9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PId0271 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Influência de processamento e condicionamento nas propriedades superficiais de Silicato de Lítio reforçado por Zircônia
Rafaella Rodrigues Candido, Lucas Yoshizawa de Marins, José Carlos Castro Costa-Neto, Marina Ciccone Giacomini, Ana Lucia Pompéia Fraga de Almeida, Ana Flávia Sanches Borges, Brunna Mota Ferrairo, Lucas José de Azevedo Silva
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar a influência do processamento e de diferentes métodos de condicionamento de superfície nas propriedades superficiais de uma cerâmica à base de silicato de lítio reforçado por zircônia (SLZ). Blocos de Celtra Duo®️ (Dentsply Sirona) foram seccionados em fatias de 2 mm e polidos com lixas de granulação sequencial. Os espécimes foram divididos conforme o processamento - fresagem (F) ou fresagem seguida de sinterização (FS) - e subdivididos segundo o condicionamento: ácido hidrofluorídrico 5% e 10% (5% e 10%) e primer autocondicionante (Monobond Etch & Prime, Ivoclar Vivadent, PA) (n=5). Foram avaliados rugosidade superficial (Ra), ângulo de contato (AC), microdureza Vickers (MV) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Ra foi analisada por Friedman/Durbin-Conover, ΔRa e MV por Kruskal-Wallis/Dunn e AC por ANOVA/Tukey (95%). Para os resultados de Ra antes e após condicionamento, significância estatística foi observada nos grupos F10%, FS10% e FSPA (p<.001). O grupo FSPA apresentou maior ΔRa (0.360; 0.194, 0.526 μm), diferindo significativamente de FPA (p<.02). Os grupos F10% (19,4±0,26) e FS10% (12.6 ±0.3) apresentaram menores resultados de AC (maior molhabilidade). Maiores resultados de MV foram observados em F10% (627; 609, 638 GPa) e FS10% (617; 610, 626 GPa), sem diferença entre si (p=1.000).

Os resultados deste estudo preliminar devem ser interpretados com cautela; ainda assim, tanto os processamentos quanto os condicionamentos mostraram potencial de modificação superficial, embora o HF 10% tenha promovido modificação mais significativa. Conclusões clínicas e adesivas não podem ser estabelecidas isoladamente, sendo necessários estudos complementares.

PId0272 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Atratividade do sorriso de pacientes com incisivo central unitário escurecido, após tratamento com facetas de resina composta ou cerâmica
Maria Vitória Santos Lopes, Claudio Alberto Franzin, Gabriela Cristina Santin, Núbia Inocencya Pavesi Pini, Lucimara Cheles da Silva Franzin
ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O sorriso influencia a aparência facial, tendo impacto na autoestima e na autoconfiança. Situações de desarranjo de cor e alinhamento dos dentes afetam o equilíbrio do sorriso. Este estudo teve como objetivo avaliar a atratividade do sorriso de pacientes submetidos a tratamento de incisivo central unitário escurecido, por meio do uso de facetas de resina composta ou facetas de cerâmica. A percepção foi avaliada por três grupos de avaliadores: cirurgiões-dentistas, acadêmicos de Odontologia e leigos. A coleta de dados foi realizada a partir do Google Forms®, em que, além de perguntas direcionadas à atratividade do sorriso, 18 fotos, intercalando sorrisos hígidos, sorrisos com incisivos central escurecido e os mesmos sorrisos após o tratamento com faceta de resina composta e cerâmica eram avaliados numa escala de 0 (nada atrativo) a 10 (muito atrativo). Os dados coletados foram analisados por meio do teste ANOVA 2 fatores (p<0,05). A amostra foi constituída por 696 avaliadores sendo: 227 cirurgiões-dentistas, 254 acadêmicos de Odontologia e 215 pessoas leigas. A maioria da amostra apresentava entre 20-30 anos, sendo 71,5% do gênero feminino. No caso dos cirurgiões-dentistas, 36,8% eram ortodontistas. No total, 60,6% da amostra considerou o alinhamento dos dentes como ponto mais importante do sorriso. No entanto, toda a amostra julgou os sorrisos com incisivo central escurecido pouco atrativo de maneira significativa em relação aos demais. Não houve diferença estatisticamente significativa ao se comparar os sorrisos com os diferentes tratamentos entre si e em relação aos dentes hígidos.

Pode-se concluir que a escolha do material, facetas de resina ou cerâmica, não é determinante para a percepção estética do sorriso após o tratamento.

PId0273 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Biocerâmica de hidroxiapatita bovina prensada e moldada com sílica coloidal: caracterização microestrutural, térmica e mecânica
Lucas Yoshizawa de Marins, Gustavo Daguano Orlando, Gabriel Bertho Zimiani, Rafael Salomão, Carlos Alberto Fortulan, Lucas José de Azevedo Silva, Ana Flávia Sanches Borges, Brunna Mota Ferrairo
Dent., Endodontia e Mat. Dent. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou o efeito da adição de sílica coloidal (SC) nas propriedades estruturais, térmicas e mecânicas da nanohidroxiapatita bovina (HA), comparando os compósitos HA+SC moldados (0, 10, 20 e 30%) com HA prensada e zircônia estabilizada por ítria comercial (Y-TZP, IPS ZirCAD MO®). Os espécimes comerciais foram confeccionados conforme a ISO 6872:2024 e sinterizados de acordo com as recomendações do fabricante. A HA foi compactada em prensa uniaxial (100MPa, 60s) e isostática (200MPa, 1min), seguida de sinterização a 1300 °C. Para os grupos moldados, a HA foi homogeneizada em moinho de pás (1000rpm, 2min) com gotejamento controlado de SC e dispersante polietilenoglicol (FS20), obtendo-se quatro grupos experimentais com diferentes proporções de SC, sinterizados a 900, 1000 e 1100 °C. As amostras foram caracterizadas por difração de raios X (DRX), dilatometria e microscopia eletrônica de varredura (MEV). As propriedades mecânicas foram determinadas por microdureza Vickers (MV, n=5) e resistência à flexão biaxial (RFB, n=35), analisadas por ANOVA unidirecional e teste de Tukey (p < 0,05) e Análise de Weibull. O DRX indicou decomposição parcial da HA acima de 1100 °C, com formação de β-tricálcio fosfato e wollastonita nas formulações com SC. O desempenho mecânico seguiu a tendência Y-TZP > HA densa > HA+SC, com redução significativa de MV e RFB conforme o aumento do teor de SC (p<0,05). A análise de Weibull revelou maior confiabilidade nos grupos com SC, embora com menor resistência característica.

Conclui-se que a SC aumentou confiabilidade estrutural dos compósitos moldados, porém comprometeu sua resistência mecânica, indicando a necessidade de otimização composicional antes de aplicações estruturais.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/09729-8)
PId0274 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Influência do grau de esclerose em lesões cervicais não cariosas na eficácia do clareamento dental: estudo in vitro
Letícia Canteri Ferreira, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Maria Alice de Matos Rodrigues, Deisy Cristina Ferreira Cordeiro, Nathalie Murielly Rolim de Abreu, Frederico Barbosa de Sousa, Alessandra Reis, Alessandro D. Loguercio
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro teve como objetivo avaliar se o grau de esclerose em lesões cervicais não cariosas (LCNCs) interfere na penetração de peróxido de hidrogênio (PH) na câmara pulpar e na eficácia do clareamento (EC) em dentes com LCNCs. Vinte pré-molares humanos com LCNCs foram selecionados e classificados por microtomografia computadorizada (microCT) em dois grupos (n = 10): 0% de esclerose e 100% de esclerose, por meio de microCT associado a solução contrastante, que permite a infiltração em túbulos dentinários abertos, possibilitando distinguir e classificar a esclerose com base na permeabilidade dentinária (túbulos abertos vs. obliterados). Parâmetros morfológicos das lesões (altura, largura, profundidade e distância esmalte-câmara pulpar) também foram obtidos por microCT. O clareamento foi realizado com PH 35% em duas sessões: na primeira, aplicado sobre a face vestibular e a LCNC; na segunda, sobre a face vestibular com proteção da lesão cervical com barreira gengival. A penetração de PH foi avaliada por espectrofotometria UV-Vis, enquanto a EC foi mensurada com espectrofotômetro Vita Easyshade (WID, ΔEab e ΔE00). Os dados foram analisados por ANOVA.

Não houve diferença significativa entre os grupos quanto às características das lesões, penetração de PH ou alteração de cor (p > 0,05). Adicionalmente, não houve diferença entre as sessões de clareamento, indicando que o uso de barreira gengival sobre a lesão cervical não influenciou a difusão de PH nem a eficácia clareadora. Conclui-se que o grau de esclerose da LCNC não influenciou a difusão de PH nem a eficácia do clareamento de consultório.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9  |  CNPq  N° 304444/2025-1)
PId0275 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Análise espectroscópica de fotossensibilizadores para direcionamento espectral em terapia fotodinâmica antimicrobiana
João Emídio Costa Gomes da Silva, Huothon Luilmo Guedes de Almeida, Ana Karoline Oliveira Nunes, Vitoria Bajluk, Sandra Kalil Bussadori, Andréa Dias Neves Lago
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar in vitro as propriedades espectroscópicas de diferentes fotossensibilizadores por meio da obtenção de curvas de absorbância, identificando suas faixas de maior absorção e o potencial direcionamento para aplicações em terapia fotodinâmica antimicrobiana. Foram analisados seis compostos: cúrcuma, urucum, eosina Y, eritrosina, espirulina e açaí. As amostras foram submetidas à espectrofotometria UV-Visível, na faixa espectral de 200 a 1000nm, com registro da absorbância obtida. Entre os fotossensibilizadores avaliados, a cúrcuma e o urucum apresentaram comportamento espectroscópico semelhante, com picos de absorbância em 429nm e 431nm, respectivamente, caracterizando maior absorção na região visível próxima à faixa azul do espectro. A eosina Y e a eritrosina exibiram dois picos de absorção, com máximas expressões em 534nm e 542nm, respectivamente, indicando predominância de absorção na região verde do espectro. Em contrapartida, os compostos espirulina e açaí apresentaram absorção predominante em menores comprimentos de onda, com picos em 258nm e 255nm, compatíveis com a região ultravioleta, aspecto relevante para a seleção de compostos em protocolos fotoativados. Esses achados evidenciam que a caracterização das curvas de absorbância permite direcionar a seleção dos fotossensibilizadores conforme sua faixa espectral de maior absorção, favorecendo a correlação entre os compostos avaliados e diferentes fontes luminosas.

Dessa forma, os resultados contribuem para o desenvolvimento de protocolos de terapia fotodinâmica antimicrobiana com abordagens alternativas, acessíveis e de maior facilidade de aplicação.

PId0276 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Eficácia clareadora e permeabilidade do peróxido de hidrogênio em géis de peróxido de carbamida 22% para clareamento caseiro
Camila Wolter, Deisy Cristina Ferreira Cordeiro, Gabrielle Gomes Centenaro, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Emanuel Adriano Hul, Alessandro D. Loguercio, Alessandra Reis
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a eficácia clareadora e a permeabilidade do peróxido de hidrogênio (PH) na câmara pulpar de dentes humanos extraídos submetidos ao clareamento com diferentes marcas comerciais de géis de peróxido de carbamida a 22%. Foram selecionados 120 pré-molares humanos hígidos, distribuídos aleatoriamente em 12 grupos. O protocolo clareador consistiu em aplicações diárias de 1 hora durante 21 dias. As avaliações de cor foram realizadas no baseline e nos dias 7, 14 e 21 por meio de espectrofotometria (VITA Easyshade Advance 4.0) determinada pelos parâmetros ΔEab, ΔE00 e pelo índice de clareamento dental (ΔWID). A concentração de PH na câmara pulpar foi mensurada nos mesmos períodos por espectrofotometria UV-Vis (μg/mL). Os dados foram analisados por ANOVA de medidas repetidas de dois fatores, seguida do teste de Tukey (α = 0,05). Quanto à eficácia clareadora, não foram observadas diferenças significativas entre as marcas na primeira semana (p > 0,05). Na segunda semana, algumas formulações apresentaram maior alteração de cor (p < 0,05); entretanto, ao final de 21 dias, todos os grupos exibiram resultados semelhantes (p > 0,05). Em relação à permeabilidade, houve diferença significativa entre os géis (p < 0,05), indicando variações na quantidade de PH que atingiu a câmara pulpar.

Embora todas as formulações de peróxido de carbamida a 22% promovam alteração de cor clinicamente perceptível e aceitável sob protocolo padronizado, a escolha do material deve considerar também sua permeabilidade, sendo preferíveis os géis que apresentam menor difusão de PH, visando maior segurança biológica.

(Apoio: CNPq  N° 304444/2025-1  |  CNPq  N° 304817/2021-0  |  CAPES  N° 001)
PId0278 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Conduta de cirurgiões-dentistas frente a intervenções de restaurações em resina composta comparada com as recomendações da FDI
Helen Moreira Santos, Nathaniel Pierri Miguel, Aurélio de Oliveira Rocha, Isabela Ramos, Michely Cristina Goebel, Lucas Menezes Dos Anjos, Carla Miranda Santana, Mariane Cardoso
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar a conduta de cirurgiões-dentistas brasileiros frente a intervenções em restaurações diretas em resina composta, comparando suas decisões às recomendações da FDI. Trata-se de um estudo transversal, no qual profissionais regularmente inscritos no Conselho Federal de Odontologia (CFO) foram convidados a responder a um questionário digital estruturado em duas partes: a primeira contemplando dados sociodemográficos e profissionais, e a segunda composta por 28 imagens clínicas padronizadas, baseadas nos critérios da FDI, para avaliação de restaurações diretas em resina composta. Nessa etapa, os participantes indicaram a conduta clínica adotada, variando desde o acompanhamento até a substituição completa da restauração. Ao todo, 394 respostas foram incluídas na análise final. Os dados foram analisados de forma descritiva e por meio dos testes de Mann-Whitney e qui-quadrado (α = 5%). A amostra foi composta majoritariamente por profissionais do sexo feminino (67,5%), com média de idade de 31,2 anos (± 7,99), predominando indivíduos com um a cinco anos de formação (42,6%). Em relação à formação acadêmica, observou-se maior prevalência de participantes com apenas graduação (38,8%). Verificou-se baixa concordância entre as condutas adotadas pelos profissionais e as recomendações da FDI, com predominância de decisões mais invasivas, especialmente a substituição de restaurações. Houve associação significativa entre maior grau de conhecimento e variáveis como idade, tempo de formação e nível de qualificação acadêmica (p < 0,001).

Conclui-se que há discrepância entre a prática clínica e as diretrizes baseadas em evidências, com tendência à adoção de abordagens mais invasivas.

(Apoio: CAPES  |  FAPs - FAPESC)
PId0279 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Protocolos com LED violeta para clareamento dental: eficácia clareadora, variação de temperatura e citotoxicidade
Alícia Hirassawa Sacillotto, Rafael Antonio de Oliveira Ribeiro, Felipe Sales de Oliveira, Victória Peruchi, Filipe Koon wu Mon, Diana Gabriela Soares, Josimeri Hebling, Carlos Alberto de Souza Costa
Fisiologia e Patologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foi avaliado a eficácia clareadora e citotoxicidade de diferentes protocolos de irradiação com LED violeta (LEDv), bem como a variação de temperatura gerada no esmalte e câmara pulpar. Para isso, discos de esmalte/dentina foram adaptados em câmaras pulpares artificiais e a superfície do esmalte irradiada com LEDv de modo contínuo ou fracionado (15, 30 ou 45 min). Nos grupos controle negativo (CN) e positivo (CP), o esmalte permaneceu sem tratamento ou foi tratado com um gel com 35%H₂O₂, respectivamente. A eficácia clareadora foi mensurada por espectrofotometria (ΔE₀₀ e ΔWID; n=8), enquanto a variação de temperatura no esmalte e câmara pulpar foi registrada com termopares (n=8). Para análise de citotoxicidade, arcabouços 3D de colágeno contendo células odontoblastóides MDPC-23 foram posicionados sob a dentina dos discos. Após os tratamentos, as células foram avaliadas quanto à viabilidade (AlamarBlue, n=8; Live/Dead, n=4) e estresse oxidativo (n=8). Os dados foram analisados por ANOVA/Tukey (α=5%). A irradiação com LEDv, independentemente do protocolo, promoveu aumento significativo da temperatura no esmalte e na câmara pulpar em comparação ao CN (p<0,05). Protocolos com maior tempo de exposição resultaram em maior eficácia clareadora, embora esse resultado tenha sido inferior ao CP (p<0,05). Células de todos os grupos irradiados apresentaram viabilidade e estresse oxidativo semelhante ao CN (p>0,05). O maior efeito citotóxico ocorreu no grupo CP (p<0,05).

Concluiu-se que apesar de provocar variações térmicas nos tecidos dentários, o LEDv não causa efeitos citotóxicos, sendo que sua eficácia clareadora, a qual é inferior ao clareamento provocado pelo gel com 35%H2O2, está diretamente relacionada ao tempo de irradiação.

(Apoio: CNPq - CNPq  N° 311118/2025-9  |  FAPs - FAPESP  N° 2025/04556-0  |  FAPs - FAPESP  N° 2025/27292-9)
PId0280 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Estigma social e determinantes da qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV
Maria Alice Gonçalves Ferreira, Carolina Enemoto Silva, Aurineide Souza Pessoa Dias, Tânia Adas Saliba, Fernando Yamamoto Chiba, Geovana Vieira, Ronald Jefferson Martins
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo da pesquisa foi analisar o perfil sociodemográfico de pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e o impacto do estigma da doença na qualidade de vida desses indivíduos. Trata-se de um estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado no Serviço Ambulatorial Especializado de Araçatuba-SP. Participaram da pesquisa 111 PVHIV maiores de 18 anos de idade. A coleta foi realizada por meio de questionário estruturado abrangendo dados sociodemográficos, características da infecção, terapia antirretroviral, hábitos e discriminação vivenciada. A qualidade de vida foi avaliada pelo instrumento HAT-QoL, composto por 34 itens distribuídos em nove domínios. A maioria dos participantes eram do sexo masculino, solteiro e com baixo nível de escolaridade e renda. Os domínios do HAT-QoL com menores médias foram: Preocupações em revelar a doença (18,87), seguido de Preocupações financeiras (28,83) e Atividade sexual (67,79). Variáveis como idade, cor, vínculo trabalhista, carga viral, CD4 e adesão à TARV apresentaram associações significativas. 16,2% dos indivíduos relataram ter sofrido algum tipo de ação preconceituosa, cometida em sua maioria pela equipe de enfermagem (72,2%).

Conclui-se que as PVHIV eram na maioria homens, solteiros e de baixo nível socioeconômico. Diferentes domínios em especial "Preocupações em revelar a doença" e "Preocupações financeiras" impactaram negativamente na qualidade de vida desses indivíduos.

(Apoio: CAPES)
PId0281 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Cuidados de saúde e higiene bucal para pessoas em situação de rua e doentes abrigados
Yasmim Nogueira Mendes, Júlia Gomes da Silva, Luísa Gomes da Silva, Julia Karoline Figueiredo, Andreza Cristina Maciel Gonçalves, Maria Filomena Rocha Lima Huhtala, Eduardo Galera da Silva, Ana Paula Martins Gomes
INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Indivíduos em situação de rua e doentes abrigados estão em constante vulnerabilidade social e, para essas pessoas o acesso à assistência odontológica, educação em saúde e condições de autocuidado são difíceis. O objetivo deste projeto de extensão foi avaliar o conhecimento em saúde bucal de indivíduos abrigados em uma Instituição Filantrópica. Foram entrevistados 20 assistidos, os quais responderam o questionário 1 (Q1) antes das intervenções educativas sobre técnicas de escovação, uso do fio dental, dieta, cárie, doença periodontal (DP) e seus fatores causais. Todos os participantes receberam um kit com escova dental, dentifrício e fio dental. Após 90 dias foi aplicado o questionário 2 (Q2) para avaliar os conhecimentos adquiridos após as ações educativas. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística descritiva. Os resultados do Q1 mostraram que 65% desconhecem o conceito de placa bacteriana, 85% desconhecem DP, 65% relataram conhecer a cárie, 75% não usam fio dental por não saber usar ou sentir dor. Somente 20% dos participantes utilizam a escova, fio dental e dentifrício como instrumentos de higiene oral. Quanto à dieta, 75% e 65% tomam refrigerantes e ingerem doces entre as refeições, respectivamente. No Q2, o conhecimento sobre placa bacteriana subiu para 50%, DP foi 35%, cárie 80% e suas causas. Os instrumentos mais utilizados para higiene continuavam sendo a escova e o dentifrício, com 55%. A adesão ao fio dental mostrou-se insuficiente, com 35%. Os dados sobre ingestão de refrigerantes e doces se mantiveram como no Q1.

A ausência de orientações preventivas resulta em baixo conhecimento sobre higiene bucal, mas ações educativas são estratégias imprescindíveis para estimular hábitos saudáveis e prevenir problemas.

(Apoio: PROEX - UNESP  N° 01/2025)



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