9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNc0565 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Eficácia da vitamina E (tocoferol) no tratamento de lesões orais: ensaio clínico em um hospital de referência do Ceará
Bárbara Albuquerque Azevedo, Maria Eduarda Martins Costa, Isadora Ildefonso Monteiro Rodrigues, Giselly Dos Santos Gomes, Lia Freire Gonçalves Nobre, Livia Mara Teixeira Santos, Ingrid Sousa Araujo, Edson Luiz Cetira Filho
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a eficácia do uso da vitamina E (tocoferol) no tratamento de lesões orais em pacientes internados em um hospital de referência no estado do Ceará. Realizou-se um ensaio clínico longitudinal e prospectivo, conduzido com 47 indivíduos classificados como ASA II, III e IV, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 95 anos, portadores de lesões na cavidade oral adquiridas durante o período de internação. Os pacientes foram submetidos a uma técnica padronizada de administração de tocoferol, com aplicação tópica de 400 mg duas vezes ao dia ou 800 mg uma vez ao dia sobre as lesões, conforme disponibilidade. Um grupo de cirurgiões-dentistas previamente calibrado realizou as mensurações e aplicações, apresentando concordância excelente segundo o índice Kappa de Cohen (K > 0,9). A mensuração das lesões foi realizada com paquímetro, por meio de duas dimensões: vestíbulo-lingual (d) e mésio-distal (D), nos momentos inicial, 24 horas, 72 horas, 7 dias e 14 dias, permitindo o acompanhamento do processo cicatricial. A área média das ulcerações foi de 30,80 ± 25,27 mm² no momento inicial (D0), reduzindo para 19,75 ± 17,87 mm² após 24 horas e apresentando diminuição significativa para 8,80 ± 11,93 mm² após 72 horas (p < 0,001). Após esse período, 22 pacientes (46,8%) apresentaram remissão completa das lesões. No sétimo dia, a área média das úlceras foi de 3,84 ± 9,54 mm², com nova redução significativa aos 14 dias, atingindo 1,17 ± 5,01 mm² (p < 0,001), sendo que apenas 3 pacientes (6,3%) ainda apresentavam lesões abertas. Não foram observados desconforto, toxicidade ou efeitos adversos associados à terapia com tocoferol.

Dessa forma, a administração tópica de vitamina E mostrou-se eficaz e segura no tratamento de lesões orais não infecciosas.

PNc0566 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Manufatura aditiva e funcionalização com o anticorpo anti-esclerostina: efeitos na dinâmica peri-implantar em ratas osteopênicas
Paula Buzo Frigério, Ana Cláudia Ervolino da Silva, Fábio Roberto de-Souza-Batista, Bruna da Silva Sales, Jaqueline Silva Dos Santos, Kathryn Grandfield, Roberta Okamoto
Cirurgia e traumatologia Bucomaxilo UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito da funcionalização com o anticorpo anti-esclerostina (α-SOST) em implantes de titânio obtidos por manufatura aditiva sobre a resposta óssea peri-implantar em condição experimental de osteopenia. Foram utilizadas 128 ratas, distribuídas nos grupos SHAM (saudáveis) e OVX (ovariectomizadas). Após 30 dias, os implantes sólidos (SOL) ou porosos (PO), não funcionalizados (CONV) ou funcionalizados (α-SOST) foram instalados nas metáfises proximais das tíbias, a eutanásia ocorreu aos 14 e 28 dias. O torque de remoção foi realizado aos 14 dias, e a microtomografia computadorizada (Micro-CT), aos 14 e 28 dias, avaliou volume ósseo (BV/TV), espessura, número e separação das trabéculas (Tb.Th, Tb.N, Tb.Sp) e superfície de interseção (i.S). Ensaios pré-clínicos in vitro indicaram que o α-SOST manteve viabilidade em meio de cultura celular, sugerindo potencial para aplicação em funcionalização. Os resultados do torque de remoção evidenciaram que, nos grupos SHAM SOL e OVX SOL, os implantes funcionalizados apresentaram desempenho mecânico superior em comparação aos convencionais. Em contrapartida, nos implantes porosos (PO), a presença de α-SOST não promoveu ganho mecânico adicional, sugerindo menor eficiência na resposta de reparo ósseo nessas condições. No Micro-CT, verificou-se que a funcionalização com α-SOST favoreceu a formação óssea no período inicial. Entretanto, aos 28 dias, observou-se atenuação desse efeito, possivelmente relacionada à redução na liberação do anabólico, resultando em menor estímulo à neoformação óssea.

Os implantes promovem adequada osseointegração em osteopenia, e a funcionalização com α-SOST mostra potencial osteogênico inicial, embora requeira investigação adicional.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/02175-4)
PNc0567 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação do uso do vidro bioativo no levantamento do assoalho do seio maxilar em pacientes
Luiz Paulo Sacco, Alexandre Miyahira, Rogerio Nagai, Wilson Roberto Sendyk, Debora Pallos, Yeon Jung Kim
odontologia UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico randomizado teve como objetivo avaliar o uso do vidro bioativo nas cirurgias de elevação do assoalho do seio maxilar previamente a instalação de implantes dentários em pacientes. Total de 20 pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com o biomaterial de preenchimento em cirurgia de levantamento de assoalho do seio maxilar: Grupo1- osso bovino desproteinizado e G2- Biovidro. Após seis meses da cirurgia, foram realizadas novas tomografias computadorizadas para análise de volume e altura e as biópsia coletadas para análise histomorfométrica. Os dados foram comparados pelo teste t de Student, com nível de significância de 5%. Não foi observada diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação ao volume (p=0.43) e altura (p=0.97) de tecido formado. A avaliação histomorfométrica não revelou diferenças significativas entre os grupos em termos de neoformação óssea, presença de tecido mole ou partículas residuais p > 0,05), contudo mostrou uma maior neoformação óssea da região apical no G2 (p=0,049).

Conclui-se que, o uso de vidro bioativo nas cirurgias de elevação do assoalho do seio maxilar desempenho clínicos e histológicos semelhante ao osso bovino desproteinizados, em relação ao volume e altura do tecido formado e na neoformação óssea no período avaliado.

(Apoio: CAPES)
PNc0568 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito in vitro de diferentes graus de titânio na osteogênese de células-tronco em modelo de osteoporose experimental
Maria Vitória Barroso de Morais, Tenyson Couto Dos Reis, Matheus Dias Polegati de Almeida, Letícia Faustino Adolpho , Robson Diego Calixto, Helena Bacha Lopes, Gileade Pereira Freitas
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osteoporose pode comprometer a resposta óssea a biomateriais e influenciar o desempenho de implantes dentários osseointegrados. Este estudo avaliou o efeito in vitro de diferentes superfícies de titânio, incluindo titânio comercialmente puro (TiCP) graus II e IV e titânio grau V (Ti-6Al-4V), sobre a proliferação e o potencial osteogênico de células-tronco mesenquimais derivadas de modelo experimental osteoporótico. As células foram cultivadas sobre discos de titânio e avaliadas quanto à proliferação por ensaio de MTT nos dias 1, 2 e 3, atividade de fosfatase alcalina aos 7 dias e formação de matriz mineralizada aos 21 dias por coloração com vermelho de Alizarina. Os dados foram analisados por ANOVA de uma via com pós-teste de Tukey (p < 0,05). A proliferação celular foi influenciada pelos fatores grupo e tempo (p < 0,001), com diferença pontual no dia 1 entre TiCP IV e titânio grau V, diferenças entre todos os grupos no dia 2 e maiores valores nos grupos TiCP IV e titânio grau V em relação ao TiCP II nos dias 2 e 3. O grupo titânio grau V apresentou maior atividade de fosfatase alcalina aos 7 dias em relação ao TiCP II (p = 0,013). Não foram observadas diferenças significativas na formação de matriz mineralizada entre os grupos aos 21 dias (p = 0,060), indicando comportamento semelhante na fase tardia de mineralização.

Conclui-se que diferentes graus de titânio modulam a resposta biológica inicial em condições osteoporóticas, sem impacto na mineralização tardia.

PNc0569 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Prevalência de reabsorção dentária e seus fatores associados: estudo transversal em uma amostra brasileira
Ana Paula Moura Locatelli, Milena Stuber, Valéria Custódio Dos Santos, Joana Santana Couto, Bruno Marques-da-silva, Joao Armando Brancher, Marilisa Carneiro Leão Gabardo, Flávia Sens Fagundes Tomazinho
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal teve como objetivo avaliar a prevalência e os padrões de reabsorção dentária (RD) em uma amostra brasileira e investigar possíveis associações com fatores demográficos, condição dentária e condições sistêmicas. Foram analisadas 1101 radiografias panorâmicas digitais de uma clínica privada de Colombo, PR, Brasil. Incluíram-se apenas dentes permanentes com rizogênese completa. A RD foi classificada em interna, externa e apical. Informações demográficas, sistêmicas e comportamentais foram obtidas dos prontuários. Realizou-se análise estatística descritiva, testes do qui-quadrado e regressão logística binária, com nível de significância de 5%. A prevalência de RD foi de 10,1% por paciente e 1,9% por dente. A mandíbula apresentou maior acometimento (2,0%), com envolvimento bilateral em 43,3% dos pacientes afetados. Os dentes mais acometidos foram os anteroinferiores (2,3%) e pré-molares inferiores (2,5%), enquanto os molares apresentaram menores frequências (0,9%). Entre os dentes com RD, 44,5% estavam restaurados, 42,5% hígidos e 12,9% cariados (p < 0,001). A RD apical foi o tipo mais prevalente (81,2%), seguida pela reabsorção externa (18,5%) e pela reabsorção interna, observada de forma isolada em apenas um dente (0,24%). A doença periodontal foi o único fator independentemente associado à presença de RD (OR ajustado = 2,05; IC95%: 1,34-3,14; p = 0,001). Sexo, faixa etária, condições sistêmicas e hábitos comportamentais não demonstraram associação significativa.

Na presente amostra, a RD apresentou prevalência moderada, com predominância do tipo apical e maior acometimento em dentes anteriores e pré-molares inferiores. A ocorrência de RD esteve associada à doença periodontal.

PNc0570 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Engrailed-1 aumenta migração e proliferação de células-tronco mesenquimais durante a diferenciação osteoblástica
Robson Diego Calixto, Ana Clara Silva Campanaro, Byeong-rak Keum, Fabíola Singaretti de Oliveira, Adalberto Luiz Rosa, Márcio Mateus Beloti
Biologia Básica e Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Engrailed-1 (En1) participa do desenvolvimento craniofacial; contudo, os mecanismos celulares envolvidos nesta modulação não foram elucidados. Este estudo investigou o efeito da superexpressão de En1 na migração e proliferação de células-tronco mesenquimais (MSCs) durante a diferenciação osteoblástica. MSCs do tecido adiposo de camundongos com superexpressão de En1 (MSCsEn1+) e seu controle (MSCsVPR) foram geradas por CRISPR-Cas9. A migração foi avaliada por ensaio de scratch (n=6) por 48 horas, e expressão gênica de Cdc42, Rho e Rock1 por RT-qPCR nesse mesmo período (n=4). A proliferação foi avaliada por contagem do número de células (n=6) aos 1, 3 e 7 dias, e expressão gênica (n=4) de Ap1 aos 7 dias. A diferenciação osteoblástica foi determinada por expressão proteica (n=3) de RUNX2 e ALP por western blot aos 10 dias. Adicionalmente, realizou-se RNAseq total (Illumina) aos 4 dias. Os dados foram analisados por testes paramétricos (p<0,05). A migração foi maior nas culturas de MSCsEn1+ (p=0,003), com fechamento do scratch em 24 horas, associado à maior expressão de Cdc42 (p=0,006), Rho e Rock1 (p<0,001). O número de células foi maior em culturas de MSCsEn1+ aos 5 e 7 dias (p<0,001), acompanhado por maior expressão de Ap1 aos 7 dias (p<0,001). MSCsEn1+ apresentaram maior expressão de RUNX2 (p<0,001) e ALP (p=0,017). A análise de RNAseq revelou maior expressão de Prex1, Ppargc1a e Wnt10b, alvos importantes associados à migração, metabolismo celular e osteogênese, em MSCsEn1+.

Nossos resultados indicam que En1 favorece migração e proliferação de MSCs durante a diferenciação osteoblástica. Portanto, En1 é um potencial alvo terapêutico em tratamentos com vistas à regeneração óssea em áreas como implantodontia e cirurgia bucomaxilofacial.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/02072-0, 2023/00538-2, 2023/06782-2, 2024/14198-1 e 2025/01045-5.)
PNc0571 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Macroestruturas de cabeça de implantes cone morse na manutenção do perfil dos tecidos peri-implantares: estudo de caso-controle
Samara de Souza Santos, Vithor Xavier Resende de Oliveira, João Vìtor Goulart, Priscilla Barbosa Ferreira Soares, Pablo Pádua Barbosa, Andreas Stavropoulos, João Henrique Ferreira Lima, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo clínico do tipo caso-controle avaliou os parâmetros clinicos e radiográficos peri-implantares ao redor de dois tipos de implantes com diferentes morfologias de formato de corpo e desenho de roscas na sua porção cervical. Foram envolvidos nesse estudo 34 pacientes sendo que 21 pacientes receberam 25 implantes do tipo TIT (implante cilíndrico na porção média e coronal e cônico na porção apical, com roscas contínuas em V) e 13 pacientes receberam 15 implantes do tipo DRV (implante cônico na porção coronal, média e apical, com roscas quadradas e condensantes). Todos os implantes foram instalados na maxila. Foram executadas análises clínicas e radiográficas nos períodos de 1, 3, 6 e 12 meses após a instalação das próteses para avaliação do índice de placa visível, índice de sangramento marginal, sangramento à sondagem, profundidade de sondagem, nível clínico de inserção e a variação do nível ósseo peri-implantar. Não foram observadas diferenças entre os grupos quanto aos parâmetros clínicos relacionados ao biofilme e inflamação. Entretanto, os implantes DRV apresentaram menor perda óssea marginal em todos os períodos avaliados, enquanto os implantes TIT apresentaram maiores valores de profundidade de sondagem e nível clínico de inserção a partir do terceiro mês de acompanhamento (p<0,05).

Os implantes DRV apresentaram menor perda óssea marginal quando comparados aos implantes TIT.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 406840/2022-9  |  FAPEMIG   N° RED-00204-23)
PNc0572 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Implantes instalados com levantamento de seio via crestal com osseodensificação e janela lateral: dados preliminares de um ECR
Thiago Bezerra da Silva, Cássio Cardona Orth, Mike Reis Bueno, Alex Nogueira Haas
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Comparar desfechos centrados no paciente após instalação de implantes com levantamento de seio com osseodensificação (OD) e janela lateral (JL). Foi realizado um ensaio controlado randomizado em paralelo cego com pacientes apresentando um dente ausente na região posterior da maxila e rebordo remanescente inferior a 5 mm. Implantes foram instalados por único operador simultaneamente com levantamento de seio via crestal com osseodensificação (OD) ou via janela lateral (JL). Nos dois grupos foi utilizado dexametasona 4mg antes da cirurgia e paracetamol 750mg enquanto houvesse dor no pós-operatório. A percepção do paciente e os desfechos durante a recuperação pós-operatória ao longo de 14 dias foram avaliados por questionários validados e registradas. A dor foi avaliada com uma escala visual analógica (VAS). A análise interina foi realizada com 27 participantes (OD = 14, JL = 13) do total de 38 necessários. Ocorreram duas perfurações de membrana do seio, uma em cada grupo. Todos os implantes puderam ser instalados, com torque médio sem diferença entre os grupos [JL = 20,8 (12,3); OD = 26,8 (17,3) Ncm2]. A mediana de VAS-dor reduziu nos dois grupos das quatro horas após cirurgia até o dia 14 (JL de 2,7 para 0,0 e OD de 1,4 para 0; p > 0.05). Edema ocorreu em 92,3% e 35,7% nos grupos JL e OD no dia 1 após cirurgia (p = 0.04) e se manteve maior na JL até o dia 4. Até o momento, 1 implante foi perdido no grupo OD. Não houve diferença entre os grupos em hematoma; náusea; sangramento e entupimento nasal; e mau cheiro.

A partir da análise interina, não foram observadas diferenças relevantes em desfechos centrados no paciente submetidos a instalação de implantes concomitantemente à levantamento de seio com janela lateral e osseodensificação.

(Apoio: Plenum®  |  Welfare)
PNc0573 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do gênero e de membranas poliméricas associados a diferentes hidroxiapatitas na regeneração óssea in vivo
Gabriel Queiroz Pagliarini, Maria Emília Mota, Maria Stella Nunes Araujo Moreira, Flávia Gonçalves
UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O desenvolvimento de membranas bioativas para regeneração óssea guiada que aumentem a capacidade osteocondutora e osteoindutora em defeitos críticos é bastante almejado clinicamente. Este estudo avaliou in vivo o potencial regenerativo de membranas compostas por poli(L-ácido lático) (PLLA) associadas à hidroxiapatita mesoporosa ou modificada com íons em animais de ambos os gêneros. As membranas foram obtidas por eletrofiação de co-solução. Quarenta ratos Wistar (20 machos e 20 fêmeas) foram submetidos à criação de dois defeitos críticos (5 mm) em calota craniana, sendo um mantido vazio (controle) e o outro preenchido com PLLA/hidroxiapatita mesoporosa (G1) ou PLLA/hidroxiapatita dopada com magnésio e estrôncio (G2). Após 8 semanas, realizou-se microtomografia computadorizada e análise histomorfométrica para mensuração de volume, superfície e espessura óssea. Os dados foram analisados por ANOVA de fator único e teste de Tukey (α=0,05). O volume e a espessura óssea foram semelhantes entre G1 e G2, porém superiores ao controle, em ambos os sexos. A superfície óssea não diferiu entre os grupos.

Conclui-se que o sexo não influenciou a neoformação óssea e que o uso de membranas de PLLA associadas à hidroxiapatita, independentemente da presença de mesoporo ou modificação iônica, promove aumento de volume e espessura óssea em comparação ao controle, sem vantagens adicionais entre as formulações.

(Apoio: FAPs - Fapesp)
PNc0574 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

 Influência da instalação subcrestal e do diâmetro do pilar na distribuição de tensões peri-implantares em conexão cônica
Samuel Nunes Ferreira, Balter Sergio Toro, Valdir Antônio Muglia
Materiais dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A distribuição de tensões no osso peri-implantar é determinante para a manutenção da crista óssea e longevidade dos implantes, sendo influenciada por fatores biomecânicos como profundidade de instalação e diâmetro do pilar. Este estudo avaliou, por análise tridimensional por elementos finitos, o efeito combinado desses parâmetros em implantes de conexão cônica. Foram desenvolvidos quatro modelos variando a posição do implante (equicrestal e subcrestal) e o diâmetro do pilar (3,5 mm e 4,5 mm), submetidos a cargas axial (0°) e oblíqua (30°) de 365 N. A análise incluiu tensões de von Mises nos componentes protéticos e tensões principais no osso peri-implantar. Os resultados demonstraram maior concentração de tensões na interface implante/pilar, intensificada sob carga oblíqua. A instalação subcrestal promoveu redistribuição das tensões, reduzindo a concentração na crista óssea. Pilares de maior diâmetro favoreceram a dissipação das cargas, com redução dos picos cervicais. A interação entre profundidade e diâmetro mostrou efeito sinérgico na modulação do comportamento biomecânico.

Conclui-se que a associação entre instalação subcrestal e pilares mais largos representa uma estratégia biomecânica favorável para minimizar sobrecarga óssea peri-implantar.

(Apoio: CAPES)



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