9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 188 Resumo encontrados. Mostrando de 111 a 120


PNb0316 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Obesidade modula os níveis de beta-defensinas no fluido gengival antes e após tratamento periodontal: estudo clínico prospectivo
Amanda Gonçalves Franco, Lorena Silva Gutierrez, Fernando Afonso de Oliveira, Rosemary Adriana C. Marcantonio, Fábio Renato Manzolli Leite, Daniela Leal Zandim-Barcelos
Pós-graduação UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar o impacto da obesidade e do tratamento periodontal não-cirúrgico (TPNC) sobre os níveis das beta-defensinas (HBDs) 1, 2 e 3 no fluido gengival (FG) de pacientes com periodontite. 44 pacientes com periodontite estágio III ou IV, sendo 22 obesos (IMC>30kg/m2) e 22 não obesos, foram incluídos. Após avaliação clínica periodontal, foi realizada coleta de FG de 2 sítios saudáveis e 2 sítios com sinais clínicos de periodontite. Em seguida, o TPNC foi realizado por meio raspagem e alisamento radicular. Um mês após término do tratamento, foram realizadas novas coletas de FG e reavaliação dos parâmetros clínicos. A quantificação das HBDs foi feita pela técnica ELISA sanduíche. Os resultados mostraram que o TPNC foi eficaz em ambos os grupos, porém a magnitude da melhora clínica foi menor nos obesos. A obesidade teve impacto significativo na modulação das HBDs apenas nos sítios com periodontite. Indivíduos obesos apresentaram níveis basais consideravelmente mais elevados de HBD3 (p<0,001) e níveis reduzidos de HBD2 (p=0,001) em relação aos não obesos. A análise de interação tempo x obesidade indicou uma redução significativa da resposta ao tratamento nos obesos em relação aos não obesos para as HBDs avaliadas. Os indivíduos não obesos apresentaram elevação consistente nos níveis HBD1 e 2 após TPNC, enquanto os obesos tiveram uma discreta redução nos níveis HBD1 e mantiveram estáveis níveis HBD2. Ambos os grupos apresentaram aumento níveis HBD3 após TPNC, porém o incremento foi marcadamente superior nos não obesos.

Esses achados sugerem que a alteração dos níveis das HBDs no FG provocada pela obesidade pode constituir mais um mecanismo associado a maior suscetibilidade e severidade da doença periodontal nestes indivíduos.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/17215-4)
PNb0317 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Associação de periodontite e câncer de cabeça e pescoço. Estudo caso-controle
Juliana Casemiro Ferreira Silva, Rodrigo Dutra Norberto de Oliveira, Raquel Richelieu Lima de Andrade Pontes, Ricardo Guimarães Fischer
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite é uma doença inflamatória crônica associada à destruição dos tecidos de suporte dental e a repercussões sistêmicas. Há evidências de que a inflamação crônica e a disbiose microbiana periodontal podem contribuir para a carcinogênese, incluindo o câncer de cabeça e pescoço (CCP). Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a associação entre periodontite e câncer de cabeça e pescoço. Este estudo observacional, de caso-controle, comparou pacientes com CCP e indivíduos sem câncer, comparados por idade e sexo, avaliando parâmetros clínicos periodontais e variáveis sociodemográficas, comportamentais e médicas. Foram avaliados 57 indivíduos, sendo 34 no grupo caso e 23 no grupo controle. A média de idade foi de 56,5 (+ 12,3) anos no grupo caso e 50,8 (+ 18) anos no controle. O tabagismo foi mais prevalente no grupo caso (68%) do que no controle (32%) (p<0,05). O consumo de álcool também apresentou diferença estatística entre os grupos (p<0,05). No grupo caso, as localizações tumorais mais frequentes foram laringe (26%) e amígdala (21%). O carcinoma de células escamosas (CCE) foi o diagnóstico histopatológico predominante, representando 82% dos casos. Observou-se maior proporção de periodontite em estágios III/IV no grupo caso (79,4%) em comparação ao grupo controle (56,5%), sem significância estatística (p=0,06). Os resultados do presente estudo indicam que, embora a extensão da periodontite seja semelhante entre pacientes com CCP e sem câncer, a severidade da doença periodontal foi maior no grupo oncológico, sem significância estatística.

Assim, os achados sugerem que a presença do câncer de cabeça e pescoço está associada à periodontite severa, contudo mais estudos precisarão validar as observações aqui descritas.

(Apoio: CAPES)
PNb0318 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Ativação da SIRT1 previne perda óssea e restaura o equilíbrio da resposta inflamatória na periodontite experimental associada ao Diabetes
Isadora Dias Carlos, Iolanda Augusta Fernandes de Matos, Vitória Bonan Costa, Lucas Nogueira Ramos, Angelo Constantino Camilli, Bianca Diaz Paulino de Abreu, Morgana Rodrigues Guimarães Stabili
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar se a ativação farmacológica da sirtuína 1(SIRT1), envolvida na regulação da inflamação e metabolismo, previne inflamação e perda óssea alveolar na periodontite experimental associada ao Diabetes Mellitus. Camundongos foram submetidos à indução de periodontite por aplicação de lipopolissacarídeo (LPS) no palato e de Diabetes Mellitus por dieta hiperlipídica associada à estreptozotocina. Os animais foram distribuídos nos grupos Controle, Periodontite (P), Diabetes Mellitus (DM) e Periodontite associada ao Diabetes (P+DM), tratados ou não com o ativador de SIRT1 SRT1720. A perda óssea alveolar e microarquitetura foram avaliadas por microtomografia computadorizada. A organização do colágeno foi analisada por Picrosirius Red. Mediadores inflamatórios em tecido gengival foram avaliados por RT-qPCR e ELISA multiplex. Parâmetros sistêmicos e glicêmicos foram monitorados. O grupo P+DM apresentou maior perda óssea alveolar e desorganização do colágeno em comparação às condições isoladas. O tratamento preveniu essas alterações, preservando microarquitetura óssea e organização do colágeno em níveis semelhantes ao Controle. Além disso, o grupo P+DM apresentou aumento de IL-6 e TNF e supressão da resposta anti-inflamatória associada à IL-10, enquanto a intervenção restaurou o equilíbrio inflamatório. Sistemicamente, o tratamento atenuou a esteatose hepática e preveniu perda de peso, sem efeito sobre a hiperglicemia.

SRT1720 exerce efeito protetor na periodontite experimental, reduzindo perda óssea alveolar e restaurando o equilíbrio inflamatório em condições isoladas ou associadas ao Diabetes, independentemente do controle glicêmico.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPESP  N° Apoio: capes processo 001 e fapesp (2024/18782-0))
PNb0319 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Membrana de quitosana associada ao chá verde na prevenção da osteonecrose dos maxilares em alvéolo pós-exodontia de ratas ovariectomizadas
Gabriela Carrara Simionato, Luiz Guilherme Fiorin, Otávio Augusto Pacheco Vitória, Ester Oliveira Santos, Ruan Henrique Delmonica Barra, Gabrielli Lopes Batturi, Clara Valério Chung, Juliano Milanezi de Almeida
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o reparo alveolar, considerando a porcentagem de tecido ósseo não vital (PONV) e o fechamento da ferida supra-alveolar, investigando os efeitos de membranas de quitosana pura (MQt) e enriquecida com chá verde (Camellia sinensis) (MQtCV) em alvéolos pós-exodontia de ratas Wistar com fatores de risco locais associados, como terapia preventiva à ONM. Foram utilizados 90 animais distribuídos em nove grupos experimentais, que foram submetidos à cirurgia de ovariectomia bilateral (OVX) ou simulação (SHAM), no dia -60; à periodontite induzida por ligadura (LIP) no primeiro molar inferior esquerdo, no dia -1; ao tratamento sistêmico, via intraperitoneal a cada 3 dias, com zoledronato (ZOL, 100 µg/kg) ou solução salina (SS, 0,9%), iniciando no dia 0; à exodontia e subsequente tratamento de alvéolo do primeiro molar inferior esquerdo, mantido em coágulo (CG), MQt ou MQtCV, no dia 21; e à eutanásia, no dia 49. As amostras coletadas foram submetidas às análises clínica, histopatológica, histométrica, histoquímica por Picrosirius Red (PSR), e microtomografia computadorizada, com análise estatística (p<0,05). Na presença de ZOL, houve atraso no fechamento da ferida supra-alveolar, aumento do volume ósseo (BV/TV), maior PONV e intenso infiltrado inflamatório, compatíveis com ONM. As membranas promoveram uma melhora parcial do reparo alveolar, com destaque para o grupo OVX-ZOL-MQtCV, indicando efeito discreto na modulação dos danos induzidos pelo ZOL.

Conclui-se que o uso de MQt e MQtCV, como terapia preventiva, promoveu efeitos discretos no reparo alveolar em ratas ovariectomizadas, não sendo suficiente, entretanto, para impedir a formação de tecido ósseo não vital associada à ONM.

(Apoio: CNPq  N° 133362/2025-6  |  CAPES  N° 88887.958475/2024-00)
PNb0320 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito antimicrobiano de produtos à base de canabinoides no biofilme periodontal
Felícia Priscila Pozzetti de Carvalho, Janaina de Cássia Orlandi Sardi, Luciene Cristina de Figueiredo, Aline Paim de Abreu Paulo Gomes, José Augusto Rodrigues
UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os fitocanabinoides, canabidiol (CBD) e o canabigerol (CBG), têm propriedades anti-inflamatórias, citoprotetoras, antimicrobianas e osteoprotetoras relevantes para o contexto periodontal. Avaliar a atividade antimicrobiana de produtos à base de canabinoides (spray e enxaguante) contra biofilme monoespécie de C. albicans ATCC 10231 e P. gingivalis ATCC 33277, e multiespécie (C. a lbicans + P. gingivalis), comparando sua eficácia com clorexidina 0,12% e cloreto de cetilpiridínio 0,075% (CPC). Biofilmes foram cultivados em placas de 96 poços com pinos durante 72 horas e submetidos a protocolo de tratamento de 4 dias, com exposição de 1 minuto, duas vezes ao dia. A viabilidade celular foi avaliada por contagem de unidades formadoras de colônia (UFC/mL) após diluição seriada 1:10 e plaqueamento em meios específicos. A atividade metabólica foi determinada por ensaio colorimétrico. No biofilme monoespécie de C. albicans, o spray e o enxaguante promoveram redução significativa da viabilidade em relação ao controle, enquanto clorexidina e CPC apresentaram a maior eficácia (p<0,05). No biofilme monoespécie de P. gingivalis, o spray demonstrou atividade antibacteriana significativa, porém o enxaguante não diferiu do controle. No biofilme multiespécie, o spray reduziu significativamente a viabilidade de ambos os microrganismos, enquanto o enxaguante apresentou eficácia limitada. A clorexidina e o CPC foram os agentes mais eficazes em todos os modelos biofilmes multiespécies.

Os produtos à base de canabinoides apresentam atividade antimicrobiana contra biofilmes orais, com o spray demonstrando eficácia intermediária. A clorexidina e o CPC permanecem como os agentes mais eficazes para o controle desses biofilmes.

PNb0321 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

IMPACTO DA AUTOPERCEPÇÃO NA QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL APÓS TRATAMENTO PERIODONTAL ASSOCIADO À ENTREVISTA MOTIVACIONAL
Natália Missau Roggia, Karen Finger Tatsch, Gabriela Barbieri Ortigara, Jaíne Cocco Uliana, Fernando Lopes Kloeckner, Nathália Rocha da Silva, Karla Zanini Kantorski, Carlos Heitor Cunha Moreira
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar se o tratamento periodontal convencional (TPC), com ou sem a adição de Entrevista Motivacional (EM), altera a percepção de melhora da qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB), avaliada através da diferença minimamente importante (DMI), e se essa percepção está associada a desfechos clínicos e autorrelatados em pacientes com periodontite. Inicialmente os participantes foram randomizados em dois grupos, TPC+EM ou TPC. QVRSB foi mensurada através do questionário OHIP-14, e a autopercepção de melhora na QVRSB foi avaliada utilizando a DMI, estimada em 4.3 pontos no escore do OHIP-14 pela combinação dos métodos âncora e de distribuição. Índice de Placa (IP), Índice Gengival (IG) e Sangramento à Sondagem foram avaliados no baseline, após 15, 30 e 60 dias. Os resultados indicaram que pacientes percebendo uma melhora (redução de ≥4.3 na QVRSB) apresentaram pior autopercepção de saúde bucal e geral no baseline, observaram sangramento gengival e relataram menor uso de fio dental. Também apresentaram maior diferença média nas variáveis clínicas, sendo IP p<0.05. No grupo DMI≥4.3, aqueles que receberam EM apresentaram piores desfechos clínicos para o IP durante o acompanhamento e para IG no baseline e aos 60 dias.

Assim, a adição da EM para o grupo DMI≥4.3 pode ter aumentado a autoconscientização em relação à saúde bucal, mesmo não tendo resultado em melhores resultados no IP e IG comparados ao grupo DMI <4.3. Portanto, pacientes que inicialmente perceberam uma DMI na QVRSB relataram pior autopercepção de saúde. Além disso, a EM pode ter ampliado a conscientização sobre saúde bucal, favorecendo autoavaliações mais críticas e maior percepção das melhoras nos parâmetros clínicos resultantes do tratamento.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0322 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Responsividade da versão brasileira do Dentine Hypersensitivity Experience Questionnaire (DHEQ-15) - Ensaio clínico randomizado
Jefferson Aguiar Santos, Aline Moreira Cunha Monteiro, Isaac Portes Leão, Lara Camila Andrade, Yure Gonçalves Gusmão, José Cristiano Ramos Glória , Patricia Furtado Gonçalves, Dhelfeson Willya Douglas-de-Oliveira
UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi validar a responsividade da versão brasileira do DHEQ-15. Participantes adultos com hipersensibilidade dentinária (HD) em mais de um dente foram incluídos. Eles foram randomizados em dois grupos: Gluma® ou placebo (solução salina), com a alocação oculta até o momento da intervenção. O agente dessensibilizante foi aplicado de acordo com as recomendações do fabricante, e o placebo seguiu o mesmo protocolo de aplicação. Todos os participantes preencheram o DHEQ-15 no início do estudo e 30 dias após o tratamento. A HD foi avaliada por testes táteis e evaporativos antes do tratamento e 30 dias após o tratamento. As propriedades psicométricas e a responsividade da versão brasileira do DHEQ-15 foram verificadas utilizando o alfa de Cronbach, o CCI, a correlação de Spearman, o teste de Wilcoxon, o tamanho do efeito (d de Cohen), a MID e a mudança na pontuação. O nível de significância foi definido em p<0,05. A amostra consistiu em 147 (77,8%) mulheres e 42 (22,2%) homens, com idade média de 31 anos. Houve uma redução significativa nos níveis de DH (p<0,001) e nos domínios do DHEQ-15 (p<0,001) após o tratamento com Gluma. No grupo placebo, não houve diferença significativa no nível de dor (p>0,05) ou na pontuação do DHEQ-15 (p>0,05). O α geral foi de 0,905. O tamanho do efeito variou de 0,568 a 1,043 no grupo Gluma e foi inferior a 0,296 no grupo controle. A MID para a pontuação total do DHEQ-15 foi de 11,23.

A versão brasileira do DHEQ-15 mostrou-se válida e responsiva às mudanças na DH após o tratamento.

(Apoio: CNPq  N° 444029/2023 )
PNb0323 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

AVALIAÇÃO DA AMBIVALÊNCIA DURANTE O TRATAMENTO PERIODONTAL
Nathália Rocha da Silva, Karen Finger Tatsch, Gabriela Barbieri Ortigara, Jaíne Cocco Uliana, Fernando Lopes Kloeckner, Thomaz Verardo Lopes, Karla Zanini Kantorski, Carlos Heitor Cunha Moreira
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Pacientes com periodontite podem apresentar diferentes níveis de ambivalência frente à mudança de comportamento, relacionados aos hábitos de higiene bucal e a fatores de risco como o tabagismo. Este estudo avaliou o efeito da ambivalência nas alterações clínicas e de autopercepção em saúde, além de investigar se a Entrevista Motivacional (EM), associada ao Tratamento Periodontal Convencional (TPC), auxilia na sua resolução. Trata-se de um ensaio clínico randomizado com 72 indivíduos distribuídos em dois grupos: TPC associado à EM e TPC. A ambivalência foi avaliada pela régua de importância. Índice de Placa, Índice Gengival e Sangramento à Sondagem foram mensurados no baseline, 15, 30 e 60 dias. Ambos os grupos apresentaram melhora clínica. Pacientes não ambivalentes que receberam EM apresentaram maior redução no Índice Gengival aos 30 dias. Pacientes ambivalentes submetidos a mais sessões de EM apresentaram melhora adicional, com redução do índice gengival. Não houve diferença na autopercepção de saúde, exceto maior autoconfiança em pacientes não ambivalentes. A EM associada ao TPC mostrou potencial para melhorar comportamentos de higiene bucal, especialmente quando adaptada ao perfil do paciente.

A associação da Entrevista Motivacional ao tratamento periodontal mostra potencial para melhorar comportamentos de higiene bucal e desfechos clínicos, especialmente quando adaptada ao perfil comportamental. Pacientes com menor autoconfiança apresentam maior benefício com intervenções personalizadas. A identificação da ambivalência permite condutas mais direcionadas, favorecendo adesão, engajamento e mudanças sustentáveis. Estudos adicionais são necessários para avaliar efeitos a longo prazo.

(Apoio: CAPES)
PNb0324 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Fumarato de dimetila atenua a progressão e favorece o reparo da periodontite experimental em ratos associado à modulação da via Nrf2
Lucas Nogueira Ramos, Vitória Bonan Costa, Mariely Araújo de Godoi, Angelo Constantino Camilli, Bruna Carolina da Silva, Isabela Rinaldi Gomes Nogueira, Morgana Rodrigues Guimarães Stabili
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou os efeitos do fumarato de dimetila (DMF), um ativador de Nrf2, na progressão e no reparo da periodontite induzida por ligadura em ratos. No modelo de progressão, investigou-se adicionalmente a modulação da via Nrf2 por meio do uso do inibidor ML385. Assim, os animais foram distribuídos em grupos controle e com periodontite, tratados com DMF (50, 100 ou 150 mg/kg), associado ou não ao ML385 (15 mg/kg), por 10 dias. No modelo de reparo, após remoção da ligadura, o DMF foi administrado por 5 ou 15 dias (50, 100 ou 150 mg/kg). A arquitetura óssea foi avaliada por micro-CT. As análises histológicas incluíram estereometria do infiltrado inflamatório e de vasos, quantificação de osteoclastos (TRAP) e osteoblastos, e avaliação do colágeno birrefringente (picrosirius). A expressão de Nrf2 foi avaliada por imuno-histoquímica. As análises moleculares incluíram TNF-α e IL-10 (ELISA), Il-10, Sod1 e catalase (RT-qPCR), além de MDA plasmático (TBARS). No modelo de progressão, o DMF preveniu a perda óssea, reduziu osteoclastos, infiltrado inflamatório e níveis de MDA e TNF-α, além de aumentar a expressão de catalase, efeitos revertidos pelo ML385. No modelo de reparo, o DMF promoveu aumento do volume ósseo, aumento de osteoblastos, maior densidade e organização do colágeno, aumento da vascularização e modulação da expressão de Il-10 e Sod1.

Os achados indicam que o DMF atenua a progressão e favorecer o reparo periodontal, sugerindo a via Nrf2 como alvo terapêutico na periodontite.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0325 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Casos incomuns de C-MIP e barreiras na classificação dessa doença em estudos clínicos no Brasil
Bruna Dos Reis Vieira, Mabelle de Freitas Monteiro, Cássia Fernandes Araujo, Emanuel da Silva Rovai, Manuela Maria Viana Miguel, Luciana Macchion Shaddox, Camila Schmidt Stolf, Luciana Saraiva
Estomatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite grau C é a nomenclatura de classificação atualmente utilizada para descrever formas agressivas de periodontite, tanto localizadas quanto generalizadas, sendo que as formas localizadas apresentam um padrão típico que afeta primeiros molares e incisivos (C-MIP). Embora muito tenha sido aprendido sobre essa doença, ainda existem lacunas no conhecimento sobre seus fatores etiológicos, e ainda há sobreposição entre as formas localizadas e generalizadas. O objetivo deste estudo é apresentar uma série de casos de C-MIP em indivíduos jovens recrutados como parte de um estudo cooperativo internacional, discutir esses casos à luz da nova classificação, sua possível etiologia e progressão, bem como os métodos de controle de qualidade que estão sendo utilizados.

Até o momento totalizamos 60 participantes no Brasil (10 UNESP, 12 UNICAMP e 38 USP), foram incluídas no atual estudo U01. Processos de controle de qualidade, por meio da validação de dados no REDCap, checklists manuais e controle inicial da qualidade das amostras no centro coordenador de dados, foram testados e executados para cada caso/amostra submetido. As medidas iniciais de controle de qualidade implementadas fornecem uma forma eficaz de triagem dos casos, dos dados e da qualidade das amostras. Algumas amostras foram excluídas devido a baixas concentrações ou erro de inserção de dados. O estabelecimento de medidas de controle de qualidade é fundamental para manter o rigor científico em ensaios clínicos multicêntricos. Recalibrações constantes entre as equipes de estudo são necessárias para garantir a obtenção de dados de alta qualidade. Discussões sobre a classificação adequada das doenças são essenciais para que a ciência avance na direção correta.




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