9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PNa0071 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Caracterização do ecossistema hiperglicêmico: redução da glicose salivar em biofilmes microcosmos in vitro
Letícia Gonçalves Reis, Letícia Silva Gonçalves, Nailê Damé-teixeira
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os níveis de glicose salivar acompanham os níveis de glicose sanguínea. Em diabéticos, a hiperglicemia salivar pode influenciar o metabolismo microbiano em biofilmes orais e predispor a doenças como cárie. Portanto, este estudo teve como objetivo avaliar a redução da glicose salivar por microrganismos em biofilmes microcosmos in vitro. Amostras de saliva de dois indivíduos diabéticos e dois normoglicêmicos foram coletadas e agrupadas em um pool de saliva hiperglicêmica (SH) e um pool de saliva normoglicêmica (SN). Os níveis iniciais de glicose (kit Labtest glicose Liquiform, Diagnóstica SA) e pH (MQuant pH, Merck) foram aferidos. Alíquotas de cada pool foram inoculadas em placas Calgary (MBEC Assay Biofilm Inoculator, Innovotech) pré-tratadas com colágeno (Sigma, concentração 100μL/0,32 cm2) para formação de biofilmes. Após 24 horas em 37oC e microaerofilia, a saliva foi removida para nova análise e os biofilmes inoculados em saliva artificial até 48 horas. O pH da saliva e do meio permaneceu estável (pH=7). A glicose inicial foi de 122,81 mg/dL (SH) e 73,19 mg/dL (SN), reduzindo para 95,33±33,1 mg/dL (SH) e 49,01±3,81 mg/dL (SN) em 24 horas. Após 48 horas, os valores residuais foram de 36,37±3,13 mg/dL (SH) e 45,00±22,36 mg/dL (SN) na saliva artificial. Observou-se redução de aproximadamente 20-50% nos níveis de glicose em ambos os grupos, sugerindo possível metabolização microbiana. A variabilidade foi maior no grupo hiperglicêmico.

Ainda não foi possível atribuir a redução da glicose salivar exclusivamente à atividade microbiana, pois não houve alteração do pH do meio. Análises de RT-PCR para análise de gene de internalização de glicose serão realizadas nos biofilmes para confirmação desse achado.

(Apoio: CAPES  N° 88887.007577/2024-00   |  CAPES  N° 006/2025 - Edital interno PPGODT  |  CNPq  N° 408020/2021-0 (CNPq/EBSERH))
PNa0072 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Formação de biofilme e redução microbiana em dentes naturais e réplicas tridimensionais
Leticia Ferrato Pires, João Paulo Ponce da Motta Moreira, Alejandro Enrique Perez Ron, Emmanuel João Nogueira Leal da Silva, Ana Flávia Almeida Barbosa
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O foco do presente estudo foi comparar a formação de biofilme biespécie intrarradicular em dentes naturais e suas réplicas tridimensionais, bem como avaliar a redução microbiana após o preparo dos canais radiculares. Onze incisivos inferiores humanos foram selecionados por microtomografia computadorizada, com base na similaridade quanto à área, volume e anatomia do canal radicular. A partir desses modelos digitais, dez réplicas de cada dente natural foram produzidas em resina fotopolimerizável própria para impressão tridimensional. Os espécimes foram acessados e contaminados com biofilme composto por Enterococcus faecalis e Escherichia coli. Após sete dias de incubação, foi realizada a primeira coleta microbiológica (S1). Em seguida, os canais radiculares foram preparados e uma nova coleta foi realizada (S2). A carga bacteriana foi quantificada pela contagem de unidades formadoras de colônia. Para a análise intragrupo utilizou-se o teste dos postos sinalizados de Wilcoxon. As comparações intergrupo foram feitas pelo teste U de Mann-Whitney (α=5%). Houve redução significativa da carga bacteriana após a instrumentação em ambos os grupos (p<0,05). Porém, dentes naturais apresentaram contagens bacterianas significativamente maiores em S1 e S2 para ambas as espécies (p<0,05). Ademais, as réplicas apresentaram maior percentual de redução microbiana em comparação aos dentes naturais (p<0,05).

As réplicas impressas não reproduzem adequadamente o comportamento microbiológico observado em dentes naturais, devendo sua utilização em estudos microbiológicos endodônticos ser interpretada com cautela.

(Apoio: FAPs - Faperj )
PNa0073 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Associação de microrganismos orais e não orais em biofilme multiespécies sobre dispositivos ortodônticos: estudo in vitro
Aimê Rodrigues Corrêa da Costa, Greziele Barranco Passamani, Diego Romario-Silva, Joana de Freitas Santos, Adryelle do Prado Araújo, Priscila Vieira Galvão
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta pesquisa foi avaliar formação de biofilmes por microrganismos monoespécie da microbiota oral associados a microrganismos não orais em dispositivos ortodônticos. Saliva humana estimulada foi usada para formação da película adquirida nos corpos de prova de alinhador invisível, bráquete convencional e bráquete autoligado, durante 1 h. Posteriormente as amostras foram cobertas por quantidades iguais (500 µL - 108) dos seguintes microrganismos S. mutans UA159 C. albicans MYA 2876, S. aureus ATCC 25923 e P. aeruginosa ATCC 27853, diluídos em meio TSB suplementado com glicose, e encubado por 24 h. Após esse tempo o meio de cultura foi renovado e encubado por mais 24 h. Em seguida, os corpos de prova foram cuidadosamente removidos, banhados 3 vezes em solução NaCl 0,9%, acomodados em 1 mL da mesma solução e levados ao banho de ultrassom. Após uma série de diluições, uma alíquota de cada amostra foi plaqueada em meio específico para cada cepa e incubado para posterior contagem de UFC/mL. A análise estatística foi realizada por ANOVA one-way com pós teste de Tukey (nível de significância de 5%). Valores mais elevados de UFC/mL foram observados para S. aureus e P. aeruginosa em comparação com C. albicans e S. mutans (p < 0,05). Em biofilmes multiespécies, C. albicans apresentou valores mais altos do que S. mutans (p < 0,05). O teor de substância polimérica extracelular foi maior nos braquetes convencionais, intermediário nos braquetes autoligáveis e menor nos alinhadores (p < 0,05).

Os microrganismos orais e não orais permaneceram viáveis em biofilmes sobre dispositivos ortodônticos, os quais podem atuar como substratos para persistência microbiana não oral, reforçando a importância de práticas de higiene e armazenamento adequadas.

PNa0074 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Métodos para extração de DNA de arqueias associadas a humanos: uma revisão sistemática
Camila Pinho E. Souza Coelho, Jéssica Alexandra de Vasques Castro Oliveira, Maria Izabel Souza Moreira, Jéssica Alves de Cena, Aline Belmok, Nailê Damé-teixeira
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Arqueias são procariotos presentes em baixa abundância no microbioma humano, incluindo a cavidade oral. Suas particularidades estruturais podem levar a desafios no processo de extração de DNA com os métodos utilizados para bactérias. O objetivo foi identificar o método de extração de DNA que resulta em maior prevalência de detecção de arqueias em amostras humanas. Esta revisão sistemática metodológica foi assistida por inteligência artificial (IA), utilizada como ferramenta de teste na seleção dos estudos e coleta dos dados, sob supervisão e com decisão final exclusivamente humana. As diretrizes do PRISMA foram seguidas e o protocolo encontra-se publicado (ID: 5mpyjxx). A busca foi realizada em 6 bases de dados e na literatura cinzenta. Foram incluídos estudos que relataram a detecção de arqueias em amostras humanas por meio de sequenciamento metagenômico Shotgun. A seleção dos estudos e coleta de dados foram realizadas por 3 revisores independentes, e os conflitos resolvidos pelo quarto revisor. Foram triados N=4.782 estudos na primeira fase, dos quais N=295 passaram para a leitura de texto completo e N=108 passaram para a extração de dados. N=89 avaliaram o microbioma intestinal e N=8 o microbioma oral. Os kits comerciais mais prevalentes foram PowerSoil/PowerFecal (N=32) e QIAamp DNA Stool (N=22). Os protocolos que atingiram as maiores taxas de detecção, chegando a 100% de positividade em coortes de 585 amostras, foram aqueles que incluíam etapas de bead-beating, combinadas ou não a etapas de lise térmica.

A inclusão da lise física (bead-beating/térmica) parece ser determinante para romper a parede celular das arqueias e evitar a sub-representação desse domínio no sequenciamento metagenômico em amostras humanas.

(Apoio: CAPES  N° 23106.089636/2025- 76  |  CAPES  N° 88887.007574/2024-00  |  FAPs - FAPDF  N° 00193-00001824/2023-45)
PNa0075 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Análise da interação do óleo essencial de Lippia sidoides e clorexidina frente a Streptococcus spp. orais por checkerboard
Lucas Laion da Silva Oliveira, Gabriela Pereira da Silva, Bianca Vitoria Souza de Abreu, Victor Aragão Abreu de Freitas, Livia Araujo Alves
Odontologia UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo analisar a interação entre óleo essencial de Lippia sidoides (OELS) e clorexidina (CHX) frente a cepas de Streptococcus orais. Para isso, foi empregado o ensaio de checkerboard, baseado no teste de sensibilidade por microdiluição em placa de 96 poços, que permite a determinação do Índice de Concentração Inibitória Fracionada (ICIFI), a fim de classificar o tipo de interação (sinérgica ≤ 0,5, aditiva > 0,5 e ≤ 1,0, indiferente > 1,0 e ≤ 4,0 ou antagonista > 4,0). Para a realização do ensaio, foram utilizados os valores de Concentração Inibitória Mínima (CIM) de 8×CIM a 1/8CIM para o OELS e 8×CIM a 1/10 CIM para CHX. Foram utilizadas seis cepas de referência da cavidade oral: Streptococcus mutans (UA159), Streptococcus gordonii (Challis), Streptococcus salivarius (NCTC 8618), Streptococcus sanguinis (SK36), Streptococcus mitis (NCTC 12261) e Streptococcus oralis (ATCC 10557). Os dados de ICIF foram analisados por ANOVA, seguida do pós-teste de Tukey (p < 0,05). Os valores de ICIF para S. mutans (0,34 ± 0,05), S. gordonii (0,5 ± 0,0), S. salivarius (0,31 ± 0,0) e S. sanguinis (0,33 ± 0,04) diferiram significativamente de S. mitis (1,38 ± 0,22) e S. oralis (1,5 ± 0,0). Para as cepas S. mutans, S. gordonii, S. salivarius e S. sanguinis a interação de OELS e CHX mostrou efeito sinérgico (ICIF ≤ 0,5), reduzindo a CIM da CHX de 4 a 32 vezes, enquanto para S. mitis e S. oralis mostrou efeito indiferente (ICIF > 1,0 e ≤ 4,0).

A associação entre OELS e CHX potencializou a atividade antimicrobiana contra Streptococcus spp. orais, reduzindo as concentrações das CIMs e demonstrando efeito predominantemente sinérgico. Assim, menores concentrações dos compostos podem ser utilizadas para formulação de um novo colutório.

(Apoio: CAPES)
PNa0076 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Ação antibacteriana de agentes dessensibilizantes fluoretados frente a Streptococcus mutans
Celso Santos Junior, Gabriela Pereira da Silva, Lucas Laion da Silva Oliveira, Renata Oliveira Guaré, Livia Araujo Alves, Michele Baffi Diniz
Programa de Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar in vitro a atividade antibacteriana de agentes dessensibilizantes fluoretados de uso profissional contra Streptococcus mutans. A cepa S. mutans UA159 foi cultivada em caldo BHI (24h, 10% CO2, 37°C). Foram testados Duraphat® (D), Refix® Booster gel cristalizador (RBC), Refix® Booster gel acelerador (RBA), sistema Refix® Booster com ambos os géis (RB) e ClinproT Clear (CC). A atividade antimicrobiana foi analisada por difusão em ágar, Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM). Na difusão em ágar, discos de papel-filtro esterilizados receberam as formulações na concentração original. Para CIM, em placas de 96 poços, adicionaram-se 200 μL das substâncias a 100 mg/mL, seguidos da diluição seriada (50-0,024 mg/mL) e 100 μL do inóculo bacteriano (A550nm 0,01). Após incubação (24h), a inibição do crescimento bacteriano foi visualizada com resazurina. Para CBM, 10 μL dos poços da CIM e dos três poços acima foram plaqueados em BHI ágar (48h). Os dados foram analisados por ANOVA um fator e Kruskal-Wallis, com comparações múltiplas (α=5%). Os halos foram semelhantes para RBC (30,6 ± 1,38), RBA (30,40 ± 0,95) e RB (28,10 ± 3,35), e diferiram de D (17,10 ± 1,93) e CC (0,98 ± 0,70) (p<0,001). A CIM indicou maior atividade inibitória para D (2,74 ± 0,68), RBC (0,94 ± 0,35), RBA (3,13 ± 0,00) e RB (1,40 ± 0,35), em relação a CC (35,00 ± 13,70) (p<0,001). Na CBM, RBC (2,34 ± 0,90), RBA (7,81 ± 5,42) e RB (3,13 ± 2,21) apresentaram maior atividade bactericida, enquanto D e CC não tiveram esse efeito (p=0,002).

Conclui-se que o sistema Refix® Booster, em seus géis isolados ou associados, apresentou maior atividade antibacteriana contra S. mutans e potencial antimicrobiano adicional ao uso dessensibilizante clínico.

(Apoio: CAPES  N° 88887.197315/2025-00)
PNa0077 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Caracterização e CIM do óleo de Aloysia polystachya sobre células planctônicas de Candida albicans
Isabela Cunha Lopes, Rosemary Matias Coelho, Adilson Beatriz, Ivonete Hoss, Laís Salomão Arias
UNIVERSIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO E DA REGIÃO DO PANTANAL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente trabalho teve como objetivo caracterizar qualitativamente o perfil químico de Aloysia polystachya, por meio de cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM) e avaliar o efeito do óleo extraído da planta Aloysia polystachya sobre células planctônicas de Candida albicans, através do ensaio de determinação da concentração inibitória mínima (CIM). As análises foram realizadas em um sistema de cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM) Shimadzu GCMS-QP2010 Plus. Em placas de 96 poços, suspensões de C. albicans ATCC 10231 em saliva artificial foram expostas a concentrações de A. polystachya. Para o controle negativo foram utilizadas suspensões celulares sem drogas. O resultado da cromatografia evidenciou um perfil químico característico de extratos vegetais ricos em compostos voláteis, com predominância de monoterpenos e sesquiterpenos. Entre os compostos identificados, destacam-se o limoneno e a carvona, ambos monoterpenos amplamente reportados na literatura como constituintes relevantes em espécies do gênero Aloysia. O MIC de Aloysia polystachya foi de 12,5mg/ml para C. albicans. .

Os resultados obtidos demonstram que Aloysia polystachya apresenta um perfil químico característico, com predominância de compostos voláteis bioativos, como monoterpenos, destacando-se o limoneno e a carvona. Além disso, o óleo essencial evidenciou atividade antifúngica frente a Candida albicans, com concentração inibitória mínima de 12,5 mg/mL. Esses achados sugerem o potencial da espécie como fonte promissora de compostos naturais com aplicação antifúngica, embora estudos adicionais sejam necessários para elucidar seus mecanismos de ação, eficácia in vivo e segurança de uso.

(Apoio: CAPES)
PNa0078 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto do consumo preventivo de vinho tinto desalcoolizado no reparo alveolar após a extração de dentes com periodontite apical induzida
Marcos Berti Jacomine, Bharbara de Moura Pereira, Romulo de Oliveira Sales Junior, Maria Antonia Leonardo Pereira Neta, Vitória Valeska Silva Nascimento, Edilson Ervolino, Luciano Tavares Angelo Cintra, João Eduardo Gomes Filho
odontologia preventiva e restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o impacto da periodontite apical (PA) e o consumo preventivo de vinho tinto (VT), vinho tinto desalcoolizado (VTD) e álcool (AL) no reparo alveolar após a extração dentária. Foram utilizados 35 ratos machos Wistar distribuídos em cinco grupos (n=7): Controle Positivo (CP) - extração de dentes saudáveis; Controle Negativo (CN) - extração de dentes com PA; VT - VT + extração de entes com PA; VTD- VTD + extração de dentes com PA; AL - solução alcóolica de 12,5% + extração de dentes com PA. A administração das dietas ocorreu diariamente desde o primeiro dia e foi mantida durante 75 dias via gavagem na dose de 4,28ml/kg de cada solução, os grupos controle receberam água destilada. A PA foi induzida no 15º dia, nos primeiros molares inferiores e superiores de todos os grupos, exceto CP. No 45º dia, os dentes foram extraídos e após 30 dias de reparo (ao final dos 75 dias), os animais foram eutanasiados, e maxilas e mandíbulas foram coletadas para análise microtomográfica, histopatológica, imuno-histoquímica (TRAP, RANKL, OPG, BMP2, BMP7 e OCN) e quantificação de fibras colágenas por coloração de Picrosirius Red. Os dados foram submetidos à análise estatística a 5% de significância. Na análise histológica, CP e VTD apresentaram menor infiltrado inflamatório em tecido conjuntivo e ósseo que AL (p<0,05). CP e VTD mostraram melhor reparação epitelial e conjuntiva que CN, VT e AL (p<0,05). VTD apresentou maior imunomarcação para BMP-2, BMP-7 e OCN, menor para TRAP e RANKL, maiores valores de BS, BV, BV/TV, BS/BV e Tb.Th, menor Tb.Sp e predominância de fibras maduras (p<0,05).

Conclui-se que o consumo preventivo de VTD favoreceu a reparação óssea alveolar após extração de dentes com PA induzida.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2022/05023-8  |  CAPES  N° 88887.817415/2023-00  |  CNPq  N° 302124/2022-5)
PNa0079 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Mapeamento do pH in situ na arquitetura do biofilme de Streptococcus mutans e cepas com deleção de genes
Emilio Alberto Ponce Fuentes, Fernanda Soares Andrade, Flávia Sammartino Mariano, Marlise Inêz Klein
Biologia Buco Dental FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Streptococcus mutans produz uma matriz extracelular rica de exopolisacarídeos e forma microcolônias com microambientes ácidos, atributos que contribuem para a cariogenicidade do biofilme. Assim, este estudo mapeou o pH in situ em toda a arquitetura 3D dos biofilmes formados pela cepa parental UA159 e pelas cepas com deleção de genes: ΔgtfB, ΔgtfC, ΔgtfBC (síntese de glucanos), ΔdltA, ΔdltD (metabolismo de ácidos lipoteicoicos), ΔlytS e ΔlytT (remodelagem da membrana citoplasmática). As cepas foram cultivadas até o meio da fase de crescimento log (TY+1% glicose, pH 7,0; 37°C;10% CO2) e usadas para formar biofilmes em discos de hidroxiapatita com película salivar, usando TY+1% sacarose contendo dextrano com LysoSensor Yellow/Blue (37°C;10% CO2). Após 19 horas, as células nos biofilmes foram marcadas com SYTO60 e os biofilmes foram analisados por microscopia confocal. A arquitetura dos biofilmes formados por cada cepa foi diferente. Biofilmes de ΔgtfB, ΔgtfC, ΔgtfBC e ΔlytS apresentaram poucas microcolônias (≤6% vs. UA159), esparsas e de arquitetura simples. Biofilmes de ΔlytT, ΔdltA e ΔdltD exibiram menos microcolônias (≅30 a 45%) do que a cepa UA159, mas com uma arquitetura menos complexa. O mapeamento do pH mostrou que as microcolônias de UA159, ΔgtfB, ΔlytT, ΔdltA e ΔdltD possuem microambiente mais ácido (pH 4,94 a 5,61) do que as microcolônias de ΔgtfC, ΔgtfBC e ΔlytS (pH 6,30 a 6,77).

Portanto, a deleção de alguns genes altera o tamanho e a quantidade de microcolônias e o mapeamento do pH é essencial para o entendimento da arquitetura 3D e da função das microcolônias na criação de micronichos ácidos, essências para a cariogenicidade dos biofilmes.

(Apoio: FAPESP  N° 2023/09612-0  |  FAPESP  N° 2021/06801-1   |  CNPq  N° 305305/2023-9)
PNa0080 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Ligação às glicoproteínas humanas em cepas de Streptococcus mitis e Streptococcus oralis isoladas de pacientes com endocardite bacteriana
Lucas Santiago França, Lucas Laion da Silva Oliveira, Anny Karollyne Bianchini Dos Santos, Fernanda Martins Sanchez, Eduardo Martinelli Franco, Renata de Oliveira Mattos Graner, Livia Araujo Alves
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a ligação de cepas de Streptococcus mitis e Streptococcus oralis, isoladas do sangue de pacientes com endocardite, a glicoproteínas humanas. Para isso, foi comparada a ligação das glicoproteínas fibronectina, fibrinogênio, fibrina, elastina, plasminogênio e colágeno tipo I (50 μg/mL) das cepas isoladas de pacientes com endocardite S. mitis (13075, 22456) e S. oralis (7326, 5968, 7757, 7709) com cepas de referência (S. mitis NCTC 12261 e S. oralis ATCC 10557), isoladas da cavidade oral. Bactérias marcadas com FITC (37°C, 1h) foram adicionadas a placas de 96 poços previamente sensibilizadas com as glicoproteínas. A intensidade de ligação foi medida em leitor de microplaca (485/535 nm). Poços sem proteína e sem bactéria foram utilizados como controles de ligações inespecíficas. A ligação às proteínas de cada isolado clínico foi comparada à respectiva cepa de referência por ANOVA one-way (p<0,05). O isolado S. mitis 13075 apresentou maior ligação à fibrina (12,21 ± 4,74) e elastina (42,72 ± 22,20) em comparação à cepa de referência NCTC 12261 (2,52 ± 0,68), enquanto os isolados de S. oralis apresentaram menor ligação à elastina nas cepas 7326 (2,63 ± 1,52), 7757 (2,39 ± 0,39) e 7709 (2,64 ± 0,71), bem como menor ligação ao fibrinogênio na cepa 7326 (1,67 ± 0,13), em comparação à cepa de referência (6,50 ± 4,88 e 3,28 ± 1,34, respectivamente). Para colágeno, fibronectina e plasminogênio não houve diferença significativa entre os isolados clínicos e as cepas de referência (p>0,05).

Conclui-se que as cepas de S. mitis e S. oralis apresentaram diferentes perfis de ligação às glicoproteínas humanas, com maior interação com fibrina e elastina, sugerindo diferenças nos mecanismos de adesão bacteriana em lesões de endocardite bacteriana.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo  N° (Proc. 2023/02087-8; Proc. 2021/13074-9))



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