9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


Resultado da busca [Siglas PNd0583 a PNd0776 ]
 189 Resumo encontrados. Mostrando de 1 a 10


PNd0583 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da qualidade de vida e fatores demográficos de pacientes submetidos à cirurgia ortognática: acompanhamento de cinco anos
Willian Martins Azeredo, Katheleen Miranda Dos Santos, Aline Monise Sebastiani, Delson João da Costa, Rafaela Scariot
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As deformidades dentofaciais (DDFs) são alterações do desenvolvimento craniofacial caracterizadas por discrepâncias esqueléticas que comprometem a harmonia facial, a oclusão dentária e as funções do sistema estomatognático, além de impactarem a autoimagem, a interação social e a qualidade de vida (QV) dos indivíduos. A cirurgia ortognática é o tratamento de escolha para casos moderados e severos. Embora estudos demonstrem melhora da QV após o tratamento, ainda são escassas evidências com acompanhamento em longo prazo. Este estudo avaliou a percepção da QV em pacientes submetidos à cirurgia ortognática, com acompanhamento de cinco anos, comparando os períodos pré e pós-operatório, além de investigar associação com variáveis demográficas e clínicas. Trata-se de estudo observacional longitudinal, aprovado por Comitê de Ética, com 23 indivíduos (30,09 ± 12,02 anos), predominantemente do sexo feminino (65,2%) e com perfil facial III (60,9%). A QV foi avaliada pelo Orthognathic Quality of Life Questionnaire (OQLQ), instrumento específico e validado para essa população. A normalidade dos dados foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk, sendo adotados testes não paramétricos para comparação entre os períodos pré e pós-operatório. Observou-se, por meio do teste de Wilcoxon, redução significativa dos escores do OQLQ geral entre os períodos pré e pós-operatório (p < 0,001) e de todos os seus domínios (p = 0,004), indicando melhora consistente após o tratamento. Não foram observadas associações entre os escores do OQLQ e sexo ou perfil facial (p > 0,05).

Conclui-se que a cirurgia ortognática promove melhora significativa e sustentada da QV em longo prazo, evidenciando a manutenção dos benefícios após cinco anos.

PNd0584 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da interação salivar precoce em membranas de colágeno biodegradáveis: Estudo in vitro com saliva humana
Caroline Luiz Angonese, Ingrid Casara Rigotto, Silvia Dias de Oliveira, Luiza Falcão Vanzella, Mengting Zhang, Marcel Ferreira Kunrath
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A utilização de membranas de colágeno em regeneração óssea guiada (ROG) é previsível e vantajosa para a neoformação óssea. Entretanto, o contato com saliva durante procedimentos cirúrgicos é frequentemente inevitável. Este estudo investigou, in vitro, alterações físico-químicas e microbiológicas decorrentes da interação entre membranas de colágeno e saliva de pacientes sistemicamente saudáveis, com periodonto saudável (G1, n=5) e com doença periodontal ativa (G2, n=5). Saliva não estimulada foi coletada, com mensuração do fluxo e do pH salivar. Amostras de membranas (5x5 mm) foram imersas em saliva por 10 minutos; membranas não expostas foram utilizadas como controle. Após, foram caracterizadas quanto às propriedades físico-químicas, à adesão bacteriana qualitativa e à contagem de colônias bacterianas. Pacientes com doença periodontal apresentaram menor pH e fluxo salivar. A interação salivar promoveu alterações físico-químicas significativas em relação ao controle, independentemente do grupo de saliva utilizado na contaminação. Observou-se redução da rugosidade superficial (p<0,05) e aumento de espessura, peso e densidade em até três vezes. Microbiologicamente, membranas expostas à saliva de pacientes com doença periodontal apresentaram significativamente maior proliferação de colônias e variabilidade bacteriana.

Conclui-se que a interação salivar compromete propriedades relevantes das membranas para ROG, sendo o impacto microbiológico mais pronunciado em pacientes com doença periodontal ativa. Reforçando a necessidade de controle rigoroso da doença periodontal e da contaminação salivar de biomateriais em procedimentos cirúrgicos.

(Apoio: CAPES)
PNd0585 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto do estresse precoce por separação materna na amelogênese: análise morfológica, mineral e proteica em molares de ratos
Júlia Ingryd Targino de Sousa, Juliana de Lima Gonçalves, Guido Artemio Marañón-vásquez, Roberta Duarte Leme, Larissa Sthefani Sales, Alexandra Mussolino de Queiroz, Fabrício Kitazono de Carvalho, Francisco Wanderley Garcia de Paula-silva
CLINICA INFANTIL UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estresse precoce tem sido associado a alterações no desenvolvimento de tecidos mineralizados; entretanto, seus efeitos sobre a amelogênese ainda não estão completamente elucidados. Este estudo investigou o impacto da separação materna pós-natal na formação do esmalte dentário em molares de ratos. Foram utilizados 24 filhotes de ratos Wistar (CEUA/FORP nº 0103/2024R1), distribuídos nos grupos controle e separação materna (SM). O grupo SM foi submetido à separação diária por 4 horas, do 2º ao 28º dia de vida. Nos dias 10 e 28, os primeiros molares foram coletados para análises morfológica, histológica e imuno-histoquímica (expressão de ameloblastina e amelogenina), além da avaliação da composição mineral por espectroscopia de raios X por dispersão de energia (EDX). As análises demonstraram ausência de alterações estruturais ou morfológicas no esmalte dentário em ambos os períodos avaliados. O padrão de expressão das proteínas da matriz orgânica (ameloblastina e amelogenina) foi semelhante entre os grupos controle e SM.

Adicionalmente, a composição mineral do esmalte não foi afetada pela intervenção de estresse precoce. A separação materna pós-natal, sob as condições deste protocolo, não causou alterações detectáveis na amelogênese de molares. Os achados sugerem que a formação do esmalte dentário em ratos apresenta estabilidade frente ao modelo de estresse sistêmico precoce aplicado.

(Apoio: FAPESP  N° 001)
PNd0586 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da cirurgia ortognática na qualidade de vida associada à saúde bucal de indivíduos com fissura labiopalatina
Katheleen Miranda Dos Santos, Bernardo Olsson, Talita Farias Miksza, Delson João da Costa, Aline Monise Sebastiani, Rafaela Scariot
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi comparar a qualidade de vida associada a saúde bucal (QVRSB) de indivíduos com fissura labiopalatina (FLP) antes e após 6 meses da cirurgia ortognática. Foram incluídos indivíduos adultos com FLP, não sindrômicos, com deformidade dentofacial (DDF), no Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio Palatal. As variáveis independentes obtidas foram sexo, idade, raça, assimetria facial e fenótipo da FLP (uni/bilateral). A QVRSB e seus domínios foram obtidos com o instrumento Perfil do Impacto da Saúde Bucal - 14 (OHIP-14) antes e 6 meses pós-cirurgia. Os valores obtidos foram comparados utilizando o teste de Wilcoxon. Dos indivíduos incluídos, 58% eram mulheres, 54% tinham idade menor ou igual a 21 anos, 69% eram brancos, 58% apresentaram assimetria facial, e 73% FLP unilateral. Referente ao valor total e aos domínios do OHIP-14, foi observada melhora na autopercepção da QVRSB no valor total (p = 0,002), no domínio "desconforto psicológico" (p = 0,015), "incapacidade psicológica" (p = 0,002), "incapacidade social" (p = 0,001) e "deficiência" (p < 0,001). No pós-operatório de 6 meses, houve melhora na QVRSB nas mulheres (p = 0,007), nos maiores que 21 anos (p = 0,008), nos brancos (p = 0,008), nos assimétricos (p = 0,013), nos com FLP unilateral (p = 0,034) e FLP bilateral (p = 0,024).

A correção da DDF melhorou a QVRSB das mulheres, de indivíduos maiores que 21 anos, de raça branca, assimétricos e com FLP unilateral e bilateral. A melhora ocorreu considerando o valor total do OHIP-14 e os domínios envolvendo fatores psicológicos, sociais e limitantes envolvidos na autopercepção da QVRSB de indivíduos adultos com FLP.

PNd0587 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeitos da antibioticoterapia pós-operatória na prevenção de infecções em terceiros molares: ensaio clínico randomizado triplo cego
Marcelo Vinícius Andrade Lima, Kaique Rael Ferreira Silva, Heloisa Fonseca Marão, Angélica Castro Pimentel, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres, Rafael Pino Vitti, Gustavo Antonio Correa Momesso
Odontologia UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, triplo-cego, teve como objetivo avaliar os efeitos da antibioticoterapia pós-operatória na incidência de complicações, como alveolite e infecções locais, após extrações de terceiros molares inferiores, além de analisar dor, trismo e edema no pós-operatório. Foram avaliadas 60 extrações em 41 pacientes, entre 18 e 35 anos, sem patologias, com terceiros molares inferiores retidos, atendidos na Universidade Santo Amaro (UNISA). A amostra foi dividida em quatro grupos (15 dentes cada): (1) antibiótico pré e pós-operatório; (2) apenas pré-operatório; (3) apenas pós-operatório; (4) placebo. A dor foi mensurada pela escala visual analógica (VAS) em 6, 12, 24, 48, 72 horas e 7 dias. Edema e abertura bucal foram avaliados no pré, 48 horas e 7 dias. A presença de infecção foi observada em todas as consultas. Os resultados mostraram que os grupos com antibiótico pós-operatório (grupos 1 e 3) apresentaram menor edema nas primeiras 24h em relação ao grupo pré-operatório isolado. O grupo com antibiótico pré e pós apresentou melhores resultados de trismo nas primeiras 48h, sendo semelhante ao grupo pós-operatório no 7º dia. Também apresentou menor incidência de alveolite em 48h e 7 dias. Conclui-se que a antibioticoterapia pré e pós-operatória promoveu melhores resultados em dor, trismo, edema e infecção, destacando-se o uso pós-operatório como fator comum entre os melhores desfechos.

Conclui-se que a antibioticoterapia pré e pós-operatória promoveu melhores resultados em dor, trismo, edema e infecção, destacando-se o uso pós-operatório como fator comum entre os melhores desfechos.

PNd0588 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da impressão 3D no planejamento e execução de exodontias de terceiros molares mandibulares impactados serviço público de saúde
Franciel Alves Nascimento, Felipe Gomes Gonçalves Peres Lima, Larissa Gonçalves Cunha Rios, Deyverton dos Santos Mendes, Carlos José Soares, Thiago Leite Beaini, Priscilla Barbosa Ferreira Soares
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto do uso de biomodelos obtidos por impressão 3D no planejamento e execução de exodontias de terceiros molares mandibulares impactados, em comparação ao planejamento convencional por tomografia computadorizada de feixe cônico, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um estudo transversal comparativo com 21 pacientes, do ambulatório especializado da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia. Adotando critérios específicos quanto à morfologia da retenção e impactação dentária, o protocolo baseou-se na associação de tomografia computadorizada de feixe cônico à confecção de protótipos via manufatura aditiva, após segmentação e preparo digital no software Blender. Os biomodelos foram gerados e impressos por tecnologia FDM. Foram avaliados os parâmetros: planejamento pré-operatório, preparo do paciente, comunicação profissional-paciente, execução da sequência operatória, performance clínica, localização anatômica e tempo cirúrgico. Os dados foram coletados por questionário aplicado aos cirurgiões, com variáveis ordinais (-2 a +2) e tempo em minutos. A análise estatística incluiu estatística descritiva, teste de Mann-Whitney U e regressão logística multivariada para controle de variáveis de confusão. Os resultados demonstraram diferença estatisticamente significativa apenas para o parâmetro comunicação com o paciente (p=0,005). Não foram observadas diferenças significativas nos demais parâmetros avaliados.

Conclui-se que os biomodelos 3D contribuem principalmente para a melhoria da comunicação clínica, apresentando aplicabilidade como ferramenta auxiliar no contexto do SUS.

(Apoio: CAPES  N° Nº#001  |  CNPq  N° Nº INCT Saúde Oral e Odontologia # 406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° #RED 00204-23 #APQ-03238-24 #APQ-03041-23)
PNd0589 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Caracterização de vesículas extracelulares derivadas de células-tronco mesenquimais e seu efeito sobre a diferenciação osteoblástica
Elisa Borges Taveira, Maria Carolina Coelho Bellini, Maryanne Trafani de Melo, Maria Paula Oliveira Gomes, Thamires Mazzola, Yasmin Milhomens Moreira, Pietro Ciancaglini, Adalberto Luiz Rosa
Departamento Biologia Básica e Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Vesículas extracelulares (EVs) são mediadoras da comunicação intercelular, com uso potencial nas terapias baseadas em células-tronco mesenquimais (MSCs). Os objetivos deste estudo foram: obter e caracterizar EVs de MSCs, avaliar sua internalização por MSCs e seu efeito sobre a diferenciação osteoblástica de MSCs. EVs obtidas de MSCs derivadas de medula óssea de ratos foram caracterizadas por detecção proteica, análise de rastreamento de partículas (NTA) e microscopia eletrônica de transmissão (TEM). A internalização de EVs foi avaliada em MSCs tratadas com 10 e 20 µg de EVs, por microscopia confocal, ao final de 12 horas. MSCs foram cultivadas em meio osteogênico por 7 dias que, 24 horas antes dos ensaios, foi substituído por meio osteogênico com soro fetal bovino livre de vesículas, sem acréscimo de EVs (controle) ou com 10 µg e 20 µg de EVs. A diferenciação osteoblástica foi avaliada por expressão gênica (n=4) e atividade de fosfatase alcalina (ALP) (n=6), e os dados foram comparados por ANOVA (p<0,05). As proteínas ALIX e CD63 foram detectadas nas EVs e a NTA mostrou uma população de EVs homogênea, com densidade de 1011 partículas/mL e dimensões entre 100 e 300 nm. A TEM evidenciou características morfológicas de EVs, variando do formato esférico ao cup-shaped. A internalização de EVs por MSCs foi observada nas duas concentrações, com maior densidade nas culturas tratadas com 20 µg de EVs. A expressão gênica de Alp (p≤0,0003) e osteopontina (p<0,0001), e a atividade de ALP (p=0,0003) foram maiores nas culturas tratadas com 20 µg de EVs.

Os resultados mostram que MSCs secretam EVs que são internalizadas por MSCs e favorecem a diferenciação osteoblástica, sugerindo potencial para aplicação de EVs em distúrbios ósseos de interesse odontológico.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/22479-0  |  FAPs - Fapesp  N° 2019/08568-2)
PNd0591 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

BRUXISMO DO SONO E EM VIGÍLIA EM PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIA ORTOGNÁTICA - ACOMPANHAMENTO DE 1 ANO
Jessica Sarha Cavalheiro Silva, Fernanda Aparecida Stresser, Danielle Medeiros Veiga Bonotto, Rafaela Scariot, Aline Monise Sebastiani
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O bruxismo do sono e em vigília é relevante em pacientes candidatos à cirurgia ortognática, com manejo desafiador nos períodos pré e pós-operatórios. O estudo investiga a ocorrência e evolução do bruxismo do sono e em vigília, bem como fatores associados, no pré-operatório e aos 6 e 12 meses após cirurgia ortognática. A amostra incluiu 79 indivíduos avaliados em três momentos: T1 (pré-operatório), T2 (6 meses) e T3 (12 meses). A identificação do bruxismo do sono e em vigília foi realizada pela Lista de Comportamentos Orais (Oral Behaviors Checklist - OBC) e exame clínico. Aspectos psicossociais, incluindo níveis de ansiedade, mensurados pela ansiedade (Generalized Anxiety Disorder - GAD-7), e sintomas somáticos (Patient Health Questionnaire - PHQ-15). As análises foram realizadas no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 31.0 (IBM, Armonk, NY, EUA). Observou-se redução significativa do bruxismo do sono apenas em T3, de 63 indivíduos (79,7%) para 36 (66,7%), (p = 0,007). O bruxismo em vigília não apresentou diminuição significativa entre os períodos avaliados. Pacientes com bruxismo em vigília frequente ou muito frequente apresentavam maior prevalência de sintomas moderados a severos do PHQ-15 quando comparados aos sem bruxismo em vigília tanto no T1 (p = 0,040) quanto no T3 (p = 0,009). Além disso, pacientes com bruxismo em vigília frequente ou muito frequente apresentaram maior frequência de sintomas moderados e severos de ansiedade no T1 em comparação com os pacientes sem bruxismo em vigília (p = 0,033).

O bruxismo do sono diminuiu após um ano de cirurgia ortognática. O bruxismo em vigília não reduziu significativamente, associando-se à ansiedade no pré-operatório e a sintomas somáticos ao longo do acompanhamento.

PNd0592 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

ESTRESSE CRÔNICO IMPREVISÍVEL LEVE COMPROMETE A MICROARQUITETURA TRABECULAR DO OSSO ALVEOLAR: ESTUDO IN VIVO EM RATOS WISTAR
Matheus Ferreira Lima Rodrigues, Larissa Pillar Gomes Martel, Ricardo Damasceno da Silva, Laryssa Soares Gonçalves, Ana Flávia Almeida Barbosa, Luanna de Melo Pereira Fernandes, Rafael Rodrigues Lima, Juliana Melo da Silva Brandão
Programa de Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estresse crônico compromete a homeostase sistêmica, porém seus efeitos diretos na microarquitetura do osso alveolar íntegro permanecem pouco elucidados. Este estudo avaliou o impacto do estresse crônico sobre a microarquitetura trabecular, morfologia de superfície e integridade estrutural do osso alveolar. Após cálculo amostral, vinte e oito ratos Wistar foram distribuídos em dois grupos: Controle (n=14) e Estresse (n=14). O grupo Estresse foi submetido ao modelo de Estresse Crônico Imprevisível Leve (CUMS) por 21 dias. Ao término do período experimental, os animais foram eutanasiados para coleta de sangue, visando a quantificação de corticosterona sérica, e de hemimandíbulas, destinadas às análises de microtomografia computadorizada (micro-CT), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e histomorfometria. Os dados foram submetidos ao teste de Shapiro-Wilk para avaliação da normalidade, seguido de teste t de Student ou Mann-Whitney conforme a distribuição (p < 0,05). O grupo Estresse apresentou níveis séricos elevados de corticosterona. Na análise microtomográfica, o estresse promoveu redução significativa do número de trabéculas (Tb.N) e da dimensão fractal (DF), bem como aumento da separação trabecular (Tb.Sp), com tendência à redução da fração de volume ósseo (BV/TV). A avaliação em MEV evidenciou maior porosidade superficial, enquanto a histologia demonstrou desequilíbrio na remodelação celular com focos de reabsorção.

O estresse crônico induziu hipercorticosteronemia e comprometeu a microarquitetura alveolar, reduzindo sua complexidade geométrica e favorecendo a reabsorção óssea. Esses achados reforçam o impacto estrutural do estresse sistêmico na qualidade do tecido ósseo alveolar.

PNd0593 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Doador como referência na análise comparativa da diferenciação osteoblástica de BM-SC e DP-SC
Tomaz Santana de Mendonça, Maria Paula Oliveira Gomes, Elisa Borges Taveira, Ana Luísa Henriques Schneider, Emanuela Prado Ferraz
CTBMF e Periodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar de as células-tronco estromais (SCs) da polpa dental (DP-SCs) terem sido propostas como uma alternativa às da medula óssea (BM-SCs), não há um consenso na literatura, o que pode ser atribuído à variabilidade entre doadores. Para minimizar esse viés, este estudo comparou marcadores de diferenciação osteoblástica em células de ambas as fontes obtidas de um mesmo doador. DP-SCs e BM-SCs foram isoladas de um mesmo animal e cultivadas em meio de diferenciação osteoblástica por até 14 dias para avaliação de marcadores ósseos fenotípicos (atividade de ALP - Fast Red; mineralização - Alizarina; n=6 doadores) e genotípicos (Alp, Runx2 e Opn - RT-qPCR; n=2 doadores). Os dados foram analisados por ANOVA de dois ou três fatores (p≤0,05). Independentemente do doador, houve aumento da atividade de ALP com o tempo em ambos os tipos celulares (p<0,001); nos períodos avaliados, a atividade de ALP foi maior em DP-SCs em comparação às BM-SCs (p<0,001). Além disso, a produção de matriz extracelular foi maior em DP-SCs em relação às BM-SCs (p<0,001). A expressão gênica variou conforme a origem celular: aos 5 dias de cultivo, a expressão de Alp e Runx2 foi maior em DP-SCs, enquanto a expressão de Opn foi maior em BM-SCs (p<0,001).

Os resultados indicam que as DP-SCs apresentam maior potencial de diferenciação osteoblástica em comparação às BM-SCs quando obtidas de um mesmo doador. Tais achados validam o uso das DP-SCs como uma alternativa promissora para o tratamento de defeitos ósseos, visando reduzir a morbidade da coleta e o custo global do tratamento.

(Apoio: CAPES  N° 88887.113321/2025-00)



.