9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PN-R0176 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Prevalência e severidade das interações medicamentosas entre varfarina e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): estudo descritivo
Jennifer Reis de Oliveira, Alex Júnio Silva da Cruz, Widla Emanuella Pereira Barreto Garcez, Jacqueline Silva Santos, Maria Auxiliadora Parreiras Martins, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu
Saúde Coletiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo identificar e descrever interações medicamentosas potenciais entre varfarina e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) prescritos por dentistas e dispensados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais, Brasil, de janeiro de 2011 a dezembro de 2021. Foi realizada uma análise descritiva utilizando dados do Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica (Sigaf), considerando prescrições de varfarina e AINEs emitidas no mesmo período. Os AINEs prescritos foram comprimidos de diclofenaco sódico 50 mg, diclofenaco potássico 50 mg, ibuprofeno 600 mg, nimesulida 100 mg e suspensão oral de nimesulida 50 mg/mL. A varfarina sódica 5 mg em comprimidos foi o anticoagulante oral prescrito. Os resultados mostraram crescimento substancial tanto no uso de varfarina (896%) quanto de AINEs (3.093%), acompanhando o aumento das interações medicamentosas potenciais, que passaram de 2 em 2011 para 62 em 2021 (um crescimento de 3.000%). Embora a frequência absoluta dessas interações seja baixa, elas são clinicamente significativas e podem ter implicações importantes para os pacientes e para o sistema de saúde.

Em conclusão, as interações medicamentosas potenciais entre AINEs e varfarina, apesar de baixas em números absolutos, aumentaram ao longo dos anos, reforçando a necessidade de maior conscientização entre profissionais de odontologia e de estratégias de vigilância para promover um cuidado seguro.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 406840/2022-9)
PN-R0181 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Determinantes sociais, letramento digital em saúde e condições bucais associados à cárie dentária: modelagem de equações estruturais
Luíza Jordânia Serafim de Araújo, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes, Érick Tássio Barbosa Neves, Ramon Targino Firmino, Matheus de França Perazzo, Fernanda Morais Ferreira, Saul Martins Paiva, Ana Flávia Granville-garcia
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar os efeitos diretos e indiretos dos determinantes sociais, letramento digital em saúde e condições de saúde bucal sobre à cárie dentária. Foi um estudo transversal com 769 adolescentes de 15 a 19 anos, em Campina Grande. Os pais responderam um questionário sociodemográfico e os adolescentes aos questionários eHealth Literacy Scale (eHEALS) e Digital Health Literacy Instrument (DHLI), os escores foram combinados em um cluster que avaliou o perfil de letramento digital em saúde. Um examinador foi calibrado para avaliar a presença da cárie dentária (ICDAS) e placa visível (IPV) (kappa>0,80). A análise descritiva foi seguida de modelagem de equações estruturais para avaliar efeitos diretos e indiretos no modelo proposto, adotando nível de significância de 5%. Os índices de ajustes foram considerados satisfatórios: Root Mean Square Error of Aproximation (RMSEA = 0,014); Comparative Fit Index (CFI = 0,987); Tucker-Lewis Index (TLI = 0,972); Standardized Root Mean Square Residual ( SRMR = 0,051). Determinantes sociais, escolaridade (β=0,155; IC95%: 0,066-0,245), sexo (β=0,168; IC95%: 0,082-0,254) e renda (β=0,128; IC95%: 0,038-0,219) associaram-se diretamente ao cluster de letramento digital, que por sua vez influenciou às condições de saúde bucal, placa visível (β=0,235; IC95%: 0,125-0,345) e cárie dentária (β=0,143; IC95%: 0,029-0,257). A placa visível (β=0,545; IC95%: 0,450-0,639) associou-se diretamente a cárie dentária, e a escolaridade teve efeito direto (β=0,129; IC95%: 0,027-0,232) e indireto sobre o desfecho.

A cárie dentária sofreu influência direta do letramento digital em saúde, da placa visível e da escolaridade, além disso a escolaridade também exerceu influencia indireta sobre esta condição.

(Apoio: CAPES  |  CNPq)
PN-R0182 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Experiência de professores de Odontologia do Brasil no ensino de pessoas com deficiência
Maria Clara Fernandes Ribeiro Dantas, Cristiane Tomaz Rocha, Fernanda Campos Machado, Flávia Almeida Ribeiro Scalioni
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo transversal foi investigar a experiência de professores de Odontologia do Brasil no ensino de pessoas com deficiência (PCD). Um questionário online com 22 questões foi divulgado por múltiplas estratégias de recrutamento. Os dados foram analisados por estatística descritiva, testes do qui-quadrado ou exato de Fisher e ANOVA (5%). Participaram 464 docentes (idade média: 43 anos). A maioria era do sexo feminino (64,7%), branca (79,7%), possuía doutorado (73,1%) e atuava em instituições públicas (50,2%). Predominou ausência de experiência (60,1%), treinamento específico (77,2%) e participação em programas de inclusão (76,1%). Embora 58% relatem conhecimento sobre habilidades desses estudantes, as adaptações concentram-se na infraestrutura (59,7%), especialmente no ambiente clínico (37,1%), enquanto as pedagógicas são limitadas ou inexistentes para cerca de metade dos docentes. Houve associação entre experiência e escolaridade, treinamento, conhecimento e participação em programas (p<0,001), entre treinamento e conhecimento (p<0,001) e entre tipo de instituição e infraestrutura (p<0,001). Docentes mais velhos apresentaram maior experiência (p=0,015), conhecimento (p=0,023) e participação em programas (p<0,001).

Conclui-se que a experiência docente ainda é insuficiente no ensino odontológico para PCD, com limitações em práticas pedagógicas inclusivas.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq  N° 406840/2022-9  |  CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq  N° 406840/2022-9)
PN-R0183 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Do Semear à Colheita: Análise bibliométrica das Publicações PMAQ, Previne e Portaria 3.493
Vanessa Fontes Dos Reis, Luciana Butini Oliveira
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A política de financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil passou por mudanças relevantes, com destaque para o PMAQ, o Previne Brasil e a Portaria nº 3.493/2024. Este estudo objetivou mapear e analisar a produção científica sobre essas políticas, identificando tendências e lacunas. Trata-se de pesquisa exploratória, de abordagem quantitativa, baseada em análise bibliométrica de artigos indexados nas bases Web of Science, Scopus, Embase, PubMed, Dimensions, Lens, OpenAlex, SciELO e BVS. Foram recuperados 2.352 registros, sendo 467 incluídos após critérios de elegibilidade e análise de relevância. A produção científica apresentou crescimento expressivo ao longo do tempo, com maior concentração entre 2020 e 2025. Observou-se associação entre o aumento das publicações e as mudanças nos modelos de financiamento, com predominância de instituições brasileiras e concentração em periódicos da saúde coletiva. A análise evidenciou rede de coautoria pouco integrada e concentração temática em organização dos serviços, cuidado e saúde pública. Identificaram-se lacunas na avaliação da implementação e dos impactos da Portaria nº 3.493/2024 sobre equidade, qualidade e resolutividade.

Conclui-se que, apesar do avanço da produção científica, ainda são necessários estudos avaliativos que integrem gestão, assistência e monitoramento, subsidiando a tomada de decisão e o fortalecimento da APS no Sistema único de Saúde (SUS).

PN-R0184 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Clareza das publicações sobre tuberculose e hanseníase por órgãos oficiais de saúde brasileiros no Instagram
Rafael Domingos Almeida Durand Gomes, Kennedy Levi Costa Silva Libânio, Ualson de Paiva Cristino Júnior, Dino Elpídio Pereira Pinheiro, Michael Douglas Pessoa Nelo, Luciana Ellen Dantas Costa, Ramon Targino Firmino, Ana Flávia Granville-garcia
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO - UNIFACISA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do trabalho foi avaliar a clareza das publicações sobre tuberculose e hanseníase, veiculadas por perfis de órgãos oficiais de saúde brasileiros na rede social Instagram. Um estudo infodemiológico com abordagem quantitativa foi realizado. Foram analisadas publicações educativas sobre tuberculose e hanseníase, destinadas à população em geral, nos perfis oficiais elegíveis (Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais de Saúde, Conselhos e Associações de Odontologia) por pesquisadores calibrados (Kappa>0,80). A clareza das publicações educativas contendo informações textuais foi avaliada utilizando a versão brasileira do Clear Communication Index (BR-CDC-CCI). Os dados foram analisados por estatística descritiva e pelos testes de Mann-Whitney, Kruskall-Wallis e correlação de Spearman (α=5%). Foram avaliadas todas as publicações entre 2013 e 2024, totalizando 191.460 postagens. Os órgãos analisados publicaram 622 postagens sobre tuberculose e hanseníase (0,32 % do total) e destas 286 foram analisadas quanto à clareza. Houve uma distribuição aproximada entre as postagens sobre hanseniase (49, 0%) e tuberculose (49,7%). O escore médio do BR-CDC-CCI das publicações foi 59,4(±18,4). Apenas 5,6% das publicações analisadas pelo índice atingiu a pontuação mínima de 90%, considerada adequada quanto à qualidade e clareza das informações. Ausência do uso da voz ativa na mensagem principal e a falta da apresentação do risco, modo e o motivo pelo qual as pessoas podem ser afetadas foram os principais problemas de clareza observados.

Os resultados demonstram que apesar dos esforços de comunicação, a clareza e a qualidade da informação permanecem insuficientes, limitando o potencial educacional dessas publicações.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PN-R0186 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Desempenho de modelos de inteligência artificial generativa em saúde bucal coletiva: Uma análise comparativa
Eder Akydawan de Paiva Gomes Fernandes, Tânia Adas Saliba, Cristhiane Martins Schmidt
Preventiva e social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O desenvolvimento recente da inteligência artificial generativa tem ampliado seu uso potencial na área da saúde, incluindo a odontologia. Apesar disso, ainda há pouca evidência sobre o desempenho dessas ferramentas em situações específicas da odontologia coletiva, como a resolução de provas de concursos públicos. Assim, este estudo teve como propósito analisar e comparar o desempenho de três modelos de inteligência artificial generativa: ChatGPT, Gemini e DeepSeek, em suas versões gratuitas, por meio da resolução de 100 questões de concursos na área de saúde bucal coletiva. As questões foram selecionadas de bancos públicos de provas aplicadas a cirurgiões-dentistas entre 2016 e 2026, contemplando conteúdos como epidemiologia bucal, políticas do SUS, vigilância em saúde, determinantes sociais e gestão em saúde. Cada modelo respondeu às questões de forma individual, com prompts padronizados e sem histórico prévio, sendo a pontuação atribuída com base em 1% por acerto. Os resultados indicaram superioridade do ChatGPT (75 acertos), seguido por Gemini (47) e DeepSeek (23). As diferenças foram estatisticamente significativas (p < 0,001), com vantagem de 28 pontos percentuais do ChatGPT sobre o Gemini e de 52 sobre o DeepSeek.

Conclui-se que, nas condições avaliadas neste estudo, apenas o ChatGPT atingiria a pontuação mínima exigida na maioria dos concursos públicos para cirurgiões-dentistas em saúde bucal coletiva, enquanto Gemini e DeepSeek não demonstraram desempenho suficiente para serem considerados ferramentas confiáveis com essa finalidade. Entretanto, esses achados devem ser interpretados com cautela, considerando as limitações do estudo e o caráter dinâmico de evolução dessas tecnologias.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0187 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Prevalência de implantes dentários no Brasil: comparação entre autorrelato e exame clínico no SB Brasil 2023
Gabriel Schmitt da Cruz, Luiza Souza Schmidt, Yasmim Guterres Bauer, Francisco Wilker Mustafa Gomes Muniz, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo comparou a prevalência de implantes dentários em adultos e idosos no Brasil segundo diferentes formas de mensuração no inquérito nacional de saúde bucal SB Brasil 2023. Trata-se de estudo transversal com indivíduos de 35 a 44 e 65 a 74 anos, com dados analisados considerando amostra complexa. A presença de implantes foi avaliada por autorrelato e por exame clínico, considerando pelo menos um implante (≥1 implante). A prevalência variou entre 9,2% e 24,8%, conforme o método de identificação e o grupo etário. O autorrelato estimou aproximadamente 5,7 milhões de indivíduos com implantes, enquanto o exame clínico estimou cerca de 9,6 milhões, indicando subestimação próxima de 40%, consistente entre as faixas etárias. Observou-se maior prevalência entre idosos, indivíduos com maior renda e usuários de serviços privados. Os achados indicam que o autorrelato pode subestimar a prevalência de implantes dentários em comparação ao exame clínico, podendo comprometer a acurácia das estimativas populacionais, influenciar a interpretação de inquéritos epidemiológicos e impactar o planejamento, monitoramento e avaliação das políticas públicas de saúde bucal no Brasil.

O autorrelato pode subestimar a prevalência de pessoas com implantes dentários em comparação ao exame clínico, o que pode comprometer a validade das estimativas populacionais em saúde bucal.

(Apoio: CNPq  N° 10/2023)
PN-R0189 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Dificuldades de acesso ao pré-natal odontológico entre gestantes: análise lexical por nuvem de palavras e similitude
Caroline Correa de Oliveira, Caroline Meronha de Lima, Mayra Sanmiguel Souza, Giovanna Torqueto Castilho, Letícia Santos Alves de Melo, Vanessa Pardi, Elaine Pereira da Silva Tagliaferro
Odontologia Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar as dificuldades percebidas por gestantes no acesso ao pré-natal odontológico, por meio da análise lexical dos discursos produzidos no contexto de uma pesquisa qualitativa baseada no método Photovoice. Trata-se de um recorte de um estudo realizado com 16 gestantes (18 a 40 anos, idade gestacional > 16 semanas), alfabetizadas e usuárias do Sistema Único de Saúde em Araraquara/SP. As participantes realizaram registros fotográficos relacionados às barreiras percebidas no acesso à saúde bucal e participaram de entrevistas semiestruturadas e discussões reflexivas sobre suas experiências. Os discursos foram transcritos e submetidos à análise no software IRAMUTEQ, por meio da Nuvem de Palavras e da Análise de Similitude. A nuvem de palavras destacou a relevância dos termos "casa", "demorar", "prioridade" e "falta", indicando que o cotidiano das gestantes é fortemente influenciado pelo ambiente doméstico e por dificuldades de acesso aos serviços de saúde. A análise de similitude corroborou esses achados, evidenciando a centralidade de "casa", associada a "cuidar", "filho" e "prioridade", além de termos como "medo" e "luxo", que sugerem barreiras emocionais e a percepção do atendimento odontológico como não prioritário.

Conclui-se, portanto, que as dificuldades de acesso ao atendimento odontológico entre gestantes envolvem fatores estruturais e comportamentais, evidenciando a baixa priorização desse cuidado na rotina dessas mulheres.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 131552/2024-4)
PN-R0191 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Fatores Associados à Autoconfiança no Atendimento de Emergências Médicas em Acadêmicos de Odontologia
Annyelle Anastácio Cordeiro, Tecianny Nunes de Aquino, Maria Luísa de Assis Braga, Taysllan Torquato Benevides, Ana Flávia Granville-garcia, Érick Tássio Barbosa Neves
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como finalidade avaliar os fatores técnicos, práticos e emocionais associados à confiança autorrelatada de estudantes de odontologia no manejo de emergências médicas e situações urgentes. Foi realizado um estudo transversal com 100 estudantes matriculados em cursos clínicos de um programa público de odontologia no Brasil. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico, um instrumento que avalia o preparo e a experiência com emergências médicas na prática odontológica, e o Trait Emotional Intelligence Questionnaire - Short Form (TEIQue-SF), validado para uso no Brasil. As análises estatísticas foram realizadas no SPSS v.25.0, aplicando-se distribuições de frequências, teste exato de Fisher e teste t de Student, com significância estabelecida em p < 0,05. A maioria dos estudantes relatou não se sentir preparado para lidar com emergências (82,0%), diagnosticar complicações (61,0%) ou administrar medicamentos injetáveis (91,0%). O escore médio de inteligência emocional foi de 5,06±0,49. A confiança percebida foi significativamente maior entre os estudantes que relataram formação técnica e prática satisfatória, preparação para diagnosticar emergências e habilidade para administrar medicamentos injetáveis (p < 0,01).

Os estudantes que se consideraram preparados para realizar diagnósticos apresentaram escores de inteligência emocional significativamente maiores (p = 0,04). De modo geral, os estudantes de odontologia demonstraram baixa confiança no manejo de emergências médicas, influenciada pela formação técnica, prática e pela inteligência emocional, fatores determinantes dessa confiança, destacando o treinamento e a inteligência emocional como elementos chaves.

(Apoio: CAPES  |  CNPq)
PN-R0192 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Sistema de inteligência artificial para classificação automatizada de condições gengivais em imagens clínicas
Rharessa Gabrielly Ferreira Mendes, Tainah Aiko Hayashi Vitório, Giovana Soares Buzinaro, Leonardo Trench, Maria Julia Pereira Euzebio, Bruna Carraro, Gabriela de Figueiredo Meira, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de inteligência artificial na análise de imagens clínicas tem se expandido na odontologia, especialmente como um meio de apoio na avaliação de condições bucais. Neste estudo, foi desenvolvido um sistema capaz de analisar imagens gengivais e identificar independentemente a presença ou ausência de sangramento, biofilme, hiperplasia gengival e recessão gengival. Para isso, foi desenvolvido um modelo baseado em EfficientNetV2S, com uso de transferência de aprendizado, implementado em TensorFlow/Keras. A análise foi realizada por meio de quatro classificadores binários independentes, treinados com imagens previamente segmentadas e rotuladas por cirurgiões-dentistas. O conjunto de dados incluiu 462 imagens para sangramento, 357 para biofilme, 182 para hiperplasia e 285 para recessão gengival, com divisão em treinamento (80%) e validação (20%). Os modelos apresentaram bom desempenho no conjunto de validação. Para sangramento, 93,48%, com alta precisão e recall. O modelo de biofilme atingiu acurácia de 97,18%, enquanto os modelos de hiperplasia e recessão gengival alcançaram 97,22% e 98,25%, respectivamente, também com elevados valores de precisão e recall. Os resultados demonstram que o sistema proposto é capaz de identificar de forma consistente, diferentes condições gengivais a partir da documentação fotográfica, com desempenho estável entre as tarefas avaliadas.

Assim, os achados reforçam o grande potencial da inteligência artificial como ferramenta de apoio durante a avaliação clínica em odontologia, contribuindo para maior padronização e eficácia na análise de imagens.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/15609-5)



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