9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PIe0318 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Conforto e usabilidade de protetores bucais customizados obtidos por fluxo de trabalho digital e convencional: ensaio randomizado cruzado
Délio Neto Duarte Melo, Maryuri Del Carmen Macias Bautista, Priscilla Barbosa Ferreira Soares, Airin Avendano Rondon, Laryssa Silva da Cunha, Ianca Daniele Oliveira de Jesus, Gisele Rodrigues da Silva, Carlos José Soares
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de protetores bucais é eficiente na prevenção de lesões dentárias e tecidos de suporte durante atividades esportivas. O escaneamento intraoral e impressão 3D otimizam a confecção desses dispositivos, reduzindo etapas clínicas, laboratoriais e podendo melhorar a experiência do paciente. Este estudo avaliou o ajuste, conforto e usabilidade de protetores bucais personalizados obtidos por fluxo convencional e digital em atletas amadores. Um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e cruzado foi delineado (N=46). Os participantes receberam 2 protetores bucais confeccionados em EVA com espessura de 4 mm obtidos por moldagem convencional com alginato e modelo de gesso (CPb) e por escaneamento intraoral e modelo impresso em resina 3D (DPb). Cada dispositivo foi utilizado durante treinos e partidas por 3 meses, em ordem aleatória. Foram avaliados satisfação do paciente, tempo de execução, precisão do modelo, ajuste e efeitos adversos. O DPb apresentou menor tempo clínico e menor desconforto, incluindo ansiedade, náusea, dificuldade respiratória e gosto desagradável (p < 0,05), sem diferença significativa quanto à dor. O CPb apresentou melhor ajuste percebido (p = 0,027). O DPb mostrou menor desconforto imediato após adaptação, sem diferenças significativas aos 30 e 90 dias.

O fluxo digital mostrou-se eficiente na confecção de protetores bucais, sendo mais confortável, rápido e preciso, com níveis de conforto e ajuste do protetor bucal semelhantes aos convencionais.

(Apoio: CAPES  |  FAPs - FAPEMIG  N° 23117.053935/2025-43 / RED-00204-23   |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9 / APQ-03238-24)
PIe0319 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Sorção e solubilidade de materiais restauradores provisórios: comparação entre materiais convencionais e de impressão 3D
Lucas Rodrigues Thomaz, Eduardo Bandeira Sousa Silva, Glória Fischer Granuzzio, Lívia Tosi Trevelin, Regina M Puppin-Rontani, Roberta Caroline Bruschi Alonso
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi comparar a sorção e a solubilidade de diferentes classes de materiais resinosos indicados para provisórios: Resinas 3D de longa duração (PRO - P PRO Crown and Bridge, Straumann; PBC - PriZma Bio Crown, Makertech Labs); Resina 3D de curta duração (PBP - PriZma Bio Prov, Makertech Labs). Resina acrílica autopolimerizável (DCC - Dencôr, Clássico), Resinas bisacrílicas (YPB - Yprov Bisacryl, Yller; PT4 - Protemp 4, 3M). Foram confeccionados 10 espécimes em forma de disco (6 mm × 2,5 mm) com cada material, seguindo protocolos de manipulação e impressão indicados pelos fabricantes. A análise de sorção e solubilidade foi conduzida de acordo com a norma ISO 4049. Os dados de sorção foram submetidos a ANOVA e Tukey e os de solubilidade ao teste de Kruskal Wallis (α=0.05). Com relação à sorção, as resinas 3D PBC e PBP e a resina acrílica DCC apresentaram as maiores médias, significativamente superior aos demais materiais, enquanto a resina 3D PRO apresentou a menor média. Em relação a solubilidade, as resinas 3D (PRO, PBC, PBP) apresentaram as menores médias, significativamente inferiores a resina YPB, enquanto as resinas PT4 e DCC apresentaram medias intermediárias.

Conclui-se que as resinas de impressão 3D apresentam comportamento variável em relação à sorção, dependendo da composição, com baixa solubilidade em relação às outras classes de materiais provisórios. As resinas bisacrílicas apresentaram a maior solubilidade dentre os materiais testados, enquanto a resina acrílica apresentou a maior sorção de água.

(Apoio: Programa Unificado de Bolsas USP  N° 3185/2025)
PIe0320 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Toxicidade trandentinária de sistemas adesivos universais sobre células odontoblastóides e células pulpares humanas
Hugo Henrique Alves de Oliveira, Rafael Antonio de Oliveira Ribeiro, Adrielly de Moraes da Costa Sousa, Matheus Fernandes Bolonhezi, Victória Peruchi, Filipe Koon wu Mon, Josimeri Hebling, Carlos Alberto de Souza Costa
Morfologia e clínica infantil UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A citotoxicidade transdentinária de sistemas adesivos universais, contendo ou não HEMA na composição, foi avaliada sobre células cultivadas num modelo de câmara pulpar artificial (CPA). Células odontoblastóides MDPC-23 foram semeadas na superfície pulpar de discos de dentina com 0,4 mm de espessura adaptados em CPAs. Os grupos foram estabelecidos de acordo com os tratamentos realizados na superfície oclusal dos discos: CP - controle positivo (sem tratamento); SBU-AF - Scotchbond Universal (condiciona e lava); SBU-AUTO - Scotchbond Universal (autocondicionante); GLUMA - Gluma Bond Universal; ZIPBOND - Zipbond Universal; e SOLARE - Solare Universal Bond. Após os tratamentos, as células aderidas na dentina foram avaliadas quanto a viabilidade (AlamarBlue, n=8) e morfologia (MEV; n=4). Extratos (meio de cultura + componentes difundidos pelos discos) foram aplicados sobre uma cultura primária de células da polpa dental humana (HDPCs), as quais foram avaliadas quanto a viabilidade (n=8), atividade de fosfatase alcalina (ALP; n=8), deposição de matriz mineralizada (DMM; n=8) e expressão gênica (RT-qPCR; n=8). Os dados foram analisados por ANOVA/Tukey (α=5%). Células MDPC-23 e HDPCs em SBU-AF exibiram a menor viabilidade e graves alterações morfológicas (p<0,05), sendo que os demais adesivos universais foram estatisticamente semelhantes ao CP (p>0,05). Nesses mesmos grupos, a atividade de ALP/DMM e expressão gênica das HDPCs foram semelhantes ao grupo CP (p>0,05). Porém, maior ALP/DMM e expressão de marcadores inflamatórios ocorreu no grupo SBU-AF (p<0,05).

Conclui-se que dentre os sistemas adesivos universais testados, apenas o Scotchbond Universal causa intensos efeitos tóxicos indiretos sobre células pulpares.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/17561-0  |  CNPq  N° 311118/2025-9)
PIe0321 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Comparação do Grau de Conversão Relativo de Cimentos Resinosos Duais Autoadesivos em Cerâmicas Vítreas Reforçadas com Dissilicato de Lítio
Patrícia Nardelli Souza Castro, Michel Sena Fernandes Faria Lima, Miguel Faria Lima, Eliete Marçal Guimarães Raso
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o grau de conversão relativo de dois cimentos resinosos duais autoadesivos com sobreposição de cerâmicas de diferentes espessuras. Três placas de dissilicato de lítio de espessuras 0,7 mm, 1,0 mm e 1,2 mm foram preparadas através de blocos IPS e.max CAD. Estas placas foram polidas e levadas ao forno para cristalização. Em seguida, quarenta corpos de prova foram confeccionados, utilizando dois cimentos resinosos contemporâneos: BeautiLink SA e RelyX U200. Para cada cimento, foram confeccionados corpos de prova de acordo com quatro grupos (n=5): sem interposição de cerâmica, interposição de 0,7mm, interposição de 1,0 mm e interposição de 1,2 mm. Cada cimento foi manipulado e colocado em uma base com dimensões de 0,5 mm de espessura e 5 mm de diâmetro. Em seguida, foi fotopolimerizado por 40 segundos de acordo com o grupo. Os corpos de prova foram levados para o teste de espectroscopia de infravermelho transformada de Fourier para avaliação e cálculo do grau de conversão relativo. Nos resultados, foi visto que o grau de conversão do RelyX U200 com interposição de 1,2 mm foi pior quando comparado às demais espessuras (p < 0,05). Também foi visto que o BeautiLink SA apresentou melhor grau de conversão nas espessuras 1,0 mm e 1,2 mm quando comparado ao RelyX U200.

Foi concluído que, independentemente da espessura da cerâmica, os materiais não foram completamente polimerizados, e que a espessura da cerâmica pode afetar o grau de conversão do cimento resinoso.

PIe0322 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Gel de peroximonossulfato de potássio associado ao tripolifosfato de sódio como alternativa para clareamento de consultório mais seguro
Isabela Franco Fioritti Silva, Matheus Fernandes Bolonhezi, Victória Peruchi, Filipe Koon wu Mon, Josimeri Hebling, Diana Gabriela Soares, Carlos Alberto de Souza Costa, Rafael Antonio de Oliveira Ribeiro
Departamento de fisiologia e patologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Géis clareadores contendo peroximonossulfato de potássio (PMS) e tripolifosfato de sódio (TPS) foram desenvolvidos e avaliados quanto ao potencial oxidativo (PO), eficácia estética (EE) e citotoxicidade (CT). Formulações variadas de géis contendo PMS e TPS foram investigadas quanto à capacidade de degradar o corante Orange II, utilizando leituras em espectrofotômetro (484 nm). Os géis mais promissores contendo PMS e TPS foram selecionados para as análises de EE e CT, estabelecendo os seguintes grupos: G1- controle negativo (sem tratamento); G2- controle positivo (gel com 35%H₂O₂); G3- gel com 30%PMS+0,3M/TPS; G4- gel com 30%PMS+0,5M/TPS; G5- gel com 30%PMS+0,8M/TPS. Discos de esmalte/dentina padronizados foram adaptados em câmaras pulpares artificiais e submetidos a 3 sessões de clareamento (45 minutos cada). A EE (ΔWID e ΔE00; n=8) foi avaliada após cada sessão clareadora e também 30 dias após finalizar os tratamentos. Para o teste de CT, os extratos (meio de cultura + subprodutos dos géis difundidos pelos discos) obtidos após a primeira sessão de clareamento foram coletados e aplicados sobre células MDPC-23, as quais foram avaliadas quanto a viabilidade (AlamarBlue, n=8; Live/Dead, n=4). Os dados foram analisados por ANOVA/Tukey ou Sidak (α=5%). Todos os géis contendo PMS+TPS apresentaram elevado PO. O gel com 30%PMS+0,5M/TPS (G4) apresentou EE semelhante ao gel com 35%H₂O₂ (G2) em todos os períodos avaliados (p>0,05). As células em todos os grupos experimentais contendo PMS+TPS exibiram VI semelhante ao grupo G1 (p>0,05).

Conclui-se que o gel clareador preparado com 30%PMS + 0,5M/TPS apresenta eficácia estética semelhante ao gel comercial contendo 35%H2O2, porém sem causar grave efeito citotóxicos trans-amelodentinário.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/24414-6  |  FAPs - FAPESP  N° 2024/08870-9  |  FAPs - FAPESP  N° 2025/04556-0)
PIe0323 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeito de sistemas adesivos universais contendo silano na cimentação de pinos de fibra de vidro: um estudo in vitro
Julia Dalzotto Ferreira, Eduarda Gabriela Kaizer Vieira, Pedro Henrique de Aguiar Moreira, Gabriel David Cochinski, Michel Wendlinger, Alessandro D. Loguercio
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou o efeito de sistemas adesivos universais com ou sem silano na cimentação de pinos de fibra de vidro, considerando resistência de união e nanoinfiltração em diferentes terços radiculares (cervical, médio e apical), nos tempos imediato e após envelhecimento. Foram utilizados 180 pré-molares tratados endodonticamente, distribuídos em 12 grupos conforme protocolo adesivo, região radicular e tempo. Após cimentação dos pinos, as amostras foram armazenadas por 24 h ou submetidas à termociclagem (10.000 ciclos). Em seguida, as raízes foram seccionadas e avaliadas por teste push-out e microscopia eletrônica de varredura. Os dados mostraram interação significativa entre protocolo adesivo, terço radicular e tempo (p < 0,05). O terço apical apresentou, de forma geral, menor resistência de união. Após envelhecimento, os sistemas Ambar Universal APS e APS Plus mantiveram estabilidade dos valores, independentemente do uso de silano adicional. Já os sistemas baseados em Scotchbond Universal apresentaram redução significativa da resistência, principalmente no terço apical. A nanoinfiltração foi maior nos grupos com Scotchbond, sobretudo após termociclagem, enquanto os sistemas Ambar apresentaram menor infiltração e maior estabilidade. Observou-se relação entre maior nanoinfiltração e menor resistência de união, especialmente em regiões profundas. A estabilidade da cimentação adesiva depende do sistema utilizado, do envelhecimento e da profundidade radicular.

A presença de silano não promoveu benefício uniforme entre os materiais, indicando comportamento dependente da composição do sistema adesivo.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 304444/2025-1  |  CNPq  N° 304817/2021-0)
PIe0324 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Potencial oxidativo, eficácia estética e citotoxicidade trans-amelodentinária de um gel clareador com peroxidissulfato de potássio
Alex Pedro Furquim Pereira, Rafael Antonio de Oliveira Ribeiro, Stephanie Lissa Tsukamoto, Filipe Koon wu Mon, Victória Peruchi, Josimeri Hebling, Diana Gabriela Soares, Carlos Alberto de Souza Costa
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Géis clareadores livres de peróxido de hidrogênio (H2O2), preparados com peroxidissulfato de potássio (PDS), foram desenvolvidos e avaliados quanto ao potencial oxidativo (PO), eficácia estética (EE) e citotoxicidade (CT). Inicialmente, géis contendo PDS foram analisados quanto a degradação do corante Orange II por espectrofotometria (484 nm). Os géis experimentais mais promissores foram selecionados, estabelecendo os seguintes grupos: CN- controle negativo (sem tratamento); CP- controle positivo (gel/35%H₂O₂); gel/1%PDS; gel/3%PDS; e gel/5%PDS. Para análise da EE, discos de esmalte/dentina foram submetidos a 3 sessões de clareamento (45 minutos cada) e então avaliados por espectrofotometria (ΔWID e ΔE00; n=8) após cada sessão e também 30 dias após finalizar os tratamentos. Para análise de CT, outros discos de esmalte/dentina foram adaptados em câmaras pulpares artificiais (CPAs). Após concluir os tratamentos, extratos (meio de cultura + subprodutos dos géis difundidos pelos discos) foram aplicados sobre células MDPC-23, as quais foram avaliadas quanto a viabilidade (Alamar, n=8; Live/Dead, n=4). Os dados foram analisados por ANOVA/Tukey ou Sidak (α=5%). De maneira geral, todos os géis contendo PDS apresentaram elevado PO. A EE observada no grupo gel/5%PDS não diferiu estatisticamente do CP (gel/35%H2O2) em todos os períodos avaliados (p>0,05). Apenas os géis contendo PDS, independente da concentração, causaram efeitos citotóxicos indiretos semelhantes ao grupo CN (p>0,05).

Conclui-se que o gel clareador com 5% de PDS apresenta resultado estético comparável ao gel com 35%H2O2, sem causar os intensos efeitos tóxicos indiretos desencadeados por esse produto usado no clareamento convencional de consultório.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/24979-3  |  FAPs - FAPESP  N° 2025/04556-0  |  CNPq  N° 311118/2025-9)
PIe0325 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação temporal do pH de géis clareadores de consultório em diferentes sistemas
Manuela Silva Bortolato, Matheus Kury Rodrigues, Bruna Marin Fronza
SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA ALBERT EINSTEIN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivo: Avaliar o pH de géis clareadores de consultório em diferentes sistemas comercializados no Brasil, ao longo de aplicações de 40 min. Metodologia: Foram selecionados oito géis em três sistemas de manipulação: dois frascos (Whiteness HP 35% - HP; Whiteness HP Maxx 35% - MIXX; Potenza Bianco Pro 35% - POT), duas seringas (Opalescence Boost 40% - OB; Pola Office 35% - POB) e auto-mistura (Whiteness HP Automix 6% - AMIXX; Whiteness HP Automix 35% - AMIXX+; Pola Office+ 37,5% - PO+). Os géis foram manipulados conforme a recomendação dos fabricantes e uma alíquota padronizada foi mantida em contato permanente com um eletrodo de pH por 40 min (ATC, Kasvi). Os valores de pH foram registrados nos tempos 0, 10, 20, 30 e 40 minutos. As medições foram realizadas em triplicata e os dados são apresentados como média e desvio padrão. Resultados: O pH inicial variou entre 5,2 (POB) e 7,5 (AMIXX+). Todos os géis apresentaram flutuações de pH ao longo do período de aplicação. Apenas AMIXX+ (6,5-7,5) e PO+ (7,0-7,2) mantiveram os valores de pH consistentemente acima do limiar crítico para desmineralização da dentina (pH > 6,5) em todos os tempos avaliados. O OB, embora tenha iniciado com pH 5,75, apresentou elevação progressiva a partir de 10 minutos, mantendo-se acima de 6,5 nos tempos subsequentes (6,6-7,0). Os géis HP, MIXX e POT (sistemas de dois frascos) e o POB (sistema de duas seringas) apresentaram valores de pH inferiores a 5,5 em pelo menos um dos tempos avaliados. O AMIXX apresentou queda acentuada de pH, de 6,50 no tempo 0 para 3,50 a partir de 10 minutos, permanecendo nesse nível até os 40 minutos.

O comportamento do pH durante a aplicação dos géis clareadores de consultório variou expressivamente entre os sistemas avaliados. A maioria dos géis testados apresentou valores abaixo do limiar crítico para desmineralização do esmalte em algum momento da aplicação. Esses achados indicam que a renovação periódica do gel durante a sessão clínica pode ser necessária para a maioria dos produtos, e que a escolha do sistema clareador deve considerar o perfil de pH ao longo do tempo como critério clínico relevante.

PIe0326 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação do cimento de ionômero de vidro experimental adicionado de 5% e 10% de nanopartículas de hidroxiapatita
Gabriela Gitahy Gama de Carvalho, Rudá França Moreira, André Luiz Fernandes Martins Júnior, Bianca Mendes Silva, Natália Araújo Silva Prado
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O cimento de ionômero de vidro é amplamente utilizado na odontologia devido às propriedades de liberação de flúor, adesão química, biocompatibilidade e tolerância à umidade. O estudo avalia a incorporação de nanopartículas de hidroxiapatita em CIVs (5% e 10% em peso), com objetivo de melhorar propriedades mecânicas, biológicas e adesivas, por meio de testes de microdureza, compressão e atividade antimicrobiana contra Streptococcus mutans. Para o teste de microdureza Vickers foram produzidos 10 corpos de prova para cada material testado e feitas 5 endentações em cada CP, sob carga de 100g durante 15 segundos. No teste de compressão, corpos de prova com as mesmas dimensões citadas foram utilizados e, cada um colocado na máquina universal de ensaios com velocidade de 0,5mm/min. No teste de inibição de Streptococcus mutans, cada material foi avaliado em quintuplicata, adicionado à cultura, e o halo foi medido com paquímetro digital após 48 h de incubação em estufa biológica. No teste de microdureza, o grupo contendo 5% de n-HAp apresentou valores significativamente superiores em relação ao cimento convencional e ao grupo com 10%, enquanto estes dois últimos não diferiram estatisticamente entre si. No ensaio de resistência à compressão, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos analisado. E, quanto à atividade antimicrobiana, nenhum dos materiais testados apresentou formação de halo de inibição frente ao Streptococcus mutans, indicando ausência de efeito antibacteriano nas condições experimentais, contudo, testes mecânicos ainda estão na fase de análise estatística.

Os resultados parciais indicam que as nanopartículas não alteram o comportamento mecânico do material.

(Apoio: UERJ (PIBIC))
PIe0327 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeito de bebidas pigmentantes e clareamento na cor e rugosidade superficial de uma resina composta monocromática em restaurações classe V
Haysla Camily Santos de Lima, Kamila da Silva Padilha, Paula Mathias, Lívia Andrade Vitória , Ana Paula Varela Brown Martins
odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o efeito de bebidas pigmentantes e do clareamento na alteração de cor e na rugosidade superficial de duas resinas compostas monocromáticas (FiltekT Z350 XT e FiltekT Easy Match - 3M ESPE, St. Paul, MN, EUA). Foram confeccionados 108 corpos de prova a partir de dentes bovinos, distribuídos em dois grupos (n=54) conforme a resina utilizada. Cavidades classe V padronizadas foram preparadas, restauradas e armazenadas em água destilada a 37 °C por 24 h. Cada grupo foi subdividido aleatoriamente em seis tratamentos (n=9): controle, clareamento de consultório (peróxido de hidrogênio a 35%), refrigerante tipo cola, café, vinho tinto e cerveja IPA. As leituras de cor (ΔE00) e rugosidade superficial (Ra) foram realizadas após 24 h e após os desafios. As soluções foram utilizadas por 72 h, com trocas a cada 12 h. O clareamento foi realizado em três sessões de 45 min, com intervalos de sete dias. Os dados de ΔE00 foram analisados por ANOVA de dois fatores e teste de Tukey, enquanto os valores de Ra foram submetidos à ANOVA mista de medidas repetidas e pós-hoc de Bonferroni (α=5%). A alteração de cor foi influenciada pelo tipo de resina (p=0,021), tratamento (p<0,001) e interação entre fatores (p=0,013), sendo maiores para refrigerante tipo cola e vinho, sem diferença entre si. Para rugosidade, não houve diferença entre resinas (p=0,520) nem entre tempos (p=0,250), porém houve efeito do tratamento, especialmente nos grupos clareamento e vinho, além de interações pontuais.

Vinho tinto e refrigerante tipo cola promoveram maior alteração de cor. As alterações de rugosidade dependeram do tratamento e da interação com o material avaliado, enquanto as resinas apresentaram comportamento global semelhante quanto à rugosidade superficial.




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