9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 22 Resumo encontrados. Mostrando de 1 a 10


PN-R0281 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Influência da Rugosidade Superficial na Estabilidade de Cor de Resinas Compostas Suprananométricas: uma Revisão da Literatura
Beatriz Foppa, Roberta Pinto Pereira, Gabriela Romanini Basso
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Restaurações estéticas anteriores são frequentemente substituídas devido à alteração de cor, causada pela retenção de pigmentos em superfícies irregulares. Assim, compósitos com partículas suprananométricas foram desenvolvidos para otimizar a lisura superficial e a manutenção do polimento a longo prazo. Nesse contexto, o objetivo desse estudo foi revisar a literatura acerca da relação entre estabilidade de cor e rugosidade em resinas suprananométricas. Foram realizadas buscas nas bases de dados Pubmed e Scielo com as palavras-chave: "Surface roughness", "Resin composite", "Color". Foram selecionados artigos publicados no período de 2015 à 2025. Editoriais, cartas, artigos de opinião, projetos de pesquisa foram excluídos. A partir da estratégia de busca, 10 artigos foram selecionados. A revisão permitiu inferir que as resinas suprananométricas: 1) demonstram melhor lisura de superfície e microdureza que resinas micro e nanohíbridas, devido à morfologia uniforme e esférica de suas cargas; 2) apresentam os menores valores de rugosidade tanto após o polimento imediato quanto após o uso de pastas clareadoras; 3) o repolimento restabelece a cor da restauração sugerindo que o clínico opte pelo repolimento antes de considerar a substituição; 4) evitar manipulação excessiva com espátulas metálicas com ligas de baixa dureza, pois a dureza das partículas de zircônia pode desgastar o instrumento e causar acinzentamento do material.

Portanto, conclui-se que as resinas suprananométricas garantem excelência estética pela uniformidade de suas cargas esféricas, mantendo lisura e brilho longevos desde que respeitado os protocolos de manipulação e com uma sequência de polimento rigorosa.

PN-R0282 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

EFEITO DA COATIVAÇÃO DE SISTEMA ADESIVO E DE CICLOS HIDROTÉRMICOS NA RESISTÊNCIA DE UNIÃO DE RESTAURAÇÃO INDIRETA À DENTINA
Cinthya Martins Fonseca, Roberta Tarkany Basting, Fabiana Mantovani Gomes França, Waldemir Francisco Vieira Junior, Cecilia Pedroso Turssi
DENTISTICA FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar o efeito das técnicas de coativação e pré-ativação do sistema adesivo, bem como de ciclos hidrotérmicos, na resistência de união e no modo de falha de restaurações indiretas à dentina. Foram utilizados 60 dentes terceiros molares humanos hígidos, seccionados para expor a dentina oclusal média. Os dentes foram distribuídos em dois grupos (n = 30), conforme o momento de fotoativação do sistema adesivo: pré-ativação ou coativação. No grupo pré-ativação, adesivo Single Bond Universal (Solventum) foi fotoativado após aplicação na dentina. Pastilhas (3x3x1,5 mm) de material híbrido de cerâmica e polímero (Hyramic ML A2, Upcera Dental Technology Co) foram cimentadas com Relyx Ultimate (Solventum) de dupla ativação, fotoativadas por 10 s com luz LED (Gran Valo, Ultradent). No grupo coativação, a fotoativação do adesivo foi realizada após cimentação, de forma concomitante. Metade das amostras de cada grupo (n = 15) foi submetida a 1.000 ciclos hidrotérmicos (50-55°C/30 s). As demais permaneceram em água destilada a 37°C/24 h. A resistência de união por cisalhamento foi avaliada em máquina universal (DL-2000, Emic), o modo de falha em estereomicroscópio (16x), classificado como adesiva, coesiva em dentina, coesiva na peça, coesiva em cimento ou mista. Os dados foram avaliados por modelo linear generalizado e teste de Fisher (α = 0,05). A resistência de união foi maior no grupo pré-ativação (p < 0,001). Falhas adesivas predominaram na coativação (73,3% sem termociclagem e 60% com termociclagem), sendo menos frequentes na pré-ativação.

Concluiu-se que a técnica de pré-ativação proporcionou resistência de união superior à técnica de coativação, independentemente da exposição aos cicloshidrotérmicos.

PN-R0283 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

DESEMPENHO CLÍNICO DE RESTAURAÇÕES SEMI-DIRETAS EM RESINA COMPARADO A OUTRAS TÉCNICAS RESTAURADORAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
William José Lopes Junior, Thiago Romano Dias da Silva, Bruna Rocha Dos Santos
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo revisou a literatura sobre o desempenho clínico de restaurações semi-diretas em resina composta em dentes permanentes, comparando-as a outras técnicas restauradoras. Foi realizada uma revisão sistemática conforme o PRISMA, registrada no PROSPERO (CRD420251173753). As buscas foram conduzidas nas bases PubMed, Embase, Scopus e Web of Science, incluindo ensaios clínicos randomizados publicados entre 2000 e 2025. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta RoB 2 da Cochrane. Devido à heterogeneidade metodológica, realizou-se síntese qualitativa. Seis ensaios clínicos randomizados foram incluídos, com acompanhamentos entre 12 meses e 6 anos. As restaurações semi-diretas em resina composta apresentaram taxas de sobrevida superiores a 90% em curto e médio prazo. Em acompanhamentos mais longos, houve redução da sobrevida em todas as técnicas, com valores entre 80% e 93%. Os principais modos de falha foram perda de retenção, defeitos marginais e fratura.

Conclui-se que as restaurações semi-diretas em resina composta apresentaram desempenho clínico satisfatório e comparável ao das restaurações diretas, configurando uma alternativa viável para dentes posteriores.

PN-R0284 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Influência do Protocolo de Acabamento e Polimento na Rugosidade Superficial de Compósitos Nanotecnológicos: Estudo Experimental In Vitro
Thais Oliveira Cordeiro, Flavia Lucisano Botelho do Amaral
ODONTOLOGIA CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTO AGOSTINHO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A crescente demanda por reabilitações estéticas tem impulsionado o desenvolvimento de compósitos odontológicos com propriedades mecânicas e ópticas superiores, especialmente os materiais nanotecnológicos. A qualidade da superfície restauradora está diretamente relacionada aos protocolos de acabamento e polimento, influenciando a rugosidade, o brilho, a adesão de biofilme e a longevidade clínica. Este estudo teve como objetivo comparar a rugosidade superficial de uma resina nanoparticulada e uma nanohíbrida submetidas ao mesmo protocolo de polimento, além de avaliar a influência desse procedimento no desempenho dos materiais. Trata-se de um estudo experimental in vitro, com 20 corpos de prova (n=10), confeccionados com Filtek Z350 XT (3M ESPE) e Forma (Ultradent), utilizando matriz de silicona e inserção em incremento único. As amostras foram armazenadas em saliva artificial e submetidas ao sistema de acabamento e polimento Sof-Lex (3M ESPE). A rugosidade superficial foi mensurada por rugosímetro em dois tempos (T0 e T1). Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores e teste de Tukey (p < 0,05), utilizando o GraphPad Prism 8. Observou-se diferença estatisticamente significativa entre os grupos, sendo a resina nanoparticulada associada a menores valores de rugosidade após o polimento.

Conclui-se que a composição do compósito influencia diretamente sua resposta ao polimento, com melhor desempenho superficial para materiais nanoparticulados.

PN-R0285 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Pré-tratamento da dentina com ultrassom melhora a adesão de adesivos universais
Carolina Estivalet Zorzetto, Ana Maria Spohr
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A literatura carece de estudos acerca da aplicação prévia do ultrassom na dentina e seu efeito na adesão dos adesivos universais. Portanto, o estudo avaliou, in vitro, a adesão de adesivos universais à dentina após aplicação de ultrassom. A superfície de dentina oclusal de 43 terceiros molares foi exposta, sendo distribuídos em oito grupos (n=5) de acordo com o adesivo (Gluma Bond Universal, Tetric N-Bond Universal, Palfique Universal Bond e Scotchbond Universal Plus) e a aplicação ou não de ultrassom por 30 s a 32 kHz antes do adesivo. Um bloco de resina composta foi confeccionado sobre os adesivos. Os conjuntos dente/bloco de resina foram seccionados para obtenção de espécimes em forma de palito. Metade dos espécimes de cada dente foi submetida ao teste de resistência de união à microtração (RµT) após 24 h, e a outra metade após armazenamento em água destilada a 37°C por 6 meses. Os dados de RµT (MPa) foram analisados pela ANOVA de três vias e teste de Tukey (α=0,05). O fator adesivo (p=0,0001) foi significativo: Tetric N-Bond Universal (44,5 ± 3,6) e Scotchbond Universal Plus (40,8 ± 5,6) não diferiram estatisticamente entre si, sendo significativamente superiores ao Gluma Bond Universal (32,8 ± 6,5) e Palfique Universal Bond (29,4 ± 3,1). A interação ultrassom e tempo foi significativa (p=0,025): maior média foi obtida com ultrassom em 24 h (40,1 ± 4,7), não diferindo significativamente do ultrassom em 6 m (38,6 ± 5,6). Menor média foi obtida sem ultrassom em 24 h (32,2 ± 6,8), não diferindo significativamente sem ultrassom em 6 m (36,6 ± 4,8).

O uso de ultrassom como pré-tratamento da dentina melhorou a adesão dos sistemas adesivos universais.

PN-R0286 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Radioterapia na adesão de materiais resinosos a dentina intrarradicular: revisão sistemática e meta-análise
Rayssa Sabino da Silva, Lívia Ribeiro, Luiz Fernando Monteiro Czornobay, Luiz Carlos de Lima Dias Junior, Elena Riet Correa Rivero, Ana Maria Hecke Alves, Cleonice da Silveira Teixeira, Lucas da Fonseca Roberti Garcia
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A radioterapia (RT) empregada no tratamento de câncer de cabeça e pescoço compromete a microestrutura da dentina, afetando negativamente a adesão de materiais resinosos. Esta revisão sistemática e meta-análise buscou compreender o efeito da radiação sobre a performance biomecânica de sistemas adesivos e cimentos resinosos à dentina intrarradicular. Foi realizada busca nas bases de dados: Cochrane, Embase, LILACS, PubMed, Scopus, Web of Science, Google Scholar e ProQuest. Dois revisores independentes selecionaram os estudos e avaliaram o risco de viés com a ferramenta ROBDEMAT para estudos in vitro. Meta-análises foram conduzidas segundo a estratégia adesiva: condicionamento total (CT), autocondicionante (AC) e autoadesiva (AA). Um total de 7 estudos foram incluídos na análise qualitativa e quantitativa. A RT reduziu significativamente a resistência de união de todas as estratégias adesivas (p<0,05). Já as comparações entre as estratégias não revelaram diferenças estatisticamente significativas (p>0,05), indicando desempenho similar na dentina irradiada. Houve alta heterogeneidade entre todas as análises (I²>80%). O risco de viés foi baixo na maioria dos domínios analisados, exceto aos relacionados à randomização e ao cegamento do operador.

A RT impacta negativamente na resistência de união de sistemas adesivos e cimentos resinosos à dentina intrarradicular. Nenhuma estratégia adesiva apresentou desempenho superior às demais na cimentação de pinos de fibra de vidro em dentina irradiada.

PN-R0288 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Efeito da epigalocatequina-3-galato na permeabilidade e morfologia tubular dentinária sob desafio com ácido gástrico simulado
Mayenne Rabelo Araújo, Letícia de Sousa Franco, Karen Pintado Palomino, Silmara Aparecida Milori Corona, Aline Evangelista Souza-Gabriel
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar o efeito da solução de epigalocatequina-3-galato (EGCG) a 0,5% na permeabilidade dentinária (Lp) e na morfologia tubular sob desafio com ácido gástrico simulado (HCl 0,06M; pH 1,2), comparando-a ao enxaguante Elmex® Sensitive (controle positivo) e água deionizada (controle negativo). Trinta discos de dentina radicular bovina (6 × 1 mm; n = 10) foram analisados em três condições: dentina hígida, dentina permeável após exposição ao HCl e dentina permeável sob tratamento e desafios ácidos repetidos (7 dias; 4 ciclos diários). A Lp foi avaliada pelo dispositivo THD05 e a morfologia tubular por microscopia confocal a laser, considerando número de túbulos abertos (ODT) e porcentagem de área de túbulos abertos (%ODT). A microscopia eletrônica de varredura (MEV) foi realizada ao final do experimento. Os dados foram analisados por ANOVA de medidas repetidas e pós-teste de Bonferroni (α = 0,05). Houve efeito significativo da condição dentinária para todos os desfechos (p < 0,001) e interação tratamento × condição para Lp, ODT e %ODT (p < 0,05). O Elmex apresentou menores valores de Lp e ODT, diferindo do controle negativo (p < 0,05). O EGCG mostrou valores intermediários de Lp e ODT, sem diferença entre os grupos (p > 0,05). Para %ODT, os espécimes tratados com EGCG e Elmex reduziram a área tubular em relação ao controle negativo (p < 0,001), sem diferença entre si (p = 0,871). A MEV confirmou estrutura tubular mais preservada para os grupos EGCG e Elmex.

Conclui-se que o EGCG a 0,5% promoveu estreitamento do lúmen tubular comparável ao enxaguante Elmex® Sensitive, estabilizando a %ODT sob desafio com HCl, embora não tenha reduzido significativamente a permeabilidade e o número de túbulos neste modelo.

(Apoio: CNPq  N° 308735/2023-4  |  CAPES  N° 001)
PN-R0289 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Influência da técnica laboratorial para confeccionar restaurações indiretas de resina composta na adesão ao cimento resinoso universal
Jordana Dias Martins, Gabriela El-corab Fiche, Laísa Araujo Cortines Laxe
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou se diferentes técnicas laboratoriais para confecção de restaurações indiretas de resina composta influenciam na resistência de união ao cisalhamento (SBS) de um cimento resinoso universal, após a realização de diferentes tratamentos de superfície. Foram construídas 48 amostras retangulares (14x12x2mm) de resina composta, de acordo com a técnica laboratorial indicada para restaurações indiretas: resina composta nanoparticulada estratificada manualmente e submetida a micro-ondas (n=24) e resina nanocerâmica CAD/CAM fresada (n=24). Estas amostras foram jateadas com óxido de alumínio e divididas em 4 subgrupos para cada resina: controle, adesivo universal (UN), silano e silano + UN. Cilindros (3x5mm) do cimento RelyX Universal foram construídos sobre as superfícies tratadas e submetidos ao teste de SBS (0,5 mm/min). Os modos de falha foram analisados por lupa digital e microscopia eletrônica de varredura. Os dados foram submetidos à ANOVA dois fatores e teste Tukey (α=0,05). Houve interação significativa entre técnica laboratorial e protocolo adesivo (p<0,05). Para a resina CAD/CAM, a aplicação do adesivo universal aumentou significativamente a SBS, independentemente do uso de silano. Para a resina estratificada, a maior SBS foi observada na associação silano + UN, enquanto o uso isolado do adesivo não diferiu dos demais grupos. A resina estratificada apresentou maiores valores médios de SBS em comparação à CAD/CAM (p<0,001), predominando falhas mistas nesta e coesivas na estratificada.

Conclui-se que a resina CAD/CAM requer a aplicação de adesivo universal para otimizar a união ao cimento resinoso universal, enquanto a resina estratificada apresenta benefício adicional da aplicação de silano.

(Apoio: CAPES)
PN-R0290 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Análise da resistência de união de selantes de fóssulas e fissuras com diferentes protocolos de aplicação
Fernanda Consolaro Pontes, Laura Ramos Vieira, Lucas Silveira Machado, Caio César Pavani, Ticiane Cestari Fagundes, Renato Herman Sundfeld
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foi avaliada a resistência de união de um selante de fóssulas e fissuras resinoso convencional (UltraSeal XT Plus) e um selante bioativo (BeautiSealant) seguindo ou não o protocolo do fabricante. Três técnicas de aplicação foram analisadas: Selante resinoso convencional conforme protocolo do fabricante (US); selante bioativo conforme protocolo do fabricante (BS) e selante bioativo com condicionamento ácido prévio (BSC). Diferentes tempos de análises também foram analisados (imediato e após termociclagem). Foram selecionados trinta terceiros molares humanos hígidos, os quais receberam o selante de acordo com os três grupos citados. Cada coroa foi seccionada em quatro partes totalizando quarenta espécimes por grupo. Os grupos foram subdivididos em dois subgrupos conforme os tempos de análise. A resistência de união ao microcisalhamento e padrão de fratura foram avaliados. Amostras representativas de cada grupo foram analisadas em microscopia eletrônica de varredura. Os dados foram submetidos a ANOVA a dois critérios e pós-teste de Tukey (α=0,05). US e BSC foram semelhantes entre si e superiores ao BS. Não houve diferença entre os tempos de envelhecimento. Foram observados apenas fraturas do tipo adesiva e mista, com a fratura do tipo adesiva apresentando maior ocorrência em todos os grupos, principalmente nas amostras submetidas ao envelhecimento.

Conclui-se que o condicionamento ácido prévio promove resistência de união semelhante entre os selantes convencional e bioativo, ambos superiores ao grupo com primer autocondicionante, independentemente do envelhecimento.

PN-R0292 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Avaliação longitudinal física e microbiológica de placas oclusais convencionais e impressas em 3D: Estudo piloto randomizado duplo-cego
Pillar Gonçalves Pizziolo, Ana Carolina Morais Apolonio, Breno Nogueira Silva, Rodolfo Gonçalves Lima, Luciano Ambrosio Ferreira, Raphael Fortes Marcomini, Laísa Araujo Cortines Laxe
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o desgaste tridimensional, a rugosidade superficial e a carga microbiana de placas oclusais para bruxismo do sono confeccionadas pelo método convencional (Clássico®) e por impressão 3D (PriZma 3D Bio Splint®). O período experimental compreendeu três meses, com avaliações no momento da instalação (T0) e após o acompanhamento (T1). Para caracterização da amostra, dados sociodemográficos e presença de bruxismo foram coletados por meio da ferramenta STAB (Standardized Tool for the Assessment of Bruxism). A rugosidade superficial foi mensurada em T0 e T1 com rugosímetro digital, em leituras quintuplicatas na superfície oclusal. O desgaste tridimensional foi analisado em T0 e T1 via desvio quadrático médio (RMS) no software CloudCompare. A carga microbiana do biofilme das placas foi obtida em T1 pela quantificação de unidades formadoras de colônias (UFC) de Staphylococcus spp., Candida spp. e estreptococos do grupo mutans. Os dados foram submetidos aos testes t de Student e ANOVA com pós-teste de Tukey (α=0,05). Foram avaliados 6 indivíduos (n=3) com idade de 32,7±15,6. Observou-se interação significante entre rugosidade e os grupos (p=0,006). Em T0, a rugosidade do grupo controle foi superior ao experimental (p<0,001), mas reduziu significativamente em T1 (p=0,030), anulando a diferença entre os grupos ao longo do tempo. Não houve diferença estatística para RMS e UFC entre os grupos.

Conclui-se que, apesar das diferenças superficiais imediatas após a confecção, as placas oclusais convencionais e impressas em 3D apresentam comportamento de rugosidade, estabilidade dimensional e acúmulo microbiano semelhantes após três meses de uso clínico neste estudo piloto.

(Apoio: CAPES  N° 001)



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