9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNb0295 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Adaptação marginal/interna e resistência à fratura de coroas em resina impressa após jateamento
Diego Diaz Gamba, Beatriz Almeida Oliveira, Renato Sartori Lardin Sanchez, Rafaella Maria Oliveira Aluvino, Danilo Mendes Bianchi, Claúdia Sanae Akita Shimoide Muraoka, Guilherme Almeida Borges, Emily Vivianne Freitas da Silva
Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar a influência do método de fabricação (impressão ou fresagem) e de protocolos de jateamento com Al2O3 na adaptação marginal/interna e na resistência à fratura de coroas resinosas. Para isso, sessenta coroas (n=10/grupo) em resina impressa (Ceramic Crown) e fresada (Cerasmart) foram distribuídas em três protocolos de condicionamento interno: sem jateamento, 50 µm/0,2 MPa/10 s e 100 µm/0,3 MPa/5 s. A adaptação foi avaliada por sobreposição digital (GOM Inspect) em 10 pontos (MG, C, A, AO, O, O2, AO2, A2, C2, MG2). Após cimentação (Variolink Esthetic), a resistência à fratura foi testada (esfera 5 mm; 1 mm/min). Dados de adaptação foram analisados por Kruskal-Wallis e Mann-Whitney, e resistência à fratura por ANOVA/Tukey (α=5%). Coroas impressas apresentaram maior desadaptação, em MG2 (0,10-0,18 mm) que fresadas (0,02-0,05 mm, p < 0,01). Em A2, valores de 0,10 mm no grupo impresso e 0,05-0,06 mm no fresado (p < 0,05), enquanto em AO2, 0,12 mm para impresso após 100 µm e 0,02-0,03 mm para fresado (p < 0,05). Em O2, fresadas com 100 µm apresentaram ≈0,04 mm versus ≈0,13 mm nas impressas, com diferença de até 0,09 mm. Em C2, impressas variaram de 0,04-0,10 mm e fresadas de 0,04-0,08 mm. A resistência variou de 2243±565 N a 2568±515 N nas coroas impressas e de 2260±554 N a 2382±245 N nas fresadas, sem diferença significativa entre grupos (p>0,05).

O método de fabricação influenciou significativamente a adaptação interna, favorecendo coroas fresadas. O jateamento apresentou efeito dependente do material, granulometria e região, afetando mais as coroas impressas, especialmente em áreas profundas (A2, AO2, C2). A resistência à fratura não foi afetada.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/08917-5)
PNb0296 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação das propriedades mecânicas e distribuição de tensões em resinas híbridas por diferentes técnicas de fabricação
Caroline Estevam Junqueira, Olívia Breda Moss, Brenda Gonçalves de Carvalho, Adriana Cláudia Lapria Faria Queiroz, Renata Cristina Silveira Rodrigues, Ricardo Faria Ribeiro
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar as propriedades mecânicas e a distribuição de tensões em resinas compostas híbridas obtidas por impressão 3D, fresagem e técnica convencional. Foram analisadas quatro resinas: duas impressas (Prizma 3D Bio Crown - PRI; Nanolab 3D - NA), uma fresada (Grandio Disc - GRA) e uma fotopolimerizável (Solidex - SO). Corpos de prova retangulares (25×2×2 mm; n=10) foram submetidos ao ensaio de flexão em três pontos após armazenamento por 24 h em água destilada a 37 °C e após envelhecimento por termociclagem (20.000 ciclos; 5-55 °C). A distribuição de tensões foi avaliada por correlação de imagens digitais (CID) e, após a fratura, os fragmentos foram utilizados para mensuração da microdureza Knoop. Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores e teste de Bonferroni (p<0,05). A resistência à flexão foi influenciada pelo tipo de material e envelhecimento (p<0,001), com maior desempenho para GRA, seguido por PRI, SO e NA, sem diferença entre os dois últimos (p>0,05). O envelhecimento reduziu a resistência em NA, GRA e SO enquanto o grupo PRI não apresentou alteração significativa (p>0,05). A análise por CID evidenciou concentração de tensões na região central das amostras, sobretudo na face inferior, indicando essa área como crítica para o início de falhas. Na microdureza, observou-se redução significativa nos grupos NA e SO (p<0,05), aumento no grupo GRA (p<0,05) e estabilidade no grupo PRI (p>0,05).

Conclui-se que o envelhecimento artificial exerce influência direta nas propriedades mecânicas dos materiais avaliados, e que as resinas obtidas por impressão 3D apresentaram desempenho inferior ao material fresado, o que pode restringir sua aplicação em restaurações definitivas.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0297 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito de materiais e espessuras de placas oclusais na distribuição de tensões em implantes
Daiane Elem Santos da Silva, Lívia Apolito Rissi, Anderson Catelan, Fellippo Ramos Verri, Luy de Abreu Costa, Victor Eduardo de Souza Batista
Dentística UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de diferentes materiais e espessuras de placas estabilizadoras oclusais na distribuição de tensões em próteses unitárias implanto-suportadas parafusadas. Foram desenvolvidos dez modelos tridimensionais representando três implantes de hexágono externo (Ø4,0×7,0mm) em região posterior de maxila, reabilitados com coroas metalocerâmicas parafusadas. As placas foram simuladas em polimetilmetacrilato (PMMA), etileno-acetato de vinila (EVA) e poliéter-éter-cetona (PEEK), nas espessuras de 1, 2 e 3mm, além de um modelo controle sem placa. Aplicou-se carga estática parafuncional de 800N, em direção axial, distribuída em 11 pontos oclusais. As tensões no osso cortical foram analisadas pelo critério de tensão principal máxima, e no implante e parafuso pelo critério de von Mises. Os resultados demonstraram que o uso da placa reduziu as tensões em todas as estruturas avaliadas, independentemente do material. A espessura influenciou significativamente os resultados, sendo 3mm a mais eficiente. Materiais mais rígidos, como PEEK e PMMA, apresentaram melhor desempenho biomecânico.

Conclui-se que placas oclusais, especialmente mais espessas e rígidas, reduzem tensões no sistema implantar

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/06532-6)
PNb0298 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

BRUXISMO EM VIGÍLIA EM USUÁRIOS DA REDE PÚBLICA DE SAÚDE DE CURITIBA/PARANÁ
Jaqueline da Silva Nascimento, Juliana Schaia Rocha, Isabella Christina Costa Quadras, Patricia Kern di Scala Andreis, Orlando Motohiro Tanaka, Paulo Henrique Couto Souza, Sérgio Aparecido Ignácio, Elisa Souza Camargo
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar do aumento dos comportamentos motores orais, há lacuna de dados epidemiológicos sobre a prevalência do bruxismo e fatores associados na população de Curitiba. Esta pesquisa observacional transversal investigou a prevalência de bruxismo em vigília (BV) e sua associação com fatores sociodemográficos e ansiedade, em usuários de unidades de saúde de Curitiba/PR. Questionário estruturado foi aplicado em 384 indivíduos adultos, de ambos os sexos, incluindo o Oral Behaviours Checklist (OBC) para avaliação do BV e o GAD-7 para a ansiedade. Análise estatística foi realizada (p < 0,05%). A prevalência de BV foi de 67,2%, 24,0% tinha BV frequente e os comportamentos mais prevalentes foram o contato dentário leve (53,6%) e o apertamento dentário (50,5%). A maioria dos participantes possuía renda familiar de até R$ 5.000,00 (65,6%), desconhecia os efeitos do BV (71,9%) e nunca recebeu orientação sobre BV (78,9%). Observou-se associação entre a presença de BV e ocupação ativa (p=0,027), menor renda (p=0,023) e ansiedade generalizada (p<0,001).

Indivíduos com ansiedade severa apresentaram maior prevalência (83,8%) e maior frequência de BV (p<0,001). A alta prevalência de BV e sua associação com a ansiedade, e determinantes socioeconômicos, reforçam a necessidade de estratégias integradas na atenção primária, envolvendo saúde bucal e mental, com foco em diagnóstico precoce, educação em saúde e redução das desigualdades sociais.

(Apoio: CAPES)
PNb0299 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Características ópticas de sistemas de escaneamento intraoral sob diferentes condições de iluminação e distâncias de trabalho
Bárbara Inácio de Melo, Guilherme Mendonça Benoni, Paola Bernardes, Carlos José Soares, Rafael Rocha Pacheco, Luís Henrique Araújo Raposo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os sistemas de escaneamento intraoral (IOSs) utilizam tecnologia de emissão ativa de luz para a aquisição de dados. Dados abrangentes sobre a irradiância óptica e as características espectrais de diferentes sistemas disponíveis comercialmente, sob diversas condições de iluminação ambiente e distâncias de trabalho, ainda são escassos. Este estudo objetivou avaliar as características ópticas de IOSs contemporâneos com diferentes tecnologias (Medit i600, Medit i900, TRIOS 3, TRIOS 5, SIRIOS, Virtuo Vivo e Primescan 1) sob duas condições de luz (com e sem luz ambiente) e em quatro distâncias de trabalho (0, 5, 10 e 20 mm). Os sistemas foram analisados quanto à espectros de emissão, irradiância e perfis de feixe luminoso. A composição espectral foi avaliada quantificando a distribuição percentual nas faixas de comprimento de onda, nas regiões ultravioleta A, violeta, azul, verde, amarela, laranja e vermelha. Diferenças significativas foram observadas na irradiância dos IOSs (p < .0001), nas condições de iluminação (p < .0001) e distâncias de trabalho avaliadas (p < .0001). Padrões de emissão distintos foram identificados com base na tecnologia do escâner, iluminação ambiente e configurações de distância. Variações na distribuição do pico espectral e na homogeneidade do perfil do feixe luminoso foram evidentes entre os dispositivos.

Os IOSs avaliados apresentam variações significativas na irradiância, emissão espectral e perfis de feixe luminoso, o que pode impactar a aquisição de imagens e o desempenho clínico em diferentes condições de trabalho. Compreender essas características ópticas é essencial para que clínicos e pesquisadores otimizem a seleção dos IOSs e protocolos de escaneamento.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  N° 421484/2025-0  |  FAPEMIG)
PNb0300 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da oclusão dentária nas tensões e deformações nos ossos da face durante o bruxismo tônico: estudo por elementos finitos
Karolina Kristian Aguilar Seraidarian, Bruno Franco de Oliveira, Bruna Ferreira Lage, Juliano Santos da Côrte, Lorenna de Souza Dores, Jánes Landre Júnior, Paulo Isaias Seraidarian, Rodrigo Villamarim Soares
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O bruxismo tônico sobrecarrega os ossos faciais mesmo em condições de harmonia, porém, quando associado aos desequilíbrios oclusais os danos podem ser agravados. É crucial compreender esse impacto para garantir eficácia aos tratamentos e preservar o aparelho estomatognático. Este estudo avaliou, via Análise de Elementos Finitos, os efeitos da sobrecarga do bruxismo tônico às estruturas maxilomandibulares em diferentes padrões oclusais. A partir de uma tomografia computadorizada de feixes cônicos, desenvolveu-se o modelo tridimensional dos ossos faciais, diferenciando osso cortical e medular, dentes e ligamento periodontal. Foram simuladas as forças musculares por vetores alocados na musculatura mastigatória, reproduzindo o bruxismo tônico. Observaram-se as tensões e deformações ósseas geradas em condição de equilíbrio oclusal e compararam-se a nove padrões de desequilíbrio. Os resultados mostraram grande impacto maxilar, atingindo a cavidade orbitária. Verificou-se maior magnitude na mandíbula, aumentando a largura do arco mandibular em todas simulações. Contatos bilaterais de único tipo elevaram a tensão maxilar, enquanto a variação de contatos entre os lados e a instabilidade anteroposterior ampliaram a deformação nos colos dos côndilos mandibulares. A presença de contato interferente provocou resultados ainda mais severos.

Conclusão: alterações oclusais afetam a distribuição das forças transmitidas aos ossos faciais, impactando a magnitude da tensão e deformação resultantes. O desequilíbrio oclusal exacerba os danos causados às estruturas ósseas faciais, especialmente na ocorrência de contato interferente, o que pode comprometer a homeostase funcional e estrutural do aparelho estomatognático.

(Apoio: FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CAPES  N° 001)
PNb0301 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Inteligência artificial aplicada às coroas unitárias sobre dente: avaliação in vitro do tempo, morfologia, desadaptação e contatos
Marcella Gouvêa Bezerra Trócoli, Luiz Felipe Fernandes Gonçalves, Matheus Harllen Gonçalves Veríssimo, Cristhian Camilo Madrid Troconis, Rania Reda Afifi, Yuri Wanderley Cavalcanti, Ana Larisse Carneiro Pereira, André Ulisses Dantas Batista
Departamento de Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo in vitro foi comparar um fluxo de trabalho de sistema de desenho baseado em inteligência artificial com manual em CAD (Computer-Aided Design) para o planejamento de coroas unitárias sobre dente. Um typodont foi utilizado para o preparo dos dentes 22, 24 e 26 para coroas unitárias. Após o escaneamento digital dos preparos, as coroas unitárias foram desenhadas (n = 20 por dente) utilizando um fluxo de trabalho CAD manual (Exocad DentalCAD) (C-E) ou baseado em inteligência artificial (Medit Link v2.4.4) (E-IA), de acordo com a alocação aleatória dos dentes. O tempo de desenho (segundos), a desadaptação marginal vertical (mm) e a morfologia dental (mm) foram avaliados por análise digital tridimensional (ZEISS INSPECT), e os contatos interproximais e oclusais após a impressão das coroas unitárias e cimentação em modelos articulados (n = 60 por fluxo de trabalho) por critérios pré-definidos. Os dados foram analisados por modelos de efeitos mistos, teste de Kruskal-Wallis e análises descritivas (%). O E-IA reduziu significativamente o tempo de planejamento em relação ao C-E (p < 0,001). Observou-se elevados valores de desadaptação, desvios morfológicos na crista distal das coroas unitárias para incisivo (p = 0,020), sem diferenças nos molares e pré-molares (p > 0,05). E-IA apresentou contatos interproximais clinicamente excelentes e contatos oclusais clinicamente ruins em ambos os fluxos de trabalho (C-E 70% e E-IA 65%).

Conclui-se que E-IA reduziu o tempo de planejamento e apresentou maior proporção de contatos interproximais; no entanto, ainda existem limitações quanto à adaptação marginal e à qualidade dos contatos oclusais de coroas unitárias sobre dente.

(Apoio: FAPs - Fapesq)
PNb0302 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

ESTUDO DAS CARGAS TRANSMITIDAS ÀS ATM GERADAS POR DIFERENTES CENÁRIOS DE CONTATOS OCLUSAIS EM BRUXISMO TÔNICO: ANÁLISE DE ELEMENTOS FINITOS
Rodrigo Souza Capatti, Bruno Franco de Oliveira, Bruna Ferreira Lage, Marcela Silva Barboza Capatti, Karolina Kristian Aguilar Seraidarian, Jánes Landre Júnior, Paulo Isaias Seraidarian
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O bruxismo tônico pode gerar sobrecargas nas articulações temporomandibulares (ATM). Entretanto, a influência de variações nos contatos oclusais sobre a distribuição dessas cargas ainda não está totalmente esclarecida do ponto de vista biomecânico. O objetivo deste estudo foi avaliar, por meio da Análise por Elementos Finitos, os efeitos das cargas geradas pela simulação do bruxismo tônico sobre as ATM, comparando condições de equilíbrio e desequilíbrio oclusal. Foi desenvolvido um modelo tridimensional a partir de tomografia computadorizada de mandíbula e maxila, incluindo osso cortical e medular, disco articular, esmalte, dentina, polpa e ligamento periodontal. O modelo com oclusão equilibrada foi comparado às condições de desequilíbrios e interferência oclusal. As forças musculares foram simuladas por vetores aplicados nos locais anatômicos correspondentes aos músculos masseter, temporal, pterigoideo medial, pterigoideo lateral e digástrico, reproduzindo a intensidade do bruxismo tônico. As simulações demonstraram que o bruxismo tônico gerou tensões relevantes nas articulações temporomandibulares, mesmo em condições de oclusão equilibrada. As condições de ausência de equilíbrio oclusal aumentaram as tensões articulares, enquanto a interferência oclusal intensificou concentrações localizadas de tensão nas estruturas analisadas.

As cargas geradas pelo bruxismo são capazes de produzir tensões significativas nas articulações temporomandibulares. Alterações no equilíbrio oclusal modificam de forma relevante o padrão de distribuição das cargas transmitidas à ATM, resultando em mudanças na magnitude e na localização das tensões articulares.

(Apoio: FAPs - FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CAPES  N° 001)
PNb0303 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Comparação de métodos de escaneamento digital para confecção de próteses totais: análise de acurácia
Nathalia Pereira Censi Stapani, Julia Izel Enes Baganha, Diego Diaz Gamba, Renato Sartori Lardin Sanchez, Giulia Gonçalves Dos Santos, Stefano Pieralli, Camila Ferreira de Souza, Emily Vivianne Freitas da Silva
Prótese Dentária UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo comparou a acurácia de três métodos de escaneamento digital para confecção de próteses totais: Grupo 1 - escaneamento da arcada edêntula superior de manequim odontológico (Pronew) (controle, arquivo mestre); Grupo 2 - escaneamento do molde obtido da moldagem; Grupo 3 - escaneamento do modelo de gesso. Foram obtidos arquivos digitais por três técnicas de escaneamento para os Grupos 2 e 3. A acurácia foi analisada em software específico em relação ao arquivo mestre. Os dados foram submetidos aos testes de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney (α=5%). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os protocolos de escaneamento, tanto para modelo de gesso quanto para molde de silicone de condensação. Entretanto, observaram-se diferenças entre os materiais na crista do rebordo, em todos os protocolos, com valores positivos para o gesso e negativos para o molde. Na sutura médio-palatina, houve diferença entre materiais em um protocolo, com valores positivos para o molde e negativos para o gesso.

O protocolo de escaneamento não influenciou a acurácia dos arquivos digitais, enquanto o tipo de material exerceu maior influência em áreas críticas, especialmente na crista do rebordo. Assim, diferentes trajetórias podem ser utilizadas sem prejuízo da acurácia global, porém a escolha do material deve ser considerada devido a possíveis implicações na adaptação final da prótese total.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/10905-5)
PNb0304 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito de diferentes técnicas de moldagem por fluxo convencional e digital na acurácia de modelos para confecção de prótese sobre implantes
Claúdia Sanae Akita Shimoide Muraoka, Diego Diaz Gamba, Giulia Gonçalves Dos Santos, Renato Sartori Lardin Sanchez, Danilo Mendes Bianchi, Carolina Mayumi Iegami, Guilherme Almeida Borges, Emily Vivianne Freitas da Silva
Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a acurácia de modelos para próteses parciais implanto-suportadas, comparando fluxos convencionais e digitais através de distintas técnicas de moldagem/captura e materiais de modelo de trabalho. Em duas etapas, analisaram-se três técnicas (moldeira aberta, fechada e escaneamento intraoral) e dois materiais (gesso tipo IV e resina impressa). Modelos de trabalho (n = 10) obtidos de um modelo mestre (análogos 1 e 2) foram digitalizados em scanner de bancada inEos X5 (Dentsply Sirona). Os arquivos STL (Standard Tesellation Language) resultantes foram sobrepostos ao modelo mestre no software 3-matic 14.0 (Materialise GmbH) para mensurar distâncias lineares verticais e horizontais, além do desvio angular nos eixos x, y e z. Após testes de normalidade, empregaram-se Kruskal-Wallis com comparações pareadas (Etapa 1) e Mann-Whitney (Etapa 2), considerando p < 0,05. Na Etapa 1, o escaneamento exibiu o menor delta angular (0,12º) no análogo 1, mas registrou os maiores desvios lineares verticais (eixo z): 0,13 mm (oclusal/apical) no análogo 1 e 0,09 mm no análogo 2, superando as moldeiras aberta (0,07 mm) e fechada (0,03 mm). Em suma, o fluxo digital resultou em maior desvio linear vertical e menor desvio angular. Na Etapa 2, o gesso tipo IV mostrou acurácia significativamente superior à resina impressa (p < 0,001), apresentando menores desvios oclusais e apicais no eixo z e delta angular para ambos os análogos.

Conclui-se que a técnica de moldeira fechada, o uso de silicone de condensação ou adição tardio, e o modelo de resina impressa comprometem a acurácia final dos modelos de trabalho.




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