9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0293 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Avaliação da remineralização do esmalte dental com o uso de verniz fluoretado e terapia com ozônio medicinal: estudo in vitro
Marcos Vinicius Cocco Durigon, Veridiana Camilotti
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho buscou analisar a eficácia do verniz fluoretado com fluoreto de sódio a 5% e da terapia com ozônio no processo de remineralização do esmalte dentário, visando estratégias não invasivas para paralisar lesões de cárie incipientes. A pesquisa foi conduzida in vitro através do uso de trinta incisivos bovinos hígidos, os quais tiveram suas coroas seccionadas e submetidas a uma desmineralização artificial em solução de ácido acético por vinte e quatro horas para simular o desafio cariogênico. As amostras foram distribuídas aleatoriamente em três grupos experimentais: aplicação isolada do verniz fluoretado com fluoreto de sódio a 5%, aplicação isolada de ozônio gasoso e a associação concomitante de ambos os protocolos. A mensuração da recuperação mineral ocorreu via análise de microdureza Knoop nos períodos inicial, após o desafio ácido e após as intervenções terapêuticas. As observações evidenciaram uma queda significativa na microdureza após a fase ácida em todos os grupos, confirmando a criação da lesão artificial, seguida de um incremento relevante após os tratamentos. A análise estatística, realizada por meio dos testes de Shapiro-Wilk e ANOVA com pós-teste de Tukey, apontou que a combinação de ozônio e verniz proporcionou um potencial remineralizador superior ao uso isolado do verniz.

Diante dos achados, verifica-se que ambas as estratégias são satisfatórias para a restauração do esmalte, contudo, a abordagem combinada manifesta o desempenho mais efetivo devido ao sinergismo entre os agentes, posicionando o ozônio como um recurso complementar valioso na prática clínica contemporânea.

PN-R0295 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Desempenho inicial (7 dias) de restaurações Classe II em molares permanentes por impressão 3D: ensaio clínico randomizado
Kaliane Rodrigues da Cruz, Ana Paula Gebert de Oliveira Franco, Yasmine Mendes Pupo, Amanda de Oliveira de Miranda, Pedro Leonardo Czmola de Lima, Júlia Fabris, Eloisa Andrade de Paula , Thalita de Paris Matos
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, de boca dividida, avaliou o comportamento clínico inicial de restaurações Classe II em molares permanentes confeccionadas por impressão 3D comparadas a restaurações diretas em resina composta. Participantes adultos receberam duas restaurações, uma com resina impressa (Voxelprint Ceramic, FGM, Joinville, SC, Brasil) e outra com resina composta (Elora, FGM, Joinville, SC, Brasil), seguindo protocolos padronizados e fluxo digital, incluindo escaneamento intraoral com scanner Medit (Seoul, Coreia do Sul), para confecção das restaurações indiretas. A avaliação clínica foi realizada no baseline e após 7 dias, utilizando os critérios da FDI (Federação Dentária Internacional) para propriedades funcionais, estéticas e biológicas. Os dados foram analisados por testes pareados (α=0,05). A taxa de retorno foi de 100%. Não houve diferenças entre os grupos (p>0,05). Ambos os materiais apresentaram comportamento clínico inicial satisfatório, com adequada adaptação marginal e ausência de fraturas, sensibilidade pós-operatória ou cárie adjacente. Não foram observadas diferenças significativas entre os materiais (p>0,05).

Conclui-se que as restaurações em resina impressa em 3D apresentaram desempenho clínico inicial comparável às restaurações diretas no período avaliado.

PN-R0296 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Hidrogel com β-AgVO3 para higienização de titânio: propriedades físico-químicas e perfil microbiano
Izabela Ferreira, Lívia Maiumi Uehara, João Marcos Carvalho Silva, Marco Antonio Schiavon, Andréa Cândido Dos Reis
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi desenvolver um hidrogel com diferentes concentrações de vanadato de prata nanoestruturado decorado com nanopartículas de prata (β-AgVO3) e avaliar suas propriedades físico-químicas e o perfil microbiano de discos de titânio após higienização com gel de β-AgVO3. O hidrogel foi sintetizado com as concentrações de 0,0458; 0,0916; e 0,229 mg/mL de β-AgVO3. Avaliou-se a separação de fases pelo ensaio de centrifugação, pH, seringabilidade, espalhabilidade, imediatamente e após 60 dias de armazenamento. Discos de titânio (Ø10x1) foram incubadas com saliva humana (CAAE: 76511623.6.0000.5419) por 7 dias à 37ºC. Após, foram higienizados com os géis por 10 minutos e submetidos à extração do DNA para análise de reação em cadeia da polimerase (PCR) por ampliação do gene 16S e sequenciamento genético. Utilizou-se ANOVA e pós-teste de Tukey com significância de 5%. Para dados não paramétricos Kruskal- Wallis, com pós-teste de Mann Whitney e ajuste de Bonferroni. Os géis apresentaram estabilidade, sem separação de fases. Houve redução significativa do pH após armazenamento (p=0,023), sendo menor na maior concentração de β-AgVO3 (p=0,018). A espalhabilidade foi semelhante entre formulações (p=0,629), porém aumentou após 60 dias (p<0,001). A seringabilidade exigiu maior força de extrusão após armazenamento (p<0,001). Não houve diferença na diversidade microbiana entre grupos (p=0,875). A análise taxonômica mostrou perfil semelhante, com predominância de Pseudomonas.

Conclui-se que os hidrogéis com β-AgVO3 apresentaram estabilidade e propriedades adequadas, porém sem efeito significativo no perfil microbiano, sendo necessários novos estudos para otimizar a ação antimicrobiana.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/120540)
PN-R0297 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Estudo in silico da distribuição de tensões em coroas de dissilicato de lítio em função de diferentes cimentos resinosos
José Lucas Sani de Alcântara Rodrigues, Laila Eduarda de Jesus Góis, Adriana Oliveira, Alexandre Luiz Souto Borges, Daniel Maranha da Rocha
PRODONTO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do módulo de elasticidade de cimentos resinosos na distribuição de tensões em coroas totais de dissilicato de lítio. Foi realizada uma Análise de Elementos Finitos Tridimensional de um primeiro molar superior restaurado, considerando três cimentos resinosos com diferentes módulos de elasticidade: Multilink (Ivoclar Vivadent®), Variolink (Ivoclar Vivadent®) e Panavia (Kuraray®). As estruturas foram modeladas em software de desenho assistido por computador (CAD) e analisadas no software Ansys, assumindo que as propriedades mecânicas dos materiais foram consideradas homogêneas, lineares e isotrópicas. Simulou-se uma carga de 100N em três pontos da fossa central, em um ângulo de 90°, sendo avaliada a tensão principal máxima. Observou-se maior concentração de tensões na superfície interna da coroa em todos os cimentos resinosos analisados, especialmente na interface cimento/coroa. Cimentos resinosos com menor módulo de elasticidade apresentaram uma área de concentração de tensões mais ampla, e consequente maior predisposição a formação de fissuras e trincas, enquanto cimentos resinosos com maior módulo de elasticidade reduziram a magnitude dessas tensões.

Dessa forma, os resultados indicam que há uma influência direta entre as propriedades mecânicas dos cimentos resinosos e a distribuição das tensões na interface de cimentação. Conhecer os agentes de cimentação pode orientar aos profissionais a reduzir o potencial de formação de fissuras e trincas, impactando positivamente na longevidade das restaurações cerâmicas e reduzindo possíveis falhas.

PN-R0298 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Influência do tempo de auto-cura na microdureza Vickers de cimentos resinosos duais: Estudo in vitro
Sinara Cunha Lima, Gabriela da Rocha Noblat, Jonathas José de Paulo, Gabriela Queiroz de Melo Monteiro, Bruna de Carvalho Farias Vajgel
Depto. de Prótese e Cirurgia Buco-facial UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a influência do tempo de autopolimerização prévia à fotoativação na microdureza Vickers de dois cimentos resinosos duais. Quarenta espécimes foram confeccionados (n=20 por cimento: Allcem [AC] e NX3 Dual-Cure [NX3]), interpondo-se um disco cerâmico de 1,5 mm (IPS e.max Press). Os grupos foram subdivididos (n=10) em: fotoativação imediata (20s) ou tardia (após 5 minutos). As amostras foram armazenadas a 37°C por 24h e a microdureza Vickers (HV) foi mensurada (300g/15s). A normalidade dos dados foi verificada por Shapiro-Wilk (p>0,05) e a homogeneidade de variâncias por Levene (p<0,001). Devido ao delineamento balanceado (n=10), procedeu-se à ANOVA de dois fatores e teste de Tukey (α=0,05). Houve efeito significativo do cimento (p<0,001) e interação entre os fatores (p<0,001), mas o tempo de autopolimerização isolado não foi significativo (p=0,070). Para o cimento AC, não houve diferença entre a fotoativação imediata e a tardia (p=0,229). Já o cimento NX3 exibiu microdureza significativamente superior com a fotoativação tardia (p<0,001).

Conclui-se que o tempo de espera de 5 minutos influencia positivamente a microdureza do cimento NX3, enquanto o cimento AC apresenta comportamento estável independentemente do protocolo de ativação.

PN-R0299 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Efeito do filme bioadesivo de Acmella oleracea (jambu) na sensibilidade dentária pós-clareamento: um ensaio clínico randomizado
Allícia Drielly Abreu Silva, Marina Lima Wanderley, Diana Ferreira Leite, Ana Maria Neves Damião, Beatriz Lopes de Oliveira, Cecy Martins Silva, Jonata Leal Dos Santos, Jesuina Lamartine Nogueira Araújo
PPGO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico avaliou a eficácia de um filme bioadesivo experimental de extrato de Acmella oleracea (jambu) na redução da sensibilidade dentária (SD) e sua influência na alteração de cor e na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB). 72 voluntários foram randomizados em três grupos: GCP (controle placebo), GKF (nitrato de potássio 5% associado ao fluoreto de sódio 2%) e GAO (Acmella oleracea). Foram aplicados em cada grupo o produto dessensibilizante correspondente durante 10 minutos, logo após o clareamento foi realizado com peróxido de hidrogênio 35% em 3 sessões, com intervalo de 7 dias entre elas. A SD pós clareamento foi avaliada pela escala visual analógica (EVA) durante 21 dias. A cor (ΔE00) e a luminosidade (L) foram mensuradas no baseline (T0) e 7 dias após a 3ª sessão (Tf). O impacto na QVRSB foi avaliado com o questionário QEDH-15. Para as variáveis não paramétricas, foram utilizados os testes de Wilcoxon e Kruskal-Wallis, com pós-hoc de Dunn. Para avaliação da alteração de cor foi utilizado o teste ANOVA one-way e, para luminosidade, ANOVA com pós-hoc de Tukey. Todas as análises adotaram nível de significância de 5%. A análise intergrupo revelou diferença significativa na SD durante as sessões clareadoras (p<0,001), com maiores valores no grupo GCP e menores no grupo GAO. Todos os grupos apresentaram clareamento significativo, sem diferença estatística para ΔE00 (p=0,508) ou luminosidade (T0: p=0,655; Tf: p=0,421). Para a QVRSB, verificou-se redução significativa dos escores do DHEQ-15 nos grupos GKF e GAO (p<0,0001).

O filme bioadesivo de extrato de Acmella oleracea reduziu a sensibilidade dentária associada ao clareamento dental, sem interferir no resultado estético e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

(Apoio: CAPES)
PN-R0301 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Avaliação da Sorção e Solubilidade de Três Compósitos Resinosos Nanohíbridos Comerciais
Renata Catena Cardoso, Renata Nunes Jardim Reis, Isabelle de Souza Machado, Wladimir Martins Junior, Andrea Fagundes Campello, Sabrina de Castro Brasil, Luciano Ribeiro Corrêa Netto
UNIVERSIDADE IGUACU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A estabilidade química dos compósitos resinosos em ambiente úmido representa um fator crítico para a longevidade clínica das restaurações diretas. A degradação hidrolítica dos compósitos resinosos, mediada pelos processos de sorção e solubilidade, compromete as suas propriedades mecânicas e estéticas. Este estudo investigou o comportamento de três compósitos resinosos nanohíbridos comerciais (Spectra - Dentsply Sirona, Forma - Ultradent e NT Premium - Coltene) quanto à sorção e solubilidade em água deionizada, seguindo os protocolos da norma ISO 4049: 2019. Foram confeccionados 30 espécimes (n=10) nas dimensões (Ø 5mm x 2 mm), submetidos aos ciclos de secagem e pesagem até obtenção de massa constante (m1), seguidos de imersão em água deionizada a 37±1°C por quatorze dias com renovação do meio a cada sete dias até estabilização da massa (m2). Após novo ciclo de secagem, determinou-se a massa final (m3). Os valores médios de sorção foram de 7,84 µg/mm³ (Spectra), 7,62 µg/mm³ (Forma) e 7,56 µg/mm³ (NT Premium), sem diferença estatística significativa (p>0,05). Quanto à solubilidade, os resultados foram 2,22 µg/mm³ (Spectra), 2,54 µg/mm³ (Forma) e 2,50 µg/mm³ (NT Premium), sendo o grupo Spectra estatisticamente diferente e com menor solubilidade (p<0,05). Todos os valores permaneceram dentro dos limites definidos pela ISO 4049.

O compósito resinoso Spectra demonstrou menor perda de massa durante a imersão em água, indicando maior resistência à degradação hidrolítica. Essas diferenças refletem variações nas formulações comerciais e proporção carga-matriz, indicando que o compósito resinoso Spectra apresentou menor lixiviação de componentes residuais em relação aos demais compósitos nanohíbridos avaliados.

PN-R0302 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Influência da ativação por luz LED na eficácia clareadora e na degradação de diferentes concentrações de peróxido de hidrogênio
Luciano Ribeiro Corrêa Netto, Patrícia de Hollanda Cavalcanti Aragão Costa, Matheus Figueiredo Guimarães, José Guilherme Antunes Guimarães, Eduardo Moreira da Silva, Laiza Tatiana Poskus
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou se o efeito clareador dentário resultante da aplicação de agentes clareadores experimentais (ACE) de peróxido de hidrogênio (HP) em diferentes tempos e concentrações sofreria influência da aplicação da luz. ACE foram formulados nas concentrações (15, 20, 25, 30 e 35%). Dentes bovinos foram seccionados (5 x 5 x 2 mm), imersos por 30 dias em chá preto e distribuídos em 40 grupos experimentais (n=5), de acordo com a concentração do ACE, tempo de permanência sobre o esmalte (15, 30, 45 e 60 minutos) e aplicação ou não de luz LED. Espectrofotômetro foi usado para registro da cor. O ACE foi aplicado e ao final de cada tempo, removeu-se 1 ml para medição da degradação por titulação com permanganato de potássio (KMnO4) 0,02 mol.L⁻¹, a cor novamente registrada e o ΔE calculado. Os dados foram analisados pelo Modelo Linear Generalizado e o teste de Tukey (α=0,05). Para o ΔE, a concentração (p=0,001) e o uso do LED (p=0,001) foram estatisticamente significativos, assim como a interação entre ambos (p=0,043). O maior valor de ΔE foi observado no grupo 35%/60min/com luz (15,26), e o menor ocorreu no grupo 15%/30min/sem luz (6,44). O fator tempo, isoladamente, não influenciou a alteração de cor (p=0,302). Os fatores LED, concentração e tempo foram altamente significativos (p=0,000) na degradação. A interação LED/concentração também mostrou significância (p=0,001), demonstrando que a luz potencializou a degradação em ambas as concentrações, com a maior média de consumo de HP no grupo 35%/60min/com luz (32,74) e a menor no grupo 15%/30min/sem luz (11,30).

A ativação pelo LED influenciou na alteração de cor e na degradação do ACE, potencializando o efeito clareador, especialmente quando associada a maiores concentrações e tempos de aplicação.

PN-R0303 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

INFLUÊNCIA DO GRADIENTE ELÁSTICO NA RESISTÊNCIA À FRATURA RADIAL DE CERÂMICAS VÍTREAS POLICROMÁTICAS PARA CAD/CAM
Andre Fabiano Martins Carvalho, Maria Fernanda Luczinski Costa, Katia Raquel Weber, Natália Miketem Taborda, Carla Castiglia Gonzaga, Marina da Rosa Kaizer
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As restaurações indiretas realizadas com blocos policromáticos para CAD/CAM buscam otimizar a estética e produtividade, dependendo de propriedades mecânicas e ópticas adequadas para obter sucesso clínico. Contudo, a influência dos gradientes elásticos entre a cerâmica policromática e estruturas de suporte, quando aderida a esmalte e dentina, ainda carece de evidências científicas. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos dos gradientes elásticos formados entre material restaurador, cimento e substrato na mecânica de fratura de uma porcelana policromática para CAD/CAM. Foram confeccionados 30 espécimes em forma de disco com 1 mm de espessura padronizada em politriz, utilizando uma porcelana policromática (IPS Empress CAD Multi; E = ~70 GPa). Estes discos foram cimentados adesivamente (Nexus NX3; E = ~8GPa) sobre análogos de dentina (G10; E = ~19 GPa). Após 5 dias em água (37ºC), realizou-se o teste de indentação Hertziana com esfera rígida de carbeto de tungstênio (r = 3,18 mm, semelhante ao raio de uma cúspide de molar) em máquina de ensaios mecânicos com velocidade de carga (1 mm/min) até o momento da primeira trinca radial. O material demonstrou uma capacide de carga oclusal de 655 N (desvio padrão = 61 N), suportando um tensão radial média de 332 MPa (desvio padrão = 32 MPa) no momento da fratura, o que é quase o dobro da resistência à fratura biaxial reportada pelo fabricante (185 MPa).

Conclui-se que o gradiente elástico do conjunto restaurador é um fator determinante na resistência à fratura radial da restauração, evidenciando a necessidade de considerar a interação mecânica entre substrato de suporte e agente cimentante para a longevidade clínica de cerâmicas policromáticas.

PN-R0287 - Painel Efetivo
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Potencial do LED violeta na otimização do clareamento dental com peróxido de hidrogênio a 35%: efeitos sobre cor, pH e temperatura
Tatiane Miranda Manzoli, Joatan Lucas de Sousa Gomes Costa, Milton Carlos Kuga, Andrea Abi Rached Dantas
Ciências odontológicas UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo avaliar o potencial do LED violeta no protocolo de clareamento com peroxido de hidrogênio a 35% (HP), analisando também o efeito no pH e na temperatura. Sessenta amostras de dentes bovinos foram manchadas de chá preto, após esse procedimento foi realizada a distribuição em grupos (n=10), onde: G1-utilizou peróxido de hidrogênio 35%, renovando o gel; G2- utilizou peróxido de hidrogênio 35%, sem renovar o gel; G3- utilizou peróxido de hidrogênio 35%, renovando o gel e com a utilização do LED violeta; G4- utilizou peróxido de hidrogênio 35%, sem renovar o gel e com a utilização do LED violeta. Foram realizadas duas sessões de clareamento, onde a avaliação de cor foi feita por espectrofotometria (ΔE00 e WID) em diferentes tempos. Simultaneamente, o pH e a temperatura do gel foram monitorados durante o procedimento. Os dados foram submetidos à ANOVA de duas vias e foi realizado o pós-teste de Bonferroni (α=5%). Os grupos G3 e G4 apresentaram a maior alteração de cor (p < 0,05). A renovação do gel não influenciou os resultados cromáticos em nenhum dos protocolos. Todos os grupos apresentaram redução no pH, porém nenhum atingiu o limite crítico de desmineralização do esmalte (5,5). Houve um aumento de temperatura nos grupos G3 e G4, quando comparados ao grupo G1 (p < 0,05).

Diante dos resultados obtidos, o uso do LED violeta potencializa a eficácia do peróxido de hidrogênio a 35%, permitindo uma redução substancial do tempo clínico sem comprometer a segurança biológica (pH e temperatura). Além disso, a prática de renovação do gel mostrou-se desnecessária para o sucesso do tratamento

(Apoio: CAPES  N° 001)



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