9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0291 - Painel Efetivo
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Efeito dos dentifrícios experimentais contendo micropartículas de quitosana e epigalocatequina-3-galato na remineralização da dentina
Luísa Valente Gotardo, Antonio Claudio Tedesco, Letícia de Sousa Franco, Karen Pintado Palomino, Aline Evangelista Souza-Gabriel, Silmara Aparecida Milori Corona
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi desenvolver novos dentifrícios fluoretados contendo epigalocatequina-3-galato (EGCG) e micropartículas de quitosana (MQ) e avaliar seu efeito na remineralização da dentina submetida à ciclagem de pH, por meio da análise da microdureza superficial e da morfologia de superfície por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Cinquenta espécimes de dentina bovina foram distribuídos em cinco grupos de dentifrícios: sem flúor (C-), fluoretado (1450 ppm F) (C+), fluoretado com EGCG (EGCG), fluoretado com micropartículas de quitosana (MQ) e fluoretado com EGCG encapsulada em micropartículas de quitosana (EGCG+MQ). Os espécimes foram avaliados em três condições: hígido, sem tratamento (H), desmineralizado, com lesão de cárie artificial (D) e tratado, após ciclagem de pH por 7 dias e aplicação dos dentifrícios duas vezes ao dia (T). Os dados foram analisados por ANOVA de duas vias com medidas repetidas, seguido do teste post hoc de Bonferroni (α=5%). Na análise de microdureza, o grupo EGCG+MQ apresentou valores significativamente superiores em relação aos demais grupos (p<0,05). Na análise de cada grupo isolado, C- e C+ apresentaram diferença entre as condições H, D e T, com menor microdureza na condição T, devido à ciclagem de pH. Já EGCG, MQ e EGCG+MQ não diferiram entre as condições D e T (p>0,05). Na análise qualitativa por MEV, não houve obliteração expressiva de túbulos dentinários em nenhum dos grupos.

Conclui-se que o dentifrício EGCG+MQ apresenta desempenho superior na remineralização da dentina, evidenciado pela maior microdureza. Os dentifrícios MQ e EGCG mostraram bom potencial para manter os valores de microdureza mesmo após a ciclagem de pH, quando comparados aos dentifrícios sem flúor e fluoretado.

(Apoio: CAPES  N° 88887.008135/2024-00)
PN-R0294 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Efeito antibacteriano da prata incorporada a revestimentos biocerâmicos em superfícies de titânio - Uma revisão sistemática
Ana Lívia Cuel de Moraes, Lívia Maiumi Uehara, Andréa Cândido Dos Reis
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão sistemática foi responder: "Quais são os efeitos antibacterianos da prata incorporada a revestimentos biocerâmicos aplicados em superfícies de titânio para uso odontológico?". Seguiu-se as diretrizes PRISMA com registro no Open Science Framework. A busca personalizada foi realizada em 5 bases de dados e na literatura cinzenta. Dois revisores, de forma independente, conduziram a seleção dos estudos em duas etapas, com base em critérios de elegibilidade. Foram incluídos estudos in vitro que avaliaram os efeitos antimicrobianos da prata (Ag) incorporada a revestimentos biocerâmicos em superfícies de titânio (Ti). Excluíram-se revisões de literatura, artigos que não avaliaram o efeito antibacteriano em superfícies de Ti revestidas com biocerâmica e Ag e os não voltados à odontologia. O risco de viés foi avaliado por meio da ferramenta RoBDEMAT. Dos 418 potenciais estudos, 212 foram selecionados por título e resumo, 7 lidos na íntegra e 6 incluídos, os quais apresentaram risco de viés geral moderado. A análise qualitativa indicou que os revestimentos biocerâmicos contendo Ag promoveram maior atividade antimicrobiana, especialmente contra bactérias Gram-negativas, devido à maior facilidade de penetração da Ag iônica em sua parede celular. Essa penetração leva à geração de espécies reativas de oxigênio, que causa danos ao DNA, proteínas e à membrana celular. Além disso, interfere no metabolismo bacteriano ao inibir a produção de adenosina trifosfato e a formação de biofilme.

Portanto, a pergunta proposta por esta revisão sistemática foi respondida, uma vez que a incorporação de Ag em revestimentos biocerâmicos sobre superfícies de Ti potencializa os efeitos antibacterianos de implantes para uso odontológico.




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