9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0251 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Saúde bucal de pacientes portadores de neoplasias malignas sob tratamento quimioterápico e radioterápico
Israel Filippe Fontes de Oliveira, Rafiza Felix Marao Martins, Susie Kellen sá Dias, Ludmilla Bastos Everton Cutrim, Dara Lourenna Silva da Nóbrega, Mayra Moura Franco
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar a autopercepção em saúde bucal, perfil socioeconômico, frequência de visitas ao dentista e práticas de higiene bucal de pacientes em tratamento quimioterápico e radioterápico. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, realizado com 100 pacientes oncológicos (50 em quimioterapia e 50 em radioterapia) atendidos no Hospital Aldenora Bello em São Luís, Maranhão, Brasil. A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação de questionários estruturados, respondidos de forma voluntária. Os dados foram organizados em planilhas no software Microsoft Excel 2016 e analisados por meio de estatística descritiva com frequências absolutas e relativas. A amostra foi composta predominantemente por indivíduos adultos do sexo feminino. Observou-se que a maioria dos pacientes realiza sua própria higiene bucal e apresenta frequência de escovação considerada adequada. No entanto, nem todos utilizam instrumentos complementares, como fio dental e enxaguante bucal, o que pode comprometer a qualidade da higiene. Verificou-se também que, embora a maioria dos participantes já tenha realizado consultas odontológicas, há descontinuidade no acompanhamento, evidenciada pelo tempo prolongado desde a última visita ao dentista. Além disso, fatores socioeconômicos mostraram-se relevantes, influenciando tanto o acesso quanto a regularidade do cuidado odontológico.

Conclui-se que, a assistência odontológica preventiva, contínua e integrada ao tratamento oncológico é fundamental para reduzir complicações bucais, morbidade e custos, além de promover melhor qualidade de vida. Estratégias educativas baseadas na autopercepção e ampliação do acesso aos serviços são indispensáveis.

PN-R0252 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Tendência e desigualdades na oferta de procedimentos endodônticos no Sistema Único de Saúde no Brasil
Bruna Ramos da Costa, Suzely Adas Saliba Moimaz, Tânia Adas Saliba
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Procedimentos endodônticos são essenciais para a preservação dentária e integram a assistência odontológica do Sistema Único de Saúde. Objetivou-se analisar a tendência temporal e as desigualdades regionais na oferta de procedimentos endodônticos realizados no SUS. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal (2015 a 2021), com dados secundários do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS. Foram incluídos procedimentos de tratamento e retratamento endodôntico em dentes permanentes, agregados por região e ano. As estimativas populacionais foram obtidas no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foram calculadas taxas por 100.000 habitantes e realizada análise descritiva, com avaliação da tendência por regressão linear. Em 2015, a maior taxa foi no Centro-Oeste (501,18/100.000 habitantes) e a menor na região Sul (238,5/100.000). O Sudeste manteve valores intermediários (315,1 em 2015 e 257,5 em 2019). A região Nordeste foi a única com tendência inicial de crescimento, passando de 387,4 em 2015 para 399,0 em 2019 (3%). Em 2020, todas as regiões apresentaram reduções expressivas nas taxas (Sudeste −60%, Sul −57%, Nordeste −56%, Centro-Oeste −55% e Norte −20%), possivelmente relacionadas ao contexto da pandemia de COVID-19 e à redução da oferta de serviços odontológicos. A análise de regressão linear indicou tendência de redução das taxas ao longo do período (p = 0,018).

Concluiu-se que há desigualdades regionais na oferta de procedimentos endodônticos no SUS, com tendência geral de redução ao longo do tempo (p = 0,018).

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0254 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Análise demográfica e clínica de idosos que recebem assistência odontológica para pacientes de transplantes, em relação a não idosos
Dener Lucio Sabino, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Thiago Magalhães de Aguiar, Carolina Nemesio de Barros Pereira, Sonia Chaves Dos Santos Jardim, Livia Fávaro Zeola, Suellen da Rocha Mendes, Danilo Rocha Dias
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Programa de Assistência Odontológica a Pacientes de Transplantes da UFMG (PAOPT/UFMG) oferece cuidado integral a pacientes de transplantes de tecidos e órgãos, em fases pré e pós-transplante. Esses pacientes apresentam doenças sistêmicas e imunossupressão, exigindo atenção à saúde geral e bucal. Em idosos, somam-se aspectos como comorbidades e polifarmácia. Avaliou-se a relação entre idade (idosos e não idosos), variáveis sociodemográficas e clínicas, comparando a demanda por cuidado odontológico. Incluíram-se prontuários de 2002 a 2025, com registro de idade, sexo, residência, tipo e fase do transplante, diabetes, hipertensão arterial, consultas e procedimentos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG (parecer nº 77375517.9.0000.5149). Dados de 1104 prontuários foram analisados por estatística descritiva e testes bivariados (p<0,05), maioria homens (61%), idade média de 40,2 anos (17,2) e idosos (13,5%). Não houve associação entre idade e sexo. Idosos residiam mais em Belo Horizonte e região metropolitana (82,5%), com distribuição distinta dos não idosos (p=0,003). A proporção de idosos foi maior em transplantes de coração (27,3%), fígado (24,8%), rim (17,4%) e medula óssea (6,8%) (p<0,001), e na fase pré-transplante (p=0,012), com maior frequência entre diabéticos e hipertensos (p<0,001). Não houve diferença no número de consultas e procedimentos em dentística, endodontia e profilaxia, mas os periodontais e exodontias foram mais frequentes em idosos (p=0,002; p=0,02) e biópsias em não idosos (p<0,001).

Conclui-se maior presença de idosos entre pacientes com diabetes e/ou hipertensão arterial e maior demanda por procedimentos invasivos, reforçando a importância da assistência odontológica.

PN-R0255 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Autopercepção de necessidade de tratamento odontológico por responsáveis de crianças pré-escolares e fatores associados
Giovanna Torqueto Castilho, Marília Narducci Pessoa, Caroline Correa de Oliveira, Letícia Santos Alves de Melo, Caroline Meronha de Lima, Julia Gabriela Girasol, Elaine Pereira da Silva Tagliaferro, Vanessa Pardi
Morfologia e Clínica Infantil UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar a autopercepção de necessidade de tratamento odontológico em responsáveis por crianças pré-escolares e possíveis fatores associados. Estudo transversal realizado em Araraquara-SP, aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE 62.756.922.0.0000.5416). A coleta ocorreu entre junho e dezembro de 2023 em Centros de Educação e Recreação. Participaram responsáveis por crianças de 5-6 anos da rede pública. Os dados foram obtidos por questionário autoaplicável. O desfecho foi a autopercepção de necessidade de tratamento odontológico. Participaram 870 responsáveis. Indivíduos pretos, pardos, amarelos ou indígenas apresentaram maior chance do desfecho (OR=1,84; p<0,001). A posse de automóvel (OR=0,39; p<0,001) e de plano odontológico (OR=0,56; p=0,001) esteve associada à menor chance. Consulta por necessidade de tratamento (OR=2,41; p<0,001) e avaliação negativa do atendimento (OR=2,42; p=0,004) aumentaram a chance do desfecho. Receber informações (OR=0,47; p=0,028), conhecer a relação açúcar-cárie (OR=0,15; p=0,029) e ausência de impacto nos relacionamentos (OR=0,36; p=0,002) reduziram a chance.

Conclui-se que fatores socioeconômicos, uso de serviços e conhecimento em saúde bucal influenciam essa percepção, evidenciando desigualdades.

(Apoio: CAPES  N° 88887.876841/2023-00 )
PN-R0256 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO DE SAÚDE BUCAL POR CUIDADORES DE CRIANÇAS DE 5 E 6 ANOS NA CIDADE DE ARARAQUARA-SP
Julia Gabriela Girasol, Giovanna Torqueto Castilho, Marília Narducci Pessoa, Caroline Correa de Oliveira, Letícia Santos Alves de Melo, Caroline Meronha de Lima, Elaine Pereira da Silva Tagliaferro, Vanessa Pardi
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi analisar a percepção materna sobre a própria saúde bucal, identificando fatores sociodemográficos, comportamentais e contextuais associados. Trata-se de um estudo observacional com amostra final de 783 mães de crianças de 5 e 6 anos residentes em Araraquara-SP. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, condições de moradia, acesso a bens, utilização de serviços odontológicos e percepções relacionadas à saúde bucal, por meio de análise estatística com estimativa de odds ratio (OR) e nível de significância de 5%. Observou-se maior chance de percepção negativa da saúde bucal entre mães autodeclaradas pretas, pardas, amarelas ou indígenas (OR=1,546; p=0,011) e com maior número de residentes no domicílio (OR=1,243; p=0,003). Consultas motivadas por necessidade de tratamento aumentaram a chance de avaliação negativa (OR=1,867; p=0,002), assim como opinião negativa sobre o último atendimento (OR=2,687; p<0,001) e baixa prioridade atribuída à ida ao dentista (OR=3,094; p<0,001). Por outro lado, a realização de consulta preventiva durante a gestação reduziu a chance de autopercepção negativa (OR=0,600; p=0,004), assim como a ausência de impacto percebido da saúde bucal nos relacionamentos interpessoais (OR=0,253; p<0,001).

Assim concluiu-se que fatores sociodemográficos, comportamentais e de acesso aos serviços influenciam significativamente a autopercepção de saúde bucal materna, evidenciando a necessidade de estratégias de promoção de saúde e ampliação do cuidado odontológico preventivo.

PN-R0257 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Avaliação da efetividade do midazolam em pacientes com transtorno do espectro autista durante procedimentos odontológicos
Isadora Dias Pereira, Adrielle Ouchi Lopes, Alberto Carlos Botazzo Delbem, Cristina Antoniali Silva
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O autismo é um transtorno de neurodesenvolvimento de etiologia indefinida. Pacientes com essa condição frequentemente resistem ao manejo convencional, tornando a sedação medicamentosa uma técnica de relevância para a prática odontológica. O objetivo foi avaliar a eficácia da sedação farmacológica com midazolam em pacientes autistas, investigando se medicamentos de uso contínuo interferem na resposta sedativa. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Araçatuba, FOA-UNESP (CAAE: 80276624.2.0000.5420). Realizou-se a análise dos prontuários de 33 pacientes autistas, de 4 a 15 anos de idade, atendidos no Centro de Assistência Odontológica à Pessoa com Deficiência da FOA-UNESP no período de 2012 a 2024. A dose padrão de midazolam utilizada foi de 0,33 mg/Kg, administrado via endovenosa. A resposta foi classificada com base na Escala Richmond; atribuiu-se à não sedação, sedação ruim, sedação razoável, sedação boa e sedação excelente aos escores 0, 1, 2, 3 e 4, respectivamente. Resultados mostraram resposta insatisfatória de 63,7% da amostra, sendo 18,2% sem sedação (escore 0), 27,3% com sedação ruim (escore 1) e 18,2% razoável (escore 2). Procedimentos mais invasivos associaram-se a piores respostas. Não houve associação significativa entre uso de risperidona ou polifarmácia e falha sedativa (p>0,05).

Os achados sugerem que a resistência ao midazolam decorre de alterações intrínsecas nos receptores gabaérgicos, e não de interações medicamentosas. Sendo assim, o midazolam apresenta eficácia limitada em pacientes com autismo, evidenciando a necessidade de protocolos sedativos individualizados para garantir segurança e qualidade no atendimento odontológico dessa população.

(Apoio: CNPq  N° 15199)
PN-R0258 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Competências do cuidador familiar para cuidado da saúde bucal no contexto domiciliar
Zenon Ribeiro Castelo Branco, Maria Ribeiro Lacerda, Marcella Gabrielle Betat, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo é examinar, dentro das competências gerais designadas aos cuidadores familiares, as possíveis atribuições e funções ligadas aos cuidados com a saúde bucal no cenário da atenção domiciliar. Foram analisadas 358 publicações, a partir de um estudo qualitativo suportado por dados secundários de uma revisão de escopo (diretrizes Joanna Briggs Institute e PRISMA-Scoping Reviews), utilizando a inteligência artificial como apoio de análise temática. Dentre os resultados, apenas quatro estudos apresentaram dados ligados às competências desempenhadas por cuidadores familiares no que concerne à saúde bucal, com destaque para as ações e atitudes ligadas à manutenção dos cuidados de higiene bucal propriamente dita (estruturas orais e próteses dentárias, focando em como, quando higienizar e quais materiais utilizar), à compreensão dessa atividade como uma competência atribuível aos familiares (passível de ser treinada e aperfeiçoada), bem como ao fato de estes estarem constantemente sobrecarregados com as inúmeras funções que precisam desempenhar no exercício do cuidado com as pessoas sob sua responsabilidade.

Sendo extremamente escassos os estudos que procuram compreender quais são as competências ligadas à saúde bucal que um cuidador de vínculo familiar pode ser responsabilizado a identificar e exercer no cuidado das pessoas deles dependentes, torna-se impreciso o processo de delimitá-las em funções de cuidados bucais de forma que estas não imponham maiores sobrecargas de funções às rotinas diárias de familiares.

PN-R0259 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Produção científica sobre Segurança do Paciente nos Anais da SBPqO: uma análise bibliométrica
Renata Costa Jorge, Roberta Costa Jorge, Vera Lucia Luiza
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Segurança do Paciente é considerada um atributo da qualidade do cuidado em saúde. Apesar do crescente interesse mundial no tema, incidentes e eventos adversos continuam frequentes e em ascensão. Como a prática clínica odontológica é, majoritariamente, invasiva e complexa, com procedimentos numerosos e repetitivos, aliada à evolução tecnológica, torna-se campo fundamental para a atuação em segurança do paciente. Contudo, as pesquisas científicas sobre o tema ainda são incipientes, incluindo no Brasil. Diante disso, o objetivo deste estudo é investigar a presença do termo exato "Segurança do Paciente" nos Anais da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica, o maior fórum de pesquisa odontológica da América Latina, no período 1984-2025. Trata-se de um estudo de natureza quantitativa e descritiva realizado por acesso público ao endereço eletrônico da associação, no mês de abril de 2026. Foram analisados todos os resumos em qualquer categoria. Os dados coletados foram tabulados em planilhas eletrônicas (Microsoft Excel) e analisados sob os seguintes indicadores bibliométricos: distribuição temporal, autoria (pesquisadores e instituições), modalidade e área. Os resultados indicam evolução ao longo dos anos, sendo encontrado o primeiro registro nos anos de 2006, data anterior à criação do Programa Nacional. Além disso, os dois últimos anos (2024 e 2025) foram os que apresentaram maior frequência nos resumos publicados. Isso pode refletir um movimento de valorização da Segurança do Paciente na agenda da Odontologia brasileira.

Este estudo bibliométrico permitiu concluir que o termo apresenta uma trajetória de ascensão nos Anais da SBPqO, evidenciando uma difusão progressiva do assunto entre os pesquisadores da área.

PN-R0239 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Eficácia de um folder educativo na transmissão de conhecimento sobre a prevenção de quedas e traumatismos maxilofaciais em idosos
Bruna Luiza da Cruz do Nascimento, Beatriz Dos Santos Alves, Kevin Rodrigues Frederico, Ana Carolinne Rodrigues Pereira, Lucas Alves Jural, Lucianne Cople Maia, Marcela Baraúna Magno, Patrícia de Andrade Risso
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a eficácia de um folder educativo (FE) na transmissão de conhecimento sobre medidas preventivas de quedas (MPQ) e de traumatismo dentário e maxilofacial (TDM) em idosos (≥ 60 anos). Foi utilizado um questionário com 25 questões, com dados demográficos, histórico de quedas, de TDM, e de informações recebidas sobre MPQ. Destas, 10 questões aplicadas antes e após a leitura do FE validado avaliaram o conhecimento sobre MPQ, com opções de resposta "sim" ou "não". Para a análise, cada resposta correta recebeu 1 ponto, resultando em um escore de conhecimento de 0 a 10. A diferença entre a média do número de acertos das questões de conhecimento antes e após a leitura do FE foi analisada pelo teste T pareado (p<0,05). Do total de 150 participantes (69,8 ± 6,8 anos), 65,3% (n=98) eram mulheres, 72,6% (n=109) relataram já ter sofrido pelo menos uma queda e 16,6% (n=25) ter sofrido TDM. Apesar disso, 83,3% (n=125) dos participantes relataram nunca ter recebido orientações sobre MPQ e fraturas dos ossos da face, enquanto 84% (n=126) relataram ausência de orientações sobre MPQ e fraturas dentárias. A média de acertos relacionados às MPQ foi de 8,1±0,7 e 9,8±0,2 antes e após a leitura do FE, respectivamente (p<0,001).

Conclui-se que o folder pode ser considerado um instrumento capaz de aumentar o conhecimento dos idosos sobre MPQ e TDM. A inclusão de materiais educativos em estratégias de promoção da saúde pode fortalecer ações preventivas voltadas à população idosa.

(Apoio: FAPs - FAPERJ  N° 260003/013814/2025)
PN-R0240 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Fatores associados a seletividade alimentar em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um município do Sul de Minas Gerais
Danyelle Cristina Pereira, Amanda Alves Leão, Mateus Ferreira Lopes, Carolina Vidigal Lisboa, Juliana Marques Caproni, Leandro Araújo Fernandes, Eduardo José Pereira Oliveira, Daniela Coêlho de Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou os fatores associados à seletividade alimentar de crianças entre 2 a 12 anos com TEA em Alfenas/MG. Trata-se de um estudo transversal e analítico, realizado com 136 crianças (média de idade de 6,33 anos (±0,20) e 71,88% do sexo masculino) atendidas nos serviços especializados da rede municipal. Um questionário com características sociodemográficas, condições de saúde geral e bucal, além da Escala Labirinto, foram aplicados aos pais. As análises foram realizadas no software Stata 16.0, com nível de significância de 5%. Em relação ao perfil clínico, 48,15% estavam no nível 2 de suporte, sendo 29,69% não verbais. No que se refere às dificuldades motoras associadas à alimentação, 14,89% apresentaram maior frequência em alterações na mastigação, deglutição e manipulação do alimento. Quanto à seletividade alimentar, observou-se média de 38,97% para comportamentos como evitação de vegetais, retirada de temperos e recusa de frutas. Na Escala Labirinto, os maiores percentuais corresponderam aos itens "alimentar-se sempre no mesmo local" (52,3%) e "retirar temperos da comida" (48,53%). Em contrapartida, a intolerância ao glúten apresentou baixa ocorrência (3%). Os fatores associados a escala global de seletividade alimentar foram capacidade de comunicação verbal pela criança (p: 0,047), presença de outra neurodivergência (0,008), presença de comorbidade (p<0,001), possível bruxismo do sono (p: 0,028) e presença de dor orofacial nos últimos 6 meses (p: 0,037).

Conclui-se que houve alta prevalência de comportamentos seletivos em crianças com TEA, associados a fatores clínicos e funcionais, como comunicação verbal, comorbidades e alterações orofaciais, reforçando a importância de uma abordagem multiprofissional.




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