9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


Resultado da busca [Siglas PNa0001 a PNa0195 ]
 192 Resumo encontrados. Mostrando de 1 a 10


PNa0001 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Abordagem Híbrida na Reconstrução de Trauma Mandibular Bilateral Severo: Relato de Caso com Acompanhamento de 5 Anos
Nilton Rodrigues Alves Peres Domingues, Gustavo Antonio Correa Momesso, Angélica Castro Pimentel, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres, Flavia Pires Bretas, Maria Luísa Barreto Corrêa, Isabella Parede Misleri Rech, Heloisa Fonseca Marão
Odontologia UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Relato de caso clínico com acompanhamento a longo prazo, abordando estratégias de reconstrução mandibular extensa em contexto pós-traumático, com ênfase na combinação de diferentes técnicas reconstrutivas. Paciente do sexo masculino, 59 anos, apresentou múltiplas fraturas faciais envolvendo mandíbula e maxila, tendo sido previamente submetido a diversas intervenções cirúrgicas, que evoluíram com deiscência de sutura, exposição de material de fixação e necrose local. Foi encaminhado a serviço multiprofissional. Exames tomográficos evidenciaram fratura não tratada do processo coronóide direito e osteomielite crônica na hemimandíbula esquerda. O planejamento: abordagem híbrida realizada em tempo cirúrgico único, com instalação de prótese em titânio na hemimandíbula direita e enxerto autógeno de crista ilíaca na hemimandíbula esquerda. Após 2 anos da cirurgia reconstrutiva, foi feita a instalação de 3 implantes na região de 34, 35e 36 e após 4 meses foi feita a instalação das próteses implantossuportadas.

o acompanhamento clínico e radiográfico da reconstrução óssea e da prótese customizada da hemimandíbula direita demonstrou estabilidade do tratamento, ausência de sinais infecciosos, manutenção da continuidade mandibular e preservação da simetria facial. A avaliação dos implantes osseointegrados evidenciou ausência de peri-implantite, bem como desempenho clínico satisfatório das próteses implantossuportadas, a abordagem híbrida após um acompanhamento de 5 anos mostrou-se eficaz e previsível para reconstruções mandibulares bilaterais complexas, especialmente em leitos receptores comprometidos por infecção prévia, sendo uma alternativa viável para reabilitação funcional e estética a longo prazo.

(Apoio: CAPES)
PNa0002 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Comparação de antiinflamatórios nos sinais e sintomas após extração do terceiro molar inferior: um ensaio clínico randomizado duplo-cego
Thiago Lopes de Almeida, Heloisa Fonseca Marão, Angélica Castro Pimentel, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres, Leonardo Peres de Souza, Rafael Pino Vitti, Gustavo Antonio Correa Momesso
UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O manejo dos sintomas inflamatórios pós-operatórios após a exodontia de terceiros molares permanece um desafio clínico relevante. Embora corticosteroides e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) sejam amplamente utilizados, sua eficácia comparativa no controle da dor, edema e trismo ainda não está totalmente esclarecida. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da dexametasona em comparação com os AINEs cetorolaco e ibuprofeno na redução da dor, edema e trismo após a exodontia de terceiros molares. Os pacientes foram alocados em três grupos (n = 12 dentes por grupo): dexametasona (DEX), ibuprofeno (IBU) e cetorolaco (KET). A dor foi avaliada por meio da escala visual analógica em 6, 24, 48 e 72 horas e em 7 dias. O consumo de analgésicos de resgate também foi registrado. Edema e trismo foram avaliados em 48 horas e 7 dias. A distribuição dos dados foi analisada pelo teste de Shapiro-Wilk. Dados paramétricos foram analisados por ANOVA seguida de teste de Tukey, e dados não paramétricos pelo teste de Kruskal-Wallis seguido de Dunn. Os grupos KET apresentou escores de dor significativamente menores nas primeiras 6 horas pós-operatórias em comparação ao grupo DEX (P < 0,05). O grupo KET apresentou menor trismo em 48 horas pós-operatórias em relação aos grupos IBU e DEX (P < 0,05).

O cetorolaco foi mais eficaz que o ibuprofeno e a dexametasona no controle da dor nas primeiras 6 horas e na redução do trismo em 48 horas pós-operatórias.

(Apoio: CAPES)
PNa0003 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

O Efeito da Fibrina Rica em Plaqueta sobre o Reparo Alveolar: Uma Revisão Sistemática da Literatura
Giulia Kathleen Malaquias, Sabrina Perondi, Marina Lara de Carli, Ronaldo Célio Mariano, Valfrido Antonio Pereira-filho, Marina Reis Oliveira
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar de existirem diversos estudos que corroboram com a hipótese de que a Fibrina Rica em Plaquetas (PRF) atua de forma positiva sobre o reparo alveolar, a literatura se mostra bastante controversa a respeito do tema. Assim, a presente revisão sistemática busca entender o real efeito do PRF sobre o processo de reparo alveolar após extrações dentárias que justifique sua utilização. Nesse sentido, as pesquisas foram realizadas nas bases de dados eletrônicos Pubmed, Web of Science, Scopus e EMBASE, utilizando uma estratégia de pesquisa guiada por palavras-chave que buscam sintetizar a questão que guia este estudo. Como critérios de inclusão, foram selecionados artigos que incluíam pacientes adultos, sistematicamente saudáveis, submetidos a cirurgias de extrações dentárias e que receberam PRF obtido de diversos protocolos. Dessa maneira, trinta e sete artigos foram incluídos nesta revisão sistemática, os quais avaliaram dor, edema facial, trismo, reparo de tecido mole e duro, incidência de alveolite e/ou atividade osteoblástica. Essas pesquisas utilizaram como tratamento o PRF comparado ao processo de reparo natural ou a outros tipos de biomateriais.

Foi observada uma tendência a melhores resultados em relação às variáveis analisadas nos grupos tratados com PRF na maior parte dos estudos, demonstrando um efeito significativo sobre a regeneração alveolar e justificando a sua aplicabilidade clínica.

PNa0004 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Superexpressão de agrin favorece a diferenciação osteoblástica de células-tronco mesenquimais
Letícia Faustino Adolpho , Maria Paula Oliveira Gomes, Gileade Pereira Freitas, Helena Bacha Lopes, Adalberto Luiz Rosa, Márcio Mateus Beloti
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A proteína agrin (AGRN) exógena aumenta discretamente a diferenciação osteoblástica de células-tronco mesenquimais (MSCs). Nossa hipótese é que a superexpressão de AGRN em MSCs é mais eficiente em favorecer a diferenciação osteoblástica. Para testar esta hipótese, MSCs de tecido adiposo de camundongos machos C57Bl/6 foram imortalizadas e editadas geneticamente por CRISPR-Cas9 para superexpressar AGRN e cultivadas em meio osteogênico por até 17 dias. A expressão gênica de Agrn e seus receptores Lrp4 e Dag1 foi avaliada aos 3, 5, 7, 10 e 14 dias (n=4, ANOVA, p≤0,05). A diferenciação osteoblástica foi avaliada por: expressão gênica de Sp7, Alp e Opn aos 3, 5, 7, 10 e 14 dias (n=4, ANOVA, p≤0,05), expressão proteica de RUNX2 aos 5 dias, atividade de ALP aos 7 dias e formação de matriz extracelular mineralizada aos 17 dias (n=5, teste t de Student, p≤0,05). A superexpressão de AGRN aumentou a expressão gênica de Agrn, Sp7, Alp e Opn, a expressão proteica de RUNX2, a atividade de ALP e a formação de matriz mineralizada, e reduziu a expressão gênica dos receptores Lrp4 e Dag1, sugerindo que AGRN atua também sobre outras vias de sinalização.

Portanto, a superexpressão de AGRN em MSCs pode ser uma abordagem terapêutica para aumentar o potencial osteogênico dessas células, tornando-as uma ferramenta promissora para promover regeneração óssea, com aplicações nas áreas de cirurgia, periodontia e implantodontia.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2021/04824-4  |  CAPES  N° 88887.669765/2022-00)
PNa0005 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Caracterização da expressão de Engrailed 1 durante a diferenciação de osteócitos
Thamires Mazzola, Ana Luísa Henriques Schneider, Leila Maria Luz Bassam, Maria Paula Oliveira Gomes, Yasmin Milhomens Moreira, Márcio Mateus Beloti, Adalberto Luiz Rosa
Bone Research Lab, DBBO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A proteína Engrailed 1 (En1) pertence à classe de fatores de transcrição com domínio de ligação ao DNA (homeobox) e participa do processo de osteogênese. Considerando que os osteócitos modulam a homeostase óssea, o objetivo deste estudo foi caracterizar in vitro a expressão de En1 durante a diferenciação destas células. Para isso, células da linhagem osteocítica Ocy454 foram cultivadas em placas de 6 poços revestidas com 0,15 mg/mL de colágeno tipo I. Células não submetidas ao protocolo de diferenciação osteocítica (incubadas a 33ºC) e diferenciadas (incubadas a 37ºC) por até 7 dias foram avaliadas quanto à expressão gênica de En1, Fgfr2, Wnt1, Lrp5, Ctnnb1 e Sost, por PCR em tempo real (n=4) aos 3 e 7 dias e à expressão proteica de EN1, por western blot (n=3) aos 3 dias. Os dados de expressão gênica foram comparados por ANOVA e de expressão proteica por teste t de Student (p=0,05). A expressão gênica de En1 (p=0,0001), Fgfr2 (p=0,0001), Wnt1 (p=0,0001), Lrp5 (p=0,0001), Ctnnb1 (p=0,0001) e Sost (p=0,0001) aumentou progressivamente com o tempo de diferenciação osteocítica. A expressão proteica nuclear de EN1 (p=0,0025) foi maior em células osteocíticas diferenciadas por 3 dias do que nas indiferenciadas. Estes dados sugerem que a expressão de En1 aumenta à medida que osteócitos avançam em seu estágio de diferenciação.

Nossos resultados sugerem que En1 expresso por osteócitos pode ser um marcador do estágio de diferenciação dessas células e um alvo potencial para terapias que visem a manutenção da homeostase do tecido ósseo.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2025/15142-2; 2023/06782-2)
PNa0006 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impactos da exposição crônica ao canabidiol na homeostase óssea
Bruna Araujo Milan, Brenda Gabriele da Silva, Laís Kawamata de Jesus, Gabriela Dandaro Marinho, Felipe Silva Cordova, Glauce Crivelaro Nascimento, Márcio Mateus Beloti, Emanuela Prado Ferraz
CTBMF UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Canabidiol (CBD), fitocanabinoide não psicotrópico derivado da Cannabis sativa, apresenta interações com o sistema endocanabinoide e potenciais efeitos sobre o metabolismo ósseo. Este estudo avaliou os efeitos dose-dependentes da administração crônica de CBD na microarquitetura óssea de camundongos machos e fêmeas. Animais C57Bl/6 (20 g, 4 semanas; n=6/grupo) receberam injeções intraperitoneais diárias de CBD nas doses de 3, 10 ou 30 mg/kg. Após 4 semanas, foram realizadas análises microtomográficas de fêmures, côndilos e calvárias, utilizando os parâmetros fração de volume ósseo (BV/TV), superfície óssea (BS), número, espessura e separação trabecular (Tb.N, Tb.Th, Tb.Sp). Animais tratados com veículo foram utilizados como controle. Os dados foram submetidos à ANOVA de um fator, com nível de significância de 5%. Em ambos os sexos, observou-se resposta dependente da dose, em padrão de "U" invertido, com efeitos mais pronunciados no fêmur. Os machos apresentaram maior suscetibilidade à redução dos parâmetros trabeculares em relação ao controle (BV/TV, Tb.Th e Tb.N; p<0,05). Nas fêmeas, a redução de BV/TV e Tb.Th foi observada apenas nas doses de 3 e 30 mg/kg, enquanto a dose intermediária apresentou valores semelhantes ao controle (p<0,05). Nos côndilos e calvárias não foram observadas diferenças significativas entre as doses avaliadas (p>0,05).

Assim, os resultados indicam que a exposição crônica ao CBD modula a microarquitetura óssea de forma dependente da dose e do sexo, com efeitos mais evidentes nos fêmures de machos e perfil potencialmente menos deletério em concentrações intermediárias. Os achados reforçam a importância de considerar variáveis biológicas na investigação dos efeitos do CBD sobre o tecido ósseo.

(Apoio: FAPESP  N° 25/01179-1  |  FAPESP  N° 24/01364-0)
PNa0007 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da deleção de agrin em osteócitos associada à osteoporose sobre a diferenciação osteoblástica de células-tronco mesenquimais
Yasmin Milhomens Moreira, Maria Paula Oliveira Gomes, Thamires Mazzola, Maria Carolina Coelho Bellini, Marcos Paulo Souza Nery, Adalberto Luiz Rosa, Márcio Mateus Beloti
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A deficiência de agrin em osteócitos compromete o equilíbrio da comunicação osteócito-osteoblasto-osteoclasto, prejudicando a homeostase óssea, e o crosstalk entre osteócitos e células-tronco mesenquimais (MSCs) está envolvido no desenvolvimento da osteoporose. Neste cenário, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da deleção condicional de agrin em osteócitos, associada à osteoporose, sobre o comportamento de MSCs. Camundongos geneticamente modificados para deleção de agrin em osteócitos (Dmp1-Cre;Agrin fl/fl) e controles (Agrin fl/fl), com oito semanas, foram submetidos à orquiectomia e cirurgia sham. Ao final de quatro semanas, MSCs obtidas da medula óssea desses animais foram cultivadas em meio de crescimento para o ensaio de adesão (n=5), realizado por microscopia de fluorescência e categorização do espraiamento celular (níveis 1 a 4), ao final de 4 h. MSCs foram cultivadas em meio osteogênico para avaliação da atividade de fosfatase alcalina (ALP), aos 10 dias (n=5), e mineralização, aos 17 dias (n=5). Os dados foram comparados por ANOVA two-way (p<0,05). A deleção de agrin em osteócitos e a osteoporose atrasaram o processo de adesão celular, sendo que a combinação das duas condições foi ainda mais prejudicial à adesão. Além disso, deleção de agrin e a osteoporose reduziram a atividade de ALP (p<0,05) e mineralização (p<0,05) com efeito potencializado quando o animal apresentava as duas condições (p<0,05).

Nossos dados mostram que a deficiência de agrin em osteócitos, combinado à osteoporose, tem efeito sinérgico no prejuízo à diferenciação osteoblástica de MSCs. Portanto, agrin pode ser um alvo terapêutico para reparar tecido ósseo em pacientes osteoporóticos nas áreas de ortopedia e cirurgia-buco-maxilo-facial.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/01733-9  |  FAPESP  N° 2025/26888-5  |  FAPESP  N° 2025/00150-0)
PNa0008 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Estudo comparativo entre 2 agentes tópicos antimicrobianos após exodontia de terceiros molares inferiores: ensaio clínico randomizado
Francisco Lopes Leal Gonçalves, Eduardo Martins Falcão, Bruno Teixeira Gonçalves Rodrigues, Thais Pimentel de sa Bahia, Ramiro Beato Souza, Danilo Passeado Branco Ribeiro, Paulo José D´´Albuquerque Medeiros
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A extração dos terceiros molares constitui um dos procedimentos mais comuns realizados em cirurgia oral podendo apresentar complicações pós-operatórias como infecção. Muitos estudos já demonstram a efetividade da clorexidina para a redução essas complicações e novas substâncias têm sido investigadas com o mesmo propósito. O objetivo desse trabalho foi avaliar a cicatrização do tecido mole e a morbidade pós-operatória de terceiros molares inferiores, comparando um gel bioadesivo à base de clorexidina a 0,2% (Perioxidin® Gel Bucal) e um gel contendo alta concentração de oxigênio ativo a 0,015% (Blue®m Gel Oral). Foi realizado um ensaio clínico randomizado, controlado, triplo-cego, com delineamento cruzado do tipo boca dividida (split-mouth), em conformidade com as diretrizes CONSORT. A amostra foi composta por 20 pacientes ASA I, com idade entre 18 e 40 anos, indicados para exodontia bilateral de terceiros molares inferiores com grau de dificuldade cirúrgica semelhante. Cada participante foi submetido a dois tempos cirúrgicos distintos, recebendo ambos os agentes tópicos em fases pós-operatórias diferentes, de forma randomizada. As análises estatísticas consideraram o pareamento dos dados, com nível de significância de 5%. Os resultados obtidos mostraram que a cicatrização tecidual foi semelhante entre os tratamentos, sem diferença estatisticamente significativa (p = 0,5385), com tamanho de efeito negligenciável.

Concluímos que os agentes tópicos avaliados apresentaram desempenho clínico, sem evidência de superioridade consistente de um produto sobre o outro nos desfechos analisados. Os achados sugerem que ambos os produtos constituem alternativas clinicamente equivalentes para uso tópico no contexto avaliado.

(Apoio: CAPES  N° 310040160008P8)
PNa0009 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

GENERALIZAÇÃO DE UMA PLATAFORMA DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA SEGMENTAR IMAGENS TOMOGRÁFICAS DO OSSO ALVEOLAR MAXILAR
Noemi Martins Gomes da Silva, Ingrid Torres de Almeida, Gabriel Cunha Adiverci, Sara Cecília de Andrade, Daniela Fardim da Silva, Rocharles Cavalcante Fontenele, Sergio Lins de Azevedo Vaz, Daniela Nascimento Silva
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou validar externamente uma plataforma de IA para segmentação do osso alveolar maxilar, utilizando imagens de cinco tomógrafos computadorizados de feixe cônico (TCFC). Neste estudo seccional retrospectivo, 150 exames foram submetidos à segmentação manual e por Inteligência Artificial (IA) na Plataforma Virtual Patient Creator (ReLU, Bélgica). O desempenho geral da plataforma foi avaliado pelas métricas: precisão, recall, acurácia, intersecção sobre união (IoU), coeficiente de similaridade Dice (CSD) e 95% Distância Hausdorff (DH). A eficiência da plataforma foi avaliada pelo tempo para gerar os mapas de segmentação pelos métodos manual e IA. As métricas entre os sistemas de TCFC foram comparadas pelo ANOVA (p≤0,05). O teste d de Cohen foi calculado para avaliar o tamanho do efeito na comparação das segmentações por manual vs. IA e comparar os tempos de segmentação. A plataforma de IA apresentou excelente desempenho geral, com valores de 95% DH (0,02 ± 0,06) e valores superiores a 98% para as demais métricas, sem diferença entre os tomógrafos (p > 0,05). A comparação entre as segmentações manual e por IA demonstrou métricas de desempenho elevadas (≥ 91%), associadas a baixos valores de 95% DH (0,24 ± 0,08 mm). A segmentação por IA apresentou em média um tempo de 33,5 segundos, enquanto o método manual consumiu em média 6.929 segundos. O d de Cohen refletiu grande diferença nos tempos de segmentação (IA vs manual d = 3,40).

A plataforma online baseada em IA demonstrou excelente desempenho na segmentação do osso alveolar maxilar evidenciando sua robustez e generalizabilidade. A segmentação por IA mostrou-se altamente eficiente, sendo aproximadamente 206 vezes mais rápida do que o método manual.

(Apoio: CNPq  |  FAPES )
PNa0010 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do icariin na diferenciação e atividade clástica em culturas primárias de células da medula óssea de camundongos
Carolina Gomes Bolsonello, Elisângela Chinen, Isabella Zacarin Guiati, Victor Elias Arana-Chavez
Biomateriais e Biologia Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osteoporose é uma doença óssea caracterizada pelo desequilíbrio entre reabsorção e formação óssea, frequentemente associada ao envelhecimento e à deficiência hormonal. O flavonoide icariin, presente em plantas do gênero Epimedium, tem sido apontado como modulador da osteoclastogênese e promotor da osteogênese, embora seus mecanismos celulares ainda não estejam totalmente elucidativos. O presente estudo avaliou in vitro o efeito do icariin na diferenciação e atividade de osteoclastos derivados de cultura primária de medula óssea de camundongos. Foram testadas duas concentrações de icariin (10⁻⁸ M e 10⁻⁶ M) em presença ou ausência de 1,25-dihidroxivitamina D3 (calcitriol), utilizando ensaios de viabilidade celular (MTT), coloração TRAP, imunofluorescência para RANKL e OPG e microscopia eletrônica de varredura para avaliação de lacunas de reabsorção óssea. Os resultados mostraram que o icariin não apresentou efeito citotóxico em nenhuma das concentrações testadas. A concentração baixa (10⁻⁸ M) reduziu significativamente o número de células TRAP+ e a formação de lacunas de reabsorção, mesmo na presença de calcitriol, indicando efeito inibitório sobre a osteoclastogênese. Em contraste, a concentração mais alta (10⁻⁶ M) manteve ou aumentou a atividade osteoclástica, evidenciando que o efeito do icariin é dependente da dose. A análise de RANKL e OPG por imunofluorescência reforçou a modulação da sinalização entre osteoclastos e células estromais do microambiente ósseo.

Esses achados monstram que o icariin exerce ação moduladora sobre a osteoclastogênese de forma dose-dependente, com efeito inibitório em concentrações baixas e manutenção ou estímulo da atividade osteoclástica em concentrações mais altas.

(Apoio: CAPES)



.