9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNb0248 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Percepção do ClinCheck® por ortodontistas brasileiros: um estudo transversal
Erika Bohrer Cassio, Thamyres Magalhaes Monteiro, Luana Talarico Leal Vieira Dacome, Carolina Kaminski Sanz, Flavio Alves
UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a percepção de ortodontistas brasileiros sobre o planejamento digital do tratamento ortodôntico com alinhadores utilizando o software ClinCheck®. Pesquisa online realizada com ortodontistas brasileiros que utilizam o software ClinCheck® em sua prática clínica. Este estudo observacional transversal incluiu ortodontistas brasileiros que utilizam o ClinCheck® em sua prática clínica. Um questionário estruturado foi aplicado a 151 especialistas, abordando aspectos relacionados à formação, experiência clínica, envolvimento no planejamento digital e percepção da previsibilidade do software. Os dados foram analisados descritivamente. A maioria dos participantes tinha 10 anos de experiência (70,9%). Embora 74,2% tivessem formação adicional em terapia com alinhadores, a participação em programas de mentoria (51%) e o uso da aba "Educação" da plataforma (10,6%) permaneceram limitados. A maioria relatou envolvimento ativo na etapa de planejamento com o ClinCheck® (92,1%) e considerou-o essencial para o sucesso do tratamento (94,5%). Em relação à previsibilidade do software, 51,5% o classificaram como "bom" e 22,4% como "muito bom". Nenhum dos profissionais relatou estar totalmente satisfeito com a configuração inicial do plano ClinCheck®, sendo que 83,4% necessitaram de 2 a 5 ajustes antes da aprovação final. Quanto à proficiência nas ferramentas 3D do software, 48,3% dos profissionais se consideraram totalmente competentes e 30,5% parcialmente competentes.

Os ortodontistas brasileiros relataram um alto nível de engajamento no planejamento digital e reconheceram sua relevância clínica. A percepção positiva da previsibilidade do software corrobora sua aplicabilidade na prática ortodôntica.

PNb0249 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Comparação das alterações dentárias entre os expansores Williams e Schwarz na dentadura mista: um estudo clínico randomizado
Gabriela Neves de Castro, Beatriz Quevedo, Ivan de Souza Silva, Daniela Garib, Felicia Miranda
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Comparar os efeitos dentários de dois expansores dentoalveolares mandibulares: o fixo de Williams (WL) e o removível de Schwarz (SZ), em crianças na dentadura mista. Este ensaio clínico randomizado, incluiu 32 pacientes com idade entre 7 e 11 anos, com má oclusão de Classe I, atresia maxilar e mandibular e apinhamento moderado dos incisivos inferiores. A amostra foi randomizada em dois grupos: 16 tratados com expansores Hyrax e WL; e 16 tratados com expansores Hyrax e SZ. Foi realizada randomização em blocos, e o estudo foi conduzido em modelo simples-cego. Modelos digitais foram obtidos antes e após o tratamento. A avaliação das alterações dentárias foi realizada pelo Software open source 3D Slicer. As comparações inter e intragrupos foram realizadas utilizando testes t independentes, Mann-Whitney e Qui-quadrado (P < 0,05). A amostra final incluiu 16 pacientes no grupo WL (7 do sexo feminino, 9 do sexo masculino; idade média de 8,7 anos) e 16 no grupo SZ (9 do sexo feminino, 7 do sexo masculino; idade média de 9,1 anos), com características iniciais comparáveis. O expansor WL promoveu maiores aumentos transversais, no perímetro do arco, overjet e overbite do que o expansor SZ. A colaboração dos pacientes foi significativamente menor no grupo SZ, com maiores intercorrências durante o tratamento.

O expansor mandibular fixo apresentou maior previsibilidade clínica, menos intercorrências e maiores valores totais de expansão quando comparado ao expansor removível.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/07520-7)
PNb0250 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Perfil e engajamento de postagens sobre alimentação infantojuvenil em mídias sociais digitais
Thaliny Vitória Diniz Reis, Jefferson Silva Sousa Leal, Ivana Meyer Prado, Júnia Maria Cheib Serra-negra, Sheyla Márcia Auad
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal analisou o conteúdo e engajamento de postagens sobre alimentação de crianças e adolescentes nas plataformas Instagram®️ e TikTok®️. Por utilizar vídeos já publicados e de acesso público, dispensou-se aprovação por comitê de ética. A amostra foi composta pelas 120 primeiras postagens exibidas como mais relevantes em cada plataforma, a partir das hashtags #AlimentacaoInfantil, #Provandodoces e #Nutricaoinfantil, totalizando 240 vídeos. Foram coletadas informações sobre a fonte de upload do conteúdo, presença de jovens nos vídeos, conteúdo nutricional, uso de referências para postagem e aspectos linguísticos utilizados, e calculado o Engajamento Total da Amostra (ETA). Foram realizadas análises descritivas e bivariadas (p<0,05). Profissionais de saúde responderam pela minoria de fontes de upload (37,9%), assim como postagens com conteúdo nutricional positivo (39,6%). Maiores escores de engajamento foram observados em postagens veiculadas no TikTok®️ (p<0,001) e/ou realizadas por não profissionais de saúde (p<0,001). Vídeos do TikTok®️ foram, em média, mais longos que os do Instagram®️, e vídeos mais longos tiveram maior engajamento (p<0,001). A hashtag #Provandodoces apresentou vídeos com maior duração quando comparada às demais hashtags (p<0,001). A presença de crianças/adolescentes nas publicações foi menos prevalente no TikTok®️ do que no Instagram®️ (p=0,008).

Conclui-se que publicações com conteúdo nutricional positivo e/ou produzidas por profissionais de saúde foram menos prevalentes e apresentaram menor engajamento, especialmente no TikTok®️, que apresentou vídeos mais longos.

(Apoio: CAPES)
PNb0251 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Cárie dentária em postagens sobre amamentação no Instagram: uma análise infodemiológica
Tamires de Sá Menezes, Olivia Santana Jorge, Bruna de Paula Nogueira, Matheus Lotto , Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, Thiago Cruvinel
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou analisar como a cárie dentária é abordada em postagens do Instagram sobre amamentação. Foram inicialmente recuperadas 83.527 postagens em inglês sobre amamentação no Instagram por meio da Meta Content Library, considerando um período retrospectivo de 12 meses. Em seguida, aplicou-se um pipeline computacional, baseado em aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural, para caracterização automatizada do corpus textual. Após pré-processamento dos dados, foram identificadas 151 publicações sobre cárie dentária no contexto da amamentação. A análise incluiu modelagem de tópicos para identificação de padrões temáticos, análise de sentimento para avaliação da polaridade emocional das publicações e métricas de engajamento para examinar a interação dos usuários com os conteúdos. A modelagem revelou 10 tópicos relacionados à cárie dentária no contexto da amamentação, marcadamente associados à relação entre aleitamento e higiene oral (n=57). A polaridade emocional variou entre os tópicos, com sentimentos positivos mais frequentes em conteúdos sobre saúde materna (83%), gravidez e família (70%) e produtos de saúde bucal (67%), enquanto sentimentos negativos predominaram em publicações sobre desmame e problemas gengivais (100%), cuidados infantis (88%) e uso de chupeta e sono (64%). A análise de engajamento indicou distribuição heterogênea das postagens sobre cárie dentária, com predomínio de baixo a moderado nível de interação.

A relação entre amamentação e cárie dentária apresentou baixa penetração nas postagens analisadas. Quando presente, concentrou-se em narrativas sobre aleitamento e higiene oral, com polaridade emocional variável e engajamento heterogêneo.

(Apoio: CAPES  N° 88887.173725/2025-00)
PNb0252 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

O CONHECIMENTO DOS PAIS E RESPONSÁVEIS SOBRE DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO, BRUXISMO E DESGASTE DENTÁRIA EROSIVO
Ana Caroline da Silva Moraes, Letícia Costa Silva, Maria Eduarda Braga Oliveira, Sheyla Márcia Auad, Mariane Carolina Faria Barbosa, Cristiane Meira Assunção
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O bruxismo e a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) são condições que podem estar associadas ao desgaste dentário erosivo, e juntos podem agravar os danos à saúde bucal das crianças, representado pela presença de ácido na cavidade bucal e no desgaste dentário. Assim, o objetivo do estudo foi conhecer o perfil das famílias atendidas nas clínicas de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais e o nível de conhecimento dos pais e responsáveis sobre essas condições. Neste estudo transversal, foram aplicados questionários online com perguntas sobre a criança, sua família e questões sobre os temas estudados, com amostras distintas conforme a adesão, e os dados foram analisados descritivamente. No questionário socioeconômico (n=96) predominaram mães (74%) e participantes autodeclarados pardos (45,8%), com renda de até 3 salários-mínimos (40,6%). Na avaliação da relação entre bruxismo e DRGE (n=55), a maioria dos responsáveis identificou o bruxismo como ranger de dentes no sono (96,4%) e a DRGE como retorno do ácido gástrico ao esôfago (65,5%); contudo, 89,1% desconheciam a possível associação entre as condições, atribuindo-às principalmente à ansiedade (76,4%) e ao estresse (69,1%). Na associação entre DRGE e desgaste dentário erosivo (n=51), 78,4% dos responsáveis desconheciam essa relação; as principais causas apontadas para o esta condição foram ingestão de bebidas ácidas (66,7%) e o uso de medicações (52,9%). Quanto à alimentação, 88,2% das crianças consumiam frutas cítricas, e 86,3% ingeriam bebidas ácidas.

Há certa desinformação sobre a DRGE, bruxismo e desgaste dentário erosivo, indicando a necessidade de orientação e campanhas educativas mais abrangentes a esses temas.

(Apoio: FAPEMIG)
PNb0253 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Diferenças na eficiência e no padrão mastigatório em crianças com HMI unilateral, cárie unilateral e controles: estudo transversal
Maria Vitoria Paz Roeder, Lana Cardoso-Silva, Bianca Caroline Gomes, Jeferson Paiva, Alexandra Mussolino de Queiroz, Francisco Wanderley Garcia de Paula-silva, Fabrício Kitazono de Carvalho
Departamento de Clinica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivo de comparar a eficiência mastigatória, o padrão mastigatório e o impacto na qualidade de vida de crianças com Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) unilateral, lesões cariosas unilaterais e crianças do grupo controle. Estudo transversal com 120 crianças (8-14 anos), distribuídas em três grupos pareados por idade e sexo: controle, HMI unilateral e cárie unilateral. A eficiência mastigatória foi avaliada pelo teste de goma bicolor (20 ciclos por lado), com análise no software ImageJ. O padrão mastigatório e o lado preferencial foram determinados por protocolo observacional em sete ciclos. A qualidade de vida relacionada à saúde bucal foi mensurada pelos questionários CPQ 8-10 e CPQ 11-14. As análises incluíram ANOVA, qui-quadrado e Kruskal-Wallis, com comparações múltiplas (5%). A eficiência mastigatória apresentou diferença significativa apenas no lado acometido (p < 0,001), com desempenho inferior nos grupos HMI unilateral e cárie unilateral em comparação ao grupo controle, sem diferença entre esses dois grupos. O padrão mastigatório também diferiu entre os grupos (p < 0,001): a mastigação bilateral ocorreu em 71,7% (grupo controle), 30,0% (HMI unilateral) e 16,7% (cárie unilateral). O desvio mastigatório foi semelhante entre HMI unilateral e cárie unilateral (63,3%). Os escores de qualidade de vida foram piores nos grupos HMI unilateral (11,7) e cárie unilateral (10,3) em comparação ao grupo controle (7,77) (p < 0,001).

HMI unilateral e cárie unilateral comprometeram de forma semelhante o desempenho mastigatório, com menor eficiência no lado acometido e maior frequência de mastigação unilateral e desvio contralateral, além de associação com pior qualidade de vida, diferindo dos padrões do grupo controle.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA))
PNb0254 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

IMPACTO DO USO DE TELAS NA PERCEPÇÃO ESTÉTICA E NA QUALIDADE DE VIDA DE ADOLESCENTES
Rosilene Andrea Machado, Isabela Alex Kloss, Thais Nogueira Gava, Susiane Queiroz Bastos, Tayla Granemann Jede, Gil Guilherme Gasparello, Vinícius Obal, Orlando Motohiro Tanaka
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso intensivo de telas tem sido associado a alterações na percepção de imagem e no bem-estar de adolescentes, podendo impactar a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB). Este estudo avaliou a associação entre comportamento digital, percepção estética orofacial e QVRSB em adolescentes. Trata-se de um estudo observacional transversal conduzido na clínica odontológica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, envolvendo indivíduos de 11 a 14 anos. A QVRSB, a percepção estética e o comportamento digital foram avaliados por instrumentos validados, incluindo medidas de uso de redes sociais e dependência de smartphone. Resultados iniciais indicam que maior exposição a telas está associada a pior percepção estética e maior impacto negativo na QVRSB.

O comportamento digital pode influenciar desfechos subjetivos em odontologia, destacando a relevância de fatores psicossociais na avaliação e no planejamento do tratamento em adolescentes.

PNb0255 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Acurácia do método de sobreposição de modelos digitais de pacientes adultos tratados com extrações de quatro pré molares
Beatriz Salomão Porto Alegre Rosa, José Augusto Mendes Miguel, Flavia Artese, Felipe de Assis Ribeiro Carvalho
Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A sobreposição de modelos digitais tridimensionais é um método livre de radiação que tem se consolidado como uma alternativa aos métodos tradicionais baseados em exames de imagem para a avaliação do movimento dentário em Ortodontia. As diretrizes de radioproteção atuais mostram a importância da validação desse tipo de abordagem, permitindo análises acuradas sem expor o paciente à radiação ionizante. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a acurácia do método de sobreposição de modelos digitais em pacientes tratados ortodonticamente com extrações de quatro pré-molares, utilizando como referência rugas palatinas para o arco superior e oclusão para o arco inferior, em comparação ao método padrão baseado em Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC). Esse é um estudo de método, de caráter retrospectivo, composto por 14 pacientes que apresentaram como documentação ortodôntica TCFCs do início e final do tratamento e modelos digitais dos mesmos tempos. A comparação entre os métodos foi realizada por meio do teste t pareado. Como resultados, os deslocamentos dentários obtidos pelos dois métodos apresentaram magnitudes semelhantes, com diferenças médias iguais ou inferiores a 1 mm em todos os eixos avaliados. A análise de Bland-Altman para os eixos x, y e z, separadamente para os arcos superior e inferior mostrou boa concordância, e a reprodutibilidade intra-avaliador demonstrou excelente precisão (ICC=0,99) em 50% da amostra após duas semanas.

O método de sobreposição de modelos digitais baseado em rugas palatinas para o arco superior e a oclusão para o arco inferior apresentou boa concordância com o método padrão baseado em TCFC e alta precisão, sugerindo o seu uso como uma alternativa sem radiação quando a TCFC não é indicada.

(Apoio: CAPES  N° 88887965876202400)
PNb0256 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Uso de chupeta em recém-nascidos, amamentação e rede de apoio no puerpério: estudo piloto transversal
Karina de Castro Bernardino, Talita de Jesus Rodrigues Pereira, Ana Clara Carvalho Bonfim, Danielly Cunha Araújo Ferreira, Alessandra Maia de Castro, Fabíola Galbiatti de Carvalho
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A rede de apoio às puérperas constitui parte fundamental ao suporte físico e emocional, e a oferta de chupeta ao bebê pode surgir como alternativa para acalmá-lo. O objetivo deste estudo piloto foi investigar, por meio de instrumento de pesquisa, informações sobre uso da chupeta em recém-nascidos, amamentação e rede de apoio às puérperas. A amostra foi de conveniência, composta por 217 puérperas atendidas no Ambulatório de Avaliação Multiprofissional da Amamentação e do Freio lingual em bebês do Hospital Odontológico (FOUFU) e do Banco de Leite Humano (EBSERH-UFU). O instrumento de pesquisa foi um questionário validado por dez odontopediatras e dez puérperas, constituído por 30 questões sobre dados familiares, sucção nutritiva, rede de apoio e uso da chupeta. Após aprovação do Comitê de Ética e assinatura do Termo Consentimento Livre e Esclarecido, as participantes responderam ao questionário, antes ou depois do atendimento. Os dados foram analisados descritivamente, e os principais resultados encontrados foram que dentre as 217 participantes, 57% relataram amamentação exclusivamente no peito, e 66% relataram dificuldades na amamentação, sendo a principal, pega incorreta (23%). Quanto à rede de apoio, 84% das mães receberam auxílio, sendo o principal apoiador o companheiro (71%), e 84% relataram satisfação com esse suporte. Em relação ao uso da chupeta, 37% dos bebês a utilizavam, e 55% não faziam uso.

Conclui-se que a maioria dos recém-nascidos foram amamentados apenas no peito e que a maioria das puérperas possuíram alguma dificuldade para amamentar. A principal rede de apoio relatada foi o companheiro, e a maioria dos bebês não faziam uso de chupeta. As principais razões de oferta da chupeta foram quando o bebê estava irritado e chorando.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 40684/2022-9)
PNb0257 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

HIPOMINERALIZAÇÃO MOLAR INCISIVO TRATADA COM MICROABRASÃO E INFILTRANTE RESINOSO: RELATO DE CASO CLÍNICO
Maria Beatriz Carvalho Ribeiro de Oliveira, Luana Rivelli Fenandes, Manuela Antunes Ortega, Ana Paula Rocha Carvalho Bernardes de Andrade, Ana Flávia Bissoto Calvo, José Carlos Pettorossi Imparato
Odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hipomineralização molar-incisivo (HMI) é um defeito qualitativo do esmalte que acomete primeiros molares permanentes, frequentemente associado aos incisivos, com prevalência crescente e etiologia ainda incerta. Clinicamente, apresenta opacidades demarcadas, variando de branco a marrom-amarelado. O manejo visa prevenir complicações, controlar a hipersensibilidade e melhorar a estética. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de HMI no dente 11 em paciente do sexo feminino, 11 anos, tratada por meio de microabrasão associada à infiltração resinosa. Os resultados foram satisfatórios, evidenciando que abordagens conservadoras são eficazes na promoção de conforto e estética. Ressalta-se a importância da atualização profissional para aplicação de terapias seguras e baseadas em evidências. Palavras-chave: Hipomineralização molar incisivo; Microabrasão dentária; Infiltrante resinoso.

Conclui-se que o caso clínico apresentou resultados satisfatórios, demonstrando que abordagens conservadoras são eficazes na promoção de conforto, satisfação e preservação da estrutura dental. Destaca-se a importância da atualização constante dos cirurgiões-dentistas quanto aos protocolos e intervenções atuais, visando um tratamento individualizado e seguro. Observa-se, ainda, o aumento da prevalência de defeitos de esmalte na prática clínica, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce e preciso pelo odontopediatra para adequada escolha terapêutica e melhores desfechos clínicos.




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