9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0445 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

ATR-FTIR em saliva como ferramenta para a detecção de doenças sistêmicas: uma revisão de escopo
Susana Patricia Gonzalez Eras, Sara Maria Silva, Eduardo Frederico Eduardo Maferano, Douglas Carvalho Caixeta, Robinson Sabino-silva, Cauby Maia Chaves Júnior, Fábio Wildson Gurgel Costa, Thyciana Rodrigues Ribeiro
Programa de pós-graduacao em Odontología UNIVERSIDAD NACIONAL DE LOJA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de escopo mapeou a aplicação da espectroscopia ATR-FTIR em saliva na detecção de doenças sistêmicas, caracterizando as patologias investigadas e as abordagens metodológicas e analíticas da literatura. Seguindo os referenciais metodológicos PRISMA-ScR e JBI, foi realizada uma busca abrangente na literatura em múltiplas bases de dados, incluindo MEDLINE (PubMed), EMBASE, The Cochrane Library, Livivo, LILACS, Web of Science, Scopus, Epistemonikos e Google Scholar, sem restrições. Incluíram-se estudos observacionais analíticos, de viabilidade diagnóstica, rastreamento e prova de conceito com saliva humana analisada por ATR-FTIR, com síntese descritiva dos dados. Foram identificados 4.441 registros, dos quais 24 atenderam aos critérios de inclusão. Os estudos abrangeram doenças infecciosas, metabólicas, inflamatórias, renais e neoplásicas, predominando delineamentos exploratórios e foco na região espectral do biofingerprint salivar, frequentemente associados a análises multivariadas e aprendizado de máquina. As métricas diagnósticas indicaram, em geral, alto desempenho discriminatório. Observou-se, contudo, elevada heterogeneidade nos protocolos pré-analíticos, nos parâmetros de aquisição espectral e nas estratégias de validação, com limitada validação externa.

Esses achados indicam potencial da técnica, mas reforçam a necessidade de padronização metodológica e validação clínica para sua aplicação.

(Apoio: FUNCAP: Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico  N° No. ITR-0214-00074.01.00/23)
PN-R0446 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Efeito remineralizante de vernizes de NaF, TCP, NaF/TCP e DFP em lesões de cárie dentinária in vitro
Claudia Simões de Souza, Mark Lloyd Cannon, Caio Sampaio, Juliano Pelim Pessan, Thayse Yumi Hosida, Alberto Carlos Botazzo Delbem
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi comparar o efeito de diferentes agentes remineralizantes em lesões de cárie dentinária via microtomografia computadorizada (µCT). Blocos de dentina radicular bovina (n=60) com lesões de cárie artificiais foram divididos em 5 grupos (n=12): Controle (sem tratamento); verniz NaF 5%; verniz fosfato tricálcico (TCP); verniz NaF 5% + TCP (NaF/TCP); e solução de diamina de prata a 30% (DFP). Após os tratamentos, os espécimes foram submetidos a ciclagem de pH por 7 dias (des: 8h, pH 5,0; re: 16h, pH 7,0; 37°C). A µCT mensurou a concentração mineral integrada (ΔCMI; gHAp × cm⁻³), profundidade da lesão (µm), parâmetro R (ΔCMI/profundidade) e concentração mineral máxima superficial (SZmax). Os dados foram analisados por ANOVA e Student-Newman-Keuls (α=5%). Na área tratada, o NaF apresentou maior ΔCMI, menor profundidade de lesão e maior valor de R, com diferença significativa frente aos demais grupos (p<0,05). NaF, NaF/TCP e DFP apresentaram maiores valores de SZmax comparados ao Controle e TCP (p<0,05). O TCP isolado superou o NaF/TCP em ganho mineral.

Concluiu-se que todos os agentes promoveram remineralização na dentina, sendo o verniz de NaF 5% o mais eficaz sob as condições deste protocolo in vitro.

PN-R0447 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Efeito da quitosana associada a dentifrícios no desgaste dentário erosivo do esmalte: estudo in vitro
Mariana Podadeiro de Andrade Toy, Aline Akemi Mori, Regina Guenka Palma-dibb, Núbia Inocencya Pavesi Pini, Eduardo Kurihara, Ana Beatriz Mori Huss, Gabriela Cristina Santin, Raquel Sano Suga Terada
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou o efeito da quitosana associada a dentifrícios com diferentes abrasividades e princípios ativos sobre o desgaste dentário erosivo (DDE) do esmalte. Foram estabelecidos doze grupos (n = 12), incluindo controles tratados com água destilada ou solução de quitosana a 0,5%, e grupos experimentais tratados com Elmex Anticaries ou Crest Pro-Health Densify, isoladamente ou combinados à quitosana a 0,5%. Metade dos grupos foi submetida à ciclagem erosiva com ácido cítrico a 0,5% (6x/dia, 2 min, por 7 dias). Todos os espécimes foram submetidos à escovação simulada, com aplicação das soluções após a primeira e a última ciclagem erosiva diária. A perda volumétrica de superfície, a rugosidade superficial e a morfologia foram avaliadas por microscopia confocal de varredura a laser. Os dados foram analisados com nível de significância de 5% (α = 0,05). A ciclagem erosiva e o tratamento influenciaram significativamente a perda volumétrica de superfície. O grupo Elmex sem quitosana apresentou a menor perda após a ciclagem. A quitosana não reduziu significativamente a perda volumétrica nem a rugosidade. Contudo, a análise qualitativa revelou superfícies mais homogêneas e transições mais suaves entre as áreas controle e expostas nos grupos tratados com quitosana.

Nas condições testadas, o Elmex apresentou menor perda volumétrica após ciclagem erosiva. Embora a quitosana não tenha promovido efeitos estatisticamente significativos ao longo do período experimental, os dados qualitativos obtidos sugerem um potencial efeito protetor frente aos desafios erosivo-abrasivos.

PN-R0448 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Estilos parentais e percepção parental sobre sinais e sintomas da dentição aos 12 meses: análise de casos de uma coorte de nascimento
Iza Mara Brito Pereira Damasceno, Letícia de Souza Renhe, Ingrid Quaresma Diniz de Queiroz, Vanessa Polina Pereira da Costa, Eliana Mitsue Takeshita, Winnie Nascimento Silva Alves, Thalita Natália Nogueira Pinto, Carla Massignan
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar a associação entre estilo parental e a percepção de sinais e sintomas da erupção dentária em crianças de uma coorte de nascimento, considerando fatores sociodemográficos e perinatais. Estudo de coorte prospectiva conduzido no Hospital Universitário de Brasília, com acompanhamento das crianças ao nascimento, 6, 12 e 48 meses. Foram coletadas variáveis sociodemográficas, perinatais e de saúde ao longo do seguimento. Aos 48 meses, o estilo parental foi avaliado por meio do Parenting Styles and Dimensions Questionnaire - Short Form (PSDQ-SF). A percepção parental de sinais e sintomas de erupção dentária foi registrada aos 6 e 12 meses. O desfecho foi a presença de sinais e/ou sintomas aos 12 meses. Utilizou-se regressão de Poisson com variância robusta em modelo hierárquico, considerando blocos temporais. A amostra incluiu 132 participantes com dados completos. Aos 12 meses, 59,8% das crianças apresentaram sinais ou sintomas de erupção dentária segundo os pais. O estilo parental predominante foi o autoritativo (93,2%). Na análise ajustada, não houve associação estatisticamente significativa entre as dimensões do estilo parental e o desfecho. O nascimento pré-termo (<37 semanas) esteve associado a maior prevalência de percepção parental de sinais e sintomas relacionados à erupção dentária (RP=1,73; IC95%: 1,32-2,27).

A percepção de sinais e sintomas relacionados à erupção dentária é frequente tanto aos 6 quanto aos 12 meses. O estilo parental não se associou ao desfecho.

PN-R0450 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Potencial de Remineralização da Epigalocatequina-3-galato (EGCG) e Carbodiimida (EDC) em Lesões de Cárie Radicular em Dentina Irradiada
Helena Cristina de Assis, José Guilherme Neves, Alexandra Mussolino de Queiroz, Harley Francisco de Oliveira, Manoel Damião Sousa-neto, Fabiane Carneiro Lopes-Olhê, Ana Bedran Russo
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se o efeito do EGCG e do EDC na remineralização de lesões de cárie radicular em dentina irradiada. 32 dentes unirradiculares foram divididos em dois grupos (n=16): não irradiado e irradiado, sendo este submetido a uma dose de 60 Gy. Em seguida, cada dente foi seccionado, obtendo-se 2 blocos de dentina por dente. Lesões de cárie foram induzidas quimicamente por 48 h (pH 4,6), resultando em lesões de 100 µm. 8 lesões desmineralizadas foram mantidas como controle negativo, enquanto as demais foram divididas em 3 grupos (n=8): tampão Tris, EGCG a 1% e EDC a 0,5 M. As soluções de EGCG e EDC foram aplicadas 2 vezes por 10 min cada, e após, as amostras foram mantidas em Tris (pH = 7,4) por 14 dias. A remineralização foi avaliada por meio da densidade mineral (DM) (n=6), micropermeabilidade (MP) (n=8) e nanodureza (n=3; 20-100 µm de profundidade). Os dados foram analisados por ANOVA e testes post hoc (α = 0,05). EGCG apresentou os maiores valores de DM em ambas as dentinas (p<0,05), com recuperação mineral variando de 73,73% (não irradiada) a 87,95% (irradiada). Em contraste, o EDC apresentou valores similares aos do Tris em ambas as dentinas (p>0,05). Para MP, não houve diferença entre os tratamentos na dentina não irradiada (p>0,05). Entretanto, na dentina irradiada, o EGCG apresentou menor MP que o EDC (p<0,05), o qual, por sua vez, não diferiu do Tris. Quanto à nanodureza, o Tris apresentou os maiores valores na dentina não irradiada, enquanto, na dentina irradiada, não houve diferença entre os tratamentos (p>0,05).

Embora o EGCG e o EDC tenham resultado em valores semelhantes de nanodureza na dentina irradiada, o EGCG promoveu o aumento da DM e a redução da MP, evidenciando seu potencial como agente biomodulador na remineralização de lesões de cárie radicular.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/13223-2)
PN-R0451 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Escitalopram potencializa a diferenciação osteoclástica e a expressão gênica de RANK/RANKL e MMP2 in vitro
Wilton Souza Rego Netto, Henrique Ballassini Abdalla, Marcelo Franchin, Bruna Benso, Rogério Heládio Lopes Motta

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do escitalopram na diferenciação e na expressão gênica de marcadores associados a atividade osteoclástica. Macrófagos derivados da medula óssea de camundongos (BMMs) foram cultivados com M-CSF e sRANKL para indução da diferenciação osteoclástica. O escitalopram (Escitalopram Related Compound A, PHR3580, Merck) foi dissolvido em DMSO 0.1% (v/v), até completa solubilização. A viabilidade celular foi avaliada por meio do ensaio de MTT (3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difenil tetrazólio). A formação de osteoclastos foi analisada pela coloração para TRAP (fosfatase ácida resistente ao tartarato). Além disso, foi avaliada a expressão gênica de fatores de transcrição relacionados à osteoclastogênese (Traf6 e Nfatc1) e de marcadores da atividade osteoclástica (Mmp2, Mmp9, Ctsk, Rankl e Rank). O escitalopram reduziu a viabilidade celular nas concentrações acima de 100 µM (p < 0,05). Aumento significativo no número de osteoclastos multinucleados TRAP-positivos foi observado em células tratadas com 30 µM, quando comparado com controle negativo e células estimuladas com M-CSF e sRANKL (p < 0,05). Adicionalmente, foi observado que o escitalopram 30 µM sustentou os altos níves da expressão gênica de Traf6 e Nfatc1 quando comparado as células estimuladas (p > 0,05). Já os genes associados à atividade osteoclástica, o escitalopram aumentou a expressão gênica de Mmp2, Rankl e Rank, e reduziu a expressão de Ctsk e Mmp9 quando comparado ao controle negativo e as células estimuladas (p < 0,05).

Os dados sugerem que o escitalopram potencializa a diferenciação osteoclástica e modula a expressão gênica de marcadores associados à osteoclastogênese, incluindo o aumento de Mmp2 e do eixo Rank/Rankl in vitro.

(Apoio: FAPESP:  N° #2023/05864-5)
PN-R0452 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Eficácia do Nano Fluoreto de Prata para Paralisar Cárie em Dentes Decíduos: Revisão Sistemática e Metanálise
Ana Cláudia da Silva, Bruno Barros de Albuquerque, Aronita Rosenblatt
PPGO UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Nano Fluoreto de Prata (NSF) é um produto sintetizado para efetivamente paralisar a cárie em crianças sem provocar manchamento nos dentes. Este estudo é uma revisão sistemática com metanálise para avaliar a eficácia e os efeitos adversos do NSF em comparação com o diamino fluoreto de prata (DFP), placebo e não tratamento. Foram realizadas buscas em PubMed/MEDLINE, Embase, Cochrane CENTRAL, Scopus, Web of Science e LILACS, complementadas por rastreamento de citações e pelas ferramentas Elicit e Consensus até abril de 2026. Nove estudos foram incluídos na análise qualitativa e sete na metanálise. O risco de viés foi avaliado pelo RoB 2 e a certeza da evidência pelo GRADE. Em comparação com o placebo, o NSF paralisou a cárie (RR=3,06; IC95%: 1,65-5,67). Em comparação com o DFP a 38%, o NSF apresentou resultado semelhante (RR=1,02; IC95%: 0,81-1,27). O NSF não causou manchamento nas lesões de cárie, ao contrário do DFP. A heterogeneidade da concentração de prata nos produtos não foi consistente, variando de 400 a 10.000 ppm. Houve também variação nos protocolos de aplicação clínica, o que pode ter interferido nos resultados deste estudo.

Conclui-se que o NSF é uma alternativa clínica promissora e não invasiva para o manejo da cárie em dentes decíduos, mas a variabilidade das formulações e as limitações metodológicas exigem cautela e padronização em estudos futuros.

PN-R0453 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Escitalopram modula a resposta osteoimune em modelo experimental de periodontite
Rodrigo Mendes Ferreiro Girondo, Henrique Ballassini Abdalla, Marcelo Franchin, Bruna Benso, Rogério Heládio Lopes Motta
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou os efeitos do escitalopram sobre a microarquitetura do osso alveolar, a expressão de mediadores osteolíticos e o perfil inflamatório/imunorregulatório em modelo experimental de periodontite. Ratos Wistar machos receberam escitalopram nas doses de 1, 5 ou 10 mg/kg/dia por 91 dias, com indução de periodontite por ligadura durante a fase final do protocolo. A perda óssea foi avaliada por análise por microtomografia computadorizada. Tecidos gengivais e linfonodos cervicais foram analisados quanto à expressão de mediadores relacionados à osteoclastogênese e à resposta imune inflamatória. Adicionalmente, macrófagos RAW 264.7 foram estimulados com LPS para avaliação da produção de mediadores inflamatórios após exposição ao escitalopram. As doses de 5 e 10 mg/kg agravaram a reabsorção óssea alveolar e comprometeram parâmetros da microarquitetura trabecular, com redução de BV/TV e do número trabecular, além de aumento da porosidade óssea. No tecido gengival, o escitalopram modulou a expressão de RANK, RANKL e OPG, com alteração da relação RANKL/OPG. As doses mais elevadas foram associadas à manutenção ou ao aumento de mediadores pró-inflamatórios, incluindo TNF-α, IL-1β, IL-6 e IL-17, enquanto reduziram marcadores associados ao perfil T regulatório, como TGFβ1 e FOXP3, sem suprimir marcadores relacionados ao perfil Th17. Em macrófagos, o escitalopram não apresentou citotoxicidade e reduziu a produção de TNF-α e CXCL2/MIP-2 induzida por LPS.

Conclui-se que o escitalopram exerce efeito dose-dependente sobre a resposta osteoimune periodontal, podendo agravar a perda óssea em doses mais elevadas por favorecer um ambiente pró-inflamatório e reduzir mecanismos imunorregulatórios.

PN-R0454 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Impacto da anquiloglossia e do torcicolo congênito na dor mamilar e no aleitamento materno
Maria Eduarda Dias Merlini, Thayse Yumi Hosida, Caio Sampaio, Ana Julia Antunes Delbem, Jéssica Silva Santana, Thamires Priscila Cavazana, Juliano Pelim Pessan, Alberto Carlos Botazzo Delbem
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A amamentação é um processo fisiológico e a principal fonte de nutrição do bebê, desempenhando papel fundamental no crescimento e desenvolvimento deste. O estudo teve como objetivo investigar a influência da associação entre anquiloglossia e torcicolo congênito na dor mamilar materna durante a amamentação, além de avaliar sua relação com a preferência de mama do lactente. Para isso, realizou-se um estudo retrospectivo e descritivo através da análise de prontuários de lactentes (< 3 meses), que foram categorizados em dois grupos: bebês com torcicolo congênito associado à anquiloglossia (N=30), e bebês com anquiloglossia isolada (N=56). Foram extraídos dados referentes ao escore de dor na amamentação (Escala Visual Analógica) e à presença de preferência de mama. Para a análise estatística, utilizou-se o teste de Mann-Whitney para comparação da dor e o teste Qui-quadrado (x2) para verificar a associação entre as variáveis, adotando-se nível de significância de 5%. Não houve diferença na dor mamilar entre os grupos (p=0,772), independentemente da presença de preferência de lado pelo lactente (p=0,828). Entretanto, houve associação significativa entre o torcicolo congênito e a preferência de mama (χ²=4,026; p=0,045). Lactentes com torcicolo apresentaram uma frequência de preferência de mama de 46%, valor significativamente superior aos 23% observados no grupo sem a alteração cervical.

Conclui-se que o torcicolo congênito está diretamente relacionado à preferência de mama do lactente, porém não atua como fator agravante para a dor mamilar materna em casos de anquiloglossia. Os achados reforçam a importância de uma abordagem multidisciplinar e do exame clínico funcional do sistema estomatognático associado a aspectos posturais.

(Apoio: PIBIC  N° 14197)



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