9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0341 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Efeito do momento da ativação do sistema adesivo na união de dissilicato de lítio em esmalte e dentina com cimentos resinosos
Rafael Ragnolli Guimarães, Rafael de Pauli Santos, Luis Felipe Rondón Ordóñez, Bruno Arruda Mascaro, José Maurício Dos Santos Nunes Reis
Materiais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se a influência do momento da fotoativação do sistema adesivo na resistência de união de dissilicato de lítio cimentado em dentina e em esmalte bovino com cimentos dual ou fotopolimerizável após envelhecimento hidrotérmico. Discos (Ø7,75 mm) de dissilicato de lítio (IPS e.max CAD HT; Ivoclar-Vivadent) foram confeccionados em 0,5; 1,0 e 1,5 mm de espessura (n=80/grupo) e, após tratamento de superfície, foram cimentados em discos de esmalte ou dentina (Ø7,75x1,0 mm), condicionados com ácido fosfórico e adesivo, o qual foi fotopolimerizado por 10 s previamente à cimentação ou fotoativado simultaneamente ao cimento. Foram utilizados cimentos resinosos dual ou fotopolimerizável (Variolink Esthetic DC ou LC), fotopolimerizados por transiluminação por 40 s (Valo Grand; Ultradent). A resistência de união foi avaliada por cisalhamento em máquina de ensaios EMIC DL20000, utilizando dispositivo em lâmina de faca de 0,2 mm, velocidade de 1,0 mm/min e célula de carga de 5,0 kN, até a falha. Valores em N foram convertidos em MPa pela divisão da força máxima pela área adesiva. Os dados foram submetidos a testes de normalidade e homocedasticidade, seguidos de 3-way ANOVAs e Games-Howell. Em ambos os substratos, a fotopolimerização prévia do adesivo promoveu os maiores valores de resistência de união, independentemente do cimento. Quando o adesivo foi fotoativado por transiluminação, o cimento fotopolimerizável foi superior ao dual.

A fotopolimerização prévia do sistema adesivo aumentou a resistência de união em esmalte e em dentina, independentemente do cimento utilizado.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/12258-4)
PN-R0342 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Efeitos da adição de extrato de Anacardium occidentale L. em resina composta: estudo in vitro
Israel Luís Diniz Carvalho, Gabriella Rodrigues da Silva, Lorena Pinheiro Dantas Farias, Gabriela Queiroz de Melo Monteiro, Moan Jéfter Fernandes Costa, Pedro Henrique Sette-de-Souza
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou a incorporação de 0,5% de extrato hidroalcoólico da casca de Anacardium occidentale L. em uma resina composta nanohíbrida (Filtek Z250 XT). Foram confeccionados corpos de prova para grupo controle (RCC) e modificado (RCM), submetidos a testes de cor (n=5; 15×10×1 mm), microdureza Vickers, rugosidade superficial, atividade antimicrobiana (n=5; 2×5 mm), resistência à flexão e módulo de elasticidade (n=5; 25×2×2 mm), profundidade de polimerização (n=5; cilindro de 6 mm) e radiopacidade (n=2; 15×10×1 mm), seguindo a ISO 4049. A atividade antimicrobiana foi testada conforme ISO 3990. Os resultados mostraram alteração cromática significativa (ΔE>27). Não houve diferenças estatisticamente significativas para microdureza (HV) (p=0,21; RCC = 149.06 ± 41.84 e RCM = 127.44 ± 3.72), rugosidade superficial (μm) (p=0,06; RCC = 0.395 ± 0.152 e RCM = 0.221 ± 0.102, resistência à flexão (MPa) (p=0,171; RCC = 149,75 ± 31,15 e RCM = 115,03 ± 40,69), módulo de elasticidade (MPa) (p=0,951; RCC = 327,25 ± 108,53 e RCM = 331,89 ± 123,26). Houve diferença estatisticamente significativa para profundidade de polimerização (mm) (p=0,044; RCC = 4,10 ± 0,82 e RCM = 3,02 ± 0,04). Nenhum dos grupos apresentou atividade antimicrobiana. A radiopacidade foi equivalente entre os grupos.

Conclui-se que a modificação com extrato de A. occidentale não conferiu atividade antimicrobiana, influenciou a estética e reduziu a profundidade de polimerização. Entretanto, manteve a maioria das propriedades mecânicas dentro de padrões clinicamente aceitáveis, demonstrando a viabilidade do extrato como aditivo, desde que sua concentração seja otimizada em estudos futuros.

PN-R0343 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Impacto da Fração de Fibras de Vidro-E curtas nas Propriedades Mecânicas de um Compósito Odontológico Experimental
Isabela Duarte Ávila de Lima, Danthon Noronha de Moura, Rebeka de Oliveira Reis, Clara Melissa Natário Martins, Sheise Lany Cerdeira da Silva, Rony Peterson Alves Rodrigues, Luciana Mendonça Silva, Leandro de Moura Martins
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A restauração de dentes extensamente destruídos permanece um desafio devido às limitações mecânicas dos compósitos convencionais. Este estudo avaliou o impacto da fração de fibras de vidro-E nas propriedades mecânicas de um compósito experimental. Foram formulados seis grupos de resinas compostas experimentais com uma matriz de Bis-GMA/UDMA/TEGDMA e frações crescentes de fibras silanizadas (comprimento de 350 µm, diâmetro de 14 µm e razão de aspecto de 25): 0% (Controle), 10%, 15%, 20%, 25% e 30% em peso. O processamento utilizou mistura em centrífuga assimétrica sob cisalhamento laminar. Avaliaram-se Resistência Flexural (σf), Módulo Flexural (Ef, ISO 4049, n=10) e Tenacidade à Fratura (KIc, método SENB, n=10), com análise fractográfica por Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV). Dados submetidos à ANOVA e Tukey (α=0,05). A adição de fibras promoveu incrementos significativos (p<0,001). A σf aumentou progressivamente, com pico no grupo 30% (175,03±12,6 MPa), superando o platô entre 15% e 25% (≈140-151 MPa). O Ef saltou do controle (3,90 GPa) para um platô entre 5,01 e 5,81 GPa (p>0,05). A KIc exibiu comportamento linear (r2=0,98), culminando em 3,35±0,29 MPa⋅m1/2 aos 30%, equiparando-se à dentina coronal externa (2,2-3,4 MPa⋅m1/2). O MEV confirmou mecanismos de tenacificação ativos (ponteamento, pull-out e deflexão de trincas). Contudo, o grupo 30% apresentou consistência rígida e manipulação clínica comprometida, limitando sua aplicabilidade prática.

Conclui-se que as propriedades mecânicas são dependentes da fração de fibras. A formulação com 20-25% oferece o melhor equilíbrio entre desempenho mecânico e manipulação clínica adequada, consolidando-se como alternativa promissora para substituição dentinária.

(Apoio: CAPES)
PN-R0344 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Valorização de resíduos marinhos para desenvolvimento de membranas bioativas de nanocelulose bacteriana para terapia pulpar vital
Júnior José Goettems, Marianna Gimenes e Silva, Mauricio Malheiros Badaró, Adriana Poli Castilho Dugaich, Luísa Figueredo de Carvalho, Samira Schons de Oliveira, Sheila Cristina Stolf, Juliana Silva Ribeiro de Andrade
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Desenvolver uma plataforma bioativa sustentável baseada em membranas de nanocelulose bacteriana (BNC) funcionalizadas com carbonato de cálcio (CaCO₃), derivado de conchas de Perna perna, e Otosporin® (OTO) para terapia pulpar vital. As BNCs foram sintetizadas por Gluconacetobacter hansenii, purificadas, funcionalizadas com CaCO₃ (10%) e incorporadas com OTO, originando: G1: BNC; G2: BNC+CaCO₃; G3-G6: BNC+CaCO₃+OTO (12,5-100%). As membranas foram caracterizadas por microscopia eletrônica de varredura (MEV), espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), espectroscopia Raman e difração de raios X (DRX). A atividade antimicrobiana foi avaliada contra Streptococcus mutans e Enterococcus faecalis por teste de contato direto modificado e difusão em ágar. O perfil de liberação foi analisado por espectrofotometria UV-Vis. A citocompatibilidade foi avaliada por ensaio de MTT em células-tronco da polpa dental humana, e o potencial bioativo por atividade de fosfatase alcalina e deposição mineral. Os dados foram analisados por análise de variância (ANOVA), teste de Tukey e correlação de Pearson (α=0,05). Os resultados demonstraram que a MEV evidenciou estrutura porosa e distribuição homogênea do CaCO₃, enquanto FTIR, Raman e DRX confirmaram a funcionalização. A atividade antimicrobiana foi dependente da concentração, com maior efeito contra S. mutans. Observou-se liberação sustentada do fármaco. As membranas apresentaram citocompatibilidade, aumento da atividade de fosfatase alcalina e deposição mineral.

Essa abordagem integra valorização de resíduos marinhos e engenharia de biomateriais, destacando-se como estratégia translacional promissora para terapias regenerativas em odontologia.

(Apoio: Universal Fapesc   N° 2024TR002663)
PN-R0345 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Abordagens experimentais para escurecimento dental e padronização em estudos in vitro de clareamento dental: uma revisão de escopo
Gabriella Rodrigues da Silva, Bruna Roberta Araujo Leal, Letícia de Azevedo Lima Silva, Caroline Barbosa da Silva Almeida, Lorena Maranhão de Lima, Jamyson Martins Alves, Pedro Henrique Sette-de-Souza, Moan Jéfter Fernandes Costa
Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão foi mapear e analisar protocolos laboratoriais de escurecimento dental utilizados em estudos in vitro de clareamento, identificando tendências e lacunas na padronização experimental. A revisão seguiu as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Scoping Reviews (PRISMA-ScR) e do Joanna Briggs Institute, com protocolo registrado no Open Science Framework (DOI: 10.17605/OSF.IO/XMYK3). Realizou-se uma busca sistemática com descritores controlados e termos livres relacionados ao escurecimento e clareamento dental. As estratégias de busca foram adaptadas para PubMed, EMBASE, Scopus e Web of Science, sem restrições de ano ou idioma. Foram incluídos estudos in vitro que descrevessem protocolos de escurecimento prévios ao clareamento, com avaliação de cor objetiva ou subjetiva, e excluídos aqueles sem clareamento subsequente, sem análise de cor e ensaios clínicos. Os dados incluíram tipo de dente e substrato, amostra, condição inicial, agentes de escurecimento, duração, condições de pigmentação, armazenamento e métodos de avaliação de cor. O risco de viés foi avaliado pela Quality Assessment Tool for In Vitro Studies (QUIN Tool). 61 estudos foram incluídos, sendo 89% com baixo risco de viés. Dentes humanos e bovinos predominaram, com incisivos bovinos (36%) e molares humanos (16%). Os principais agentes de escurecimento foram chá preto (59%) e café (38%). Protocolos de imersão a 37 ºC por 5 a 7 dias ocorreram em 16% dos estudos. A cor foi avaliada por espectrofotometria, com ΔE em 75% dos estudos.

Observou-se elevada variabilidade metodológica, evidenciando a necessidade de maior padronização para melhor reprodutibilidade e comparabilidade em estudos in vitro de clareamento dental.

(Apoio: CAPES)
PN-R0346 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

PRODUÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE GEL ANTIOXIDANTE DE AÇAÍ CLARIFICADO A 5% ASSOCIADO AO FLUORETO DE SÓDIO PARA USO EM ESMALTE PÓS-CLAREAMENTO
Giovana Monteiro Teles, Monique Souza Dos Santos Paraense, Yasmin Caldas Sanches Dos Santos, Gessylene Cabral Sampaio de Mendonça, Lindalva Maria de Meneses Costa Ferreira, Herve Rogez, Rafael Rodrigues Lima, Sandro Cordeiro Loretto
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se as propriedades físico-químicas, a estabilidade e o potencial antioxidante de um gel à base de açaí (Euterpe oleracea Mart.) a 5%, associado ao fluoreto de sódio (NaF), com potencial aplicação em esmalte pós-clareamento. Na obtenção do gel utilizou-se: carbopol 2%, glicerina 3%, metilparabeno (0,05%), EDTA (0,1%), NaF (2%), açaí clarificado (5%), água (q.s.p.) e trietanolamina (q.s.). A estabilidade foi avaliada por testes preliminares (centrifugação e estresse térmico) e por estabilidade acelerada (propriedades organolépticas e pH) por 90 dias. A caracterização físico-química incluiu espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), calorimetria exploratória diferencial (DSC), termogravimetria (TG) e análises reológicas. A atividade antioxidante foi determinada pelos métodos DPPH, ABTS e FRAP. Verificou-se manutenção das características organolépticas, exceto da cor, atribuída às antocianinas, sem alteração significativa de pH. Os espectros de FTIR não evidenciaram novas bandas, sugerindo ausência de novas interações químicas. As análises de DSC e TG indicaram eventos térmicos típicos de sistemas hidrofílicos, com perda inicial de massa por evaporação de água, seguida de degradação térmica. As formulações contendo NaF apresentaram maior resíduo final, atribuído à presença de fração inorgânica termicamente estável, além de menor viscosidade observada nas análises reológicas. Ainda, o NaF modulou a atividade antioxidante de forma distinta entre os métodos testados.

Logo, concluiu-se que o gel de açaí a 5% associado ao NaF apresentou estabilidade e relevante ação antioxidante, sugerindo alternativa promissora para uso em protocolos restauradores pós-clareamento.

PN-R0348 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Avaliação da interface adesiva após irrigação do espaço para pino com soluções halogenadas e ácidas utilizando adesivo universal
Júlia de Freitas Ceccato, Jesus Aranda Rojas Lopez, Eliane Cristina Gulin de Oliveira, João Felipe Besegato, Wilfredo Gustavo Escalante-otárola, Milton Carlos Kuga
Departamento de Dentistica UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A adesão intrarradicular de um pino de fibra de vidro ainda representa um desafio clínico, pois a complexidade anatômica do canal e a ação dos irrigantes podem alterar a dentina e comprometer a eficácia dos sistemas adesivos. Este estudo avaliou a remoção da smear layer e o efeito de soluções irrigadoras na adesão de pinos de fibra à dentina radicular, com ênfase no ácido acético como alternativa ao EDTA (Ácido Etilenodiamino Tetra-acético). Foram utilizadas 80 raízes bovinas que passaram pelo tratamento endodôntico e foram submetidas ao preparo intracanal para cimentação do pino de fibra de vidro anatomizado, as raízes foram divididas em 4 grupos (n=20) HS-ED (Hipoclorito de Sódio com EDTA); HS-AA (Hipoclorito de Sódio com Ácido Acético); HC-ED (Hipoclorito de Cálcio com EDTA) e HC-AA (Hipoclorito de Cálcio com Ácido Acético); as soluções foram irrigadas dentro do espaço para pino, após a irrigação os pinos foram cimentados com o Cimento Resinoso Dual Allcem Core, todos os espécimes foram submetidos ao teste de resistência de união, padrão de falha adesiva, microscopia eletrônica de varredura, analise da incidência de resíduos e contagem dos túbulos dentinários abertos. Os grupos que utilizaram ácido acético, apresentaram um valor na resistência de união superior quando comparados aos grupos que utilizaram Ácido Etilenodiamino Tetra-acético.

A interação do ácido acético com o hipoclorito de sódio ou hipoclorito de cálcio promoveu uma reação que com o uso da água destilada para irrigação, removeu todo o precipitado formado dentro do contudo radicular promovendo uma menor incidência de resíduos na superfície dentinária.

PN-R0328 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Impacto da película adquirida modificada pela CaneCPI-5 no clareamento dental de consultório a 35% e 9%: eficácia estética e difusão de H2O2
Heloísa Vitória Amorim Pereira Corrêa, Karen Milaré Seicento Aidar, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Flavio Henrique Silva, Lara Maria Bueno Esteves, Marissa Geretti Timpurim Silva, Talita Mendes Oliveira Ventura, André Luiz Fraga Briso
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar in vitro e comparativamente o efeito da película adquirida do esmalte (PA) modificada ou não pela cistatina derivada da cana de açúcar (CaneCPI-5) no tratamento clareador com peróxido de hidrogênio (H2O2) em concentrações de 35% (PH35) e 9% (PH9), avaliando-se a eficácia estética e a difusão trans-amelodentinária de H2O2. Foram utilizados 108 discos de esmalte/dentina bovina alocados em 9 grupos (n=12): C (Controle), CPA (PA); CPAC (CaneCPI-5+ PA); CPH35 (PH35); PAPH35 (PA+PH35); PACPH35 (CaneCPI-5+ PA+PH35); CPH9 (PH9); PAPH9 (PA+PH9); PACPH9 (CaneCPI-5+ PA+PH9). Foram realizadas 3 sessões clareadoras de 45 minutos, com formação prévia da PA, modificada ou não pela CaneCPI-5, por incubação em saliva humana por 2 horas. A alteração cromática (ΔE00) e índice de clareamento (ΔWID) foram mensurados com espectrofotômetro de reflexão UV em baseline, 24h após cada sessão e 14 dias após o término. A difusão trans-amelodentinária de H₂O₂ foi avaliada durante a 1ª sessão pelo método enzimático. Os dados foram analisados por ANOVA 3 critérios com medidas repetidas para eficácia clareadora e ANOVA 2 critérios para difusão com pós-teste de Tukey (α=0,05). Com relação ao ΔE00 e ΔWID, observou-se que PH35>PH9>placebo, com aumento progressivo ao longo do tempo e sem diferença estatística entre tratamentos de esmalte. Os maiores valores de difusão foram observados em PH35>PH9>placebo, sendo que em PH35 e PH9, os grupos sem tratamento de esmalte apresentaram maior difusão que PA e PA+CaneCPI-5, ambos sem diferença estatística entre si.

Conclui-se que a eficácia clareadora e a difusão do H₂O₂ são dependentes da concentração, e que a presença de PA, modificada ou não CaneCPI-5, pode reduzir a difusão do H₂O₂ sem prejuízo estético.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2025/07833-5)
PN-R0330 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Percepção de cirurgiões-dentistas das unidades básicas de saúde sobre a hipersensibilidade dentinária
Ana Clara Geres, Gabriel Henrique Ribeiro Rodrigues de Oliveira, Paula Yhorrana Viana Telles, Nathália Mancioppi Cerqueira Bellodi, Larissa Moreira Spinola de Castro-raucci, Walter Raucci-Neto
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou o conhecimento de cirurgiões-dentistas das Unidades Básicas de Saúde de Ribeirão Preto sobre hipersensibilidade dentinária (HD). Foram aplicados questionários sobre perfil profissional, diagnóstico e conduta clínica. Sessenta e duas respostas foram analisadas. A maioria concluiu a graduação há mais de 10 anos (51,6%) e relatou preparo adequado (79,0%). Os dados foram analisados pelo teste do qui-quadrado de aderência (α=5%). Observou-se predominância da abordagem diagnóstica integrada com a utilização combinada de anamnese, exame clínico e radiográfico (79,0%; p < 0,001). A investigação de hábitos alimentares foi amplamente realizada (98,4%; p < 0,001), enquanto a avaliação da qualidade do sono também apresentou diferença significativa, embora com menor frequência (66,7%; p = 0,007). Por outro lado, a investigação do fluxo salivar não apresentou diferença estatisticamente significativa (50,0%; p = 1,000). A dor aguda desencadeada por estímulos térmicos foi a principal queixa relatada (42,4%; p < 0,001). O uso de agentes dessensibilizantes representou a conduta terapêutica mais frequente (21,2%; p < 0,001), frequentemente associado à recomendação de dentifrícios específicos. A maior prevalência de pacientes com HD foi observada entre 31 e 50 anos (47,0%; p < 0,001). As principais barreiras envolveram limitações de recursos e organizacionais, com distribuição significativa (p=0,004).

A eficácia dos tratamentos foi predominantemente moderada ou baixa, e a maioria dos profissionais não participou de capacitações. Embora demonstrem conhecimento sobre a HD, limitações estruturais e baixa capacitação ainda comprometem a efetividade do tratamento, indicando necessidade de melhorias na formação e no SUS.

(Apoio: Programa Unificado de bolsas da Universidade De São Paulo   N° 1992)
PN-R0335 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Sistemas adesivos universais com e sem HEMA/10-MDP: análise de perfil composicional, grau de conversão e molhabilidade
Fabiana Gomes Cardoso Pereira de Sousa, Camily Bocardo Rodrigues, Marina Ciccone Giacomini, Mylena Proença Costa, Gabriel Franco Alves, Victor Mosquim, Giovanna Speranza Zabeu, Linda Wang
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Alternativas ao uso do HEMA em formulações adesivas combinados a monômeros autocondicionantes tem possibilitado opções comerciais aparentemente interessantes. O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar o perfil composicional, o grau de conversão (GC) e o grau de molhamento (GM) de sistemas adesivos universais contendo ou não HEMA e 10-MDP. O fator de estudo foi dividido em 4 níveis: Clearfil SE Bond (SE; controle: 10-MDP+HEMA), Adper Single Bond Universal (SU; 10-MDP+HEMA), Beautibond Xtreme (BX; HEMA-free e sem 10-MDP) e G2 Bond Universal (G2; HEMA-free com 10-MDP). O perfil composicional e GC (n=5) foram analisados por espectroscopia de infravermelho (FTIR). O GM (n=5) foi mensurado em dentina humana hígida através da média dos ângulos de contato após 2 minutos utilizando-se um goniômetro. Os dados apresentaram violação dos pressupostos de normalidade e homogeneidade, sendo submetidos ao teste de Kruskal-Wallis (p<0,05). Para o GC, não houve diferença estatística entre os grupos (p=0,351), com medianas variando entre 93,5% (BX) e 95,7% (SU). Para o GM, houve diferença significativa (p=0,001). O grupo G2 apresentou a maior mediana de ângulo de contato (51,1º), indicando menor molhabilidade, seguido por SU (21,1º) e BX (20,6º), enquanto SE apresentou o melhor desempenho em molhamento (13,1º).

Conclui-se que, embora a ausência de HEMA e do 10-MDP não tenha impactado o grau de conversão, a composição química influenciou diretamente a interação física com a dentina, sendo que o adesivo G2 Bond Universal apresentou o maior caráter hidrofóbico entre os materiais testados.

(Apoio: CNPq  N° 142911/2025-9  |  CAPES  N° 001)



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