9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNc0483 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência do material restaurador na integridade marginal e adaptação de restaurações com término em lâmina de faca sobre preparo BOPT
Ingrid Morais Freire Sampaio, Carlos Antônio Freire Sampaio, Pablo Hugo de Oliveira Sotelo , Juliana da Costa Andrade, Sayene Garcia Batista, Plinio Mendes Senna
Odontologia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A técnica de preparo dentário BOPT (Biologically oriented preparation technique) preconiza o uso de um término em lâmina de faca para que o bordo da restauração atue como guia para a conformação do periodonto. Entretanto, ainda não foi verificado se há integridade marginal do material restaurador com espessuras mínimas. O objetivo deste estudo foi avaliar a adaptação marginal de coroas totais confeccionadas em diferentes materiais sobre um preparo BOPT. Para isto, um preparo foi realizado sobre o dente #11 e 25 réplicas foram reproduzidas por impressão 3D. Uma coroa com término em lâmina de faca foi planejada. Para demarcação do término nas réplicas, 25 coroas foram impressas, adaptadas sobre as replicas e uma tinta spray preta aplicada sobre cada conjunto. Em seguida, o mesmo projeto restaurador foi utilizado para produzir as coroas em diferentes materiais (n=5): zircônia fresada, dissilicato de lítio fresado e injetado, resina fresada e impressa. Todas as fresagens foram realizadas em fresadora de 5-eixos. Cada coroa foi adaptada aleatoriamente sobre uma réplica e a adaptação verificada com auxílio de um estereomicroscópio e um sistema de medição digital. Os grupos foram comparados com análise de variância (α=0,05). As imagens demonstraram uma deficiência na reprodução do bordo inerente aos processos de fabricação. Os resultados demonstraram que as coroas em zircônia fresada, resina impressa e fresada apresentaram melhor adaptação marginal horizontal e vertical (p < 0,05). Não houve diferença entre as coroas de dissilicato de lítio fresadas ou injetadas (p > 0,05)

Foi possível concluir que a zircônia fresada, resina impressa e resina fresada são os materiais que melhor reproduzem o término em lâmina da faca para aplicação da técnica BOPT.

(Apoio: CAPES)
PNc0484 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Desfechos centrados no paciente em Próteses Parciais Removíveis de Cobalto-cromo e Poliéter-éter-cetona: estudo clínico cruzado
Pedro Henrique Bastos de Oliveira, Guilherme Fantini Ferreira, Lorena Tavares Gama, Talita Malini Carletti, Renata Cunha Matheus Rodrigues Garcia
Departamento de Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Próteses Parciais Removíveis (PPRs) em cobalto-cromo (Co-Cr) são amplamente utilizadas, apresentando elevada rigidez e estabilidade. Em contraste, materiais alternativos como o poliéter-éter-cetona (PEEK) apresentam menor módulo de elasticidade, o que pode influenciar a qualidade de vida, dieta e ajustes clínicos. O objetivo deste estudo foi comparar a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVBRS), a ingestão alimentar e o número de consultas para ajuste clínico após reabilitação com PPRs em Co-Cr e PEEK injetado. 12 voluntários desdentados totais na arcada superior e parciais (Classe I de Kennedy) na inferior foram selecionados e submetidos a um desenho de estudo cruzado, randomizados em 2 grupos (n=6): reabilitados com PPRs em PEEK (experimental) ou Co-Cr (controle). Todos os voluntários receberam novas próteses e as avaliações foram realizadas 2 meses após a reabilitação oral. A QVBRS foi avaliada pelo Perfil de Impacto da Saúde Bucal (OHIP-14), a ingestão alimentar por recordatório de 3 dias e os ajustes clínicos pelo número de consultas de proservação até ausência de desconforto. Um intervalo de wash-out de 7 dias foi estabelecido entre os tratamentos. Os dados foram analisados por teste-t (α=5%). Não foram observadas diferenças no escore geral do OHIP-14 ou ingestão alimentar entre os materiais (p>0,05). Contudo, na análise dos domínios, PPRs em PEEK apresentaram maiores escores para dor física (p<0,05) quando comparada as PPRs em Co-Cr. O número de consultas foi significativamente maior para o PEEK em relação ao Co-Cr (p<0,001), com aumento médio de aproximadamente 2,25 consultas.

PPRs em PEEK injetado podem exigir maiores sessões de ajustes clínicos e estão associadas a maior dor física em comparação a PPRs em Co-Cr.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - Fapesp  N° 2021/13958-4)
PNc0485 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Distribuição de tensão em próteses parciais removíveis mandibulares com estruturas de PEEK e Co-Cr: estudo in sílico
Gilda Rocha Dos Reis-neta, Vanessa Felipe Vargas-Moreno, Pamela Barbosa Dos Santos, Altair Antoninha Del Bel Cury, Raissa Micaella Marcello Machado
Departamento de Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Polieteretercetona (PEEK) é um polímero indicado para próteses parciais removíveis (PPRs) por sua resistência mecânica e módulo de elasticidade semelhante ao osso, que pode favorecer a distribuição de tensões. Contudo, seu comportamento biomecânico em diferentes níveis de retenção ainda permanece incerto. Este estudo avaliou, por meio de análise de elementos finitos, a distribuição de tensão em PPRs mandibulares, classe III de Kennedy, comparando estruturas de PEEK com retenções de 0,25 e 0,75 mm às de Co-Cr. Modelos tridimensionais da região posterior da mandíbula foram utilizados. As PPRs apresentavam retentores circunferenciais com retenções de 0,25 mm (PEEK e Co-Cr) e 0,75 mm (PEEK). Aplicou-se carga de 100 N axial (CA) e oblíqua a 30° (CO) na fossa central do primeiro molar inferior. Foram analisadas tensão de von Mises (σvM), deformação total (mm), tensão principal mínima (σmin), tensão principal máxima (σmax) e tensão de cisalhamento máxima (τmax). A análise qualitativa foi realizada com base nas escalas de cores das figuras geradas. Sob CA, o PEEK apresentou distribuição de tensão mais favorável que o Co-Cr. O grupo PEEK 0,75 mm reduziu tensões em até 65% no osso medular (σmin) e 89% no esmalte(σmax). Sob CO, houve padrão semelhante, com maior redução no osso no PEEK 0,75 mm. Qualitativamente, o PEEK 0,75 mm promoveu melhor equilíbrio na transferência de carga para os dentes pilares e tecidos de suporte.

Assim, estruturas de PEEK com retenção de 0,75 mm apresentaram menores tensões e distribuição mais uniforme no osso medular e nos tecidos dentários, sendo uma alternativa biomecanicamente favorável às PPRs.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNc0486 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Rugosidade superficial em materiais odontológicos fresados para infraestrutura de próteses dentárias
Izabele Gemeli Rigo, Pedro Giorgetti Montagner, Edimar Coêlho Rosal Júnior, Antonio Marcos Montagner, Rafael Leonardo Xediek Consani
Clínica Odontológica FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar in vitro a rugosidade superficial de diferentes materiais utilizados em infraestruturas de próteses fixas sobre implantes (titânio, cobalto-cromo, cobalto-cromo sinterizado e zircônia) usinados por sistema CAD/CAM. Foram confeccionados 48 corpos de prova cilíndricos (4 mm de diâmetro × 2 mm de altura), distribuídos em quatro grupos (n=12): titânio (Ti), cobalto-cromo (Co), cobalto-cromo sinterizado (Si) e zircônia (Zi). As amostras foram projetadas em software CAD/CAM e fresadas a partir de blocos dos respectivos materiais, seguidas de acabamento laboratorial específico. A rugosidade superficial foi mensurada com rugosímetro digital, em três pontos por espécime (regiões lineares no centro e na periferia dos discos), sendo considerada a média das leituras. Os dados foram analisados por ANOVA e teste pós-hoc de Bonferroni (α=0,05). Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos [F(3,44)=30,830; p<0,001]. O grupo Ti apresentou menor rugosidade média (0,078±0,027 µm), seguido por Si (0,087±0,017 µm) e Co (0,094±0,026 µm), sem diferença entre estes. O grupo Zi apresentou maior rugosidade (0,168±0,032 µm), sendo significativamente diferente dos demais. A zircônia apresentou maior rugosidade superficial em comparação aos outros materiais. Entretanto, todos os materiais exibiram valores abaixo do limiar clínico de 0,2 µm, indicando adequada qualidade superficial após acabamento laboratorial.

A zircônia apresentou maior rugosidade superficial em comparação aos outros materiais. Entretanto, todos os materiais exibiram valores abaixo do limiar clínico de 0,2 µm, indicando adequada qualidade superficial após acabamento laboratorial.

(Apoio: CAPES  N° 88887287152202600)
PNc0487 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

O canabidiol intra-articular reduz a hipersensibilidade mecânica orofacial em modelo animal de doença articular degenerativa
Luiz Guilherme Spadon de Brito, Gabrielle Jacob, Caio Sberni Pinheiro de Souza, Fabiane Carneiro Lopes-Olhê, Elaine Aparecida Del Bel, Glauce Crivelaro Nascimento, Lais Valencise Magri, Jardel Francisco Mazzi-Chaves
Departamento de Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A doença articular degenerativa (DAD) da articulação temporomandibular (ATM) está associada à dor crônica, limitação funcional e prejuízo à qualidade de vida. Nesse contexto, o sistema endocanabinoide tem sido investigado como um possível alvo terapêutico, especialmente devido aos efeitos anti-inflamatórios, analgésicos e neuroprotetores atribuídos ao canabidiol (CBD), um fitocanabinoide não psicoativo. Este estudo avaliou se a administração intra-articular de CBD na ATM é capaz de reduzir a hipersensibilidade mecânica orofacial em ratos com DAD induzida por iodoacetato de monossódio (MIA). Ratos Wistar Hannover machos foram distribuídos em oito grupos experimentais (n = 8/grupo): SHAM + veículo (MCT), SHAM + CBD 100 µg, SHAM + CBD 300 µg, MIA 4 mg + veículo, MIA 2 mg + CBD 100 µg, MIA 2 mg + CBD 300 µg, MIA 4 mg + CBD 100 µg e MIA 4 mg + CBD 300 µg. A DAD da ATM foi induzida por injeção intra-articular bilateral de MIA no dia 0. Após quatro semanas, os animais receberam injeções intra-articulares semanais de CBD, totalizando quatro aplicações consecutivas. A sensibilidade mecânica orofacial foi avaliada pelo teste de von Frey no período basal e após 4 e 8 semanas da indução. Ao final do experimento, os animais submetidos à maior dose de MIA e tratados com CBD apresentaram aumento significativo do limiar mecânico orofacial, indicando redução da hipersensibilidade mecânica, especialmente em um contexto de degeneração articular mais severa. Não foram observadas alterações significativas nos animais SHAM tratados com CBD.

O CBD intra-articular reduz a hipersensibilidade mecânica orofacial em ratos com DAD da ATM induzida por MIA, apoiando seu potencial como estratégia terapêutica local para o controle da dor associada à degeneração da ATM.

(Apoio: CAPES  N° 88887.271498/2026-00)
PNc0488 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação Multidimensional da Frequência Do Bruxismo De Vigília Em Indivíduos Com Dor Orofacial: Estudo Transversal
Nathália Celestino Varela, Karoline Ferreira Farias Catarino, Jhuly Praça Campos, Leandro Campos Silva, José Mauro Granjeiro, Simone Saldanha Ignacio de Oliveira
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O bruxismo de vigília (BV) é uma atividade muscular mastigatória caracterizada pelo contato repetitivo ou sustentado dos dentes e/ou contração muscular ou projeção da mandíbula e não é considerado um distúrbio do movimento. Apesar do crescente interesse científico, o conhecimento ainda é limitado. Este estudo propõe-se a avaliar o BV em indivíduos com dor muscular e dor na articulação temporomandibular, considerando sua frequência, características comportamentais, fatores de risco psicossociais, consequências clínicas e métodos de avaliação. Foi um estudo observacional transversal com 60 participantes avaliados por meio da ferramenta STAB e por avaliação ecológica momentânea (EMA), via aplicativo, durante três dias consecutivos. A análise estatística foi realiza por testes não-paramétricos. Observou-se predominância de apertamento e contato dentário, enquanto o ranger foi menos frequente. Foi identificada associação significativa entre BV e presença de mialgia local (p=0,028). Em relação aos comportamentos, dentes em contato, contração muscular e apertamento dentário apresentaram associação com a presença de dor (p=0,005, p=0,007 e p= 0,044, respectivamente). Não foi observada associação entre BV e artralgia (p=0,109) ou desgaste dentário (p=0,425). Registros de comportamentos de BV também estiveram associados a maiores níveis de estresse (p<0,001) e ansiedade (p<0,001).

Os achados indicam que a avaliação multidimensional do BV, por meio da integração entre STAB e EMA, permite caracterizar padrões comportamentais distintos e suas associações clínicas e psicossociais em indivíduos com dor orofacial, contribuindo para uma compreensão mais abrangente e individualizada desse comportamento.

PNc0489 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Infraestruturas protéticas produzidas por EBM e DMLS: análise da superfície, comportamento mecânico e desempenho eletroquímico
Licínia Maria Ferreira Pignaton, Maria Helena Rossy Pantoja Borges, Samuel Santana Malheiros, Thaís Barbin, Bruna Egumi Nagay, Valentim Adelino Ricardo Barão, Guilherme Almeida Borges, Marcelo Ferraz Mesquita
Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A manufatura aditiva representa uma abordagem relevante para a produção de dispositivos metálicos personalizados, permitindo controle preciso da geometria e desempenho funcional. As tecnologias Electron Beam Melting (EBM) e Direct Metal Laser Sintering (DMLS) têm sido investigadas na fabricação de infraestruturas protéticas implantossuportadas, entretanto, ainda existem lacunas na comparação de suas propriedades de superfície, mecânicas e eletroquímicas. Este estudo in vitro avaliou amostras de Ti-6Al-4V obtidas por usinagem, EBM e DMLS. As amostras foram caracterizadas por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Espectroscopia de Energia Dispersiva de Raios X (EDS), Difração de Raios X (DRX), Difração de Elétrons Retroespalhados (EBSD), Microscopia Confocal a Laser de Varredura (LSCM), rugosidade e molhabilidade. As propriedades mecânicas foram avaliadas por microdureza Vickers e ensaios tribológicos, enquanto testes eletroquímicos determinaram a resistência à corrosão. Os dados foram analisados quanto à normalidade (Shapiro-Wilk), seguidos de ANOVA (one-way) e teste de Tukey (α=0,05). As análises de superfície e microestrutura evidenciaram características semelhantes entre os métodos, enquanto DRX e EBSD revelaram variações microestruturais dependentes do processamento, incluindo diferenças na morfologia dos grãos, fração de fases e densidade de discordâncias. O DMLS apresentou maior microdureza (p < 0,05). O comportamento tribológico e eletroquímico não apresentou diferenças significativas (p > 0,05).

Os resultados demonstram desempenho comparável entre manufatura aditiva e usinagem, indicando o potencial para aplicação em infraestruturas protéticas sem prejuízo às propriedades avaliadas

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNc0490 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Desempenho mecânico e biológico de uma resina de longa duração impressa em 3D submetida a variações no protocolo de pós-processamento
Matheus Fernandes Bolonhezi, Rafael Antonio de Oliveira Ribeiro, Victória Peruchi, Filipe Koon wu Mon, Stephanie Lissa Tsukamoto, Taisa Nogueira Pansani, Josimeri Hebling, Carlos Alberto de Souza Costa
Materiais Odontológico e Próteses UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foi avaliado a influência de diferentes protocolos de pós-processamento com éter monometílico (TPM) e etanol 96%, sobre as propriedades mecânicas e biológicas de uma resina de longa duração (VoxelPrint, FGM) impressa 3D. Para isso, discos (9mm x 2mm) e barras de resina (25mm x 2mm x 2mm) foram impressos em LCD (Anycubic Photon Mono 2 4k, Anycubic). Os espécimes foram limpos por 2 min. com gaze embebida em TPM ou etanol e submetidos a pós-cura por variados tempos, estabelecendo os grupos: SPP - sem pós-processamento (controle); E15 - éter e PC/15 min.; E30 - éter e PC/30 min.; e E60 - éter e PC/60 min.; A15 - etanol 96% e PC/15min.; A30 - etanol 96% e PC/30 min.; A60 - etanol 96% e PC/60min. Os discos foram imersos em meio de cultura (DMEM) por 24h. Os extratos (DMEM + componentes liberados dos discos) foram aplicados por 24h sobre células L929, as quais foram avaliadas quanto à viabilidade (VI - AlamarBlue, n=8; Live/Dead, n=4). Um grupo controle (GCC) foi usado como 100% de VI celular. As barras tratadas foram avaliadas quanto a resistência à flexão (RF; n=10) e módulo de elasticidade (ME; n=10). Os dados foram analisados por ANOVA/Tukey (α=5%). Células do grupo SPP apresentaram menor VI em comparação ao GCC (p<0,05). Células dos grupos TPM (E15, E30 e E60) apresentaram valores de VI inferiores aos com Etanol (A15,A30 e A60) (p<0,05). Quanto ao ME, os valores foram menores nos grupos TPM quando comparados ao etanol (p<0,05). No entanto, a RF foi semelhante entre todos os grupos (p>0,05), indicando que a pós-cura não interferiu nesta análise.

Concluiu-se que TPM e etanol 96% não interferem na RF da resina, mas que o uso de TPM causa citotoxicidade e reduz a ME do material. Os diferentes tempos de pós-cura não interferem nas propriedades biológicas e mecânicas da resina.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/18559-1  |  CNPq  N° 311118/2025-9)
PNc0492 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da Geometria Padronizada por Normas ISO no Desempenho Mecânico de Resinas para Coroas Dentárias CAD/CAM - Estudo Piloto
Camila Orlinda Andrade Gusmão, Franciele Floriani, Renata Moreira Cançado, Liliane Menezes Dos Santos, Thiago de Souza Farias, Alfredo Mikail Melo Mesquita
Odontologia UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo piloto avaliou as normas ISO 4049 e ISO 178 na identificação de propriedades mecânicas de resinas de alto teor de carga para coroas definitivas, considerando que a geometria dos corpos de prova difere entre as normas, o que altera a distribuição de tensões e a resposta mecânica. Testaram-se três resinas (duas de manufatura aditiva e uma subtrativa) distribuídas em seis grupos (n=5): G1 (Varseo - ISO 4049), G2 (VoxxelPrint 4049), G3 (GrandioDisc 4049), G4 (Varseo 178), G5 (VoxxelPrint 178) e G6 (GrandioDisc 178). Realizou-se ensaio de flexão de três pontos em Máquina Universal de Ensaios, com as tensões convertidas em carga pela relação F=σ×A, utilizando a área resistente da seção transversal padronizada de cada ISO para permitir comparações diretas. Os dados, analisados por ANOVA de dois fatores (ISO × material), revelaram efeito significativo apenas para o fator ISSO (F=94,29; p<0,001), indicando que a geometria prescrita influencia diretamente a resposta obtida. O tipo de resina (F=0,38; p=0,69) e a interação entre ISO e material (F=1,16; p=0,33) não apresentaram significância estatística. Dentro de cada norma, não houve diferença entre os grupos, mas todos os testados na ISO 4049 foram estatisticamente superiores aos da ISO 178.

Essa discrepância aponta limitações metodológicas dos protocolos para representar geometrias complexas como coroas protéticas, reforçando que a geometria prescritiva influencia as cargas registradas e evidenciando a necessidade de corpos de prova tridimensionais mais próximos do uso clínico.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNc0493 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Resistência de união de reembasadores a PMMA: o tipo de manufatura digital e a carga inorgânica fazem diferença?
Marcus Vinicius Rocha de Almeida, Pedro Henrique Bastos de Oliveira, Évla Gabriela de Sousa Ramos, Juliana Oliveira de Andrade, Wander José da Silva, William Custodio
Clinica Odontológica FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a resistência de união entre reembasadores (autopolimerizável ou fotopolimerizável) e substratos de PMMA para coroas provisórias de longa permanência, comparando dois processos de manufatura (subtrativa e aditiva) e duas composições do substrato (com ou sem carga inorgânica). O delineamento foi inteiramente casualizado, com 8 grupos (n=10; N=80). Discos de PMMA (∅10×2 mm) foram obtidos por fresagem CAD/CAM ou impressão 3D e submetidos ao mesmo protocolo de acabamento e polimento. Foram avaliadas a rugosidade superficial (Ra) e molhabilidade (ângulo de contato). Sobre cada disco, aplicaram-se os seguintes reembasadores: resina autopolimerizável (DuraLay®, técnica de Nealon) ou sistema adesivo + resina fotopolimerizável (Single Bond Universal® + Rebase®, 180 s, 1200 mW/cm²). A resistência de união foi determinada por cisalhamento (0,5 mm/min). Os dados foram analisados por ANOVA (α=0,05) e teste de Tukey. A rugosidade foi menor nos substratos com carga (p=0,0007), independentemente da manufatura. A molhabilidade foi influenciada de forma independente pela manufatura e pela carga (p<0,0001). Para a resistência de união, foram observados efeitos significativos da carga e das interações entre os fatores (p<0,05). A maior resistência foi obtida para substratos com carga produzidos por manufatura aditiva associados ao reembasador fotopolimerizável.

Conclui-se que o desempenho adesivo depende da combinação entre tipo de manufatura, composição do substrato e reembasador, sendo superior na condição envolvendo substratos com carga obtidos por manufatura aditiva e reembasamento fotopolimerizável.

(Apoio: CAPES  N° 00001)



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