9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNb0284 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Pós-processamento de restaurações definitivas impressas em 3D: revisão sistemática
Christiano Gonçalves da Rocha, Caio Marques Martins, Silvio Mecca Junior, Francisco Fernando Massola Filho, Enrico Coser Bridi, Geraldo Alberto Pinheiro de Carvalho
ODONTOLOGIA FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho é uma revisão sistemática e teve como objetivo analisar a influência do pós-processamento nas propriedades de restaurações definitivas impressas em 3D. A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS, Capes Periódicos e Google Acadêmico, seguindo o protocolo PRISMA. Ao todo foram identificados 100 estudos, dos quais 28 atenderam aos critérios de seleção e inclusão. Os dados mostraram algumas variáveis no processo de pós processamento, como tipo e tempo de lavagem, temperatura da solução e protocolo de fotopolimerização secundária influenciando diretamente a resistência flexural, a dureza superficial, o grau de conversão, a estabilidade dimensional, a adaptação marginal e a biocompatibilidade das resinas compostas. Protocolos de pós-cura com maior tempo de exposição á luz UV tenderam a melhorar propriedades mecânicas e físico-químicas, enquanto a exposição excessiva à luz UV pode causar distorções geométricas, ficando dessa forma uma lacuna para dúvidas na quantidade de tempo ideal para ser definido um protocolo padronizado. Embora a impressão 3D apresente vantagens como personalização, agilidade e boa adaptação marginal, ainda há grande heterogeneidade metodológica entre os estudos, o que limita a padronização clínica.

Conclui-se que o sucesso das restaurações definitivas impressas em 3D depende de protocolos de pós-processamento rigorosos e padronizados, além da ampliação de evidências clínicas de longo prazo.

PNb0285 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Bruxismo em Vigília em Praticantes de E-sports: Fatores Psicológicos, Comportamentais e Salivares
Isabella Christina Costa Quadras, Juliana Stuginski Barbosa, Daniel Hatschbach Glir, Roberto Ramos Garanhani, Joao Armando Brancher, Evelise Machado de Souza, Eduarda Fagherazzi, Elisa Souza Camargo
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Praticantes de e-sports são expostos a longos períodos em frente às telas e altas demandas cognitivo-motoras, o que pode influenciar comportamentos orais em vigília. Este estudo transversal avaliou características demográficas, psicológicas, salivares, comportamentais relacionadas ao jogo e clínicas de 93 gamers, além da associação com a frequência de bruxismo em vigília. Os participantes responderam a um questionário estruturado e o bruxismo em vigília foi avaliado pela Lista de Verificação de Comportamentos Orais (OBC). Ansiedade (GAD-7) e Nomofobia (NMP-Q-BR) também foram avaliados por autorrelato. Foram analisados sinais clínicos e parâmetros salivares por fluxo estimulado. Diferenças entres grupos (baixa, moderada e alta frequência de bruxismo em vigília) foram avaliadas por testes bivariados e regressão logística ordinal. Os valores médios de pH variaram de 7,55 ± 0,69 no grupo bruxismo em vigília baixo a 7,82 ± 0,44 no grupo bruxismo em vigília alto. Quanto à capacidade tampão salivar, observou-se predominância da categoria baixa (pH<4,0) na amostra total. Não houve diferença entre os grupos para ansiedade, amilase salivar, fluxo salivar e sinais clínicos (p>0,05). Os escores de nomofobia aumentaram progressivamente com a frequência de bruxismo em vigília, com associação positiva também com ansiedade (p<0,001). Na análise multivariada, a nomofobia manteve associação independente com a frequência de bruxismo em vigília (p < 0,001).

A nomofobia emergiu como fator associado ao aumento da frequência de bruxismo em vigília em gamers, destacando o papel de fatores psicocomportamentais nessa população.

(Apoio: CAPES)
PNb0286 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência da posição da cabeça na relação maxilomandibular durante o registro oclusal por escaneamento intraoral
Raphael Dos Santos Alves Martins Veiga, Mariana Caires Sobral de Aguiar, Jonas Capelli Júnior, Felipe de Assis Ribeiro Carvalho
Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O escaneamento intraoral demanda uma flexibilidade do operador para que seja obtido de maneira adequada, incluindo o registro maxilo-mandibular em máxima intercuspidação habitual (MIH). Este trabalho objetivou avaliar se há diferença na MIH registrada a partir de modelos virtuais dos participantes submetidos a escaneamento intraoral em duas posições distintas durante o registro de mordida: decúbito dorsal e sentado (90º). Vinte participantes foram escaneados utilizando o Itero Element 5D®️ (Align Technology, San José, Califórnia, EUA) (16 mulheres e 4 homens), com uma média de idade de 23,1 anos. Os modelos digitais foram importados para o programa Geomagic Qualify 2013 (3D Systems®️, Rock Hill, Carolina do Sul, EUA), onde foram feitas as análises quantitativas das alterações da MIH. O modelo da maxila foi escolhido para criação de um sistema de coordenadas pois é a arcada fixa à base do crânio. Nos modelos inferiores foram selecionados três pontos de referência iguais, cujas diferenças nos três planos do espaço foram apresentadas em milímetros, com o intuito de demonstrar as mudanças de localização da mandíbula obtidas entre os dois registros realizados. O teste de Shapiro-Wilk (p<0,05) revelou um padrão de distribuição não normal. O teste de Wilcoxon foi usado para comparação dos dados (p<0,05).

Não foram encontradas diferenças significativas para a localização da mandíbula em nenhum dos três eixos do espaço quando comparados os registros oclusais obtidos nas posições deitado ou sentado, em MIH, para o estudo. Portanto, não há evidência clínica de superioridade de uma técnica em relação a outra, permitindo-se assim maior liberdade ergonômica ao operador que realiza a captura da imagem.

PNb0287 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Parametrização Visando Usabilidade de Resinas para Base de Próteses Impressas em 3D: Protocolos de Limpeza Pré-Polimerização UV
Robert Wilson da Silva Tostes, João Victor Cunha Cordeiro, Bruna Egumi Nagay, Elidiane Cipriano Rangel, Valentim Adelino Ricardo Barão, Marcelo Ferraz Mesquita, Guilherme Almeida Borges
Prótese Dentaria e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Protocolos de limpeza pré-polimerização de materiais impressos em 3D incluem etapas de lavagem com tempos e métodos variáveis, podendo influenciar o desempenho como base de prótese total. Este estudo avaliou a influência de dois métodos de lavagem (banho ultrassônico e agitação magnética) e tempos em álcool isopropílico (1, 5, 15, 30 e 60 minutos) nas propriedades de uma resina impressa em 3D (Prizma Biodenture - Marketech). Discos e barras foram confeccionados conforme a norma ISO 20795-1. Os dados foram analisados por ANOVA de duas vias e correlação de Pearson (α=.05). Tempos de lavagem mais longos (30 e 60 minutos) aumentaram a rugosidade superficial (r=0,70-0,81; P<.001). A resistência à flexão e a microdureza diminuíram significativamente com o aumento do tempo (P<.01). Os parâmetros de cor a* e b* reduziram, enquanto L* aumentou (P<.001). Sorção e solubilidade aumentaram progressivamente com o tempo (P<.001). O grau de conversão não foi influenciado (P>.05). Maior solubilidade foi observada no banho ultrassônico em tempos prolongados.

A duração da lavagem apresentou maior influência que o método, sendo que tempos prolongados aumentam a rugosidade superficial, a sorção e a solubilidade, além de reduzirem as propriedades mecânicas da resina.

(Apoio: CAPES  N° 88887.957291/2024-00)
PNb0289 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da resistência à tração de coroas 3D impressas cimentadas com diferentes agentes cimentantes: estudo in vitro
Marcelo Silva de Sousa, Rodrigo Diniz Gomes, Gustavo Raime Santos, Bruno Daniel Nader Marcos, Bruno Costa, Roberto Chaib Stegun, Alessandra Pucci Mantelli Galhardo, Marcio Katsuyoshi Mukai
Prótese Dental UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a adaptação marginal e a resistência à tração de coroas impressas em resina 3D fotopolimerizável (VarseoSmile® Crown, Bego®). Uma coroa de primeiro molar foi projetada em software Exocad e 90 coroas foram impressas em impressora 3D (Mars 4 Ultra, Elegoo®), sendo distribuídas em seis grupos conforme o cimento utilizado - óxido de zinco (CZ), resinoso U200 (U200) e Super-Bond (SB) - com (CJ) e sem (SJ) tratamento de superfície por jateamento com óxido de alumínio. As amostras foram escaneadas com scanner intraoral para análise tridimensional da adaptação marginal por arquivos STL. Em seguida, as coroas foram cimentadas em pilar universal, submetidas à termociclagem e reescaneadas para avaliação do assentamento. A resistência à tração foi mensurada em máquina universal de ensaios (Instron® 5565). Os resultados indicaram que o tipo de cimento e o tratamento de superfície influenciaram significativamente ambos os desfechos (p < 0,05). Na adaptação marginal, os grupos com jateamento (CZ-CJ e SB-CJ) apresentaram menores discrepâncias em relação ao grupo CZ-SJ. Para a resistência à tração, o cimento Super-Bond destacou-se, com valores superiores após jateamento e diferença significativa em relação aos demais. Conclui-se que o tratamento de superfície melhora a adaptação marginal e potencializa a resistência à tração, especialmente quando associado ao cimento Super-Bond.

Conclui-se que o tratamento de superfície melhora a adaptação marginal e potencializa a resistência à tração, especialmente quando associado ao cimento Super-Bond.

PNb0290 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Propriedades físicas das resinas 3D comercializadas para uso definitivo
Ana Carolina Cabral de Medeiros, Larissa Valette Dos Santos, William Cunha Brandt, Ranulfo Benedito de Paula Miranda, Flávia Gonçalves
UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As resinas de impressão 3D apresentam um avanço na prática odontológica a compreensão de suas propriedades físico-químicas é fundamental para correta indicação. O objetivo deste estudo foi comparar duas resinas impressas em 3D de uso definitivo: Voxelprint (VP) e priZma Bio Crown (BC) com uma resina composta convencional, Filtek Z350 XT (Z350), quanto a sorção, solubilidade, resistência a flexão (RF) e microdureza Knoop (KHN). Espécimes de VP e BC foram impressos, lavados e submetidos a pós-cura por 20 (20′) ou 30 (30′) min. Espécimes Z350 foram confeccionados em moldes de silicone e fotoativados por 20s. RF (n=10) foi mensurada por ensaio de flexão em três-pontos. KHN (n=5) foi mensurada em microdurômetro. Sorção e solubilidade foram obtidas pela pesagem dos espécimes após armazenamento em água e dessecação das amostras (n=5). Dados foram submetidos a análise de Kruskal-Wallis e Student-Newman-Keuls (RF, α=0,05) e ANOVA de fator único e teste de Tukey (KHN, sorção e solubilidade, α=0,05). Os materiais Z350 e VP 20′ e VP 30′ min apresentaram RF estatisticamente iguais entre si e superior à BC 20' e BC 30'. VP, em ambas as condições de pós cura, apresentou KHN superior a resina composta Z350 e a BC, em ambas as condições de pós-cura. A maior sorção foi observada na BC, independentemente do tempo de pós-cura, enquanto a menor ocorreu para a VP 20′; A solubilidade foi significativamente maior na Z350 em comparação aos materiais de impressão 3D, que não diferiram entre si. VP apresentou desempenho superior ou similar à Z350 em todas as propriedades avaliadas, enquanto BC exibiu sorção elevada e comportamento mecânico inferior.

Conclui-se que VP é alternativa promissora à resina composta convencional, enquanto BC mostra limitações para uso definitivo.

(Apoio: CNPq)
PNb0291 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Estudo transversal Avaliando Bruxismo do sono, em vigília e DTM em Praticantes de Esportes e Exercícios Físicos
Maria José Souza Schües, Cintia Baena Elchin, Henrique da Graça Pinto, Paulo Roberto Vieira Martins, Bruno Mezencio Leal Resende, Marina Favrin , Lucas Thomazotti Berard, Neide Pena Coto
Cirugia, Prótese e Traumato Maxilo Faci UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A diferença entre Bruxismo do sono, vigília e DTM se faz necessária para diagnóstico correto, pois as condições representam sintomas diferentes, sendo a DTM mais complexa. A dor no Bruxismo é transitória, já na DTM não. Quando o bruxismo se mantem, poderá ser um fator contribuinte para uma DTM, identificar corretamente o bruxismo, do sono ou em vigília precocemente diminui o risco de desenvolvimento de uma DTM muscular, articular ou mista. Estudo conduzido através de questionário, onde 243 participantes avaliados, onde variações em esportes e exercícios físicos foram encontrados, foi possível identificar cada condição. Os resultados mostram ser possível identificar as 3 condições propostas pelo estudo. No bruxismo do sono, 26,3% dos participantes (n = 64) relataram apertar ou ranger os dentes entre 4 e 7 noites por semana, enquanto 13,6% (n = 33) o fazem de 1 a 3 noites por semana e 16,9% (n = 41) de 1 a 3 noites por mês. Por outro lado, 20,6% (n = 50) referiram não apresentar o hábito, e 21,8% (n = 53) não souberam informar. O bruxismo em vigília mostrou-se mais frequente, com 38,3% (n = 93) relatando ocorrência "um pouco do tempo" e 19,3% (n = 47) "algum tempo". Em se tratando de DTM, a maioria dos participantes não apresentou dor na mandíbula ou região temporal (62,1%; n = 151), enquanto 33,3% (n = 81) relataram dor intermitente e 4,5% (n = 11) dor constante. Entre os fatores que influenciaram a dor, mastigar alimentos duros foi o mais frequentemente citado (28,8%; n = 70), seguido por hábitos parafuncionais (32,5%; n = 79), outras atividades mandibulares (29,6%; n = 72) e movimentos de abertura ou lateralidade da mandíbula (22,6%; n = 55).

É possível usando um protocolo de perguntas baseado em questionários validados, identificar bruxismo do sono, em vigília e DTM.

PNb0292 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Proposta de um Modelo In Vitro para Avaliação da Adaptação Marginal em Próteses Totais Implantossuportadas
João Victor Cunha Cordeiro, Thaís Barbin, Letícia Del Rio Silva, Daniele Valente Velôso, Anna Gabriella Camacho Presotto, Valentim Adelino Ricardo Barão, Guilherme Almeida Borges, Marcelo Ferraz Mesquita
Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A adaptação marginal de infraestruturas implantossuportadas é fundamental para reduzir tensões no complexo prótese-implante e minimizar complicações mecânicas e biológicas. Este estudo avaliou uma nova técnica sem parafuso para análise da adaptação marginal de infraestruturas implantossuportadas de arco total, comparando-a ao teste convencional (teste de Sheffield ou teste do parafuso único). Quatro implantes e intermediários foram instalados em maxilas prototipadas. Infraestruturas de arco total foram confeccionadas em zircônia e cobalto-cromo por CAD/CAM subtrativo. A adaptação marginal foi avaliada pelo teste do parafuso único, grupo controle, e pela técnica sem parafuso, grupo experimental (n=5 por grupo). Na técnica sem parafuso, a infraestrutura foi posicionada sobre a maxila e fixada aos intermediários com resina acrílica pó-líquido de baixa contração, aplicada na região mesial dos quatro intermediários. Ambas as técnicas foram repetidas três vezes, utilizando-se a média final. Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores e Tukey, com α=5%. A técnica de avaliação influenciou significativamente os valores de desadaptação para ambos os materiais (P<0,001). Menores valores de desadaptação marginal, em média e desvio-padrão, foram observados na técnica sem parafuso: zircônia = 34,9 ± 9 µm e cobalto-cromo = 51,9 ± 6,1 µm. No teste do parafuso único, os valores observados foram de 190,3 ± 27,9 µm para a zircônia e 116,8 ± 14,1 µm para o cobalto-cromo. Zircônia e cobalto-cromo diferiram significativamente em ambas as técnicas, sem parafuso (P=0,008) e parafuso único (P=0,001).

A técnica sem parafuso demonstrou ser adequada para avaliar a desadaptação marginal de infraestruturas implantossuportadas de arco total.

(Apoio: CAPES  N° 88887.147282/2025-00)
PNb0293 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Eficiência mastigatória e qualidade de próteses totais impressas e convencionais: ensaio clínico cruzado - resultados preliminares
Vinicius Sabedra, Beatriz de Camargo Poker, Mariane Gonçalves, Valdir Antônio Muglia, Júlio César Souza da Matta, Adriana Barbosa Ribeiro, Claudia Helena Lovato da Silva
Materiais dentários e prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico aleatorizado, controlado e cruzado investigou se próteses totais removíveis confeccionadas por manufatura aditiva apresentam eficiência mastigatória (EM) e qualidade de prótese (QP) comparáveis às produzidas pelo método convencional. Catorze indivíduos edêntulos totais foram aleatorizados para uso sequencial de próteses convencionais (PTC) e impressas (PT3D). A EM foi avaliada pela capacidade de homogeneização de cores de goma de mascar, com mensuração objetiva por espectrofotometria. A QP (retenção, suporte, estabilidade e oclusão), foi avaliada por dois examinadores calibrados e cegos (kappa = 0,519). As mensurações foram realizadas com a prótese antiga (baseline), imediatamente após a instalação e após 15 dias de uso. Os dados foram analisados por modelos lineares mistos, com ajuste de Bonferroni, sendo a sequência de uso incluída como efeito fixo para controle de efeito residual (p<0,05). Para EM, não houve efeito significativo do tempo (p=0,065), do tipo de prótese (p>0,05) ou da interação tempo*prótese (p=0,918), e não foi observado efeito de sequência (p=0,217). Comparações pareadas confirmaram ausência de diferenças entre PTC e PT3D em todos os momentos (p>0,05). Para QP, houve efeito significativo do tempo (p<0,001), com escores superiores para ambas as próteses em relação ao baseline (p≤0,001), sem diferença entre os tipos ou entre os tempos pós-instalação (p>0,05).

Conclui-se que próteses totais impressas apresentam desempenho funcional e qualidade clínica comparáveis às convencionais, sem melhora adicional da eficiência mastigatória no curto prazo, sendo ambas superiores às próteses previamente utilizadas.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/138826  |  CAPES  N° 88887.170872/2025-00)
PNb0294 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Modulação inibitória descendente ao longo das repetições em mulheres com DTM muscular crônica e comorbidades dolorosas
Henrique Portolese Sversutti Cesar, Maria Emilia Servin Berden, Rafaela Stocker Salbego, Leonardo Rigoldi Bonjardim, Paulo César Rodrigues Conti
Prótese e Periodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar de amplamente utilizado, o teste de modulação condicionada da dor (CPM) apresenta alta variabilidade e resultados inconsistentes entre populações clínicas e controles, limitando sua aplicação como marcador fisiológico confiável. Este estudo transversal observacional teve como objetivo comparar os valores de CPM ao longo de 3 repetições, em regiões trigeminal (T) e extratrigeminal (ET), em mulheres assintomáticas, com DTM muscular crônica e com comorbidades dolorosas. Como objetivo secundário, investigou-se quais variáveis poderiam predizer o CPM. Foram avaliadas 128 mulheres distribuídas em 4 grupos (n=32): assintomáticas, DTM muscular crônica, com comorbidades trigeminais e com comorbidades extratrigeminais. O CPM foi avaliado pelo limiar de dor à pressão (LDP) como estímulo teste e pela imersão da mão contralateral em água fria como estímulo condicionante, em três repetições consecutivas, nas regiões T (masseter) e ET (tenar). Modelos lineares mistos demonstraram efeito significativo de grupo (F(3,123)=6,376; p<0,001) e região anatômica (F(1,620)=14,438; p<0,001), mas não de repetições (F(2,620)=0,456; p=0,634). No segundo modelo, apenas a região anatômica permaneceu associada ao CPM (F=13,93; p<0,001). Mulheres com comorbidades dolorosas apresentaram pior modulação da dor, sem diferença entre repetições, mas com diferença entre regiões, sendo a região T mais preservada do que a ET.

O CPM deve ser utilizado como medida complementar e não de forma isolada, na avaliação clínica. Mais estudos são necessários para padronizar os protocolos, reduzir a variabilidade e ampliar sua aplicabilidade clínica.




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