia e manejo, além de associação entre maior score final e o domínio relacionado ao mecanismo de ação dos agentes dessensibilizantes (p<0.05). No entanto, identificou-se pior desempenho na questão relacionada ao diagnóstico, evidenciando fragilidade nessa competência.

Conclui-se que o PC promoveu ganho de conhecimento em áreas-chave da HD, porém lacunas persistem no domínio diagnóstico. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias educacionais mais robustas, com metodologias ativas e maior ênfase na tomada de decisão clínica, para qualificação efetiva da prática odontológica no serviço público.

(Apoio: CAPES  N° 88887.151092/2025-00)
PSUS26 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Aceitabilidade, adequação e viabilidade como preditores de desfechos antecedentes da implementação do MonitoraSB
Fernanda Lamounier Campos, Andréa Clemente Palmier, Kevan Guilherme Nóbrega Barbosa, Loliza Luiz Figueiredo Houri Chalub, Najara Barbosa da Rocha, Rosana Leal do Prado, Maria Inês Barreiros Senna, Raquel Conceição Ferreira
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O MonitoraSB é uma proposta de monitoramento e avaliação (M&A) para os serviços de saúde bucal. Avaliou-se a aceitabilidade, a adequação e a viabilidade do MonitoraSB como antecedentes dos desfechos antecipados de implementação (adoção, implementabilidade e sustentabilidade) no contexto da gestão estadual da saúde bucal. Estudo qualitativo, com grupo focal e participação de informantes-chave (coordenadores estaduais de saúde bucal) de seis estados brasileiros, selecionados por amostragem intencional. Utilizou-se análise qualitativa rápida orientada por um codebook fundamentado nos conceitos dos construtos. Os resultados indicaram alta aceitabilidade, entusiasmo e valorização favorável da proposta, apesar da percepção de ônus inicial ligado a novas atribuições e necessidade de aprendizagem. A adequação evidenciou relevância para M&A e para decisão baseada em evidências, compatibilidade com práticas existentes de M&A e potencial de qualificar a gestão, fortalecer competências e ampliar a análise territorial. Destacou-se a importância político-institucional, ao legitimar a saúde bucal e ampliá-la na agenda governamental. Tensões sobre o papel do gestor estadual e limitações para apropriação da proposta foram observadas. A viabilidade foi favorável, embora persistam desafios como escassez de pessoal, sobrecarga, necessidade de capacitação, fragmentação e baixa prioridade da área de saúde bucal em alguns contextos.

A proposta foi avaliada como pertinente, legítima e potencialmente útil. A sustentação depende do enfrentamento de barreiras organizacionais, técnico-operacionais e político-institucionais, e a consolidação requer a adesão dos gestores e capacidade institucional para implementá-la e mantê-la.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 310938/2022-8  |  FAPEMIG  N° 00763-20)
PSUS27 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Violência contra a mulher como problema de saúde pública: notificação e denúncia na atenção à saúde bucal
Thaíssa Lopes Fialho, Gabriela Dinkoski Heberle, Ana Júlia Romanini, Jessye Melgarejo do Amaral Giordani, Maria Laura Braccini Fagundes, Orlando Luiz do Amaral Júnior
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a violência contra a mulher como problema de saúde pública associado a lesões físicas, traumas orofaciais, transtornos mentais e prejuízos sociais. Na atenção à saúde bucal, cirurgiões-dentistas têm papel crucial na identificação desses sinais clínicos. Este estudo objetiva descrever a conduta odontológica diante de casos suspeitos ou confirmados de violência. Trata-se de uma revisão documental de manuais, cartilhas e legislações do Ministério da Saúde (2017 a 2026). A notificação compulsória, regida pela Lei nº 13.931/2019 e Portaria nº 4/2017, exige o registro de casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) em até 24 horas. Esse processo é sigiloso, focado no planejamento epidemiológico e independe de autorização da vítima. Em contrapartida, a denúncia visa a responsabilização criminal do agressor em delegacias, dependendo, na maioria das vezes, da vontade da vítima, embora o sigilo profissional possa ser quebrado diante de risco à vida ou vulnerabilidade. Manuais técnicos indicam que a subnotificação prejudica a análise da violência, sendo motivada por desconhecimento dos fluxos, insegurança legal e dificuldade na abordagem técnica. Na odontologia, isso limita o registro adequado de casos e o planejamento de políticas públicas.

Conclui-se que diferenciar notificação de denúncia é essencial para cumprir as normativas, qualificar os dados e fortalecer a rede de proteção à mulher na saúde bucal.

PSUS28 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Radiologia odontológica na atenção primária: desigualdades na oferta de equipamentos na região metropolitana de Goiânia
Andre Vitor Barbosa Garcia, Amanda Pedrosa Oliveira, Kaique Leite de Lima
CENTRO UNIVERSITÁRIO ALFREDO NASSER
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Política Nacional de Saúde Bucal, criada em 2003, teve como objetivo ampliar o acesso à saúde bucal e reduzir desigualdades no atendimento odontológico. Em 2023, a Lei nº 14.572 consolidou a saúde bucal como campo obrigatório de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar desses avanços, a radiologia odontológica ainda não é discutida como um pilar essencial para garantir o cuidado integral em saúde bucal. Assim, este estudo avaliou a disponibilidade de aparelhos radiográficos odontológicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da região metropolitana de Goiânia, com foco na atenção primária à saúde. Realizou-se um estudo ecológico com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES/DATASUS), visando quantificar os aparelhos radiográficos intraorais disponíveis nas UBSs e o número de equipes de saúde bucal (ESB). Foram identificadas 296 UBSs e 384 ESBs distribuídas em 21 municípios, porém apenas 45 aparelhos radiográficos estavam disponíveis. Observou-se distribuição desigual, com municípios populosos, como Aparecida de Goiânia, Trindade e Senador Canedo, sem nenhum equipamento. Apenas Nova Veneza e Santa Bárbara apresentaram proporção de um aparelho por UBS, totalizando três e duas unidades, respectivamente.

Os dados evidenciam que a disponibilidade de aparelhos radiográficos na atenção primária da região metropolitana de Goiânia é limitada e mal distribuída, indicando a necessidade de políticas públicas voltadas à ampliação e à equidade da oferta desses equipamentos no SUS.

PSUS30 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Trabalho interprofissional na Estratégia Saúde da Família no sertão da Paraíba: a partir das vozes dos profissionais de saúde
Franklin Delano Soares Forte, Antares Silveira Santos, Cláudia Helena Soares de Morais Freitas, Amrinderbir Singh, Ardigleusa Alves Coelho
CLINICA E ODONTOLOGIA SOCIAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou barreiras e facilitadores para as práticas colaborativas inteprofissionais no microprocesso de trabalho de equipes rurais da Estratégia Saúde da Família (ESF) no sertão nordestino. Trata-se de estudo qualitativo realizado em dois municípios, com 46 profissionais da ESF, por meio de entrevistas semiestruturadas, observação não participante e diário de campo, seguido pela análise temática de conteúdo. Os resultados evidenciam que as práticas colaborativas são produzidas nas interações formais e informais entre os profissionais. Estratégias comunicacionais e trocas em espaços não institucionalizados favorecem a articulação entre as categorias e a discussão de casos. Entretanto, essas dinâmicas coexistem com fragmentações no microprocesso de trabalho, expressas na exclusão de profissionais de espaços coletivos, na realização de reuniões restritas e na centralização de decisões, especialmente na enfermagem. A elevada demanda assistencial intensifica disputas por agenda e limita a construção de espaços compartilhados de planejamento e avaliação. Ademais, condições territoriais e restrições logísticas interferem na realização de ações conjuntas no território. Observa-se que o trabalho em equipe é continuamente negociado no cotidiano, marcado por dinâmicas simultâneas de cooperação e segmentação, que se expressam nas formas de comunicação, tomada de decisão e gestão do processo de trabalho.

Conclui-se que as práticas colaborativas na ESF rural se produzem no microprocesso de trabalho, resultado de interações cotidianas, arranjos organizacionais, o que exige o fortalecimento de espaços coletivos e o compartilhamento de responsabilidades como condição para a interprofissionalidade.

(Apoio: CNPq  N° 4696489068831938  |  CNPq  N° 0861279769676983)
PSUS31 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Análise da demanda aferida e da produção de próteses dentárias no contexto da Atenção à Saúde Bucal no SUS
Sarah Verônica Andrade Silva, Lucas Xavier Bezerra de Menezes, Armando Cabral de Lira Neto, Laura Maria de Almeida Martins, Maria Letícia Barbosa Raymundo, Narayana Ramos Domingues, Yuri Wanderley Cavalcanti
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A oferta de próteses dentárias na perspectiva do SUS carece de avanços. Este estudo avaliou a demanda por próteses dentárias e relacionou com a produção dos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD) no Brasil. Estimativas ponderadas da necessidade de prótese dentária foram obtidas, por estado, a partir dos dados do SB Brasil 2023. Dados da produção de próteses dentárias foram estimados a partir dos valores de financiamento de LRPD, para cada estado, para o ano 2023, extraídos do portal e-gestorAPS. O número de indivíduos com necessidade de prótese dentária estimados para cada estado foi relacionado ao número de próteses por ano em cada estado. Calculou-se o tempo médio, em anos, necessário para suprir a demanda aferida de prótese dentária da população brasileira. A necessidade de prótese dentária no Brasil foi estimada em 60,2%, sendo observada maior necessidade absoluta na região Sudeste (10.353.476). A média anual de produção de próteses dentárias foi de 2.167.965 próteses por ano, ou 180.664 próteses/mês. Em média, estimou-se que o tempo necessário para suprir a demanda da necessidade de próteses no Brasil foi de 13 anos, ou 156 meses. Caso a oferta fosse ampliada em 25%, o tempo médio seria de 9,6 anos ou 116 meses. A maior oferta de próteses ocorre na região nordeste, sendo necessário 103 meses ou 8 anos para suprir a demanda aferida.

Os resultados sugerem a existência de demanda reprimida e desigualdade na organização da rede de atenção à saúde bucal. A produção de próteses no SUS não acompanha de forma equitativa as necessidades populacionais, indicando a necessidade de fortalecimento dos LRPD e de estratégias de planejamento orientadas por evidências epidemiológicas.

(Apoio: CNPq  N° 406840/2022-9  |  CNPq UFPB  N° PIBIC)



.