9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0468 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 12

AÇÃO ANTIMICROBIANA E ESTABILIDADE DE COR DE RESINAS COMPOSTAS SUBMETIDAS A ENXAGUANTE DE ANACARDIUM OCCIDENTALE
João Paulo Cristovam Leite Dos Santos, Victória D´´lourdes Pereira do Nascimento Freire, Lilian Beatriz Nascimento Bezerra, Cláudia Cristina Brainer de Oliveira Mota, Patricia Lins Azevedo do Nascimento
Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar, in vitro, o efeito de enxaguante bucal à base de Anacardium occidentale (cajueiro) na redução de microrganismos da cavidade bucal e estabilidade de cor de resinas compostas. Foram confeccionados 60 discos de resinas compostas (Luna - SDI e Filtek Z250XT - 3M), padronizados em diâmetro e espessura, fotoativados com LED de alta potência e submetidos a acabamento e polimento controlados. Os espécimes foram distribuídos conforme o tratamento: enxaguante de cajueiro (1 mg/mL), clorexidina 0,12% e água destilada. A atividade antimicrobiana foi avaliada frente Staphylococcus aureus (ATCC 25923) e Candida guilliermondii (URM/UFPE 5936). A estabilidade de cor foi analisada pelo sistema CIELab, considerando ΔL*, Δa*, Δb* e ΔE antes e após 24h de imersão. Os dados foram submetidos aos testes de Wilcoxon, Kruskal-Wallis e Dunn (5%). O enxaguante apresentou ação fungicida frente Candida guilliermondii e bacteriostática contra Staphylococcus aureus. Ambas as resinas apresentaram escurecimento. A resina Luna mostrou valores de ΔE mais elevados em vários grupos. Ou seja, sofreu maior alteração de cor, sendo menos estável cromaticamente. A resina Z250XT apresentou ΔE menores que a Luna, maior resistência ao manchamento e melhor manutenção da cor.

Conclui-se que o extrato de cajueiro apresenta potencial antimicrobiano promissor, reforçando sua aplicabilidade como fitoterápico odontológico, embora possa promover alteração cromática em resinas compostas sem impacto clínico relevante.

PN-R0469 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 12

Ação sinérgica de TMP e CaneCPI-5 sobre a proteção do esmalte contra erosão inicial: um estudo in vitro
Estela Pacifico Nishio, Tamires Passadori Martins, Alberto Carlos Botazzo Delbem, Isabela Maria Passarela Gomes, Carolina Ruis Ferrari, Douglas Roberto Monteiro, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Juliano Pelim Pessan
Departamento de Odontologia Infantil e S UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou o efeito do trimetafosfato de sódio (TMP), isolado ou associado aos peptídeos CaneCPI-5 (Cane), Stn15pSpS (Stat) e hemoglobina (Hb), na proteção do esmalte contra a desmineralização erosiva. Blocos de esmalte bovino foram distribuídos em 15 grupos experimentais, de acordo com as diferentes combinações dos ativos, além de controles com Elmex (controle positivo) e água deionizada (controle negativo). Após o tratamento, os espécimes foram expostos a saliva humana por 2 horas para formação de película adquirida. Em seguida, foram submetidos a três desafios erosivos consecutivos com ácido cítrico a 1% (pH 3,5; 1 minuto por desafio). A variável de resposta foi a porcentagem de alteração de dureza de superfície (%ADS). Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e Student- Newman-Keuls (α=0,05). Os resultados demonstraram que a associação de 3% TMP com Cane apresentou o maior efeito protetor contra a desmineralização erosiva, com desempenho comparável ao controle positivo. Associações de menores concentrações de TMP com Cane ou Stat também promoveram reduções significativas na %ADS. Por outro lado, todas as combinações contendo TMP e Hb resultaram em maiores valores de %ADS, indicando menor proteção.

Conclui-se que a eficácia do TMP na proteção do esmalte frente à erosão depende de sua concentração e da interação com peptídeos específicos. A associação com CaneCPI-5 mostrou-se particularmente promissora, sugerindo um efeito sinérgico na modulação da película adquirida e no aumento da resistência do esmalte à desmineralização erosiva.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)   N° 19/26070-1   |   Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)   N° 2023/16822-1)
PN-R0470 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 12

Comparação entre dois sistemas adesivos no descolamento de braquetes metálicos: um estudo in vitro
Maria Clara Lira Guimarães, Jovenildo Wanderley Santos, Jeniffer Mclaine Duarte de Freitas, Johnnatan Duarte de Freitas, Diego Moura Soares, Isabel Cristina Celerino de Moraes Porto, Priscylla Gonçalves Correia Leite de Marcelos
Faculdade de Odontologia (FOUFAL) UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Comparar in vitro o desempenho 2 sistemas adesivos: convencional (Transbond XT) e autoadesivo (Ortholink One Step) em relação ao descolamento de braquetes metálicos e a superfície do esmalte. Foram selecionados 20 dentes bovinos hígidos e as raízes foram removidas, obtendo duas amostras de 7x5mm. Os dentes seccionados foram incluídos individualmente em resina acrílica autopolimerizável em formas de PVC, seguidos da colagem dos bráquetes com resina composta. Os espécimes foram divididos em dois grupos conforme o adesivo utilizado, seguindo as recomendações dos fabricantes. Foram submetidos ao teste de resistência ao cisalhamento, à avaliação do Índice de Remanescente Adesivo (IRA), à análise de rugosidade superficial e à microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados foram analisados por meio dos testes estatísticos T de Student, Mann-Whitney e análise de distribuição de frequência, com nível de significância de p<0,05. O Transbond XT apresentou maior resistência ao cisalhamento (9,63 MPa) que o Ortholink (5,76 MPa), sem diferença significativa (p=0,119), além de maior rugosidade. O Transbond apresentou fraturas de esmalte. O IRA indicou falhas mistas em ambos os grupos, e a MEV mostrou microfissuras no Transbond e exposição de túbulos dentinários no Ortholink.

As resinas analisadas apresentaram desempenho clínico semelhante. Dessa forma, a escolha do adesivo deve considerar o aspecto da força de união e também o equilíbrio entre eficácia do tratamento e proteção do esmalte dentário.

PN-R0472 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 12

Validação de instrumento para avaliar o conhecimento e atitudes de profissionais e alunos de Educação Física sobre traumatismos dentários
Thamires Monsores Pilato, Renata Tolêdo Alves, Camila Faria Carrada, Cristiane Tomaz Rocha, Flávia Almeida Ribeiro Scalioni, Fernanda Campos Machado
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os traumatismos dentários (TD) são frequentes em práticas esportivas, e a conduta imediata influencia diretamente o prognóstico. Entretanto, há lacunas no conhecimento de estudantes e profissionais de Educação Física quanto à prevenção e ao manejo inicial dessas situações, além da escassez de instrumentos validados para sua avaliação. O objetivo deste estudo foi desenvolver e validar um instrumento para avaliar o conhecimento e as atitudes dessa população sobre prevenção e primeiros socorros em casos de TD. A validação foi conduzida em três etapas: elaboração dos itens por meio de entrevistas semiestruturadas com estudantes e profissionais de Educação Física; validação de conteúdo por especialistas; e análise psicométrica. A consistência interna foi avaliada pelo alfa de Cronbach e a estabilidade temporal pelo coeficiente de correlação intraclasse (ICC). Participaram da etapa psicométrica 25 indivíduos. A versão final do instrumento apresentou 37 itens distribuídos em sete domínios: experiência prévia, interesse, prevenção, conhecimento geral, diferenças entre dentições e condutas frente à fratura e à avulsão. A consistência interna foi considerada quase perfeita (α=0,861) e a estabilidade temporal indicou boa confiabilidade (ICC=0,798). Os resultados evidenciaram lacunas de conhecimento e insegurança quanto ao manejo de fraturas e avulsões dentárias.

O instrumento demonstrou propriedades psicométricas adequadas e confiabilidade satisfatória para avaliar o conhecimento sobre TD. A aplicação inicial reforça a necessidade de estratégias educativas específicas, considerando a ausência de treinamento prévio relatada pelos participantes.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PN-R0474 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 12

Efeito de compósitos ortodônticos experimentais contendo nanopartículas bioativas sobre propriedades químicas, biológicas e mecânicas
Lizandra Oliveira Cunha, Maria Luiza Barucci Araujo Pires, Juliana Rios de Oliveira, Milton Carlos Kuga, Taisa Nogueira Pansani, Carlos Alberto de Souza Costa, Josimeri Hebling, Diego Girotto Bussaneli
Morfologia e Clínica Infantil UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana, biocompatibilidade, liberação iônica e propriedades mecânicas de compósitos contendo nanopartículas de hidroxiapatita, trimetafosfato de sódio e pentóxido de nióbio e uma resina composta utilizada na confecção de attachments ortodônticos. Compósitos experimentais foram formulados (grupos: HA 5%, TMP 7%, Nb₂O₅ 2%, Nb₂O₅ 2% + HA 5% e Nb₂O₅ 2% + TMP 7%) e avaliados quanto à ação antimicrobiana contra Streptococcus mutans (n=10), à citotoxicidade utilizando células HaCaT (24 e 72 horas, n=8), à síntese de proteína total (24 e 72 horas, n=8) e a liberação de íons Ca²⁺, PO₄³⁻ e Na⁺ nos períodos de 1, 3, 5 e 7 dias (n=8). As propriedades mecânicas foram avaliadas quanto a microdureza Vickers, rugosidade superficial e resistência ao cisalhamento (n=6). Os dados foram submetidos a ANOVA One e Two-way após verificação da normalidade e homocedasticidade (α=5%). A contagem de UFC não demonstrou efeito bactericida direto, todavia, os ensaios de alamarBlue e Live/Dead indicaram potencial efeito antibiofilme, principalmente nos grupos contendo associações entre nanopartículas. Os materiais apresentaram elevada viabilidade celular e preservação da síntese proteica, além de liberação do íon Ca²⁺ nos grupos contendo HA. Ademais, não foram observados prejuízos às propriedades mecânicas, com valores elevados de microdureza e ausência de diferenças significativas entre os grupos quanto à rugosidade superficial e à resistência ao cisalhamento.

Conclui-se que a incorporação das nanopartículas resultou em compósitos com potencial antibiofilme, elevada biocompatibilidade e satisfatório desempenho mecânico, demonstrando aplicabilidade promissora em materiais ortodônticos.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPESP  N° 2024/08645-5)
PN-R0457 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 12

Validação de Modelo Experimental de TEA induzido por VPA: Implicações para a Pesquisa
Giovanna Zanon da Silva, Angélica Aparecida de Oliveira, Elaine Aparecida Del Bel, Alline Cristina de Campos, Raquel Assed Bezerra da Silva, Ana Carolina de Castro Issy Pereira, Glauce Crivelaro Nascimento, Lea Assed Bezerra da Silva
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A disponibilidade de modelos experimentais validados de Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental para investigações pré-clínicas de mecanismos biológicos e estratégias terapêuticas com impacto na Odontologia, considerando desafios clínicos e maior risco de doenças bucais nesses indivíduos. Este estudo teve como objetivo desenvolver e validar um protocolo de indução de modelo animal com comportamento semelhante ao TEA por exposição pré-natal ao ácido valpróico (VPA). Doze ratas prenhas Sprague-Dawley foram distribuídas em três grupos (600 mg/kg VPA, 400 mg/kg VPA e solução salina), com administração no 12º dia gestacional. Aos 50 dias de vida, os filhotes foram submetidos a testes comportamentais: actímetro, interação social, reconhecimento de novos objetos e enterramento de bolinhas de gude. A análise estatística foi realizada por teste t não pareado, com significância de 5%. A dose de 400 mg/kg apresentou adequada viabilidade gestacional e alta sobrevivência, enquanto 600 mg/kg mostrou elevada toxicidade e mortalidade. Filhotes expostos ao VPA 400 mg/kg apresentaram prejuízo na interação social (machos: p=0,0100; fêmeas: p<0,0001), redução no reconhecimento de novos objetos (p<0,0001), indicando comprometimento da memória e aumento de comportamentos repetitivos, evidenciado pelo maior número de bolinhas enterradas (p<0,0001). Esses achados confirmam a efetividade do protocolo.

Conclui-se que a validação desse modelo amplia estudos pré-clínicos na Odontologia sobre patologias bucais, desenvolvimento craniofacial, resposta a terapias e manejo clínico em indivíduos com TEA.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/17372-5)
PN-R0458 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 12

Análise da citotoxicidade do flavonoide floretina em células odontoblásticas
Edgard da Cunha Bueno Neto, Victória Tchares Esteves Dos Santos Morais, Leonardo Antonio de Morais, Juliano Pelim Pessan, Thayse Yumi Hosida, Alberto Carlos Botazzo Delbem, Caio Sampaio
Departamento de Odontologia Infantil e S UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito citotóxico do flavonoide floretina sobre odontoblastos MDPC-23. Para tanto, as células foram cultivadas em DMEM suplementado com 10% de soro fetal bovino a 37°C, com 100% de umidade atmosférica, 95% de ar e 5% de CO₂ e, subsequentemente, semeadas em placas de microtitulação de 96 poços (10⁴ células/poço), sendo incubadas por 24 horas. Em seguida, diferentes diluições a partir de solução de 800 µg/mL de floretina foram administradas sobre as células, sendo estas: não diluída, 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32, 1/64 e 1/128. A viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio do brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il) -2,5-difeniltetrazólio (MTT) após 24, 48 e 72 horas de exposição aos compostos. Os dados foram submetidos à ANOVA a dois critérios, seguida do teste de Student-Newman-Keuls (p<0,05). A floretina não apresentou efeito citotóxico em nenhuma das concentrações e tempos avaliados, com viabilidade celular igual ou superior aos grupos controle (DMEM com ou sem 0,5% de DMSO). Além disso, diluições entre 1/8 e 1/64 promoveram aumento significativo da viabilidade celular, destacando-se 1/8 e 1/16, especialmente após 72 horas.

Conclui-se que a floretina não é citotóxica para odontoblastos MDPC-23 e, em determinadas concentrações, pode promover aumento da viabilidade celular.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0460 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 12

Sobrevida de Restaurações com Giomer e Cimento de Ionômero de Vidro Modificado por Resina em Cavidades Oclusoproximais de Molares Decíduos
João Pedro Guedes Caetano, Valéria Silveira Coelho, André Souza Rufino, Daniela Prócida Raggio, Izabella Barbosa Fernandes, Joana Ramos-jorge
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou e comparou as taxas de sobrevida de restaurações de resina com tecnologia Giomer (RCG) e restaurações de ionômero de vidro modificado por resina (CIVMR) em cavidades oclusoproximais (OP) de molares decíduos. Foi realizado um ensaio clínico randomizado paralelo e simples cego com 70 crianças de 4 a 8 anos de idade com pelo menos um molar decíduo acometido por lesão de cárie OP. As avaliações clínicas inicial e pós-tratamento das restaurações foram realizadas seguindo os critérios da World Dental Federation. Também foram coletados fatores socioeconômicos, fatores relacionados à saúde bucal e ao dente incluído, se há placa visível presente e se há outras lesões de cárie no dente incluído. As crianças e seus responsáveis foram acompanhados por doze meses com retornos a cada seis meses para novas avaliações. Para a análise estatística, foram realizadas análises descritivas, teste qui-quadrado, análise de sobrevida de Kaplan-Meier e regressão de Cox uni e multivariada. Como resultado parcial, tem-se que a sobrevida das restaurações aos 12 meses de acompanhamento foi de 82,9% para a RCG e 80,0% para CIVMR e que, até o presente momento, o tipo de material restaurador não impactou na longevidade das restaurações (p=0,836). Além disso, a presença de placa dentária foi o principal fator associado à redução da longevidade das restaurações (p<0,001). As falhas mais frequentes para as restaurações de RCG foram no critério fraturas/retenção, e, no grupo do CIVMR, nos critérios fraturas/retenção e adaptação marginal.

A RCG não foi inferior ao CIVMR em restaurações oclusoproximais em molares decíduos em um ano de acompanhamento.

(Apoio: CAPES  |  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)  N° APQ-02980-21)
PN-R0471 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 12

Fatores associados aos hábitos de higiene oral em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA): estudo transversal
Isadora Lima Franchi, Beatriz Moraes Rosa, Rafael Dos Santos Marenucci, Carla Massignan, Pedro Vitali Kammer, Filipe Colombo Vitali, Carla Miranda Santana, Michele Bolan
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como finalidade analisar os hábitos de higiene oral (HO) de crianças com TEA com base nas práticas adotadas pelos responsáveis. Trata-se de uma pesquisa online, observacional transversal. A amostra foi por conveniência, e a pesquisa foi pública, com disponibilização do questionário online autoaplicável, por um link da plataforma Google Forms. A população do estudo foi composta por 108 responsáveis por crianças de 2 a 14 anos com diagnóstico prévio de TEA. A coleta de dados foi realizada entre abril e novembro de 2025. Foi realizada análise descritiva das variáveis e para identificar fatores associados aos hábitos de HO utilizou-se regressão logística hierárquica, considerando como variável dependente os hábitos de higiene (favoráveis/desfavoráveis). Classificou-se como favorável a frequência ≥ a duas escovações diárias com dentifrício fluoretado e uso de fio dental (FDI, 2025). As variáveis independentes foram características demográficas, autonomia na escovação, fatores comportamentais e fatores sensoriais, sendo inseridas no modelo de forma sequencial (IC95%). Cerca de 75% das crianças apresentaram hábitos de HO desfavoráveis, principalmente devido à não utilização do fio dental (70%). Observou-se que apenas o nível de suporte esteve associado a maiores chances de hábitos desfavoráveis (OR = 2,40; IC95% = 1,08-4,63; p = 0,04).

Constatou-se que os hábitos de higiene oral das crianças com TEA foram, em sua maioria, desfavoráveis, principalmente pela baixa incorporação do fio dental à rotina. Crianças com maior necessidade de suporte apresentam maior vulnerabilidade a práticas inadequadas de higiene oral, enquanto fatores individuais, comportamentais e sensoriais não influenciaram o desfecho.

PN-R0473 - Painel Iniciante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 12

Avaliação do efeito de imunossupressores sintéticos na remodelação óssea maxilar: um estudo histológico
Maria Luiza Diamantino Lopes, Aline Teodoro de Sousa, Alex Gramiscelli Figueiredo Barros, Gleide Fernandes de Avelar, Francine Benetti, Flávio Almeida Amaral, Tarcília Aparecida da Silva, Soraia Macari
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Embora a ciclofosfamida (CPD) seja amplamente utilizada no tratamento de neoplasias e doenças autoimunes devido ao seu potencial imunossupressor e pró-apoptótico, seu impacto no metabolismo ósseo maxilar permanece pouco compreendido. Este estudo avaliou a influência da CPD na remodelação óssea maxilar induzida por movimentação dentária ortodôntica (OTM). Camundongos (C57BL/6) machos e fêmeas (n=5/grupo, 6 semanas) tiveram a imunossupressão induzida com CPD (200 mg/kg, i.p.) três dias antes da instalação da mola ortodôntica, com doses de manutenção (150 mg/kg, i.p.) nos dias 3 e 6 pós-instalação. Após a eutanásia, as maxilas foram coletadas e coradas por tricrômio de Masson para contagem de osteoblastos (ObN/BPm) e osteoclastos (OcN/BPm) no lado de pressão e tensão por perímetro ósseo. ​Os resultados, analisados por two-way ANOVA e pós-teste de Tukey, considerando p<0,05, demonstram que, em machos tratados com CPD, houve um aumento significativo de osteoclastos na região mesial (tração) da raiz distovestibular do primeiro molar (P < 0,05), independentemente da OTM. Nas fêmeas, o tratamento promoveu um aumento de ObN/BPm em ambos os lados (tração e pressão) após a OTM. Além disso, machos do grupo controle (salina) apresentaram maior número de osteoblastos no lado de tensão comparados às fêmeas sob a mesma condição.

Em conjunto, esses achados indicam que a imunossupressão modula os padrões de remodelação óssea maxilar de forma sexo-dependente, promovendo, sobretudo em machos, um aumento da atividade reabsortiva e sugerindo comprometimento do turnover ósseo, com tendência à perda óssea maxilar - efeito que não foi observado nas fêmeas.

(Apoio: CNPq  N° 40692820231  |  FAPEMIG  N° APQ-04630-23)



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