9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0304 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Interação material-substrato em dentina radicular pós-radioterapia: papel da polimerização e bioatividade.
Bianca Pires Nepomuceno Luchesi, Marina Ciccone Giacomini, Linda Wang, Paulo Sérgio da Silva Santos, Heitor Marques Honório, Nick Silikas, Marilia Mattar de Amoêdo Campos Velo
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro investigou como propriedades de materiais restauradores modulam a interação com dentina radicular hígida (H) e pós-radioterapia (PR) sob desafio cariogênico. A contração de polimerização (CP) de CIVMR (Vitremer®), RC (Z350®) e resinas bulk-fill (BF-flow e BF-reg) (n=6) foi avaliada pela técnica de disco aderido. Espécimes de dentina radicular bovina foram randomizados em H e PR (70 Gy), submetidos à lesão de cárie, restauração e ciclagem de pH. Os tratamentos incluíram dentifrícios sem flúor (NF), F convencional (1450 ppm F, Colgate Total® - CT) e alta concentração (5000 ppm F, Clinpro® - CL) (n=8). As variáveis foram CP (%), EDX (%), perda de dureza superficial (%PDS) e dureza em secção transversal (DST). Os dados de dureza foram submetidos à ANOVA três fatores e Tukey (p<0,05). CIVMR e BF-flow apresentaram maior CP. Em dentina H, NF resultou em maiores valores de %PDS para BF-flow (81,16±2,44) e RC (78,34±1,42), enquanto CIVMR apresentou menor perda (68,65±0,99) (p<0,05). Com CL, observaram-se menores valores para CIVMR (58,38±6,10) e RC (59,21±2,25) (p>0,05), com tendência semelhante em dentina PR.

A interação material-substrato é predominantemente modulada pela bioatividade, superando o efeito da CP e favorecendo o controle de cárie mesmo após radiação.

(Apoio: FAPESP  N° 15/00817-2  |  FAPESP  N° 16/17247-7  |  CAPES  N° 001)
PN-R0305 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Influência da espessura e do polimento na estabilidade de cor de resinas compostas injetáveis submetidas ao manchamento
Kamilla Zampieri Osternack , Patricia Valeria Manozzo Kunz, Marina da Rosa Kaizer, Carlos Eduardo Edwards Rezende, Carla Castiglia Gonzaga
Odontologia UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito da espessura e do polimento na estabilidade de cor de resinas indicadas para a técnica injetável. Foram confeccionados discos (n=10) nas espessuras de 0,5, 1,0 e 1,5 mm com as resinas Beautifil Flow Plus F03- BEA; Vittra APS Flow - APS; Luna Flow - LUN; G-aenial Universal Flow - GAE; Neo Spectra ST Flow - NSP e Filtek Supreme Flow - SUP, todas na cor A1. A cor foi determinada por fotografia e (CIELab) no momento inicial, após manchamento em café (48h a 37°C) e após polimento com discos diamantados (Diamond Pro, FGM). Os valores de alteração de cor (ΔE00) foram submetidos à ANOVA de medidas repetidas e teste de Tukey (α=5%). Após o manchamento, a maioria das resinas apresentou alteração de cor clinicamente inaceitável (ΔE00> 1,8). A resina GAE (0,5 mm) apresentou os menores valores de ΔE00, sendo a única a ficar abaixo do limite de aceitabilidade após a imersão em café. A resina BEA, em todas as espessuras, apresentou a maior suscetibilidade ao manchamento inicial. O polimento promoveu redução estatisticamente significativa do ΔE00 para todos os materiais e espessuras avaliadas. Após o polimento, as resinas LUN (1 e 1,5 mm), NSP (1 e 1,5 mm), BEA (1 mm), GAE (0,5 e 1 mm), APS (1,5 mm) e SUP (1 mm) atingiram valores menores que o limite de aceitabilidade (ΔE00< 1,8).

A estabilidade de cor das resinas injetáveis é influenciada pela composição do material e pela espessura, sendo o polimento um fator determinante para a redução do manchamento e recuperação da estética em todos os grupos avaliados.

PN-R0307 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

INFLUÊNCIA DO USO DE AGENTES MODELADORES E SISTEMAS ADESIVOS NA BIODEGRADAÇÃO DE RESINA COMPOSTA
Filipe Farias Manta, Thayza Christina Montenegro Stamford, María Olimpia Paz Alvarenga, Luís Felipe Espíndola-castro, Sandrine Bittencourt Berger, Ângela Maisa da Silva Marcos, Gabriela Queiroz de Melo Monteiro
Odontologia UNIVERSIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO E DA REGIÃO DO PANTANAL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a biodegradação superficial de uma resina composta nanoparticulada associada a agentes modeladores e sistemas adesivos. Foram confeccionados 190 discos de resina Filtek Z350 XT (3M ESPE), distribuídos em três grupos: (1) controle sem aplicação (CT); (2) agentes modeladores Composite Wetting Resin (CW) e Modeling Resin (MR); (3) sistemas adesivos Single Bond Universal (SBU) e Scotchbond Multiuso (SBM). Na fase in situ, 38 voluntários utilizaram, por 7 dias, dispositivo intraoral contendo um espécime de cada grupo. O desafio cariogênico foi realizado com solução de sacarose a 20%. A rugosidade superficial (Ra) foi mensurada antes e após o desafio; a análise micromorfológica foi realizada por microscopia eletrônica de varredura. Avaliaram-se unidades formadoras de colônia (UFC/mL) e adesão bacteriana. Os dados foram analisados pelos testes de Shapiro-Wilk, Kruskal-Wallis e Wilcoxon. Diferenças significativas na Ra foram observadas nos grupos SBU e CT, sendo o CT mais regular. Todos os grupos apresentaram adesão bacteriana, sem diferenças na contagem de UFC/mL. Sistemas adesivos solvatados influenciaram a rugosidade superficial e a biodegradação.

O uso do SBU promoveu aumento da rugosidade superficial, interferindo na biodegradação. Não houve impacto relevante na adesão bacteriana e topografia. Agentes modeladores não influenciaram a biodegradação da resina composta.

(Apoio: CAPES)
PN-R0308 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

EFEITO DOS PROTOCOLOS DE ATIVAÇÃO EM CIMENTOS RESINOSOS DUAIS NO GRAU DE CONVERSÃO E NA RESISTÊNCIA DE UNIÃO
André Bueno da Silva, Mariana Elias Queiroz, Ariene Arcas Leme, Oscar Rysavy, Ana Teresa Maluly-Proni, Wirley Gonçalves Assunção, Cristina de Mattos Pimenta Vidal , Paulo Henrique dos Santos
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo objetivou avaliar a influência do fotopolimerizador e do protocolo de ativação no grau de conversão (GC) e na resistência de união (RU) de cimentos resinosos duais, utilizados na cimentação de pinos de fibra de vidro. 130 pré-molares unirradiculares tiveram as coroas clínicas removidas e foram distribuídos aleatoriamente em 10 grupos experimentais: de acordo com o cimento resinoso dual (Multilink Automix ou Variolink Esthetic DC), o protocolo de ativação (ativação química, fotopolimerização imediata e após 5 minutos) e o fotopolimerizador (Elipar DeepCure-S ou Grand VALO). Uma fatia de cada terço radicular foi obtida perpendicularmente de seu longo eixo. Para avaliar a RU, a secção de cada terço passou pelo teste push-out. Para a análise do GC, espectros de amostras dos cimentos polimerizados e não polimerizados foram obtidos por espectroscópio FTIR. Os valores foram submetidos ao teste ANOVA e Tukey (α = 0,05). O protocolo de ativação não influenciou nos resultados de RU (p > 0,05) e os maiores valores foram obtidos no terço cervical (14,26 ± 3,26 MPa), quando comparados aos terços médio (12,50 ± 2,81 MPa) e apical (8,58 ± 3,02 MPa) (p < 0,001). O cimento Variolink Esthetic DC apresentou os menores valores de GC (p<0,001) e RU (p<0,001) em comparação ao cimento Multilink Automix. A ativação química resultou em menores valores de GC para ambos os cimentos (p < 0,05). Para Variolink Esthetic DC, a ativação imediata com o Grand VALO (56,73 ± 12,78%) apresentou menores valores de GC em comparação ao Elipar DeepCure-S (72,57 ± 4,21%) (p < 0,05).

A fotoativação tardia não impactou o GC e a RU quando comparada com a imediata e ambas se mostraram melhores que a ativação química e indispensáveis para o adequado GC dos materiais.

(Apoio: CAPES  N° 8887.716799/2022-00  |  CAPES  N° 88887.960032/2024-00  |  CAPES  N° 88887.143570/2025-00)
PN-R0309 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Efeito do plasma de baixa temperatura nas propriedades das dentinas hígida e erodida e na qualidade da interface adesiva
Vitória Marques Gomes, André Luiz Fraga Briso, Bruno Mena Cadorin, Ticiane Cestari Fagundes, Paulo Henrique dos Santos, Anderson Catelan
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar o efeito da aplicação do plasma de baixa temperatura à base de argônio (PBT), associado ou não ao oxigênio, sobre o ângulo de contato (º), energia de superfície (ES) e energia total de interação livre (∆GswsTotal) das dentinas hígida (DH) e erodida (DE), bem como a resistência de união (RU) e a qualidade da interface adesiva. Quarenta e oito molares humanos hígidos (n=8) tiveram tecido dentinário exposto e produção de smear layer. Metade destes foi submetida ao protocolo de erosão (HCl-pepsina). Os tratamentos realizados foram: A) TPBT (aplicação do PBT); B) PBTO2 (aplicação do PBT+2% oxigênio); C) SPBT (sem aplicação do PBT). Foi utilizado um goniômetro para as análises de º, ES e ∆GswsTotal. A RU foi obtida pelo teste de microtração (24h e 10.000 ciclos térmicos). A interface adesiva foi avaliada por meio da Microscopia de Varredura Confocal a Laser. As análises estatísticas foram feitas pela ANOVA e Teste de Tukey (α=0,05). O TPBT diminuiu o º quando comparado ao SPBT, com valores intermediários para PBTO2, apenas para DH. A DE apresentou maiores valores de ES quando comparada à DH, independente do tratamento realizado. O TPBT aumentou a ∆GswsTotal comparado ao SPBT, enquanto o PBTO2 apresentou valores intermediários, independente do tipo de dentina. Para a RU, foi observada diminuição na adesão em todos os grupos após a ciclagem térmica. Notou-se uma relação na espessura da camada adesiva e tratamento realizado: grupos SPBT com camada adesiva mais espessa; grupos TPBT com camada intermediária; com a menos espessa em PBTO2.

Conclui-se que o PBT aumentou a hidrofilia de ambas as dentinas e a molhabilidade da DH, onde foi observada menor ES, sem influência na DE e na RU; ainda, o PBTO2 melhorou a qualidade da interface adesiva.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/16034-6)
PN-R0310 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

COMPORTAMENTO ÓPTICO DE RESINA COMPOSTA MONOCROMÁTICA E POLICROMÁTICA EM DENTE BOVINO APÓS CLAREAMENTO DENTAL: AVALIAÇÃO IN VITRO
Adriana Oliveira, Flávio Augusto de Moraes Palma, Luciana Fávaro Francisconi-dos-Rios, Daniel Maranha da Rocha, Flavia Pardo Salata Nahsan
PRODONTO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a comportamento da cor de resina composta monocromática e policromática com o esmalte adjacente, após a aplicação de gel clareador em alta concentração. Foram delimitadas áreas retangulares na face vestibular de dentes bovinos (n=96), subdivididas em dois segmentos, sendo um deles preparado com cavidade padronizada para restauração. As cavidades foram restauradas com resinas compostas monocromática (Vittra APS Unique, FGM) e policromática (Filtek Z350 XT, Solventum). As amostras foram distribuídas em seis grupos (n=16), de acordo com dois fatores: não clareado (NC) e clareado (CL) e tipo de restauração: controle (C), resina policromática (F) e resina monocromática (V). Após a restauração, apenas os grupos designados como clareados (CL) foram submetidos à aplicação de gel clareador de alta concentração (Whiteness HP, FGM). A cor foi mensurada por espectrofotômetro (X-Rite, Pantone) e a diferença de cor (ΔE₀₀) foi calculada pela fórmula CIEDE2000 a partir dos valores do sistema CIELab. A análise de Variância e teste de Tukey (p<0,05) foram aplicados para verificar a diferença entre os grupos. Foram encontradas diferenças significativas entre os grupos clareados e não clareados. Observou-se diferença de cor (ΔE00), maior para F.CL e menor pra V.NC. A diferença de cor para F e V entre a área restaurada e a adjacente aumentou com o clareamento.

A resina composta monocromática apresentou correspondência satisfatória de cor quando comparada à resina policromática nos grupos NC. O clareamento influenciou o comportamento óptico para ambas resinas. Nenhuma resina, na diferença de cor, alcançou a cor do esmalte dental.

(Apoio: CAPES)
PN-R0311 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Influência da escovação com dentifrícios convencional, clareador e com carvão ativado na cor de materiais CAD/CAM cimentados sobre dentina
Luis Felipe Rondón Ordóñez, Rafael de Pauli Santos, Rafael Ragnolli Guimarães, Renata Garcia Fonseca, Bruno Arruda Mascaro, José Maurício Dos Santos Nunes Reis
Departamento de Materiais Odontológicos UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivos: Avaliar a influência da escovação com diferentes dentifrícios na diferença de cor de materiais CAD/CAM cimentados sobre dentina. Material e métodos: Foram confeccionados discos (Ø7,5x1±0,05 mm) de Grandio Blocs-GB, VITA Enamic-VE e VITABLOCS Mark II-VM na cor A2 de alta translucidez, bem como de dentina bovina (n=12), por meio de usinagem em cilindros seguida de seccionamento em máquina de corte. As superfícies dos materiais foram caracterizadas com stain e glaze, e cimentados sobre dentina com cimento resinoso dual. O ensaio de escovação simulou 5 anos de desafio clínico, utilizando dentifrícios convencional (C), com carvão ativado (CA) e clareador (CL). As coordenadas CIELAB foram obtidas com espectrofotômetro (CM-2600d), observador 2º e iluminante D65. Diferenças de cor CIEDE2000 (∆E00) foram calculadas. Os resultados foram comparados aos limiares de perceptibilidade (LP) e aceitabilidade (LA) por meio de intervalos de confiança de 95% (IC95%). A topografia de superfície foi analisada qualitativamente por microscopia confocal de varredura a laser 3D (100×). Resultados: As combinações GB-C, GB-CA, VE-CA e VE-CL apresentaram IC95% de ∆E00 acima do LA. As demais condições, GB-CL, VE-C, VM-C, VM-CA e VM-CL apresentaram IC95% de ∆E00 abaixo do LA. Após a escovação, observaram-se alterações na topografia da superfície, com um aumento na relação entre picos e vales.

Conclusões: Os materiais CAD/CAM GB e VE apresentaram diferenças de cor aceitáveis e inaceitáveis, de acordo com o tipo de dentifrício da escovação. VM manteve diferenças de cor acetáveis, independentemente do dentifrício empregado.

(Apoio: FAPESP  N° 2022/12430-9  |  FAPESP  N° 2022/12431-5)
PN-R0313 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Desenvolvimento e caracterização de infiltrantes resinosos contendo nanosilicato de cálcio funcionalizado com clorexidina
Shirley Maria de Nazaré Rocha Cardoso, Laysa da Cunha Barros, Paulo Vitor Campos Ferreira, Felipe Silva Gomes, Amanda Palmeira de Arruda Nogueira, Thais Bezerra da Maceno Oliveira, Rayssa Ferreira Cavaleiro de Macêdo, José Roberto de Oliveira Bauer
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi desenvolver e caracterizar infiltrantes resinosos experimentais contendo diferentes concentrações de nanosilicato de cálcio (NANOSIL) (5% e 10%), com e sem funcionalização com clorexidina (CHX), comparando-os ao infiltrante controle e comercial. Avaliou-se as propriedades físico-químicas: grau de conversão (GC), ângulo de contato (AC), rugosidade superficial (RS), sorção (SO) e solubilidade (SL), alteração do pH, liberação iônica (Ca++) e formação de precipitados in vitro. Foram formulados quatro grupos experimentais: NANOSIL 5%, NANOSIL 10%, NANOSIL 5% CHX e NANOSIL 10% CHX. Os materiais foram comparados ao controle experimental sem carga e ao Icon® (DMG). Os testes incluíram GC (n=3), AC (n=6), rugosidade (n=7), SO e SL (n=7), liberação de íons Ca²⁺ (n=7), variação de pH (24h a 28 dias) (n=7) e formação de precipitados (n=4). Os dados foram analisados com testes de normalidade (Shapiro Wilk), ANOVA de um fator e ANOVA de medidas repetidas, com comparações múltiplas pelo teste de Holm-Sidak (α = 0,05). Não houve diferença significativa entre os grupos quanto ao GC, SL e RS. NANOSIL 10% CHX apresentou maior AC. NANOSIL 5% e 10% revelaram maior liberação Ca++, enquanto os grupos com CHX mostraram liberação intermediária. O comportamento de SO foi semelhante ao Icon®, estabilizando após 7 dias. NANOSIL 5% e 10% apresentaram maior formação de hidroxiapatita.

Os infiltrantes resinosos experimentais apresentaram desempenho físico-químico semelhante ao material comercial, diferindo apenas pela liberação de íons cálcio. Além disso, demonstraram capacidade de induzir a formação de hidroxiapatita, independentemente da concentração de nanopartículas ou da funcionalização com clorexidina.

PN-R0314 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Comportamento reológico e perfil de textura de gel experimental dessensibilizante à base de canabidiol para aplicação dental
Marina Lima Wanderley, Jamily Jose Quaresma, Ana Carolina Gomes de Albuquerque de Freitas, Allícia Drielly Abreu Silva, Camila de Paiva Rodrigues, Jonata Leal Dos Santos, Russany Silva da Costa, Jesuina Lamartine Nogueira Araújo
Dentística UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de derivados da Cannabis sativa L. na odontologia têm despertado interesse devido suas propriedades terapêuticas, exigindo o desenvolvimento de formulações com características adequadas para aplicação na superfície dentária. O objetivo desse estudo foi avaliar o comportamento reológico e perfil de textura de um gel experimental dessensibilizante à base de óleo de canabidiol 7% e compará-lo ao gel comercial dessensibilizante (Dessensibilize KF2%-FGM). Os excipientes da formulação experimental foram determinados com base na 6ª edição da Farmacopéia Brasileira. O comportamento reológico dos géis foi analisado em temperatura ambiente (±25ºC) e em temperatura da boca (±37,5ºC), em um reômetro, com o sistema cone placa, girando a 100.01 rpm, para um tempo de 120 s. O perfil de textura avaliou os parâmetros dureza e adesividade, através de um analisador de textura, com dois ciclos de compressão, a uma taxa fixa de 2 mm/s e profundidade de 10 mm. Os géis apresentaram comportamento de flúidos pseudoplásticos e aumento da viscosidade em temperatura da boca, no entanto apenas o gel experimental apresentou tixotropia. Os valores dos parâmetros do perfil de textura do gel comercial foram superiores aos da formulação experimental. A menor dureza aliada à adesividade e à tixotropia do gel experimental podem ser consideradas características vantajosas para superfície dentária, pois conferem facilidade de espalhamento e potencial de permeabilidade na estrutura dentária.

O gel experimental à base de canabidiol apresentou características reológicas e parâmetros de textura adequados para aplicação na superfície dentária.

PN-R0315 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Citotoxicidade das diferentes fases do cimento de aluminato de cálcio
Andreza Vasques, Paola da Rosa Silveira, Kamile Leonardi Dutra Horstmann, Elena Riet Correa Rivero, Cleonice da Silveira Teixeira, Renata Gondo Machado, Cláudia Ângela Maziero Volpato, Lucas da Fonseca Roberti Garcia
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a citotoxicidade das diferentes fases isoladas do cimento de aluminato de cálcio (CA, CA2 e C12A7), comparativamente ao cimento de aluminato de cálcio convencional (CAC) e ao agregado trióxido mineral (MTA), por meio da viabilidade de fibroblastos 3T3. Amostras dos cimentos foram manipuladas e mantidas para presa por 24 h, sendo posteriormente imersas em meio DMEM para obtenção de extratos. Os extratos foram filtrados e testados nas diluições 1:1, 1:2 e 1:4. Fibroblastos 3T3 foram expostos aos extratos por 24 e 48 h. A viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio MTT e expressa em porcentagem em relação ao controle. Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores, seguida do pós-teste de Tukey (α = 5%). A citotoxicidade foi dependente do material, da concentração e do tempo. De acordo com a norma ISO 10993-5, a diluição 1:1 apresentou, em geral, comportamento citotóxico, especialmente após 48 h. CA e C12A7 apresentaram os melhores perfis de citocompatibilidade, com viabilidade celular elevada nas diluições 1:2 e 1:4. O CA2 demonstrou comportamento intermediário. O C12A7 destacou-se por apresentar recuperação da viabilidade ao longo do tempo na maior concentração. O CAC exibiu elevada citotoxicidade na maioria das condições, enquanto o MTA apresentou boa viabilidade nas diluições mais baixas, porém com acentuada citotoxicidade na diluição 1:1 em 48 h.

A citotoxicidade dos cimentos é influenciada pela composição da fase, concentração e tempo de exposição. As fases CA e, principalmente, C12A7 demonstraram maior potencial biológico, sugerindo que o isolamento de fases do cimento de aluminato de cálcio pode representar uma estratégia promissora para o desenvolvimento de biomateriais mais biocompatíveis.




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