9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNc0391 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

RUGOSIDADE SUPERFICIAL DE LESÃO DE MANCHA BRANCA DE CÁRIE EM ESMALTE DECÍDUO APÓS APLICAÇÃO DE FLUORETO E INFILTRANTE RESINOSO
Natalia Miguel, Marcelo Fava de Moraes, Fernanda Alves Feitosa, Ana Amélia Barbieri, Carolina Judica Ramos
INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A abordagem terapêutica da cárie da primeira infância, deve ser planejada por ações múltiplas, considerando tanto fatores determinantes como inovações tecnológicas que possam ser usados em crianças. O objetivo deste estudo foi comparar o tratamento de lesão ativa de mancha branca de cárie de esmalte, usando ou infiltrante resinoso ou aplicação tópica de fluoreto de sódio 2,26%, com relação a rugosidade superficial do esmalte, visando diminuir o número e o tempo das consultas clínicas. Foram selecionados 80 dentes decíduos humanos (CAAE: 69818823.0.0000.0077) por exame visual em microscópio esterioscópico (10X aumento) e iluminação direta, 20 molares decíduos, com faces vestibulares hígidas, sem lesões de mancha branca de cárie ou alterações hipoplásicas, e ausência de trincas e/ou fraturas, compuseram o G1 - hígidos. Outros 60 molares decíduos, com lesões de mancha branca de cárie em esmalte, naturalmente formada, foram alocados aleatoriamente nos grupos: G2 - cariados sem tratamento; G3 - cariados e tratados com fluoreto de sódio 2,26% e G4 - cariados e tratados com infiltrante resinoso. A avaliação comparativa da rugosidade superficial do esmalte entre os grupos foi realizada com perfilômetro de superfície Mitutoyo SJ400. Os resultados, analisados com o software Minitab (versão 17.1.0, 2013), revelaram diferença estatisticamente significante entre o grupo tratado com o infiltrante resinoso quando comparado com o grupo cariado sem tratamento (G1: 2.24Ra; G2: 2,55Ra; G3: 2,19Ra; G4: 1.92Ra).

Concluiu-se que a aplicação de infiltrante resinoso diminui a rugosidade superficial da lesão de mancha branca de carie naturalmente formada em comparação ao tratamento com o fluoreto de sódio a 2,26%.

PNc0392 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Contaminação microbiana e eficácia de métodos de desinfecção de protetores bucais esportivos: uma abordagem in vitro
Jéssica Jacovetti Mesquita, Ana Paula Almeida Dos Santos, Fernanda Cristina Pimentel Garcia, Nailê Damé-teixeira, Liliana Vicente Melo de Lucas Rezende
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os protetores bucais esportivos (PB), embora importantes na proteção das estruturas orais, apresentam potencial para contaminação microbiana, reforçando a necessidade de protocolos de higienização. Este estudo avaliou e comparou a eficácia de diferentes métodos de higienização na redução da carga bacteriana em protetores confeccionados em etileno-vinil-acetato (EVA). Espécimes quadrangulares (1 cm × 1 cm) foram contaminados com Streptococcus mutans, cultivado por 24 h em microaerofilia a 37 °C, e submetidos a cinco protocolos: (1) água destilada; (2) gluconato de clorexidina 0,12%; (3) hipoclorito de sódio 0,2%; (4) solução com pastilha efervescente; e (5) escovação com dentifrício fluoretado. Os métodos químicos envolveram imersão por 5 min, enquanto a escovação foi realizada pelo mesmo operador e período. A análise microbiana foi feita por contagem de unidades formadoras de colônia (UFC), com avaliação estatística por ANOVA (α=5%). Todos os métodos reduziram a carga microbiana, sem diferença significativa entre os grupos (p=0,816).

Os achados indicam eficácia semelhante entre os protocolos e reforçam a necessidade de estudos que considerem segurança tecidual, preservação do material e aplicabilidade clínica em condições reais de uso.

(Apoio: CAPES)
PNc0394 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Associação de genes de virulência de cepas de Enterococcus faecalis de pacientes com endocardite bacteriana com desfechos clínicos
Renata do Espírito Santo, Jéssica Lourençon Dubois, Vera Lucia de Barros Barbosa, Diego Feriani, Cely Saad Abboud, Livia Araujo Alves
Odontologia UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo associar a presença de genes de virulência de cepas de Enterococcus faecalis (Ef) com desfechos clínicos de pacientes com endocardite bacteriana (EB). Para isso, cepas de Ef (n=10) foram isoladas de amostras de sangue de pacientes diagnosticados com EB tratados no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (São Paulo, Brasil) e o DNA extraído. As cepas de Ef foram identificadas por PCR através da amplificação do gene 16S rRNA (143 pb), utilizando-se a cepa ATCC 4083 como controle positivo. Os genes de virulência identificados por PCR foram efaA (688 pb), gelE (405 pb), esp (932 pb), ace (616 pb), cylA (688 pb) e asa (619 pb), com confirmação baseada no tamanho dos produtos amplificados. Os parâmetros clínicos investigados foram: idade, sexo, local da lesão, tipo de valva (nativa ou protética) e evolução clínica. As cepas de Ef isoladas de casos de endocardite apresentaram os genes efaA (100%), ace (9/11; 81%), gelE (8/11; 72%), cylA, esp e asa (3/11; 27%). A maioria dos pacientes foram idosos (mediana de 67,5 anos), com apenas um caso isolado de um neonatal e predominância do sexo masculino (80%). A progressão clínica revelou alta taxa de mortalidade de 40% (n = 4) e todas as mortes ocorreram em idosos. Os genes asa e esp foram mais prevalentes nos casos fatais (2/3), enquanto gelE (5/6) e cylA (3/3) foram mais frequentes em pacientes que receberam alta. Notavelmente, 75% dos óbitos (3/4) ocorreram em pacientes com dispositivos intracardíacos.

Esses achados indicam que a presença dos genes asa e esp associada à presença de dispositivos cardíacos podem promover adaptações microbianas que levam à infecção prolongada, servindo como indicador crítico de prognóstico clínico desfavorável na endocardite por E. faecalis.

(Apoio: FAPESP   N° 2023/02087-8. )
PNc0395 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

IMUNOGENICIDADE DA TOXINA BOTULÍNICA EM PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS FACIAIS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Adryelle do Prado Araújo, Aimê Rodrigues Corrêa da Costa, Jaqueline Melo Pinhal, Joana de Freitas Santos, Isabella Melo Larica Pereira, Larissa Betina Alves Escobar, Ana Paula da Cunha Barbosa de Lima
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A toxina botulínica tipo A é amplamente utilizada na saúde, porém o uso repetido tem levantado discussões sobre possível perda de resposta ou redução do efeito ao longo do tempo. Diante disso, foi realizada uma análise criteriosa de publicações recentes (2020-2025), em bases como PubMed, Scopus e SciELO, incluindo estudos clínicos e observacionais conduzidos em adultos submetidos a aplicações estéticas. A literatura mostra que a falha terapêutica associada à formação de anticorpos neutralizantes é incomum, mas clinicamente relevante, podendo variar de acordo com o contexto e sendo frequentemente subestimada na estética. Entre os principais fatores associados, destacam-se doses cumulativas elevadas, intervalos reduzidos entre aplicações e formulações com maior carga proteica. O processo envolve resposta imunológica com produção de anticorpos capazes de bloquear a ação da toxina, comprometendo seus efeitos. Observa-se ainda que estratégias como uso da menor dose eficaz, respeito aos intervalos e escolha adequada do produto contribuem para reduzir esse risco. Esses achados reforçam a importância de protocolos individualizados e da compreensão dos aspectos imunológicos para manutenção da eficácia clínica a longo prazo.

A imunogenicidade associada à toxina botulínica tipo A, embora incomum, tem impacto direto na resposta terapêutica e na segurança do paciente. Fatores como dose, intervalo e formulação influenciam esse processo. Assim, a condução criteriosa e individualizada, aliada a estratégias preventivas, é essencial para manter a eficácia clínica e garantir resultados seguros e duradouros.

PNc0397 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Quantificação de níveis de cálcio salivar em crianças com e sem HMI: estudo piloto
Giovana Ricardo de Paiva, Janina Rodrigues de Almeida Pena, Giulia Montagnini, Carolina Vargas Ferreira, Tamara Kerber Tedesco, Livia Araujo Alves
Odontopediatria UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi comparar os níveis de cálcio salivar em crianças com e sem Hipomineralização Molar Incisivo (HMI). Para isso, amostras de saliva total estimulada foram coletadas dos grupos com HMI (n=3) e sem HMI (n=3) para quantificação dos níveis de cálcio salivar pelo método colorimétrico Arsenazo III para um ensaio piloto. Em placa de 96 poços, as amostras e a curva padrão (0 a 1,2 mM) foram adicionadas à solução do kit Arsenazo III para formação de complexo corado. A intensidade da cor formada foi medida em leitor de microplacas (650 nm), sendo diretamente proporcional à concentração de cálcio nas amostras em mM. Os dados foram comparados utilizando os testes Mann Whitney para comparação entre os grupos; ANOVA com pós teste de Tukey para comparação entre as amostras (p<0,05). O grupo sem HMI apresentou média de idade de 10 ± 1,73 anos e o grupo com HMI média de 8,33 ± 2,52 anos. As concentrações de cálcio na saliva no grupo sem HMI (1,231 mM ± 0,493) não diferiram do grupo com HMI (1,368 ± 0,362). O grupo sem HMI mostrou valor mínimo de 0,783 mM e valor máximo de 1,759 mM, enquanto o grupo com HMI apresentou valor mínimo de 0,949 mM e máximo de 1,580 mM. Quando comparado os níveis de cálcio entre as amostras, duas amostras do grupo sem HMI mostraram níveis significativamente menores de cálcio salivar 0,783 e 1,151 mM em relação a uma amostra do grupo com HMI 1,580 mM.

Com base nesse estudo piloto, as crianças com HMI apresentam uma tendência no aumento de níveis de cálcio salivar em relação às crianças sem HMI. No entanto, em estudo futuro, ampliaremos o número de amostras para confirmar esses resultados e melhor compreender a relação entre os níveis de cálcio salivar e à HMI.

PNc0398 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

O uso sistêmico de antidepressivos e o comprometimento da osseointegração em implantes dentários: revisão sistemática
Marcos Molarino, Alexandre de Lima Alves, Eduardo Guimarães Moreira Mangolin, Fábio de Morais Freires, Otto de Oliveira Magro, Valter Castro Alves, Yeon Jung Kim, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres
Odontologia UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Crescente atenção tem sido direcionada ao possível impacto de fármacos sistêmicos sobre o processo de cicatrização óssea peri-implantar, uma vez que diversos medicamentos podem interferir no metabolismo ósseo e potencialmente influenciar o sucesso da osseointegração. O objetivo desta revisão sistemática foi avaliar se a evidência científica disponível sustenta uma relação causal entre o uso sistêmico de antidepressivos e o comprometimento da osseointegração em implantes dentários. A pesquisa realizada abrangeu o período de 2000 a abril de 2026, nas bases: PubMed, Scielo, Web of Science e Google acadêmico. Foram incluídos estudos clínicos observacionais que avaliaram a associação entre o uso de antidepressivos e desfechos relacionados à osseointegração de implantes dentários, estudos que apresentaram definição clara de falha implantar ou desfechos diretamente relacionados ao comprometimento da osseointegração. Após aplicação de todos os critérios, foram incluídos nesta revisão 7 estudos, todos apontando para uma associação negativa entre o uso dos medicamentos e falha nos implantes. Observou-se heterogeneidade na definição dos desfechos, bem como nos critérios de exposição aos antidepressivos, incluindo ausência de padronização quanto à dose, duração do uso e tempo de exposição em relação ao procedimento cirúrgico.

Os achados sugerem uma tendência de associação entre o uso de antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, e aumento do risco de falha de implantes dentários. Entretanto, a evidência disponível é heterogênea e baseada predominantemente em estudos observacionais retrospectivos, com limitações metodológicas relevantes.

(Apoio: Bolsa UNISA)
PNc0400 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Preparo e conhecimento de cirurgiões-dentistas no manejo de emergências médicas no consultório odontológico
Ludmila Isabela Simões Fortes, Paulo Mateus Pereira Sousa, Yan Gabriel Borges Nascimento, Josilanny Araujo de Souza Alencar, Bruno Bueno-Silva, Francisco Carlos Groppo, Camila Batista da Silva de Araujo Candido
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Trata-se de um estudo observacional transversal, de abordagem quantitativa, com objetivo de avaliar o conhecimento de cirurgiões-dentistas (CDs) no manejo de emergências médicas em consultórios odontológicos, por meio da aplicação de questionário a CDs brasileiros durante o Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP) e por coleta online (bola de neve). 411 profissionais majoritariamente (p=0.0009) formados em instituições privadas (65,4%), com idade média de 31,4 anos. O conhecimento sobre emergências médicas foi teórico para 36% e teórico/prático em 38% dos casos. Embora 54,7% não tenham presenciado emergências (p<0.0001), a síncope (33,3%) e a hipoglicemia (17,5%) foram os eventos mais relatados. Observou-se maior confiança no diagnóstico de convulsões (64%) e síncope (57,4%), enquanto infarto do miocárdio (12,4%) e choque anafilático (14,6%), apresentaram baixa segurança (p<0,0001). Aferições básicas de sinais vitais são realizados, mas a minoria (p<0.0001) se mostrou capaz de realizar injeção intramuscular (32.4%), ressuscitação cardiopulmonar (29.2%), administrar oxigênio (20.9%) e fazer injeção endovenosa (14.6%). A lidocaína sozinha (59,6%) ou combinada (18,5%) tem sido utilizada, 75,9% alegaram fazer aspiração, 56,7% desinfetam o tubete e 61,6% planejam a quantidade anestésica. 38% dos CDs afirmam que não tiveram intercorrências, mas parestesia (32,6%), hematoma (32,6%), edema (32,6%), trismo (24,6%), alergia (17%), paralisia do nervo facial (9%) e sobredosagem (4,4%) foram relatados.

Há evidencias falhas no manejo de emergências potencialmente fatais, com impacto direto na segurança do paciente e necessidade de fortalecimento do treinamento na formação e educação continuada.

(Apoio: CAPES  N° 88887.202125/2025-00)
PNc0401 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação de Lesões Cariosas em Esmalte e Dentina por OCT e TMR em Modelo de Biofilme Microcosmo: Um Estudo Comparativo
Rafaela Ricci Kim, Aline Silva Braga, Tobias Meissner, Gabriela Pellizon Floret, Monique Malta Francese, Ellen Schulz-kornas, Marcella Esteves Oliveira, Ana Carolina Magalhães
Ciência Biológicas UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A cárie dentária, doença crônica mais prevalente, é impulsionada pela desmineralização mediada por biofilme. Embora a Microrradiografia Transversal (TMR) seja o padrão-ouro para quantificar perda mineral, seu caráter destrutivo é limitante. A Tomografia por Coerência Óptica de Domínio Espectral (SD-OCT) surge como alternativa não invasiva, permitindo avaliação tridimensional das lesões. Este estudo comparou OCT e TMR em um modelo de biofilme microcosmo, e a influência do tempo de biofilme (3, 5 e 7 dias) nas respostas dos métodos ao efeito da clorexidina. Espécimes de esmalte e dentina bovinos (n=80) foram expostos ao inóculo salivar e, a partir do segundo dia, tratados diariamente com CHX ou PBS, recebendo saliva artificial de McBain com sacarose (5% CO2 e 37ºC). A profundidade de lesão foi mensurada por OCT e TMR. Aplicaram-se ANOVA/Tukey e métodos de concordância (Bland-Altman, Passing-Bablok, Pearson e Spearman). PBS apresentou maior profundidade de lesão em todos os tempos tanto no esmalte (LD: 102-146 µm) quanto na dentina (LD: 124-211 µm) em comparação ao CHX (esmalte LD: 65-94 µm; dentina LD: 98-144 µm). A concordância entre OCT e TMR mostrou-se baixa. O viés médio foi de +0,29 µm no esmalte e -28,94 µm na dentina, indicando diferenças sistemáticas. A regressão Passing Bablok confirmou divergência proporcional: no esmalte, intercepto -57,15 µm e inclinação 1,708 (r = 0,113; p = 0,034); na dentina, intercepto -428,8 µm e inclinação 3,805 (r = 0,094; p = 0,10).

Conclui-se que clorexidina apresentou efeito anti-cárie em todos os períodos em relação ao PBS. As técnicas OCT e TMR devem ser consideradas métodos complementares, não substitutivos.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/05183-0  |  FAPESP  N° 2024/20716-5)
PNc0402 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito de hidrogéis experimentais contendo CaneStat e vitamina E em biofilme microcosmo: análise microbiológica in vitro
Simone Mitie Sunemi, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Livia Araujo Alves, Cristiane de Almeida Baldini Cardoso
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial do hidrogel contendo associação de nanopartículas lipídicas, vitamina E e proteína recombinante (CaneStat) em proteger contra a cárie dentária utilizando modelo in vitro de biofilme microcosmo. Para isso, foram utilizados 33 blocos de esmalte bovino (4x4 mm) distribuídos aleatoriamente em 11 grupos: placebo, clorexidina 0,12% (controle positivo), gel fluoretado neutro 2% (controle positivo), hidrogéis com CaneStat (0,025 e 0,05 mg/mL), vitamina E (1% e 10%) e associações. As amostras foram expostas ao inóculo de saliva humana-glicerol e saliva McBain e cultivadas por cinco dias (37°C em 10% CO₂) em meio McBain suplementado com sacarose 0,2% para formação do biofilme microcosmo. Os tratamentos foram aplicados na superfície de esmalte apenas no primeiro dia (4min). Ao final, o biofilme formado foi removido para realizar a contagem de Unidades Formadoras de Colônias (UFC) para microrganismos totais, estreptococos totais e do grupo mutans em meios seletivos. Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e Dunn (p<0,05). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para nenhuma das contagens microbiológicas. Nas condições avaliadas, os hidrogéis contendo CaneStat e/ou vitamina E não foram capazes de reduzir significativamente a carga microbiana quando comparados ao placebo e controles positivos.

Esses achados sugerem que ajustes de formulação, concentração dos ativos ou protocolo de aplicação devem ser investigados para potencializar o desempenho antimicrobiano desses biomateriais. Descritores: Biofilme microcosmo; Cárie dentária; CaneStat.

PNc0403 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do Lactiplantibacillus plantarum 6.2 sobre fatores relacionados à virulência de biofilmes fúngico-bacterianos
Maria Heloísa de Souza Borges Grisi, Maria Júlia Gomes Menezes, Lívia Helena Ataide Dos Santos, Kauanne Fonseca de Lima, Wallace Felipe Blohem Pessoa, Leopoldina de Fátima Dantas de Almeida
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se o efeito do L. plantarum 6.2 como estratégia preventiva e terapêutica em biofilmes duo-espécies de Candida albicans (SC5314) e Streptococcus mutans (UA159), na presença de plasma sanguíneo, formados sobre discos de resina acrílica termopolimerizável. Inicialmente, os espécimes foram submetidos à formação de película salivar (1h),com saliva ou saliva suplementada com 5% de plasma sanguíneo. Os biofilmes foram desenvolvidos em meio TYE acrescido de 2% de sacarose, suplementado com 10% de saliva e 1% de plasma, de acordo com os grupos pressupostos (n=12/grupo). No ensaio preventivo, o L. plantarum foi inserido no tempo zero, concomitantemente ao inóculo microbiano; no ensaio terapêutico, o probiótico foi aplicado após 24 horas de maturação do biofilme. Os biofilmes foram incubados por 24h (preventivo) e 48h (terapêutico), a 37°C em microaerofilia.O metabolismo celular foi avaliado pelo ensaio de MTT e a dosagem de polissacarídeos solúveis (PECs) e insolúveis (PECis) foi realizada pelo método fenol-sulfúrico. Os dados foram analisados pelo teste de ANOVA e pós-teste de Tukey (α=5%). Observou-se que o L. plantarum não interferiu no metabolismo celular dos biofilmes, tanto na abordagem preventiva quanto na terapêutica (p>0,05). Em contrapartida, observou-se aumento significativo na produção de PECs na presença do L. plantarum em ambas as estratégias (p<0,05). Quanto aos PECi, verificou-se redução significativa quando o probiótico foi aplicado de forma preventiva (p<0,05), não sendo observada diferença estatística na abordagem terapêutica (p>0,05).

O Lactiplantibacillus plantarum 6.2 modulou os biofilmes de Candida albicans e Streptococcus mutans, interferindo na organização da matriz extracelular dos biofilmes.

(Apoio: CNPq - INCT  N° 406840/2022-9  |  CAPES  N° 001)



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